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Barbosa vs. Pimentel, caso encerrado


Nunca pensei que aquele escrito satírico e de desabafo literário que redigi no primeiro dia de primavera de 2011, fazer-me-ia escrever tantos caracteres sobre o assunto. Em maio de 2013, mais de dois anos depois, o processo ficou finalmente encerrado, tendo apenas colocado hoje no meu blogue, por questões de tempo. Publico as 171 páginas do processo na íntegra para a auscultação de todos. Ficamos a saber que Carlos Barbosa prestou presencialmente depoimentos contra mim na Polícia de Segurança Pública, tendo referido explicitamente que eu o chamei "filho da puta" (página 49), o que é totalmente falso, chamei-o sim, FDP, que é um sigla que pode ter várias combinações, entre as quais "Fanático dos Popós". Ficamos também a saber (página 20-22) que alguns sócios do ACP ficaram extremamente irritados com o meu texto. Penso mesmo que foi apenas devido a isto que Barbosa atuou, pois ele estava bem ciente das consequências mediáticas, daí ter feito várias pressões extrajudiciais como explanarei, pois quis demonstrar aos sócios do ACP que sabia "pôr ordem na casa". Ficamos também a saber que Carlos Barbosa pediu uma indemnização cível de 5000€, tendo usado também vários funcionários do ACP como suas testemunhas abonatórias.

Uma análise detalhada ao caso extrajudicial

Muitos caracteres escrevi neste blogue sobre o caso Barbosa vs. Pimentel, ou seja, como o ACP e o seu presidente Carlos Barbosa, de uma forma cobarde, não querendo de todo debater as questões de fundo, me colocaram um processo crime por difamação e calúnia, por ter escrito este texto. Percebi com este caso que a pessoa em questão é extremamente poderosa e influente, e temo que até tenha influências nos meios judiciais. Passo a explanar a minha análise.

Carlos Barbosa é um lobo velho da política, alguém que não tem formação superior, mas que sabe muito bem mover-se nos meios políticos e sabe exatamente o que quer ouvir a vox populis. Colocou Sócrates em tribunal por gestão danosa quando este perdeu as eleições, não que este não merecesse, mas a altura em que o fez, foi escolhida de forma meticulosa, apenas para obter popularidade junto da populaça, numa altura em que os desígnios da troika estavam ao rubro junto da população portuguesa.

Carlos Barbosa fundou o Correio da Manhã, um jornal mais populista que popular, que sabe exatamente tocar nos assuntos mais primários que são tão caros à populaça, o mesmo jornal que ganha 5 milhões de euros por ano, com a prática de lenocínio. Carlos Barbosa esteve sempre envolvido de forma muito estranha ao futebol (uma área que não é publicamente conhecida pela sua transparência nos negócios), mais precisamente ao Sporting. Posteriormente tornou-se presidente do ACP, pois considerando que em Portugal há quase seis milhões de veículos, presumindo-se que existe em igual número automobilistas, os assuntos que abordam os interesses destes últimos dão vasta popularidade. Carlos Barbosa, sabe meticulosamente, que bradar aos céus em todos os meios de comunicação social protestando contra o aumento dos combustíveis, é algo que traz popularidade, traz fama, traz eventualmente votos.

Penso assim, que o objetivo de Carlos Barbosa, sempre foi apenas um só: concorrer pelo PSD a uma câmara municipal ou a outro qualquer cargo importante, pois Carlos Barbosa é uma raposa velha da política e sabe perfeitamente aquilo que o povo quer ouvir para daí obter dividendos.

PEDIDO DE DESCULPAS


Eu, JOÃO FILIPE OLIVEIRA DA COSTA LOPES PIMENTEL FERREIRA, apresento ao ACP – Automóvel Clube Português e ao seu presidente, Carlos Alpoim Vieira Barbosa, as minhas desculpas pelas expressões que utilizei quando me referi a estes num texto anteriormente publicado neste blog VERA VERITAS intitulado “ACP declaro que não sou sócio”, reconhecendo que me expressei de maneira excessiva, ofensiva e difamatória para com os mesmo, aqui expressando o meu arrependimento pela forma injuriosa como a eles me referi no texto acima identificado.

