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Damn British Language


Damn British Language...

The British Language is so strange, full of Semitic purposes... What does a Jew prefer most to do? To sell. To sell items, to sell JEWellery, they adore to deal with money, to deal with treasures, to deal with valuable items. Damn Nazis bastards for what they did to Jews... Damn Jews for what they did to the Messiah...
In every place you observe a Jew, you will see money, diamonds, treasures, financial transactions, stocks, shares, finance, futures, invoices, bills and on this damn British Semitic Language you even need to Pay to PrAY.

Damns British Freemasons, full of Semitism...
May I kindly ask Your Excellency, dear member of the honourable British council, may I kindly ask you dear prestige member of the British Parliament, the founders of the language which was spoken by the admirable queen of Portugal who married John The First, the same king who set the Portuguese people free, from the despotic Castillan crown; I apologise my rash inquiry, but my I rashly ask you dear member of the British House, the successors of the founders of the Language, you venerate and insistently defend and propagate throughout the world; my I have the humility to ask you dear prestige member of the most excellent British Parliament....

Do I need to Pay to PrAY?

British clergymen should have been outraged many years ago with such linguistic heresy...

Do I need to Pay to PrAY?

It's quite amazing and strange, because there's a people named Portuguese who live on the westernmost part of Europe and when they order the bill it seems they use a term which is very similar with the colloquial term for vagina. I refer cona and conta. This people is quite strange and it seems they also have some Semitisms due to this similarities. 

But I inquire again...

Do I need to Pay to PrAY?

Nano-tratado sobre a Portugalidadade Universal


O Português semita, indo-europeu e Universal

Através do tempo e da História as batalhas têm-se travado pelo domínio dos homens, das espécies, do mundo. Tentar a universalidade, a representatividade de todos os credos, etnias e raças, de todos os povos, sempre foi o objectivo dos mais altos impérios. O Romano fê-lo, tentaram fazê-lo os Otomanos, os impérios neo-latinos hanseáticos fizeram-no com as suas doutrinas, e no momento que teclo estas pseudo-sábias palavras, fá-lo o império sediado no novo mundo. E o império Português? Questiona o mais ilustre intelectual com algum cariz nacionalista na sua doutrina política. De certo que já se ultrapassou, e elevá-lo nos tempos em que povos Europeus se unem em torno de elevados valores de humanismo, através de novas formas de contacto inter cultural e político, poderá parecer anacrónico. Mas não o é.

Teclo enquanto oiço os mais maravilhosos sons, criados por um Alemão, teclo num teclado concebido por um intelecto nascido no novo mundo, e por vezes escrevo usando as palavras sábias das línguas de homens livres. O Português, através das eras, sofreu influências de todos os povos e credos.

Os linguistas gostam de categorizar as línguas indo-europeias em subgrupos que por vezes se imiscuem, noutros grupos linguísticos. Como que uma dádiva, uma oferta, uma adenda, que quando é honesta, bela e amorosa deve sempre ser acolhida. Categorizar o Português apenas como língua Romana, carece de valor científico. As influências, as ideias que vagueiam e são canalizadas, e caminham através das estradas dos impérios, das redes de informação cujos dados voam a velocidades luminosas, fazem emergir novas e belas ideias e incutem as novas gerações a acolhê-las. Se dentro das línguas ditas Românicas o Francês é de certo a que tem mais influências Germânicas, se o Romeno, que deve o seu nome ao império, é a que tem mais influências Eslavas, se o Italiano é a mais peculiar e genuína língua latina, o Castelhano e o Português são das línguas deste grupo as que mais influencias semitas têm, sendo que Portugal, mais moderado num certo período da história, terá acolhido maiores influências semitas. Se os astrónomos do Infante eram Judeus, se os Muçulmanos permaneceram em terras lusas por algumas centenas de anos, se a rima e o fado têm origens árabes, é natural que com a influência de monarcas que obedeciam a Roma, tais influências tivessem sido subjugadas.

