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Da superstição e da ciência


Dirá o bom senso do indivíduo mais letrado e erudito, que a ciência e a superstição são incompatíveis. Tentarei todavia demonstrar, que aquilo que se define por vezes por superstição, tem uma forte componente científica, mais especificamente no domínio da psicologia. Para tentar compreender cientificamente a superstição, é preciso enquadrá-la dentro de algumas ciências ditas exatas; elas são a psicologia evolutiva, a neurologia e a psicanálise.

Da psicologia evolutiva

A psicologia evolutiva estuda os processos evolutivos da mente humana, desde os primeiros australopitecos. Lembremo-nos que os primeiros antepassados do Homem, os australopitecos, datam de há cerca de 7 milhões de anos. Já o homem moderno, o Homo Sapiens, tem cerca de 200 mil anos; mas as primeiras cidades, e aquilo que podemos definir de civilizações, apareceram apenas depois da revolução do neolítico, ou seja, há cerca de nove mil anos. Significa então que aquilo que definimos por civilização, representa apenas três por cento do tempo de existência do Homem como o conhecemos, o Homo Sapiens, e apenas 0,1 porcento desde o aparecimento do Australopiteco. De referir ainda que os fatores psíquicos não racionais, ou seja, os de raiz primária, são comuns a todos os mamíferos. O sistema límbico do Homem, donde provêm os instintos, é mais antigo do ponto de vista evolutivo que o próprio Homem, sendo que todos os mamíferos são dotados de sistema límbico.

Ao longo desse período, os homens e mulheres associaram na sua psique alguns atos e observações, com certos fenómenos que deveriam ser frequentes. Em acréscimo, a noção de humanidade ou direitos como hoje conhecemos, não existiam. Assim por exemplo, enquanto à fêmea cabiam as tarefas de cuidar da prole, ao macho cabiam as tarefas de caçar ou de proteger a tribo. Tal padrão, é comum aos primatas e a muitos mamíferos. Ora esse padrão comportamental, fez com que a mulher desenvolvesse menos a parte muscular e adaptasse o seu corpo para a procriação. A mulher é em média mais baixa, para poder assim baixar o seu centro de massa, tem maiores reservas de gordura na zona posterior do corpo, quer para centrar o centro de massa, quer para poder suster o seu corpo e o de um feto, em caso de gravidez. O homem desenvolveu com maior preponderância a sua parte muscular, e a sua capacidade de raciocínio lógico e abstrato, pois ao sair da zona de conforto para caçar, de forma mais frequente, obrigou-o a desenvolver capacidades de raciocínio espacial que lhe permitiam orientar-se. A mulher todavia desenvolveu com maior incidência, as suas capacidades comportamentais em sociedade. Há que realçar ainda que a grande maioria dos primatas e dos mamíferos são poligâmicos, enquadrando-se mais especificamente na poliginia. Significa que ficando as mulheres no local de conforto, e tendo de lidar com os demais membros da tribo, desenvolveram com maior incidência as suas capacidades sociais de inter-relacionamento pessoal.

Com o desenvolvimento das civilizações, as diferenciações primárias foram sendo diluídas, primeiro com a instituição das sociedades sedentárias e monogâmicas, e por fim com o Humanismo e o seu Racionalismo inerente, que geraram os direitos sociais e humanos, que foram gradualmente enquadrados na vida das civilizações. Todavia ficaram alguns fenómenos comportamentais, que associamos à feminilidade e à masculinidade. Aplicar os termos homem ou mulher não deverá ser correto, pois o que define cada um deles nos dias de hoje, ultrapassa em muito a componente primária, enquadrando-se perfeitamente no desenvolvimento humano. Podem existir mulheres muito objetivas e com pensamento lógico e abstrato muito desenvolvido, como homens sensíveis e efeminados, pois para lá da sua componente primária, o que os define é a sua Humanidade. Por isso, aplicam-se os termos masculino e feminino, para fazer referência às suas componentes primárias. Assim ao feminino associamos passividade, fraqueza, subjetividade, criatividade, capacidades sociais, criação artística e maior resistência à dor (devido à dor do parto). Ao masculino associamos virilidade, força, objetividade, racionalidade, fracas capacidades sociais, fraca criatividade, pouca propensão artística, e pouca tolerância à dor.

Da neurociência

A neurociência diz-nos ainda que o cérebro está dividido por uma série de porções, que apesar de não funcionarem de forma autónoma, nelas podem ser identificados alguns processos psíquicos e motores. Mas talvez a divisão mais importante que a neurociência aponta, é aquela que divide o cérebro em duas partes ou hemisférios, o esquerdo e o direito, sendo que o esquerdo controla o lado direito do corpo, e vice-versa. O hemisfério esquerdo do nosso cérebro está assim de certa forma associado às nossas capacidades lógica e abstrata, ao cálculo mental, à racionalidade e à objetividade; controlando o lado direito do corpo humano. O hemisfério direito do cérebro tem porções que lidam com os sentimentos e emoções, com a criatividade, com o domínio das relações sociais e com a criação artística, controlando o lado esquerdo do corpo.

Mas essa divisão é muito semelhante àquela que está associada ao homem e à mulher. Por isso a esquerda, é assim efeminada e a direita masculinizada. Tal facto explica uma série de fenómenos histórico-políticos, desde o esticar da mão direita para a saudação romana, posteriormente adaptado pelo fascismo e o nazismo; até ao republicanismo fortemente marcado por uma componente efeminada, como o símbolo da própria República. Um dado interessante é que existe similaridade entre a palavra direito e direita, havendo uma associação entre praticamente todas as línguas europeias entre o conceito de correto e a palavra direito. Em acréscimo, a palavra esquerda em italiano grafa-se como sinistra.

Da superstição

Muitas das superstições explicam-se apenas com esta dualidade esquerda-direita. A de entrar com o pé direito em algum local, ou a de colocar primeiro o pé direito no piso da casa ao acordar ou ainda de vestir alguma peça de roupa, primeiramente com um membro direito. Outras têm uma componente psíquica óbvia, como a que refere que “um espelho partido dá azar”. Ao nos observarmos a nós próprios, de forma disforme através de um espelho partido, criamos no subconsciente, um sentimento primário que por certo os nossos antepassados tinham quando se observavam na água, após terem a face desfigurada por algum ataque. A que refere que “os gatos purificam uma casa” explica-se pelo facto de os gatos serem excelentes predadores de ratos, sendo que os ratos durante milhões de anos, foram um contágio de doenças, e é por isso que os tememos instintivamente. Assim o nosso subconsciente fez uma forte associação entre os gatos e a salubridade anti rataria. Já a que refere que “um gato preto à noite dá azar” prende-se com o facto de durante a evolução do Homem, um dos predadores mais frequentes serem os felinos, e de efetuarem os seus ataques à noite, com alguma espécie de camuflagem, sendo essa camuflagem muito provavelmente a cor do pelo. “As treze pessoas à mesa”, explica-se pelo facto de haver uma forte ligação inconsciente entre a feminilidade e o número treze, pelo facto de o período da mulher ser aproximadamente igual ao período da lua, todavia por vezes de forma dessincronizada, ou seja aproximadamente treze vezes por ano.

Precisarei de refletir noutros casos, se o caro leitor apresentar uma superstição comum, posso tentar ponderar sobre a sua justificação científica, considerando os pressupostos supra mencionados.

Da Verdade e da Emoção


Um dos fatores que mais deturpa a razão pura e a capacidade analítica das decisões do Homem, é a deturpação emocional dos factos. Tal não quer dizer que nos devamos tornar desumanos ou friamente calculistas. O Humanismo está no atravessamento de todos os graus de Liberdade do hiperespaço que constitui as nossas vidas, sem todavia violarmos as zonas proibidas. Os Dez Mandamentos, grafados nas tábuas de Moisés, que o Alcorão tanto cita, são um bom exemplo dessa limitação. Assim, como muçulmano radical que sou, pois defendo a guerra santa contra o grande satã sediado no novo mundo, repudio de forma veemente qualquer ataque a vidas humanas, sendo eu, filósofo sufista, um fervoroso seguidor da Carta dos Direitos do Homem. Quero aqui também publicamente, prestar os meus maiores sentimentos aos familiares e amigos dos membros do jornal francês, pois aquilo que foi feito contra a equipa jornalística desse jornal satírico, é extremamente repudiante e intolerável. Os responsáveis morais por esse ataque, deverão ser punidos pela justiça francesa de forma exemplar.

No hiperespaço da vida tudo nos é possível menos as zonas proibidas. Podemos dizer a um vizinho que o amamos ou odiamos, e todavia poucas pessoas alguma vez chegam a um extremo destes no eixo vivencial das suas relação com o vizinho. Na rua próxima àquela onde habitamos, temos a liberdade de visitar todos os restaurantes e escolher todos os diferentes menus, e todavia por tradição restringimo-nos ao mesmo restaurante e ao mesmo menu. Há milhares de cidades no país em que vivemos e quando viajamos vamos por norma aos mesmos locais. Um hiperespaço é na realidade, do ponto de vista matemático, um espaço com muitas dimensões. Aplicado à nossa vida, se a cada variável ou eixo, atribuirmos uma profissão, uma relação pessoal, um local para habitar, uma pessoa para amar ou um item para comprar, apercebemo-nos que a multitude de opções é infinita. Nesse hiperespaço poderíamos colocar-nos num qualquer ponto, ou seja, viver num qualquer local dentro do nosso continente, escolher de entre os habitantes do país para amar, uma língua para aprender, ou das milhares de profissões por escolher; todavia restringimo-nos ao espaço limitado e fechado – definição matemática – do utilitarismo em que convertemos o nosso dia-a-dia, ou seja, a clausura está dentro de nós. E por vivermos em frustração e ansiedade por não nos libertarmos do cárcere vivencial, vamos tantas vezes violar as zonas sagradas como forma de escape ou de purga sentimental. Matar um próximo, violentar alguém, tratar mal um animal ou ser agressivo para com um inocente, seja porque motivo for, é violar uma das regras mais basilares, sacrais e fundamentais das relações humanas, independentemente da cultura ou povo, pois Ele quer que prosperemos.

Sobre o paradoxo ideológico do Prof. João César das Neves


Ser-se cristão e defensor de uma economia de mercado,
é contraditório do ponto de vista filosófico
Cristo teria sido naturalmente um homem de esquerda!

Algo que me deixa completamente intrigado quando leio os textos do Prof. João César das Neves, não é a coerência da sua dialética argumentativa, que me parece sólida e bem estruturada, é essencialmente uma questão de fundo. O Prof. João César das Neves faz parte de uma elite intelectual pós-moderna a qual é denominada de “cristãos liberais”. Tenho vários bons amigos que partilham desse enquadramento ideológico, ou seja, são favoráveis a uma economia de mercado com traços liberais, mas são crentes e muitos deles católicos devotos. O partido em Portugal, que naturalmente se enquadra nesta visão ideológica bicéfala, é o CDS-PP. Tentarei explicar que do ponto de vista filosófico, conciliar cristianismo com economia de mercado, vulgo capitalismo, é dos maiores sofismas filosóficos, de que há memória na História do pensamento Universal. Alonguemos!

