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Da saúde pública nas economias de mercado


Pela lei da oferta e da procura,
à medida que o preço de um produto sobe (linha D1)
a quantidade disponível desse produto no mercado, desce.
A inclinação da reta tangente à curva D1,
mensura a elasticidade do produto
em torno de um certo ponto de preço.
Com o devido respeito pelos leitores, após ler muito sobre a temática, apercebo-me que vai muita confusão económica-ideológica na maior parte dos cidadãos, com referência à taxação de produtos que são nefastos à saúde pública ou ao ambiente. Por um lado, há quem defenda que o estado deve regular a quantidade de sal ou de açúcar por exemplo, que determinados produtos têm; há outros que referem que a via fiscal tem como único propósito arrecadar dinheiro para os cofres públicos. À luz dos princípios das economias de mercado livre e regulado, vigentes em todos os países desenvolvidos, ambas as opiniões estão erradas.

Economicamente, o pão é inelástico, as batatas fritas elásticas

Para compreender este paradigma é preciso compreender o que é a elasticidade do preço da procura, um conceito económico muito importante. A elasticidade do preço da procura, analisa basicamente, qual a variação da procura de um determinado bem ou serviço, em função de variações do seu preço. Há bens mais elásticos que outros. Se por exemplo o preço do queijo fresco aumentar, é natural que o seu consumo diminua, pois as pessoas ou deixam de comprar queijo fresco ou procuram alternativas, como o requeijão. Há todavia bens mais inelásticos, como a água. Aumentos substanciais do preço da água, não implicam obrigatoriamente que o seu consumo diminua na mesma ordem de grandeza, visto que podemos poupar água para lavar a louça, mas existem gastos de água quase inflexíveis, como água para beber ou para tomar banho. Assim, a elasticidade do preço da procura mede, de forma um pouco simplista, qual a relevância e a verdadeira necessidade sentida pelos consumidores, de um determinado produto ou serviço dentro de uma economia de mercado. Considerando a cultura portuguesa e os seus hábitos de consumo, pode-se afirmar que o pão é um produto inelástico, e as batatas fritas são produtos elásticos.

Não taxar, pode ficar mais caro ao erário público

Os libertários e anarcocapitalistas, avessos a qualquer tipo de fiscalidade, e muito menos a um estado com uma atitude paternalista, cometem um erro económico crasso, ao não compreenderem muitas vezes, que muitos dos enfermos vão no futuro causar custos ao erário púbico e à economia, que em última análise, acabam por ser imputados a todos nós. Tal por exemplo é paradigmático no caso do tabaco. Em França por exemplo, cerca de 15 mil milhões de euros são gastos por ano, apenas para tratar casos de saúde relacionados com tabagismo, valor bem mais alto que aquele arrecadado pela coleta fiscal sobre o tabaco. Taxar o nefasto, é, por conseguinte, cuidar dos contribuintes, e acima de tudo, cuidar dos contribuintes que não têm uma conduta nefasta, visto que já é eticamente algo injusto cobrar àqueles que têm uma vida saudável, os gastos de saúde daqueles, que por incúria, têm uma vida insalubre. Claro que os anarcocapitalistas resolvem este problema ético-ideológico, referindo que não tem de haver sequer qualquer espécie de saúde pública financiada pelo estado. Mas em todos os países desenvolvidos, o estado de certa forma, sendo os hospitais públicos ou privados, suporta um qualquer sistema nacional de saúde.

A curva de Laffer aplicada a um produto

Mas o que os anarcocapitalistas e libertários por norma ignoram por completo, é a curva de Laffer aplicada ao consumo de um produto. Na prática esta curva refere que nem sempre o aumento da fiscalidade representa o aumento da receita fiscal. Laffer usou tal princípio para a carga fiscal em geral sobre uma economia, mas esse princípio pode também ser aplicável a qualquer produto ou serviço. Imaginem por exemplo, que o imposto sobre o tabaco subia para 1000 euros por cada maço de tabaco. O número de pessoas que compraria tabaco pela via legal, seria tão reduzido, que o valor da receita fiscal desse mesmo imposto desceria abruptamente. Ou seja, aumentar a fiscalidade sobre um determinado produto, não implica o aumento da receita fiscal. E temos um excelente exemplo em Portugal com o caso dos sacos de plásticos. A taxa sobre os sacos de plástico tinha uma receita prevista de 40 milhões de euros para 2015, mas essa receita fiscal ficou-se apenas nos 1,5 milhões nesse mesmo ano. No ano seguinte, em 2016, a receita fiscal desse imposto foi apenas 200 mil euros, menos de 1% do valor inicialmente estimado pelo fisco. Demonstrou-se que os sacos de plásticos tinham um preço extremamente elástico, na medida que quando deixaram de ser de borla, ou seja, preço zero, e passaram a ter um custo, o seu consumo diminuiu. Aliás, à luz da lei da oferta e da procura, um produto que tenha preço zero, teria em princípio, procura infinita. Tal não acontece obviamente porque os recursos para o produto são limitados. Essa é também uma razão pela qual o estado jamais deve, em bens não essenciais, promover qualquer tipo de gratuitidade, porque o verdadeiro custo da produção não fica refletido no preço, promovendo a procura irracional.

Como preservar a saúde pública e a liberdade individual?

