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[PPP Rodoviárias] Como é que a alcateia socretina, ainda ousa ladrar perante o estado da nação?


A carrocracia em deterimento dos outros meios de transporte, ativos ou não, paga-se caro, e muito caro. Tenho estado mais atento às questões das PPP rodoviárias e como estas são um arrombo nas finanças públicas que são pagas com fome, miséria, impostos e desemprego, enfim, austeridade.

As mais recentes notícias:

"O documento [da comissão parlamentar de inquérito] com 180 conclusões e mais de 500 páginas, entregue ontem aos deputados da comissão, conclui que "os encargos com as PPP rodoviárias são excessivos" e decorrem em parte de "decisão puramente política que se sobrepôs, à eficiência e à eficácia económica e da satisfação da necessidade pública dos projectos". As acusações e dúvidas levantadas em relação à actuação dos governos socialistas de José Sócrates são transversais a todo o relatório e a praticamente todos os contratos analisados,"
in: jornal Económco

"Um relatório confidencial entregue ao Governo de Sócrates no final do mandato e a que só o PS teve acesso; [dá a entender] "arranjinhos" entre o anterior Executivo e os consórcios vencedores das Parceiras Público-Privadas (PPP); "sonegação de informação" propositada; alertas para renegociações de contratos que podem resultar no "descalabro completo" ao nível dos encargos para o Estado." "[Na comissão parlamentar de inquérito o prof Manuel Avelino estimou] encargos na ordem dos 50 mil milhões de euros que o professor fez e que também o juiz jubilado do Tribunal de Contas, Carlos Moreno, ouvido na sexta-feira, apontou"

lá para 2050 estaremos todos assim


Imagem intercalada 1

Petição pela introdução de portagens na entrada de Lisboa



Os mais de 500 mil veículos que entram diariamente na cidade de Lisboa provocam:
  1. Elevados índices de emissões de poluentes, deteriorando seriamente a qualidade do ar, cujos estudos demonstram forte correlação com diversas doenças respiratórias mortais;
  2. Elevados índices de poluição sonora, cujos estudos referem que provocam sérias maleitas para o sistema endócrino e diminuição da qualidade de vida;
  3. Carência de espaço público com qualidade, sendo o estacionamento ilegal sobre o espaço pedonal uma constante, deteriorando seriamente a qualidade do espaço público;
  4. Elevados índices de atropelamentos, essencialmente idosos e crianças. Há em Lisboa em média mais de dois atropelamentos por dia; 
  5. Congestionamento excessivo do tráfego, causando perdas de tempo evitáveis para os utilizadores de automóvel e transporte público;
  6. Custos de manutenção de infraestrutura rodoviária dentro de Lisboa, os quais são pagos pelos seus munícipes sem comparticipação adicional dos efetivos utilizadores da infraestrutura
Embora o automóvel seja um veículo importante para o conforto e autonomia dos seus utilizadores, observamos que o excesso de tráfego automóvel em Lisboa, é o causador principal de poluição atmosférica e sonora, da degradação ambiental urbana e de acidentes de viação. Os congestionamentos causados pelos automóveis refletem em perdas económicas e energéticas no transporte público municipal e intermunicipal. Todos estes fatores provocam grave diminuição da qualidade de vida dos munícipes de Lisboa, e daqueles que a visitam, tendo variados custos externos.

Vêm assim os proponentes requerer, para que em Lisboa sejam introduzidas (opcionalmente de forma temporária, por exemplo seis meses) portagens à entrada da cidade, mais conhecidas por Sistema de Taxação de Tráfego.

Já implementaram com sucesso sistemas similares, cidades europeias como Milão, Londres, Estocolmo ou Riga. Os resultados demonstraram que o tráfego diminuiu em média entre 10% a 30%, tendo havido melhorias significativas na qualidade do ar e na redução da poluição sonora. As receitas provenientes deste sistema de portagens deveriam reverter diretamente para a melhoria dos sistemas de transportes coletivos de passageiros.

