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Pensamentos transcendentes


Os Homens questionam-se de todas as idiossincrasias que regem o mundo, de todas as formas que reiteram as estruturas atómicas do cosmos. O cosmos tem um regente, tem um ordenador, aquele regente programático computacional na Sua própria linguagem e semântica que doutrina os parâmetros que condicionam o Universo. Ele definiu os Limites, estipulou as funções, os caminhos de partida e de chegada, os integrais e derivadas são formados pelas estruturas moleculares que habitam nos espaços e nos sistemas estrelares como o nosso. Surge o Homem, a Sua obra Magna, com capacidade de abstracção e pensamento cujo próprio pensamento indaga sobre a própria Génese da matéria e da Ordem que reina no seu mundo.

O Homem indaga, pergunta, e a resposta é tão subliminarmente simples e bela: Deus é Uno, Deus é estranhamente bondoso regendo-se por normas que muitas vezes o próprio homem não entende. Resta-nos o livre arbítrio. Como escolher o caminho a tomar se o destino está traçado! Deus ilude-nos bondosamente para sermos magnos e felizes connosco próprios enquanto líderes da vida na Terra. Tudo o resto são funções matemáticas, tudo o resto são séries ou cálculo combinatório, tudo o resto são estruturas moleculares cujas normas nucleares estão desde há milénios estabelecidas. Deus é Pai, Deus é Uno, e eu sou crente Nele, mas cabe-me a mim combater o mal que assola os homens e o mundo, cabe a nós derrotar os déspotas e o mal. Deus é racional, Deus é Matemático, Deus é lógico, Deus é Amor, Deus antropomórfico é o Messias, Deus é neutro. Deus é tudo, Deus é a negação lógica do nada. A Sua obra prima é o homem e o Universo.

Lutemos veementemente contra o Mal sem provocar uma única vítima que seja, a não ser o próprio enviado do Satã, o grão-vil da ordem maçónica americana que nega a Liberdade às excelsas criaturas de Deus através do terror.

Lutemos, e com a Sua ajuda praticando o Bem, derrotaremos o mal.

Louva-a-deus


No mundo dos plebeus
sou um eco transcendente
sou um laico, sou um crente
sou o Rei dos Fariseus

Sou aquele que ama Deus

Tenho-O constantemente
na minha alma, na minha mente
E até os amo, aos ateus.

Mas só Ele é o meu Amo

Só a Ele eu obedeço
Com Ele eu proclamo

a Palavra do apreço

e derroto o tirano
e assim, engrandeço!





Aónio Eliphis

Falo de Santo António


Desprezo as considerações tecnocráticas que me impedem a escrita erudita e metafísica. Renego os homens que me impedem a grafia nos papiros divinos cibernéticos, e quando grafo estes sinais digitais que oscilam entre zero e um, e quando codifico estas memórias com sinais eléctricos ao pressionar uma simples tecla nestes teclados alfanuméricos, estou a obedecer às bulas sacramentais que o próprio Santo António se referia quando dialogava com as criaturas aquáticas do lago onde meditava.

Não falo sobre o falo do Santo, mas poderia eventualmente falar da sua mão erguida que erecta nos céus me faria apetecer falar na mesma. Mas falo de Santo António. O homem, o beato, o santo, o douto homem que falava aos peixes, que pregava as suas doutrinas aos seres que o ouviam. Mas porque estes eram irracionais e não o entendiam, porque lhes dirigia a palavra o beato? Mas Deus, nas alturas, o Bondoso e o Verdadeiro Altruísta e Filantropo concedeu racionalidade aos seres anfíbios e estes, boquiabertos, estavam com a cabeça de fora de água, fora dos seus habitats naturais que os impedia de conseguir sequer respirar, pois as suas guelras apuradas por milénios de evolução adaptaram-se a retirar o oxigénio da água, estes seres com meio corpo fora de água não esperavam sequiosos o pão que o transeunte atira à água do lago, esperavam a Palavra, pois a Palavra é o pão divino que alimenta as almas dos infiéis e dos descrentes.

– Nem só de pão vive o Homem!
– É verdade! Nem só da Palavra vive o Homem!

Vive dos falos viris da Natureza,
Vive da brandura e da pureza
Vive dos momentos de altivez
Vive da cruz e do sacro três

Vive da carne e da beleza
Vive da técnica e da destreza
Vive para quem o fez
Vive do Mundo português

Vive da manha e da ardileza
Vive no calor da Frieza
Vive o dia a dia de cada vez
à espera do fim do mês

Porque como dizia o douto Ricardo, protelamos constantemente o mais importante pois consideramos não prioritário.

Pois a Palavra doravante terá de ser como o pão para o homem, como o pão para os peixes a quem o santo prega, como a palavra beatificada que os seres anfíbios acolhem. A Palavra é prioritária, a Palavra é bendita, é sacralizada, é sacra. Falo de Santo António. Sim, não falo do seu falo direito, falo da sua sacra missão, de como o Padre António Vieira, o seu homónimo falara dele, de Lisboa e de Pádua, de como a sua erecta e fálica estátua se encontra no cruzamento da avenida de Roma, capital do ecuménico império, e da avenida da Igreja, à qual no subconsciente associamos o símbolo do V invertido com a cristã cruz.

Santo António é um Homem douto, humilde, em que no mundo do pecado, da luxúria, da gula, da inveja, da ardileza e da sede sequiosa por poder e capital no fim do mês, os homens não o ouviam, e apenas os peixes recebiam o pão da palavra divina que o beato santificado propalava. Os peixes assimilavam o que o santo divulgava e ouviam-no atentamente.

Pois então se o meu blogue não tem os cibernautas que desejara desde há anos, perdoai-me Senhor pela minha sede vangloriosa por fama fútil, mas então que os poucos que me auscultam, sejam os nobres anfíbios, quais homens da Atlântida, os Escolhidos a quem a divina Divindade decidiu iluminar e abençoar.

Ouvi-me e escutai benditos peixes: Sois abençoados!
Quem assim seja!




Frade Filipe Pimentel

Oratória premonitória


Evoquem deuses e lendas
reptos, profetas e mitos
os cânones dos infinitos
as magnas sacras agendas

Criai no Império as fendas

que causem nos incrédulos, os gritos
Salvai da agonia, os aflitos
nas sangrentas e eternas contendas

Destronai o seu Grão-Mestre

Trespassai-o com o Punhal
Erradicai esta peste

Erguei o hino sacral

E o império que temeste
ruirá na batalha final


Profecia de Filipe Lopes Pimentel

O Satã


Que considerações teço eu sobre a pessoa em causa. Sei que o Grão-mestre da ordem em causa é severo, sanguinário e impiedoso. É um homem velho, vil, irascível e execrável, que quer preservar um império que se sustenta em preceitos desumanos, terroristas e maquiavélicos. A tortura é omnipresente, quem afronta o velho grão-mestre da ordem americana é severamente aniquilado, sendo que os outros sentem o temor e vivem terrificados. O terror é constante e de uma magnitude que lhes moldou a consciência, que os faz pensar em conformidade com os desígnios do império do mal, o império do grande satã, do diabo que castra os homens livres. Os homens livres erguer-se-ão contra o despotismo atroz perpetrado pelo grão-velho e mestre americano.

Derrotemos o Diabo, derrotemos o grande Satã com água benta, e com a força bendita e divina derrotaremos o império americano!



Cantemos o hino.... Barcelona.......


O governo municipal de Barcelona decidiu recentemente proibir o uso de burcas em locais públicos da cidade como mercados, ruas, escolas e outros locais públicos, como tal acho que deveríamos todos cantar o hino da liberdade democrática legitimado pelo governo municipal de Barcelona. E porque não, rodeado por todo este liberalismo, evocar o hino de um dos maiores cantores do século, que por sinal não se crê que fosse homofóbico, e o seu enorme amor pela espécie homem levou a que o divino o agraciasse com uma morte precoce. Cantemos todos Barcelona!




É que proibir a burca, é castrar a liberdade! A mulher deve e reafirmo, deve ser livre, a mulher deve ser e sempre deverá ser livre, assim como o Homem na sua génese antropomórfica e metafísica, mas a liberdade é um processo interior, e cabe apenas ao próprio atingi-la, alcançá-la. Impor às mulheres que tirem a burca é equivalente a um governo alemão, vegano e liberal e adepto do nudismo, impor aos seus cidadãos estrangeiros que andem nus no Verão, pois a roupa é um entrave à liberdade do Homem. 
E o anglicano judeu que adora andar engravatado num dia de Verão extremo! Também não é obrigado pela conduta social? Se fosse governante de Barcelona obrigaria todos os executivos a vestirem camisola de manga curta pois é um atentado aos direitos humanos andar de fato e gravata em Julho em Barcelona, tudo por uma questão de humanitarismo e liberdade

Tão ridículo que é esta medida de vários governos Europeus de proibir a burca, esquecem-se que às vezes o que é oculto é o mais apetecido, ora vejamos...



A mulher cuja indumentária incluí uma burca guarda outros segredos para o respectivo marido, que por vezes  estão escondidos do público em geral, a mulher muçulmana guarda os segredos mais recônditos para o respectivo companheiro, pois a sua face é tão divina, tão bela e transcendental que não pode ser revelada ao mero público em geral, ora vejamos o que estas mulheres trazem por detrás de tão encobertos trajes...