Assim, pode-se demonstrar, conjugando a elasticidade do preço da procura com a curva de Laffer, que ao se aumentar a taxação de um certo produto ou serviço, o consumo do mesmo diminui, e nem é certo, que a receita fiscal aumente se o tal produto não for inelástico. Ademais, a solução liberal é mesmo a taxação e não a regulação. Ao se taxar um produto, o consumidor continua a ter a opção de consumir um determinado produto nefasto, apenas pagando um pouco mais pelo mesmo. Mas do ponto de vista macroeconómico, o consumo desse produto diminui. Regular a quantidade de sal que o produto tem, isso sim, é violar a liberdade individual, porque estamos a proibir os consumidores de consumirem as batatas fritas embaladas com sal. Da mesma forma que o estado não deve por princípio regular a quantidade de álcool na cerveja, no vinho ou nas bebidas espirituosas, deve apenas taxar em conformidade, deixando ao privado a decisão de produzir pela forma e meios que entender, tendo em consideração o quadro fiscal presente. O governo de Portugal regulou o sal no pão, mas tal é uma medida que viola a liberdade do indivíduo de querer, numa determinada altura por algum motivo, comer pão com mais sal; e ao contrário do que se diz, não pode posteriormente adicionar sal porque o sal é adicionado aquando da cozedura do pão. Ao se taxar, passam a existir vários tipos de pães à disposição do consumidor, sendo que o salgado fica mais caro. As pessoas passam a optar assim, numa visão macro, pelo que é mais saudável. Por uma questão social, também se deve garantir que as pessoas com menos rendimentos não ficam penalizadas pela via dessa mesma fiscalidade, nos bens que são considerados essenciais como o pão. Ou seja, no caso assinalado a taxação deveria ser abolida para o caso do pão com a quantidade de sal que o estado, através dos seus organismos de saúde, considerasse adequado.

A taxação do nefasto conjugada opcionalmente com a isenção do benigno, representam assim, a única solução que verdadeira e cumulativamente defende a liberdade individual, o interesse público e o respeito pelos contribuintes.

As variações centesimais no preço do combustível


Todos sabemos que os jornais e as televisões necessitam, por vezes, de preencher os seus espaços noticiosos com eventos menores ou menos relevantes, ou simplesmente preenchê-los com frivolidades sem relevo jornalístico, como por exemplo, o nascimento de uma qualquer cria de urso pardo num qualquer zoo algures por um país de cultura anglo-saxónica. Mas um reflexo interessante das sociedades motorizadas é a azáfama quase constante que a comunicação social dedica em torno das variações centesimais do preço dos combustíveis líquidos. Dir-me-ão que uma variação de poucos cêntimos afeta no orçamento das famílias, mas alguém que gaste por mês por exemplo oitenta euros de combustível, despende em acréscimo mais um euro por mês, quando o preço da gasolina, por exemplo, passa de 1,40€ para 1,42€, ou seja, quando sofre um aumento de dois cêntimos. Vemos esta azáfama jornalística em torno do preço do pão, do azeite ou do leite? Ou do preço do passe social? Ou dos bilhetes do comboio inter-cidades?

Assim, sempre que há variações centesimais, ou seja, de cêntimos, no preço do líquido locomotor da grande maioria de veículos do país, lá vem a ridícula e idiótica azáfama mediática em torno dessa variação centesimal, com os repórteres televisivos a fazerem aos automobilistas portugueses a queirosiana e retórica pergunta da praxe no posto de combustível, cuja resposta totalmente inesperada e aleatória, apenas se encontrará por certo no panteão dos segredos mais recônditos dos deuses: "O que é que o senhor acha deste aumento?"

Mas se formos todavia mais analíticos, apercebemo-nos que os combustíveis, de acordo com a calculadora dos custos do automóvel, representam em média apenas um terço do custo total da posse de um automóvel, aquilo que os ingleses denominam por cost of ownership. O português médio trabalha quase metade do ano, pagando 300€ por mês, em 711€ que é o salário médio líquido, para pagar as despesas totais do seu automóvel. Essas despesas são o seguro, o combustível, as revisões, reparações, possível crédito automóvel, desvalorização do veículo, lavagens, eventuais multas, IUC, portagens e parqueamento. Esse custo total ultrapassa muitas vezes os 500€ por mês, mas as pessoas não fazem essa contabilidade porque as contas que se pagam aparecem distribuídas pelo ano em diferentes parcelas.

O português médio gasta com combustíveis cerca de 90€, o que significa que uma variação de por exemplo quatro cêntimos no preço da gasolina, de 1,40€ para 1,44€, representa um acréscimo no custo mensal de cerca de 2,5€, representando esse valor menos de 1% do custo total pelo facto de se ter um automóvel. Ou seja, a azáfama mediática foca-se num aumento de apenas 1% no custo de uma parcela da mobilidade das famílias. Vemos este frenesim mediático quando existe variação de preços nas companhias aéreas, considerando que cada vez mais pessoas andam de avião, pelo menos dentro do espaço comunitário? Vemos este frenesim mediático quando há variações de preços nos passes sociais, ou nas tarifas dos táxis? 

Conclui-se assim que a azáfama mediática que é dada às variações centesimais no preço dos combustíveis, é de facto, empolada e praticamente irrelevante, quer para o orçamento geral das famílias, quer também para o custo total da posse e usufruto de um veículo automóvel.

Compensa ir a Espanha atestar o depósito do combustível?


De cada vez que o governo da República, porque as finanças precisam de receita, decide aumentar a fiscalidade sobre os combustíveis, correm jornalistas até à fronteira com Espanha, para, por um lado entrevistarem os portugueses que, habitando do lado português, atestam diariamente as suas viaturas nos postos espanhóis, e para por outro lado, confirmarem nos respetivos postos fronteiriços o verdadeiro diferencial de preços em causa. Por outro lado, não falta economista ou fiscalista, analista ou comentador ocasional, que se pronuncie contra o governo por mais este proclamado confisco “a quem trabalha”, estando por provar, que a correspondência entre automobilista e trabalhador seja biunívoca. Todavia, a pergunta pertinente que se coloca, visto que a maioria da população é matematicamente iletrada, é até que ponto compensa ir a Espanha atestar o depósito do combustível.

Imaginemos o caso retratado pela reportagem da SIC ou da TVI, de um diferencial de 0,25€ entre o lado Português e o lado Espanhol. Imaginemos o caso mais simples de alguém que conduz o seu veículo locomovido a gasolina já obtida num posto espanhol, e que vai até Espanha de Portugal atestar o seu depósito, chegando a Espanha quando o depósito está próximo do vazio. De acordo com fontes do sítio maisgasolina à data de março, a gasolina sem chumbo 95 teria um preço médio em Portugal, de cerca de 1,4€ por litro. Considerando a título de exemplo o diferencial de 0,25€ por litro, e um tanque médio de 50 litros, significa que a poupança rondará cerca de 12€ num depósito, valor que se enquadra naquele que os automobilistas testemunham ser a poupança que conseguem por ir atestar até Espanha.