Os juros

Um dos mecanismos elementares de qualquer economia de mercado, e que são completamente banais nos tempos que correm, é o pagamento de juros. Alguns deles, diria que são aceitáveis, e servem apenas para colmatar a inflação, ou o risco de não pagamento do empréstimo contraído; mas questiono-me todavia se será condicente com os tratados cristãos, um qualquer país cortar uma certa quantidade (mil milhões de euros) a milhares de servidores públicos, desempregados, pobres e mormente pensionistas, os mais idosos que devem merecer o máximo respeito de uma sociedade e que contribuíram durante uma vida inteira; mas ao mesmo tempo o mesmo país pagar sete vezes esse valor em juros (Portugal paga 7 mil milhões por ano em juros). Ou será aceitável do ponto de vista cristão, um povo pagar de juros praticamente o mesmo que paga com a sua saúde? Lembremo-nos que o juro, é aquele valor que se paga a mais, aquando de um empréstimo, e que o credor utiliza na maioria dos casos, perante a aflição dos devedores, para lucrar com práticas usurárias e agiotas.

Ciente da falta de humanismo preconizada pela ferramenta que os juros representam, e também por ter sido um mecanismo historicamente muito usado por judeus, a Santa Igreja sempre condenou a prática de juros ao longo da sua história milenar, e tal está bem plasmado nas Sagradas Escrituras (Êxodo 22:25; Salmos 15:5 ou Ezequiel 22:12 são apenas alguns exemplos). Aliás, basta uma leitura de relance pela Bíblia - presumo que o Prof. João César das Neves tenha uma – para lermos uma série de passagens que condenam vivamente a prática de juros. Um bom cristão pode e deve emprestar dinheiro ao seu próximo quando este tiver em necessidade, mas não deve cobrar-lhe juros. A prática dos juros é hoje encarada com tanta naturalidade pela nova ordem cristã liberal, que um dos ícones máximos deste paradoxo em Portugal, assenta na pessoa do Dr. Jardim Gonçalves, um banqueiro que segundo consta se diz cristão, mas que recebe uma reforma milionária num país com graves carências sociais, derivada dos juros que cobrou sobre os incautos durante uma vida de atividade profissional. Na sátira de Gil Vicente, o Dr. Jardim Gonçalves não seria Joane, o parvo, seria antes o judeu ou o agiota!

O Grande Satã


Se eu acredito no Bem e no Mal? Se eu acredito em Satanás?
Se eu acredito em Satanás? Como posso duvidar?
Que Deus nos abençoe!

Os enviados de Satanás



Não sou muito dado a questões religiosos, a rituais eucarísticos ou a sincretismos. Não acredito em exorcismos e sou um devoto defensor da ciência e da Verdade. Mas sou crente, creio num Deus, um pouco indiferente a cada peculiaridade ou capricho da natureza humana, mas um Deus que no alto da sua Justiça, repõe sempre o magno equilíbrio da Verdade. Como se diz interessantemente em Inglês, Deus escreve-nos através de meios misteriosos, ou de uma forma mais bacoca, Deus escreve direito por linhas tortas. Não creio que Deus seja bom (apesar da similaridade gráfica entre God e Good), mas também não é mau. Não é consensual, nunca o será e a característica que Deus mais abomina é o consenso. Esquecei-vos vós que dos processos mais consensuais na história da Humanidade e o mais bárbaro, foi o processo de Cristo. O povo pediu a morte do Messias, e Pôncio Pilatos acedeu.

Assim a Verdadeira Justiça, é a Justiça Divina. Não, não é aquela que os clérigos, os teocráticos e os religiosos entendem como divina. Essa, na maioria dos casos, é satânica, pois serve apenas para satisfazer interesses próprios na manutenção do estatuto e das benesses da elite clerical. A justiça Divina é a que é dada por Deus, e Deus é um ente Racional, assim, a justiça que o Homem concebeu após o iluminismo é mais Divina que qualquer Santo Ofício. A Justiça, exige tempo, exige racionalidade, exige sangue frio, e exige acima de tudo princípios. A boa Justiça não pune, apenas evita e dissuade o crime, mantendo a Ordem. A punição, no sentido comum da palavra tem apenas um cariz emocional de vingança e a verdadeira Justiça, pode ser tudo, menos vingativa.

Tenho visto ultimamente vários filmes da propaganda sionista, aliás os judeus são exímios difusores de propaganda, fazendo reiteradamente passar-se por vítimas. Não, nunca na vida defenderia qualquer tipo de atrocidade contra a raça humana e o nazismo foi das mais hediondas barbáries que a civilização já presenciou, ponto. Os campos de extermínio, a “solução final”, e todas as atrocidades cometidas pelos oficiais nazis, foram das mais hediondas e inqualificáveis atrocidades que o Homem, fez contra si mesmo, ponto. Mas tal, não me impede de questionar, impede? Os sionistas são exímios em vitimar-se, através da propaganda melodramática e cinematográfica. O que não faltam, são filmes com belas estórias melodramáticas de como os judeus sofreram com o holocausto. Segundo consta a máquina nazi, conseguiu exterminar 6 milhões de judeus, o mesmo número de pontas da estrela de David.

Fátima, o culto fálico ao bezerro de ouro da Cova da Iria


 Não procuro aplausos, procuro obedecer à Verdade
        Bento XVI

Fui a Fátima neste domingo último, dia 12 de maio, numa peregrinação de bicicleta que partiu de Lisboa. Mais precisamente da Azambuja, pois fomos de comboio de Lisboa até Azambuja. No essencial fomos um grupo de seis cristãos devotos, conscienciosos do mundo que nos rodeia e respeitadores perante a mãe natureza, obra divina. Fomos peregrinos zero emissões, pois usámos o comboio, que se move por meios elétricos e bicicleta. Fizemos cerca de 100km de bicicleta por paisagens idílicas e edénicas, ao longo de duas serras (dos Candeeiros e de Aire). Passámos pela nascente do rio Alviela, percorremos os caminhos de xisto mais árduos ao longo de trilhos exigentes e onde a taxa de inclinação das subidas chegava aos 20 por cento. Descemos escarpas perigosas pelo meio da serra, e na maioria dos casos, tivemos de sair da bicicleta e subir com ela à mão. A grande parte do circuito foi feita fora do alcatrão, em caminhos pouco próprios para bicicletas, aliás seguimos escrupulosamente os caminhos de Fátima, que são essencialmente caminhos exclusivamente pedonais e não estão de todo adaptados para quaisquer tipo de veículos dada a sua irregularidade e o mau estado do piso. Na zona da Azambuja, na zona da lezíria do Tejo, contemplámos as paisagens deveras maravilhosas e vimos o brilhar do Tejo, de fronte das nossas vistas, à medida que acompanhávamos o seu trajeto.

Todavia, travo um combate com Fátima, um combate entre a razão e a paixão. Sou um homem fortemente dotado pela razão pura, pela análise, pela dialética, pela Filosofia, pela Verdade, pela Matemática. O matemático, em grego, não era aquele que lidava com números (esse título demos a Vítor Gaspar), o matemático, era o “estudioso do conhecimento” onde naturalmente os números eram apenas a ferramenta para compreender o universo e o mundo que nos rodeia.

Fátima surge então como um autêntico paradoxo teo-racional com que lido todos os dias. E passo a detalhar os diversos pontos de vista.

A minha visão dialética e racional

Fátima é um embuste, é a maior tanga nacional do século XX, a maior cena teatral que a Igreja concebeu em Portugal desde a fundação em 1143. Basta um pouco de análise filosófica para percebermos que coincidentemente os “milagres” de Fátima surgem em 1917, muito pouco tempo depois da implantação da República e exatamente no ano da revolução bolchevique. Lembremo-nos que a Primeira República era marcadamente anticlerical e laica. São conhecidos pensamentos marcadamente anticlericais nos homens da República, como a famosa previsão de Afonso Costa em acabar com o Catolicismo em três gerações. Fátima surge assim, especulativamente, através dos pensadores mais maquiavélicos da Igreja, no ano da revolução vermelha, como um contra-ataque à República e aos ideais comunistas que se aproximavam. A Igreja tornava-se cada vez menos apelativa nos seus discursos e rituais, mais hermética, menos emocional na sua doutrina, mais formal; o concílio Vaticano II, que aproximaria bastante os fiéis da Fé, seria apenas mais de 40 anos depois. Portugal tinha uma população marcadamente iletrada, rural e analfabeta. Interessava assim criar nos crentes uma entidade aglomeradora de paixão e fé, mais palpável e tangível, algo a que os homens e mulheres menores se pudessem agarrar, algo sensível aos sentidos.

A propaganda da República, assim como a do Socialismo era vincadamente emocional. Discursos apoteóticos, braços direitos no ar, cânticos, marchas, hinos, enquanto a Igreja continuava num marasmo emocional ligada a rituais quase crípticos difundidos em Latim, que o comum dos mortais não acolhia. Fátima surge então como o catalisador emocional para juntar todo uma igreja com pouca Fé. Ali está Nossa Senhora, é algo com quem podemos contar. Fátima surge assim como o catalisador dos descendentes de São Tomé.

Mas não deixa de ser um embuste, uma peça de teatro orquestrada pelas mais altas instâncias da Igreja para combater o anticlericalismo republicano e mação. Esta é a razão histórico-política, crua e dura, mas há mais.

Habemus Papam


Ao que parece o novo papa adotou o nome de Francisco em homenagem a Francisco de Assis, o mesmo que fundou a famosa ordem dos franciscanos. Ora, para quem não sabe, a ordem dos franciscanos obriga a voto de pobreza, e quem se junta à dita ordem, caso tenha bens, tem de entregar todos os seus bens à ordem, pois no mosteiro, em plena austeridade, não precisará de bens supérfluos e frívolos, que afastam o crente da divindade. Os franciscanos são os mesmos que usam fatos de serapilheira, aquele material usado nos sacos de batatas, como sinal de extrema humildade e pobreza, no que concerne à indumentária.

Ou seja, esta nomeação, apesar de eu ser acérrimo crítico da história eclesiástica da Santa Sé, por variadíssimas razões relacionadas com a opressão teocrática e o despotismo, não posso deixar de congratulá-la. E diria mais, no campo ideológico-político esta é uma nomeação bem de esquerda ao homenagear Francisco de Assis.

