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Como o automóvel transfigurou as nossas cidades


O caso de Roterdão

Imagem de Roterdão, antes da segunda grande guerra.
De acordo com a fonte citada, a cidade era ainda mais
agradável que Amesterdão, tendo mais canais e mais ruelas.
Fonte: likemag.com
Roterdão no pós-guerra.
Fonte: deleeuwvanweenen.nl
Muitas pessoas que nunca visitaram a Holanda, por certo consideram que, além do país ser essencialmente todo plano, as cidades obedecem todas ao mesmo desenho urbanístico e arquitetónico, obedecendo o edificado das cidades quase sempre ao mesmo padrão. Tal é verdade para cidades como Amesterdão, Delft, Maastricht ou Utrecht, com os seus idílicos e bucólicos canais que rasgam a cidade, as suas arcaicas e clássicas pontes pedonais, as suas igrejas do tempo do catolicismo posteriormente convertidas em templos Calvinistas após a Reforma, as milhares de bicicletas, os caminhantes e andantes nos seus afazeres diários, os gatos e demais animais domésticos que pela rua vagam, e os milhares de comerciantes locais, que colocam a sua montra na rua para desta forma atraírem a clientela que a pé passa. Nestas clássicas cidades holandesas, um pouco tal como naquela Lisboa que atrai paixões, sonhos, poetas e escritores; o edificado, os planos urbanísticos ou o traçado viário, obedece, quer às circunstâncias um pouco caóticas dos construtores locais, que iam edificando em função do espaço disponível e das necessidades ao longo da artéria viária, quer à mente de um urbanista que jamais imaginaria que a grande maioria do povo se deslocaria essencialmente através de uma máquina metálica de uma tonelada que ocupa para locomoção vários metros quadrados. Daí em cidades como Amesterdão, Delft, Maastricht ou Utrecht, encontrarmos ainda aquele espírito citadino humano de antigamente, que nos faz sentir em casa mesmo sendo estrangeiros. O espírito urbano e bairrista que jamais terá Roterdão, essa épica e clássica cidade onde nasceu Erasmo, que perdeu muito do seu brio no pós-guerra.

Parece-me claro, que Roterdão passou por duas fases urbanísticas trágicas ao longo da sua história. Durante a segunda grande guerra, foi violentamente bombardeada pelas tropas alemãs, tendo sido mesmo usado pela primeira vez na cidade, um recente e inovador método de bombardeamento em massa, que fazia, através da coordenação da força aérea, um varrimento de bombas ao longo de uma determinada superfície. Este método (carpet bombing em Inglês) permitia aumentar o nível de destruição no solo, sem recurso a bombas de alto calibre e peso, tornando assim o bombardeamento mais barato e eficaz em toneladas de TNT equivalente por quilómetro quadrado. O bombardeamento nazi foi tão mortífero e destruidor, que foi adicionado à vasta lista de crimes de guerra do regime nazi. Paradoxalmente Hiroxima não consta na referida lista, mas já se sabe, que os ganhadores tendem a escrever a história e fazer jurisprudência nos crimes de guerra. Mas neste caso, o crime de guerra terá sido alegadamente pelo facto de a cidade de Roterdão ter-se rendido antes dos bombardeamentos nazis. Mais tarde os oficiais da Luftwaffe alegaram que a comunicação de rendição da cidade, não chegou a tempo aos operadores do voo e aos pilotos dos bombardeiros. Certo é que a cidade de Roterdão foi severamente destruída por diversos bombardeamentos primeiramente nazis, mas também posteriormente pelos aliados. Tendo ficado a cidade sob o regime alemão do Terceiro Reich, e havendo em alguma camada da população holandesa alguma aceitação política perante os ocupantes, tendo a Alemanha também deslocado alguns equipamentos fabris para a cidade, e tendo a cidade já na altura um dos mais importantes portos da Europa, a cidade foi também um alvo para os bombardeamentos aliados. Como resultado, a cidade de Roterdão, como muitas outras cidades industriais do norte da Alemanha, ficou praticamente toda destruída e em ruínas. Findada a guerra, era possível então construir uma cidade de raiz, sem os constrangimentos das artérias viárias e do edificado um pouco caótico das cidades medievais. 