Mas continuemos nessa ciência esotérica, em que em Portugal dá pelo nome de Matemática. A viagem até Espanha para abastecer só será financeiramente eficaz, quando a referida poupança compensar a viagem que o automobilista efetua até à fronteira, presuma-se já com combustível espanhol, mais a respetiva viagem de regresso. Consideremos então que a gasolina sem chumbo 95 custa em Espanha cerca de 1,15€ por litro, ou seja, 0,25€ mais barata que do lado Português. Caso consideremos ainda um carro que consome 7 litros de gasolina aos 100 km, significa que esse automóvel terá um consumo de 0,08€ por km. Considerando a poupança de 12,5€ em comparação com o lado português, essa poupança permitirá então ao automobilista efetuar cerca de 150 km adicionais, ou seja 75 km para cada lado. Isto quer dizer, que se habitar a 75 km da fronteira com Espanha, a viagem que fará até Espanha para abastecer, usurpará qualquer eventual poupança que consiga com o diferencial de preços. A mais de 75 km da fronteira, já não compensa a viagem.

Como no território nacional a distribuição populacional é extremamente heterogénea, ou seja, a grande concentração de pessoas, empresas e núcleos habitacionais encontra-se no litoral, e considerando que Portugal terá uma largura média de mais de 200 km – Badajoz dista de Lisboa por exemplo cerca de 230 km pela A6; já Tui dista do Porto ao longo do eixo Norte-Sul cerca de 120 km – significa que o alarido económico e alarmista, de imaginar excursões de automobilistas a ir até Espanha atestar o depósito, não tem qualquer validade científica. Em acréscimo, considere-se o tempo perdido, pois uma viagem de 75 km até à fronteira, com regresso, demorará em princípio, nunca menos de uma hora.

Conclui-se que matematicamente, o limiar a partir do qual compensa ir a Espanha atestar, considerando depósito de 50 litros e consumo de 7 litros aos 100 km de gasolina sem chumbo 95, descurando ainda o fator tempo, é cerca de 75 km entre o local em Portugal e a fronteira com Espanha. E mais importante ainda, repare que a poupança é de 12,5€ se habitar junto à fronteira, poupança essa que vai diminuindo linearmente à medida que o seu ponto de partida em Portugal fica mais afastado da fronteira. Uma regra de três simples e conclui-se por exemplo que a poupança a 30 km da fronteira já só é de 5€.

A fórmula geral é a seguinte:



11 razões para se usar a Uber


Demonstrarei que sistemas como os da Uber são altamente positivos para a mobilidade dos cidadãos, reduzindo os custos de mobilidade por distância percorrida, sem perda de conforto, sendo ainda positivos para o ambiente, para a economia, para o aumento da receita fiscal e para a maior qualidade do espaço público.

Antes de expressar qualquer ideia devo dizer que me desagrada o facto de os europeus terem de contribuir através dos gastos na mobilidade, para uma empresa californiana, mas o que venho aqui defender de forma veemente é um conceito, e não qualquer empresa em particular. Aliás há várias empresas a operar no mercado e seria mesmo muito interessante termos algumas de origem europeia, ou mesmo algumas detidas por grandes corporações e associações de carros de aluguer ou táxis. Por isso, os pontos que aqui evoco não são contra os taxistas em particular, mas contra um sistema decrépito de mobilidade urbana, cujos interesses instalados querem através do lobby, preservar um modelo de transporte público individual, que data do século XIX, do tempo em que os táxis ainda eram puxados por cavalos. Ou seja, o cliente requisita um veículo no espaço público, veículo esse legalmente autorizado para o efeito, entra no veículo e informa o destino ao condutor, e um dispositivo mecânico que mede o tempo e a distância, informa do preço a pagar no final da viagem.

Em vez da palavra táxi, usarei todavia a expressão transporte público individual, pois é isso que é tecnicamente um táxi. Distingue-se do transporte público coletivo pois o cliente tem a opção de não o partilhar com terceiros. Pode ler aqui as definições mais técnicas dos quatro tipos de transportes de passageiros em função da propriedade do mesmo e da possibilidade de partilha. Como referi, os sistemas como os da Uber têm largas vantagens para as cidades, para a economia, para a receita fiscal, para a mobilidade, para o ambiente e em última análise para o cliente. Enumera-las-ei.

1. A Uber, entre outras similares, é legal

A Uber, mormente os seus serviços X e Black, vigentes na Europa, não são ilegais e insistir nas suas ilegalidades é difundir uma mentira repetida ad nauseam. Juridicamente a Uber, tal como outras, é apenas um prestador de serviços eletrónicos e não uma operadora de transportes, ou seja, é uma plataforma de comunicação entre um cliente e um serviço de carros de aluguer com motorista, este último tendo um enquadramento jurídico que sempre existiu. Os carros que operam para os clientes da Uber não são propriedade de Uber, e os condutores não são funcionários da Uber. E como um qualquer prestador de serviços intermediários, neste caso por meios eletrónicos, tal como o booking.com ou uma agência de viagens na Internet, aplica uma taxa respetiva pela prestação do referido serviço.

Os automóveis das empresas que operam com a Uber não prestam serviços de carros de praça, mais conhecidos apenas por táxis, e como tal, essas viaturas não podem usar vias reservadas (conhecidas por "faixas BUS") nem parar nas praças de táxi convencionais, porque o seu enquadramento jurídico é diferente dos carros de praça, sendo carros de aluguer com motorista, que tem um enquadramento jurídico diferente. Admito que se podem todavia colocar questões de jure e de facto, mas ao abrigo estrito da interpretação da Lei, a Uber, e mais especificamente os seus serviços X e Black, os únicos autorizados a operar na Europa, são e estão legais.

2. Paga-se apenas o trajeto

O trajeto dos automóveis, quando estes são requisitados através da Uber, são pagos sempre a partir do momento em que se entra na viatura, e não do local de onde esta vem, independentemente do local de onde venha. Deve-se requisitar a viatura através do telefone móvel, tendo o mesmo sistemas de posicionamento como o GPS, fazendo com que o veículo venha até ao local onde se encontra o cliente, sendo assim muito mais confortável do que ter que se dirigir para a rua, e ficar à espera que a lei das probabilidades se efetive.