A mulher muçulmana é realmente bela e tem outros atributos proibidos que não podem ser revelados ao comum dos profanos, senão aos iniciados no ritual matrimonial que é o casamento Islâmico, pois a vós caros bloguistas revelo-vos aqui uma parcela pictórica do fruto proibido.




Mas voltemos a louvar as entidades camarárias de Barcelona, pois Barcelona é um local onde se evocam os ideais da pureza e da democracia, onde se respeitam as mulheres e nunca seria permitido em Barcelona que uma mulher fosse desrespeitada, nunca uma mulher habitante nesta capital da Catalunha, seria humilhada, a não ser claro nessa efeméride anual, ou deveria dizer anal, que é o salão erótico de Barcelona onde são públicas as imagens onde se vêm mulheres a fornicar - requeiro ao caro leitor que observe a significação da palavra em apreço e verá que nada tem de obsceno, pois presumo que as moças em causa não sejam casadas, ou pelo menos se o são a heresia é outra - a fornicar com mais de uma dúzia de indivíduos em simultâneo, e parece-me que dão conta do devido recado, fazendo-o também com muito apreço e respeito próprio; e tais actos meramente afectivos estão dentro dos enquadramentos legais.

Já para não falar é claro daquilo que é público em Barcelona, e que todos conhecem, que é o facto de as meninas fazerem-no em público e ao abrigo da legislação laboral, mas claro, fazem-no com protecção.





É que em Barcelona, a lei impõe respeito às mulheres....

A Maçonaria e a homossexualidade


A lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo foi recentemente votada e aprovada pelo parlamento Português, tendo sido promulgada pelo Exmo. Sr. Presidente da República, Dr. Cavaco Silva, dois dias depois da estadia do Papa Bento XVI no território nacional. Meses antes foi publicada uma notícia num jornal diário que referia que a Maçonaria Portuguesa, através do seu Venerável Grão-Mestre António Reis era a favor do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.

Depois de tentar ler atentamente os textos profanos que referem os ideários e as formas de pensamento de mações através da história universal, e de ler livros como “Introdução à Maçonaria” de António Arnaut, antigo grão-mestre do Grande Oriente Lusitano e grau 33 no rito Escocês Antigo e Aceite, mais utilizado pela maçonaria dita irregular, já era de esperar que a lei viesse a ser aprovada em assembleia da república e consecutivamente promulgada pelo presidente.

Bem sei que a Maçonaria acredita num vasto número de trindades como a Liberdade, Igualdade, Fraternidade, também é certo que a Maçonaria procura a busca interior do ser humano enquanto indivíduo, procura esculpir o homem enquanto pedra bruta, em pedra cúbica simbólica, ou seja num homem perfeito. A Maçonaria é abonatória da Liberdade, e sempre o foi através dos tempos e através da história; mas há algo que não posso deixar de referir, que é o facto de o epicentro maçónico, estar sediado nos Estados Unidos da América, que é o país que mais desprestigia as culturas nacionais de cada povo, suplantando a heterogeneidade a título de exemplo do continente Europeu, em torno de uma cultura anglo-saxónica padronizada. Tal, é puramente uma contradição filosófica maçónica. Tal é um sofisma declarado. Mas pode ser provado, que através dos tempos, a maçonaria sempre lutou pela soberania dos povos, hoje à data que escrevo são os mações americanos os mais altos sanguinários e opressores de todos os povos do mundo.

Mas não evocarei desta vez a opressão elaborada pelos mações do novo mundo anglo-saxónico. Referirei desta vez os paradoxos maçónicos simbólicos e filosóficos no que concerne ao casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, e tentarei provar que tal união é insípida, estéril e infértil não só do ponto de vista físico, mas também do ponto de vista simbólico e simbiótico.

As Géneses antropológicas dos símbolos

A Maçonaria tem como símbolo principal o compasso e o esquadro, e tais simbologias não podem ser encaradas só do ponto de vista representativo ou exotérico. Tal como referem os mações, os símbolos estão muito para lá da mera observação, ou da simples e crua visualização, a distância da observação é encarnada na alma e no espírito do indivíduo e este age em conformidade com as sensações daquilo que observou. Ou seja, o símbolo transmite fluxos energéticos para a alma, mais do que a simples captação de ondas electromagnéticas através da íris. O Símbolo é Energia.

Em todos os livros maçónicos o símbolo mais representativo da maçonaria, o compasso e o esquadro são referidos com uma marca profissional dos tempos da maçonaria operativa, aquando dos pedreiros-livres que construíam as catedrais góticas da Idade Média. Este símbolo manteve-se através das eras, mas o mesmo representa muito mais do que um simples símbolo.

Resumidamente tentarei demonstrar cientificamente que o Símbolo tem um poder sobre a "alma" (psique em Grego) do indivíduo muito mais do que a simples grafia. Para tal teremos que remontar aos primórdios da existência do ser humano quando vivia na savana ou na selva, e quando era um animal nómada. O Homem só há cerca de um por cento da sua existência enquanto ser intelectualmente evoluído, é que vive nas metrópoles. Milhões de anos de evolução condicionaram o ser humano a agir em função dos instintos e dos desejos primários. Nesses tempos, os homens provavelmente não andariam cobertos com folhas ou com peles, andariam nos tempos iniciais tal como andam os animais selvagens, ou seja completamente nus. O que os seres humanos observavam estava diretamente associado a instintos primários como o desejo da cópula, a confrontação carnal, os ciclos da fecundidade feminina, as aglomerações de indivíduos, os duelos letais entre machos pelos controlo das fêmeas, os ciclos lunares, os ciclos das estações do ano e toda uma série de instintos como o medo pelo escuro e pelo desconhecido. Estes sentimentos assolaram os hominídeos durante milhões de anos na sua evolução, logo não seria de esperar que só decorridos um por cento da nossa existência enquanto seres evoluídos em sociedade, conseguíssemos evitar estes sentimentos. Como tal trazemos dentro de cada um, um legado genético de milhões de anos que ainda mantemos connosco. Ora durante todo esse período em que nos observávamos nus, associamos no nosso subconsciente que um triângulo invertido estaria associado à feminilidade, ou seja às características que uma fêmea tem por natureza, como submissão, passividade, fraqueza de músculos; no entanto revela subtileza, astúcia, ardileza, e criação; e seria um triângulo invertido porque a mulher nua, sem ser depilada revela nos genitais um triângulo invertido, ou seja a vulva. Ao Homem associamos o triângulo erecto, exatamente porque o nosso legado genético no nosso subconsciente associou durante milhões de anos a observação num macho homem, a um falo simétrico adornado com dois adereços esféricos na base. Os machos são por natureza viris, musculados, altivos, fortes, ativos e enérgicos.

Por isso é que no nosso subconsciente no presente momento associamos o triângulo invertido à feminilidade e o triângulo ereto à masculinidade. Porque simplesmente foram essas imagens que associámos durante milhões de anos da nossa existência enquanto espécie. Devido a considerações psicológicas efetuadas através de comparativos, porque lhes reconhecemos, simbólica ou implicitamente, certas características masculinas ou femininas, ao sol associámos o homem, e a lua à mulher. Ao dia o homem, à noite a mulher. À esquerda a mulher, à direita o homem. Ao número par a mulher, ao número ímpar o homem. E todas estas associações simbólicas que o suposto incrédulo desacredita, têm fundamentações científicas comprovadas, só que só são transmitidas aos iniciados e nunca aos profanos. Quando ouvirmos ou virmos um douto académico a desacreditar tais teorias, acredite caro leitor que por certo é mação. Santo Agostinho era astrólogo e quando se converteu ao Cristianismo, perseguiu e ridicularizou os astrólogos.

A Harmonia e a Criatividade

Como já foi referido, a maioria dos símbolos resumem-se às dualidades entre homem e mulher, ou seja entre vulva e falo simétrico fértil. Por isso é que adoramos as simetrias naturais do corpo humano, porque o falo fértil é naturalmente simétrico. Ora a Criatividade e a Harmonia obtêm-se quando existe a união, a aglomeração deste dois dipolos, quando se presenteiam mutuamente com as reciprocidades simbióticas das dicotomias existentes entre homem e mulher. Porque na Natureza para haver fecundidade e criatividade é perentório que as divindades masculinas e femininas estejam presentes, ou dito de uma forma mais primária, que o macho e a fêmea se unam.

Ora a Maçonaria tem no seu símbolo augusto, no seu símbolo maior, um compasso como triângulo erecto representando a masculinidade e o homem, e como triângulo invertido um esquadro representando a mulher. Associaram à perfeição o homem, pois o compasso elabora circunferências, cujos traços são perfeitos e tem um ângulo constante à medida que a linha é traçada, e associaram à mulher o esquadro, pois este tem uma quina, que revela uma imperfeição, mas a única aresta que tem é perfeita pois tem um ângulo recto significando a rectidão.

