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Reportagem fotográfica da Haia na Holanda, a cidade dos diplomatas e dos peões!


Existe uma estória da carochinha, muito propalada pela elite provinciana e pequeno-burguesa de Lisboa, de que é necessário trazer automóveis para o centro da cidade, para desta forma incrementar o comércio local e da Baixa pombalina, comércio esse que sofre desde há muito com a forte concorrência desleal das grandes superfícies. Essa linha de pensamento, que é mesmo acolhida de forma quase fanática por grande parte das associações do sector comercial de pequenos comerciantes, dita que é necessário trazer mais carros para os centros urbanos, para que as pessoas venham às compras à Baixa por exemplo, podendo competir desta forma com as grandes superfícies, apetrechadas com vastos espaços para parqueamento.

Ora, tal ideologia é acolhida por indivíduos que cumulativamente, por norma só podem ser ignorantes e provincianos. Não há mal ser-se provinciano e defender a nossa “aldeia”, mas convém ter espírito aberto para observarmos como se faz por outras urbes europeias, ainda para mais num país que deu mundos ao mundo. Todavia, quando ao provincianismo bacoco se alia a ignorância cega e sectária pró-automóvel, a desgraça instala-se nas urbes portuguesas.

Há que perceber que o centro Comercial Colombo em Lisboa está quase sempre cheio, não por estar à beira da segunda circular ou por estar apetrechado com um enorme parque de estacionamento, mas porque na realidade é uma pequena cidadela repleta de ruas estritamente pedonais, onde é prazeroso passear e consequentemente consumir. Aliás, há mesmo muita gente que se desloca para estes centros comerciais de transportes públicos, não fosse a área do centro Colombo excelentemente servida por transportes públicos, como várias carreiras de autocarros ou o metropolitano. O mesmo se pode aplicar aos centros Dolce Vita ou ao Vasco da Gama. Porque será que a Rua Augusta está repleta de pessoas onde o comércio fervilha, e nas suas paralelas do Ouro e da Prata, mesmo ali ao lado, o comércio definha? Caros comerciantes, não é preciso tirar um doutoramento em Coimbra para perceber o elementar, basta observarmos o sucesso em que se tornou a av. Duque D’Ávila em Lisboa para os seus comerciantes após a redução do tráfego automóvel. Quem passa de carro, além de tornar o espaço insalubre e desagradável, não pára para comprar!

As imagens que vemos, são da Haia, a terceira maior cidade dos Países Baixos (conhecidos simplesmente como Holanda) e das cidades com mais milionários do mundo (tal como Londres, Moscovo ou Nova Iorque). A cidade é habitada por altos quadros internacionais de várias nacionalidades, não fosse na Haia, estarem instalados a título de exemplo o Tribunal Penal Internacional, a Europol, o Tribunal para os crimes de guerra da Ex-Jugoslávia, o Instituto Europeu de Patentes, uma delegação da OTAN ou a Organização Mundial para a Proibição de Armas Químicas. É também a sede de várias grandes empresas holandesas e multinacionais como a Shell, a PostNL (correios holandeses) ou a KPN (congénere holandesa da PT). É ainda a capital política da Holanda, ou seja, onde a Rainha tem a sua moradia oficial, onde se encontra o parlamento holandês, os estados gerais e onde se situam a maioria dos ministérios holandeses, como o da Defesa, da Justiça, do Ambiente, da Habitação, dos Negócios Estrangeiros ou da Administração Interna.

As imagens foram obtidas pouquíssimas horas antes do importante jogo da seleção holandesa com a Costa Rica, para os quartos de final do mundial do Brasil, mesmo assim, apesar de os holandeses serem na generalidade apaixonados pela sua seleção, ocupando desde já os bares e cafés, as ruas continuam com gente que aproveita o tempo para ir às compras.

Poderá ainda pensar o leitor luso mais bacoco, que a vasta panóplia de políticos, diplomatas, altos quadros internacionais e multimilionários do sector petrolífero, que na ânsia e na obrigação de mostrar o seu estatuto social perante os demais, não prescindiriam de todo de trazer os seus luxuriosos automóveis de elevada cilindrada para o centro da cidade. Mas não o podem! A grande maioria das artérias e das ruas do centro da Haia, são estritamente pedonais. Se quiser trazer o carro, terá de o estacionar no perímetro dessa área, e terá de pagar. E não é pouco mesmo para um holandês, são 4 euros por hora. E o estacionamento “à moda do sul” por aqui não existe.

Já em Lisboa, uma cidade com uma larga fatia da população composta por ex-provincianos, campónios e saloios, migrados do meio rural desde os anos 40, para trabalhar no sector industrial da zona oriental da cidade, onde por lá nas suas terras no seu tempo, o único meio de transporte a que tinham acesso, quando havia dinheiro, era uma besta (mula, macho, égua ou burro); essa gente, nos tempos modernos não prescinde de todo do seu estatuto social automobilístico, nem autoriza de todo através do frenesim e verborreia que lhes são conhecidos, que lhes tirem o sacro direito a trazer o automóvel para os centros urbanos. Afinal, parafraseando Carlos Barbosa, presidente do ACP, “as pessoas precisam de se deslocar”! Ao que parece, os holandeses nunca foram muito sensíveis às homilias moralísticas de Carlos Barbosa. Presumimos que deve ser da barreira linguística, pois é de difícil compreensão para um holandês, entender o habitante de um país europeu, que esteve à beira da bancarrota, mas que está no top 3 da Europa em número de automóveis por habitante. 

Vlamingstraat, a Rua do Flamengo, na Haia. Carrinhos de bebés, passeia-se com animais, e pessoas com sacos de compras, incrementando o comércio local.
   
Grote Markt, Grande Mercado

Doenças respiratórias, tráfego automóvel e poluição do ar



A Fundação Portuguesa do Pulmão, presidida pelo excelso Dr. Artur Teles de Araújo, publicou recentemente um relatório, amplamente difundido pela comunicação social, onde menciona que as mortes por patologias respiratórias em Portugal estão a aumentar. Segundo declarações provenientes da referida Fundação, as causas deste tipo de doenças são o desemprego, a pobreza ou as condições de vida insalubres. Numa visita guiada completa ao sítio da Fundação Portuguesa do Pulmão, mais precisamente à intitulada TV Pulmão e aos seus vários vídeos supostamente pedagógicos, não encontramos nenhuma referência à poluição do ar exterior, mormente causada pela indústria ou pelo tráfego rodoviário! Sim, ouviu bem, segundo a Fundação Portuguesa do Pulmão os problemas dos pulmões portugueses devem-se às condições habitacionais, aos animais domésticos, às lareiras, à nutrição, à pobreza e ao tabaco, e nem uma palavra de relevo, à poluição causada pelo tráfego automóvel.