Dessa maneira, observa-se que existem diversas cidades com realidades distintas, que vêm pondo em prática melhorias para a circulação de peões e ciclistas, e quando integrado ao transporte coletivo e aos meios não motorizados, o espaço urbano produz pólos comerciais e áreas habitáveis mais atraentes, melhora a qualidade ambiental da cidade, promove um aproveitamento do solo mais eficiente e reduz os impactos negativos causados pelo tráfego de automóveis, valorizando as vias urbanas e os espaços públicos

Poder-se-iam aplicar isenções ou descontos, para determinados horários e dias de menor tráfego, para transportes públicos como táxis, veículos empresariais considerando que os transportes públicos não são uma alternativa, moradores, veículos elétricos ou automobilistas que já pagam para entrar na cidade, como por exemplo os que vêm da margem sul, mesmo que esse montante não reverta para a cidade, mas sim para a Lusoponte. Deixamos todavia o poder político regular estes descontos e isenções.

Com os presentes sistemas de portagem eletrónica, onde se incluem os Dispositivos Eletrónicos de Matrícula (DEM) ou Sistema de Reconhecimento Automático de Matrículas (ALPR), já em uso em diversas autoestradas, estamos também em crer, que do ponto de vista técnico, a implementação do sistema proposto estaria facilitada.

Bem sabemos que os automobilistas são já largamente taxados na utilização das rodovias de acesso à cidade, mas a cidade de Lisboa que acolhe todos esses veículos não é justamente ressarcida pelas respetivas externalidades. Passado o período de teste (a usar-se), far-se-ia um referendo municipal, onde os munícipes deliberariam se queriam manter o dito sistema, ou retroceder à forma anterior, i.e., sem portagens.

Esperançados que a proposta vá avante e traga consideráveis melhorias na qualidade de vida dos munícipes,

Os signatários

Mortos em "combate" nas estradas de Portugal


Entre 1961 e 1974, ao longo de 13 anos, morreram no ultramar na guerra colonial 8289 soldados portugueses. Entre 1991 e 2004, ao longo de também 13 anos, morreram nas estradas portuguesas 25644 portugueses, três vezes mais. 
Onde se encontra o seu memorial?

Reportagem - Atropelamentos em Lisboa!




Intrigado com o acidente que havia amputado as pernas a um cidadão Nepalês na R. do Conde do Redondo, fui ao local e fiz esta pequena vídeo-reportagem. Falei com pessoas, que me disseram que é comum haver excesso de velocidade e vi vários carros a passarem vermelhos e ao que parece que é normal. Uma senhora disse-me que "os carros entram para dentro das lojas" e outro senhor disse-me que "há atropelamentos uma vez por semana".

PPP rodoviárias custarão 1000 Euros a cada português


Segundo uma auditoria da consultora Ernst & Young, até 2039 os contribuintes terão de pagar 18 mil milhões de euros por 36 PPP rodoviárias. Este é o dinheiro que o Estado se comprometeu a pagar aos privados que desenvolveram os projetos rodoviários. Nesse mesmo período, o Estado deverá encaixar apenas 6,3 mil milhões de euros em receitas. Se estes valores se confirmarem, até 2039 o prejuízo para o Estado nestes empreendimentos será de 11,8 mil milhões de euros – o equivalente a seis anos de subsídios de férias e de Natal para os pensionistas e funcionários públicos.

Ou seja, cada português, pagará para as PPP rodoviárias mais de 1000 Euros, já considerando o resultado líquido, e pagam mesmo aqueles que não têm carro como eu!

O Golpe da Energia (lê-se Galp)


Nota preambular: faço parte dos que acha que a gasolina deveria custar 20€ o litro! O atrasado do Pimentel também!