Numa época em que as gentes se entregam aos devaneios do capital, onde os trabalhadores de qualquer área profissional têm como único objetivo o aumento salarial, numa época onde só tem credibilidade quem se apresenta de fato e gravata, desde políticos até vendedores de casas, passando por usurários de cartões de crédito, numa época onde quem não tem carro, não tem estatuto social, numa época onde os grandes centros comerciais se apinham de pessoas nos dias santos, para comprar roupa numa lógica desenfreada de melhoramento de aparência pessoal, numa época onde não há qualquer respeito pelo planeta, pela natureza, pelos animais, onde o objetivo padrão do homem comum é cumprir o sonho americano, de enriquecer a jogar no euromilhões, numa época onde a esquerda estrebucha devido aos cortes salariais no sector a que indubitavelmente Marx denominaria por burguesia, numa época onde há imensas pessoas com excesso de peso, devido aos excessos da gula, numa época onde se gastam milhares de milhões na investigação de cirurgias plásticas para melhorar a aparência do corpo, numa época onde são referências Oprah Winfrey ou Cristiano Ronaldo, e numa época onde o termo austeridade é encarado como um termo depreciativo e negativo, a Santa Sé, escolhe para seu sumo pontífice um homem que adotará o nome de Francisco, em homenagem ao homónimo de Assis, o mesmo que criou a ordem que se orgulha de viver em austeridade, que faz voto de pobreza e que vive uma vida de frugalidade e temperança!

O espírito astronómico do Natal


Ontem fui ao centro comercial Vasco da Gama! Estava apinhado de gente que gastava o subsídio de Natal que não recebeu, em frivolidades importadas do Japão, dos EUA, da China e da Alemanha. Ainda dizem que há crise!

A efeméride natalícia, que foi expropriada no princípio do primeiro milénio pela Igreja, aos povos pagãos que celebravam em 21 de dezembro o solstício de inverno, expropriação essa que foi usada pela Igreja para celebrar o nascimento de Cristo (há quem diga que o Messias até nasceu no verão), veio depois mais tarde a ser novamente expropriada, desta vez pelos judeus comerciantes, para fazer do Natal, uma época de consumo desenfreado de bens importados, ainda por cima numa economia sem produção industrial. Mas ladrão que rouba ladrão....


E que tal, simplesmente passar o Natal junto dos que mais ama, perdoar a quem vos tem ofendido e pedir perdão a quem ofendeu. E se tiver algum crédito para gastar, oferecer a quem mais precisa, e quem mais precisa não são os fabricantes de telemóveis, os fabricantes de plasmas, nem muito menos o Eng. Belmiro de Azevedo!

Pois o dia 21 de dezembro é o dia mais curto do ano, ou seja, com menos tempo de luz, e tal remete-nos para a interioridade, para o conforto da família, para a introspeção, para procurar o mais próximo, ao contrário do verão em que se procura o festim do ar livre e da natureza!

Repare ainda neste dado interessante: segundo o INE, o dia em que nascem mais bebés em Portugal, é o dia 21 de setembro, e este padrão tem-se repetido praticamente constante desde que há dados estatísticos em Portugal sobre natalidade. Ou seja, considerando nove meses de gestação, a maioria dos casais lusos fecunda, exatamente a 21 de dezembro, no solstício de inverno. Como grafava Margarida Rebelo Pinto: "Não há coincidências!"

Goze esta efeméride astronómica com quem mais ama.

Saudações natalícias!

A questão bíblica da usura


Rejo-me essencialmente por dois grandes compêndios que considero sacrais: a constituição da República Portuguesa, onde consta a carta dos direitos do Homem, e a Bíblia, uma antologia de livros educacionais, pedagógicos e sacrais; sendo que ao contrários do que muitos possam pensar, a Bíblia é uma antologia muito actual e presente. 

Assim sendo, recordo:
Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como um usurário; não lhe imporeis usura. Êxodo 22:25

Basta vermos então facilmente que os grandes bancos europeus e internacionais que andaram a empresatar dinheiro aos Gregos com taxas de juros acima da média, tomaram atitudes que estão contra os desígnios da Bíblia. E mesmo muitos católicos contemporâneos, deixaram-se corromper pela sede insaciável de dinheiro fácil, com a usura praticada sobre os demais. O caso do fundador do BCP, é um caso paradigmático daquilo que refiro. 

Poderá ser paradoxal, mas aqui, os únicos que ficam imunes e que neste caso específico respeitam o Livro sagrado no que concerne ao pecado da usura, são os comunistas, que sempre se manifestaram contra este género de taxação, que faz os grandes bancos apoderarem-se de grande dinheiro.

O PCP e a Bíblia, por muito paradoxal que possa parecer, neste caso específico estão em sintonia. Já os padres, raramente nas homilias ousam abordar estes versículos da Bíblia, que condenam ferozmente a usura e a prática de juros aos demais:

Não lhe darás teu dinheiro com usura, nem darás do teu alimento por interesse. Levítico 25:37

Aquele que não dá o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente. Quem faz isto nunca será abalado. 
Salmos 15:5

Presentes receberam no meio de ti para derramarem sangue; usura e juros ilícitos tomaste, e usaste de avareza com o teu próximo, oprimindo-o; mas de mim te esqueceste, diz o Senhor DEUS. 
Ezequiel 22:12

Considerações histórico-filosóficas sobre a usura


Meus caros, o estado é pródigo nos ordenados milionários e nas regalias faraónicas eternas e sem condicionalismos socioeconómicos que confere aos seus bem-fadados, tal já é sabido, o sector público é profícuo em benesses imperiais que concede aos seus funcionários e sem quaisquer géneros de contrapartidas, e os casos mais gravosos nem sequer são na administração central nem nos institutos, mas são-no sim nas empresas públicas. Ora vejamos, a CP e o Metro de Lisboa ou do Porto, assim como a Carris, STCP e outros derivados na área dos transportes têm um passivo da ordem dos 17 mil milhões de euros, e os proxenetas que lá trabalham passam a vida a reivindicar e a fazer greves, esquecendo-se que as novas gerações à rasca, têm de se contentar com 500 euros a recibos verdes.

Pois alguém se esqueceu que há aqui um fosso geracional deveras sem paralelo que começou com os arautos mensageiros da liberdade seguidores doutrinários de Marx e de Lenine, que em 1974 fizeram uma revolução. O Velho, que liderava o estado a que chamavam de Novo, tinha o país na miséria onde as crianças iam descalças para a escola, tendo o país apenas uma auto-estrada entre Lisboa e Vila Franca; depois vieram os indignados que fizeram a revolução dos cravos e que se apoderaram do poder e colocaram-nos no estado que temos, terciarizando completamente o tecido económico e empresarial. Ou seja, definhámos a indústria, esquartejámos todo o nosso sector produtivo com o 25 de Abril, o povo já não queria trabalhar nas fábricas e moveu-se para os escritórios e para os bancos, querendo obviamente todos melhores salários e mais direitos, depois veio a União Europeia que deu a machadada final nas pescas e na agricultura; agora compramos fruta e pescado aos espanhóis, os telemóveis – dizem as estatísticas que somos dos países com mais telemóveis por habitante – compramo-los aos finlandeses e a aos coreanos, os carros aos alemães e aos franceses e vamos oferecendo turismo para os reformados europeus se refastelarem nas nossas praias. Com o 25 de Abril, passámos do miserabilismo salazarista ao novo-riquismo socialista. Antes gastámos muito menos do que tínhamos, e tínhamos muito oiro no banco central e o país estava na miséria agarrado aos pilares sacrais da Santa Sé e da nossa senhora de Fátima, com muita da população analfabeta e com cuidados de saúde paupérrimos; depois da revolução, gastámos muito mais do que podemos, e se não temos, pedimos emprestado que paga-se depois; queimámos o oiro, que o Velho guardou tão copiosamente, em frivolidades e em inutilidade como auto-estradas para cada cidade, em formações e subsídios inúteis, e demos regalias faraónicas aos funcionários das empresas públicas. Se não temos dinheiro, pede-se emprestado que haverá sempre algum usurário predisposto a ganhar dinheiro com o país.

Mas no outro dia vi uma cena em sonhos em que perguntava um jornalista cineasta com uma veia pseudo-artística a uma velhinha de rua:
– “Minha senhora, poderá dizer-me por favor no seu entender, qual a diferença entre uma pessoa interesseira e uma pessoa interessante?”
E a velhinha na sua ingenuidade popular, responde:
– “Uma pessoa interesseira não interessa a ninguém pois faz tudo por interesse, e uma pessoa interessante é alguém que dá prazer ouvir e que fala muito bem.”

Pois a mesma pergunta, feita a um filólogo professor universitário, tem a seguinte resposta:
– “Tal pergunta, remeter-nos-ia para as questões etimológicas dos termos e como a língua portuguesa obtém certos derivativos nos seus sufixos, mas pode claramente afirmar-se que presentemente todos os dicionários referem que uma pessoa interesseira é aquela que pratica interesses, ou seja, que cobra juros no empréstimo de dinheiro, e uma pessoa interessante, é alguém que manifestamente tem dotes intelectuais que cativam o interesse dos outros.”

Pois é meus caros, a língua portuguesa é douta nas suas idiossincrasias, mas curiosamente há muitos paralelos entre os ideários dos comunistas e os da visão cristã medieval em relação ao capital e à cobrança de juros, tecnicamente denominada por usura. Leiam atentamente este texto retirado de Ricardo J. F. Ferreira, num trabalho denominado “O Dilema ancestral dos juros”.

“Nem sempre prevaleceu na sociedade ocidental, tal despudor com relação à cobrança de juros. Pelo contrário, a cultura ocidental, em seus fundamentos greco-romanos e judaico-cristãos foi, na maior parte dos três últimos milénios, bastante restritiva e intolerante para com o conceito de juros e com a sua aplicação. Nesse amplo espaço de tempo, filósofos, economistas, juristas e religiosos de variadas orientações, têm se pronunciado em debatida e acalorada controvérsia. Essa controvérsia não se limitou à maior ou menor dimensão das taxas cobradas de juros, mas à própria legitimidade moral da aplicação desse procedimento. A importância da religião no contexto histórico, em todas as partes do mundo, tem assegurado às igrejas e templos uma precedência relevante para orientar o estabelecimento e prevalência de normas sociais. Isso tem sido aplicado, obviamente, também na cobrança de valores por dívidas, vale dizer, pela cobrança de juros. E, consoante à tradição cristã, historicamente predominante na civilização ocidental, foi generalizada a proibição da cobrança de juros. O cristianismo, mesmo inspirado na tradição judaica, evoluiu como uma dissidência, e modificou a normativa prevalente entre os judeus quanto à cobrança de juros. A determinação da moral judaica proibia a prática de juros nos negócios entre judeus, mas permitia a sua cobrança nos negócios entre judeus e gentios. Porém, a tradição cristã, passou a condenar a cobrança de juros de forma generalizada. Assim, desde os primórdios, a igreja cristã tem condenado a usura, ou seja, a cobrança de juros de todas as formas. Acreditasse que a generalização da condenação à cobrança de juros estaria associada à crença cristã de que a salvação deixara de ser uma prerrogativa apenas dos judeus, “povo eleito de Deus”, para ser estendida a toda a humanidade. Quebrada essa fundamental distinção teológica, na concepção cristã não se justificava tratar desigualmente cristão e gentio e, portanto, a prática da usura, ou seja, a cobrança de juros seria considerada “pecado” independente de quem fosse o mutuário de um empréstimo. A condenação à usura, tornou-se especialmente disseminada na Europa durante a Idade Média, período no qual a Igreja Católica Romana exerceu uma influência política e cultural sem contestação. E a posição da Igreja Católica Romana, prevalente no período medieval até o final do século XIX, foi de condenação veemente ao que considerava ser o “pecado da usura”. Nas palavras atribuídas a Santo António de Lisboa (1195- 1231) pode-se perceber toda a veemência dessa condenação:

“Que sumam da terra os gananciosos, porque esses se tornaram malditos ao não se curvarem diante de Deus e não se compadecerem de ninguém, exibindo, em suas bocas, presas como as dos leões, mas que fedem apodrecidas, embebidas no veneno do dinheiro e no esterco da usura.”