Bem, não sou médico, e indubitavelmente que o tabaco é um grande fator propendente para várias patologias respiratórias, mas parece-me que, ou o Dr. Teles de Araújo é mais um popófilo arauto dos desígnios do ACP, ou devido à sua já avançada idade e eventual senilidade, não leu os relatórios mais recentes sobre uma das causas que mais provoca patologias mortais do foro respiratório. Ora vejamos, um relatório de uma reputada universidade Inglesa diz preto no branco que os fumos dos escapes automóveis são causadores diretos de várias mortes por pneumonia. Por seu lado, a Organização Mundial de Saúde, num comunicado recente que colige centenas de estudos sobre as patologias do foro respiratório a pessoas acompanhadas durante décadas, atesta claramente que a poluição do ar exterior, essencialmente provocada pelo tráfego automóvel, é causadora de cancro do pulmão. 

O Dr. Teles de Araújo, também não deve saber, ou esqueceu-se de mencionar, que segundo dados da própria Agência Portuguesa do Ambiente verificou-se o incumprimento dos valores limite às partículas inaláveis registadas em várias estações do país. O Dr. Teles de Araújo, também se deve ter esquecido, que as obras na Av. da Liberdade não foram porque o Costinha as quisesse fazer, foram realizadas apenas, porque o Estado português pagava multas pesadíssimas à União Europeia, pois a poluição nessa artéria violava em muito os limites considerados seguros para a saúde humana. O sotôr também não deve saber, que Portugal é o terceiro país da Europa com mais carros por habitante, tendo a nossa nação cerca de um carro por cada dois habitantes, dos índices mais altos do mundo. Essa elevada concentração em meios urbanos, provoca claro está, elevados índices de poluentes no ar. Não esquecer ainda que Portugal tem dos parques automóveis (porque virou moda a certa altura) com mais carros a gasóleo, sendo o gasóleo um grave problema para os pulmões, devido à emissão de micro-partículas.

Em entrevista à TVI, o dito Dr. (acredito que seja), nos mais de dois minutos que tem de antena no telejornal, nem uma única palavra dedica à poluição do ar exterior, e quando a jornalista lhe pergunta diretamente a razão de tal hecatombe, o Dr. (acredito que o seja) deixa a entender que se deve à austeridade. Claro, eu não sou médico, mas toda a gente sabe que a austeridade é causadora de todos os males do país, até das elevadas ondas e vagas do mar que entraram pelas zonas costeiras adentro no Inverno. Óbvio que não tem nada a ver com a subida do nível médio do mar, que se regista desde o séc. XIX, devido aos gases com efeito de estufa, esses mesmos gases emitidos pelos motores de combustão que por sua vez também emitem partículas que provocam patologias respiratórias.

O estranho é que o próprio Dr. Teles de Araújo parece constatar muito surpreso que apesar de Portugal ter um índice baixo em relação à média Europeia, de pessoas fumadoras, mesmo assim tem um índice alto de mortes por pneumonia. Claro, a resposta segundo o sotôr é a pobreza e a austeridade. Mas veja-se por exemplo o gráfico acima do Eurostat referente às mortes por pneumonia na Europa em 2009, onde Portugal aparece em segundo lugar. Será que os croatas, os cipriotas, os húngaros ou os letões, que aparecem no extremo oposto da tabela, têm melhores acessos a cuidados de saúde e medicamentos, ou são mais ricos que os portugueses, para justificar índices muito mais baixos de fatalidades por pneumonia? Ou será que pelo facto de serem pobres, não têm dinheiro para cada cidadão ter um carro? Ou será que estará relacionado, o facto de na Hungria, que é o país que aparece no final da tabela, ser dos países da Europa com maior índice de pessoas que se desloca de bicicleta?

Será que o Dr. Teles de Araújo é autista, ou foi subornado pelo ACP? Já espero tudo neste país de sofistas e de carrocratas. Muito preocupante mesmo e sintomático da elevada hegemonia que o automóvel tem em Portugal!

O automóvel e o tabaco estão ao mesmo nível?


Quando comecei a interessar-me pelas questões da mobilidade em Portugal e no mundo, qual profano, conotava os ciclistas urbanos como alguém que gostava de ser diferente, e que se punha à parte na sociedade, tal como tendemos naturalmente a fazer com os que estatisticamente são diferentes de nós. É algo que faz parte da natureza humana, dos nossos antepassados selvagens e tal comportamento tem por missão, fazer com que prefiramos os da nossa tribo (que conhecemos e sabemos que nos protegem) em detrimento dos estranhos (que podem ser perigosos). Assim, o ciclista urbano era alguém que encarava com indiferença e até algum desprezo, ao qual associava normalmente ser alguém de movimentos de extrema esquerda, ou simplesmente um indigente.

Todavia, após me juntar os diversos grupos, comecei a ler e a informar-me sobre diversas matérias científicas relacionadas com a mobilidade, essencialmente urbana. Quando me apercebi do caos a que o meu país tinha chegado, enraivecido, despejei tudo neste artigo contra o ACP e o seu presidente, pois considerei-o (e ainda considero) em parte responsável pela tragédia a que chegaram as cidades portuguesas. Fui severamente criticado por todos, automobilistas e ciclistas, não tanto pelo conteúdo mas mais pela forma. Mais tarde, de forma mais sóbria, acusaram-me de preocupar-me mais em atacar os carros, do que defender as bicicletas (a minha mulher diz o mesmo).

A questão é, que tal como em relação ao tabaco em oposição a uma vida saudável, não se pode só promover uma vida saudável, sem se atacar o tabaco. Quando queremos subir a montanha de bicicleta, temos que pedalar para cima, mas quando nos cansamos, temos também de travar, para que a bicicleta não ande para trás. Promover a bicicleta, e os modos ativos de transportes, e combater a hegemonia do automóvel, são duas faces da mesma moeda, que me apercebi desde cedo, e que vários especialistas confirmam. É o que comprovam agora os estudos, sendo um deles extremamente interessante pois faz um paralelismo entre o automóvel e o tabaco.

