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Como o automóvel limita a Liberdade


Liberdade de movimento

Um sofisma muito comum no campo político-filosófico, é a questão da "liberdade para usar carro"; esquecendo os seus autores a premissa filosófica elementar que a liberdade de um termina quando começa a do outro. Para que um automobilista possa circular em fluidez na cidade de Lisboa, a edilidade teve de alocar por exemplo catorze vias para o automóvel em alguns troços na Av. da República, significando que aqueles que não têm rendimentos para suster um automóvel ou que simplesmente decidem andar a pé, têm direito apenas a menos de 5% do espaço público da via, quando esse espaço é medido transversalmente. O espaço para saciar o automóvel nas urbes modernas, ronda 2/3 de todo o espaço público entre rodovia e estacionamento.

O automobilista urbano é por conseguinte um castrador físico da liberdade de movimento, no espaço público, de terceiros. E não se trata apenas da questão da ocupação do espaço público que outros não poderão usufruir, como por exemplo em jardins, esplanadas, praças ou campos de jogos; mas também no mais que estudado efeito de barreira que certas rodovias criam no meio do espaço urbano, como por exemplo a CRIL, o eixo norte-sul ou a segunda circular em Lisboa; em que pessoas que são fisicamente vizinhas, na medida em que as suas residências distam em linha reta poucas centenas de metros, estão na prática fisicamente limitadas a uma distância bastante maior, porque entre elas existe uma via rápida urbana com perfil de autoestrada.

Liberdade económica

Nas sociedades capitalistas, despesas financeiras recorrentes e periódicas, representam limitações à liberdade individual, na medida que o cidadão precisa de trabalhar, alocando tempo pessoal, para saciar esses custos. O português médio por exemplo trabalha metade do ano, ou seja 340€ por mês, em 710€ que é o salário médio líquido, para pagar as despesas totais do seu carro. Elas são o seguro, o combustível, as revisões, reparações, possível crédito automóvel, desvalorização do veículo, lavagens, eventuais multas, IUC, portagens e parqueamento. Esse custo total ultrapassa muitas vezes os 500€ por mês, mas as pessoas não fazem essa contabilidade porque as contas que se pagam aparecem distribuídas pelo ano em diferentes parcelas.

Ou seja, o automóvel, ao exigir que o seu proprietário incorra numa série de despesas periódicas e fixas, as quais terá de trabalhar alocando tempo pessoal, para as suster, é também um castrador da liberdade do seu proprietário. Aliás, é esta uma das premissas lógicas das sociedades neo-liberais, ao exigir menor carga fiscal por parte do Estado, na medida que uma elevada carga fiscal, nas economias de mercado, limita a liberdade dos contribuintes; ou seja, estes têm de trabalhar mais horas para poder obter o mesmo rendimento líquido. Mas a mesma sequência lógica, pode perfeitamente ser generalizada a qualquer despesa fixa e recorrente, como o caso do automóvel particular. E se no caso da carga fiscal imposta pelo Estado, a grande parcela da despesa pública serve para pagar salários e prestações sociais, ou seja, é dinheiro que é alocado para nacionais, tratando-se a carga fiscal então apenas, do ponto de vista macroeconómico, de uma transferência massiva de capitais entre nacionais; já no caso do automóvel, trata-se de uma transferência de capitais massiva para o estrangeiro, na medida que as maiores importações de Portugal são carros e combustíveis, representando estas duas parcelas cerca de 1/4 de todas as importações.

Direito à segurança, qualidade de vida e ambiente

Não menos importante, são as limitações da liberdade de terceiros, que nas economias de mercado, são materializáveis nas externalidades negativas, na medida que estas externalidades tendem a mensurar essas limitações como um custo monetário para o interesse público. E essas limitações da liberdade impostas pelo automóvel, são a poluição do ar, a poluição sonora, ou seja, ruído, a sinistralidade rodoviária, onde uma grande parcela da mesma envolve sinistros com peões, poluição do solo, poluição das águas ou ainda alterações climáticas. Logo, o automóvel limita os direitos à segurança, qualidade de vida e ambiente, direitos constitucionalmente consagrados, colocando em causa por conseguinte a liberdade de terceiros para que possam usufruir desses mesmos direitos. Assim, de facto, o automobilista comum viola um dos pilares filosóficos elemantares da liberdade, na medida que limita a liberdade de terceiros, para que possam viver saudavelmente e com qualidade de vida numa cidade sã e segura.

Questão fiscal

Não seria razoável que um determinado contribuinte tivesse de suster, através da carga fiscal, bens ou serviços não considerados fundamentais, de outro determinado concidadão. Mesmo as despesas, que o estado social abrange, são por princípio despesas consideradas como fundamentais ou essenciais a um mínimo de qualidade de vida, e que por norma estão vinculadas a direitos consagrados pela jurisprudência constitucional. Todavia, na realidade, no saldo fiscal entre o proprietário e utilizador de automóvel contribuinte, e o Estado promotor de obras públicas de foro rodoviário, a relação é deficitária para o Estado, refutando a premissa da vox populis que o automóvel é a "vaca do estado".

Por consequência, o automóvel e a sua massificação, também envolvem uma restrição à liberdade de terceiros, por intermédio da administração fiscal, na medida que os contribuintes que não possuem um automóvel, terão de suster uma carga fiscal que servirá em parte para a promoção de obras públicas e manutenção de natureza rodoviárias, quer pela administração central, quer pelo poder local, obras e manutenções que envolvem custos que não são totalmente suportados pela diversa carga fiscal imposta aos automobilistas.

Conclusão

Em última instância o indívíduo tem e deve ter sempre o livre-arbítrio para fazer a escolha que bem entende, mas é ingénuo pensarmos que as políticas públicas não afetam as decisões individuais. Quando todo o desenvolvimento urbano, durante o século XX, mais não fez que ostracizar quem não usa carro e alocar vastos recursos públicos para infraestruturas rodoviárias, seria expectável que as pessoas passassem a dar primazia ao uso do automóvel. Em A Liberdade e o liberalismo económico alongo o meu racioncío sobre essa questão.