Como um modelo de negócio molda as cidades

A grande questão é que em 1945, o Ocidente, os respetivos urbanistas e a grande maioria dos políticos, já estavam embrenhados com os alegados benefícios do automóvel, como propulsor do crescimento económico, do emprego e da putativa mobilidade dos cidadãos. Henry Ford tinha começado a produzir o seu Ford-T algumas décadas antes, com bastante sucesso, e as cidades americanas de então, já estavam preparadas para acolher, aquilo que muitos consideravam ser o progresso e o futuro das cidades. Os peões; termo aliás pejorativo na própria língua Portuguesa, pois peão era o indivíduo que andava a pé na guerra, normalmente da classe mais baixa e com menos estatuto, não tendo o linguista, o legislador ou o político adotado expressões no meu entender bem mais adequadas, como andante ou caminhante; foram literalmente empurrados pela legislação viária para as laterais das artérias, para que o grosso da superfície viária pudesse ser entregue ao novo modelo de crescimento económico e de progresso, os automóveis. A cidade, do Latim civitas, que desde os Clássicos era encarada como o apogeu e o magno altar para o cidadão, do Latim, habitante da cidade, passou a ter claramente um propósito de natureza económica e industrial. A cidade, já não deveria servir apenas os cidadãos, deveria servir antes um modelo de negócio, deveria ser instrumentalizada e desenhada para acolher as máquinas que promoviam o crescimento económico e que alimentavam a indústria do petróleo, na altura e ainda hoje através do sistema petrodólar, controlada pela administração americana. 

Hiroshima


There is no debate,
what debate
what possible debate
may you undertake
for the fate
and sake
of your carbonized mate?
Will you do such mistake?

There is no debate
no possible debate
for the sake
of your vaporized
human mate.
It was done
by a bloody state!

Will you awake
there is no debate
as it is written the fate
of the Great Snake,
the united state,
for such massive
shake and quake;
and sooner or late
for the sake
of Humanity
the ones that kill and rape
will take
their fate.

Those that crossed the red-line
devastating the most fine
human nature
those that spread the terror
the chaos and the horror,
the death and the pain
with no human constraint.

Which debate
might be possible,
for the sake
of your human mate?
Are you really awake?

Can you undertake
such mistake?
To justify and debate
the Terror?
the Torture?
the massive destruction
and the massive
shake and quake?

There is no admissible debate
that any human may take
for the sake
of one’s mate

Have you seen the lake?
full of blood
from radiation
which debatable explanation
may you give?
Not even forgive
may I conceive.

No debate
may I undertake
for the sake
for the fate
of my human mate.

Do Ruanda, do imperialismo e da antropometria


Tive hoje a oportunidade de ver o filme Hotel Ruanda, e não pude deixar de ficar chocado com os eventos que recordei, pois lembro-me de os ter observado na televisão, tinha eu cerca de catorze anos. Tendo eu hoje uma maturidade intelectual mais formada, tal permite-me compreender uma série de fenómenos e de estabelecer uma série de raciocínios muito mais elaborados.

Do imperialismo americano

O caso do genocídio do Ruanda, onde se estima que tenham sido exterminadas cerca de um milhão de pessoas, essencialmente Tutsis, atacados pela maioria Hutu, demonstra que a política externa americana é hediondamente hipócrita e repugnante. Lembremo-nos deste genocídio, onde quase um milhão de pessoas foram barbaramente assassinadas, quando os líderes americanos evocarem motivos civilizacionais ou democráticos, para efetuarem qualquer tipo de intervenção militar, quando os mesmos líderes da polícia do mundo, ficaram impávidos e serenos perante este massacre. Nada que espante um pensador, que há muito que constatou, que o único fator que demove os líderes americanos para intervir militarmente, é o petróleo ou a hegemonia económica, como ficou bem claro pelas duas intervenções militares na quinta maior reserva de petróleo do mundo, o Iraque. De recordar ainda, que no Ruanda a ONU tinha uma autorização formal para manter a paz, enquanto no Iraque tal não aconteceu, mas parece que as resolução das Nações Unidas nunca foram nem fatores dissuasores nem motivadores, para as diversas intervenções dos estados unidos da américa.