As táticas que a indústria automóvel usa para atacar as medidas que visam reduzir a sua hegemonia económica e nos meios urbanos, são semelhantes às usadas pela indústria tabaqueira, e a mais emblemática é da liberdade individual. Quando fui a um colóquio do CDS-PP, expor toda uma série de argumentos contra a hegemonia do automóvel na cidade de Lisboa, a primeira pergunta que recebi foi: "como pode o Estado interferir na minha liberdade individual de ter carro e conduzir?". Em jeito de sátira escrevi há pouco tempo este texto, que sumariza as razões pelas quais, no que se refere ao carro, o Estado deve fazer fortes restrições. Em suma resume-se à velha máxima de que a liberdade de um, termina onde começa a do próximo.

As graves consequências para a saúde pública da hegemonia do automóvel são então:

Os cães das tabaqueiras ladram perante a nova lei do tabaco na UE


Num estudo encomendado pela Philip Morris, a detentora da Tabaqueira em Portugal, a nova lei comunitária que rege a nova aparência dos maços de cigarro, vai gerar desemprego e fazer diminuir a receita fiscal. Para começar, questiono-me que credibilidade têm os estudos feitos a pedido e à medida do requerente? Hitler também deve ter mandado fazer muitos estudos que confirmavam que a melhor solução social para a Alemanha era exterminar deficientes mentais e judeus, assim como por certo devem haver estudos que referem que a globalização é deveras benéfica para os países em desenvolvimento, mesmo apesar dos eventos como o prédio no Bangladesh que ruiu e matou mais de 1000 pessoas. Como alguém dizia “a ciência não é neutra” e depende sempre do tipo de óculos com que vemos a realidade.

Segundo o estudo da Philip Morris as novas leis sobre o tabaco vão gerar desemprego e perda de receita fiscal.

Ora comecemos: Emprego. Estou deveras enjoado com estes estudos nauseabundos e ardilosos que evocam sempre o emprego como algo sacral que deve ser concedido a todo o custo e sem quaisquer contrapartidas. Bem sei que a altura é crítica mas haja decência. As fábricas de tecido no Bangladesh também davam emprego a muita gente. Os campos de concentração Nazis também davam emprego a muita gente, aliás Hitler é amplamente reconhecido por ter conseguido que a Alemanha nos anos 30 tivesse um crescimento económico fenomenal. A máfia Napolitana também dá emprego, assim como os cartéis de droga no México, na Argentina e no Brasil dão dinheiro a muita gente. Quando é que os mafiosos mexicanos decidem encomendar um estudo que comprove que a droga é um negócio que mata a fome a muita gente, essencialmente pessoas desfavorecidas? Se as novas regras do tabaco, segundo o estudo, vão gerar a perda de 175 mil postos de trabalho, talvez as mesmas novas regras salvem milhares de vidas, de adultos e de crianças, e permitam uma melhoria da qualidade de vida superior àqueles que eventualmente deixem de fumar.

E então vamos à receita fiscal. O estudo é ardiloso e aproveita-se do facto de a Europa passar por uma crise financeira onde os estados têm graves problemas de desorçamentação. É um golpe baixo, o mesmo argumento é usado por Ferreira de Oliveira, CEO da galp e o maior proxeneta de Portugal. Se o argumento é receita fiscal, façam como na Holanda, legalizem as drogas, a prostituição, e aí terão muita receita fiscal. Só na economia paralela no domínio das atividade de Vénus, o Estado poderia arrecadar milhões. Pensem também em liberalizar o uso de armas de fogo, drogas duras, clínicas privadas de eutanásia, de sodomia, legalizem os assassinos profissionais e façam-nos pagar impostos como trabalhadores liberais em regime de prestação de serviços. O argumento da cobrança fiscal não pode servir para tudo, até porque é totalmente falacioso. O que os estados na Europa gastam em cuidados de saúde com enfermos de tabaco é por certo muito, mas mesmo muito superior àquilo que arrecadam em impostos sobre o tabaco.

O tabaco mata 5 milhões de pessoas por ano (meio Portugal em cada ano) e já matou mais do que todas as grandes guerras juntas. Só no séc. XX o tabaco ceifou a vida a cerca de cem milhões de pessoas. É mais ou menos a população total de um país como o México, por isso cara Philip Morris, vai pó caralho mais os teus estudos da merda. Dito! 

Um ex-fumador que se livrou de satanás...

Conversa com uma famacêutica!