O catolicismo tem condenado a usura argumentando que a cobrança de juros é exercida mediante o decorrer do tempo e dele depende. Ora, como o tempo não pertence a ninguém, somente a Deus, não se justificaria usá-lo para aumentar o valor do dinheiro emprestado, cobrando juros sobre esse valor. Também, ao afirmar que somente o trabalho pode gerar riqueza sendo o dinheiro (capital) incapaz de gerá-la. Portanto, o eventual excedente representado pelos juros e adicionado ao dinheiro emprestado teria se originado do trabalho executado por quem tomou empréstimo, não se justificando a sua destinação ao dinheiro originalmente emprestado que deveria ser devolvido sem a cobrança de juros. Ainda, a argumentação postulada pelo religioso Tomás de Aquino (1225-1274), canonizado como santo pela Igreja Católica Romana apontava a usura como uma operação carente de lógica, pois, o dinheiro do credor (aquele que empresta) passaria a ser de propriedade do devedor (aquele que toma emprestado) e somente voltaria a ser de propriedade do primeiro após o decurso do prazo da operação. Portanto, como alguém deveria pagar juros pelo uso de um bem que seria de sua propriedade? Essa “teoria da propriedade” do dinheiro incluía-se no arsenal de razões desenvolvidas pelos intelectuais católicos para sustentar a condenação da usura.”

Pois é, a prática de cobrança de juros, que hoje é considerada banal, foi em tempos um pecado condenado pela Santa Sé, pois assim são todos os bancos pecadores pelo empréstimo de dinheiro a juros, e nomeadamente os grandes bancos alemães pois andaram a emprestar dinheiro e países em dificuldades como a Grécia ou Portugal. Não quer isto dizer que a Santa Sé considerava pecado o empréstimo de dinheiro, considerava pecado sim, a cobrança de juros no empréstimo de dinheiro que se fazia a alguém, pois o credor estaria a lucrar com as dificuldades financeiras do devedor. Mas quão engraçado é asseverar os paradoxos crassos dos católicos modernos, pois estão tão completamente envolvidos nestas áreas do capital e dos negócios dos bancos, que é interessante asseverar que muitos católicos modernos são mais usurários do que o que foram em tempos muitos judeus. Basta atestarmos as lideranças de muitos bancos nacionais.

Mas remetamo-nos à epígrafe da questão, pois o estado português endividou-se bastante junto de usurários para sustentar as grandes benesses dos trabalhadores das empresas públicas, mais precisamente a companhia aérea nacional que está inundada em dívidas que são arcadas pelo erário público. Refiro-me agora aos proxenetas, aos chulos da aviação que são os pilotos da TAP. Esses proxenetas, que tiram em média 19 salários mínimos para casa (fonte do Diário Económico), que todas as fontes jornalísticas referem que ganham cerca 8600 euros por mês, numa empresa afundada em prejuízos, agendaram mais uma greve generalizada para vários dias provocando na empresa prejuízos na ordem dos 5 milhões de euros por dia. Os chulos da TAP, leia-se pilotos, que por terem um ofício com muita responsabilidade e por terem pago muito dinheiro pelo curso, acham agora que podem extorquir o erário público, com os salários milionários que auferem; e quando a coisa não lhes vai a eito, fazem greve provocando graves prejuízos na companhia aérea. O jornal Público, refere hoje, na página 22, que os pilotos pretendem fazer greves nos dias 9, 10, 11 e 12 de Dezembro deste ano de 2011, e ainda nos dias 3, 4, 5 e 6 do próximo ano, altura em que a companhia aérea nacional tem um grande volume de negócios devido às festividades da época. Os chulos, os proxenetas, leia-se pilotos, acham que podem deixar de trabalhar quando lhes apetece e mais lhes convém e porque têm a faca e o queijo na mão da companhia, podem reivindicar o que lhes aprouver, mesmo que tal coloque em causa a sanidade financeira da empresa, cujos prejuízos caem em cima do povo português que paga impostos e que lhes paga o ordenado. Os chulos, que afirmam que pagaram muito pelo curso e agora querem ver retorno, esquecem-se que não vivemos nas terras do tio Samuel em que os cursos universitários são pagos a peso de ouro numa óptica mercantilista e capitalista sem precedentes, e que posteriormente há que ganhar o máximo dinheiro que se possa, nem que se tenha de chular a prostituta chamada república portuguesa. Os chulos, leia-se pilotos, não têm tento, nem consideração para com o povo que ganha 800 euros de salário médio e que paga os impostos que lhes sustentam os ordenados faraónicos. Os chulos da aviação, leia-se pilotos, acham que nasceram com mordomias aristocráticas, quais burgueses feudais da idade média, e que têm direito natural a poder mamar do erário público 19 ordenados mínimos, quando o ordenado médio da população é cerca de dois ordenados mínimos. Esses chulos que alegam que pagaram muito pelo curso e que têm de ter muitas horas de voo em aviões que têm de alugar e que tal sai caro, acham agora, porque fizeram um grande investimento na carreira, que podem chular exorbitantemente o estado e todos nós, sendo que um dos argumentos usados pelos chulos é de que têm um trabalho com muitas responsabilidade. E um condutor de autocarro de crianças de escola que ganha 600 euros por mês? E um médico que está de banco que ganha 10 vezes menos que os chulos? E um investigador na área dos mediamentos anti-virais? E um primeiro-ministro? Mas os chulos, leia-se pilotos, acham que o povo e a sua prostituta chamada república portuguesa devem trabalhar incansavelmente e até à exaustão, sendo totalmente definhada, para saciarem os seus ímpetos burgueses e aristocráticos.

Lembremo-nos que os chulos, e refere hoje o jornal Público, já fizeram uma greve em 2007, para manter a idade de reforma nos 60 anos, ao contrário do “povão” que tem de se contentar com os 65, e conseguiram o que queriam, em 2009 fizeram outra greve onde reivindicavam a partilha dos ganhos de produtividade da empresa, e lá lhes deram o que queriam, ou seja 4 milhões de um bolo total de 8 milhões de euros e em 2010 os chulos voltaram a convocar outra greve na altura da Páscoa e mais uma vez a empresa cedeu às suas reivindicações. Os chulos têm muitos nomes, um deles é piloto da TAP.

Pois é meus caros internautas, os meus queridos familiares mais jovens, pessoas eruditas e qualificadas, que também fizeram um grande investimento financeiro e pessoal no curso superior com largos anos a estudar e a pagar propinas, que agora entraram no mercado de trabalho, fazem parte da geração à rasca, ou seja, ganham 500 euros a recibos verdes numa precariedade inaceitável e inqualificável sem quaisquer regalias, benesses ou subsídios; e os outros, com o rabo agrafado à cadeira com um estatuto estatal inabalável, e com ordenados ofensivos à dignidade humana lusitana, ainda ousam indecorosamente e sem qualquer vergonha nas ventas, fazerem greves que causam graves consequências para as empresas públicas de que todos nós somos detentores.

Até quando durará o saque dos pilotos da TAP ao erário público?

Fonte dos dados: Jornal Público (pág. 22 do dia 17/11/11) e Diário Económico na seguinte página

Carta reveladora aos povos e às nações


Caros concidadãos do mundo, escrevo-vos de Lisboa. O mundo mudou nestes últimos séculos a um ritmo alucinante, as tecnologias permitiram ao homem conceber toda uma série de panóplias por vezes fúteis e frívolas, outras vezes úteis para o conhecimento e para a ciência. O homem é o maior lobo do homem. Esquecei aquela literatura e cinematografia frívola norte-americanas que referem extra-terrestres a atacarem a raça humana, ou cometas que se dirigem para a terra ameaçando a sobrevivência do planeta e das espécies que nele habitam, e onde os americanos surgem resplandecentes para salvar a raça humana das ameaças que vêm do espaço, quando no presente momento eles são na realidade a verdadeira ameaça à liberdade e à raça humana. A ameaça não vem do espaço, nem do cosmos longínquo, vem da própria natureza humana, enquanto ser colectivo. O Homem sempre teve uma sede insaciável por poder e hegemonia, tal apresenta-se desde o ímpeto mais primário de procriação e domínios de território que se revelava de forma feroz há sete milhões de anos, quando o homo sapiens começou a sua evolução, com as lutas entre machos pelo controlo de fêmeas e território, até à forma mais complexa da era moderna com o envio de porta-aviões e bombardeiros para o controlo económico ou político de uma certa região. As ameaças à raça humana não vêm do espaço, nem do cosmos, nem da própria Natureza que nos acolhe no seu berço, a ameaça vem das sociedades secretas sediadas no país actualmente denominado por Estados Unidos da América, nação do terror. As suas seitas, as suas sociedades secretas, a sua hegemonia imperial, através das armas, do dinheiro e do terror, ditam aos outros o que estes devem fazer e como estes devem agir. Todas essas sociedades secretas estão hierarquizadas em torno de um chefe maior, sanguinário, terrorista, hediondo, a que eu apelidei de grão-vil. O termo remete-nos para outros dois termos, grão, prefixo usado nas sociedades iniciáticas para referir maior, ou grande, e vil, neste caso para referir maldade ou vileza, exactamente o oposto dos desígnios das sociedades secretas ancestrais que procuravam a perfeição do homem através do trabalho intelectual ou físico com uma índole filantropa.