E terá o Português influências eslavas? Têm-no nos nomes dos seus falantes que nasceram no período posterior à revolução vermelha, Sónia e Nadia. E as influências Germânicas? Também as tem, pois dominaram estes povos toda a Europa no período posterior ao declínio do império. Os Suevos, os Bárbaros e os Vândalos, que infelizmente, por tradições xenófobas daquela época ficaram associados a termos de desordem, tiveram forte influência na língua Portuguesa. E é curioso observar-se que as línguas indo-europeias Germânicas são as que de certa forma mantiveram maiores traços de uma certa latinização, quer na forma de pronunciar as palavras, e muito mais na forma como estas são escritas. O Grego, cuja língua actual ainda guarda fortes traços de filosofias ancestrais, teve a sua influência marcante no Latim, e consequentemente no Português. E as palavras trazidas do Oriente, como chá, que se devem à influência do Império Português. E as palavras do Francês que durante o iluminismo, influenciaram fortemente as mentes dos pensadores lusitanos, e agora as palavras provenientes do Inglês, que devido ao novo Império que se formou no Ocidente, são consequentemente assimiladas na língua camoniana. Temos do Inglês a estandardização e a implementação.

Os poemas que dedico a estas deusas que amei, são escritos através de mágoas e sofrimento, pois se amei, nunca me ocorreu a ousadia de pronunciar esses termos mágicos a uma sereia com o receio de ser rejeitado, atitude mais presumível. O Poeta é aquele que escreve a mágoa e o infortúnio, razão pela qual declino qualquer autoria de futuros poemas, pois de certa forma influências nórdicas que agora predominam na Europa, preconizam a felicidade como meta do Homem, talvez não Nórdicas, talvez renascentistas, e a poesia, apesar de pura, pois revela os sonhos, as mágicas sensações do ser humano, exige muita mágoa, rancor, ódio, paixão, vingança e ardor, sentimentos que apesar de levarem os seus criadores a produzirem as composições mais belas, provocam distúrbios inquietantes que tangem o patológico. E se vida é maravilhosa, criação divina, a poesia apesar de bela, revela ser árdua, viciosa, mas de certa forma é o alívio em que o homem exterioriza as sensações mais primárias e angelicais.

E se o divino, o criador, quis que a sua criação mais amada, o Homem; o estágio final do desenvolvimento animal, pois raciocina, indaga e é dotado de formas abstractas de pensamento; fosse produtivo, tal requisito só é alcançável através do bem-estar interior do indivíduo, através da felicidade e através da responsável liberdade.

E por mágica semelhança arábica da rima, associada às raízes latinas da língua em que escrevo, a felicidade rima com a fidelidade.

A hegemonia da cultura americana no festival Europeu da canção como sinal da deterioração da génese musical Europeia


Estive recentemente a observar o festival Europeu da canção de 2009 e fiquei deveras perplexo com a submissão da cultura musical europeia à cultura americana, quer na língua quer no estilo. Não tenho dados quanto ao número de canções cuja língua favorita foi o Inglês; não tenho dados pois estes são bastante difíceis de encontrar quer na rede, quer nos meios de comunicação social convencionais; mas posso asseverar empiricamente e se a estatística impressionista não me falha, que o idioma para a maioria das músicas representativas dos diversos países Europeus foi a que é falada na sede do novo mundo.

Isto é uma autentica subjugação cultural, é uma submissão aos padrões culturais americanos, é uma sujeição à hegemonia forçada da língua de Sua Majestade. Pergunto eu, meus caros, qual o dia em que ouviremos nos canais mediáticos americanos uma música cantada em Turco? Qual será o dia em que ouviremos no festival Europeu da canção o Reino Unido ser representado com uma canção cantada em Ucraniano ou em Arménio? Dir-me-ão que tal façanha é impensável e inexequível; e assim o é. Mas o inverso aconteceu no festival da canção de 2009.