Temos assim a perfeição masculina e a rectidão feminina no mais representativo símbolo da maçonaria. No centro a letra G, de Deus em Inglês, ou seja God, a sétima letra do alfabeto latino e que é a que mais se assemelha a uma espiral. A via láctea, a nossa galáxia forma-se em espiral. A Maçonaria guarda desde os tempos da maçonaria operativa este símbolo como simbiose harmónica perfeita entre o homem e a mulher. Na literatura profana a Maçonaria refere este símbolo como um legado de uma organização profissional de pedreiros-livres aquando da maçonaria operativa, mas este último significado é apenas exotérico, pois o esotérico é mais profundo e remonta à existência do ser humano enquanto espécie em constante evolução

O paradoxo filosófico Maçónico

O casamento homossexual é então um paradoxo insustentável segundo os princípios maçónicos, pois este é potencialmente infértil e estéril. Não se trata de uma questão religiosa, de deboche de injúria ou de mera homofobia, trata-se de uma questão filosófica, metafísica e transcendental. Tal como refere António Arnaut no seu livro, a oração, a palavra no acto do ritual tem um significado transcendental, e o sacramento entre dois indivíduos do mesmo género representa tão simplesmente o caos, a carência de harmonia, a carência de um outro género que está em falta. Também não concordo com o constitucionalista Freitas do Amaral quando defende que o matrimónio é uma instituição em que um ser mais dotado financeiramente protege um ser mais humilde, como foi o caso ao longo da história da Humanidade. O casamento é uma instituição simbiótica harmoniosa entre dois géneros que se querem em dipolos opostos, com o intuito da criação sob os desígnios do todo-poderoso, seja ele Zeus, Alá, o Grande Arquitecto, o Deus Cristão ou a Mãe Natureza.

Poderá argumentar o defensor do matrimónio entre duas pessoas do mesmo sexo, que num indivíduo do sexo masculino poderão existir feminilidades profícuas. Mas é exactamente aqui que se coloca o paradoxo filosófico maçónico, pois a maçonaria sempre procurou a essência, a génese, o baptismo enquanto procura interior do indivíduo mas também da procura do baptismo colectivo do ser humano. O baptismo individual, a procura da luz interior pode ser generalizada, e a maçonaria fá-lo na procura colectiva ao retomarmos aos nossos primórdios existenciais. E sabemo-lo que a união entre dois homens ou duas mulheres está veiculada ao fracasso da infertilidade simbólica e simbiótica.

O Matrimónio tem uma simbologia sacramental e consequentemente sagrada, que obedece aos rituais mais ancestrais da harmonia Universal. O casamento representa a união entre o equilíbrio tão perfeitamente representado naquele círculo tão difundido pela cultura Asiática em que estão inscritos duas curvas que se abraçam entre si. O casamento implica naturalmente a criação, obviamente não só a criação de seres humanos, a criação carnal, mas também a criação divina de obras literárias, de obras de arte, científicas, humanitárias ou jurídicas. E se remontarmos os dipolos às suas géneses vimos claramente que nunca um matrimónio entre duas pessoas do mesmo género gerará a criatividade natural e primordial e consequentemente profícua de obras divinas.

Alegar que diversos homens brilhantes ao longo da história Universal foram homossexuais é outra falácia crassa. Evocar o brilhantismo de um indivíduo para que tal facto seja abonatório dos seus actos simbolicamente caóticos não me parece correcto. Muitos cientistas do tempo do Nazismo eram extremamente brilhantes e este regime degenerou na maior chacina e genocídio que a História Universal conheceu.

Os profanos definem por vezes o casal perfeito com a expressão “Almas gémeas” para definirem um denominador comum para que haja um entendimento constante e uma simbiose perfeita, mas tal como têm um denominador comum, têm de ser de géneros opostos para que haja proficuidade, criação, criatividade, e se remontarmos aos primórdios da existência do Homem, enquanto baptismo colectivo, tal como a maçonaria apregoa, apenas podemos ter concepção quando são não só de géneros opostos, mas também de sexos opostos. Bem sei que por vezes o género do espírito não é o género do sexo! Mas o primitivismo, enquanto observação da luz divina do baptismo da raça humana, evoca sempre o dualismo entre estes dois tipos de géneros sexuais.

Não sou homofóbico, pois adoro fraternalmente o meu semelhante, não evoco questões religiosas porque, apesar de baptizado no cristianismo, não sou um católico fervoroso, e nem tenho moralidade para evocar questões de perfídia ou de deboche, mas enquanto profano pensador-livre, pois não considero que um iniciado seja realmente livre pois está condicionado pelas fortes imposições da ordem a que se juntou, tenho a liberdade de analisar filosoficamente, ou seja através do pensamento supostamente puro, as questões que se evocam aquando do matrimónio perante o estado, entre duas pessoas do mesmo sexo.

Não sou oposicionista ao casamento homossexual por questões de homofobia, religião, pudor, perfídia ou deboche, mas sou contrário a esta união por esta ser contrária aos princípios, tal como define a maçonaria moderna, especulativos, ou seja filosóficos, metafísicos, transcendentais e sacramentais. Esta união é contrária aos princípios sagrados da união harmoniosa entre dois seres, porque simplesmente é primariamente estéril, sendo assim antagónica às doutrinas sagradas da procriação e da fertilidade tão idolatradas por todos os povos e culturas do mundo.

A Maçonaria ao defender esta união que é iniciaticamente infértil, incorre num paradoxo especulativo crasso.

Carta de um crente a um Cristão


Prezado João Carlos Azevedo

Antes de mais queria agradecer-lhe bastante pelo seu contacto que se enquadrou na mensagem-e que me endereçou. Fez-me reflectir bastante sobre os princípios religiosos, transcendentais e metafísicos pelos quais me rejo e condiciono a minha vida.

Não se constranja em tratar-me por tu, pois não vejo qualquer impedimento retórico ou social em tais informalismos verbais.

Agradeço-lhe bastante também por ter dedicado algum tempo na leitura das minhas obras na língua portuguesa, pois encontrar alguém que o faça nos dias de hoje é, diria, quase raro, pois como presume, os jovens contemporâneos perdem-se muitas vezes nas frivolidades líricas da cultura e música de cariz anglo-saxónico.

Tento eu assim, prezar a língua camoniana, grafando nos papiros cibernéticos e convencionais alguma obra que creio, ter alguma qualidade literária.

Li na referência que me enviou o seu percurso individual a nível académico e pessoal e pareceu-me deveras um percurso interessante. Começou por ter uma educação católica romana, estudou Teologia, frequentou um seminário e posteriormente, questionou-se sobre todos os alicerces e edifícios teoricamente sagrados da Igreja católica romana, tendo aderido ao centro cristão vida abundante.

Se me permite, gostaria de tecer uma pequena missiva sobre a minha entidade enquanto ser humano racional e apaixonado pelas vicissitudes transcendentais e prosaicas.

Considero-me uma pessoa devota aos princípios em que acredito. Sou crente em Deus, e na Sua trilogia metafísica, omnipresença, omnisciência, e omnipotência, e acredito piamente nestes princípios. Acredito que o ser humano é uma mescla de sensações primárias que nos definem como animal e pensamentos puros abstractos que nos concedem a razão. É neste equilíbrio que encontramos a verdadeira alma humana, é esta ambivalência que nos define enquanto humanos.

A religiosidade sempre fez parte das histórias dos homens, desde tempos primordiais. A sensação faz-nos procurar Deus e um Messias, mas cabe à razão tecer tais argumentos filosóficos para os alcançar.

Procuro eu então encontrar-me neste equilíbrio de forças, os sentidos e os pensamentos. Acredito que um Deus todo o poderoso e bondoso na sua sacra e misteriosa doutrina reitera constantemente o equilíbrio universal, relegando para patamares desprezíveis os praticantes do mal, os déspotas e os maquiavélicos.

Apesar de não pertencer a nenhuma religião, sou baptizado, no entanto raramente vou às missas. No entanto confesso-lhe que em todos os templos, cristãos, muçulmanos, ou quem sabe judaicos, encontro um silêncio reconfortante, pois abstraio-me das vicissitudes impeditivas a uma vida casta e sagrada.

E apesar de ser um laico, não sou ateu. Procuro sempre reger-me por princípios de bondade, altruísmo e filantropia, procuro ser caridoso com o próximo, renegar os malefícios do capital e da moeda, tento não ser rancoroso com o outro, tento não procurar ser vingativo, procuro ser um bom companheiro para a minha namorada, ser um bom filho para os meus pais, cumprir com os meus deveres sociais e fiscais, enquanto cidadão, tento sempre reger-me por princípios de dignidade humana. No entanto confesso que, por ter sofrido diversas influências maléficas que muitas vezes fortemente me rodeiam, já me deixei envolver mesmo que efemeramente, pelos tentáculos do Satã. No entanto mesmo nessas situações, procurei sempre a redenção, praticando sobrepostamente a caridade e a solidariedade com o próximo, como acto sincero de redenção pelo arrependimento.

No entanto tenho um móbil, confesso-o caro João Azevedo. Todo o individuo para se sentir útil na sua vida pragmática e espiritual, necessita de ter objectivos na vida, seja seguir o caminho de Jesus e de Deus, seja amealhar fortunas, seja ter filhos e família, seja construir um império, seja ser feliz com as suas posses. Eu encontrei o meu, devo-o dizer.