Em pleno surto de gripe no inverno,
não há antigripais genéricos!!!
Chego à farmácia, com princípios de gripe, e digo à menina:
- Quero um antigripal genérico!
A menina responde:
- Lamento, mas não existem antigripais genéricos.
Eu returco:
- Como não há? Estamos no inverno, e deve haver dezenas de milhares de casos de gripe! Que fórmula química é essa milagrosa que têm os antigripais, para que não haja genéricos, se antigripais há no mercado há dezenas de anos!
- Pois mas eles têm patente para o produto.
- Sim, mas uma patente vigora apenas durante vinte anos.
- Mas eles estão sempre a fazer melhoramentos na fórmula química, e depois pedem mais patentes.
- Ok, então dê-me um antigripal com uma fórmula antiga, cuja patente já tenha caducado.
- Não temos, nem há à venda no mercado!
- O quê?! Estamos no inverno com surtos de gripe, e as farmácias não têm antigripais genéricos? Então dê-me o mais barato!
- O mais barato é este, custa 4,90€ e é o antigrippinne
Olho para a carteira e tenho apenas uma nota de 5€, que estava dedicada ao almoço, paciência!
- Levo. E então qual é a fórmula química milagrosa que este tem?
Olho para a composição química.
- Mas isto é paracetamol, uma molécula que já se conhece há mais de 50 anos!!!
- Sim, mas tem ainda cafeína!
- Claro, aquilo cuja dose custa 50 cêntimos ali na tasca, e que já é conhecido desde a antiguidade!
- Sim, mais ainda tem maleato de mepiramina.
Diz a menina com os olhos sorridentes.
- Humm...compreendo, então deve ser uma molécula muito complexa e inovadora, desenvolvida especialmente para este medicamento, é isso?
- Não é bem assim!
- Como não?
- Há já vários genéricos que têm essa molécula como princípio ativo!
- Significa então que essa molécula já é de domínio público, e que já foi desenvolvida há muitos anos?
- Correto!
- E qual é então a razão de haver patente para o antigrippine, e de me ver obrigado a dar todo o dinheiro que tenho no bolso, tendo apenas de troco 10 cêntimos?
- Está na proporção e em alguns detalhes.
- Deixe-me ver a bula.
Abro a caixa do medicamento, depois de ter ficado sem a nota que trazia no bolso, tiro a bula e leio:
- Antigrippine 250 mg + 30 mg + 20 mg Comprimido. Paracetamol + Cafeína+ Maleato de mepiramina. Ou seja feitas as contas temos 300mg, dos quais 83% são uma substância já conhecida desde há mais de 50 anos, 10% é uma substância conhecida desde a antiguidade e 6% é um princípio ativo usado em vários genéricos, ou seja, que já faz parte do domínio público! É isso?
- É isso mesmo, mas o segredo está na proporção....
- Ah... ok, já percebi, o Estado, através dos impostos, ou seja TODOS NÓS, pagamos por ano três mil milhões de euros em comparticipação para medicamentos no SNS, para pagarmos a "proporção". E não há nenhum benemérito que em prol do interesse público, se dedique a investigar "proporções" e a concedê-las ao domínio público? E não há nenhuma empresa de genéricos que se dedique a investigar "proporções"?
- Pois sabe, elas não fazem propriamente caridade e olhe que a troika tem baixado muito a despesa do Estado com medicamentos.
- Abençoados Jürgen Kröger, Rasmus Rüffer e Poul Thomsen, são os meus três reis magos!
Saí da farmácia, tomei os famigerados comprimidos, e passado algum tempo melhorei dos sintomas da gripe. E lá se foram cinco eróis, para sustentar farmacêuticas.

Qualquer dia estão-nos a obrigar a pagar a "proporção" da frize limão!

Uma velha fala sobre a taxação do tabaco


Estava eu a passear em Grózni e via a TVI em-linha (os caros cabrões que me leem deviam saber que em português diz-se em-linha; online é para os abichanados que dizem gay em vez de paneleiro) numa casa de um núcleo de russo-portugueses, e ouvi uma cabra velha com cara cadavérica e de drogada, por certo rameira nos seus tempos áureos, a criticar o governo tuga porque quer aumentar o imposto sobre o tabaco. (minuto 1:00)

Refere exatamente que existe “mais a proposta idiota da CIP, que pelos vistos foi muito bem recebida pelo governo, nomeadamente pelo ministro das finanças, de aumentar o imposto sobre o tabaco, quando os dados de execução orçamental (…) [revelam que as receitas] já estão a descer 10,8%. É uma coisa de doidos, isto, porque aumentam o imposto e desce a receita fiscal”

Today I abolished television from my temple


Television is a great source of lack of privacy. It enters inside your house and never says excuse me, it invades your intimacy with its signs and its stimuli. It creates on you stress and anxiety. Today I delivered all the equipment to my cable tv provider saying I don't want to be invaded no more. All those stimulating advertisings cause on people those frivolous buying instincts which make you want to buy products you don't need. News don't actually inform, they just cause horror, pain, stress and guilt for doing nothing to avoid such death or terror. Television is the biggest source of alienation mankind has ever created. It dictates what you have to do, how you shall feel about moral and ethics, in whom you have to vote, and where you have to buy. Today I abolished that vice.

A Saúde em Portugal - gratuita ou não gratuita, eis a Constituição


Recentemente Cavaco Silva defendeu que quem ganha mais também deve pagar mais pelos serviços de saúde, independentemente de já pagar mais impostos, veja aqui a notícia. O Presidente da República diz ainda que face às dificuldades do país, o Estado deve delegar os cuidados de saúde caso não tenha capacidade financeira para os garantir.

Pois meus caros internautas, relembro-vos a alínea a) do n.º 2 do art.º 64.º da Constituição da República Portuguesa, magna República à qual Cavaco Silva é Presidente.

“2. O direito à protecção da saúde é realizado:
a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;”

A constituição é bem clara neste aspecto, a saúde deve ser universal e tendencialmente gratuita. A presidente de um grupo privado de saúde (BES) referiu recentemente que a saúde era bastante lucrativa e que em termos de proveitos financeiros só era ultrapassada pelo negócio do armamento.

Estes senhores dos privados, e das seguradoras, querem embutir em Portugal, no campo da saúde um sistema neo-liberal do género do norte-americano em que quem não tiver dinheiro para seguro de saúde, não é tratado nos hospitais e num caso extremo se tiver uma doença grave e não tiver seguro, morre à porta do hospital.

Tive em tempos de receber tratamento médico na Alemanha enquanto viajava. Dirigi-me às urgências do hospital central de Jena, na antiga Alemanha Oriental, em 10 minutos fui atendido, fui visto e fui operado por um médico cirugião no espaço de 15 minutos a um pequeno corte que tinha no membro superior direito. Apresentei o meu cartão europeu de saúde e não paguei nada.

Meus caros, isto sim são cuidados de saúde. E não tão-somente pelo facto de Alemanha ser um país rico e Portugal não ser. Os EUA são um país riquíssimo e as pessoas sem seguro de saúde morrem à porta do hospital sem tratamento médico. São claramente opções políticas.

Se querem cortar nos gastos da Saúde, e acho que o devem fazer por questões de equilíbrio das contas públicas, comecem por seguir os sensatos conselhos do Dr. Paulo Portas, e da esquerda no geral, no que concerne à prescrição de medicamentos por princípio activo e não por marca. O Estado Português gasta por ano cerca de 1000 milhões de euros em comparticipações de medicamentos. Havia por aqui muito dinheiro que se podia poupar. Mas por certo o bloco central e o bloco governativo estão super comprometidos em apaziguar a pobre e mendicante indústria farmacêutica que tem de lucro vários milhares de milhões por ano, à custa do saque que faz aos contribuintes.

Relembro-vos novamente a alínea a) do n.º 2 do art.º 64.º da Constituição da República Portuguesa, república à qual Cavaco Silva é presidente.