Os países nórdicos como já é tradição escolheram todos o Inglês para se fazerem representar no maior espectáculo intercultural e musical da Europa. Não deveria afirmar intercultural, pois existe claramente uma padronização cultural da música pop cantada em Inglês neste afamado festival. Muitos países como a Turquia, a Bulgária, Israel, a Grécia, a Bielorrússia, a Hungria, a Lituânia, a Polónia, a Arménia, a Ucrânia e até a Alemanha escolheram o Inglês. Muitos dos que escolheram as suas próprias línguas nem sequer chegaram à final, como é o caso da Macedónia e da Letónia. Dir-me-ão que é uma forma mais apelativa de atrair votos do júri, mas é uma forma efémera, fugaz, pouco coerente com as suas géneses culturais, como forma de se afirmarem no espaço musical Europeu. No maior festival de música que a Europa produz observamos repetitivamente um sistema decrépito de rebaixamento cultural em relação à profusa doutrina musical americana.

Tentemos ir à génese da questão, tal facto que abordo acima, é um reflexo dos dias que vivemos. Encontramos uma disseminação em todos os meios de comunicação como a rádio e a televisão da língua e da cultura americana. O espaço radiofónico Europeu está repleto de música americana, as televisões europeias estão inundadas com filmes provenientes do novo mundo falados em Inglês, e esta onda de veneração aos súbditos do tio Sam, reflecte-se inevitavelmente no festival da canção. E pergunto eu, como é que um continente tão rico cultural e linguisticamente como é a Europa, como é que um continente com tradições musicais seculares, um continente único na sua heterogeneidade linguística, necessita de importar do novo mundo a música e a língua para um festival que se intitula Europeu da canção? Faz-me reflectir por que é que a Itália decidiu abandonar este festival. Talvez porque não se identificasse com o género de músicas que nele participam. Faça-se justiça com Portugal, Espanha e França que decidiram utilizar as suas línguas para se fazer representar.

E faço eu mais uma questão, porque é que o estilo musical mais utilizado é o pop? Não é o pop um estilo musical que nasceu nos Estados Unidos? Não é a Europa um continente tão rico musicalmente, com diversos estilos musicais tradicionais e regionais que certamente representariam bastante melhor cada nação? O fado é um exemplo. Mas já que não se canta utilizando cada estilo musical, deveria utilizar-se pelo menos a língua própria de cada nação. Reparemos como muitos dos vencedores do festival cantaram em Inglês, como a Suécia com os Abba, recentemente a Finlândia em 2006 com os Lordie e a Noruega em 2009. Mas já é tradição todos os países nórdicos utilizarem o Inglês para se fazerem representar.

Irradiemos a hegemonia do Inglês no festival Europeu da canção; deixemos esta língua apenas para os países que a utilizam como língua oficial, como o Reino Unido e a Irlanda, e façamos do festival Europeu da canção um verdadeiro espaço multicultural e verdadeiramente representativo das idiossincrasias regionais europeias tão pouco profusas no espaço comunicacional do nosso quotidiano.

Entre a hegemonia da língua de sua Majestade e a harmonia pictórica dos símbolos


Entrego todos os pensamentos neste diário, e coloco as questões mais controversas.

Gosto de papéis em folhas brancas e revolto-me contra o instituído. Por vezes fico senil e questiono-me sobre os factos históricos dos milénios que sucederam o nascimento de Jesus. Questiono o relacionamento do Messias com o império Romano. Falaria Jesus Latim? Teria visitado alguma vez a cidade de Roma?