O automóvel é de facto um castrador da liberdade, pois o seu titular tem de alocar várias horas de trabalho para saciar as despesas inerentes da sua posse, mas o próprio titular, limita também a liberdade de terceiros, com a ocupação do espaço público em rodovia e estacionamento, espaço que poderia estar alocado a jardins, esplanadas ou campos de jogos, poluição sonora e do ar, sinistralidade de utilizadores vulneráveis, como peões, e ainda a questão fiscal tantas vezes olvidada.

Por conseguinte o automóvel é, de facto e de iure, mas também filosoficamente, um castrador da liberdade individual e de terceiros.

Do imperialismo e da questão liberal


Um dos erros comuns por parte de uma grande fatia da população que opina politicamente, é considerar que nos estados unidos da américa, é que se aplica os ideais da liberdade, tendo por conseguinte plasmados políticas económicas liberais. Tentarei argumentar todavia que tal não corresponde à verdade.

Um dos motivos pelo qual muitos ideólogos teorizam que nos estados unidos da américa se aplica um modelo económico liberal, é porque o estado tem tendência a estar pouco presente na economia, tendo por conseguinte margem de manobra orçamental para baixar a carga fiscal. Todavia a carga fiscal nos estados unidos no cômputo geral, não é por sinal muito mais baixa que na Europa, sendo que por exemplo o congénere ao IRS pode chegar aos 56 por cento, considerando impostos federais e estaduais sobre rendimento de pessoas singulares. O congénere ao IVA rondará os 11 por cento. Apesar de este valor ser em média mais baixo que a média na Europa, não nos podemos esquecer que muitos produtos e serviços na Europa têm também IVAs bem mais reduzidos, sendo que Portugal não pode ser dado como exemplo devido à enorme carga fiscal que surgiu com as políticas de ajustamento orçamental.

A diferença fundamental no meu entender, que muitos europeus aparentam desconsiderar, é que os estados unidos guarda uma larga fatia do orçamento de estado para a parte militar, mais precisamente cerca de 20 por cento do total do orçamento federal, enquanto que uma larga fatia dos orçamentos de estado dos países da Europa, vão para suster o estado social, entidade praticamente inexistente ou muito reduzida nos estados unidos da américa. Nesse país o trabalhador tem de pagar ainda do seu bolso a sua saúde, a sua pensão ou mesmo as mensalidades de um eventual seguro contra desemprego. Como em tempos citou o próprio Martin Luther King num discurso contra a guerra no Vietname, os estados unidos gastavam mais dinheiro por um rebelde abatido, do que pela saúde de um americano.

Chamar liberal ao modelo económico americano, é por conseguinte uma falácia político-filosófica. Noutro tópico sobre o qual tenho muito refletido, e sobre o qual muito tenho lido, a mobilidade, constata-se mais uma vez que os estados unidos estão longe de ter uma visão liberal da sociedade. É dito, em abstrato, que qualquer cidadão pode ter acesso a um automóvel, mas de facto, há milhões de pobres que não têm direito a um, e as estatísticas mostram que os transportes coletivos de passageiros, principalmente entre cidades, são apenas usados pelos mais pobres. As cidades norte-americanas foram assim desenhadas, obedecendo a um paradigma muito bem definido de hegemonia económica do automóvel, onde a grande fatia do espaço público foi atribuído àqueles que tinham condições financeiras para suster as despesas inerentes do carro. Estamos mais uma vez perante uma enorme contradição no modelo liberal de sociedade, que dita, que a liberdade do indivíduo não deve ser restrita, nem pelo Estado, nem pelos outros. O indivíduo americano enquanto peão, de facto, tem as suas liberdades individuais de movimento no espaço público, largamente limitadas pela imposição de um modelo económico imperialista, baseado no sistema petrodólar e na indústria automóvel.

Em acréscimo o imperialismo colide várias vezes com a própria noção de individualismo, pois as agências de investigação dos estados unidos, sob o pretexto do combate ao terrorismo, tomam medidas restritivas à liberdade individual e de controlo de dados de cidadãos, medidas que seriam equiparáveis aos modelos de controlo da população usados pela união soviética. Por detrás de uma capa liberal, as políticas norte-americanas obedecem de facto, não a um modelo liberal da sociedade, em que as liberdades individuais dos cidadãos são respeitadas, mas a um modelo imperialista de hegemonia do mundo. E tal está bem presente na distribuição de recursos pelo mundo, demonstrando que de facto, os estados unidos não respeitam a liberdade dos outros povos nos acessos aos recursos, visto que representam cinco por cento da população que consome todavia vinte por cento dos recursos do planeta. O modelo económico americano, assim como a sua política externa, estão longe de serem liberais no sentido etimológico do termo, na medida que se prima pela liberdade máxima do indivíduo. Esses modelos têm como objetivo primário, não qualquer modelo social em concreto, mas apenas a hegemonia militar e económica, ou seja imperialista, sobre os outros povos do mundo.

Do Humanismo e Primitivismo do Socialismo e do Capitalismo


Em todos os modelos de sociedade existem naturalmente vertentes mais primárias e outras vertentes mais racionais ou humanas. A evolução do Homem, através por exemplo da Democracia grega, concebeu modelos participativos de sociedade, onde era concedido ao cidadão direitos e deveres, que lhe conferiam poder decisório no rumo das sociedades. Por outro lado, as massas são regidas por instintos primários, que catapultados e disseminados em cadeia, podem ser perigosos para a harmonia da sociedade.

Em todos os modelos ideológicos de sociedade, do capitalismo ao socialismo, existem naturalmente vertentes primárias, mas todavia em ambos existem princípios humanos. Define-se primarismo, não no sentido pejorativo, mas estritamente científico, ou seja, referente aos instintos coletivos que eram comuns nas sociedades até ao neolítico, sociedades essencialmente nómadas. Define-se Humanismo, como os princípios racionais, lógicos e literatos, que deram lugar ao pensamento ocidental, essencialmente através do Iluminismo.

Do Humanismo do Capitalismo

A grande vertente humana que os modelos ideológicos anexos ao capitalismo trouxeram à civilização, que muitas pessoas parecem desconsiderar, foi o máximo respeito e veneração pelos direitos da individualidade. O primarismo não obedece a princípios que respeitem a individualidade considerando que o ser humano é, instintivamente, um animal grupal. O princípio grupal da espécie, tal como se aplica a um cardume ou a uma alcateia, teve o propósito ao longo de milhões de anos, de estatisticamente proteger o indivíduo através do grupo. Os modelos ideológicos ligados ao capitalismo ao se desvincularem dos conceitos grupais e ao promoverem a individualidade, incorrem em princípios humanos relacionados com o Iluminismo e o Racionalismo. Foram estas ideologias que degeneraram nos direitos das mulheres, dos homossexuais ou de outras minorias, porque deixamos de encarar o outro, como alguém que etiquetamos por pertencer ou não a certo grupo, mas encaramos o próximo como um ser individual, que tem as suas características próprias.