E como poderá ler atentamente no meu blogue introspectivo, encontrei no império americano a grande maldade, o grande mal, que se rege apenas por princípios maquiavélicos despóticos, atrozes, primários, brutais, ateus, onde as mulheres abortam sem quaisquer constrangimentos, onde por mera folia tecnológica se lançam bombas atómicas sobre os oponentes, onde se orquestram secretamente doenças virais altamente contagiosas que ceifam milhares de vidas em todo o mundo essencialmente crianças e indigentes, onde se desenvolveu e proliferou o tabaco que mata metade da população portuguesa a nível mundial por ano, onde os homossexuais se exibem alegremente e se envolvem em actos perversos de sodomia, e são somente o maior império a nível mundial porque têm a maior e mais poderosa máquina bélica de todos os tempos. Proliferaram o motor de combustão interna, poluem o mundo a nível mundial e não ratificam os tratados mundiais e ambientais. Propagam o terror e as atrocidades.

No entanto, não se assuste, não sou nem nunca fui radical islâmico. Rejeito fortemente todos esses princípios bárbaros de propagar os ideários através do sangue do inimigo.

Identifico-me com Jesus de Nazaré. Se te baterem numa face, oferece a outra. No entanto, não deixarei de procurar sustentar os princípios do bem e da bondade contra as atrocidades maquiavélicas proveniente do novo mundo.

Baseio-me na pessoa da Gandi, que proliferou e transmitiu a palavra através da bondade, da paz, da humildade, da pobreza no que concerne à indumentária e ao modo de vida, não obviamente à espiritual, pois essa é creio eu, riquíssima. Gandi é uma referência para mim, um homem que manteve os seus objectivos e nunca fez uso da força nem da brutalidade para os alcançar.

E baseio-me também muito na vida de Jesus da Nazaré, que purificou a alma aos descrentes e converteu os gentios, convencendo-os através dos seus actos a receberem na paz os desígnios do Senhor. Concordo em grande parte convosco quando criticam os edifícios teoricamente sagrados da Igreja Romana, sabendo eu que a igreja de Roma sempre procurou também através dos séculos a hegemonia através do sangue dos infiéis, através das cruzadas, das chacinas dos outros povos não cristãos e das inquisições persecutórias àqueles que não professavam a sua doutrina.

No entanto relembro-lhe caro João Azevedo, que uma das correntes do protestantismo, o anglicanismo, ganhou soberania apenas porque um rei Inglês, depois de ter mandado assassinar algumas das suas mulheres, quis casar pela enésima vez; o Papa recusou-se, tendo os assessores eclesiásticos ingleses, sequiosos de soberania religiosa, incentivado o rei a formar a sua própria Igreja.

Procuro eu assim através da palavra, através da escrita no papiro divino cibernético, através da grafia no manuscrito convencional, através da paz, da salubridade espiritual, cultivar-me e difundir a minha mensagem de paz e caridade, no entanto procuro combater o império maléfico, sempre através da Palavra, escrita e oral.

Sou um homem dotado de sensações e abstracções racionais, é este equilíbrio que me define enquanto ser humano. Tento, como já ouvi ou li algures, cumprir criteriosamente as leis de Deus e dos Homens. O império maléfico tenta apenas cumprir os seus preceitos baseando-se na brutalidade e genocídio atrozes dos outros seres humanos, criaturas divinas, apenas procurando com isso saciar a sua sede de poder absoluto.

No entanto cabe-me reafirmar que procurarei sempre atingir os meus objectivos através da palavra Escrita e da Oração. Deus ajudar-me-á.

Nunca fui um leitor assíduo da Bíblia, embora já o tivesse feito, e creio que existe uma passagem que me marcou, que referia que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha que um homem rico entrar no paraíso. Como tal procuro renegar os malefícios semíticos do capital e todas as suas representações como as indumentárias de cariz executivo em que os indivíduos se aprumam numa arrogância atroz sobre os demais. Como tal tento levar uma vida humilde, mas rica a nível espiritual, e tal tento transmiti-lo na escrita.

Não me alongo mais caro João Azevedo. Agradeço-lhe bastante pela sua mensagem-e, que foi reconfortante para o meu ego literário, pediria-lhe apenas que me autorizasse a colocar esta mensagem que lhe envio, aquilo que refiro, no meu blogue introspectivo.

Muito obrigado caro João Azevedo

Com os melhores cumprimentos

João Pimentel Ferreira

A Oriente


Reparem no facto deveras interessante que é o alinhamento das torres. As duas naus sob esta perspectiva estão em crescendo e exactamente alinhadas para a esquerda, ou seja para Nascente, Leste, estão a observar o rio e o Oriente. Não se intitulam os iniciados do Sul os veneradores do Oriente? Não é similar Sul e Sol na língua lusitana? Não é no oriente, ou seja a nascente que encontramos a divina iniciação, pois relembramos os ternos momentos e eliminamos as frustrações da infância, pois é a oriente que encontramos o Baptismo. Pois nestas naus encontramos a duplicidade do renascimento, a duplicidade Oriental, pois no eixo em que as captei estão simplesmente unas Orientadas para Oriente, para nascente, para o descobrimento das Descobertas da Índia, da China, da nossa sina que é a China.

As torres das naus que descobriram o Oriente estão Orientadas a Oriente na zona Oriental de Lisboa.

Quão consagrante foi este o momento da fotografia!

Jesus Cristo o Jardineiro


Encontro-me eu num museu em Cassel, num topo de uma colina, abaixo da opulenta estátua de Hércules, como se o caminhante o venerasse e contemplasse a postura gigantesca. Entrei no museu e paguei dois euros. Subi ao segundo piso, entrei na sala através de uma porta automática. Virei à direita e num canto, preso com dois finos cabos que o sustentam, um quadro intitulado: Jesus Cristo, enquanto, Jardineiro. E neste simples quadro, a verdade, a luz. Por todos os lugares procurei a verdade, a iluminação, a luz que transmitisse os verdadeiros factos do passado. Através do tempo e da História. Um pintor Holandês Jacob van Oostsanen retrata de forma cristalina os segredos escondidos através dos tempos. O quadro, a imagem, está repleta de conotações sociais subliminares: Jesus na mão esquerda segura uma lança erecta, na mão direita toca carinhosamente na cabeça de Madalena. O pé direito de Jesus está firme, hirto, apontando para a pequena fresta da vestimenta de Madalena. Na zona do ventre de Maria, a saliência da hereditariedade genética, a imortalidade divina, o sangue real. A seta de Jesus aponta senão para a terra, local onde o corpo e a carne terminam sempre o seu percurso, mas também para a ranhura da indumentária de sua amada. E exactamente no espaço que a sua amada lhe reserva, uma fresta, encontramos um círculo escuro. Um pé de Madalena. E porque chora então lágrimas de sofrimento esta pobre mulher? E porque escreve Jesus, na gola do seu traje: “Maria, não me toques”? Captando vários sinais através de filmes, musicas e quadros, a solução de tal dilema, embora pareça conspirativa, parece-me no entanto simples. Maria, a Samaritana do fado de Coimbra, era semita, judia, tal como Jesus. Mas talvez de uma etnia, ou grupo tribal diferente. Judas o apóstolo, é não mais aquele que ajuda nos momentos de dor, é o judeu que traiu o mestre por trinta moedas de ouro. Trinta, retorna três, o número da fertilidade. Foi Maria, o apóstolo Judas? Porque chora ela então no quadro de Jacob van Oostsanen? Foi ela a traidora, a meretriz, a concubina e por essa mesma razão Jesus com a sua mão direita, a mão da força, da lei e das regras, da ordem e da opulência, da justiça rígida, afasta-a tocando-lhe na cabeça dizendo: “Traíste-me, não me toques”. No traje de Maria encontram-se, observam-se três frutos de um mesmo caule, sendo três o número da fertilidade. À volta do pescoço da bem amada de Cristo, uma tira, uma espécie de bandolete negra que lhe envolve o pescoço e o cabelo. Talvez esteja associada ao enforcamento de Judas. E o detalhe mais interessante: se é Jesus um Jardineiro, é aquele que planta e que deixa como herança as sementes que quando enterradas na terra irão crescer e florir. No centro da imagem, na direcção da saliência do ventre de Madalena, um receptáculo, um pequeno pote, onde porventura estarão depositadas as sementes sagradas do Messias, e que a sua amada e agora recusada, guarda solenemente. De salientar ainda que sendo Jesus jardineiro, a sua lança erecta da fertilidade que segura com a mão da paixão e da sensação, a mão esquerda, aponta para a terra fértil, junto à zona da fresta da indumentária de Madalena.

Cassel, 12/06/07

Os pedreiros-cativos


Os pedreiros-livres enquanto súbditos do legado de Maquiavel

Como explicar este facto deveras interessante e algo atentatório aos espíritos que elevam o humanismo e a filantropia naturais da condição humana, que é por vezes não conseguir tecer sentenças verbais e poéticas à rapariga com a qual consegui estabelecer a relação mais estável dos meus vinte e nove anos de vida.