Já no caso dos táxis convencionais, caso o pedido seja efetuado por telefone, o cliente incorre no pagamento de um suplemento adicional. Adicionalmente, na Uber e sistemas similares, o preço normalmente é fixo por quilómetro, e não depende da região onde se encontra o veículo nem da hora do dia, ou seja, o preçário da Uber não está dividido por zonas geográficas ou períodos temporais, como acontece para o caso dos táxis convencionais. E na Uber, ao contrário dos táxis onde se incorre também no pagamento de suplementos tal como plasmado na tabela de preços da ANTRAL, trazer uma bagagem ou um animal, é por norma sempre gratuito.

3. O Estado arrecada mais receita fiscal

Em sistemas como os da Uber, é declarada cada transação e como tal o cliente recebe sempre fatura de forma automática. Não é verdade que a Uber e sistemas similares provoquem evasão fiscal ou mesmo fuga fiscal para outros países. Por um lado o setor dos táxis já é amplamente conhecido pela evasão fiscal inerente, talvez devido à forma pouco prática que é colocar máquinas registadoras compactas num veículo, que teriam de ter em princípio sistemas de comunicação em tempo real com os servidores do fisco. Em acréscimo, penso que o fisco, também não faz um esforço considerável para inverter a situação atual, porque sendo o IVA apenas de 6%, o eventual aumento de arrecadação fiscal não justificaria o esforço e o impacto político menos positivo no setor. Basta observar que a dedução de parte do IVA em sede de IRS foi aplicada a restaurantes, cabeleireiros ou oficinas, sendo que o legislador optou por não incluir serviços de táxis. De referir ainda que a Inspeção Geral de Finanças fez um estudo no distrito de Aveiro e concluiu que os taxistas do distrito declaravam em média oficialmente apenas 80 euros por mês de rendimentos. 

O custo de manter um automóvel em Portugal


Todos sabemos que o custo de um automóvel não acarreta apenas a compra e combustíveis. Quem tem carro incorre em gastos ainda com seguro, as revisões, reparações e melhoramentos, possível crédito automóvel, desvalorização do veículo, lavagens, eventuais multas, Imposto Único de Circulação (IUC), portagens e parqueamento. Há muito tempo que tento investigar afinal em quanto é que custa no total ter carro em Portugal.

Analisados os dados do PORDATA/INE sobre os gastos das famílias portuguesas no ano de 2010, obtêm-se os seguintes resultados.


Como poupar realmente nas compras para casa


A análise ao consumismo, à publicidade e ao embuste do estudo da DECO

A DECO (Associação de Defesa do Consumidor) é um embuste enquanto instituição na defesa daqueles que querem realmente poupar, pois a DECO existe enquanto entidade que defende os consumidores, e para se ser consumidor é preciso fazer isso mesmo, consumir. E quando se consome, incorre-se num custo. Por isso a DECO é uma excelente entidade para saber onde e como se há de consumir e gastar dinheiro, mas é DECO é um embuste, uma tanga, uma orquestração maquilhada de puerilidade, um ardil, se por acaso quiser realmente poupar a sério.

A DECO não sabe o que é temperança ou frugalidade, a DECO não sabe o que é poupar dinheiro, a única coisa que a DECO sabe fazer é recomendar onde deverá gastar o seu dinheiro, mas terá sempre de o gastar, pois a DECO não defende as poupanças de uma forma séria e sólida, a DECO assenta os seus ideais numa sociedade neoburguesa, fundeada no consumismo como única alavanca para o crescimento económico. Sou hippie, sou anarca? Não, meus caros, não se iludam, sou só filósofo e pensador livre, então explico-vos a minha dialética.

A grande arma para se conseguir verdadeiramente poupar, está na psique, apenas e tão-somente na psique. Então a primeira regra de oiro para começar a poupar é: deixe de ver publicidade. Eu sei que dir-me-á imediatamente “mas eu não sou influenciado pela publicidade”. Todos dizem, na sua soberba intelectual ao nível da psicanálise e do estudo do ego, que são "imunes" à publicidade, mas o certo é que as grandes empresas gastam milhões de euros todos os anos, apenas em publicidade, e por norma um bom gestor não gasta dinheiro só "por acaso", é porque deve realmente funcionar!  Claro, vai dizer-me que é uma pessoa plenamente consciente das suas escolhas e que não se deixa influenciar por aquilo que os outros querem que faça. Façamos então um teste muito simples, pense em vermelho, numa bebida fresca e no pai Natal, em que pensa? Pense no belo champô que lava o cabelo do Ronaldo, em que pensa? Ou melhor ainda, onde guarda o Mourinho a sua fortuna? Claro, no banco que em meia dúzia de meses perdeu milhares de milhões de euros em desvalorização bolsista, isto é que é solidez! Porquê, porque as aparências iludem e a publicidade vive das aparências, dos sentimentos. Para se começar a poupar terá de eliminar publicidade na Internet, usando ferramentas como o AdBlock, e muito mais importante ainda, terá de vender a sua televisão, o maior emissor de publicidade. Acha que a publicidade é inofensiva? Pondere friamente e verá que a televisão dá-lhe entretenimento, a troco de escravatura.

DECO pode ganhar até 8 milhões de euros com leilão de eletricidade


A DECO, associação de defesa do consumidor lançou um leilão de eletricidade, onde conseguiu angariar cerca de 587 mil consumidores. Mas na altura de apresentar propostas apenas a ENDESA se chegou à frente, pois veja-se bem a DECO, no seu altruísmo na defesa do consumidor, segundo fontes da RTP, cobrava uma comissão de 15€ por cada consumidor angariado.

Ora, o que é mais que evidente, é que nem EDP, nem a Galp, nem a Iberdrola, nem a Gás Natural Fenosa, à exceção da ENDESA quiseram ir a leilão. Razão? Cobrança dos 15€ por cada consumidor angariado pela DECO. As contas são simples, se agora dos 587 mil consumidores, todos aderirem à ENDESA, única concorrente (como se faz um leilão com apenas um concorrente?) a DECO recebe da ENDESA, à custa dos consumidores, 8 milhões de euros.