A categorização grupal é um mecanismo primário que o nosso cérebro utiliza, através de milhões de anos de evolução, por foram a simplificar o processo mental de reconhecimento e de organização na nossa base de dados mental das pessoas com quem lidamos. É mais fácil, do ponto de vista neuronal, categorizar certo tipo de indivíduos pela cor da pele ou pelo carro que possui, do que pelas ideologias que defende ou pelas opiniões pessoais. Para o Homo Sapiens haviam apenas os da nossa tribo ou grupo que conhecíamos bem, e os outros das outras tribos, que categorizávamos em função da tribo. É ainda hoje comum, ouvirmos alguém denominar outra pessoa pela nacionalidade, característica física ou certo tipo de objeto que possui.

Os modelos capitalistas ao defenderem a individualidade, combatem a vertente instintiva do Homem, que tende a moldar os indivíduos em função de traços comuns. É assim compreensível que sociedades capitalistas, como as que existem na Europa, deem elevada primazia a princípios como a privacidade, a liberdade individual ou a fraca ingerência do Estado, representante último do interesse grupal. É neste paradigma que surgem os modelos económicos do liberalismo e do neoliberalismo.

Da Liberdade de Expressão e dos seus paradoxos ocidentais


Apesar de ser um fervoroso defensor da Liberdade de Expressão, tendo tido por conseguinte no exercício dessa Liberdade com fins satíricos, um processo criminal, interessa todavia analisar algumas incongruências na forma como a sociedade ocidental encara esta questão ontológica.
  • Na Alemanha, como no Brasil, ler o Mein Kampf ou usar a suástica em espaços públicos, é proibido por lei,
  • na Alemanha esticar o braço direito com a mão estendida, como forma de expressão, mesmo que artística, é proibido por lei,
  • na maioria das monarquias ocidentais, é proibido por lei ofender os monarcas,
  • nas repúblicas, mesmo na Portuguesa, ofender o Presidente, ou outros símbolos nacionais, mesmo que de forma artística, está proibido pelo código penal,
  • na própria França, as mulheres não têm a liberdade de escolha para usar burka;
  • na França, não há a liberdade para se usar crucifixos nas escolas públicas,
  • em Israel, é proibido por lei ouvir Wagner,
  • a associação portuguesa que defende os homossexuais pensou processar Quim Barreiros por este ter criado uma música com uma letra homofóbica,
  • expressões anti-semitas são puníveis por lei, numa série de países da cultura ocidental,
  • o código penal em Portugal, preconiza a injúria e a calúnia como crime, mesmo que seja exercida como forma de liberdade de expressão,
  • nos EUA, liberdades de expressões artísticas como dançar em frente a monumentos nacionais, está proibido por lei,
  • o código de direitos de autor (está para mim das mais gritantes) proíbe alguém de usar o trabalho de outrem, alterá-lo, satiriza-lo, ou humilhá-lo, para fins artísticos derivados.
  • um dos jornais portugueses que mais advoga a Liberdade de Expressão, o jornal Público; é o que coloca regras mais restritivas à publicação de comentários por parte da comunidade, interditando certos verbetes do dicionário nas suas caixas de comentários, considerando ainda intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos e homofóbicos.
O que são a calúnia e a injúria, senão na realidade um exercício de Liberdade de Expressão? Claro que injuriar e caluniar ofende; mas também não ofende um desenho do Profeta, toda uma comunidade muçulmana? Podemos então começar a distinguir no exercício da Liberdade de Expressão, o que incita ao ódio ou à violência, com o que é puramente uma expressão artística ou ideológica.

Concluindo, o raciocínio ontológico é simples. No exercício da Liberdade de Expressão, do ponto de vista legal deve valer tudo; ofender e chamar os nomes mais escatológicos às entidades e valores que consideremos mais sacros, ofender as mais altas figuras do Estado ou da Igreja, ou humilhar os valores da República ou da Monarquia; não havendo todavia nesse exercício de expressão lugar ao incitamento aos crimes de sangue ou à violência física. Não quer dizer que concorde com a ofensa ou a humilhação artística, longe disso; não defendo é que deva ser considerada crime à luz da Lei.

Ter opiniões homofóbicas ou anti-semitas não é crime; desde que estejam nos limites do não incitamento à violência contra estas minorias. O mesmo com negros, brancos ou amarelos; mulheres ou homens. Ofende? Claro que sim; mas as caricaturas do Profeta também ofendem muitos muçulmanos, e não deixa de ser por isso que não criticamos de forma veemente qualquer ação violenta por parte daqueles que se indignam contra o exercício dessa mesma Liberdade de Expressão.

A Liberdade e o liberalismo económico


Como podem ver no topo deste blogue, há muito que defini para mim mesmo onde se encontra uma das catedrais magnas do Filósofo: a Liberdade. Sigo a doutrina de Voltaire e para mim a Liberdade, não está na moeda, ou na vã hipotética chance de um dia poder vir a ter os carros do Ronaldo (que por sinal não quero pois só me desloco de bicicleta), mas na Liberdade da escrita e do pensamento. No pensamento e na sua grafia está a Verdadeira Liberdade!

Incorrem num erro filosófico crasso aqueles que associam de forma direta liberalismo económico e Liberdade! Associar liberalismo económico e Liberdade, está na mesma relação entre libertinagem e Liberdade. Há que definir o conceito de Liberdade! Para um budista ou para um monge, Liberdade é quando nos libertamos da clausura dos instintos, da lascívia, do desejo, do ódio, da raiva, do medo e atingimos a ascese máxima do ser superior. Para um mação, a Liberdade é quando atravessamos a passagem entre ser profano para neófito no processo de iniciação. Para um humanista ocidental é quando nos libertámos dos esclavagistas. Para Marx a clausura estava na imposição do capital como única referência deificada sobre a qual o mundo económico oscila e que apenas serve para manter a burguesia no poder! Libertar o Homem do capital para assim torná-lo verdadeiramente Livre! Para Mandela Liberdade era poder ir a qualquer lugar que estava destinado apenas aos brancos, mas hoje um pobre na África do Sul, em teoria muito remota poderá, mas é como se não pudesse pois nunca terá dinheiro para entrar naqueles locais que lhe estavam antes interditos. O Apartheid já não é o da cor da pele, é o da carteira! Não é isto também um Apartheid? O Apartheid social?