Da antropometria que distingue os Hutu dos Tutsi

Da esquerda para a direita: Tutsi, Hutu e Twa

Durante a conferência de Berlim de 1884-85, o Ruanda foi atribuído à potência colonial alemã. Os colonialistas, convencidos erradamente que os Tutsi tinham migrado para o Ruanda, vindos da Etiópia, julgaram que estes eram mais caucasianos que os Hutu. Assim sendo, a administração alemã acentuou a diferença racial, colocando nas administrações do país elementos de etnia Tutsi, para poder melhor controlar o país, sem grandes necessidades de intervenção militar. Quando a Alemanha perdeu a primeira grande guerra, perdeu também todos os seus territórios em África e o Ruanda passou para a administração belga. Por essa altura, os belgas começaram a identificar os habitantes, sendo que no documento de identificação constava também a etnia. A distinção era feita, através de métodos antropométricos, onde se media, entre outros elementos, a largura do nariz, sendo que os narizes mais largos eram atribuídos aos Hutus, e também por essa mesma razão, os primeiros colonizadores, julgaram que os Hutu teriam menos ascendência caucasiana.

Mas o mais estranho, é que muitas vezes nem os próprios ruandeses conseguem distinguir uns dos outros, tendo hoje em dia praticamente a mesma língua e a mesma cultura. Este duplo exemplo imperial, por um lado pela história negra do imperialismo colonialista europeu do séc. XIX e XX, e por outro lado do imperialismo neo-colonial americano, demonstram, que qualquer tipo de imperialismo, militar ou económico, são perversos e desumanos. Os europeus etiquetaram os indígenas, para os poder controlar e assim controlar a região, alavancando mais tarde clivagens raciais, que o comum dos ruandeses muitas vezes não distingue. Por outro lado, o imperialismo americano neocolonial, que intervém militarmente sempre que lhe aprouver e os seus interesses económicos estiverem em causa, nada fez com referência ao genocídio do Ruanda. Os números do genocídio do Ruanda, demonstram-nos que o imperialismo moderno, intervencionista a la carte, é muito mais letal para a Humanidade do que o foram todos os colonialismos europeus.

Do imperialismo e da questão liberal


Um dos erros comuns por parte de uma grande fatia da população que opina politicamente, é considerar que nos estados unidos da américa, é que se aplica os ideais da liberdade, tendo por conseguinte plasmados políticas económicas liberais. Tentarei argumentar todavia que tal não corresponde à verdade.

Um dos motivos pelo qual muitos ideólogos teorizam que nos estados unidos da américa se aplica um modelo económico liberal, é porque o estado tem tendência a estar pouco presente na economia, tendo por conseguinte margem de manobra orçamental para baixar a carga fiscal. Todavia a carga fiscal nos estados unidos no cômputo geral, não é por sinal muito mais baixa que na Europa, sendo que por exemplo o congénere ao IRS pode chegar aos 56 por cento, considerando impostos federais e estaduais sobre rendimento de pessoas singulares. O congénere ao IVA rondará os 11 por cento. Apesar de este valor ser em média mais baixo que a média na Europa, não nos podemos esquecer que muitos produtos e serviços na Europa têm também IVAs bem mais reduzidos, sendo que Portugal não pode ser dado como exemplo devido à enorme carga fiscal que surgiu com as políticas de ajustamento orçamental.

A diferença fundamental no meu entender, que muitos europeus aparentam desconsiderar, é que os estados unidos guarda uma larga fatia do orçamento de estado para a parte militar, mais precisamente cerca de 20 por cento do total do orçamento federal, enquanto que uma larga fatia dos orçamentos de estado dos países da Europa, vão para suster o estado social, entidade praticamente inexistente ou muito reduzida nos estados unidos da américa. Nesse país o trabalhador tem de pagar ainda do seu bolso a sua saúde, a sua pensão ou mesmo as mensalidades de um eventual seguro contra desemprego. Como em tempos citou o próprio Martin Luther King num discurso contra a guerra no Vietname, os estados unidos gastavam mais dinheiro por um rebelde abatido, do que pela saúde de um americano.