O mundo mudou caros concidadãos do mundo, tornou-se mais adverso aos seres humanos que respeitam os desígnios de Deus, da bondade e do altruísmo. As seitas e as sociedades ou associações secretas, são na realidade a maior ameaça ao mundo livre, democrata e filantropo. No presente momento que vos escrevo, não há ordens nacionais, ou soberanias nacionais ou regionais, não há legislação nacional soberana, não há democracia, não há solidariedade e a televisão e as rádios estão todas controladas pelas mesmas seitas, de cariz maçónico e diabólico. Mas nem sempre assim foi meus caros, a índole maçónica primordial era verdadeiramente filantropa e benigna para o ser humano. Grandes homens da ciência e das artes eram mações, e quão belo é asseverar tal facto. Uma das maiores obras-primas da literatura germânica, Fausto, foi escrita pelo mação Goethe. Fernando Pessoa, um dos expoentes da literatura do século XX português, apesar de referir que não pertencia à maçonaria, defendia-a acerrimamente, e fê-lo em 1935 no Diário de Lisboa, aquando de um projecto de lei da Assembleia Nacional para banir as associações secretas. O que na realidade aconteceu, foi que as associações secretas foram com o passar dos tempos tornando-se cada vez mais sequiosas por poder e dinheiro, foram-se deixando corromper, foram largando os pilares estruturais e ancestrais, foram renegando os livros sacrais, dito de uma forma simbólica, foram corrompidas por Satanás.
A Santa Sé, Igreja Católica Romana, e de uma forma geral todas as religiões, sempre professaram a ideologia em que existia Deus, bom, caridoso, filantropo, todo-poderoso, que assegurava a ordem dos homens nos seus relacionamentos e das coisas e como o homem e a natureza interagiam; e na sua antítese, também todas as religiões, idealizam que existe o mal, o anti-cristo, a maldade, a inveja, a futilidade e a frivolidade, o luxo, a gula, a luxúria desmesurada, a ira, a vaidade, a preguiça, o poder desmesurado, e tirania ou o terror. A todos esses conceitos, os homens de fé englobam em algo que a crença popular dita por satanás. Na realidade esse conceito religioso ou teológico é apenas uma metáfora, ou uma parábola para definir aquilo que se veio a tornar a maçonaria contemporânea internacional. Todos os credos, e também a religião católica, saberiam que satanás, um dia haveria de se soltar e de se revelar verdadeiramente, tais preceitos estão plasmados nos estudos escatológicos da fé católica, no entanto os mesmos estudos preconizam que nessa altura, haveria de surgir o Bem-Vindo que salvaria o mundo do despotismo, do terror e da opressão. A esse Bem-Vindo a fé judaica denomina por Messias. Para os franceses republicanos o seu Messias era Napoleão, para os alemães do século XX o seu Messias era Adolfo Hitler, para os americanos do século XXI, ou seja para a nação do terror, não há Messias, tais preceitos não passam para eles, homens estritamente ligados a satanás, de crenças e credos ancestrais sem coadjuvação científica ou racional.

Pois aquele que não crê, esse mesmo tem um pacto com o diabo. Não vos digo para crerem nos santos católicos que estão em todas as igrejas, ou nas nossas senhoras, ou nas relíquias de algum apóstolo, pois tudo isso não passam muitas vezes de sincretismos ou de profanações de algo mais divino, não vos digo para crerem em Alá, em Buda ou noutro Deus qualquer, digo-vos apenas para crerem. O ateísmo puro, é o verdadeiro diabolismo do ser humano. Mesmo os mações ancestrais, e mais especificamente a maçonaria regular, acredita no grande arquitecto e numa entidade transcendente e metafísica que rege o universo, e denominam-no por grande arquitecto. Esse grande arquitecto surgiu aquando da maçonaria operativa, pois os mações inicialmente cingiam-se a construir catedrais góticas e a ter os seus ritos, e como para um pedreiro-livre, o seu maior tutor e mestre é o arquitecto, pois é aquele que lhe dita o que fazer e como construirá a catedral ou o mosteiro, o grande arquitecto é assim uma entidade maior e metafísica que diz aos mações como construir o homem e as sociedades. A entidade metafísica que rege o cosmos para a maçonaria, é então o grande arquitecto, concluindo-se assim que mesmo a maçonaria tem os seus credos e não é ateia, pelo menos a maçonaria ancestral ou ainda a regular.

Com o passar dos anos, a maçonaria foi atingindo poder e hegemonia, retirando progressivamente poder à Santa Sé. E é fácil asseverar tais factos, a forma de pensar o mundo e a forma como encaramos certos aspectos sociais mudou radicalmente nos últimos duzentos anos. Há duzentos anos, na Europa, aspectos como o adultério, a homossexualidade, o aborto, o ateísmo ou o divórcio eram visto de maneira bem diferente de agora. Dir-me-ão que estamos melhor; e digo-vos que estamos em muito aspectos mas não estamos noutros. Na Roma antiga, império que colapsou, o aborto era prática corrente, na Grécia antiga, civilização que desapareceu, deixando no entanto algum legado, a homossexualidade e a pederastia eram práticas comuns. O que sucede é que quando os povos se afastam dos cânones sagrados, e dos desígnios da ordem divina, cedem e colapsam. E isto não é bruxaria, está bem assente em princípios metafísicos que preconizam a ordem e em como o grande arquitecto organiza o mundo e o homem. A maçonaria teve um papel preponderante ao longo da história universal até certo ponto, onde com sede absoluta por poder, se deixou corromper. A maçonaria, guarda desde há séculos, uma ira interior contra a Santa Sé, e tal facto, mesmo que os mações digam o contrário, é insofismável. Se tantos pilares basilares da Santa Sé foram demovidos, e se hoje o estado é laico, deve-se à maçonaria. Não digo que não esteja correcto até certo ponto, a partir do qual a maçonaria começou a ter um papel de poder absoluto e começou na senda pelo poder e hegemonia, a violar os seus próprios princípios.

Fernando Pessoa dizia que a maçonaria era indestrutível pois estava protegida por símbolos maiores que as leis do estado, e que era uma ordem iniciática que revelava a luz aos novos membros. Não o nego, o que sucede é que a maçonaria, o que faz presentemente, é utilizar essa mesma luz que em tempos lhe foi revelada, para praticar o mal e para obter a hegemonia do planeta; e o sistema já está tão hierarquicamente estabelecido, que já não há soberanias nacionais ou regionais, e com a modernidade, todos os grupos maçónicos e todas as associações secretas obedecem a uma mesma ordem despótica e tirânica sediada no novo mundo. Assim, os preceitos mais fundamentais e sacrais da maçonaria, como sendo a liberdade do homem, foram completamente pervertidos pelos próprios mações. O mação já não é um homem-livre. Foi-o em tempos quando se punha à parte dos ditames irracionais da fé cristã e usava a razão para descortinar o mundo. Hoje, na senda tão monstruosa pelo poder, a maçonaria na realidade castra os seus novos membros e obriga-os a seguir aquela ordem despótica, através do terror e do medo. Pois é meus caros, a maçonaria contemporânea tortura, e tortura severamente os seus novos membros. Aquelas cenas idílicas que vemos na literatura, do iniciado a passar por um corredor com a cabeça vendada é apenas uma representação profana; na realidade a maçonaria tortura severamente os seus novos membros para os reger, e para que estes sigam estritamente os seus preceitos. Mas não foi a maçonaria e os mações que redigiram a Carta dos Direitos do Homem? Foram, e como torturam? É mais um daqueles paradoxos crassos dos mações, que se foram deixando corromper pelos tempos.

Mas como surgiu então na Maçonaria essa ira e esse desrespeito pelos princípios da fé católica, levando-os até a criar novas fissuras dentro da própria igreja romana, com a profusão de novas seitas e religiões. Depois de muito pensamento, parece-me que na realidade a maçonaria irregular do sul da Europa, surgiu após a Reconquista. Ou seja, os soberanos cristãos, no movimento denominado por Reconquista, foram extremamente bárbaros e sanguinários contra os mouros. Os mouros eram considerados impuros e infiéis, como tal o único destino que um cristão poderia dar a um mouro era decapitá-lo ou degolá-lo. Mas os mouros não encaravam assim os cristãos. Durante os tempos da ocupação muçulmana na Europa, os soberanos mouros eram extremamente tolerantes para com os cristãos, as igrejas eram mantidas e os cristãos podiam prestar o seu culto. Aquando da tomada de Lisboa por Afonso Henriques em 1143, a fonte principal que relata a tomada da cidade, refere que os cristãos barbaramente assassinaram o bispo de Lisboa, referindo assim que Lisboa tinha uma comunidade cristã e até tinha um bispo. Com a Reconquista, nenhuns resquícios da cultura muçulmana ou de índole sufista permaneceram. A Reconquista foi extremamente bárbara, relatos da conquista de Lisboa revelam que as mulheres mouras foram severamente violadas e assassinadas e que as crianças foram degoladas, pelos exércitos cristãos. Após a reconquista, todas as mesquitas foram incendiadas ou demolidas, e não foram autorizadas nenhumas práticas corânicas, sob pena de se ver a cabeça cortada. Assim, parece-me a mim, que a maçonaria irregular, do sul do continente europeu, teve as suas géneses nas sociedades sufistas do tempo da ocupação muçulmana, e o desprestígio que tem contra a Santa Sé e os seus pilares basilares, deve-se somente a uma atitude milenar de Vingança. A Santa Sé através das guerras santas, apoiou um movimento cristão altamente bárbaro e sanguinário, enquanto à data, todas as fontes o atestam, os muçulmanos eram muito mais tolerantes com os cristãos durante a sua permanência no continente europeu.

Parece-me a mim, então que a maçonaria irregular do sul da Europa guarda desses tempos da Reconquista, uma sede e vingança visceral pelos pela cristandade. E tal não se poderia revelar nos actos de fé corânica, pois tais práticas estavam literalmente proibidas pelos soberanos cristãos, as sociedades sufistas e muçulmanas ancestrais passaram então a ter de se organizar em segredo ou em sigilo para orquestrarem certos movimentos sociais ou locais. Lembremo-nos que os árabes nos finais do primeiro milénio, eram grandes senhores da alquimia, da matemática e de todas as ciências, ora é natural que esse conhecimento tivesse chegado aos muçulmanos que se instalaram no sul da Europa. A maçonaria, parece-me a mim então, que ao contrário daquilo que é propalado pelos mações, que têm as suas origens no templo de Salomão ou no antigo Egipto, teve a sua grande raiz e influência nos movimentos sufistas de índole muçulmana, e é dessa barbárie cometida pela cristandade durante a Reconquista, que guarda a sede de vingança contra a Santa Sé. E a vingança é um prato que se serve frio, e a maçonaria tem-no conseguido. Lembremo-nos que desde os finais do século XVIII, muitos dos governantes em Portugal e na Europa eram mações, desde o Marquês de Pombal, alguns reis como D. Pedro IV, e muitos outros governantes com maior influência durante a república, como a título de exemplo Afonso Costa. Significa que se hoje encaramos a homossexualidade, o adultério, o divórcio ou o aborto de forma diferente, tal deve-se à maçonaria. Aliás, se hoje as igrejas estão praticamente vazias, durante as missas, ou se na sua maioria os crentes são de terceira idade, tal desprestígio da fé cristã, deve-se à maçonaria. Se hoje não há a prática corrente da oração, tal deve-se à maçonaria, ou se hoje em dia o estado é laico, tal deve-se à maçonaria. A maçonaria, e tal é indubitável, guarda um rancor visceral contra a Santa Sé e ataca-a em todos os preceitos basilares. Desde a extinção de todos os conventos e mosteiros em 1834 pelo mação Joaquim António de Aguiar, pela laicização do estado durante a primeira república pelo mação Afonso Costa, até à aprovação da lei do casamento entre homossexuais pelos mações das bancadas parlamentares do bloco central. A maçonaria guarda assim, desde as suas géneses, um rancor contra a Santa Sé, que se manifesta constantemente pelas suas práticas e ideários anti-clericais. Se durante a idade média, os muçulmanos que continuaram na Europa, tiveram de se cristianizar, essas sociedades secretas que já existiam então, tiveram fortemente de viver em segredo e em sigilo devido à senda inquisitória da Santa Sé, que teve o seu expoente máximo durante o santo ofício.