Lisboa, 21 de Fevereiro de 2013

João Pimentel Ferreira

Caso Barbosa vs. Pimentel; a saga continua


Exposição que fiz ao juiz
Se apanhou esta novela a meio leia ISTO

Este caso, por certo ainda vai fazer jurisprudência. Até que ponto um desabafo literário, pode ser acusado de calúnia? Até na idade média, uma época em que as penas judiciais eram extremamente mais severas, a liberdade literária no que concerne ao escárnio e ao mal-dizer era aceite. 

Ora reparai que D. Afonso Henriques (1109-1185) mandava encarcerar as mulheres que se amantizavam com elementos do clero, D. Afonso III (1210-1279) castigava com o enforcamento aquele que assaltasse a casa de outrem para roubar e D. Pedro I (1320-1367), decreta que a  todos os que falsificassem  moeda ou objetos de ouro ou prata lhes fossem amputados os pés e as mãos [1].

Ora por essa altura, Martim Soares, trovador português, documentado no período compreendido entre 1220 e 1260, escreve este poema em espécie de escárnio, a um tal Pero Rodrigues, o Carlos Barbosa lá da altura, a quem o acusava de ser 'cornudo':

Pero Rodrigues, da vossa mulher,
não acrediteis no mal que vos digam.
Tenho eu a certeza que muito vos quer.
Quem tal não disser quer fazer intriga.
Sabei que outro dia quando eu a fodia,
enquanto gozava, pelo que dizia,
muito me mostrava que era vossa amiga.

Se vos deu o céu mulher tão leal,
que vos não agaste qualquer picardia,
pois mente quem dela vos for dizer mal.
Sabei que lhe ouvi jurar outro dia
que vos estimava mais do que a ninguém;
e para mostrar quanto vos quer bem,
fodendo comigo assim me dizia.

Ao que parece na história portuguesa não há registos de quaisquer trovadores enforcados, amputados nem muito menos encarcerados, pois esta forma de arte era aceite pelo povo e pela nobreza. Todavia, no século XXI, em Portugal, e após o 25 de abril, colocam-se os poetas com termo de identidade e residência, por calúnia e difamação. 

Ao caro Pero Rodrigues dos popós:

Se vos deu o céu, um popó sacral
e se vos aprazais com os negros o anal
daqueles que se mostram nos bosques sublimes
enquanto lhes lambeis, suas vergas tão firmes
garanto-vos que já o velocípede não castra
e ficais com tesão, até com a mulher gasta
Largai hoje mesmo, o vosso sacro popó
Deixai hoje mesmo de fazer o bobó
pois se o escárnio, na era afonsina era aceite
hoje, posso grafar, que um negro te esporro a careca com leite!

Falei então com o meu advogado oficioso há dois meses, e este lá me referiu para eu ser mais moderado, que estava em negociações com o ACP, para que o ACP desistisse da queixa. Até agora, não tive quaisquer novidades, assim sendo, fiz eu uma exposição direta ao juiz. Vede Imagem em cima!

Na dita reunião com os advogados oficiosos (era um e uma de um escritório conceituado, sou especial) foi-me dito que é quase certo eu vir a ser condenado por calúnia, difamação e injúria, pelo teor do meu texto. Todavia, a boa notícia, é que é um direito que me assiste, poder substituir a multa em dinheiro, por trabalho comunitário. Ora, trabalho comunitário, é o que faço de borla, desde há anos, por isso Exmo. Sr. Juiz, venham as suas mais duras penas para este poeta infame!

PS: Peço por favor que reencaminhem isto a juristas e estudantes de Direito, qu'isto vai fazer jurisprudência em Portugal.

Caso judicial ACP, a novela continua



Ofício de ACUSAÇÃO PARTICULAR
Nota preambular: Este já é o quarto episódio de uma novela mexicana, em que eu sou o bom, Carlos Barbosa o mau, e o seu advogado o vilão (ou viloa neste caso). Assim recomendo-lhe que veja os episódio número 1, número 2 e número 3.

Bem, lá recebi um ofício na minha morada fiscal, referindo que já foi deduzida ACUSAÇÃO PARTICULAR contra mim. Porquê as maiúsculas? Bem foi exatamente nestes termos gráficos, que a técnica de justiça me notificou como podem ver no ofício que está em anexo.