“2. O direito à protecção da saúde é realizado:
a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;”

E os doutos doutores do Tribunal Constitucional, não terão nada a referir a propósito das leis que aí virão? Até um menino da quarta classe percebe que as leis que o governo PS instituiu, que o governo PSD/CDS continuará e agravará, e que Cavaco Silva atesta, são claramente inconstitucionais.

E 13 doutos doutores do TC, não se apercebem da clara e evidente inconstitucionalidade? Ou a Constituição não é para se levar em conta, e é apenas um manual de bons costumes e de boas práticas para se ler em ocasiões solenes?

A Constituição serve exatamente para nos momentos difíceis e de aflição, não perdermos o rumo e os valores basilares da República. E se o Prof. Cavaco Silva a conhece bem, deveria medir bem as palavras antes de propalar ideários anti-constitucionais.

Mais sobre Toda a verdade sobre o Tabaco


Os homens do mundo aperceber-se-ão que os malévolos e funestos mações sediados no novo mundo conspiraram durante séculos para o domínio da raça humana através dos actos sanguinários, devastadores e exterminadores.
Por certo que o divino e os próprios homens os reprimirão e os destronarão do poder que alcançaram através dos extermínio de milhões de inocentes.
O senhor grão-mestre da ordem maçónica americana é acusado perante a legalidade jurídica humanitária e universal, de homicídio premeditado, e de genocídio de 100 milhões de pessoas no século vinte devido ao Tabaco.

Vede por favor http://www.verusveritas.org/2009/11/toda-verdade-sobre-o-tabaco.html

A verdade sobre a SIDA/AIDS


A SIDA, termo utilizado em Portugal, sendo que os nossos irmãos brasileiros referem AIDS como na língua Inglesa, é um síndroma que afecta o sistema imunológico do ser humano. É causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e num estágio final pode ser letal pois debilita as defesas naturais do indivíduo. O vírus imiscua-se no código genético do doente não havendo no presente momento vacinação. Propaga-se essencialmente através da via sexual ou sanguínea, através da troca de fluídos, como sangue, secreções genitais, sémen ou leite materno. Apareceu nos anos oitenta na comunidade homossexual americana, tendo origens mais remotas no continente africano, e posteriormente propagou-se pelo mundo.

Como apareceu na realidade a SIDA e porquê?

O HIV é na realidade um vírus criado em laboratório pelas sociedades secretas americanas com o intuito de controlo social e populacional do mundo.

Controlo social pois estava-se a chegar ao apogeu da libertinagem, em que os jovens incorriam em actos libertinos de drogas e sexo, em festins libertinos e desregrados. Os jovens praticavam sexo sem protecção e não procuravam levar uma vida regrada. Estes mesmos jovens eram na realidade os mais revoltosos anti-sistema, os mais rebeldes que lutavam contra a guerra e evocavam muitos deles a anarquia. Ora a SIDA veio apaziguar os ânimos libidinosos destes jovens, sendo que se o caro leitor denotar, as gerações seguintes tornaram-se mais conservadoras no que concerne a sua vida sexual, e tal deve-se muito ao medo pela SIDA.

Sendo os Estados Unidos a maior e mais poderosa nação do mundo, os seus próprios dirigentes também se devem auto-intitular divindades imaculadas e inimputáveis, sendo que o império tem que zelar pelo controlo populacional do planeta. Ora, havia que fazer controlo populacional em África e na Ásia, onde não existem como prática corrente quaisquer métodos contraceptivos. Não interessava observar no planeta uma África e uma Ásia ainda mais sobrepopulacionadas do que já são no presente momento. Ora a SIDA veio na realidade fazer controlo populacional em África e na Ásia. Se pensarmos que uma mulher Queniana tem talvez em média entre quatro a cinco filhos, e que a esperança média de vida no Quénia é de cerca de cinquenta anos, vemos que na realidade a SIDA veio fazer controlo populacional nos continentes onde existe uma maior média de nascimentos, mas que estatisticamente observamos que vivem menos tempo. Tal não se deve somente às condições de saúde em geral, deve-se muito principalmente à SIDA. Ora os Americanos acharam por bem que tinham o dever enquanto nação dirigente e regente do mundo, que fazer esse controlo populacional, e para tal utilizaram o HIV/SIDA.

Esperança média de vida,
nos países africanos mais afectados
Mais questões sobre a SIDA. Para os Americanos que se intitulam o pilar da moralidade e da ética intocáveis, que apesar de também se acharem o epicentro dos ímpetos libertários do planeta, não poderiam tolerar a abundante homossexualidade pérfida e promiscua que se vivia na sociedade americana. Então, os dirigentes das sociedades secretas americanas acharam por bem, que cabia a si, elaborar um método eficaz que rechaçasse fortemente estas acções imorais, homossexuais e promíscuas. Sabe-se que por natureza, e estatisticamente, um homossexual é bem mais promíscuo que um heterossexual. Ora não intentava atacar a homossexualidade enquanto tal, porque eles até são bastante venerados pelas paragens americanas, intentava atacar severamente a promiscuidade em prol da moralidade anglo-cristã. A promiscuidade é contrária à rectitude moral e sempre assim se doutrinou em todas as sociedades porque simplesmente o homem promíscuo que se entrega exclusivamente aos prazeres da carne tende a ser pouco produtivo. Preocupa-se mais com as frivolidades e com as questões banais relacionadas com os instintos, e como não tem os seus instintos suprimidos não trabalha e não produz em prol do todo que é a sociedade. É por esta mesma razão que sempre ao longo das histórias universais se abominou a promiscuidade, essencialmente a feminina, e em particular a homossexualidade masculina. Reparemos que a poligamia em certas culturas é aceite, já a homossexualidade em todas as culturas ancestrais sempre foi abominada, à excepção de certos casos de pederastia na Grécia Antiga. Porque é contrária à natural fecundidade e a não fecundidade não é produtiva nem criativa em prol de um ente maior denominado 'espécie humana'. Assim, os seres promíscuos e imorais tendem a ser pouco produtivos e trabalhadores pois o que mais lhes interessa são as frivolidades da carne e do vício, que os pode até tornar em indigentes e que são contrárias ao interesse coletivo.
A SIDA veio então atacar fortemente a imoralidade associada à promiscuidade, e os americanos que se intitulam regedores da manutenção da moralidade universal acharam por bem elaborar o HIV. A SIDA atacou então fortemente a promiscuidade sexual das sociedades ocidentais, não só entre os homossexuais, mas também entre os heterossexuais.