A maçonaria é então uma ordem ancestral, que segundo o meu entender, guarda um rancor antigo contra Igreja romana, que remonta aos períodos bárbaros sanguinários da reconquista cristã, pois durante a ocupação muçulmana os mouros haviam sido muito mais tolerantes com os cristãos. A maçonaria parece-me a mim então, que teve diversas influências sufistas, ou seja, a corrente mística islâmica surgida no final do século VII. Lembremo-nos que o Islão, ao contrário daquilo que possa parecer, é uma religião, do ponto de vista iniciático e místico, muito mais efeminada que o cristianismo, desde logo pela cultura literária dos povos semitas, que escrevem para a esquerda, sendo a esquerda o lado ligado à feminilidade. As mesquitas são essencialmente constituídas, pela sua forma arquitectónica, por linhas curvas, e não por linhas rectas, e tal até está plasmado no símbolo maior do Islão, o crescente. Tal do ponto de vista místico e esotérico, deve-se apenas ao facto, de a anatomia feminina ser essencialmente definida por curvas enquanto a anatomia masculina ser formada mais por linhas rectas e arestas e menos por curvas. É sabido também, que por questões anatómicas, os números pares são efeminados, enquanto os números ímpares são masculinizados, assim nas mesquitas encontramos em muitos dos seus aspectos os números pares. Mas o crescente maior e mais popular, pode-se encontrar no próprio parlamento português. Àquilo a que comummente se denomina por hemiciclo, é na realidade um crescente islâmico disfarçado, bem presente nos parlamentos do sul da Europa.

Concluímos facilmente que a maçonaria é crente, acredita num ente transcendente e metafísico, eclético que denomina por grande arquitecto, para assim englobar gentes de diversos credos e origens, como cristãos ou muçulmanos, concluímos facilmente que a maçonaria tem ideários claramente anti-clericais, e sabemos também que a maçonaria sempre teve grandes homens da ciência e das humanidades, como Voltaire, um dos grandes fundadores do iluminismo; mas o que sabemos também é que a maçonaria se deixou claramente corromper pela sede de poder, por dinheiro, por capital, por hegemonia, e tais apoteoses que metaforicamente os crentes denominam por satânicas, estão sediadas no novo mundo, no país com o maior número de mações. Lembremo-nos que foi esse país que ordenou o lançamento da bomba atómica que dizimou em fracções de segundos a vida a setenta mil pessoas, foi esse país que proliferou secretamente a SIDA, foi esse país que disseminou o tabaco, esse veneno que ceifou mais vidas que as duas grandes guerras, é esse país que tem a maior máquina militar e bélica que o homem alguma vez já conheceu, e sempre como o objectivo da hegemonia mundial através das armas e do dinheiro. Quando digo que esse país representa o grande Satã, ou que o diabo se apoderou dessa nação, digo-o de uma forma racionalmente metafórica, o que sucedeu é que essa nação na sede insaciável por poder e hegemonia quebrou todos os princípios basilares cristãos, budistas, islâmicos e acima de tudo maçónicos. Os iniciados nas associações secretas americanas não têm livre arbítrio, na realidade são comandados por esse grão-vil que tudo determina e que tudo dita. E esse despotismo é mantido através do terror e das armas.

Concluindo, os homens livres do mundo devem assim erradicar o império do mal sediado no novo mundo, e assim deixar às gerações vindouras a esperança para que estas sejam verdadeiramente livres e soberanas.

Com fé, Lisboa, 10 de Novembro de 2011

O culto fálico à Nossa Senhora de Fátima


Questionar-se-ão os caros profanos que observam o vulto da adorada e venerada, milagreira de todos os enfermos, e redentora de todos os pecados, questionam-se os mais acesos devotos da Nossa Senhora de Fátima: que áurea metafísica e transcendental tem a adorada Nossa Senhora de Fátima, para ser tão venerada e tão acarinhada pela piedade popular? Fazem-lhe promessas como em tempos fiz, a qual cumpri, entregam-lhe pertences, caminham os peregrinos até Fátima à procura da redenção e da expiação de todos os seus males passados. Perdoados todos estão pois Nossa Senhora de Fátima é magna e augusta e a todos vós vos perdoa.

No entanto, nada é mais belo que a Verdade, e é a Verdade que aqui vos trago. Numa religião completamente masculinizada como o cristianismo, desde o género do seu Messias até às mitras que os sacerdotes usam, assim como a própria cruz que é dotada não de curvas mas sim de arestas e de ângulos retos, características anatomicamente masculinizadas, surge então a vertente mais efeminada do cristianismo, a sua vertente passional, pouco filosófica, lógica ou racional, muito calorosa para os devotos crentes, que se denomina Nossa Senhora de Fátima. Mas porquê, perguntai vós? A resposta é tão liminarmente simples, na realidade a silhueta e o vulto de Nossa Senhora é um falo!

O nosso córtex visual através dos sinais que provêm dos olhos essencialmente capta dois fatores importantes: os contornos; e as texturas e cores. Ou seja o contorno da Nossa Senhora de Fátima tem na realidade um padrão fálico autêntico; e é esse vigor masculino numa figura feminina que enche os devotos de fé e de paixão cristã. É o vigor masculino associado à feminilidade da própria figura. Ou seja, Nossa Senhora de Fátima representa para os iniciados cristãos uma mulher masculinizada, pois na sua vertente exotérica e profana apresenta-se como uma mulher doce, terna, carinhosa, piedosa e até frágil e vulnerável, mas na sua vertente esotérica e iniciática forma não mais que um autêntico e vigoroso pénis, sendo assim uma mulher masculinizada, viril, viçosa e fecunda. É esta simbiose que trouxe ao clero católico lusitano tantos crentes e tantos seguidores e devotos para Nossa Senhora de Fátima.

Ela é magna, ela é autêntica, tem o nome da filha do profeta Maomé, ela representa a simbiose masculina e feminina, ela é um ícone divino do catolicismo lusitano. Sei que muitos críticos poderão afirmar que ela surge exatamente após a primeira república como resposta do clero contra os ideais maçónicos, é também verdade que os livros sagrados contestam quaisquer representações idólatras a Deus, e Deus pune os homens que veneram objetos pseudo-sacros que pretendem substituir-se a Deus, tal como está plasmado no relato bíblico do bezerro de ouro, cujo povo que o venerava foi castigado por Deus por adorar um objeto que se quis substituir a Ele.

Reparem na coroa que tem Nossa Senhora que na realidade tem bases esféricas laterais e um pequeno falo superior, representando assim o vigor final do topo fálico de Nossa Senhora, uma seja, a coroa dourada da estátua da Nossa Senhora de Fátima é, de ponto de vista esotérico, tão-somente a glande do pénis iniciático e místico anteriormente mencionado.

Tal como referia Schopenhauer, nada é tão belo como a Verdade, e só a Verdade nos serve; ou adaptando o repto de Gerald Massey, em vez de fazermos da nossa proclamada autoridade a verdade, façamos da Verdade a Magna autoridade.

Conspiracy: the enemies of USA


Pay attention to the clear facts which are happening throughout the world. I am completely sure that united states is the source of all terrorists attacks which are happening in Afghanistan, Iraq, Nigeria, Algeria, Mexico and Libya. United States represent the source of evilness and their leaders are commanded by Satan itself. They use all their intelligence services, all their security services, their power and their money to destroy every one who oppose them.

Let's go to the facts:
  • Soviet Union has perished
  • Salvador Allende was dethroned 
  • Saddam Hussein was hanged
  • Osama Bin Laden was shot down
  • Kadhafi has perished
  • Hugo Chávez died by cancer
Satan bless America

A metafísica da oração


Nada é tão belo como a verdade, só a verdade nos serve
          Boileau

É o Poeta um animal ou um ser divino?

Questionar-se-ão os caros leitores sobre a epígrafe do texto que apresento. Cada vez que escrevo mais, à medida que a idade avança e ainda sou trintenário, a escrita é mais prosaica e menos poética. A idade concede-nos a razão, a maturidade e a sensatez. As hormonas já não fulguram como nos tempos joviais da adolescência e o amor, funestamente inspirado pelos filósofos germanos, reduziu-se a uma abrangência tão redutora que funciona sempre em prol desse ente maior denominado espécie.

O poeta, como referi em tempos, é uma besta, um poeta é um animal, um poeta é uma POeTA quando a letra ‘o’ se pronuncia como a letra ‘u’ como no caso da palavra poeta. Um poeta é um animal sexual, sexista, sensual e que engrandece e torna magnânimo fenómenos meramente físico-químicos e biológicos tão redutores como o amor. O amor é na realidade aquela energia primária que faz com a espécie humana tenha continuidade. O amor é tão-somente aquele instinto primordial degenerado das hormonas e da nossa vontade de procriação. A espécie incute-nos a continuidade, somos apenas indivíduos unitários escravos da espécie. Tudo o que fazemos, fazemo-lo conscientemente crendo que estamos a elevar o amor, quando na realidade limitamo-nos a cumprir o que a espécie nos preconizou. Amamos não porque estamos puerilmente apaixonados, mas só porque a espécie considera que daremos à luz vigorosos e saudáveis novos seres. Quanto mais fecunda é a nossa união, mais intenso é o nosso amor. É por isso que nos atrai a juventude, a jovialidade, as mamas grandes nas mulheres, a coragem nos homens, as ancas delineadas nas mulheres, a musculatura nos homens, a sensatez nas mulheres, a ousadia nos homens, porque são tudo sinais indeléveis de proficuidade germinal humana que o nosso subconsciente reconhece. Inspiro-me em Schopenhauer que ando a ler. É realmente um filósofo grandioso e magno, mas bem sei que o Demo me fez ler este livro com o intuito de tornar redutor os meus magnos sentimentos poéticos. O livro não me surgiu do nada, o Demo presenteou-me com o livro e a minha curiosidade nata absorveu-o pois adoro absorver a cultura filosófica germânica.

Já sabemos que o poeta não é mais que um animal, não é mais que uma besta primária que age racionalmente para atingir os seus objectivos animalescos. É por isso que o homem executivo se exibe com um fato e gravata, é para demonstrar aos demais que é superior e que com esta superioridade social pode copular com o maior número de mulheres possível, tal como faz um pavão ao abrir as penas, ou como faz o bode da montanha quando exibe os seus austeros e viris chifres. O poeta apenas grafa de forma elaborada os sentimentos mais primários. O poeta apenas grafa para a posterioridade os sentimentos que a espécie lhe incutiu em tempos com um legado de sete milhões de anos. Mas quando é que houve o divino sinal?

Meu caro Schopenhauer, um poeta é mais que uma besta, pois nunca uma mosca escreveu um soneto.