Bem, para mal dos meus pecados, os cristãos-novos do ACP estão a trabalhar bem! Neste processo há coisas muito estranhas o que pode indiciar influências malignas do ACP dentro do meio policial. Sabendo que um dos problemas iniciais em qualquer processo é a notificação das partes, foi um agente da PSP ao meu trabalho em hora de expediente para me notificar. MUITO ESTRANHO, usando da terminologia gráfica da técnica Maria do Céu Ramos que assina o ofício. Sabiam a minha morada residencial, mas não enviaram para essa morada pois eu poderia eventualmente alegar que não recebi a carta, atrasando o processo. Aliás, o agente da PSP, quando chegou à secretaria da entrada do edifício, pediu à rececionista para falar com os meus superiores hierárquicos. MUITO ESTRANHO, usando da terminologia gráfica da técnica Maria do Céu Ramos. O que é que o meu chefe tem a ver com a minha vida particular? NADA. Todos os meus superiores hierárquicos ficaram a saber, que estava indiciado numa acusação penal, tudo porque o agente da PSP, que foi ao meu trabalho, fez questão de informar toda a gente. Sentido de discrição certamente não é com ele (ou então já a trazia na manga, a carta claro está!). Deve ser daqueles agentes policiais que quando vai notificar um dirigente desportivo nortenho num bar de alterne, não sai de lá sem usufruir de uma felação de uma brasileira do nordeste!

Posto isto, o Estado lá me indicou um cristão-novo oficioso, não que eu o pedisse, mas o Código do Processo Penal no n.º 3 do art.º 64.º diz que "é obrigatória a nomeação de defensor quando contra ele for deduzida a acusação, devendo a identificação do defensor constar do despacho de encerramento do inquérito". Como Portugal tem o maior índice em número de advogados por habitante, e eles estão impregnados quais sanguessugas no meio político, financeiro e legal, há que manter o STATUS QUO, e os interesses garantidos de uma elite que é em grande parte causadora do estado da nação e da justiça deplorável que temos em Portugal!

Dito isto, enviei ao meu advogado oficioso para sua análise, este texto legal, que me parece adequado, dadas as circunstâncias.

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I. ENQUADRAMENTO

1.º

Em Portugal, os carros e os combustíveis representam cerca de um quarto das importações. Em 2010 esse valor foi cerca de 16 mil milhões de euros, agravando seriamente a balança de pagamentos de um país a ser regido por credores, um país que perdeu soberania e que se transformou num protetorado, em parte devido ao défice acumulado da sua balança comercial. Há cerca de 5 milhões e 900 mil automóveis em Portugal. Considerando um preço médio de €14000, obtém-se um valor patrimonial nacional de 82 mil milhões de euros, superior ao empréstimo total que Portugal obteve da troika. Considerando que um automóvel tem uma desvalorização média anual de cerca de 12%, o país perde de ativos todos os anos cerca de 10 mil milhões de euros, apenas na desvalorização do seu parque automóvel.

18 perguntas para os sócios do ACP


Praça do Comércio à la ACP e à la Carlos Barbosa

  1. A que se deve a hegemonia do automóvel em Portugal?
  2. Por que é que em Portugal, os carros e os combustíveis representam 1/4 das importações?
  3. Por que é que Portugal é o 3º país da Europa com mais carros por habitante, sendo dos mais pobres?
  4. Quanto dinheiro já gastou o Estado em investimentos rodoviários, e se os impostos cobrados sobre os veículos e combustíveis, cobrem esses investimentos?
  5. Não será a proliferação do automóvel uma das principais causas para o sedentarismo, que provoca as doenças do coração, maior causa de morte em Portugal?
  6. Quanto custa ter um carro? Quanto poupamos no fim do mês, se vendermos o carro e andarmos a pé, de bicicleta ou de transportes públicos?
  7. Por que é que há mais mortos na cidade, de patologias do foro respiratório, do que no campo?
  8. Sabia que o automóvel já ceifou mais vidas a portugueses do que a guerra colonial?
  9. Sabia que só em Lisboa e no Porto são atropeladas em média quatro pessoas por dia?
  10. Sabia que um terço das emissões de CO2 vem dos transportes, sendo quase na totalidade, por veículos automóveis?
  11. Sabia que 99% dos transportes em Portugal, movem-se a derivados do petróleo, que temos que importar?
  12. Sabia que 40% de TODA a Energia que o país consome é usada nos transportes, essencialmente nos automóveis?
  13. Sabia que os gases emitidos pelo automóvel, provocam graves patologias para a saúde?
  14. Sabia que entram 700 mil carros todos os dias em Lisboa e que se os quiséssemos estacionar todos lado-a-lado e frente-a-frente, esse parque de estacionamento seria a segunda maior freguesia de Lisboa?
  15. Sabia que a poluição automóvel, já matou milhares de pessoas por pneumonia?
  16. Sabia que o tráfego automóvel, é o maior causador de ruído na cidade, que provoca uma série de doenças ao nível hormonal, como estresse, perturbação do sono e até enfarte?
  17. Sabia que há centenas de pessoas de terceira idade, com carrinhos de bébe, ou com mobilidade reduzida que se recusam a ir ao centro de Lisboa, pois os carros em cima do passeio, impedem-lhes completamente a mobilidade?
  18. Sabia que entre 1990 e 2004 houve um aumento no parque automóvel em Portugal de cerca de 130 por cento?
Não sabia? Pois eu também não! 
Mas quando soube, com o Conhecimento, Mudei!