Já a DECO em comunicado refere que a comissão é de apenas 5€ por angariação! Em que é que ficamos? 5€ ou 15€. Mesmo que seja 5€ o montante que a DECO receberá pode chegar aos 3 milhões de euros. Mas não é de colocar de parte também que tenha havido mesmo uma cartelização por parte de todos os operadores de eletricidade para que estes boicotassem o leilão da DECO. Como se a liberalização do mercado em Portugal, tivesse ao longo da história recente resolvido algum problema de concorrência de preços; somos dos que pagamos mais por telecomunicações e energia.

O cancro para a economia das grandes superfícies!



Não me apraz de todo o ideário mercantilista do Eng. Belmiro de Azevedo, nem pactuo com a publicidade com a qual não me identifico. A Sonae, através do Continente e das grandes superfícies comerciais como os centros comerciais Colombo ou Vasco da Gama, foram dos principais responsáveis da tragédia económica e de mobilidade a que chegou Portugal.

Quando o Colombo foi inaugurado, diziam as tias de Cascais e as pitas frívolas em idade de ir ao castigo: “Uau, já temos o maior centro comercial da Europa e talvez até do mundo! Portugal floresce!”. Eu como jovem ignorante e melancólico pensava que se o Dr. Jorge Sampaio, advogado, mação, homem nobre e autarca de Lisboa, considerava um bom investimento para a cidade, eu, mero incauto adolescente só podia concordar. Pois hoje, o Colombo e o Vasco da Gama (não os navegadores) representam a tragédia da economia portuguesa.

O espírito astronómico do Natal


Ontem fui ao centro comercial Vasco da Gama! Estava apinhado de gente que gastava o subsídio de Natal que não recebeu, em frivolidades importadas do Japão, dos EUA, da China e da Alemanha. Ainda dizem que há crise!

A efeméride natalícia, que foi expropriada no princípio do primeiro milénio pela Igreja, aos povos pagãos que celebravam em 21 de dezembro o solstício de inverno, expropriação essa que foi usada pela Igreja para celebrar o nascimento de Cristo (há quem diga que o Messias até nasceu no verão), veio depois mais tarde a ser novamente expropriada, desta vez pelos judeus comerciantes, para fazer do Natal, uma época de consumo desenfreado de bens importados, ainda por cima numa economia sem produção industrial. Mas ladrão que rouba ladrão....


E que tal, simplesmente passar o Natal junto dos que mais ama, perdoar a quem vos tem ofendido e pedir perdão a quem ofendeu. E se tiver algum crédito para gastar, oferecer a quem mais precisa, e quem mais precisa não são os fabricantes de telemóveis, os fabricantes de plasmas, nem muito menos o Eng. Belmiro de Azevedo!

Pois o dia 21 de dezembro é o dia mais curto do ano, ou seja, com menos tempo de luz, e tal remete-nos para a interioridade, para o conforto da família, para a introspeção, para procurar o mais próximo, ao contrário do verão em que se procura o festim do ar livre e da natureza!

Repare ainda neste dado interessante: segundo o INE, o dia em que nascem mais bebés em Portugal, é o dia 21 de setembro, e este padrão tem-se repetido praticamente constante desde que há dados estatísticos em Portugal sobre natalidade. Ou seja, considerando nove meses de gestação, a maioria dos casais lusos fecunda, exatamente a 21 de dezembro, no solstício de inverno. Como grafava Margarida Rebelo Pinto: "Não há coincidências!"

Goze esta efeméride astronómica com quem mais ama.

Saudações natalícias!

Mercado regulado vs. Mercado liberalizado da energia - quem perde é o cliente!



O mercado regulado da energia terminará definitivamente em 31 de dezembro de 2015. A EDP Universal que fornece eletricidade no mercado regulado tem enviado aos seus clientes cartas, onde explicita detalhadamente o processo de transição e apresenta uma lista com os operadores no mercado liberalizado. A boa-nova, dizem os arautos do capitalismo, é que com o mercado liberalizado, desaparecerá o monopólio da EDP e a energia ficará mais barata. Tal paradigma poderá até ser verdade a longo prazo, mas por agora a fatura ficará mesmo mais cara. A fatura ficará mais cara, mesmo com os preços mais baratos, e a razão é simples: no mercado liberalizado acabarão as tarifas bi-horárias e tri-horárias.

Passo a detalhar o meu caso. Eu, como muito dos portugueses que têm tarifa bi-horária, faço muito do meu consumo energético durante os chamados períodos de vazio, onde há menos consumo de energia, e como tal, menos procura implica preços mais baixos. Toda uma série de eletrodomésticos nos dias de hoje, permitem que se façam programações do seu funcionamento, por exemplo podemos programar a máquina de lavar roupa ou de lavar loiça, para trabalharem apenas à meia-noite, sendo que estes eletrodomésticos são dos que mais consomem energia numa habitação. A questão é que com o mercado liberalizado, o preço será o mesmo para todas as horas do dia. Eu já em 2012 no mercado regulado pagava nas horas de vazio (regime diário, a partir das 22h) 8,33 cêntimos por kWh (sem IVA), sendo que nas horas fora do vazio o preço era 15,51 cêntimos. O que sucede é que eu por mês consumia aproximadamente 110 kWh nas horas fora de vazio e 95 kWh nas horas de vazio, i.e., consumia cerca de 45% de toda a minha energia após as 22h, a qual pagava apenas 8,33 cêntimos por kWh.

Caixa Directa Online mudou para pior (mais publicidade)


Eu enquanto cliente da Caixa Geral de Depósitos, sou ferveroso adepto dos seus serviços em-linha (a que a plebe aduladora da cultura estrangeira e a própria empresa denomina por online). Todos os serviços em-linha dos bancos e das grandes empresas têm uma série de benefícios, entre os quais a poupança de papel o que significa menos umas árvores abatidas nas florestas. Claro que este é o factor que menos interessa às grandes empresas e aos grandes bancos, pois com as faturas eletrónicas e com os serviços em-linha que os bancos providenciam, poupam em correio, em material (papel, impressões, envelopes) e poupam em recursos humanos. No entanto o princípio que evocam para nos sensibilizar como clientes é sempre o factor ambiental e da comodidade.