Chamar liberal ao modelo económico americano, é por conseguinte uma falácia político-filosófica. Noutro tópico sobre o qual tenho muito refletido, e sobre o qual muito tenho lido, a mobilidade, constata-se mais uma vez que os estados unidos estão longe de ter uma visão liberal da sociedade. É dito, em abstrato, que qualquer cidadão pode ter acesso a um automóvel, mas de facto, há milhões de pobres que não têm direito a um, e as estatísticas mostram que os transportes coletivos de passageiros, principalmente entre cidades, são apenas usados pelos mais pobres. As cidades norte-americanas foram assim desenhadas, obedecendo a um paradigma muito bem definido de hegemonia económica do automóvel, onde a grande fatia do espaço público foi atribuído àqueles que tinham condições financeiras para suster as despesas inerentes do carro. Estamos mais uma vez perante uma enorme contradição no modelo liberal de sociedade, que dita, que a liberdade do indivíduo não deve ser restrita, nem pelo Estado, nem pelos outros. O indivíduo americano enquanto peão, de facto, tem as suas liberdades individuais de movimento no espaço público, largamente limitadas pela imposição de um modelo económico imperialista, baseado no sistema petrodólar e na indústria automóvel.

Em acréscimo o imperialismo colide várias vezes com a própria noção de individualismo, pois as agências de investigação dos estados unidos, sob o pretexto do combate ao terrorismo, tomam medidas restritivas à liberdade individual e de controlo de dados de cidadãos, medidas que seriam equiparáveis aos modelos de controlo da população usados pela união soviética. Por detrás de uma capa liberal, as políticas norte-americanas obedecem de facto, não a um modelo liberal da sociedade, em que as liberdades individuais dos cidadãos são respeitadas, mas a um modelo imperialista de hegemonia do mundo. E tal está bem presente na distribuição de recursos pelo mundo, demonstrando que de facto, os estados unidos não respeitam a liberdade dos outros povos nos acessos aos recursos, visto que representam cinco por cento da população que consome todavia vinte por cento dos recursos do planeta. O modelo económico americano, assim como a sua política externa, estão longe de serem liberais no sentido etimológico do termo, na medida que se prima pela liberdade máxima do indivíduo. Esses modelos têm como objetivo primário, não qualquer modelo social em concreto, mas apenas a hegemonia militar e económica, ou seja imperialista, sobre os outros povos do mundo.

Hollywood as the Ministry of Propaganda


Yesterday I had the time and the opportunity to watch the famous Hollywood movie Fury, where Brad Pitt performs the character of a tank commander along the western side of the European war during second world war. The movie is clearly and undoubtedly nothing more that an american propaganda movie, completely unlinked with the reality. Despite the fact that the american tanks were technologically much inferior compared with their German counterparts, the personnel on the German side were, bravely and militarily speaking, much more well trained and more efficient on their tactics and ferocity on combat. During the last scene of this movie we can see Brad Pitt as tank commander shooting the very well prepared and well trained Waffen SS soldiers, where they are shot very easily and almost idiotically. According to to this movie, despite the low armour thickness of the american tanks, the heroes leading those tanks could make the difference.

History actually demonstrates that the opposite is true. The German defending forces were outnumbered by large ratios, but still they were able, due to technological superiority and better prepared and braver personnel cause severe casualties on the enemy forces. The Allies won the war through numbers, and today, that is perfectly clear. Michael Wittmann for instance, a German tank commander, was credited with the destruction of 138 enemy tanks during the second world war. Not only he had technological superiority with his Tiger, considered by many the best tank in warfare at the time due to its armour and fire power, but Wittmann was also a superb tactician and a ferocious attacker. These numbers have not at all comparisons on the Allies' side. All the history of the second world war by the German side, is actually made of heroism, greater bravery and technological superiority, having the third Reich being defeated by the huge sacrifice and greater number superiority of the Red Army.