Escrevi, fui ouvido, sou arguido...


Pois nesse belo dia de 11 de julho de 2012, lá fui eu às instalações da Polícia de Segurança Pública, na Rua Cintura do Porto de Lisboa, em Lisboa, para prestar depoimentos no âmbito da denúncia que foi feita contra mim, por ter redigido este artigo, contra o ACP e o seu presidente. Fui então logo na receção, encaminhado para uma sala de espera, decrépita e tumular, onde tive de esperar cerca de trinta minutos. Fui forçosamente obrigado a ver o populista jornal da tarde da TVI num enorme plasma, ai qu'horror! Estas instalações da PSP são tão antigas e o edifício é deversas inadequado, para um país que se diz de primeiro mundo. Logo à entrada, do lado direito, uma abertura para a garagem dos veículos da PSP, onde só conseguia contemplar carros patrulha da PSP e motociclos, todos desmontados, prontos a serem reparados. A rua é empedrada e os veículos estacionam em cima do passeio. Lá espero eu então trinta minutos, ao lado da Nádia, e o agente Bernardes lá me chama para eu ser ouvido. Subo as escadarias até ao primeiro piso e apercebo-me que as instalações são mesmo velhas e sem quaisquer condições. Entro no gabinete do agente e fico estupefacto, lembra-me um gabinete de interrogatório da KGB. Ora o dito gabinete, que não deve ter mais de cinco metros quadrados, a sério, era mesmo um quadrado com cerca 2,3 metros de lado; ora o gabinete continha apenas uma pequena secretária, duas cadeiras exíguas, um pequeno móvel com uma ventoinha sobre o mesmo dado o elevado calor, e um computador sobre a secretária. O agente Bernardes era bem constituído, lembrava-me aqueles seguranças privativos das discotecas e dos bares menos próprios, mas era acessível e extremamente simpático.

Entrei, sentei-me e falei: "ora exmo. sr. agente, cumpre-me apenas informar que houve por certo um enorme mal entendido em todo este enredo novelístico". Pergunta-me: "sabe o que o traz por cá?". Tendo eu respondido: "presumo que sim".

ANÚNCIO MUITO IMPORTANTE


ANÚNCIO JUDICIAL

Fui recentemente notificado por um agente da PSP, que se dirigiu ao meu local de trabalho durante a hora de expediente, para me notificar na qualidade jurídica de "denunciado". Muito pouco sei, pois o processo está em segredo de justiça, apenas sei que está relacionado com o ACP e muito provavelmente com o teor deste artigo. Serei ouvido no dia 11 de julho por um investigador judicial da PSP, que me referiu que fui oficialmente e judicialmente acusado na qualidade de "denunciado". Muito provavelmente trata-se de uma acusação nos chamados crimes contra a honra, que estão plasmados a partir do art.º 180.º do Código Penal.