O golpe da Energia

Aqui, em Narvik, donde escrevo, a gasolina custa €1.88 o litro, a mais cara do mundo. Na Noruega, um país com enormes recursos petrolíferos, com enormes recursos energéticos, a gasolina é a mais cara do mundo. A Noruega donde escrevo tem muito menos quilómetros de autoestradas do que Portugal. Enquanto o meu país tem 253 km de autoestrada por milhão de habitantes, aqui a Noruega tem apenas 53 km. Em termos de área a Noruega tem 7 km de autoestrada por cada 10 mil km2 de território, já Portugal tem 292 km. Se considerarmos o rácio entre quilómetros de autoestrada e PIB per capita, aos 141 km de Portugal contrapõem-se apenas 5 km da Noruega, ou seja cerca de 30 vezes menos. Aqui na Noruega, a saúde é universal e completamente gratuita e o sistema de educação é também universal e completamente gratuito, por exemplo não há propinas na Noruega. Os salários da função pública e do sector privado são dos mais altos da Europa. O salário médio por exemplo dos professores na Noruega ronda os 4000€ por mês.

Ciclovia da Expo, a anedota continua...


Criei mais uma ocorrência no sítio da CML na minha Rua com o n.º OCO/73370/2013, para que haja a remoção dos blocos e a respetiva pavimentação da ciclovia da Alameda dos Oceanos. Esta pseudo-ciclovia é uma anedota ciclável e nunca vi ninguém por lá andar. Todos os ciclistas por norma, andam paralelamente ao lado da dita, cometendo uma ilegalidade, ao abrigo do Código da Estrada


Pavimento da 'ciclovia'

Milhares de Milhões de € por minuto e meio!


Interessante, foi publicado há pouco tempo os Censos 2011, ora vejam isto:

Tempo Médio por Deslocação Pendular; Fonte: Censos 2011, INE

Em 10 anos com vários milhares de milhões de euros investidos em rodovia, em vias rápidas, estradas, autoestradas, com um aumento de 140% no parque automóvel para "melhorar" a mobilidade,  com um aumento brutal no número de pessoas que usa carro no dia-a-dia (mais rápido dizem elas) e melhorámos em tempo de deslocação pendular 1 minuto e meio!

Dá que pensar!

O delírio das autoestradas em Portugal


Portugal tinha à data de novembro de 2008 uma rede de 2860 km de autoestradas. Com o plano de novas concessões iniciado pelo governo de Sócrates, a rede iria crescer cerca de 50%, o correspondente a mais 1400 quilómetros de vias com perfil de autoestrada. Este número incluía cerca de 100 km das concessões lançadas pelo anterior Governo e adjudicadas nessa legislatura (Grande Lisboa e Douro Litoral), mas o grosso da expansão foi uma decisão do Executivo Sócrates. Totalizando o que já havia em 2008 com o que o governo Sócrates se proporia fazer, Portugal ficaria com uma rede 4290 km de autoestradas.

Todos os estudos e comparações o mostram: Portugal tem uma das maiores redes de autoestradas da União Europeia a 15, ao nível de quilómetros por habitante e por área. Esta realidade, foi apresentada num estudo de tráfego feito pela TIS a pedido da Brisa no final de 2008.

Quando comparamos Portugal com os outros países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) ou da Europa a 25, a conclusão é similar. Já em 2006, os dados mostravam que na UE a 25, Portugal tem uma média de autoestradas por rede viária de 2,3% muito acima dos 1,2% da média, e que é o terceiro valor mais elevado depois da Espanha e Luxemburgo. A União Europeia tem 13 km de autoestradas por 100 mil habitantes, quando Portugal tem 17 km. Por cá existem 20 km de autoestrada por 1000 km2 de área do país, enquanto que a média da UE são 15 km. Olhando para o universo da OCDE, Portugal foi o segundo país que desde 1990 até 2006 registou a maior expansão na rede. Mais significativo são os indicadores que relacionam a extensão da rede com a capacidade económica. Portugal em 2006 já era o segundo país com mais quilómetros (8,3 km) por mil milhões de dólares de PIB, apenas ultrapassado pelo Canadá.

Considerando que o dito estudo foi feito em 2006, e que desde então houve estagnação económica, considerando ainda que houve um crescimento de cerca de 50% na rede, pode constatar-se facilmente que Portugal, por certo, deve ser o país da Europa e do Mundo, com mais km de autoestradas por área, por habitante e por capacidade macroeconómica!

Depois não se queixem da austeridade!!!!

