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Einstein: um europeísta e rebelde pacifista


Hoje li um livro comprado em Havana, presumivelmente de uma editora nacional cubana, de uma série sobre "vidas rebeldes", que abordava a vida de Albert Einstein. No livro faz-se em primeiro lugar uma crítica à revista Time, que apesar de fazer de Einstein na sua edição de 1999 a figura do século XX, tem perante a sua figura um ideal condescendente e quase idílico em relação ao cariz rebelde, pacifista e alegadamente socialista de uma das maiores, senão mesmo a maior, figura da Ciência do séc. XX. Por conseguinte, neste texto farei uma abordagem política à figura de Einstein e aos seus ideais, e não uma abordagem científica à sua obra.

Poucos sabem por exemplo que, desde que Einstein chegou aos EUA em dezembro de 1932, desde cedo começou a ser investigado quer pelo FBI, quer mais tarde pela CIA (criada em 1947), devido aos seus ideais alegadamente subversivos. O arquivo de Einstein junto do FBI e da CIA, chegou a conter cerca de 1800 páginas, que relatavam o seu quotidiano, considerando que o seu correio era inspecionado, as suas cartas eram lidas, os seus telefonemas escutados e o seu dia-a-dia vigiado. Recorde-se que apesar de Einstein nunca ter visitado a União Soviética e de ser um opositor ao Estalinismo, logo a seguir ao final da segunda grande guerra passou-se a viver em plena Guerra Fria e no período por alguns denominado de "caça às bruxas". Qualquer não alinhamento com a política militarista e nacionalista americana, poderia ser encarado como subversivo por parte das autoridades federais. E se tal poderia ser ignorado num cidadão comum sem voz, tal não poderia ser desconsiderado no mais importante cientista da época e laureado com o prémio Nobel da Física de 1921. Einstein apoiou várias organizações pacifistas, e apesar de ser um defensor da liberdade, dava muito pouco crédito à retórica capitalista do bem maior plasmado no "mercado livre". Defendeu o salário mínimo nacional para combater a pobreza e uma indústria regulada pelos estados, para o planeamento a longo prazo da economia em função das necessidades da sociedade. Condenou fortemente os bombardeamentos de Hiroxima e Nagasaki considerando-os desnecessários e que serviriam apenas a mera "querela politiqueira" entre os EUA e a União Soviética, considerando que a União Soviética tinha declarado guerra ao Japão e invadido a sua soberania continental no mesmo mês de agosto de 1945.

Era por conseguinte um opositor fervoroso do militarismo, do serviço militar obrigatório e do nacionalismo. Denominava o nacionalismo como "o sarampo da Humanidade" e o militarismo como "a mancha pestilenta da civilização". Referia que os estados, quando soberanos e providos de poder militar, invariavelmente conduziam o seu país à guerra, sendo que a questão não era se mas quando. Referia, como qualquer humanista, como em A Ameaça da Destruição Total (1947), que "o medo e a ansiedade gerais criam ódio e agressividade", e que num clima social dessa natureza "o pensamento humano, objetivo e inteligente não surte qualquer efeito, sendo mesmo suspeito e perseguido por ser não-patriótico". Por conseguinte, era mesmo opositor da total soberania nacional dos estados, defendendo um governo supranacional, ao qual os estados nacionais deveriam delegar parte da sua soberania, como forma de se preservar a já por Kant tão ansiada Paz Perpétua. Num artigo publicado em 1945, escreve:

"Temo eu a tirania de um governo mundial? Claro que sim. Mas temo ainda mais a chegada de mais uma guerra das guerras. É certo que qualquer governo é maléfico até certo ponto. Mas um governo mundial é preferível à mais suprema maléfica das guerras, particularmente com as suas massivas destruições." 