Depois existem ainda questões sobre ocultismo e de numerologia associadas à SIDA, reparemos que SIDA na língua Inglesa diz-se AIDS, que na realidade é outra forma de grafar a palavra AID que significa ajuda. Na realidade é AID+S sendo que o S é a letra da serpente e da luxúria feminina. Então na realidade a SIDA é a ajuda que a luxúria pode proporcionar. A luxúria pode na realidade proporcionar uma ajuda funesta, malévola e mortífera, ainda mais sendo que esta foi fabricada laboratorialmente pelos centros de inteligência americanos.

Lembremo-nos ainda que a SIDA dá milhões anualmente às indústrias farmacêuticas que lucram com os pacientes do mundo ocidental, sendo que os desgraçados de África e Ásia morrem sem quaisquer possibilidades de adquirirem medicamentos eficazes, pois estes são bastante dispendiosos.

A SIDA é a praga do mundo moderno, e só pode ter sido criada directamente pelo Satã, por Lúcifer, pelo Demónio, ou diria simplesmente pelos terrenos estado-unidenses.

Estima-se que mais de 15 000 pessoas sejam infectadas por dia em todo o mundo (dados de 1999); 33 milhões estão atualmente infectadas, e 1,8 milhões morrem a cada ano. Estima-se que a SIDA já tenha ceifado no mundo cerca de 25 milhões de vidas.

Nota: Os dados especulativos são da minha autoria filosófica enquanto ser pensante e indagativo, os dados estatísticos são da versão inglesa da wikipédia do artigo sobre a SIDA

Toda a verdade sobre o Tabaco


Sempre me questionei sobre a verdadeira origem do tabaco. Bem sei que o nome deriva do Espanhol e que era fumado em cachimbos pelos índios nativos americanos. O seu uso enquanto cigarro foi proliferado no século vinte essencialmente durante a primeira guerra mundial. Houveram diversas plantações de tabaco na América do Norte até terem sido muitas em grande parte substituídas pelo algodão. O tabaco era consumido por índios americanos e em doses elevadas teria efeitos alucinogénios, era administrado para fins medicinais e segundo se consta era prescrito por magos índios ou por curandeiros. O poder do tabaco era conhecido nas sociedades tribais norte-americanas. Os Espanhóis trouxeram a planta para a Europa. Um embaixador Francês sediado em Portugal terá receitado à corte de Catarina de Médicis a planta do tabaco como forma de curar as suas enxaquecas. O nome do embaixador era Jean Nicot e o seu apelido deu origem ao termo Nicotina que se encontra na planta do tabaco.

Poderia aqui tecer uma serie de argumentos históricos para tentar descobrir como surgiu o tabaco, e tal não seria difícil, uma planta denominada tabaco que é processada, tostada, que lhe é adicionada uma serie de componentes químicos e cuja mescla é enrolada em torno de uma mortalha formando um simples cigarro. A questão preponderante que é interessante averiguar é saber como é que o tabaco foi proliferado e difundido pelo mundo inteiro tornando-se no século vinte uma prática de afirmação social, de emancipação para as mulheres e de virilidade para os homens.

Quem proliferou o tabaco? Quem disseminou o uso do tabaco? A resposta é deveras simples: Os Ingleses inicialmente e os Americanos posteriormente.

Tentarei aqui estabelecer os simbolismos associados ao tabaco e para tal evocarei não só as questões médicas tão amplamente difundidas e as patologias do foro oncológico que o tabaco degenera, mas evocarei também as questões do foro da psicologia, dos sinais para o subconsciente que o cigarro provoca, das sensações quase erógenas que obtemos quando inalamos o fumo do tabaco, do luxuriante e perverso que é observar uma mulher a fumar e das mazelas a nível mundial que o tabaco provoca.

Começarei pelas questões que creio que todo o mundo conhece. O tabaco é altamente cancerígeno, o seu consumo enquanto cigarro durante muitos anos provoca graves patologias do foro oncológico, como cancro do pulmão, língua, laringe, garganta, lábios ou qualquer órgão associado ao sistema respiratório. Num estágio final da doença o paciente deixa de conseguir falar, tem uma morte dolorosa, não consegue respirar, em muitos casos morre de asfixia, como se lhe tapassem a boca ou morresse afogado, em casos menos severos são retirados membros que nos permitem falar e os pacientes ficam afónicos. Na realidade o tabaco não oferece virilidade mas retira-a dificultando o fluxo sanguíneo no pénis e em muitos casos provoca impotência irreversível. Em grávidas é altamente prejudicial ao bebé e pode provocar severidades para a sua vida futura.

Mas falaremos como o tabaco se tornou tão apelativo para os seres humanos. Para abordarmos este tópico teremos de nos aperceber do método de fumar, e da forma e cores que o cigarro tem. O cigarro na realidade é apenas um pequeno falo, um pequeno pénis se quiserem, em que o fumador se revê nas suas frustrações de infância enquanto bebé que mama no seio da mãe, num bebé que bebe o suco, o leite maternal, e para receber essa dádiva materna tem que esforçar os pulmões e a boca para inalar. Tais sensações estão bem explícitas em qualquer manual de psicologia quando referem a fase oral de uma criança. Ora em adultos temos a necessidade quase libidinosa, ou direi sensual, em mamar, é algo que reprimimos enquanto seres racionais dadas as nossas educações morais. Mas a necessidade que o individuo tem em chupar, ou mamar, está presente em todos os adultos. Tal não deve ser encarado do ponto de vista pornográfico. É uma necessidade latente que guardamos dos momentos afectuosos em que, como mamíferos, mamávamos no seio das nossas progenitoras. Todo o adulto tem uma necessidade latente de chupar, tal vai de encontro aos seus desejos infantis que são reprimidos pela doutrina social.

Então como chupa o adulto? O adulto, que se rege por uma doutrina social altamente restritiva, tenta encontrar outras formas de musculação dos lábios. O homem heterossexual muitas vezes sacia esta ânsia no peito da sua companheira durante os actos amorosos mais íntimos, a mulher e o homem homossexual saciam estes desejos intimamente nos falos dos seus companheiros. Os casais de namorados saciam-no mutuamente ao beijarem-se acaloradamente. Num bebé que já não mama no peito da mãe mas que ainda não é regido por uma doutrina social forte, pode-se constatar que o mesmo beija e coloca na boca diversos objectos fálicos. Quando se tornar adulto, colocará na boca e nos lábios aquilo que a sociedade o permitir, ou então algo mais se tal for feito em privado. É que a zona dos lábios é composta por diversas terminações nervosas, o que nos proporciona prazer quando colocamos algo suave nessa região. Quando chupamos algo, encontramos as ternas sensações de infância.