Fonte:
Diário de Notícias,  PORTUGAL É DOS PAÍSES COM MAIS AUTO-ESTRADAS NA EUROPA, Nov 2008, Ana Suspiro


Rua pedonal, mais capital!




Quando é que os comerciantes locais e os lojistas em Portugal percebem que:

rua/largo/praça sem carros => mais faturação €€€€€

Por que é que os comerciantes e os lojistas em Portugal reiteram sistematicamente no mesmo erro teórico e factual, de que é necessário ter estacionamentos e trânsito automóvel à porta para que tenham negócio?

Temos três casos paradigmáticos em Lisboa:
  • a Rua Augusta, que é estritamente pedonal, tem um tecido comercial forte que fatura muitos euros, tem as lojas, cafés e restaurantes quase sempre todos ocupados com turistas e com locais, já nas ruas da Prata e do Ouro onde existe trânsito automóvel, o comércio definha.

  • A R. Duque de Ávila, é outro caso de sucesso. No seguimento das obras do Metropolitano de Lisboa, procedeu-se ao alargamento do passeio e a construção de uma ciclovia (que não rouba espaço ao peão), então o comércio local revitalizou-se e no verão é um sucesso com esplanadas cheias, com pessoas que consomem e que dão faturação aos lojistas locais. Há várias lojas, que mesmo em tempo de crise, foram inauguradas nessa zona!

  • O Terreiro do Paço era um enorme parque de estacionamento, barulhento e poluído. Com a pedonalização da praça, abriram diversos cafés, restaurantes e esplanadas, que têm sido um sucesso, mesmo no inverno. No verão nem se arranja lugar para sentar, dada a afluência de turistas que trazem dinheiro para consumir em Portugal.

Será que os nossos comerciantes e lojistas locais são autistas, ou são só cegos devotos do Sr. Carlos Barbosa e do seu ideário?

Estórias de bicicleta - O Taxista, o lobo velho e incivilizado da estrada


Agarrava nos punhos do volante da minha bicla e questionava-me sobre o facto de, com tantas e evidentes vantagens que conseguia atingir com este meio de transporte – financeiras, de saúde, e altruísticas como menos poluição, menos barulho e menos espaço na cidade, menos importações de combustíveis e veículos – e mesmo assim, os outros utentes da via, tratavam-me como um empecilho. Não passam de profanos, no sentido etimológico do termo, pois desconhecem as grandes vantagens de se ver a Luz. E eu, e também os outros poucos que são os ciclistas urbanos, havíamos visto a Luz. E para se ver a Luz é preciso Saber: não admira portanto que paradoxalmente são os academicamente mais letrados e os mais abastados que adotam a bicicleta, mesmo que o comum dos mortais, plebeu e profano, trabalhe cinco meses do ano para pagar as despesas do seu carro.

Todavia, pedalar em Lisboa, é (ainda) um pouco aventureiro, dada a animalidade intrínseca que os profanos das bolhas enlatadas manifestam ao volante. As autoridades policiais encaram a bicicleta no mínimo com desconfiança, uma espécie de elemento invasivo e parasita da via pública, e eles, guardas e polícias de trânsito, quais glóbulos brancos que defendem a ordem viária contra os ataques exógenos, encaram ainda a bicicleta como uma afronta contra o sistema imunitário viário. Mas são os taxistas, os elementos da via pública que manifestam um comportamento mais agressivo e perigoso perante os ciclistas, tal prende-se com o facto de os ciclistas - infringindo o Código da Estrada para sua segurança - circularem com regularidade nas vias BUS; os taxistas, essas feras velhas e decrépitas da rodovia, esses mamutes poluidores e iletrados que fazem da via BUS uma via de aceleração, colocam constantemente em risco a segurança dos ciclistas, com as tangentes e razias que nos fazem no dia-a-dia. 

É sobre estes paradigmas que versarão as minhas estórias. Tratam-se de estórias reais, factuais, que presenciei e que vivi na primeira pessoa, não são novelas ficcionais.