Cumpre-me dizer o seguinte em minha defesa:
  • o artigo em causa está num blogue com opiniões estritamente pessoais, e com pouca visibilidade pública.
  • o estilo do texto é satírico, quase prosa-poesia, um mero desabafo literário ao estilo do Manifesto-Anti Dantas, em que Almada Negreiros num estilo satírico chama a um proeminente político e escritor de então, Júlio Dantas, termos como "ciganão", "cigano", refere que "nu é horroroso", que "cheira mal da boca", que é a "meta da decadência mental", que a geração por si representada é "um coio d'indigentes, d''indignos e de cegos", chamando-lhe ainda de "pantomineiro" (intruja). Almada Negreiros não foi julgado nem indiciado judicialmente, e estava-se nos princípios do século XX, uma época com costumes muito mais ortodoxos.
  • faço um apelo veemente à integridade física de Carlos Barbosa
  • não tenho quaisquer antecedentes criminais, e sou um assíduo cumpridor dos meus deveres fiscais
  • tenho participado amiúde ativamente em vários projetos em prol da comunidade e do meu próximo, sem qualquer retorno financeiro

Acrescento ainda que, no meu enteder, e usando da dialética, considero que no paradigma do texto têm de ser considerados dois parâmetros: a forma e o conteúdo. A forma pode eventualmente ser injuriosa, infame ou ofensiva, mas assenta essencialmente num estilo de desabafo e de sátira literária; todavia o conteúdo é extremamente válido e premente nos dias que correm. A forma, serviu apenas para chocar, foi um meio para trazer à consciência das pessoas o teor do conteúdo, esse sim, válido, racional e desprovido de sentimentalismos exacerbados. Não se trataram assim de simples ofensas gratuitas, e o texto em apreço não é contra Carlos Barbosa enquanto pessoa humana, o texto é dirigido ao presidente do ACP enquanto dirigiente de um clube cujos interesses são nefastos para as pessoas, para as cidades, para o país e para o planeta, por todas as razões já evocadas no conteúdo do artigo.

João Pimentel Ferreira

ACP, declaro que não sou sócio


Nota prévia: Devido ao conteúdo deste artigo, fui constituído arguido com termo de identidade e residência, numa acusação criminal por difamação e calúnia, feita pelo ACP e pelo seu presidente Carlos Barbosa. Veja mais informações AQUI, AQUI e AQUI.

Carlos Barbosa e Associados, os fdp que andam a lixar a vida aos portugueses

Tenho carro, fodo o país e os outros.... e que se foda!!!
O idiota e o energúmeno que dirige os desígnios do Real Automóvel Club de Portugal, entidade nefasta para os desígnios da nação, cuja plebe denomina somente por ACP, veio recentemente a público referir que considera que os preços dos combustíveis estão altíssimos, e que se deveriam instituir bombas de gasolina de baixo preço para que se incentivem as pessoas a andar de carro. Este biltre, cujos pais decidiram chamar de Carlos, e cujo patronímico deve ser Barbosa, não deve por certo estar satisfeito com os desígnios claramente catastrofistas e quase apocalípticos que o nosso país atravessa, e ainda por cima ousa abrir a boca para pronunciar-se sobre medidas que nos enterrarão ainda mais como nação. Faço um apelo veemente a todos os nacionalistas: irradiquem, sem qualquer mácula física obviamente contra a pessoa em questão, os interesses instalados do ACP e do seu coio de preguicentos, que tanto definham este país, pois deveria ficar lavrado em decreto real e republicano que o senhor em apreço só se poderia deslocar doravante a pé, e quanto muito de transportes públicos, após um pagamento extraordinário de 10€ por viagem, para que se ajude a sanar o passivo brutal das empresas públicas de transportes.

Passo a detalhar a minha indignação em seis pontos:

Sai mais barato suster uma amante do que um carro

Vários estudos demonstram claramente que ter carro sai caríssimo. Os estudos mais moderados apontam para cerca de 290€/mês, sendo que os mais encarecedores referem cerca de 600€/mês. O estudo, de fonte teoricamente mais séria que encontrei foi de uma jornalista do Expresso que detalhando todas as despesas apontava para um valor de cerca de 450€/mês. E parece que num momento de crise poucos hábitos de mobilidade se alteraram, sendo que os portugueses não prescindem de todo do seu automóvel particular. Á pois é, o tuga prescinde de pão para os filhos se for preciso, mas não lhe tirem o santo carrinho para as suas frívolas viagens até ao Colombo e até Cascais. Se me estiver a ler, já alguma vez fez as contas ao custo total em que fica um carro? Pois eu quis saber e inquiri o INE nesse sentido, e uma funcionária muito zelosa desse magno instituto de estatística referiu-me muito cordialmente: “Lamentamos mas não temos essa informação nem sabemos onde obtê-la”. Este ínclito país fundado por Afonso I entrou no século XXI com cerca de 500 automóveis por mil habitantes, e se descontarmos os recém-nascidos, os enfermos, os indigentes, os acamados nos hospitais e os velhos que recebem a extrema-unção, pode claramente atestar-se que não há nenhum português que não tenha o seu carro. Pois meus caros; faço-vos um anúncio: não quero fazer parte da estatística que afunda o país e digo-vos que vou vender o carro nas próximas semanas.