Um poeta é a mais elevada consagração do divino pois concilia o lado bestial e animalesco do homem plasmado na natureza, com a mais pura, complexa, elaborada, labiríntica e poderosa mente humana. Por muito primário que eu seja quando redijo um soneto a uma mulher eslava, não me cinjo a colocar o falo erecto de fora da indumentária bem visível e a tentar estuprá-la em troca de um pedaço de carne quase putrefacta que havia caçado. Por muito primário que eu seja quando redijo uma sextilha em homenagem uma bela húngara, não me limito a sufocá-la e a insistentemente provocá-la com o intuito da cópula forçada em praça pública. Meu prezado Schopenhauer, eu sou muito mais que um animal que trilho os desígnios da espécie, eu enquanto ser humano sou o pilar maior do divino, pois sou um humano que concebe raciocínios abstractos, filosóficos e matemáticos, algo intangível para uma mosca ou para um bicho da seda, por muitos genes que tenhamos todos em comum. Sou um ser dotado de razão. E é tão interessante asseverar que aqueles que mais incutem e mais filosoficamente especulam sobre a espécie e sobre os instintos, como os alemães, são aqueles que mais tratados e postulados filosóficos estabelecem; e quão contraditório e perplexo é asseverar tal facto.

Os desígnios da mente

Mas cinjamo-nos ao cerne da questão: A Metafísica da oração. Schopenhauer redigiu a Metafísica do Amor, eu agora faço um nano tratado sobre a Metafísica da Oração para que todos fiquem cientes dos desígnios e dos poderes que tem a oração no ser humano.

O ser humano rege-se por vezes por desígnios latentes, por símbolos que têm o seu poder, pois o nosso subconsciente é enorme, poderoso e misterioso. O nosso subconsciente é uma ferramenta poderosa que pode ser usada para benefício próprio mas também pode ser usado funestamente e malevolamente por terceiros. A publicidade é paradigmática deste último caso que referi. Somos bombardeados com anúncios que nos incutem a adquirir um certo produto, com preços carregados de 9s que têm a sua próprio simbologia numerológica, e depois ficamos com aqueles intuitos no nosso subconsciente. Quando posteriormente vamos ao supermercado somos inconscientemente impelidos a adquirir esse produto pois associamos na nossa mente esse produto à segurança, à proficuidade, à alegria e a tantos outros ímpetos primários. A publicidade é uma forma de nos controlar o subconsciente. Vimos a imagem, achamos inofensiva ou inócua, mas na realidade tem um poder brutal pois inconscientemente incute-nos a comprar algo em particular.

Outra forma bem conhecida de terceiros usarem o nosso subconsciente é o caso da hipnose para fins lúdicos, maliciosos ou terapêuticos. Agimos sem nos apercebermos, vamos de encontro aos intuitos de quem nos controla, sendo que este usa métodos e sinais que só ele e os da sua seita conhecem, para poder controlar o subconsciente dos outros. Então, existem sinais, e isto é ciência não é bruxaria, que controlam o ser humano e o impelem a agir de acordo com certos intuitos. Esses sinais normalmente são conhecidos por sociedades secretas como a maçonaria, pois segundo estes, terceiros poderiam usá-los para fins pouco honestos e ilícitos. Mas o que é certo é que esses sinais já são bastante usados nas sociedades ocidentais no caso dos meios de comunicação social que concorrem entre si para atrair o mais possível o espectador, pela indústria publicitária que é paga para fazer o cartaz e o anúncio mais apelativo e pelo orador público que conhece bem todos este sinais de veemência e virilidade. Um caso exemplificativo é o hastear erguido e erecto da mão e do braço direito na simbologia nazi alemã. E tal como referia Schopenhauer quando diz que agimos sem nos apercebermos sempre em prol da espécie, há quem conheças as técnicas para controlar a mente humana sem que este se aperceba, pois quem o faz, conhece as técnicas e os sinais associados à fertilidade, à proficuidade e a todos os desígnios primários e naturais. Os falos e as vulvas são os ícones mais usados.

Outro caso exemplificativo, que por sinal é proibido em vários países, é as mensagens subliminares. Havia um anúncio televisivo da Coca-Cola em que era passada uma imagem duma fracção de segundos de um deserto. O observador não se consciencializava desta imagem mas o seu córtex visual absorvia-a e enviava-a directamente para o seu subconsciente. E a nossa evolução enquanto ser humano associa inevitavelmente um deserto a falta de água, ou seja à sensação de sede. A Coca-Cola ficara assim associada no nosso inconsciente a um líquido precioso e escasso e quando o víssemos no supermercado seriamos impelidos a adquiri-lo. O facto de ser vermelha também não é por acaso, sendo que o vermelho é a cor do sangue e dos sentimentos carnais e primários.

Um hipnotizador por exemplo, aplicando-nos visualmente um pêndulo com uma certa frequência, incute-nos num estado muitas vezes de sonambulismo. O pêndulo com uma certa frequência oscilatória não surge por acaso, tal deve-se à oscilação natural que sentíamos quando caminhávamos no ventre das nossa progenitoras. A oscilação do pêndulo do hipnotizador tem a mesma frequência do andar natural da mulher grávida. E adormecemos pois enquanto éramos bebés no ventre materno passávamos grande parte do dia a dormir. O pêndulo pode ser um relógio que associamos a tempo, mas para o nosso inconsciente vai apenas o padrão oscilatório de repetição que não barramos na consciência.

A nossa mente é complexa, mas pode até certo ponto ser modulada e num caso mais malévolo ser controlada. Pois o que se pode modular, pode noutro estágio ser controlado. Quando alguém nos diz directamente “Compra isto porque é bom!” o nosso consciente racional barra essa energia e vontade transmitida pelo outro pois consideramos que o outro quer apenas lucrar com os nossos rendimentos. Mas mesmo se alguém não nos apresentar argumentos racionais para adquirir tal produto, e nos mostrar um anúncio com um homem engravatado feliz e aprumado ao lado da sua bela mulher loira e grávida e com um filho pequeno a comprarem o produto, nós se não formos precavidos podemos ser impelidos inconscientemente a ter uma predilecção pelo produto pois associámo-lo a vários sentimentos primários como fecundidade, sucesso e geração de novos seres.

O factor temporal dos sinais que nos são incutidos é normalmente grande e quando dormimos processamos toda esta informação. Os sonhos são apenas uma manifestação distorcida de todas as nossas vontades e frustrações latentes, sempre de cariz primário. Quando alguém nos faz um sinal nós podemos interpretá-lo conscientemente e dar-lhe um significado, mas há sinais que passam completamente despercebidos ao nosso consciente, que nunca nos lembraremos, mas que foram assimilados pela nossa mente. E são estes sinais latentes, subliminares, que controlam mais fortemente as nossas acções, pois dirigimo-nos a certos objectivos sem nos apercebermos. É por isso que nunca nos lembraremos do deserto da publicidade que passou numa fracção de segundos, no entanto essa imagem latente teve um poder enorme nas nossas acções, e fez-nos comprar a Coca-Cola quando a observámos na prateleira do supermercado. São os sinais latentes que as sociedades secretas conhecem e que utilizam para controlar os demais profanos, sendo que não transmitem a mais ninguém tais conhecimentos.

Um sinal latente é então um sinal do qual não nos apercebemos, mas que é assimilado pela nossa mente. Não nos apercebemos pois a nossa consciência não processa e assim não podemos ponderar racionalmente sobre o mesmo. No entanto tem um poder enorme sobre as nossas acções, pois vai directamente para o subconsciente e faz-nos tomar acções num certo sentido, sem que nós nos apercebamos que estamos a ir no sentido do que nos foi latentemente incutido. E tudo o que refiro está subliminarmente plasmado nos nomes dos partidos, nas marcas, na música, na publicidade, nos pseudónimos e em tantos outros sinais do comércio.

O filme Laranja Mecânica é paradigmático de alguns fenómenos que aqui descrevo, onde no filme a consciência de um indivíduo é severamente moldada pelos padrões que lhe são incutidos com o intuito de o tornar um homem são. Mas no filme a consciência é moldada de forma severa e de uma forma patente, no entanto os sinais que descrevo moldam a consciência de uma forma subliminar e latente.

Por exemplo quando observamos um certo ponto no centro do nosso campo visual, ficamos concentrados nesse ponto. Se algum objecto aparecer ou se movimentar na orla do nosso campo visual não nos aperceberemos. Esse movimento pode ser um sinal que nos impele a tomar certas acções, pois esse sinal foi absorvido pela nossa mente mas não foi processado pelo nosso consciente. São esses sinais que as sociedades exotéricas denominam como tendo energia, pois a energia é algo que cria dinâmicas e faz os entes do cosmos tomarem certas acções. Assim certos sinais e certos objectos têm energia, pois impelem o indivíduo a tomar certas acções. Uma fotografia é somente um objecto, um pedaço de papel impresso, no entanto se for um nosso ente querido faz-nos chorar no caso de já ter falecido e faz-nos feliz se for um ente pelo qual estamos apaixonados. Se for um ente que amamos e que se encontra noutro local, pode fazer-nos ao observar a sua foto, movimentarmo-nos na sua direcção, e é isso que é energia pois é um objecto que criou uma dinâmica. Um anel de noivado tem uma certa energia pois tem uma dinâmica que impele os nubentes a ficarem unidos.

A nossa mente é então um dispositivo divino extremamente complexo e para alguns desconhecido. Aqueles que a conhecem bem e que conhecem os sinais que a controlam não transmitem esses conhecimentos aos demais, pois esse saber é demasiado poderoso e pode eventualmente ser usado para fins ilícitos. O que sucede é que esse conhecimento e essa sabedoria já foi há muito profanado e usado para fins comerciais, propagandistas, para levar ao poder déspotas e criminosos e para tantos outros fins ilícitos. Chegou o momento de todos o conhecerem. E reafirmo, isto é ciência, não é bruxaria.

Mas cinjamo-nos agora à epígrafe do texto, à questão da oração. A oração é então a única ferramenta que o profano possui para controlar os desígnios da sua própria vida e ser verdadeiramente independente e livre. Isto nada tem de religioso e vai muito para lá das questões de fé. A Igreja Católica incutiu nos crentes a prática da oração, com textos padronizados e definidos para que estes agissem inconscientemente em prol dos desígnios cristãos. Foi uma forma que as sociedades ancestrais regentes cristãs orquestraram para colocar todos os crentes fortemente sob os desígnios da Santa Sé. Porque quem ora, e principalmente se o faz repetidas vezes com sinais repetidos e veementes, envia para o seu subconsciente sinais que moldarão as suas acções. Dou-vos um exemplo, se queremos por exemplo deixar de fumar, devemos todos os dias de manhã e à noite repetir para nós próprios em oração 99 vezes “Não fumo mais!”. Esse padrão de repetição, esse sinal repetido por diversas vezes a partir de certo ponto porque nós já o repetimos mecanicamente, vai directamente para o nosso subconsciente, e far-nos-á no futuro tomar acções que nos farão evitar o tabaco. Por exemplo dentro de um mês, quando alguém, que nós sabemos que fuma e que poderá ser uma má influência para nós, nos convidar para um café numa esplanada, nós declinaremos o pedido por não nos apetece, porque já é tarde e porque o dia seguinte será cansativo. Noutras circunstâncias teríamos respondido afirmativamente. Na realidade é apenas o efeito da nossa prática de oração. É o nosso subconsciente a moldar o nosso consciente através de acções das quais nós não percebemos as causas mas que na realidade têm um cunho energético dinâmico bastante forte nos actos que tomamos.