Há quem ache que a Liberdade está na liberdade de movimento, mas países que se preconizam liberais como o Reino Unido, colocam fortes entraves à liberdade de movimento mesmo de cidadãos europeus, como no caso recente com os búlgaros e os romenos. Em Berlim antes da queda do muro, a zona ocidental da cidade não passava de um pequeno reduto de poucos quilómetros quadrados, rodeados de muros de betão. Todavia, apesar de terem milhares de quilómetros para percorrer enquanto cidadãos livres até ao extremo leste da Rússia, os cidadãos de Berlim oriental saltavam para dentro desse pequeno reduto à procura daquilo que chamavam liberdade. Para os ateus a clausura está em Deus. Houve todavia um Filósofo na antiguidade que disse que só se sentiu Livre quando esteve preso pois ao ficar encarcerado, recebendo muito menos estímulos do exterior, pode verdadeiramente libertar o pensamento sobre pré-conceitos antes estabelecidos. Para Platão a Liberdade atingia-se quando o homem saía da caverna do pensamento, num processo que considerava doloroso! Para Voltaire, que sigo com minúcia, a Liberdade estava essencialmente no raciocínio e na Liberdade de expressão!

Os liberais capitalistas dir-me-ão que sou livre para com o meu dinheiro poder comprar o que quiser. Mas se ganhar o ordenado mínimo, estou matematicamente impossibilitado de comprar um Porsche, logo esse bem é-me vedado à partida. Num estado socialista esse bem é vedado, não por imposição social, mas por imposição administrativa e legal, o que torna a restrição mais passível de protesto, mas com resultados práticos iguais. Dou um outro exemplo bem mais coloquial em como o que por vezes se considera liberdade poderá não o ser. Se o caro leitor (se for uma leitora imagine o processo inverso) tiver uma colega de trabalho que além de ser casada, fosse gira e voluptuosa, será que estaria a ser verdadeiramente livre se a seduzisse para uma noite de prazer? Ao fazê-lo estaria a desrespeitar a sua mulher e o marido da sua colega. O que se faz então em economia perante estas situações é internalizar os custos externos das nossas ações. Neste caso se seduzisse a sua colega de trabalho, poderia por exemplo receber um número de chicotadas, em função da dor provocada ao marido da sua colega e à sua mulher. Em economia o processo é semelhante; deve imputar-se no preço final o custo externo das aquisições dos agentes económicos. Ora no mundo capitalista global nada disto acontece, porque as empresas mais não fazem que externalizar custos. Para que umas calças tenham um preço mais barato, milhares de pessoas trabalham como escravas no Bangladeche. O custo externo da sua condição de escravidão, não está imputado no preço que o consumidor final paga pelo produto. Assim o liberalismo capitalista viola também uma das premissas mais basilares da verdadeira Liberdade, ou seja, o respeito pela liberdade dos outros.

O liberalismo associado ao capitalismo, é assim, do ponto de vista pragmático, não um caminho para a Liberdade do Homem, mas para a verdadeira clausura. Não precisamos aqui de estabelecer a pirâmide das necessidades da Maslow para percebermos que o homem moderno trabalha quase 1/3 da sua vida para saciar as suas necessidades que estão em segundo lugar no topo da pirâmide, como a auto-estima, a confiança ou a conquista. O homem moderno, por exemplo, trabalha seis meses por ano para pagar o seu carro, não para saciar a sua necessidade de mobilidade, mas para saciar muitas vezes a sua necessidade de confiança ou de conquista, sendo o carro em muitos casos uma questão de estatuto e de imagem pessoal perante a sociedade. Mas durante esses seis meses de trabalho o homem moderno destrói as necessidades mais prioritárias na hierarquia piramidal de Maslow, como a convivência com a família ou a sua saúde, destruindo também as necessidades que estão mais acima da pirâmide, como a própria estima ou a criatividade. Estatísticas dizem que a grande maioria dos trabalhadores ocidentais não gosta do trabalho que tem e apenas o faz por causa do dinheiro.

Onde entra então a liberdade no mundo capitalista moderno? O cálculo é simples, é-se escravo e mártir do trabalho 1/3 do tempo, para no outro 1/3 sentirmo-nos livres! O outro 1/3 é para dormir. Ou seja trabalha-se como um escravo, feito mártir nessas 8 horas por dia, numa coisa que por norma se detesta (vejam estatísticas de quantas pessoas gostam do que fazem) para nas horas livres poder-se adquirir os bens que vão saciar as necessidades do topo da pirâmide. Mas se a verdadeira Liberdade está no pensamento, o homem moderno poderia trabalhar menos horas por dia, libertar-se da escravatura dos bens frívolos que verdadeiramente não precisa em nenhuma das necessidades, e com o tempo extra ser mais Livre e ser mais Feliz.

Por isso, é completamente falso que o liberalismo económico preconize a Liberdade!

Os semideuses do tio Sam


Memorial ao deus Jefferson
Ao que parece no país do tio Sam, onde prevalecem maioritariamente ateus e maçons, também existem uma espécie de semideuses de que ninguém pode parodiar. Ao que parece uns cidadãos americanos anónimos decidiram dançar (é isso mesmo que ouviram: dançar) em frente ao memorial do presidente Jefferson e por muito ridículo que pareça foram todos presos com uma violência deveras exagerada. A isto chama-se "Liberdade de Expressão": aquilo de que as elites idiotas de americanos se orgulham de propalar com as suas frívolas ideologias. É verdade meus caros: isto não passou na medíocre televisão portuguesa alinhada com as políticas liberais do tio Samuel.