Bem sei que existem diversas condicionantes externas, ateias, maçónicas e atentatórias à dignidade humana, que incutem no meu subconsciente, normas e preceitos, sensações manipuláveis por forma a fazer-me trilhar um certo caminho que concluirá na auto-destruição. As mentes inteligentes, altamente racionais, precursoras de pensadores livres que acharam por bem não se restringir a normas religiosas ou morais, atentam contra a minha dignidade física e moral. No seu entender, a mente é tão simplesmente um conjunto de células neuronais, que pode porventura ser manipulada com os intuitos que desejarem, Percebo agora aquelas mentes eclesiásticas que consideravam os ilustres anatomistas da idade média, meros e rudes hereges, considerados no presente tempo indivíduos brilhantes que iniciaram o estudo do corpo humano num tempo em que era considerado pelo cidadão comum um acto quase obscurantista. Mas questiono-me o que terão efectuado ao certo todas as sociedades secretas de forma obscura e pouco transparente. No meu entender e depois de muita reflexão racional, terão concebido doenças malévolas e exterminadoras de muitos indivíduos, proliferaram o tabaco como forma de controlarem o mundo através do ouro negro relegando para questões racionais a morte de milhões de seres humanos devido a cancros diversos, conceberam um dos vírus mais mortais do século vinte, que se propaga pela via sexual, afectando essencialmente pobres, indigentes e miseráveis, com o intuito do controlo populacional nos países em desenvolvimento, articularam maquinaria para a construção da arma mais mais mortal de todos os tempos, a conhecida bomba atómica, instituíram a pseudo-liberdade da mulher e do homem africano, e como sinal de consagração do único feito quase positivo que conseguiram através de três séculos de regência, colocam um negro no poder da nação com mais mações do mundo, os EUA.

Quão paradoxal e injusto, quão imoral e herético são estas atrocidades. Por certo saberiam tais ordens secretas, depois de muita análise futurista, depois de muita meditação por parte dos seus membros, que haveria de existir um ser que necessitaria de liberdade, seria um ser acalorado emocionalmente, e teria traços físicos ou emocionais femininos, gostaria de escrever e libertaria o mundo do despotismo maquiavélico, e a sua libertação duraria por milhares de anos. Assim, as profecias concretizar-se-iam, se as sociedades criassem as condições para que tais acontecimentos humanos se concretizassem. Elaboraram vários tratados sobre a liberdade e a democracia, pseudo-libertaram as mulheres e os negros, instituíram a igualdade de classes e desenvolveram a ciência no campo da medicina, da biologia e da engenharia, as armas tornaram-se mais mortíferas, os vírus mais letais, e de certa forma aumentaram a longevidade nas sociedades civis que a si estão anexas, as sociedades ocidentais. Mas num autismo e arrogância deploráveis subjugaram os preceitos e as profecias sufistas e as desenvolvidas por mestres orientais, achavam por bem serem os condutores e percursores da liberdade do mundo, que haveriam de libertar os escravizados da ditadura atroz e feroz que se apoderaria do planeta.

Mas a grande ditadura é a do interior e a da alma, a mesma que os membros destas sociedades acharam que romperam há vários séculos quando deixaram de cumprir quaisquer normas éticas ou morais. Consideraram que a razão interior libertaria o mundo, tornaram-se ateus, descrentes de quaisquer forças divinas e tornaram-se nos dias de hoje, paradoxalmente, na maior força despótica a nível mundial, instituindo a tortura e o genocídio atrozes.

Pressinto na natureza um medo instituído em todos os cidadãos, confundem temor com rectitude, e os próprios já tinham profetizado que o terror absoluto seria o grande mal a erradicar, quando combatiam energicamente o terrorismo islâmico. Mas a manha é inimiga da razão pura. Eram eles que orquestravam secretamente os grandes atentados terroristas através dos seus centros de inteligência e espionagem, eles secretamente oprimiam para a público se evidenciarem como os libertadores. Esfaqueiam pelas costas e de fronte elaboram um rosto apaziguador e sorridente.

Os iniciados do mundo islâmico, com vários séculos de conhecimento adquirido através das suas longas viagens haviam profetizado que teriam de combater esta imoralidade insustentável, em nome de um Deus superior e bondoso, haveriam de combater estes hereges que se regem por normas ateístas e imorais. Hoje, os seus seguidores fanáticos apetrecham-se com dispositivos explosivos em torno do tronco e planeiam a aniquilação do mundo ocidental; por certo que um Deus bondoso nunca permitiria ou aceitaria a efectivação de uma premissa Sua através da eliminação da vida de um próximo. No entanto, milhares de anos de sabedoria islâmica permitiram profetizar correctamente que o género feminino não pode ser totalmente libertado, pois rege-se fortemente por emoções e é menos dotado intelectualmente que o género masculino. Dotar de poder indivíduos estritamente emocionais e com menos capacidades racionais poderia tornar-se num acto errante com consequências devastadoras, daí as doutrinas religiosas destas sociedades em restringirem certas liberdades às mulheres.

Poderei parecer através destes escritos revelar uma atitude perversa em relação ao género oposto, mas não creio que assim os seja, pois confesso que me sinto deveras apaixonado pela minha companheira afectiva, a doce e carinhosa Nádia. Bem sei que me foi oferecida sobre fortes condicionantes pelas sociedades secretas que agora repreendo, mas não me posso deixar influenciar por dádivas que embora adore e respeite, por certo têm contrapartidas insustentáveis à minha condição ética, moral e consequentemente humana. Amo a Nádia, e com ela não consigo tecer muita obra poética profícua, pois o que nutro por ela é bem mais racional e dotado de verdadeiro afecto e carinho, daquele verdadeiro amor quase filosófico, do que propriamente paixão ardente e dolorosa, tão propensa à criação poética.

Orei várias vezes com o intuito de encontrar um ser que verdadeiramente amasse e me complementasse, e creio que o encontrei. Tem um nome eslavo e traços faciais latinos. É esbelta fisicamente e perspicaz intelectualmente, é carinhosa, terna e cordata. Confesso que nutro por ela sentimentos transcendentais. Mas tudo o que me rodeia está despóticamente controlado.

Eu sou um ser humano, que por certo obedece a certas normas e leis físicas e morais que poderão ser postuladas. O campo da física, da medicina, da biologia e da psicologia em conjunto poderão ter uma forte componente investigatória no ser humano, num certo indivíduo. Se aliarmos, a matemática e o controlo não-linear aplicado às sensações humanas, obtemos uma miscelânea de ciências que quando bem articuladas fornecem um forte utensílio de domínio sobre o próximo sem que este se aperceba.
Ora, as sociedades secretas estão a par de todas estas técnicas obscuras de controlo humano. Todos os meus sentidos, os cinco sentidos que possuo enquanto ser empírico captam sinais ou sensações, assimilam o que me rodeia. Depois são processados pela consciência, certas ideias ou sinais vão para o subconsciente, este último é muito mais dotado, poderoso e que ocupa muito mais volume cerebral.

A luxuria, e as ideias sexuais são as mais fortes na condução de certas atitudes num indivíduo. Os sinais luxuriantes, e não necessito de evocar Freud, são os mais poderosos no controlo do ser humano, pois este foi concebido inicialmente, antes de ser dotado de alma ou razão, para conceber e procurar instintivamente um ser do género oposto para difundir a sua linhagem genética. Mas se a luxuria enquanto sensação empírica, fornece a maior força impelente a certas atitudes, dir-me-á o ser profano que o que o rodeia nem sempre é luxuriante.

Poderão eventualmente existir sensações neutrais, nem latentemente masculinas ou femininas, mas muitas das imagens, sons ou sensações diversas são muito luxuriantes, sem serem pornográficas. Porque simplesmente somos dotados da nossa consciência que funciona como uma barreira entre o exterior e o subconsciente poderoso e que nos conduz subtilmente no nosso quotidiano.

Então como conseguiram estas sociedades secretas o controlo universal? Através das suas técnicas ocultas, transmitidas há milhares de gerações pelos antigos, descobriram o poder dos sinais latentes e subtis das mensagens subliminares. As mensagens subliminares são aquelas de que o consciente não se apercebe e não filtra e não barra, e que vão directamente ao subconsciente impelindo o indivíduo a tomar certas atitudes. E por norma todas estas mensagens estão carregadas de sinais luxuriantes latentes, associadas ao vigor, à virilidade e à masculinidade. Um exemplo clássico é o rosto de um político num cartaz, enquanto falo despercebido, ou a simetria facial do governante, pois o falo fértil é naturalmente simétrico devido aos seus dois suplementos.

Se foram os pedreiros-livres que conceberam muitos dos termos de uma língua, incutiram nos termos muitos significados subliminares que têm uma forte componente luxuriante. Na palavra deputado, se extrairmos a primeira e a última sílaba encontramos o termo coloquial que se refere a um dos maiores e mais antigos ícones da luxuria. Os gemidos musicais podem ser latentemente comparados aos gemidos vociferados no acto do coito. O indivíduo não se apercebe, a sua consciência não filtra, e estas sensações são directamente enviadas ao subconsciente com propósitos bem definidos. A título de exemplo, queriam os pedreiros-livres que o cidadão comum venerasse e sentisse uma admiração enorme pelos senhores deputados, representantes dos cidadãos.

Os publicitários, certos escritores, até os autores da bíblia ao colocarem num espaçamento de letras definido uma palavra subliminar, todos estes têm um conhecimento quase secreto. E as sociedades secretas, nomeadamente a maçonaria utiliza todos os seus conhecimentos de controlo humano para se apoderar de uma forma omnipresente do mundo. Depois, peritos em controlo não-linear analisam secreta e discretamente os movimentos e as atitudes de cada individuo e da opinião pública em geral, para actuarem em conformidade com os seus objectivos. A título de um mero exemplo que presencio neste instante, um simples bebé a chorar é absorvido pelo subconsciente como um sinal de perigo ou carência, ou seja, um sinal latente para que deixe de escrever.