Todavia na época da Guerra Fria o desígnio de um governo mundial, mesmo que democraticamente eleito como defendia Einstein, era encarado no Ocidente como uma conspiração comunista, plasmada na profusa e difundida Internacional; já na União Soviética os apelos de Einstein mais não eram encarados como uma fachada para a imposição de um governo mundial de índole imperialista e capitalista dominado pela alta burguesia. Por isso, os apelos de Einstein, apesar da sua reputação, foram ignorados. E porque refiro eu então que Einstein era também europeísta e por conseguinte muito provavelmente um defensor da atual União Europeia? Em 1914, no início da Primeira Grande Guerra, noventa e três proeminentes intelectuais, artistas e clérigos alemães assinaram um Manifesto ao Mundo Civilizado onde justificavam que o militarismo alemão e a invasão da Alemanha à neutral Bélgica, serviria não só para preservar a cultura germânica mas também a cultura do mundo civilizado. Einstein, juntamente com apenas mais outros três cientistas, assina uma contra declaração, denominada Manifesto aos Europeus, onde apela para a criação de uma Liga de Europeus para que esta possa "fundir o continente num todo orgânico".

Não é a União Europeia o sonho supremo de Einstein, plasmado no seu manifesto de 1914? Uma Liga de Europeus, num "todo orgânico", democraticamente eleita, desprovida de capacidade militar e de exército, e que preservou a Paz na Europa durante os seus sessenta anos de regência? Mas não sejamos ingénuos, pois a República de Weimar durou apenas quinze anos, e foi corrompida pelo, denominado por Einstein, "lado negro" da civilização. Não tenhamos por conseguinte quaisquer dúvidas: enquanto a União Europeia existir, haverá Paz na Europa. Sem a União Europeia, com os nacionalismos exacerbados e catapultados pelo "medo e ansiedade", parafraseando Einstein e recordando a história europeia do séc. XX, a questão bélica na Europa será sempre quando e não se.

Fernando Seara, mais um CANALHA!


Eu costumo dizer que a A16 permitirá que de Sintra
ao Centro Comercial Colombo se demore 15 minutos
   Fernando Seara, setembro de 2009

O duo ficou completo quando o biltre do Barbosa, se juntou ao canalha do Seara para as autárquicas para Lisboa. Sorte a do povo de Lisboa, pois muito provavelmente não ganharão. Pensei sobre este tópico e racionalizei que poderia eventualmente nem sequer abordar esta questão e nem perder tempo com um canalha que muito provavelmente sairá derrotado das eleições autárquicas. Mas não, quis pôr os pontos nos i. 

E que planos tem então Seara para Lisboa? Acabar com o estacionamento selvagem, que grassa nas nossas cidades, afetando essencialmente pessoas de terceira idade e crianças? Não, sobre esta temática nem uma linha. Promover acalmia de tráfego em Lisboa, onde o limite de 50km/h raramente é respeitado, e cujas consequências são atropelamentos mortais de várias crianças peões? Não, para quê se as crianças não dão votos. Fazer de Lisboa uma cidade mais humana e amiga dos seus cidadãos? Não, também não. Seara defende antes no seu programa "um túnel no Saldanha que conclua o desnivelamento do eixo Campo Grande-Amoreiras, fundamental para dar solução ao trânsito na cidade", defendendo ainda que irá "criar um cartão que permita estacionamento gratuito para moradores, em qualquer zona da cidade pelo período de 3 horas". Em Amesterdão os moradores pagam 60€/mês para estacionarem o carro na rua à porta de casa, mas Seara em Lisboa, quer dar gratuitidade muito para além do bairro do morador. Depois vem com a tanga do costume que quer Lisboa limpinha, imune ao vandalismo dos grafitos. Mas este idiota não percebe que para se zelar por Lisboa, Lisboa não pode ter tantos carros, tanto trânsito, tanta poluição! Ninguém vai zelar pela av. da República, enquanto esta tiver 11 vias de trânsito automóvel, porque ninguém vai sentir essa avenida como sua.


Fonte: ANSR.
Mas não se esqueçam que Fernando Seara promete criar o pelouro do idoso
em Lisboa. Hipócrita nojento!