Já pensaram nas despesas que gastam em combustíveis (gasolina, gasóleo, GPL, eletricidade), em seguro automóvel, em estacionamento e parquímetros, em portagens, em imposto único de circulação (IUC), em manutenção e revisões, em substituição de peças que se desgastam (pneus, suspensões, etc.), em inspeção periódica e reinspecção, se caso disso, na desvalorização do carro, no risco de acidente (custos de saúde, custos com reparações, indeminizações, agravação de prémios, valorização do tempo perdido), em multas, em risco de roubo e ainda nas lavagens e até nos arrumadores. Se o carro for novo, pode contar meu caro, com pelo menos 400€/mês. E parece que com a crise a mudança é muito pouca. Com o 25 de Abril, passámos do miserabilismo salazarista para o novo-riquismo socialista, e parece que o carro sempre foi um menino de oiro dos nossos governantes, mesmo que tal vá enterrando as finanças públicas com as conhecidas consequências funestas para a nação. Portugal é dos países da UE com mais autoestradas, Portugal está no terceiro lugar na EU em número de carros por pessoa, e tem o maior crescimento da rede de autoestradas. Lembrem-se meus caros, que este belo país à beira mal plantado, tem-se endividado muito e mesmo muito para construir as famigeradas autoestradas por esse país fora. Belas obras socráticas e cavaquistas que ficaram na memória como a quase extrema-unção num país que não tem indústria automóvel própria nem tem recursos petrolíferos endógenos.

O carro é uma máquina de morte

A maior causa de morte em Portugal são indubitavelmente as doenças cardiovasculares. Os fatores de risco para este tipo de doenças são entre outros, o sedentarismo, ou seja, é mesmo fazer pouco ou não fazer nenhum. Naturalmente o carro, entra nesta estatística macabra, pois com o santo carrinho, só levantamos a peida para a pôr dentro do banco do habitáculo e só a levantamos novamente para nos sentarmos no café, no trabalho ou no sofá a ver o Benfica-Porto (escrevo enquanto dá na TV o Benfica-Porto e não se vê ninguém na rua: este povo básico e frívolo quer mesmo só carro e circo). De referir ainda que ocorrem 800 mortes na estrada todos os anos devido a acidentes de viação. Abdicar do carro, é passarmos a ir para o café a pé, é passarmos a ir para o trabalho de transportes públicos e a pé, é movimentarmo-nos, é mexermo-nos, é queimar aquela barriga e aquela gordurinha que nos anda a chatear e a molestar, é vivermos mais tempo e de forma mais saudável. Esqueçam os ginásios, não passam de salas de tortura para bisontes e armários que se exercitam apenas com o intuito meramente egoístico da autoestima e da beleza corporal; sendo quase sempre completamente centrados em si próprios.

Percebe-se por que é que o ACP já nos traz o médico a casa. Quando só levantamos a peidola para a meter e tirar do assento do carro, ficamos mesmo predispostos a precisar de um médico muito zeloso para curar as nossas enfermidades do foro cardiovascular. O Sr. Carlos Barbosa e o seu cartel criminoso de compadres e associados, promovem assim a desgraça dos cidadãos e dos portugueses, pois se a maior causa de morte em Portugal são as doenças cardiovasculares cujo grande fator de risco é o sedentarismo, leia-se, o carro; culpo eu assim o Sr. Carlos Barbosa e seus associados por homicídio por negligência ao abrigo do n.º 1 do art.º 137.º do Código Penal. Aliás, nem é homicídio, deveria mesmo ser genocídio generalizado da população lusa, pois 37 mil mortes todos os anos devido a doenças cardiovasculares é muita gente que morre por ano, devido ao sedentarismo excessivo, ou seja, devido à democratização do carro. Mais uma vez faço um apelo generalizado a todos os homens e mulheres conscientes e nobres deste país, para que irradiquem sem pudor ou sentimentalismos, os interesses instalados do Sr. Carlos Barbosa e da mafia que com ele se dá. É para o bem dele, verão que durará mais anos.