As bestas do asfalto e algumas propostas legislativas conexas


Não nos iludamos com a prática comum dos condutores de táxi. Se eu fosse legislador, findaria muito facilmente o desrespeito que os taxistas têm perante os outros utentes das vias e das rodovias públicas: tornaria obrigatório a todos que quisessem uma licença de condução de um táxi, o título de mestre, no âmbito da reforma europeia denominada processo de Bolonha. Quem não tivesse um mestrado, em que área fosse, não poderia conduzir um táxi. Tudo por uma questão de civismo perante os outros que seria naturalmente imposto. Bem sei que há indivíduos que têm um mestrado e não são bem formados, e também há o caso contrário, mas a estatística prova que normalmente uma pessoa com alguma formação académica superior, tende a ser mais bem formada na estrada. Este critério, deveras objectivo, é extremamente fácil de atestar e de realizar. Tomaria também medidas extremamente acertadas para reduzir drasticamente a sinistralidade rodoviária, como por exemplo, limitar a velocidade do veículo a 120 km/h, para todos os veículos a circular em Portugal através do seu sistema electrónico central, visto que todos os carros já são equipados com sistemas electrónicos de controlo de velocidade e de débito de gasolina, assim sendo é tecnicamente viável fazê-lo; passaria para os 26 anos de idade a idade mínima para se poder ter carta de condução e retiraria automaticamente a carta de condução a todos os indivíduos com mais de 70 anos de idade, por questões óbvias, pois um indivíduo com mais de 70 anos, não tem, indubitavelmente, as capacidades motoras necessárias para se deparar com uma situação mais alarmante na condução do veículo. O estado presente, com o exame médico, é uma burla autêntica aos cidadãos, é uma anedota completa, pois já se sabe que os idosos vão pedir o dito exame ao médico de família que já conhecem há 30 anos e com o qual nutrem alguma intimidade, e obviamente o médico, não tem muitas vezes a ousadia de castrar o idoso, pois o carro muitas vezes para o mesmo é de extrema importância.

Há muitas medidas a tomar, a nível rodoviário, em Portugal e nas metrópoles. Normalmente não teço no meu blogue este género de considerações, mas não pude deixar de o pensar fortemente, pois sou um velocipedista assíduo entre a casa e o trabalho. Passo a explicar; todos os dias percorro de manhã entre casa e o trabalho cerca de sete quilómetros de bicicleta através da Av. Infante D. Henrique, junto ao Tejo, em Lisboa. Vou sempre calmamente na faixa da direita, cioso dos meus deveres e obrigações enquanto utente da rodovia pública, aliás vou tão encostado ao passeio para não importunar os outros que muitas vezes roço com os braços no mobiliário público que está presente nos passeios para os peões. No entanto, as bestas da estrada, entenda-se taxistas, fazem-me com cada razia a velocidades estonteantes, que sempre que passam por mim, fico atónito e quase terrificado. Os taxistas em Lisboa são uns autênticos animais sem qualquer género de formação cívica ou académica, para os taxistas os ciclistas não são mais que uns vermes a espezinhar, tal como um camionista faz com prazer ao espezinhar cães vadios. Os taxistas e os camionistas são as bestas do asfalto que vagueiam pelas nossas cidades e pelas nossas estradas. A maioria dos taxistas tem a quarta classe, e não sabe fazer contas mais complexas que somar e subtrair, e apenas com números até cem e acabados em zero. Enquanto ciclista que sou, como faço da bicicleta o meu móbil quotidiano, assevero-vos que os taxistas são uns autênticos animais do asfalto urbano; são presunçosos, acham que a estrada é deles; são rudes e mal criados, buzinam aos outros condutores à mínima anomalia, vociferam palavrões com facilidade; já para não falar que burlam com frequência os nossos turistas sem qualquer pejo ou pudor. Digo-o, meus caros, pois já ia sendo atropelado várias vezes por taxistas, que violando todas as regras do código da estrada no que concerne à velocidade, passaram por mim a menos de 10 cm, a velocidades que tangem o inacreditável, para uma urbe que ser quer ordeira e pacífica.