Mas já passou na TV portuguesa com pompa e circunstância, o facto de três cantoras de rock russas (cujo nome da banda traduzido será algo como "O Motim das Conas"), terem sido presas por cantarem dentro da Catedral do Cristo Redentor de Moscovo, um dos locais mais sagrados para os Cristãos Ortodoxos Russos. O título do jornal Expresso por exemplo - claramente alinhado com o que se sabe, conhecendo-se os contactos obscuros de que Balsemão possui - assim ditava: "Russia a um passo do Estado Clerical". Isto é uma dualidade de critérios gritante, que coloca qualquer filósofo justo a bradar aos deuses do Olimpo. Putin, é severamente criticado pelos comentadores das televisões ocidentais, porque ao que parece, sem quaisquer provas de todo consumadas, terá atentado à "Liberdade de Expressão" de três cantoras de rock, que cantaram dentro de uma igreja sagrada cristã e um símbolo maior para os russos; um ato considerado blasfemo, em qualquer cultura, país ou religião! Que título teria tido o jornal Expresso se os Moonspell, por exemplo, tivessem dado um dos seus espetáculo mais agressivos e sonoros no Mosteiro dos Jerónimos? Não atuariam também as forças da Lei?

Mas uns tipos quaisquer, por dançarem (é isso mesmo que ouviram, por apenas dançarem) em frente a um memorial (um espaço aberto) foram presos, pois o lugar dedicado ao deus Jefferson, terceiro presidente dos EUA é "sagrado".

Veja aqui o vídeo CHOCANTE.

Poema ao 25 de Abril de 1974










Escrevo-vos no 25 de Abril
no ano do Senhor de 2012
A Revolução dos Cravos, foi a morfose
que nos libertou do redil

Mas há muitas estórias por contar
Os revoltosos, que se instalaram
Houveram bons tachos para dar
E a economia definharam

Os sindicalistas são neoburgueses
que só idolatram o Capital
E para os comunistas portugueses
O salário é o fundamental

3000 ganham os maquinistas,
os médicos, o equivalente
Os pilotos são os chupistas
que só dinheiro veem de frente

E dos mais bem pagos do mundo
diz o Relatório, são os professores
E gritam enraivecidos: “Somos doutores
que nos colocam no Portugal profundo”

“Não queremos ser avaliados
nas 22 horas que trabalhamos
somos neo-deuses consagrados
com a missão de ensinar os mundanos!”

E a Polícia: “Ai que desgraça,
Não temos meios, ganhamos mal!”
Com o secundário, e somente praça
ganha mais que meio Portugal

E as nossas magnas forças armadas
que combatem ferozmente o invasor
sem sair do quartel, pois estão cansadas
e não no verão, pois faz calor

"Sou funcionária pública
Trabalho muito, ganho mal"
"No orçamento, pagar-lhe é a maior rúbrica
e pobre, é Portugal"

Até Cavaco, diz que ganha mal
Qualquer dia, nem lhe dá para o pão
Concedam ao Presidente de Portugal
O Rendimento Social de Inserção

Os credores batem-nos à porta
Pum, Pum, Pum; vem aí o saque!
“Portugueses, a dívida não é letra morta
ou quereis, o cobrador do fraque?”

O sindicalista é um burguês
só o sacia, o Capital
a mesma massa que o fez,
fez o neoliberal

“Mais salários. Mais direitos!
Lutemos camaradas! Avante!”
"Mas trabalhar, não nos dá jeito
E não há emprego que nos encante"

“Portugueses! Haverá ainda esperanças?
Falo-vos de Santa Comba Dão
Gastastes o oiro das poupanças
e agora à troica, esticais a mão”

“Portugueses, tanta autoestrada fútil
O dinheiro andastes a gastar
Em obra socretina inútil
quem vos fala é Salazar”

Abril é Liberdade
É a Primavera popular
É evocar a expressividade
num país com Sol, Fado e Mar

Evoquemos o 25 de Abril
Esta efeméride nacional
que nos libertou do redil
para cumprir Portugal

Crescei Portugal! Avante!
É Hora da União
Nesta causa, que doravante
exaltar-vos-á o coração

Abençoadas gentes e esta terra
Foi Maria, quem vos pariu
Pois já ninguém mais cerra
As Portas que Abril abriu

Liberdade


Quebrem as algemas dos acorrentados
Elevem os espíritos dos Poetas
Marchem por Sodoma os soldados
para que se cumpram as doutrinas dos Profetas

Que se cruzem todas as metas
por indigentes, por vadios e mal amados
Oremos todos em todas as Mecas
Brindemos à Liberdade e aos desterrados

Criemos um mundo novo sem clausura
sem ditames despóticos liberais
erradiquemos dos seres a ditadura

Amemo-nos ao próximo e aos demais
Louvemos o intelecto de uma dama tão pura
Sou socialista cristão, plebeu literato e nada mais!

O paradoxo geofilosófico Berlinense


Fotografia tirada do lado de Berlim Ocidental ao muro em 1986
O muro de Berlim começou a ser edificado em agosto de 1961 com o propósito pragmático de tentar evitar a fuga de milhares de berlinenses para o lado ocidental da cidade. O fundamento oficial fornecido pelo governo da República Democrática Alemã (RDA) para a edificação do muro era que essa construção seria uma muralha anti-fascista pois a Alemanha Ocidental ainda não estaria completamente livre do Nazismo. O muro de Berlim era assim apresentado pelos seus edificadores como uma construção que havia surgido da vontade do povo socialista para evitar as influências fascistas provenientes do ocidente.

Bem sabemos que foi exactamente o contrário. O muro veio evitar uma já na altura emigração crescente para ocidente bastante acentuada. Nos anos cinquenta a emigração para a Alemanha Ocidental era bastante acentuada com centenas de milhares de pessoas a se deslocarem para ocidente e a fugirem da RDA. Todos os argumentos que nos foram facultados pelos meios de comunicação ocidentais ao longo da história da segunda metade do século XX, foram sempre os mais nobres e humanos: a busca da liberdade.

O povo da RDA viveria acorrentado, sob a égide de um sistema despótico socialista que não daria aos cidadãos a liberdade, esse desígnio tão ansiado pelo ser humano. Ora o paradoxo que quero com esta missiva salientar, é um paradoxo que nos remete para as questões iniciáticas e simbólicas da própria geografia da muralha berlinense e da cidade de Berlim aquando da existência do muro.