Ora o cigarro mexe com todos estes factores. A nicotina enquanto substância alcalóide que se encontra no tabaco, poderia ser absorvida pelo organismo por outros meios, mas não traz aquela luxúria latente que é chupar e inalar. Reparem como a ponta dos cigarros onde colocamos os lábios é alaranjada, aumentando assim a luxúria latente, pois o laranja é uma cor forte e emotiva, assemelhando-se à cor da pele na zona do peito feminino e da zona do pénis no homem. Os Ingleses e os Americanos ao proliferarem o tabaco encontraram uma forma mortífera e letal a nível mundial de os adultos poderem saciar de forma autorizada pela doutrina social, os sues ímpetos e as suas ânsias infantis, de foro quase primário ou primordial.

Imagino-me eu, enquanto fumador que era, a chupar, a inalar, a saciar os meus desígnios de infância, enquanto mamava no seio afectuosos da minha progenitora. Chupava, e bebia o suco que do seio jorrava. Eu, enquanto ser heterossexual que sou, na altura sem companheira para poder partilhar os momentos de prazer encontrei no cigarro a funesta sensação afectiva do seio maternal.

Vimos então que o cigarro é poderoso do ponto de vista luxuriante, sensual, primário e afectivo. É semelhante a um pequeno falo, tem a ponta alaranjada que é a cor da pele e é uma cor emotiva, e para fumarmos e inalar o fumo exercitamos os lábios, a língua, as bochechas e a boca em geral, assemelhando-se ao acto terno infantil de mamar. Como o cigarro até há poucos anos era aceite socialmente, e até era visto como um sinal de estatuto social, é natural que a sua proliferação fosse tão abrangente.

Não falaremos agora das sensações erógenas no acto de fumar, falaremos daquilo que quase todos já sabem, que é o facto de o tabaco ter nicotina e esta ser extremamente viciante provocando uma habituação forte. O tabaco contém ainda cerca de seiscentas substâncias químicas altamente cancerígenas e que provocam diversas doenças graves para a saúde.

A nível mundial o tabaco provoca cerca de cinco milhões de mortes por ano, tendo no século vinte provocado cerca de cem milhões de mortes. Simplificando, é como se o tabaco exterminasse uma população de Portugal na totalidade em dois anos. O tabaco matou mais no século vinte que as duas grandes guerras em conjunto.
É que o tabaco enquanto cigarro é altamente letal e tem aquelas características que o tornam tão apelativo e viciante. Sacia os nossos instintos primários ao pudermos chupar algo socialmente aceite, a arte tornou-o um acto de referência, e tem nicotina que o torna extremamente viciante. Os produtos químicos que tem, juntamente com a nicotina, tornam-no altamente prejudicial para a saúde.

Mas já falei dos atractivos do tabaco e do cigarro em particular, o que o tornaram tão apelativo e do mortífero que o tabaco se tornou matando mais gente que as duas guerras mundiais juntas. Mas porquê proliferá-lo? Porquê comercializá-lo tão amplamente como fizeram os Britânicos e os Americanos? A resposta é simples e para tal temos de evocar um pouco da doutrina política internacional que os Ingleses e os Americanos tinham no final das duas grandes guerras no que refere ao petróleo, e temos que conhecer um pouco da teoria evolutiva de Darwin e como o cancro se pode formar.

Ora vejamos, no princípio do século vinte a indústria automóvel estava a crescer, o pioneiro americano que tem o nome numa marca de automóveis começou a produzir carros em série. Os carros necessitavam de gasolina para se mover. Os Ingleses tinham o seu grande império em recessão mas apostavam também na industria automóvel. Aliás, todo o mundo ocidental os seguiu com a proliferação do automóvel, no princípio do século. Mas o automóvel não é a chave aqui, nem o busílis da questão. É-o sim, o motor de explosão interna que é usado no automóvel. O principio da explosão interna permaneceu inalterável desde há cem anos aquando da disseminação do carro com motor de combustão interna. O princípio é simples, é injectado na câmara do motor ar e gasolina, as velas accionam uma faísca, dá-se a explosão e essa energia faz movimentar uns pistões que geram momento inercial num veio ligado às rodas do veículo. Este é o princípio que se mantém desde há cem anos. A questão fundamental aqui é que o motor necessita de um combustível fóssil ou seu derivado, neste caso a gasolina.

Os Americanos estão no início do século a proliferar o automóvel, mas também estavam e sabiam-no que tal seria necessário para fornecer locomoção a todos esses veículos, também estavam a apostar grandemente na indústria da prospecção e exploração de petróleo. O petróleo foi a grande aposta dos Americanos e dos Ingleses ao longo do século vinte, o seu domínio a nível mundial, a sua comercialização e a sua proliferação. Os Americanos exploraram em grande parte esse recurso no Texas, no Alasca, depois voltaram-se para o Médio Oriente e para África. Exploram ainda hoje grandes recursos em África, como Angola ou Nigéria, e no Médio Oriente na Arábia Saudita. Aliás, foi devido ao petróleo que se envolveram na primeira guerra do golfo. O petróleo é então o seu ouro negro. Se o mundo inteiro, se o planeta está espalhado com automóveis, estes necessitam de gasolina que é feita através do petróleo. Se os Americanos e os Ingleses dominam o circuito da prospecção, transporte, refinação e distribuição do petróleo e sues derivados, têm um bem público de que todos necessitam enquanto sociedades industrializadas. O domínio do petróleo é a grande questão. Se o dominarem dominam todos porque todos necessitam do petróleo pois este é o motor da economia nos países industrializados.