Confesso que o princípio dos serviços em-linha não me desagrada de todo, até porque a disseminação do mundo eletrónico e a banalização do correio-e (a que a plebe denomina por email) torna estes métodos muito mais cómodos e rápidos. Aderi e todos eles, nos meus fornecedores de serviços (água, gás, eletricidade, inter-rede) e também no banco.

O que eu já não posso tolerar de todo, mas não tolero mesmo, é que além de ter facilidado a vida à empresa com a adesão aos serviços em-linha, estas empresas continuam muitas vezes a bombardear-nos com publicidade não desejada, quer no navegador, quer na caixa de correio-e. Eu optei, por questões filosóficas e pessoais, por não ter televisão, pois consumo muito menos publicidade, e fico muito menos propenso ou impelido a comprar futilidades de que não preciso e nem quero; mas tal não quer dizer que seja um indigente, um analfabeto ou alguém completamente alheado do mundo que me rodeia. Leio jornais, vejo as notícias pela inter-rede, e por aí. O que mais repudio é a publicidade, pois a publicidade dá o altar e o pódio a quem tem dinheiro, e não a quem tem o mérito.

A CGD (Caixa Geral de Depósitos) recentemente alterou o seu acesso aos seus serviços em-linha, que até então estavam desprovidos de publicidade, sendo que o utilizador era diretamente reencaminhado para a página de acesso. A partir de agora, para acedermos à Caixa Directa online somos reencaminhados para o sítio principal www.cgd.pt onde temos que mamar, passo o plebeísmo, com a nefasta publicidade do banco e dos seus respetivos produtos (PAP e diversos produtos com atores engravatados dos quais não sei o nome)

Assim sendo, enquanto cliente, manifestei o meu total repúdio aos serviços do banco, missiva que coloco de seguida.

______________


Exmo. Senhores

Venho por este meio manifestar o meu total repúdio pela nova (desde há algum tempo) forma inicial com que a Caixa Directa on-line se apresenta ao cliente.

Nós, enquanto clientes, e por comodidade, facilitamo-vos a vida a vós e melhoramos os resultados do banco, ao aderirmos aos serviços online.

Gostaria que a CGD mantivesse um sinal de reciprocidade. 

Desagrada-me bastante, a publicidade inicial do sítio www.cgd.pt. 
Rogo-vos que não me obriguem, enquanto vosso cliente, a consumir a vossa publicidade quando acedo ao serviço Caixa Directa on-line

Deem-me por favor um URL direto para a Caixa Directa online, sem passar pela publicidade do sítio www.cgd.pt

Muito obrigado e melhores cumprimentos

João Pimentel Ferreira

Se eu podia viver sem a ZON? Podia, e agradecia!


Algumas questões filosóficas surgiram-me na mente após me recordar que estou em dívida com a ZON, a propósito de um contracto de fidelização que eu não cumpri. Eu, homem casado com a mulher que amo, pela lei não estou obrigado a ser-lhe fiel, ou melhor até posso estar, mas por certo que o adultério não é crime; mas à ZON devo fidelidade, senão incorro num crime.

Parece complicado? Não é! É simples. Se eu não for fiel à ZON num contracto de fidelização que assinei com esta entidade, mesmo tendo cumprido todos os requisitos correntes do contracto, pois paguei escrupulosamente todas as mensalidades como eles requisitavam; mesmo depois de ter entregado na loja todo o equipamento deles que tinha em casa, qual cônjuge ferido na alma que entrega os CD e os livros do antigo parceiro que ainda permanecem no seu lar; mesmo depois de ter escrupulosamente cumprido todos os preceitos contratuais que até então estavam vigentes, dizem-me que não posso anular o meu contracto com a ZON, porque assinei um contracto de fidelização.

A lei não nos obriga que sejamos fiéis aos maridos e às mulheres, mas devemos ser fiéis à ZON, à MEO, à TMN, à Vodafone, à Optimus e tantos outros parceiros contratuais de fornecimento de serviços. Dizem-me da ZON que fizeram um investimento na instalação do equipamento em minha casa, com o tempo dispendido com o técnico para fazer a instalação do mesmo; mesmo eu sabendo que o técnico instalou tudo cá em casa em menos de meia hora. Por essa meia hora, como eu findei unilateralmente o contracto de fidelização com a ZON, devo a esta entidade mais de 200€, senão incorro num crime. Já no caso do matrimónio, o investimento feito por qualquer uma das partes chega a ser a própria alma, mas este, à luz da lei, pode perfeitamente ser dissolvido unilateralmente, bastando para tal um mero acto num registo civil.

À mulher que eu amo, e que me ama, e cujas vidas investimos amplamente no matrimónio, plasmado no contracto de união conjugal, a lei não impõe qualquer género de fidelização temporal, nem pune consequentemente o adultério; mas à ZON, fiquei obrigado contratualmente a ser-lhe fiel, e se não o for, ou seja, se não pagar as prestações que faltam de um serviço que nunca usufruí, a lei punir-me-á com as devidas sanções.

É nestas coisas tão simples que atestamos a decadência da sociedade contemporânea: capitalista, desumana, relativista, neo-liberal e com muitos ditames de uma certa esquerda demagoga e burguesa. Este antropomorfismo dado às grandes empresas na actualidade, em que lhe devemos fidelidade, em que nos apresentam os seus valores (como se as entidades não humanas tivessem valores); em que lhe associamos sempre uma face feminina sorridente ou um belo macho engravatado; representa a verdadeira decadância do capitalismo.

Continuarei fiel à minha mulher, e não pagarei nem mais um cêntimo à ZON!

Um café em Paris custa €2,30 e com IVA para a restauração a 5,5%


Em Paris com IVA para a restauração a 5,5% um café custa €2,30 num
local comum. Em Portugal com IVA a 23% será que o café vai continuar
nos parcos cinquenta cêntimos?