Faça-se justiça em relação aos condutores da CARRIS, pois estes são extremamente cívicos e ordeiros, e sempre que me avistam ao longe, fazem sinal pisca para a esquerda, ultrapassam-me com uma distância de segurança largamente considerável, e após a ultrapassagem, voltam a fazer o sinal pisca para a direita e voltam normalmente à faixa dos transportes públicos. O taxista, por seu lado, age como se eu nem sequer existisse, e apesar de eu ter diversas luzes sinalizadoras intermitentes na bicicleta, o taxista entende essa sinalética ambulante como um estímulo para aumentar a velocidade, qual síndroma de animal primário que age e reage à luz, e passa por mim sem sequer se desviar um único milímetro. É que na CARRIS já só se entra com o décimo segundo ano, e taxista, qualquer analfabeto o é. Eu sei que agora para se ter carta de condução é preciso o nono ano, mas ainda temos muitos na estrada do tempo da outra senhora, em que para se ser taxista, bastava ter a quarta classe tirada á noite.

Mas falando ainda mais seriamente; não que a conversa até agora não tivesse sido deveras séria, pois quando digo que já ia sendo atropelado por taxistas várias vezes, digo a verdade; há medidas que devem ser tomadas para reduzir drasticamente a sinistralidade e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos das metrópoles, melhorando principalmente a qualidade do ar e reduzindo a poluição sonora.

Medidas para reduzir a sinistralidade nas estradas
• exigir o Mestrado de Bolonha como qualificação académica mínima para quem quiser ser taxista
• colocar a idade de 25 anos, como a idade mínima para se poder tirar a carta de condução
• remover automaticamente, sem exame, ou expedientes dilatórios, a carta de condução a quem tiver mais de 70 anos de idade
• limitar electronicamente a velocidade de todos os veículos a circular em Portugal, a 120 km/h

Medidas de foro rodoviário, para melhorar a qualidade de vida nas cidades
• exigir, num prazo máximo de 5 anos, que todos os veículos de transporte público, como autocarros, pequenos autocarros, assim como os táxis, sejam zero emissões; ou seja com baterias e motor eléctrico, ou a hidrogénio com pilhas de combustível; ou outro qualquer sistema de locomoção que seja zero-emissões, e que seja tão ou mais silencioso como os casos apresentados
• exigir, num prazo de 10 anos, o mesmo para todos os outros veículos particulares novos
• proibir os táxis de circular na faixa de transportes públicos, cingindo esta apenas a transportes públicos colectivos como autocarros, eléctricos, mas também a velocípedes, trotinetas e também a outros quaisquer veículos de duas rodas, como motociclos, desde que estes sejam zero emissões.
• colocar postos de reabastecimentos eléctricos em todas as praças de táxi e parqueamentos públicos e privados
• triplicar o actual Imposto sobre Veículos, e eliminar a Componente de Cilindrada ficando apenas a Componente Ambiental e uma componente percentual em relação ao preço do veículo, ou seja, os veículos pagam apenas em função do que poluem e em função do seu preço. A componente da cilindrada provém de uma lei decrépita em que a cilindrada era um indicador sobre o preço e o grau de poluição do veículo. Triplicar o mesmo imposto também para veículos importados.
• Isentar de Imposto sobre Veículos todos os veículos zero-emissões, tendo estes de pagar apenas a taxa normal de IVA
• quintuplicar o actual Imposto sobre Produtos Petrolíferos. Portugal não tem recursos petrolíferos e deve desincentivar fortemente o consumo deste género de produtos, pois são nefastos para a natureza e para o sistema ambiental do país, causam uma enorme dependência energética nacional e desequilibram fortemente a nossa balança comercial.
• fazer um dia sem carros por semana, em todas as cidades do país, sem quaisquer excepções, sendo que tal lei não daria poder de escolha ao poder municipal, tendo este de se reger pela lei nacional, tal como já sucede em muitas outras situações.
• reduzir os passes sociais, os passes combinados, e todos os outros títulos de transporte público para metade. Para colmatar a falta de receita, reduzir-se-ia o ordenado de todos os funcionários das empresas de transportes públicos para metade, à excepção dos maquinistas do metro de Lisboa e do Metro do Porto, assim como da CP, que viriam os seus ordenados cortados para um quarto do valor presente.
• proibir constitucionalmente as greves nos sectores públicos de transporte
• converter grande parte da rodovia nacional, principalmente auto-estradas, em ferrovia quando tal fosse possível e viável tecnicamente. De referir que poderá ser considerado um grande investimento, mas os terrenos já estão praticamente preparados, as terraplanagens não seriam mais necessárias, embora pudessem haver casos onde tal não fosse possível dados os traçados presentes da rodovia. No entanto estaríamos a fazer um investimento realmente verdadeiro no futuro do país, pois estaríamos a sanar verdadeiramente o nosso défice energético e a nossa balança comercial.