As igrejas Cristãs e o Islão incutiram nos seus crentes as práticas da oração porque são doutrinas muito ancestrais. Há mais de mil anos quando surgiram, não haviam as panóplias tecnológicas e de multimédia que existem hoje para nos incutirem os valores e as doutrinas da ordem. Dou-vos um exemplo: quando as novelas brasileiras que são amplamente difundidas e vistas no Brasil mostram casos de descriminação racial e dos sofrimentos que tais actos discriminatórios acarretam para os indivíduos, estão a moldar a consciência do povo em prol da ordem civil e do estado. Quando a Cristandade e o Islão impuseram a oração foi no mesmo sentido, ou seja, quem ora, repete frases que o ligam fortemente à instituição religiosa central mas também repete expressões que o fazem tomar atitudes em prol da ordem civil e religiosa. Por exemplo quando o crente ora no “Pai Nosso” “perdoai as nossa ofensas assim como perdoo a quem me tem ofendido” está na realidade a doutrinar a sua inconsciência por uma prática salubre que preconiza a ordem civil. Já quando ora a “Ave Maria”, pelo conteúdo dos textos, está o crente na realidade tão-somente a inconscientemente fortalecer os laços que o ligam à instituição cristã. O mesmo se passa também no Islão. O que sucede nas sociedades modernas, é que com o advento dos meios de comunicação social, das televisões que quase todos temos em casa, da rádio, dos jornais, do espaço cibernético, a oração foi preterida em prol de todas estas panóplias tecnológicas para o controlo do indivíduo no contexto da ordem civil e no contexto de uma ordem supra nacional.

O Poder da oração

Assim presenteio-vos com o Santo Graal de que há muito o profano ansiava: a oração é a única forma verdadeiramente livre e soberana de o indivíduo controlar as suas acções. Com a oração o indivíduo controla conscientemente os seus actos através do seu subconsciente, e assim vai agir inconscientemente e de forma veemente e vigorosa no sentido dos preceitos repetitivos que orou.

A oração é assim extremamente poderosa, e pode ajudar-nos a resolver maleitas sociais, pessoais ou emocionais que nos afligem. Agora não o façam para ganhar dinheiro, serem ricos, poderosos, para saciar os ímpetos da luxúria ou para praticar o mal.

Se por exemplo anda constrangido e frustrado com alguém que o magoou ore todas as noites e manhãs 99 vezes para si mesmo em pensamento “perdoem as minhas ofensas como eu perdoo quem me tem ofendido”. Verá que ao fim de dois meses essa angústia desaparecerá. Se ama muito uma mulher que se chama Natércia e percebe que ela será mesmo a mulher que o fará feliz ore 99 vezes em pensamento de manhã e ao deitar “A Natércia será minha namorada!”. Digo-o veementemente, não o use com propósitos luxuriantes. Se quer deixar de fumar ore “Não fumo mais!”, se quer perder peso e está muito obeso ore 99 vezes ao deitar e de manhã “Tenho um corpo de atleta!”

Verá que tomará acções futuras sem se aperceber que vão ao encontro dos desígnios que orou. Tudo de forma natural, sem químicos ou produtos invasivos. A malévola indústria farmacêutica no ramo da psiquiatria conhece todos estes meandros mas ocultam-nos das populações para poderem lucrar milhões com medicamentos que muitas vezes não passam de placebos.

A nossa mente é labiríntica mas você pode controlá-la para que ela faça com que você tome as acções que deseja, lembre-se, ore sempre no sentido da ordem pública, da bondade, da caridade, da solidariedade, do altruísmo e da filantropia. Não deixe que os outros o façam escolher aquilo que conscientemente não deseja nem precisa, como é o caso da publicidade.

Seja soberano, seja livre e ore para ser feliz e para praticar o bem.

A Metafísica dos símbolos maiores do Cristianismo e do Islamismo


Crescente islâmico - inter-rede
Cumprem-se os momentos de altivez e questiono-me sobre as idiossincrasias que regem o mundo. Hoje cheguei a uma magna conclusão nuns momentos inspiratórios de extrema lascívia. Observai atentamente caro profano, o símbolo maior do Islão, e vereis que esse mesmo símbolo é de uma feminilidade grandiosa. Tecerei aqui algumas considerações iniciáticas sobre as feminilidades latentes do Islão.

Como bem sabeis o ser humano começou o seu périplo evolutivo há cerca de sete milhões de anos, sendo que em África há cerca de duzentos mil anos a raça humana deu o último passo evolutivo para nos tornarmos o que hoje somos. Mas a razão, a consciência é muito menos poderosa que o nosso lado primário, ou animal. O nosso cérebro no seu centro guarda ainda reminiscências dos tempos de animal selvagem e primário, sendo que outra zona do cérebro está muito mais associada à razão e aos raciocínios lógicos, e é esta simbiose que nos define enquanto seres humanos.

Quarto Crescente
por Nelson d Paula
Mas o que é caricato observar é que as ligações comunicativas entre estas duas partes do nosso cérebro fazem com que haja muito mais informação a fluir proveniente do nosso lado animal do que informação a fluir proveniente do nosso lado racional, assim sendo numa situação de pânico ou de aflição os nossos instintos são severamente relevados. Na nossa evolução enquanto Homo Sapiens, que começou há duzentos mil anos, passámos por muitos momentos de aflição, de enlevo emocional e de rituais primários de fecundidade. Vivemos a grande maioria destes duzentos mil anos na selva como animais selvagens, ou na savana e como tal regíamo-nos pelos ciclos lunares, da fecundidade, pelas estações do ano, das secas, das cheias e tudo o que observávamos na natureza. O nosso subconsciente presente traz então um legado milenar de milhares de anos de evolução que ainda guardamos bem dentro de nós.

A lua cheia remete-nos para as questões da folia e da vivacidade pois enquanto animais selvagens aproveitávamos os momentos de lua cheia para usufruir da noite, sendo que a lua era a única fonte de luz que possuíamos nesses tempos. Os homens e mulheres não andavam cobertos, essas imagens que vemos dos homens selvagens cobertos são apenas estereótipos deturpados pelos padrões morais, os homens e mulheres durante um largo período andariam completamente nus tal como os animais. Os falos, as vulvas, os seios femininos e as nádegas teriam então uma forte influência visual nos indivíduos pois estavam diretamente relacionados com a fecundidade, objetivo primário de um animal.

Há estudos por exemplo que demonstram que as mulheres que têm as ancas mais largas que a cintura numa proporção de dois terços, têm mais facilidade em engravidar, assim a anca larga incutiu nos homens uma marca indelével de fecundidade feminina, logo o alvo apetecível para possuir e conceber para o frutífero espalhamento do código genético. Há que entender que a função primária do animal é tão-somente conceber e proliferar o seu código genético, sendo que o macho homem associou no seu subconsciente uma relação direta entre fecundidade feminina e anca larga. O mesmo raciocínio se pode aplicar às mamas da mulher ou a juventude feminina. Estes são padrões que estão estritamente associados à fertilidade, que o subconsciente masculino reconhece. É por esta razão que atrai ao homem salubre, umas boas mamas, umas boas nádegas ou uma moça jovial, porque são ícones naturais de fecundidade.

Mas nesta senda que fazia pela busca da verdade, nesta investigação racional, apercebi-me das simbologias religiosas. Muito se tem debatido sobre os símbolos maiores da Cristandade e do Islamismo. A bibliografia exotérica refere somente questões preambulares e intermédias não se centrando no busílis da questão que não é mais do que as questões carnais e venéreas.

As formas retilíneas e angulares associam-se indubitavelmente ao homem, porque o homem com o falo ereto visto de forma lateral tem uma silhueta visual que se assemelha a duas retas cruzadas. A horizontal é o próprio falo, e a vertical é o próprio corpo do homem. A forma do corpo masculino primário está mais associada visualmente às linhas retas, pois a anatomia masculina não é muito dotada de curvas.

A mulher é claramente curvilínea, pois as suas formas anatómicas têm mais curvas que retas, as suas nádegas são esféricas e redondas, assim como são os seus seios, e são sempre em pares. Ela tem um par de nádegas e um par de mamas, daí os números pares estarem tão associados à feminilidade.

Qual a forma mais primária de cópula entre os mamíferos, grupo animal a que pertencemos? É a penetração por trás! E foi esta a forma que o macho homem utilizou durante vários milhares de anos para copular com a fêmea. E quando um macho homem penetra por trás para conceber uma fêmea que aspeto e silhueta é que lhe surge no campo visual, senão do que tão-somente uma figura esférica e redonda, o rabo feminino! E as mamas das mulheres voluptuosas fecundas, quais as formas geométricas que tomam, senão do que esféricas e redondas. Os fatores curvilíneos estão assim indelevelmente associados à feminilidade, assim como todas as formas geométricas que incorram em círculos ou esferas.

A lua é então uma forma ancestral de observarmos no céu uma esfera uma vez a cada 29 dias. E qual é o ciclo menstrual da mulher senão o de 29 dias! É porque a lua cheia era a altura propícia para a fecundidade, pois era a noite em que o homem macho observava no céu de uma forma latente um rabo gigante de mulher. Ficava então o macho exuberado e com vontade de conceber tal era a motivação visual por aquele astro grandioso. A lua é feminina, é passiva pois é da noite, quando a luz desaparece gradualmente e quando o escuro se apropria da terra, ficando assim indubitavelmente também associado à passividade, característica tipicamente feminina.

Homem vitruviano formando uma cruz
A lua tem então todas as características primárias, astrais e naturais que a associam ao género feminino, e muito mais poderia ser dito e afirmado para confirmar esta tese. Qual é então a religião que tem a lua num dos seus estados astrais, como símbolo doutrinal maior? É o Islão! E reparem que apesar de se denominar crescente o símbolo no topo das mesquitas é quase sempre apresentado num estado minguante, asseverando e confirmando assim a sua passividade e feminilidade latentes. E reparem como nas mesquitas encontramos sempre tantas curvas e tantas formas curvilíneas e esféricas, que como já demonstrei são caracteristicamente femininas. O Islão é assim, por muito que se diga o contrário, a doutrina religiosa com uma maior simbologia primária feminina.

Cruz Cristã
Foto de livre circulação e cópia
O Cristianismo, que faz uso da Cruz, e pelo facto de esta se tratar de duas linhas retas cruzadas formando um ângulo de noventa graus, é pelas razões supra evocadas, uma religião com cariz simbólico muito mais másculo e masculino, relevando no entanto que o falo que a cruz nos apresenta no Cristianismo é um falo invertido, oferecendo ao crente alguma passividade patente a título de exemplo na doutrina cristã nos atos de redenção e de humildade.


O Islão é assim efeminado, sendo o Cristianismo masculinizado.