Os bancos não têm amigos, ao contrário daquilo que as suas enganadoras publicidades propalam


Desde quando os bancos têm amigos? Vemos alegremente os engravatados
publicitários do sistema bancário a referirem o quão amigo o banco nos
é e o quanto nos suporta a nós e à nossa família e negócios. Mas o
povo é mais nobre que os bancos nos seus ditames e desde há muito
adverte o incauto que quando emprestamos a alguém dinheiro perdemos o
amigo. Conclusão: os bancos não são nossos amigos. Não passam de
sucedâneos dos antigos semitas capitalistas interesseiros, usurários e
agiotas que aos outros em dificuldade emprestam dinheiro a juros.
Relembro-vos que houve em tempos uma moralizadora bula papal que
condenava severamente esta prática usurária pois é contrária à
doutrina cristã do auxílio do próximo sem interesse ou
contra-partidas.

Concluímos muito facilmente que a usura bancária praticada por todo o
sistema bancário a nivel mundial é contrária a todos os princípios
cristãos e até aos mais basilares princípios filantrópicos maçónicos,
pois desde quando é filantropia emprestar dinheiro a juros.

Concluo o repto atestando o facto de quer a Opus Dei, quer a
maçonaria, estarem ambos impregnados no sistema bancário mundial, não
com interesses filantropos ou caridosos, mas tão somente por interesse
próprio de poder e dinheiro.

Quão vergonhoso é este paradoxo filosófico e doutrinal!

Today I abolished television from my temple


Television is a great source of lack of privacy. It enters inside your house and never says excuse me, it invades your intimacy with its signs and its stimuli. It creates on you stress and anxiety. Today I delivered all the equipment to my cable tv provider saying I don't want to be invaded no more. All those stimulating advertisings cause on people those frivolous buying instincts which make you want to buy products you don't need. News don't actually inform, they just cause horror, pain, stress and guilt for doing nothing to avoid such death or terror. Television is the biggest source of alienation mankind has ever created. It dictates what you have to do, how you shall feel about moral and ethics, in whom you have to vote, and where you have to buy. Today I abolished that vice.

O marketing do petróleo


Enquano Obama é agraciado pela medíocre e frívola adolescência internacional, tem um carro que mama 30 litros aos 100km. Já Sócrates, enquanto PM, era satirizado pelos seus pares por conduzir um carro elétrico!

Cliente CGD furtado. Nome: Catarina


As questões simbológicas fazem com que a mente se reja por princípios similares aos objectivos a que se referem os significados. A mente é poderosa e o individuo pauta-se sem se aperceber por normas que nos são enviadas latententemente ao subconsciente. O ser humano age sem se aperceber que o faz. O individuo actua com os comandos de terceiros passando a ser um mero escravo dos desígnios dos outros que dominam a sociedade. O cliente da CGD foi Furtado, e como consequência foram-lhe removidos todos os bens financeiros. Porquê? Porque a Catarina se apresenta furtada de todos os princípios e de todos os numerários da sua conta. Por certo que os propagandistas do banco não intentaram que os seus clientes se sentissem furtados, por questões até de segurança bancária e de confiança perante os clientes. Tal só demonstra que quem elaborou a publicidade queria por certo transmitir a ideia latente que a conta da Catarina foi furtada e que a mesma se encontra despojada de todos os seus bens. Continuarei a ser cliente da CGD pois o banco é estatal, no entanto continuarei a rejeitar todos os princípios capitalistas e mercenários associados a todo o sistema bancário semitico. Lembro-vos que diversas bulas papais provenientes da Santa Sé consideravam a usura uma prática herética punivel pelo divino. A Catarina continuará, por questões patronímicas, furtada, e eu enquanto cliente, continuarei seguro.

RR e RFM, as rádios anglicanas


Os católicos lusitanos indignaram-se recentemente, e muito bem, contra a decisão do Exmo. Sr. Presidente da República, Cavaco Silva, ao promulgar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, cujo termo mais corrente e amplamente mais de acordo com os princípios da grafia lusitana é homossexuais.
Ainda não percebi a aversão que os média têm ao termo homossexual, ou denominam casamento gay, cujo termo não é condicente com a filologia lusíada, ou referem casamento entre pessoas do mesmo sexo, expressão que vem apenas suavizar o acto, que realmente é de forma crua e áspera, um casamento entre dois homossexuais.
Não vou agora divagar sobre as questões filosóficas do casamento homossexual, por certo fá-lo-ei mais tarde.

Refiro-me tão somente às indignações dos católicos portugueses, contra a promulgação do Exmo. Sr. presidente. Será desprestigiante, será anacrónico?

O que é mais desprestigiante ainda na cultura lusitana e natural e historicamente cristã é a música que passa na Rádio Renascença e no outro canal da Renascença, a RFM. A RR e a RFM são certamente as rádios da Igreja Anglicana mais protestante que católica dadas as profusas músicas cantadas em Inglês que ouvimos nestas rádios. A Santa Sé sempre respeitou, disseminou e valorizou as culturas autóctones, já a RR e a RFM fazem o antagónico ao proliferarem música de traços anglófonos no espaço radiofónico lusitano.

A RFM é a rádio da Igreja protestante anglicana, como tal é mais dada ao anglicanismo que ao Vaticano. Na RFM ouvimos por vezes, por espaços curtos de tempo, breves homilias de presbíteros, de santos e castos homens enquanto se ouve uma música quase enfadonha e maçuda. É a isto que o português corrente associa à Portugalidade; mas de seguida sem quaisquer complacências faz-se ouvir na RFM, Mika, Shakira, e Katy Perry, por certo católicos dedicados e fervorosos defensores da Santa Sé. Já para não falar que não são raras as vezes em que se ouve na RFM Madona, a cantora americana que mostra o corpo desnudo e canta alegremente como uma virgem, talvez mesmo como a virgem Maria, e se auto-intitula a Madona italiana, a figura metafórica da Virgem Maria do santo catolicismo.
A RFM é a rádio que mais exacerba os espíritos laicos, maçónicos e desprestigiantes do catolicismo português, pois renega completamente a Portugalidade e a língua portuguesa.