Estes normativos que proponho, sanavam de uma só vez os problemas energéticos do país e reduziam drasticamente a sinistralidade nas estradas. As maiores importações que Portugal faz, dados do sítio Pordata, são veículos e combustíveis; não temos exploração nacional própria nem de uns, nem de outros; sendo que estamos extremamente dependentes energeticamente do estrangeiro. Ou Portugal faz uma verdadeira aposta no futuro, ou o país simplesmente não tem futuro. O presente governo PSD-CDS tem dado alguns passos deveras certos, no sentido de melhorar as finanças públicas, no entanto no que concerne ao verdadeiro cerne do nosso endividamento externo e do nosso défice energético, este governo petrolificado quer tornar Portugal em mais um lacaio da OPEP, da BP, e dos arautos do tio Samuel. A medida dos aumentos dos transportes em 15% constata esta ideia.

Reparem que no ano 2000, a título de exemplo, dados do Pordata, as famílias gastavam com transportes cerca de 15% dos seus rendimentos, quando se diz com transporte, leia-se essencialmente derivados do petróleo, uma parcela só ultrapassada pela parcela dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas. A parcela dos transportes fica acima das parcelas da Habitação e despesas conexas, fica acima dos acessórios para o lar, equipamento doméstico e manutenção corrente da habitação; acima das despesas em comunicações, em lazer e mesmo acima das despesas em restaurantes ou hotéis e acima também de despesas com outros bens e serviços. A parcela das despesas das famílias portuguesas em transporte, leia-se derivados do petróleo, e sintomática da nossa dependência energética.

O mesmo sítio Pordata, nos dados referentes ao consumo energético total de Portugal e por alguns produtos energéticos, refere que em 2008 as parcelas da gasolina, gasóleo, GPL e fuelóleo, ou seja derivados do petróleo, representaram cerca de 44% de todos os gastos energéticos do país; e aqui releve-se que não estão apenas os transportes, ou seja, estão todos os gastos energéticos que Portugal realizou em 2008. Houve no entanto um melhoramento ténue, pois em 1995 essa parcela era de 58%. Passámos a utilizar mais a biomassa e o gás natural desde então.

Ou seja, existe um cartel generalizado em torno do petróleo, o ouro negro, esse cartel é liderado pelos americanos, que desde a fundação da OPEP, que indexam o dólar ao barril de petróleo, e obrigam os mercados internacionais a transaccionar os barris de petróleo em dólares, mantendo assim a sua moeda forte. Enquanto o mundo ocidental industrializado estiver dependente desta seiva negra maléfica que os americanos dominam, a Europa ficará sempre dependente financeiramente dos seguidores do tio Samuel, nem que tal traga graves maleitas para a Natureza, para a qualidade de vida dos europeus, ou para a facilidade da mobilidade nas urbes. Enquanto as Universidades europeias não apostarem fortemente nos meios alternativos de mobilidade urbana que não careçam de derivados de petróleo, estaremos sempre seriamente energeticamente dependentes com graves consequência financeiras para o espaço Europeu.

Quando surgirá uma fonte de energia barata, limpa e para todos? Tal não é utópico, basta para tal destronarmos os princípios e as doutrinas imperialistas dos arautos do tio Sam.

Combatamos todo o imperialismo americano e demos todos energia livre, limpa e verde ao mundo