Berlim Ocidental completamente circunscrpita pelo muro
O cidadão da RDA vivia no extremo ocidental do mundo socialista. Para a sua direita tinha um vasto mundo a descobrir e a descortinar, caminhos libertários imensos a trilhar e a percorrer, pois desde Berlim até Vladivostok são cerca de oito mil infindáveis quilómetros. Esperava-lhe maravilhosas paisagens siberianas, planícies russas fantásticas e paradisíacas, maravilhosas colinas nos montes Urais, um mundo pela frente a descobrir, uma vastidão geográfica imensamente extensa e ampla. Mas o que é que o cidadão da RDA pretendia fazer? Pretendia fazer exactamente o contrário da concretização dos desígnios sacros da liberdade tão imensamente propalados pela média ocidental. O cidadão da RDA pretendia enfiar-se num buraco minúsculo rodeado por muralhas em todo o seu perímetro, e esse buraco chamava-se Berlim ocidental. Lembremo-nos que Berlim ocidental estava embutido dentro da RDA, ora então a parte ocidental de Berlim não mais era que um pequeno excerto de terreno completamente rodeado por muralhas altas e intransponíveis, um pequeno redil geográfico sem saída, nem fuga, um pequeno excerto de terreno confinado por um perímetro edificado com altos e espessos muros.

O que vos quero esclarecer meus caros cibernautas, é que o Berlinense oriental ao transpor o muro, não procurava a liberdade, procurava sim o dinheiro, nem procurava o reencontro fraternal com os seus familiares como muitas vezes se refere, pois os berlinenses ocidentais seriam sempre bem vindos na RDA. O Berlinense oriental ao transpor o muro procurava tão-somente a subserviência ao capital pois o que lhe esperava em Berlim ocidental era um espaço geográfico extremamente pequeno confinado por altas muralhas.

Eu, junto ao muro de Berlim, em maio de 2010
O berlinense que trespassava o muro procurava apenas um melhor nível de vida, mais dinheiro, mais panóplias consumíveis, melhores carros, um nível de vida mais alto e com uma maior obtenção de capital, o que por certo é legítimo. Agora rogo-vos que atentem para este paradoxo geofilosófico, pois nunca o berlinense oriental poderia procurar verdadeiramente a liberdade, pois se para leste tinha oito mil quilómetros de vastas e belas áreas até Vladivostok, porque pretendia o berlinense oriental enfiar-se num buraco restringido a meia dúzia de quilómetros quadrados cercado por muralhas enormes de betão?

Obviamente que os média ocidentais legitimavam sempre estes feitos como sendo uma forma legítima do cidadão alemão da RDA procurar a liberdade. Qual liberdade?! Enfiar-se num buraco geográfico quando tinha oito mil quilómetros para leste para descobrir. O que o cidadão procurava era dinheiro, nível de vida mais alto e melhores condições de vida, o que é legítimo, mas rogo-vos que não me invoquem o argumento da liberdade tão propalado pela comunicação capitalista do Ocidente.

Foi apenas um reflexo filosófico que quis partilhar com o mundo cibernético.

“There are many people in the world who really don’t understand what is the great issue between the free world and the communist world. Let they come to Berlin!”
Discurso de Kennedy “Eu sou um Berlinense” em Berlim a 26 de Junho 1963

“Is it the final achievement of human specie, freedom, if you put yourself inside a confined area of few square kilometres surrounded by tall concrete ramparts, which was West Berlin, when you have eight thousands kilometres far east to discover? Is that the philosophical and pure concept of freedom, or just the political one?”
Just my thought

O uivo ululante da Liberdade…


Os homens que inspiram o grito
de libertação dos povos do infinito
Premonitório, sou um perito
que reaviva as lendas do mito

Onde os povos se libertam da clausura

Onde observo a formosa formosura
da minha doce Nádia, que lisura
O império do mal perpetra a tortura

Evoquemos a libertação

Esse desejo premente
Ergamos a destra mão

Gritemos ardentemente

Aclamai a Lusa nação
Benzei o incauto descrente




Escrito por
Filipe Oliveira Lopes 
à hora de almoço no dia do Senhor de 16/09/2010

Cantemos o hino.... Barcelona.......


O governo municipal de Barcelona decidiu recentemente proibir o uso de burcas em locais públicos da cidade como mercados, ruas, escolas e outros locais públicos, como tal acho que deveríamos todos cantar o hino da liberdade democrática legitimado pelo governo municipal de Barcelona. E porque não, rodeado por todo este liberalismo, evocar o hino de um dos maiores cantores do século, que por sinal não se crê que fosse homofóbico, e o seu enorme amor pela espécie homem levou a que o divino o agraciasse com uma morte precoce. Cantemos todos Barcelona!




É que proibir a burca, é castrar a liberdade! A mulher deve e reafirmo, deve ser livre, a mulher deve ser e sempre deverá ser livre, assim como o Homem na sua génese antropomórfica e metafísica, mas a liberdade é um processo interior, e cabe apenas ao próprio atingi-la, alcançá-la. Impor às mulheres que tirem a burca é equivalente a um governo alemão, vegano e liberal e adepto do nudismo, impor aos seus cidadãos estrangeiros que andem nus no Verão, pois a roupa é um entrave à liberdade do Homem. 
E o anglicano judeu que adora andar engravatado num dia de Verão extremo! Também não é obrigado pela conduta social? Se fosse governante de Barcelona obrigaria todos os executivos a vestirem camisola de manga curta pois é um atentado aos direitos humanos andar de fato e gravata em Julho em Barcelona, tudo por uma questão de humanitarismo e liberdade

Tão ridículo que é esta medida de vários governos Europeus de proibir a burca, esquecem-se que às vezes o que é oculto é o mais apetecido, ora vejamos...



A mulher cuja indumentária incluí uma burca guarda outros segredos para o respectivo marido, que por vezes  estão escondidos do público em geral, a mulher muçulmana guarda os segredos mais recônditos para o respectivo companheiro, pois a sua face é tão divina, tão bela e transcendental que não pode ser revelada ao mero público em geral, ora vejamos o que estas mulheres trazem por detrás de tão encobertos trajes...




A mulher muçulmana é realmente bela e tem outros atributos proibidos que não podem ser revelados ao comum dos profanos, senão aos iniciados no ritual matrimonial que é o casamento Islâmico, pois a vós caros bloguistas revelo-vos aqui uma parcela pictórica do fruto proibido.