Esquecendo agora o sedentarismo provocado pela democratização do automóvel, que é uma causa indireta da mortandade em Portugal, existem as causa muito diretas que são os cerca de 35 mil mortos provocados por acidentes de viação em Portugal desde 1987, tal como consta no somatório dos relatórios anuais da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, estando o automóvel envolvido na quase totalidade destes acidentes mortais de viação. De referir ainda, e não menos importante, são os quatro atropelamentos que ocorrem todos os dias em média em Portugal (uma média diária de 2,2 em Lisboa e 1,7 no Porto), sendo a maioria das vítimas pessoas de terceira idade, naturalmente mais frágeis. E o que é revoltante é que segundo a mesma fonte por exemplo em Lisboa em 2006 dos 1111 atropelamentos 353 foram nas passadeiras. Só no ano de 2007 até agosto, em Portugal, tinham sido atropelados mais de quatro mil peões, dos quais 74 morreram.

Conclui-se assim muito facilmente que o carro é uma máquina de mortandade em Portugal, desde as causas indiretas como o sedentarismo excessivo, assim como as causas diretas como os acidentes de viação fora das localidades em vias rápidas e auto-estradas, ou mesmo dentro das cidades; mas também a mortandade que o carro provoca nos peões, a parte mais fraca e mais débil na mobilidade urbana, e que deveria ser protegida, e a sua segurança zelada a todo o custo pelas autoridades nacionais.

Pensamento ACP: tenho carro, fodo o ambiente e que se foda

Cerca de um terço de todas as emissões de dióxido de carbono (CO2) na Europa vem dos transportes. O CO2 emitido pelos automóveis provoca efeito de estufa e aquecimento global, cujas consequências são amplamente conhecidas, como secas e consequentes incêndios, inundações com a expansão dos oceanos e o derretimento das calotas polares, catástrofes naturais como furacões e tempestades e desaparecimento de espécies. Portugal, segundo dados da Comissão Europeia tem a suas emissões de CO2 em níveis acima daquilo que se comprometeu no protocolo de Quioto. Mas para o biltre e patife do Sr. Carlos Barbosa, Quioto é tão-somente uma cidade longínqua no Japão onde alguns países assinaram um acordo de intenções que não é para ser cumprido. Mas não se tratam só de emissões de dióxido de carbono, pois dióxido de carbono, emitimos todos nós quando respiramos; os carros emitem além do CO2, muitos outros gases poluentes que são extremamente severos para a saúde dos seres humanos como hidrocarbonetos, monóxido de carbono (CO), óxido de nitrogénio (NOx), partículas em suspensão e óxido sulfúrico (SOx). E esta poluição atmosférica é particularmente severa nas cidades devido à elevada concentração de veículos, mas também devido ao facto de nas cidades os carros andarem muitas vezes no denominado pára-arranca, em que nestas situações, os índices de emissão de gases poluentes é muito maior. A poluição atmosférica provocada pelos veículos provoca graves patologias para a saúde humana, e muito particularmente para o sistema respiratório, como asma, bronquite, pneumonia, cancro do pulmão, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica), fibrose quística e também doenças cardiovasculares. Aliás há vários estudos que referem que a probabilidade de se apanhar doenças mortais do foro respiratório é muito maior se vivermos na cidade em comparação com o campo, e tal deve-se quase na totalidade aos automóveis, cujo clube nefasto é dirigido pelo patife do Sr. Carlos Barbosa. Um estudo da universidade de Birmingham no Reino Unido correlaciona mesmo a poluição causada pelos veículos com milhares de mortos por pneumonia.


Pensamento ACP: tenho carro, faço muito barulho e que se lixe

As cidades portuguesas estão repletas de carros, e estes provocam uma poluição sonora extremamente ruidosa e severa para a saúde das pessoas. Faça este exercício: vá até a uma rua comum da sua cidade; pare perto da estrada de forma discreta; feche os olhos durante um minuto e analise cuidadosamente o que ouve. Reparará que o que ouvirá é essencialmente ruído provocado por automóveis. A poluição sonora, que é deveras elevada nas nossas cidades e que é essencialmente provocada pelo carro, degenera em estresse, enxaquecas, problemas ao nível hormonal, desordens do sono, perda de audição, hipertensão e problemas cardiovasculares. Aliás, um relatório recente da OMS revela mesmo que morrem todos os anos no mundo 210 mil pessoas devido a enfartes causados pela poluição sonora. A mesma organização revela que um em cada cinco europeus está regularmente exposto a níveis de ruído durante a noite que pode prejudicar significativamente a saúde, e tal deve-se maioritariamente aos automóveis. Façamos todos um exercício nacionalista e dirijamo-nos todos à mansão onde habita o biltre do Sr. Carlos Barbosa e coloquemos-lhe uns altifalantes bem elevados em frente à janela onde dorme, altifalantes esses que simulem o barulho noturno provocado pelos automóveis; e não o deixemos dormir como retribuição pelo que este mafioso promove nas cidades portuguesas.