O automóvel domina as vias de todo o mundo, tráfego, caos nas urbes de todo o mundo, faz-se pouco pelo transporte colectivo, nos países em desenvolvimento como os da América do Sul, Ásia e África, é o caos constante nas vias públicas devido ao excesso de carros. Os Americanos e os Ingleses souberam espalhar os carros por todo o mundo e incentivar a sua utilização, pois estes dominavam o comércio do produto que os movia: o Petróleo. Incutiram na cultura, como nos filmes o uso dos grandes homens que andam de carro e que fazem as maiores peripécias com carros, publicitaram os seus carros, e na segunda metade do século vinte os seus motores tinham consumos enormes, pois interessava grandes consumos, para incentivar a economia associada ao petróleo. Os Europeus seguiram-nos e mais tarde os países em desenvolvimento, como os da América do Sul, os Africanos e os Asiáticos.

Já falei sobre o tabaco e como este é altamente viciante. Falei agora sobre o domínio do petróleo e a disseminação do automóvel que consome um seu derivado. O que têm em comum? 


Para tal teremos de falar sobre a teoria evolutiva de Darwin ou falar simplesmente da teoria da evolução das espécies ou um pouco de antropologia. Segundo estas teorias amplamente aceites nos dias de hoje, as estirpes, as etnias, as raças, ou direi simplesmente as subespécies são criadas através de uma espécie em comum anterior, e a sua característica única forma-se devido a condições ambientais, da envolvente, de hábitos regularizados e tornados prática comum. Diz-se por exemplo que o antepassado do homem começou a erguer-se quando na savana africana necessitava de se erguer para olhar mais além, ou que se erguia para apanhar frutos de árvores, e que tal provocou uma alteração na zona posterior do cérebro aumentando o volume craniano, e assim por certo a inteligência. Darwin formulou a sua teoria nas ilhas Galápagos ao observar que certas espécies se tinham desviado de um antepassado comum, porque tinham mudado de ilha e este novo ambiente provocou alterações na fisionomia da espécie. Ou seja, as espécies adaptam-se às circunstâncias que as envolvem. Uma cientista formulou em tempos uma teoria que se por exemplo se colocasse uma tribo centro-africana num aldeia rural da Noruega isolada do mundo, em poucas centenas de anos, os descendentes dessa tribo ficariam, se sobrevivessem, todos brancos. Porque a cor da pele está relacionada com a produção de vitaminas que obtemos dos raios solares ao serem absorvidos pela pele. Não podemos produzir nem de mais, nem de menos, por isso a cor da pele é uma adaptação ao meio que nos envolve. Tudo para provar que quando alteramos as nossas condições envolventes, se sobrevivermos, alteramo-nos a nós também para nos adaptarmos. A questão evolutiva é tudo uma questão de adaptação.

Significa, que se a população a nível mundial inalasse tabaco em excesso e esse consumo fosse generalizado, numa dezenas de gerações tínhamos indivíduos muito mais propensos a resistir ao tabaco e à poluição do ar provocada pelos escapes dos carros. O cancro acontece apenas naqueles que não se adaptam, os fracos perecem, os fortes resistem e transmitem essa resistência às gerações vindouras. O cancro sucede nos indivíduos que não se adaptaram ao fumo, à poluição do ar. Porque também a poluição do ar pode provocar cancro do pulmão. Os mais fracos morreram devido a cancros, enquanto aqueles que fumarão durante anos vão criar nos seus genes, nas suas células mutações que lhes permitirão resistir melhor à poluição. Porque quando fumamos limitamo-nos a inalar poluição atmosférica.
Resumindo e simplificando.

  • O tabaco é altamente nocivo para a saúde.
  • É atraente para a libido e é sensual e tem nicotina que o torna ainda mais viciante.
  • Matou cerca de cem milhões de pessoas no século vinte, mais que as duas grandes guerras juntas.
  • Mata cerca de cinco milhões por ano, metade da população Portuguesa
  • Foram proliferados os automóveis pelo mundo inteiro, na maioria com motor de explosão interna que necessitam de gasolina, um derivado do petróleo.
  • Os Americanos e os Ingleses dominam o comércio do petróleo a nível mundial, logo o mundo está dependente deles.
  • Os automóveis a nível mundial e a indústria que usa o petróleo e seus derivados provocam uma poluição atmosférica intensa, extensiva e alargada no planeta.
  • Apenas os seres humanos mais resistentes estariam preparados para a crescente poluição atmosférica do século vinte e um, com países altamente industrializados e dependentes do petróleo a poluírem o planeta intensivamente.
  • Havia no princípio do século vinte que preparar os organismos da população mundial para a poluição do ar.
  • Aproveitou-se o tabaco e disseminou-se o mesmo em cigarros, as suas substâncias químicas são apenas uma mescla para habituar e provocar nos pulmões alterações e mutações nas células, mais céleres para que os indivíduos se habituem mais rapidamente à poluição atmosférica
  • Para os Americanos e Ingleses assassinos e maquiavélicos, os milhões que morreram devido ao tabaco seriam apenas as vítimas da necessária liberdade e democracia que eles trariam ao mundo.
  • Obviamente que tudo isto foi feito no maior dos secretismos.

Simplificando ainda mais, o consumo do tabaco enquanto cigarro provoca cancro mas devido às teorias evolutivas também provoca uma adaptação do organismo que nos torna mais resistente ao fumo. Foi espalhado pelos Ingleses e Americanos em todo o século vinte para que a população mundial resistisse a um mundo super poluído devido ao petróleo e seus derivados que eles controlariam.

Resumindo, os maquiavélicos dos Americanos mataram milhões de pessoas por todo o mundo com o tabaco, apenas porque queriam controlar o mundo, controlando o petróleo. O mundo teria que resistir à poluição, criaram então grandes empresas tabaqueiras e disseminaram os cigarros.

O tabaco vai contra os ideias da Liberdade, Igualdade e Fraternidade porque mata mais pobres que ricos, mais miseráveis e desfavorecidos, mata mais gente no mundo em desenvolvimento do que no mundo ocidental.
Culpo eu então a maçonaria americana e por certo será julgada, não sei se pelos homens se pelo divino, pela morte de milhões de pessoas em todo o mundo, apenas porque queriam ter a hegemonia do planeta.

Para estes actos existe apenas um adjectivo, são uns assassinos em massa, o que os americanos provocaram no século vinte foi um genocídio generalizado.
Deixemos de fumar e deixemos de ser tão dependentes dos combustíveis fósseis.

Em nome da verdadeira Liberdade, devemos então lutar contra a hegemonia americana e contra o seu ideário maquiavélico.