Para as sociedades secretas, que não se regem por preceitos religiosos, precursoras do legado de Maquiavel, o ser humano não é mais que uma máquina manipulável, e para que este seja conduzido pacificamente, utilizam o conhecimento que têm sobre a mente e o subconsciente. Quando não o conseguem pacificamente utilizam a força atroz.

Mas a arma mais poderosa de controlo do subconsciente ainda é o auto-controlo através da oração e da meditação. A maior instituição ecuménica de todos os tempos, a igreja católica apostólica Romana, sendo os seus líderes conhecedores de tal facto instituíram nos seus crentes o hábito da oração. Dir-me-ão os religiosos seguidores desta crença que tal se deve única e exclusivamente a uma forma de adorar a sua sacra trilogia, mas é muito mais que isso. A mente é uma máquina divina que, pode ser programada.

Sendo eu técnico na área da programação conheço diversas linguagens computacionais que comandam um processador, cujos processos ou tarefas através de dispositivos externos controlam maquinaria diversa. A mente é uma máquina divina e poderá ser única e exclusivamente controlada pelo próprio do ponto de vista social. A oração, com os seus factores repetitivos entra no subconsciente e torna-nos propensos a actuar, com um certo desfasamento temporal, de acordo com aquilo que rezámos. As orações como o Pai Nosso e a Avé Maria, seriam uma forma de os crentes programarem as suas mentes a seguirem os preceitos da Igreja. A Igreja esteve sempre ciente dos poderes da mente e da mobilização de massas. As suas ordens religiosas, cristãs, sempre conheceram os segredos ocultos da mente e desde cedo cultivaram o controlo de massas através dos seus templos, igrejas e principalmente através do induzimento moral e ético à oração.


O rito iniciático maquiavélico.

As sociedades regentes que lhes seguiram como a maçonaria também são secretas, pois partilham conhecimento que não pode ser revelado aos profanos, pois segundo os seus membros, estes não estão preparados para aceitá-lo. O conhecimento sagrado só pode ser transmitido ao próximo se o indivíduo for iniciado, e para tal, terá de passar pelo processo iniciático tortuoso. A iniciação, presumo é um misto de tortura atroz, uma revelação interior, um enigma que o iniciado tem que resolver, enfim uma provação pela qual o iniciado terá que atravessar. O método é atroz, horroroso, hediondo, tortuoso e incute no novo membro um terror inimaginável.

O iniciado não tem liberdade de pensamento, vive horrorizado e tem as suas liberdades fundamentais castradas. Vive privado dos mais básicos direitos humanos. Os orquestradores de tais fundamentos iniciáticos incutem tais métodos como uma forma de regrar o novo membro. Segundo os autores de tais metodologias, é uma questão de rectitude. O novo membro poderá corromper o próximo, poderá incorrer em ilicitudes jurídicas, poderá viver uma vida faustosa, poderá envolver-se em práticas homossexuais, poderá amealhar fortunas, poderá praticar a pedofilia, poderá, se para tal for necessário em função de causas ditas maiores, cometer ou participar em homicídios generalizados, genocídios, chacinas, envolver-se no desenvolvimento de armas de destruição maciça, químicas, biológicas ou mesmo bélicas, o novo membro poderá corromper ou mesmo ir contra todos os preceitos éticos ou morais, poderá desrespeitar todas as normas divinas e bíblicas, pois segundo os pedreiros-livres defensores do iluminismo, o homem deve apenas responder perante a própria consciência, e nunca perante uma entidade superior, invisível e transcendente.

O novo membro tudo fará para subir na estrutura hierárquica da ordem que o acolheu, não observando a meios para o atingir, poderá desrespeitar todas as leis divinas inscritas na tábua sagrada, tem todas estas liberdades, ou deveremos afirmar pseudo-liberdades, mas nunca, e a isso está obrigado e foi tortuosamente estabelecido no rito iniciático, nunca poderá revelar aquilo que presencia nos encontros secretos, e nunca poderá revelar a terceiros os ministérios que apreendeu e recebeu enquanto pedreiro-livre.

Os pedreiros-livres na realidade são pedreiros-cativos pois obedecem obrigatoriamente a uma norma despótica superior que os cega e os orienta a actuarem como meras máquinas programáveis.

Os pedreiros-livres com o evoluir das eras, com a rede global, tornaram-se também parte integrante e dominadora de uma rede global universal, altamente centralizada, sendo o seu motor principal e defensor, o império sediado no novo mundo. Têm a máquina militar mais poderosa do planeta e actuam em conformidade, não com os valores da liberdade e democracia, mas apenas com os ideais maçónicos do despotismo e controlo absoluto dos povos e nações. Se alguém, ou algum dos estados se opõe, terá uma resposta bélica feroz e severa do epicentro maçónico.

A maçonaria tortura porque sabe que se hesita mais facilmente em prejudicar um homem que é amado do que outro que é temido, pois segundo estes o amor quebra-se mas o medo mantém-se. Por certo que ainda não encontraram o Amor divino que não se rege unicamente por normas humanas mas que se consagra em princípios transcendentais, meta-físicos e filosóficos. Deus bondoso, altruísta, justo, por vezes severo, induzidor de um equilíbrio Universal transversal no espaço e no tempo, libertará os pedreiros-cativos do cárcere moral em que estão subjugados.

As doutrinas maquiavélicas tão estritamente patentes no livro “O Príncipe” e pelas quais a maçonaria se rege, são a antítese dos preceitos divinos da bondade e do altruísmo. Bem sei que poderá eventualmente haver uma veneração latente à sua obra e ao seu ideário por parte de quem estuda o legado de Maquiavel, mas nunca poderemos aceitar tais princípios para a regência dos estados pois a não sujeição a certos princípios para o atingimento de certos fins leva-nos ao caos social e defrauda o homem dos princípios humanos mais elementares: a ética e a moral.

O iniciado Português


A iniciação

Tinha as pernas abertas, as nádegas assentavam sobre uma maca branca, e o cenário era horrendo, hediondo. Uma lâmina acutilante perfurava-lhe o interior das coxas, devagar, suavemente, lentamente a ponta de uma espécie de bisturi ia-lhe perfurando e trespassando uma das zonas mais sensíveis do corpo, o interior das coxas. As pernas estavam arqueadas e abertas, os pés estavam unidos e a posição relembra um ritual sa
crificial, tortuoso, inconcebível ao mais comum dos mortais, aos profanos que por certo não estão preparados para acolher certos ideais iniciáticos.

A lâmina afiada, acutilante, aguçada, aguda continua a rasgar a pele. Vai desde o baixo ventre, atravessa a zona das virilhas e chega à extremidade dos joelhos, sempre pelo interior das pernas, depois passa para a zona dos gémeos. A lâmina é incisiva, perfurante a deixa um rasto de pasta liquefeita de tom avermelhado, presumindo-se ser sangue. Depois a ponta do bisturi chega à zona do calcanhar, dirigindo-se para a zona da planta do pé. O corte na planta do pé é profundo e a dor é insuportável, a tortura é atroz, dirão as mentes mais sensíveis, mas o ritual é imprescindível dadas as vicissitudes da situação. A ponta da lâmina dirige-se agora para a planta do outro pé e toma o caminho ascendente pela outra perna até à zona do umbigo.

A boca do iniciado encontra-se amordaçada com uma rédea própria para a zona da face. Tapa-lhe a boca não o deixando sequer suspirar. A dor é inimaginável, é atroz e hedionda, forte e compulsiva, o individuo entra imediatamente em espasmos e convoluções, torce-se, estica-se, mas o seu corpo permanece firme preso pelas correias que o seguram. Mas a que se deve tal cenário que o comum dos mortais imaginava ver apenas em cenas inquisitórias da idade média? A resposta é deveras muito simples, trata-se do método iniciático associado a todas as sociedades secretas. De seguida vêm as agulhas, as suas temperaturas são extremamente ferventes, são escaldantes, a cerca de cento e cinquenta graus cada uma, estão inseridas numa caixa firme que as suporta e que tem a forma, a silhueta da parte frontal do corpo humano de pernas abertas com os pés juntos. As agulhas estão hirtas e firmes, fervorosas, escaldantes e ferventes aproximam a sua extremidade ao corpo do homem jovem que se encontra na maca. A outra extremidade das agulhas encontra-se ligada a um dispositivo electrónico que gera corrente eléctrica e sendo as agulhas de metal os electrões impulsionados por forças físicas até recentemente ocultas estão prontos a dirigir-se a velocidades luminosas pelo parco e frágil corpo do homem.

O suporte que sustenta as agulhas desce lentamente, e estas num estado fervente começam a perfurar a carne. O homem contorce-se, treme, torce-se, geme, mas as agulhas já perfuraram, e os electrões sequiosos de um corpo condutor, que formam cargas positivas e negativas nas extremidades das agulhas, começam a fluir pela carne tenra. A corrente eléctrica é enorme e fugaz, é impulsiva, ora tem picos cujos valores debitam elevados amperes ora tem baixios que não provocam dores, é a tão denominada corrente alternada, mas aqui com uma frequência muito baixa perceptível ao jovem que é torturado. O mais banal dos profanos não consegue encontrar a génese para tanto sofrimento, mas a resposta é deveras simples. Encontra-se nas teorias de diversos estudiosos no foro da psicologia; é preciso explicar através da experiência dolorosa que certos actos são assim puníveis se por acaso o novo homem se desvirtuar.