E o que fez Seara por Sintra? Promoveu uma melhoria da linha ferroviária de Sintra melhorando o sistema de transportes públicos? Fez ao menos pressão nesse sentido? Também não! Uma pesquisa rude no Google e percebe-se todavia que Seara fez pressão para se construir mais estradas para a entrada de Lisboa, mas como tal foi chumbado por questões ambientais (para os fanáticos dos popós o ambiente é como Fátima, só se presta devoção uma vez por ano) referiu em público que era preciso encontrar alternativas ao IC19. Em 2002, em vez de pressionar para que se melhorasse os transportes públicos no concelho de Sintra, pediu milhões do Orçamento de Estado para o alargamento do IC19. Meus camaradas habitantes da linha de Sintra. Já pararam para usar a puta da cabeça? Já pensaram que se calhar o IC19 é o Itinerário Caracol, porque simplesmente Portugal é o terceiro país com mais carros da Europa, mesmo que a Grande Lisboa seja a zona da Europa com mais vias rápidas e autoestradas. A puta da cabeça também é para pensar! Ou na linha de Sintra as mentes são mentecaptas? Achar que o problema da linha de Sintra, com o respetivo crescimento urbano caótico, com localidades como Massamá e Cacém entregue aos bichos, se resolve com mais estradas, é ainda acreditar no pai Natal. E que tal melhorar a linha ferroviária de Sintra, que tem muitíssima mais capacidade de transporte de pessoas com um custo energético muito menor e com muito menos impacto ambiental?

Faço-vos um apelo, votem em branco antes de votar em mais um canalha!

Petição pela introdução de portagens na entrada de Lisboa



Os mais de 500 mil veículos que entram diariamente na cidade de Lisboa provocam:
  1. Elevados índices de emissões de poluentes, deteriorando seriamente a qualidade do ar, cujos estudos demonstram forte correlação com diversas doenças respiratórias mortais;
  2. Elevados índices de poluição sonora, cujos estudos referem que provocam sérias maleitas para o sistema endócrino e diminuição da qualidade de vida;
  3. Carência de espaço público com qualidade, sendo o estacionamento ilegal sobre o espaço pedonal uma constante, deteriorando seriamente a qualidade do espaço público;
  4. Elevados índices de atropelamentos, essencialmente idosos e crianças. Há em Lisboa em média mais de dois atropelamentos por dia; 
  5. Congestionamento excessivo do tráfego, causando perdas de tempo evitáveis para os utilizadores de automóvel e transporte público;
  6. Custos de manutenção de infraestrutura rodoviária dentro de Lisboa, os quais são pagos pelos seus munícipes sem comparticipação adicional dos efetivos utilizadores da infraestrutura
Embora o automóvel seja um veículo importante para o conforto e autonomia dos seus utilizadores, observamos que o excesso de tráfego automóvel em Lisboa, é o causador principal de poluição atmosférica e sonora, da degradação ambiental urbana e de acidentes de viação. Os congestionamentos causados pelos automóveis refletem em perdas económicas e energéticas no transporte público municipal e intermunicipal. Todos estes fatores provocam grave diminuição da qualidade de vida dos munícipes de Lisboa, e daqueles que a visitam, tendo variados custos externos.

Vêm assim os proponentes requerer, para que em Lisboa sejam introduzidas (opcionalmente de forma temporária, por exemplo seis meses) portagens à entrada da cidade, mais conhecidas por Sistema de Taxação de Tráfego.

Já implementaram com sucesso sistemas similares, cidades europeias como Milão, Londres, Estocolmo ou Riga. Os resultados demonstraram que o tráfego diminuiu em média entre 10% a 30%, tendo havido melhorias significativas na qualidade do ar e na redução da poluição sonora. As receitas provenientes deste sistema de portagens deveriam reverter diretamente para a melhoria dos sistemas de transportes coletivos de passageiros.

Dessa maneira, observa-se que existem diversas cidades com realidades distintas, que vêm pondo em prática melhorias para a circulação de peões e ciclistas, e quando integrado ao transporte coletivo e aos meios não motorizados, o espaço urbano produz pólos comerciais e áreas habitáveis mais atraentes, melhora a qualidade ambiental da cidade, promove um aproveitamento do solo mais eficiente e reduz os impactos negativos causados pelo tráfego de automóveis, valorizando as vias urbanas e os espaços públicos

Poder-se-iam aplicar isenções ou descontos, para determinados horários e dias de menor tráfego, para transportes públicos como táxis, veículos empresariais considerando que os transportes públicos não são uma alternativa, moradores, veículos elétricos ou automobilistas que já pagam para entrar na cidade, como por exemplo os que vêm da margem sul, mesmo que esse montante não reverta para a cidade, mas sim para a Lusoponte. Deixamos todavia o poder político regular estes descontos e isenções.