Mas voltemos a louvar as entidades camarárias de Barcelona, pois Barcelona é um local onde se evocam os ideais da pureza e da democracia, onde se respeitam as mulheres e nunca seria permitido em Barcelona que uma mulher fosse desrespeitada, nunca uma mulher habitante nesta capital da Catalunha, seria humilhada, a não ser claro nessa efeméride anual, ou deveria dizer anal, que é o salão erótico de Barcelona onde são públicas as imagens onde se vêm mulheres a fornicar - requeiro ao caro leitor que observe a significação da palavra em apreço e verá que nada tem de obsceno, pois presumo que as moças em causa não sejam casadas, ou pelo menos se o são a heresia é outra - a fornicar com mais de uma dúzia de indivíduos em simultâneo, e parece-me que dão conta do devido recado, fazendo-o também com muito apreço e respeito próprio; e tais actos meramente afectivos estão dentro dos enquadramentos legais.

Já para não falar é claro daquilo que é público em Barcelona, e que todos conhecem, que é o facto de as meninas fazerem-no em público e ao abrigo da legislação laboral, mas claro, fazem-no com protecção.





É que em Barcelona, a lei impõe respeito às mulheres....

VIVA A LIBERDADE


Viva a Liberdade dos povos que se esforçaram para a conseguir
Viva a Liberdade dos povos Africanos

Viva a liberdade dos povos americanos
Viva a liberdade de todos os povos e de todos que se entregaram de corpo e alma para a conseguir alcançar.

Existe uma entidade regente que oprime os povos, que lhes lê os pensamentos e o métodos é atroz e horrendo.

Capturam todos os indivíduos de uma nação, subjugam-nos ao terror, pois essa entidade regente, essa sim é a verdadeira patrocinadora do terror.
Capturam o individuo e colocam-lhe aparelho para escutar os pensamentos. Qualquer pensamento não autorizado esse individuo é horrorosamente torturado em frente dos outros

Gosto de viver em liberdade, gosto dos republicanos, homens-livres que proclamaram a liberdade aos povos, gosto da maçonaria francesa que proclamou a liverdade,

Viva a Liberdade, Igualdade, fraternidade.

Todos os individuos foram torturadso, e o método é deveras simples, capturam o individuo, fazem-no torcer até quase morrer, depois inserem no cérebro aparelhos do nível de nano-processadores, para que possam ler todos os pensamentos. Qualquer pensamento desviante que o individuo tenha é imediatamente torturado como exemplo.

Através do terror é mantida essa força regente internacional.
Estão todos subjugados, todos estão sob o comando de uma mesma entidade, por isso é necessário evocar a liberdade.

Delicio-me por viver em democracia e poder falar abertamente sobre os meus pensamentos, sobre as inquietudes que me vão na alma.
Mas sinto agora que todos os esforços feitos pela maçonaria francesa em nome da liberdade, todos os esforços feitos pelos povos americanos em nome da liberdade, e tudo o que passaram os povos africanos em nome da liberdade, está a ser em vão.

Viva a Liberdade.

Viva a revolução francesa em nome de liberdade, igualdade e fraternidade.

Não temos no presente momento no cenário actual nenhuma das três, pois as forças regentes torturam e subjugam os seus súbditos. E o esforços realizados pelos povos africanos em nome da liberdade, e todos os povos americanos que proclamaram a liberdade em relação aos seus governos europeus. Viva liberdade

Vivemos numa situação em que a liberdade foi totalmente subjugada a nada, não havendo liberdade nos povos. A entidade regente altera a língua de um povo, altera os monumentos, altera tudo o que lhe convém alterar, não tendo o mínimo respeito pela história de um país.

A entidade regente é opressora, capturou todos e mantem todos subjugados às suas rédeas

O método é simples,
- Capturam o individuo e torturam-no até quase morrer
- Depois colocam aparelho no cérebro para captar pensamentos
- Qualquer pensamento desviante faz com que o individuo seja punido
- O individuo passa assim a ser um mero robô, um autómato, alguém que não age por vontade própria, passa a ser alguém a quem lhe foi retirado o livre arbítrio.

TEMOS QUE LIBERTAR OS POVOS


Lembrem-se, todos vós têm aparelhos no cérebro que captam pensamentos e todos vós estão subjugados a uma mesma ordem opressora. Temos que nos libertar dos nosso medos e receios de culpa.

VIVA A LIBERDADE

Em nome da Liberdade


À florea Florbela


Em nome da tão afamada liberdade

Quanto sangue correu pelas paredes das celas da Bastilha

Quantas cabeças rolaram sobre o peso da guilhotina

Dessa gravosa anglo-gravidade
Em nome da liberdade

E em nome da Liberdade
Matou-se o regente luso, o último
Elevou-se a Republica
Elevou-se por
vezes a injúria

Em nome da Liberdade
Perdeu-se a Saudade,

Em nome da Liberdade
Desse povo que ostenta a estátua homónima
Que carrega a tocha na austera mão direita
Supostamente perfeita
E que carrega a coroa de cinco espinhos

Em nome dessa liberdade,
Lançou-se a devastadora bomba sobre os nipónicos
Arrasaram-se milhares de vidas em nome dessa mesma liberdade
E dos seus três pilares mestres anexos

Em nome da “Liberdade e Progresso”
Morrem milhares em metrópoles perversas
E imersas em fogo cruzado,
sem condições humanas

Todas elas profanas
Enquanto
senhores ricos ostentam quintas, palacetes, carrões, propriedades imensas no mato

Em nome da Liberdade
O Sangue que escorreu em África
Com catanadas que cortavam carne tenra infantil
De pobres crianças, pueris, apenas por pertencerem a tribos diferentes
Em nome da Liberdade, em Nome da Liberdade
O Sangue que não escorreu no “Porto Livre”

Em nome da anglo-liberdade
E a saudade?

Em nome da Liberdade
Pois a Liberdade fumava muito, e morreu de cancro dos pulmões

Em nome da Liberdade
Em nome da gravosa anglo-liberdade
Não posso deixar de observar o sangue derramado, as vidas inocentes que não tiveram a culpa de serem
As vítimas

Da Liberdade
Dos “outros

Tudo em nome da Liberdade
Que rima com
Fraternidade
Igualdade

Pois haverá nas terras do pau Brasil Igualdade?
Haverá nas terras do Tio Samuel Igualdade?
Haverá Fraternidade nas terras francas?