Michael Wittmann is accounted to have destroyed 138 enemy tanks and also 132 anti-tank guns. In the air on the other side, the biggest ace of all times, Erich Hartmann, pilot of the German air-force, is accounted for having destroyed 352 enemy aircrafts. In a large list clearly dominated by Germans, the first american appears almost at its end having destroyed 38 enemy aircrafts, mainly in the Pacific war. We still have to take into account the great damage the German submarines provoked on enemy forces, considering the German naval task force were incredible inferior in numbers, being the camouflage of submarines the most optimal and efficient option. 

I'm not at all defender of Nazi Germany, nor as pacifist have I any kind of veneration towards the German army, though I must stress out that american movies regarding the second world war are not better than the Nazi or the Stalinist propagandist counterparts of the time, in the sense that they impose on the masses and on the public opinion a total distorted and untruthful notion of reality. I despised the movie Fury neither because it has violence or because it's a blockbuster, but simply because the message it broadcasts, as in the great majority of the american movies, is simply totally incorrect and false. But what Hollywood actually is but the Ministry of Propaganda of USA.

Da Verdade e da Emoção


Um dos fatores que mais deturpa a razão pura e a capacidade analítica das decisões do Homem, é a deturpação emocional dos factos. Tal não quer dizer que nos devamos tornar desumanos ou friamente calculistas. O Humanismo está no atravessamento de todos os graus de Liberdade do hiperespaço que constitui as nossas vidas, sem todavia violarmos as zonas proibidas. Os Dez Mandamentos, grafados nas tábuas de Moisés, que o Alcorão tanto cita, são um bom exemplo dessa limitação. Assim, como muçulmano radical que sou, pois defendo a guerra santa contra o grande satã sediado no novo mundo, repudio de forma veemente qualquer ataque a vidas humanas, sendo eu, filósofo sufista, um fervoroso seguidor da Carta dos Direitos do Homem. Quero aqui também publicamente, prestar os meus maiores sentimentos aos familiares e amigos dos membros do jornal francês, pois aquilo que foi feito contra a equipa jornalística desse jornal satírico, é extremamente repudiante e intolerável. Os responsáveis morais por esse ataque, deverão ser punidos pela justiça francesa de forma exemplar.

No hiperespaço da vida tudo nos é possível menos as zonas proibidas. Podemos dizer a um vizinho que o amamos ou odiamos, e todavia poucas pessoas alguma vez chegam a um extremo destes no eixo vivencial das suas relação com o vizinho. Na rua próxima àquela onde habitamos, temos a liberdade de visitar todos os restaurantes e escolher todos os diferentes menus, e todavia por tradição restringimo-nos ao mesmo restaurante e ao mesmo menu. Há milhares de cidades no país em que vivemos e quando viajamos vamos por norma aos mesmos locais. Um hiperespaço é na realidade, do ponto de vista matemático, um espaço com muitas dimensões. Aplicado à nossa vida, se a cada variável ou eixo, atribuirmos uma profissão, uma relação pessoal, um local para habitar, uma pessoa para amar ou um item para comprar, apercebemo-nos que a multitude de opções é infinita. Nesse hiperespaço poderíamos colocar-nos num qualquer ponto, ou seja, viver num qualquer local dentro do nosso continente, escolher de entre os habitantes do país para amar, uma língua para aprender, ou das milhares de profissões por escolher; todavia restringimo-nos ao espaço limitado e fechado – definição matemática – do utilitarismo em que convertemos o nosso dia-a-dia, ou seja, a clausura está dentro de nós. E por vivermos em frustração e ansiedade por não nos libertarmos do cárcere vivencial, vamos tantas vezes violar as zonas sagradas como forma de escape ou de purga sentimental. Matar um próximo, violentar alguém, tratar mal um animal ou ser agressivo para com um inocente, seja porque motivo for, é violar uma das regras mais basilares, sacrais e fundamentais das relações humanas, independentemente da cultura ou povo, pois Ele quer que prosperemos.