Com os presentes sistemas de portagem eletrónica, onde se incluem os Dispositivos Eletrónicos de Matrícula (DEM) ou Sistema de Reconhecimento Automático de Matrículas (ALPR), já em uso em diversas autoestradas, estamos também em crer, que do ponto de vista técnico, a implementação do sistema proposto estaria facilitada.

Bem sabemos que os automobilistas são já largamente taxados na utilização das rodovias de acesso à cidade, mas a cidade de Lisboa que acolhe todos esses veículos não é justamente ressarcida pelas respetivas externalidades. Passado o período de teste (a usar-se), far-se-ia um referendo municipal, onde os munícipes deliberariam se queriam manter o dito sistema, ou retroceder à forma anterior, i.e., sem portagens.

Esperançados que a proposta vá avante e traga consideráveis melhorias na qualidade de vida dos munícipes,

Os signatários

Comentários neste blogue e ameaças de morte à minha pessoa!


Sendo eu um fervoroso defensor da liberdade de expressão, aliás tal como está consagrado no n.º 1 do art.º 37.º da Constituição da República - o meu artigo favorito - sendo a Constituição a lei magna da nação, nunca fiz qualquer tipo de censura ou moderação neste blogue, pois sempre achei que mesmo os mais irracionais, ofensivos ou coprolálicos comentários tinham o seu devido espaço, neste lugar da Liberdade! 

Todavia, os fenómenos começaram a tomar proporções perigosas, entre os quais:
  • Ameaças veladas de morte à minha pessoa
  • Ameaças de morte e ofensivas à minha família e aos meus entes queridos (já os apaguei por consideração aos meus familiares) 
  • Várias ameaças de morte por telefone

Como vivemos numa sociedade capitalista, entende-se racionalmente que o dano provocado no outro é proporcional ao dinheiro que o outro perde em função das ações tomadas. Neste blogue e no meu canal do YouTube já se criticou duramente, sempre na procura incessante pela Verdade, com eventuais prejuízos financeiros para os lesados, as seguintes entidades:

Assim, caros amigos e Ex.mos Srs. da Polícia Judiciária, se amanhã eu aparecer numa valeta, não é necessário fazer uma investigação deveras exaustiva. No seguimento da proteção que farei á minha integridade física, os comentários anónimos deixarão de ser autorizados. Todos os comentários doravante deverão ser feitos apenas com identificação, continuando a não haver qualquer tipo de moderação. 

Os comentários anónimos tinham outro grande problema, pois permitiam que os trolls destabilizassem e descontextualizassem completamente uma troca de argumentos, o que fazia com que o troll, se passasse por quem não era. É o mais certo o que se passou aqui, quando 'alguém' apanha a onda de contestação dos maquinistas da CP, para fazendo-se passar por um, me fazer várias ameaças de morte, tendo depois ligado para o meu telefone fixo ameaçando-me de morte, como se alguma vez um maquinista tivesse acesso ao meu telefone de casa. As ameaças de morte para o meu telefone não são de agora, já vêm de alguns meses a esta parte!

Fiquem no entanto informados os mafiosos, que não surtirão efeito as vossas tentativas, e que não me calarei, continuando sempre a escrever e a revelar a podridão e o caruncho que V. Exas. representam na sociedade portuguesa!

Ciclovia da Expo, a anedota continua...


Criei mais uma ocorrência no sítio da CML na minha Rua com o n.º OCO/73370/2013, para que haja a remoção dos blocos e a respetiva pavimentação da ciclovia da Alameda dos Oceanos. Esta pseudo-ciclovia é uma anedota ciclável e nunca vi ninguém por lá andar. Todos os ciclistas por norma, andam paralelamente ao lado da dita, cometendo uma ilegalidade, ao abrigo do Código da Estrada


Pavimento da 'ciclovia'