Questões concretas, questões que coloco num pedaço de papel. Vou fazer deste diário, um diário livre, como tal ignorarei os termos nele inscritos. Gosto de escrever sem ter que me ser imposta uma norma ou um padrão, não gosto de padrões, nem de estandardizações ou implementações. Se a língua se imiscua, se a língua se une ou emerge, porque é que a língua é tão importante? Porque é que a língua, sendo apenas um objecto auxiliador da fala é tão venerada e proclamada pelos impérios? Temos todos de nos subjugar à língua do Império? Tal como o Latim foi imposto através das armas, do sangue e do aço, ou ferro, também o Inglês se quer impor através do sangue e da publicidade enganosa.

Comprei um diário na Alemanha, e sinto-me defraudado. Estava envolvido em plástico, e quando o abro, está tudo escrito em Inglês. Porquê pergunto eu? A língua espalha-se, e a língua reflecte a cultura de um povo. Há muito tempo que pretendia elaborar, traços comparativos entre o Inglês, o dialecto do novo Império, do aclamado “Bem Comum”, e o Português. O que é certo, é que o Inglês, é omnipresente e é imposto, é forçosamente estandardizado, e isso revolta-me.

Comprei um diário na Alemanha, pago uma fortuna, face aos meus rendimentos, e quando o abro está tudo em Inglês. O Português é mais modesto, mais moderado, e por vezes mais acutilante, e lembro-me da profissão, do obreiro, daquele que exerce uma actividade. Na língua de Camões o que exerce uma actividade, é o substantivo adicionado do sufixo “dor”. Que estranho, tudo é feito com dor. Até quem cria é criador!

Já o Inglês, que se intitula língua livre, foi imposta não através da própria dor, mas implantada através do sangue e do martírio dos outros povos. Tudo em nome da liberdade! Não eram os Ingleses, meros piratas que obtiveram refúgio durante séculos por terras lusitanas? Observemos o Algarve, a mais sufista região da nação portuguesa, e vejamos como está repleta de anglicismos. Transformaram o Algarve numa segunda Inglaterra. Devia-se adicionar o Algarve ao “Bem Comum”. E questiono-me a quem é dirigido o “Bem Comum”. O “Bem Comum” é dirigido a quem fala a língua da Aliança, os outros povos são os subordinados, ou seja, são a “Ralé Comum”.

No mundo anglo-saxónico o “Bem Comum” complementa-se com a “Ralé Comum”. Não fui eu que instiguei um ultimato, aquando de um mapa cor-de-rosa, cor afável, cor adocicada e amorosa. Foram os republicanos sufistas portugueses que se revoltaram contra a hegemonia dos súbditos de Sua Majestade. E os do novo mundo que implantaram a língua que herdaram dos ilhéus, fazem-no através das armas, e claro, como bom judeus que são, através do dinheiro.

Ora vejamos um facto interessante. O dólar do bom judeu do novo mundo:


É interessante observar tal facto, quando vi o logótipo das farmácias da Alemanha: Apothek.

Em diversas culturas, encontramos símbolos para a harmonia, para a paz interior, para a tranquilidade, para o equilíbrio. E tal é alcançado quando unimos o homem com a mulher. É a chamada união das almas gémeas. E na harmoniosa união interior obtém-se a paz e a felicidade quando nos complementamos com o género oposto. Neste complemento encontra-se a cura para todos os males e todas as maleitas da humanidade. A farmácia Alemã é ainda mais representativa da harmonia, na sua iconografia, que a Portuguesa. Uma serpente, o pecado, o falo, o desejo inconsciente, que coloca a cabeça no copo aberto, na feminilidade. A harmonia, a junção da serpente com o copo aberto. A farmácia portuguesa preconiza a cura espiritual com a junção entre a haste e a serpente.

Independentemente da cultura, a harmonia pictórica é sempre alcançada entre a junção de dipolos distantes. Para o judeu americano a harmonia encontra-se na moeda. Já para o Mação Inglês, também um bom Judeu, o logótipo da moeda que tão orgulhosamente ostenta, é a própria nação, a Ilha de Inglaterra.