Em nome da francófona Liberdade?

“Liberté, Egalité, Fraternité”

Será o três o sacro número?
E o Sacrifício em seu nome?

A bomba atómica
Que menciona essa estrutura quase indivisível que é o átomo, tão minúscula, tão quase ínfima
Como pode causar tantos danos?
Como po
de causar tanta devastação?
Tanta destruição?

Em nome da Liberdade!?
Em nome dessas Liberdades ostentadas nas bandeiras africanas!
Quanto sangue não escorreu pelos pacíficos colonos?
E foi no “Pacífico” que se combateu pela “Atormentada” Liberdade

Mas doce Flor
Não te levarei para onde não queres ir
Respeito o teu livre arbítrio, o teu sentido de liberdade,

E se porventura quiseres fugir

E o melhor é a Liberdade
E o fado
e a Saudade!?

Não te imponho nem regras nem moral
Não sou teu amo, nem teu Senhor,
Mas não nego que por ti sinto por vezes paixão, amor
E bem sei que vivo em condição de mortal.

Mostrei-te os contrastes da vida
E talvez te tenha mostrado o direito
Mas apenas o direito não é perfeito
E tentei mostrar-te o caminho, a Saída

A tão desejada Liberdade
Cabe-nos a nós redescobri-la

Para que possamos senti-la
No nascimento, a Autenticidade

Talvez a Liberdade seja por vezes funesta,
Não to se
i dizer
Apenas homens racionais e conscenciosos podem nutrir
Da verdadeira liberdade
Vê o sangue derramado nas batalhas e revoluções
Em nome da aclamada Liberdade
Revolução francesa, americana, africana, sempre
Em nome da Liberdade
Vê a morte, a tragédia em nome dos três pilares
Mestres que sustentam esses valores

MAS, esqueçamos os pretéritos, as intempéries e
O sangue e evoquemos o Perdão

sem Sermão

Deixemos que as águas cristalinas e os ventos do Norte
Limpem as mágoas e as máculas mundanas

Vamos elevar o Sacro, sem sacrificar as profanas
A liberdade é um processo
Imerso
Por vezes Intenso
Que renega o perverso

E terá o Homem que sofrer para a contemplar?
Absorvamos os campos verdejantes

Encaremo-nos como seres pensantes
Farão a tragédia, o Sangue, as catástrofes, parte do processo de Liberdade?
Terá o Homem, com ‘H’ Germano, que sofrer, para que possa nutrir da Liberdade?
Terá a Liberdade do número 90 ter que se movimentar?

O que é ímpar? O que é par?
O que é uno? O que é amar?
O que é o todo? O que é suar?
O que é o nada? O que é saltar?
Quem sou Eu? Serei o breu?
Ou o Apogeu?

Que sois vós?
Bela Flor campestre?
Que me foi agreste?
Creio que uma Flor serena
Calma, amiga e amena

Nutramo-nos dessa mágica Liberdade
Elevemo-la nos mais altos dos pilares
Dos triângulos rectângulos, rectos direitos e divinos
Dos crescentes pares das terras meridionais

Afastemos o desejo impuro
Façamos dos juramentos, a Liberdade, aqui juro
Trilhemos os passos da Liberdade
Da Caridade
Da mocidade
Do Renascer, pois só ao renascer somos livres
Da piedosa Piedade

Evoquemos a Liberdade
Afastemos a escravatura

Pensemos nos homens-livres que aboliram a opressora escravatura
Nos pedreiros livres que elevaram os valores da amizade e fraternidade

Elevemos os espíritos ternos a amigos
Irradiemos o desejo, e sigamos os espíritos indo-europeus da suástica pacífica
Percamos os anti-semitismos
Adoremos o espírito infantil da puerilidade

Criemos um mundo, e um ser livre
Dêmos ao mundo felicidade, mas lembrai-vos cara Flor,
que a Liberdade é um Processo
Que se conquista, que se alcança

E só o homem racional, forte, e verdadeiro a obtém
Sem as farpas de uma lança


Atentamente

João, a tentar libertar-se

29/Nov/2007

The western kingdom


And the western king said to his advisor....
What about Africa?
Shall we give them freedom?
Shall we give them aid?
We shall give them both.
We shall give them aids.

And the western king asked to his advisor....
What about Asia?
Shall we give them freedom?
Shall we give them aid?
We shall give them none.
Let’s give them the throne.

And the western king said to his advisor....
What about Europe?
Shall we give them freedom?
Shall we give them aid?
We shall give them both.
As long as they pay.

And the western king said to his advisor…
And the Middle East?
Shall we give them freedom?
Shall we give them aid?
Let’s give them nothing
Let’s release the beast

And the western king said to his advisor…
What about Japan?
Shall we give them freedom?
Shall we give them aid?
We shall give them trust
But atoms come at first

And the western king said to his advisor…
And Iraqi people?
Shall we give them freedom?
Shall we give them aid?
We shall give them bullets
We shall give them fate

And the western king said to his advisor…
What about ethics?
What about moral?
What about religion?
Let’s ignore all
Let’s evoke freedom
Let’s evoke the kingdom
Let’s evoke liberty
Let’s reject purity
Let’s evoke insanity
Let’s evoke happiness
Let’s reject sadness

Cause moral is nothing
Perceptions mislead
Religion perceive
The life constraints
Moral, just pains

Let’s burn those infidels
Let’s reborn, see the cradle

What about the world?
What about humanity?
What about the specie?
Were that in vain?
Was that just pain?

Let’s bring our souls
From heaven to earth
Let’s sing, let’s flirt
Let’s enjoy life
Let’s reject Christianity
Let’s reject that creed
But we shall feed
Freedom and Fraternity
Let’s mislead equality

We’re nothing than flesh
Let’s live life, fresh
Vigour, strength, Power
Harmony, my flower

Am I a cow? Am I a coward?
Am I a Buddhist? Am I altruist?
Cause the Western king
is ferocious, and is mild
Shall we enjoy the green field?
Shall we enjoy harmony?
Shall we enjoy lust?
Shall we evoke trust?

We shall give them all
Let’s give them agony
Let’s give them nothing
And then we set them free
So they, the light will see