O homem novo vai ser absorvido pela sociedade secreta, e vai ter acesso a conhecimentos que são desconhecidos aos comuns dos profanos, precisa de ser ensinado que certas atitudes desviantes são punidas com a dor extrema. Só assim pensam os iniciados, os mesmos que já passaram pelo mesmo processo, se atinge a rectitude e a obediência. Mas porquê este homem está a ser torturado, está a passar por este processo tortuoso? É um homem recto, probo, íntegro, vertical, inteligente. É por isso mesmo. Este mesmo jovem já era observado secreta e muito discretamente pelos iniciados há cerca de dez anos. Observavam-no, vigiavam secretamente os seus movimentos, as suas atitudes, os seus escritos, as suas relações pessoais, mas sempre muito discretamente, e asseveraram-se que este homem era bondoso e caridoso, e que mais tarde haveria de ser um dos iniciados. E como o colocaram nesta maca branca?

Deus é perfeito e criou o homem à Sua semelhança, mas há que tentar compreender a que imperfeição humana faz parte da perfeição divina.

O homem, tem sempre um ponto fraco, algo por revelar, algo que não transmite ao seu mais próximo. O homem tem sempre algo secreto, um pequeno pecado mortal luxuriante, uma transgressão ética ou moral, ou se deixa secretamente atrair por outros seres do mesmo sexo, ou frequenta discretamente lupanares entregando-se aos prazeres da carne, ou vagamente corrompe, ou inala ocasionalmente substâncias ilícitas, ou num momento de maior angústia e sofrimento, desrespeita os amigos e a família; e estas sociedades que o observavam secreta e discretamente, colaboraram para que o homem se afundasse no vale sensorial e pecaminoso para que o apanhassem num momento ímpio de delírio emocional. 


Será que o homem novo tinha tendências homossexuais recalcadas, será que tinha desejo, sendo probo e recto, de se envolver com alguma luxuriante e voluptuosa concubina, será que o homem num momento de desespero emocional se entregou aos vícios da droga, será que corrompeu? Os iniciados provocaram o evento, desencadearam a captura. O homem novo, quando ainda profano, revivia energicamente todos aqueles anúncios apelativos de musas a trocarem momentos de prazer a troco de numerários acessíveis à sua condição financeira, o homem intrigava-se e vivia num dilema moral. Será que se devia entregar aos prazeres da carne com uma musa voluptuosa que pedia única e exclusivamente como retorno umas poucas quantias numerárias? Folheia o jornal, e depara-se com um éden maravilhoso, centenas de sereias de portos de abrigo, sereias de terra seca, incutiam no homem sensações luxuriantes, sensações vigorantes, viçosas, que o exuberavam interiormente. Folheava o jornal diariamente, e questionava-se se tais actos seriam puníveis pelo todo o poderosos, pela divindade que acreditava, questionava-se se tais actos eram reprimíveis pela conduta social, intrigava-se interiormente se se deveria entregar a actos libidinosos com uma deusa, não por afecto ou por amor, mas pura e simplesmente por tensão carnal. Vivia num dilema interior, será que os ímpetos primordiais, será que os ensejos primários deveriam subjugar o intelecto e a razão? Será que a besta, relembrando aquela clássica dicotomia entre a besta e o anjo; será que a besta se deveria sublevar rechaçando a razão para patamares inferiores? Grandes homens da ciência haviam morrido virgens! Grandes filósofos e teólogos haviam perecido às mãos do divino sem nunca terem presenciado as ímpias sensações do foro corporal! E o homem intriga-se, sendo inexperiente ele também no domínio das sensações erógenas, e não tendo companheira com a qual pudesse partilhar os momentos amorosos, intrigava-se se se poderia entregar aos prazeres imundos da libido. E os iniciados que o observavam sabiam-no, observavam-no secretamente e sabiam-no, sabiam tudo sobre o novo homem, e sabiam mais sobre o ego e as sensações do homem, que ele próprio sabia sobre si mesmo. Com todos estes conhecimentos, os iniciados da ordem secreta prepararam a cilada, a captura para o processo iniciático.

Dias antes os iniciados haviam capturado e sucumbido aos seus preceitos uma mulher deveras bela e formosa. Seria o chamariz perfeito! A sua beleza observava os tratados divinais mais exigentes. As linhas do seu corpo, obedeciam não só aos preceitos luxuriantes mais exigentes, mas mais importante ainda, estavam de acordo com os desejos singulares do homem a capturar. Haviam estudado os prazeres e os gostos pessoais do homem a iniciar, haviam indagado sobre o tipo de mulher que mais lhe aprazia. O nome obedeceria a preceitos numerológicos ocultos que incutiriam no novo homem o desejo insaciável. O nome seria Cátia, nome luxuriante, que começa com uma consoante forte, terceira letra do alfabeto e por sinal sendo a terceira evoca a fertilidade associada ao número três. A onomástica é uma das ciências que os iniciados bem conhecem, mas não apreciam revelá-la aos profanos. O número de contacto da meretriz, teria que ser apelativo, lembrando aqueles anúncios publicitários que passam normalmente de madrugada na televisão onde o número seis está bem presente. O seis é um número, que por exemplo nas línguas germânicas, é luxuriante dada a similaridade silábica com o acto fervoroso da concepção. A frase a publicar no jornal seria apelativa e irrecusável, e a meretriz, ciosa da sua função de chamariz, atenderia apenas aquele número específico, o número do celular do homem a iniciar. Haviam sido criadas as condições perfeitas para que o homem se sentisse atraído por aquele contacto específico. O anúncio seria um dos primeiros do jornal e com lugar destacado. Os iniciados conheciam muito bem aquilo que atraía o homem, conheciam-no bem, eram sabedores e estavam bem cientes dos seus desejos mais interiores, conheciam a sua alma e os devaneios do seu ego.

Um telefone móvel, colocado em cima de um pequeno armário vibra, apela aos seus possuidores que se movam na sua direcção. Cátia, ciente da sua tarefa, e já bem treinada pelos iniciados, atende com uma voz luxuriante a chamada do homem a iniciar. A voz da meretriz era singular, tinha sonoridades que incutiam nos homens as sensações mais primárias, a voz sensual feminina possuía frequências auditivas que ressoavam e vibravam com o interior do homem mais fervoroso. Depois de atendido o telefonema, deu-se o primeiro passo, a conversa era deveras sublime, sensual, tinha frases cheias de carga erótica, onde se estabeleciam as normas contratuais do acto a consumar, estabelecia-se o local da perversão, o numerário, e as posições mais atraentes e libidinosas. O homem sentia-se constrangido, inibido, falava pausada e nervosamente sobre todas as normas que haveriam de ser estabelecidas sobre a sua iniciação nos actos lascivos do corpo. Era a troca de termos e sensações auditivas que ansiara desde há vários anos, queria estabelecer um contacto erógeno com uma sereia dos sentidos carnais, já há várias Primaveras. Estabelece-se o local a hora combinadas, estabelece-se o numerário, estabelece-se as condições do acto propriamente dito.

Chegado o dia do acto luxuriante, no local e hora estabelecidas, dá-se o impacto, a entrega à lascívia, os corpos unem-se num acto nada afectivo, nada carinhoso, dá-se o impacto, a confrontação carnal, os deuses que proclamam e reiteram sobre todas as normas morais por certo se sentiriam indignados com tamanho ultraje sobre a conduta moral de um homem supostamente probo. Dá-se a confrontação corporal. Os corpos unem-se, e o homem, nervoso, constrangido moralmente, entrega-se aos beijos de uma concubina que o coloca num estado eruptivo, quer psicologicamente, quer libidinosamente. Os beijos são ardentes, os toques das mãos são exuberantes, envolvem-se num acto conspicuamente mútuo e enérgico. Abraçam-se, os corpos entrelaçam-se, as pernas cruzam-se, e Cátia sacia o desejo mais ardente do homem que se inicia agora nos desígnios da carne. A tensão aumenta de forma exponencial, frases eróticas são permutadas por estes dois seres de sexo oposto que se unem num quarto de uma qualquer pensão da cidade. O desejo é solto no mais alto dos sentidos, sem que qualquer reprimenda moral o iniba, o homem solta-se, liberta-se dos constrangimentos colocados pela sociedade, e a viçosa concubina exacerba ainda mais os ímpetos do homem a iniciar. A tensão aumenta, e num estágio final o clímax é atingido. É a este momento posterior ao acto quase bélico da libido, que são dedicadas todas as epopeias, todas as odes, todos os revigorantes épicos, é a este momento de apoteose colectiva que se aplaudem as mais extaseantes sinfonias dos mais ilustres compositores. É neste momento de arrebatamento e de enlevo emocional, que os pianistas suados devido aos vários minutos em frente ao piano a interpretar uma sonata, enérgica e violentamente pressionam as teclas e se demovem em espasmos emocionais, com a conclusão alcançada no final da mesma. O êxtase tinha sido atingido, e o homem era já um iniciado no campo do desejo carnal. Mas ainda não era iniciado no campo do transcendental e do oculto. Para tal, haveriam de ser os iniciados da ordem secreta, a fazer com que o novo homem passasse para o campo do oculto. E para tal uma concubina é apenas um chamariz. Uma meretriz pode eventualmente ser o passo para a iniciação carnal, mas não o é para a iniciação no campo das ciências ocultas.