O sistema petrodólar explicado às crianças


Numa aldeia habitam três pessoas, o Mustafá, o Américo e o Zé do Mundo. O Mustafá tem no seu quintal um poço com água, que até ao momento tem-se revelado quase inesgotável. O Zé do Mundo, o Américo e o próprio Mustafá, precisam de água para beber e para as suas hortas, e como tal vão buscá-la ao quintal do Mustafá. Inicialmente o Zé do Mundo e o Américo obtinham água do Mustafá dando em troca aquilo que produziam, como por exemplo batatas ou cenouras, mas as coisas têm mudado. O Américo, além das batatas e cenouras que produz que têm um mau sabor, tem no seu quintal uma pedreira com milhões de calhaus sem qualquer valor, sendo embora o único lugar na aldeia onde existe aquele tipo de calhaus. Todavia, os calhaus não servem para nada, não têm qualquer propósito, não dão para aquecer as casas, não dão para extrair minerais ou produzir quaisquer tipo de produtos com utilidade, são simplesmente calhaus que o Américo tem na sua pedreira aos milhões. Mas como o Américo é preguiçoso e as suas cenouras e batatas já não têm qualidade; ele tem um plano para, usando os seus calhaus, obter as cenouras e as batatas do Zé do Mundo, assim como á agua do Mustafá, sem precisar de trabalhar.

Certo dia o Américo aproximou-se do Mustafá e disse: “Soube por fonte segura que o Zé do Mundo não te quer pagar mais pela água e está mesmo a pensar expulsar-te desta casa para ficar com o teu poço”. O Mustafá aflito responde: "Mas isso não pode ser, ele não tem direito a ficar com a água do meu poço". O Américo responde: "Posso ajudar-te a protegeres o teu poço, caso queiras". O Mustafá responde: "Sim, por favor, ajuda-me!". O Américo então refere: "Construí uma catana lá em casa, e testei-a com um pequeno leitão, tendo-se revelado extremamente eficaz. Garanto-te que com esta catana, jamais deixarei o Zé do Mundo roubar-te água do poço, mas terás de fazer um pacto comigo". "Claro" responde o Mustafá. O Américo então propõe: "Doravante, só aceitarás do Zé do Mundo quando ele quiser a tua água, os meus calhaus como objeto de troca, e como contrapartida garanto-te sempre proteger-te do Zé do Mundo com a minha catana, sempre que ele quiser roubar a tua água". "E o que faço com calhaus em vez de cenouras e batatas?" perguntou o Mustafá. "Não te preocupes, que eu dou-te todas as cenouras e batatas que precisas para sobreviver, as minhas e as do Zé do Mundo". "Estamos combinados" respondeu o Mustafá, aceitando a proposta.
 
E assim foi! Um dia, como muitos outros, o Zé do Mundo dirigiu-se ao Mustafá para buscar água para beber e para a sua horta, e queria dar a sua produção de cenouras e batatas à troca como de costume, mas o Mustafá recusou, dizendo que tal já não serviria e que só aceitaria calhaus, e não qualquer tipo de calhaus, mas apenas os calhaus que o Américo tem no seu quintal. “E o que farás tu com calhaus em vez de cenouras?” perguntou o Zé do Mundo. “Isso é lá comigo e com o Américo” e não tens nada a ver com isso. "E como posso obter esses calhaus?" pergunta o Zé do Mundo. "Terás que dar a tua produção de cenouras e batatas ao Américo e este por sua vez dá-te os calhaus que podes usar para obter água do meu poço".