Vejamos então que existe similaridade visual entre o logótipo da Libra e o desenho geográfico da nação, ou seja da ilha da Grã Bretanha. Não fosse a palavra Fortunatly significar fortuna e felicidade em simultâneo. Não hajam dúvidas às influência hebraicas na nação de Sua Majestade.

Os Orientais, por seu lado, encontram a harmonia no círculo que se une. Aqui encontramos a verdadeira harmonia. Neste logótipo, nem deveria usar o termo logótipo pois tem correlação com questões financeiras; neste símbolo, circular, uma circunferência, sinal de perfeição, sem arestas nem cantos, onde a serpente se insere num círculo redondo. Não é o círculo também uma representação da passividade? Então o símbolo da bandeira da Coreia do Sul, é um dos mais altos representantes da harmonia. Pode ser encarado por dois prismas. Pode ser uma serpente embutida num círculo, ou então dois semicírculos disformes, que se unem e formam a perfeição. E vemos nós, por esse mundo alguma associação pictórica entre este símbolo e o dinheiro? Não, e felizmente que assim o é. 

À minha direita, um casal de namorados, tranquilos, apreciam os bons momentos da vida. Presumo que representam perfeitamente a harmonia demonstrada na união entre o Yin e o Yang. À minha esquerda três executivos engravatados. Devem estar a conspirar, e a planear como irão extorquir melhor os subordinados. É que os engravatados da nação, são a podridão do Mundo.

Nunca encontrei homens líderes harmoniosos que usassem fato e gravata. É que quando vejo um fato e uma gravata associo imediatamente a Capital. Tinha Mahatma Ghandi uma gravata? Tem o Dalai Lama uma gravata? Tem o pároco franciscano gravata? De onde provem a gravata? Será um símbolo de fertilidade? Será um símbolo de clausura? Uma corda que aperta o pescoço, e que pode ser puxada para os actos mais perversos. Ou será uma corda que vinda da face traz virilidade?

A águia da república vermelha


Cheguei a Polónia vindo de Berlim e fico perplexo e com alguns factos que posso observar assim à primeira vista, e existem muitos mais factos que por certo já era sabedor muito antes de aqui chegar. Talvez assim não o seja, talvez aquilo que sei advenha da pesquisa e do raciocínio. Da razão, e gosto muitas das vezes de inquirir interiormente os meus próprios pensamentos, gosto de ir ate ao fundo sem me desnortear pelos caminhos que não me levam ao cerne das questões que tento procurar alcançar.

Tanta conversa, ora fútil, ora pouco compreensiva. Mas há algo neste país, na soberania heráldica deste país que me deixa pensante. A omnipresente águia boreal. A águia que voa nos céus imensos, a águia que abre as asas e quando a observamos no céu vemos o sol, vemos alguém que abre as asas podendo assim voar e contemplar a liberdade.

Falo de liberdade, ora tentarei escrever libertamente. Não e águia o símbolo dos povos do Cáucaso, então a águia polaca revela que existe alguma soberania por parte dos arianos, não fosse esta nação considerada uma nação de Leste. Mas parece que a história revelou que na realidade a Polónia era uma nação multi-étnica. Isso faz-me reflectir ainda mais sobre a guerra entre os poderios opostos, a guerra filosófica e doutrinal, ou guerra tribal, ou apenas querelas humanas de povos com diferentes géneses, entre os povos do Cáucaso e os Semitas do Sul.

Os mandamentos, as ordens de Roma, os símbolos do império sempre foram os dominantes. Sempre foram os símbolos que dominaram as nações durante séculos, desde o antigo império Romano até à Igreja Cristã.
Hoje observei um anjo, um anjo imaculado, tinha asas e voava, tinha cabelos loiros e face rosada, e não sei se foi um sonho, se foi algo que contemplei na realidade, se foi um mero e banal eclipse visual, ou se foi algo mais concreto. Apercebi-me entao que o anjo, os anjos, por terem asas, são mais uma forma da representação da águia, são uma humanização da águia boreal. O anjo, o anjo que é venerado e procurado, é então a águia de outra forma representada, que faz os homens entrarem em delírio por contemplarem tal personificação de uma ave.