Tenho carro, ocupo passeios e espaço público; e que se foda

O caso de Lisboa é paradigmático do que refiro. Entram 400 mil carros todos os dias em Lisboa; se os quiséssemos estacionar todos lado a lado, frente a frente, considerando os valores regulados para o estacionamento individual em parques de estacionamento que é 12 m2, teríamos um parque de estacionamento de 8,4 km2. Esse parque de estacionamento para todos os carros que entram em Lisboa seria a segunda maior freguesia de Lisboa, só ultrapassada pelos Olivais com cerca de 10 km2. O caso do centro de Lisboa é paradigmático do que refiro. Os carros estão em cima dos passeios desrespeitando pessoas com mobilidade reduzida, velhotes, mães com carrinhos de bebés. O tráfego é insanável dentro de Lisboa, ocupando espaço público vital que poderia muito bem ser usado proficuamente para fins muito mais prazerosos de lazer público, como jardins, parques infantis, esplanadas, praças e passeios maiores. Como resolve a CML este problema? Com parques de estacionamento subterrâneos extremamente onerosos para o erário público; aliás, a EMEL vai investir nestes próximos anos 40 milhões de euros em parques de estacionamento.


Tenho carro, afundo a economia do país; e que se foda

Vamos à parte que mais interessa a muitos destes medíocres neossemitas engravatados e higieno-fascistas que adoram folhear as páginas dos jornais económicos de tons alaranjados, meras e mui frívolas cópias de jornais financeiros com proveniências anglo-saxónicas. Falemos então das questões económicas para o país, pelo facto de quase cada português ter um carro. Estranha-me mesmo bastante que os nossos afamados economistas nunca tenham abordado esta questão deveras premente. Ora vejamos: Portugal como todos sabem, não tem indústria automóvel própria, tem somente fábricas cujos lucros vão para acionistas estrangeiros. Não há uma empresa com capitais portugueses que produza automóveis, assim sendo quando um tuga compra um carro, além de se estar a endividar a si através das financeiras e do crédito automóvel, está invariavelmente a endividar o país. Entre 1990 e 2004 houve um aumento no parque automóvel em Portugal de cerca de 130 por cento. Eu relembro os mais incautos que todos estes carros foram importados, ou seja, endividamos o país para os poder importar, pois não os produzimos. Mas tal como à puta amante luxuosa, não basta pagarmos a primeira foda; também o carro tem os seus vícios financeiramente sorvedouros para o país. Ao importarmos um carro, além de estarmos a endividar seriamente o país para o adquirir, estamos a criar as condições para nos afundarmos ainda mais na manutenção do carro, ou seja: combustíveis. Portugal não tem recursos petrolíferos e dados da Comissão Europeia, revelam que 99 por cento dos transportes em Portugal movem-se a derivados do petróleo que temos que importar. Aliás, dados do INE revelam mesmo que as maiores importações que Portugal faz são combustíveis (15%) e as segundas maiores importações que o país faz são automóveis (12%). Eu fiz as contas: Portugal em 2010 teve de importações 66 mil milhões de euros e de exportações 55 mil milhões de euros. Bastava que num determinado ano, simplesmente embargássemos todas as importações de automóveis, e com a consequente poupança de combustíveis, e em menos de dois anos teríamos a nossa balança comercial equilibrada, com as conhecidas vantagens económico-financeiras para os portugueses e para o país; algo que já não sucedia desde os tempos do tio Salazar. Estranha-me mesmo muito, todavia, que nunca tenha ouvido nenhum economista de renome da nossa praça, abordar esta questão.


Irradiquemos os interesses do ACP

Serei radical, fundamentalista, ou deu-me apenas um ataque extremo de lucidez em prol do interesse público?