Se fizermos uma estatística sobre o que se ouve no espaço radiofónico Lisboeta e Portuense só ouvimos, quando em Português, falantes, ora ásperos, graves ou maçudos, e na musicalidade, que exacerba as almas e os espíritos do ser humano, só ouvimos a fria língua Inglesa. Cantar em Inglês é um paradoxo filológico. A língua Inglesa não foi elaborada para ser cantada, é típica de mações racionais e é muito fria e de difícil dicção. A língua Inglesa não tem musicalidade natural, como tal os iniciados do mundo anglófono, carentes de sentimentos disseminaram pelo mundo a musicalidade anglófona, na maior parte das vezes pobre e de sentimentos banalizados. A RR, rádio do catolicismo português, abraça esta banalização, abraça o anglicanismo protestante musical.

Na RR e na RFM, a missa ouvimo-la em Português, mas a música estonteante e pulsada temos que ouvi-la em Inglês.

A RR e RFM, são as rádios dos anglicanismos protestantes que tanto desprestigiam as línguas autóctones lusitanas do santo catolicismo português.


A união entre o Santander e o Totta


Estarei senil, estarei com ideias dementes? Talvez, não o sei ao certo, o que sei por certo é que existem diversas condicionantes que me envolvem, que me incutem na mente ideias que renego e desprezo. Ora vamos dar um pequeno exemplo. Há tempos o banco Santander decidiu unir-se ao Totta. Porquê? Poderá ser uma simples união com propósitos bolsistas, ou com o intuito de alargarem o nicho de mercado a nível ibérico.


Mas não, há algo conspirativo por detrás desta união, que o mais comum dos mortais desconhece. Ora vejamos, teremos que evocar aqui um pouco de ciência oculta, como a numerologia e a simbologia. Termos de saber um pouco de psicologia colectiva e de psicologia do foro do subconsciente. O subconsciente é poderosíssimo e é possível enviar sinais ao subconsciente através de meras palavras ou frases que sejam amplamente difundidas.

Façamos aqui uns pequenos ajustes à junção destes dois nomes que formou este novo banco.
  • Santander Totta - Se afastarmos as três últimas letras do primeiro nome ficamos com
  • Santan der Totta - Podemos ainda afastar o último 'n' da primeira palavra formada, ficando com
  • Santa n der Totta - Sabemos que a letra 'n' minúscula é formada graficamente pela junção dum pequeno traço vertical mais um pequeno gancho à sua direita, ou seja, n = l+?, ou algo similar, o 'n' é a letra 'l' mais um pequno ganho à direita. Esse gancho pode ser ignorado, pois nada significa, ficamos então com.
  • Salta n der Totta - O 'n' isolado significa a união no calão inglês de duas frases imp'erativas.
  • Salta e der Totte - 'Der' é o artigo definido na língua alemã
  • Salta e o Totte - Ora Tote é o nome do negro que me anda a atormentar a vida e a ofender a minha integridade intelectual, instigando-me aos actos mais perversos. Totte é também parecido com 'Tod' que significa Morte em Alemão. Ficamos então com
  • Salta e a Morte
É esta a verdadeira função da união dos dois bancos, do Santander e do Totta. Existe algo chamado subconsciente que interpreta as formas e as letras, não como julgamos, mas de acordo com os nossos instintos primários e de acordo com os nossos sentimentos presentes.

Ora é isto que as sociedades secretas querem instigar no povo Português e a mim especialmente, querem instigar sentimentos suicidários que deveremos a todo o custo rejeitar. Portugal está dominado pelas forças maçónicas estrangeiras, e os nossos governantes já não têm qualquer autoridade moral nem institucional para reger o país, pois estão sob o comando de forças secretas estrangeiras que em nada favorecem a língua e a cultura Portuguesas. Querem instigar sentimentos perversos no povo Português ao associarem estes dois bancos. Façam um boicote a estes bancos. Não metam lá dinheiro.

Isto poderá parecer ao caro leitor ridículo. Mas não o é. As ciências ocultas, como a astrologia, a numerologia, o poder dos símbolos, são conhecidas desde há milénios pelas sociedades secretas e estes conhecimentos sempre foram transmitidos de geração em geração secretamente. A Igreja sempre conheceu o poder dos símbolos, por isso sempre se revestiu a si enquanto instituição ecuménica, e aos seus templos com bastantes objectos simbólicos, sendo a cruz o maior ícone simbólico. As sociedades secretas modernas conhecem bem essas técnicas, e o poder das ciências ditas ocultas, poderosíssimas, mas que eles adoram ridicularizar. Aliás, o cidadão comum tem um forte cepticismos em relação às ditas ciências ocultas, porque será? Porque são ridicularizadas pelas sociedades secretas regentes, e porquê? Porque estas sabem que estas ciências são poderosíssimas.

As ciências ocultas não se baseiam simplesmente num mero acto adivinhatório ou de superstição. Envolvem o poder enorme que tem a nossa mente, nomeadamente o nosso subconsciente, para termos controlo sobre as nossas vidas, envolvem conhecimentos sobre o campo magnético dos astros, e como estes influenciam as nossas atitudes, pois o nosso cérebro é influenciável magneticamente. E baseiam-se em algo fundamental, que é o factor repetitivo. Há milhões de anos que vemos a lua com as suas quatro fases em torno da terra, que vemos o percurso do sol no céu, que vemos as estrelas e as constelações no céu nocturno, que celebramos equinócios e solstícios. Há milhões de anos que nos atraímos por homens e mulheres viris e pelos seus sinais de pujança. Há milhões de anos que idolatramos sinais e símbolos de fertilidade e de virilidade. Que tais sinais nos trazem esperança e felicidade. Objectos fálicos espalhados pelas metrópole têm esse intuito.

O ser humano não é apenas aquilo que começa a ser quando nasce. Traz consigo um legado evolucional e genético de milhões de anos. E isso reflecte-se nos sentimentos e nos comportamentos. A luz traz-nos alegria, a escuridão traz-nos melancolia. E isto não se educa, é primário, poderemos simplesmente habituar-nos.

O vermelho no logótipo do Santander Totta, pois eles sabem que é uma cor forte que incute nos indivíduos sensações fortes e intensas. E depois esses mações, pertencentes a todas essas sociedades secretas querem escravizar o povo Português, querem matar o mero cidadão que se revolta contra eles e contra o seu despotismo, contra o seu maquiavelismo, e contra a sua hegemonia hedionda.

Abulamos as sociedades secretas e revelemos o seu conhecimento ao comum dos cidadãos