O anjo, a águia da bandeira Polaca, revela a supremacia da hierarquia dos povos do Cáucaso nesta nação, o que por certo não implica que esta mesma nação não tenha fortes traços semitas. Sempre foi assim em muitas outras nações. O poder aos do Cáucaso, e os do sul tiveram sempre que viver em clandestinidade no continente do Euro. E como a lei do equilíbrio universal sempre se aplica, parece que hoje em dia, são os semitas de novo que no novo mundo exercem a Ordem Mundial através da força das armas.

Se o Império que venerava o Cáucaso, sediado em Roma, controlava as províncias sempre ostentando a águia, ostentando a quadriga de letras SPQR, e sempre o fez através de uma boa administração provincial é certo, mas também quando necessário através de ferro e sangue, parece que os impérios que se quiseram estabelecer utilizaram sempre os mesmos meios com o intuito da supremacia. E fiquei estupefacto, ou talvez não, quando me apercebi que a quadriga de cavalos nas portas de Bradenburgo, estão alinhadas a Leste. Assim como o está a praça de S. Pedro em Roma. E nas portas de Bradenburgo um cavalo para cada letra da sigla do Império, SPQR, e muito do império herdou a cristandade, desde o INRI, até ao simples facto de o Cristo na sua abertura de braços , com a cabeça ligeiramente pendente para a direita, lembra a águia venerada pelos indo-europeus, que também tem as asas abertas e que também tendo quase sempre em todas as representações, a cabeça ligeiramente para a direita. Não tem a cruz, quatro pontas?

E tudo isto reflecti, no comboio nocturno, na viagem noctívaga em direcção à Polónia. Uma viagem calma, serena, e sempre que viajo de comboio fico maravilhado, e mais fico ainda quando viajo à noite. Aquela repetibilidade sonora dos carris embala-me num sono profundo e reconfortante. Lembra os passos de uma progenitora, enquanto a criança se encontra ainda no ventre, a passear calmamente e a cada passo, um pequeno balanço, um pequeno e suave balanço. Porque embalam então, as progenitoras, as suas crias? Será para que estas adormeçam melhor? Pois o comboio embalou-me num sono profundo e reconfortante e fez-me reflectir sobre os simbolismos da bandeira polaca.

A cidade da harmonia


Enquanto bebia um copo de cerveja numa praça de Berlim, filosofava sobre as vicissitudes do desejo e da paixão. Filosofava sobre os termos das línguas, questionava sobre todas as coisas, questionava sobre como havia o homem de se expressar? Questionava sobre a diferenciação das línguas, sobre a diferencialidade da funcão que representa a natureza. Continuava a colocar questões de ordem filosófica enquanto tinha uma conversa de café com o Karl. Eu, num momento de salubre reflexão e de momentâneo e áspero momento de fugaz energia divagava sobre a riqueza das diferentes línguas e dialectos. Questionava-me sobre a génese da liberdade e das suas diferentes representações em diferentes culturas. Pois por estes lados, a arquitectura é soberana, a arquitectura e o desenho dos edifícios, formam a liberdade preconizada pelos povos do norte. Numa praça da empresa Sony, encontrei tracos e formas inigualáveis por terras do sul. Uma elipse no topo, uma extremidade de ferro que unida por diferentes cablagens, aponta para um lago de mármore. Chamo-lhe lago, pois tal como um calmo lago, este também reflecte de forma cristalina, como um espelho, as imagens envolventes.
As avenidas de Berlim são largas, espaçosas, têm o espaco para acolher as viaturas que se movimentam em quotidianas correrias. Os edifícios são ora contundentes, com ângulos agudos, ora com traços suaves. E mais um momento de reflexão enquanto deglutia uns mililitros de cerveja. Será a língua a única forma de comunicação? Não, claro que não. Como é clarividente, o arquitecto de tal proeza que contemplava, comunicava com todos os transeuntes ao conceber tal façanha. Quando traçou as linhas no estúdio, quando fez o desenho de tal praça, comunicava com todos os indivíduos que haveriam de visitar a sua obra de arte.