O homem encontra-se deitado com Cátia, encontra-se relaxado, tem uma conversa circunstancial. De repente entram três homens encapuzados e armados com facas e armas de fogo. Proferem palavras agressivas atentórias a qualquer ser humano. Gritam, vociferam termos incutidos de raiva e cólera. Dizem estar a mando do proxeneta de Cátia e gritam com ela alegando que a matam e a estripam por esta não pagar a quantia necessária ao proxeneta. O homem é também ameaçado de morte, e ele diz ter dinheiro para saldar a sua dívida. Cátia desesperada diz que no momento não tem condições financeiras para saldar a sua dívida. Os homens armados ignoram o seu suplício e um deles puxa o gatilho. A bala viaja a velocidades enormes e cheia de energia cinética, pois esta é proporcional ao quadrado da velocidade e apenas linearmente proporcional à massa da bala. O peso da bala é insignificante, o factor essencial é a sua velocidade. A bala que depois de sair da câmara da arma viaja até à testa de Cátia e trespassa-a, entra no cérebro mole da jovem com facilidade, e sai pela nuca da pobre rapariga. Para os iniciados, Cátia era um chamariz dispensável, pois o objectivo maior seria assustar e capturar o homem a iniciar. A ele dão-lhe uma pancada na cabeça de lado e este desmaia e fica inconsciente. Acorda mais tarde numa maca branca onde é severamente torturado e molestado, onde as suas pernas são cortadas com bisturis e o seu corpo é trespassado por agulhas com potencias eléctricos. O torturador diz sempre que o há-de matar no final do processo, e homem apenas pede a morte o mais rapidamente possível; pensa energicamente que quer morrer. Num pequeno momento o torturador tira a rédea que tapa a boca do iniciado, e este suplica cheio de energia para que o matem de uma vez, dada a dor que está a sentir. Grita, suplica que quer a morte, apenas a morte lhe trará paz e sossego e não mais a continuação daquele sofrimento insuportável. O homem finalmente é sedado e adormece.

Acorda numa sala onde vários ilustres o rodeiam e um deles diz serenamente:
- Bem-vindo meu caro, agora que já pediste para morrer, nós conscienciosos do teu suplício decidimos aceder ao teu pedido.
O novo homem observa-se e apercebe-se que está vivo, que ainda está vivo, e que aliás deveriam ter passado muitas horas ou talvez dias, pois as feridas haviam todas sarado. O mestre afirma novamente:
- Tu estás vivo, porque renasceste, aqui serás baptizado, terás um novo nome, novos princípios. Passaste pelo processo de iniciação, agora serás um de nós. Farás parte da ordem. Percebe meu caro, que desde tempos imemoráveis que os homens se unem em tribos, classes, grupos étnicos, unem-se porque têm algo em comum que apreciam partilhar. Mas quando partilham sabedoria que não é compreendida ao comum dos profanos, o processo iniciático tem que ser penoso.
Desculpa caro irmão, todas as ordens têm processos iniciáticos, os católicos têm o baptismo onde as cabeças dos iniciados dos bebés são inseridas em água benta, os judeus têm a circuncisão, certas tribos onde se idolatram os jacarés aos novos membros é cortada a carne na zona dorsal para que se assemelhe a um jacaré. Acharias meu caro, que por acaso nas sociedades ocidentais mais desenvolvidas não haveriam processos iniciáticos no saber. Os grandes mestres foram iniciados, os grandes músicos e pintores, os grandes cientistas. Nós não tememos o divino, regemo-nos pura e simplesmente pela razão, pelos valores do iluminismo. A arte e a ciência são os nossos ícones meu caro, e tu sendo bondoso e probo soubemos valorizar-te a rectidão, como tal queríamos que fosses um de nós. Não o encares como uma absorção, mas como um abraço colectivo. Aqui serás protegido, serás encarado como um irmão, como um de nós
- E a Cátia, a mulher com que me envolvi emocionalmente.
- Não me interpretes mal, meu caro, mas a mulher voluptuosa com que te envolveste seria apenas o isco para que te trouxéssemos até junto de nós. Não me leves a mal, meu caro, mas a tua entidade, era bem mais importante que a vida da Cátia. Compreendo a tua preocupação, mas a tua relação com a rapariga foi meramente carnal. Ajudar-te-emos a encontrar uma companheira que ames, e que sacie também os teus ímpetos da libido. O saber que aqui encontrarás é secreto, foi transmitido de gerações em gerações desde há milénios, sem nunca ter sido colocado nas mãos de profanos, exactamente porque entre nós pratica-se algo muito importante que é a obediência. A obediência proclama que nunca transmitirás para o exterior o que vires ou o que aprenderes aqui. E se tal se proceder, que bem sei que nunca irá acontecer, e
que se contam pelos dedos de uma mão os casos que aconteceram desde há milénios, se tal acontecer; bem, creio que já presenciaste o suficiente para te aperceberes para as consequências dos actos desviantes. A dor que te incutimos serviu apenas para te mostrar meu caro, para fazer com que a tua psique se reja por princípios inesquecíveis de rectitude. Não o encares como um processo maquiavélico, encara-o, se quiseres meu caro, como um ensinamento corporal. Agora farás parte de nós, ajudar-te-emos em tudo o que precisas, temos os nossos contactos, temos os nossos meios. Pergunto-te meu caro, estás disposto a receber-nos assim como nós estamos carinhosamente dispostos a acolher-te?
Um silêncio gelado atravessa o salão, o novo homem responde:
- Sim, estou.
Ouvem-se palmas sublimes de homens mascarados e todos se dirigem ao novo homem, cada um cumprimenta-o e profere um bem-vindo. O mestre aproxima-se e diz para que todos o ouçam:
- Bem-vindo irmão, terás agora que fazer um pequeno juramento.
As instruções do juramento a efectuar são entregues ao novo homem, através de um papiro, o homem lê-o lentamente, passam alguns minutos e depois profere de forma calma:
- Juro defender a pátria portuguesa, a cultura e a língua portuguesas, professo os valores da igualdade, fraternidade e liberdade, juro defender os valores intrínsecos a esta nova ordem que me acolhe, juro defender todos os valores consagrados na nossa constituição, juro preservar de forma inequívoca os valores da língua de Camões e transmitir todos estes preceitos às gerações vindouras. Juro defender a integridade do estado, da nação e de todas as ordens similares à nossa no campo internacional. Concluindo, juro reger-me por um comportamento digno e obediente às normas aqui estabelecidas.


Trinta anos depois - A subjugação

O homem já deixou de ser novo, carrega consigo algumas pequenas rugas, a velhice não é avançada, mas a sua idade ronda agora os cinquenta anos, já subiu vários patamares na hierarquia da ordem que o acolheu. Já teve cargos importantes quer no
campo político, quer no campo económico. Continuou a reger-se por padrões de integridade e de probidade. A sua conta bancária subiu significativamente desde que foi iniciado, tentou sempre pautar a sua doutrina pelos valores que havia jurado trinta anos antes. Escreveu vários livros, onde emancipou no campo internacional a cultura portuguesa. Foi sempre obediente aos preceitos que havia jurado e nunca ousou divulgar aquilo que presenciara nas reuniões secretas onde havia estado, nem nunca divulgou os ensinamentos ocultos que tinha assimilado ao longo destes trinta anos. Teve vários casos amorosos, conheceu várias raparigas e envolveu-se com muitas delas, mas tentou sempre ser fiel e honesto com cada uma delas, enchendo-as de paixão e amor quase platónico. Casou, sendo sempre fiel no mundo profano à sua esposa, mas em festins secretos deixava que a sua libido se entregasse aos prazeres carnais com várias parceiras pertencentes à mesma ordem, em rituais que se assemelhariam a uma homenagem ao antigo deus romano da ebriedade.

Uma manhã cedo o homem acorda, tendo a esposa a seu lado e liga o rádio. Ouve aquelas sonoridades estrangeiras, música anglo-saxónica, tudo músicas cantadas em Inglês com aquelas batidas apelativas ao ego dos indivíduos. A música cantada nesta l
íngua e com estas sonoridades é quase omnipresente no espaço radiofónico nacional e o homem sente-se intrigado com o juramento que havia feito trinta anos antes. Continua a ouvir a mesma música e muda de estação, mas em Português ouve apenas palavras, comentadores políticos, sempre a mesma monotonia, ouve raramente uma música cantada na língua camoniana e volta a ouvir novamente músicas de traços primordiais cantadas na língua de Sua Majestade. Apercebe-se que os jovens idolatram este género musical, as gerações vindouras não mais valorizarão a cultura que havia assimilado. Os nomes dos estabelecimentos comerciais evocam todos essa língua estrangeira, as cadeias de restaurantes estão repletas de termos anglo-saxónicos e nos cinemas os filmes têm todos origem no novo mundo sempre falados na mesma língua, e até quando são filmes nacionais é escolhida uma língua estrangeira para os representar. 


Volta-se para a mulher, olha-a firmemente nos olhos e profere as ternas palavras:
- Dir-te-ei sempre na nossa amada língua: Amo-te.