Entre a harmonia do ser e a diáspora do estar


Sempre me questionei sobre a origem da duplicidade da forma de ser ou estar. Se as línguas boreais fornecem apenas um verbo para os dois estados de espírito, já as línguas Românicas normalmente estabelecem dois verbos como forma de distinguir o contexto em que o individuo se encontra. Por vezes questiono-me sobre a razão de tal distinção, ou de tal união verbal entre os estados de espírito distintos. Entre ser e estar, entre estar e ser. Será que sou onde estou? Será que me identifico com o local onde estou? Será que estou com quem sou? Estarei onde sou? Ou serei onde estou? É que a harmonia interior proclamada pelos povos do norte, une o ser e o estar. É o reencontro, é a felicidade, é a paz interior, é a serpente que se une com a haste, lembrando a cura tão difundida pictoricamente nos símbolos das farmácias. É o encontro salubre entre o ser e o estar, entre os nossos dipolos interiores, entre os nossos lados antagónicos que se opõem. Quando nos encontramos, quando unimos estes dois lados, encontramos a harmonia e contemplamos a felicidade e a liberdade. Rejeitamos a dor e a angústia quando somos onde estamos.

Já as línguas Românicas, com fortes traços equatorias de sufismos do sul, e de semitismos do
deserto, guarda da diáspora a distinção entre o ser e o estar. Povos viajantes, que caminharam pelo mundo à descoberta do desconhecido, por vezes têm de guardar as raízes culturais e religiosas, não sendo onde estão. Guardar os traços culturais originais, quando se viaja por locais e nações distantes. É distinguir o ser e o estar. É não ser onde se está, pois o ser está no local de nascimento e por vezes estamos longe de nos encontrarmos. Por isso viajamos, procuramos algo mais que vai além do local que nos viu nascer. É não estarmos onde somos.
As línguas ditas Românicas, provêm como é clarividente do latim, daí o título de Românicas, mas devido às fortes influências sufistas do sul, guardam fortes traços semitas. Serão as batalhas entre o homem e a mulher? E numa viajem a Itália pude constatar de forma clarividente as fortes influências, embora subliminares, de islamismos sufistas. Quando em muitas línguas latinas as palavras começam com H; no italiano foi de certa forma proscrito o H do início de tantas palavras do quotidiano. Os palácios e os palacetes, as igrejas que embora católicas, com a cruz, que sempre fielmente obedeceram aos princípios de Roma, guardam na arquitectura e na forma certos traços de paragens arabizantes. E em Veneza é que tais factos são bem mais que evidentes. Uma cidade onde por certo se difere o ser do estar. Onde mercadores transportavam bens do oriente, de todo o mediterrâneo, para as paragens Europeias. Para os sufistas do norte, ser difere de estar, já para os boreais do sul, ser é estar, pois ao se reencontrar, o ser encontra a paz e a harmonia e perscruta os traços da liberdade. Pois se for onde estiver, e se estando, for quem fui, encontro a paz e o equilíbrio interior tão pacificamente evocado pelos arianos budistas.
Sou quem fui
Fugi, deixei de ser
Vim para me perder
Sou o ser que flúi
Estou, não sendo
Viajo pelo mar azul
Vejo do Norte, os mares do Sul
Estou vivendo
Estou e sou
Sou quem sou
Estou, sou, ou
Sou o ser que voou
Que navegou
Que passeou
E deixou de ser onde está
Vi a harmonia viajante
Se viajo, ser pensante

E sem viajar,
sou para me encontrar