O Zé do Mundo passou então a trabalhar do alvorecer ao anoitecer, e sempre que quer obter água para beber e para o cultivo da sua horta, tem de se dirigir ao Américo e entregar-lhe quase toda a sua produção de batatas e cenouras, restando apenas poucas para si. Por sua vez o Américo em troca, dá-lhe os seus calhaus que tem no quintal. O Zé do Mundo então pode usar esses calhaus para entregar ao Mustafá; e o Mustafá por sua vez dá-lhe água em troca dos calhaus. O Zé do Mundo trabalha arduamente, pois o que produz diariamente dá para poucos calhaus, e esses calhaus mal chegam para o seu consumo de água para um dia. O Mustafá e o Américo não trabalham e vivem os dois à custa do Zé do Mundo. O Américo distribuí uma pequena parcela das cenouras e das batatas ao Mustafá. O Américo com o tempo que tem, ainda aperfeiçoa e afia a sua catana, para que fique mais tenebrosa, ameaçando também o Mustafá que não pode quebrar o pacto que estabeleceu consigo. Quando as cenouras e as batatas que o Zé do Mundo produzem não satisfazem a gula do Américo, este ordena ao Mustafá que aumente o número de calhaus exigidos para cada balde de água, obrigando o Zé do Mundo a entregar mais cenouras e batatas ao Américo, para assim obter mais calhaus. Mas quantas mais cenouras e batatas o Zé do Mundo precisa de produzir, mais água também precisa de obter do Mustafá para a sua horta, obrigando-o a trabalhar ainda mais arduamente. Sempre que por sua vez o Américo quer mais cenouras ou mais batatas, tem apenas que ir à sua pedreira fortemente protegida com vedações altas, obter alguns calhaus, e depois dirigir-se ao Zé do Mundo para obter em troca dos calhaus, batatas e cenouras.

A vida na aldeia mantém-se pacata porque a catana do Américo pune com violência o Zé do Mundo ou o Mustafá, caso estes queiram mudar alguma coisa. Por sua vez nem o Américo nem o Mustafá trabalham, repartindo de forma não equitativa aquilo que Zé do Mundo produz. Um certo dia, quando o Zé do Mundo cavava a horta, encontrou por acaso no seu quintal, também um poço de água. Muito entusiasmado pela descoberta, e pueril e bondoso como é, foi imediatamente a correr a informar o Mustafá a agradecer-lhe bastante a água que lhe tem fornecido, mas referindo que a dele é melhor, pois tem mais qualidade e além disso é caseira, não necessitando assim de trabalhar tão arduamente para obter as batatas e as cenouras, produzindo apenas aquilo que necessitar para si. Quando o Mustafá informa o Américo da nova situação, este enraivecido decide agir. Durante a noite, enquanto o Zé do Mundo dormia, o Américo envenena-lhe o poço de água com cal e sal, e no dia seguinte o Zé do Mundo, ao provar a sua água com um sabor tão nefasto e ao ver que a água não servia para a sua horta, vê-se obrigado a recorrer novamente ao Mustafá para obter água. E assim o Zé do Mundo é único que trabalha. O Mustafá nada faz porque teve a sorte de ter um quintal com um poço, e o Américo passa o tempo que tem a desenvolver cal para envenenar novos poços que possam aparecer no quintal do Zé do Mundo, e também a afiar a sua catana, para assustar e punir quem queira mudar as coisas como estão.

Foi a Rússia quem ganhou a segunda grande guerra


Plano da operação Barbarossa,
a maior ação militar de todos os tempos.
Fonte: WP
Perguntemos ao comum dos portugueses ou europeus, ou mesmo a um qualquer cidadão do mundo, quem venceu a segunda guerra mundial, e por certo, devido à forte e deturpada cultura americana e ocidental, o comum dos cidadãos dirá que foi o exército americano juntamente com os ingleses, a resistência francesa e a dos países do leste.

A resposta, após estudar e ler bastante sobre a época bélica em questão, é todavia diametralmente oposta, e revela que a propaganda americana, não difere muito da dos nazis ou dos soviéticos, na medida que incute nas massas uma noção da realidade e dos factos totalmente deturpada. Quem venceu a segunda grande guerra, para dissabor dos pensadores ocidentais, de muitos jornalistas, colunistas, amantes de literatura, cinéfilos, e mesmo anti-estalinistas, foi na realidade a Rússia e mais precisamente o Exército Vermelho. Não posso deixar de o referir, pois desde que observo filmes ou que leio alguns romances sobre a temática, apesar de muitas vezes os mesmos se basearem em factos reais, revelam apenas uma fração dos verdadeiros factos, e que os historiadores sérios e independentes desvendam desde há muito.

Factos históricos

Cerca de noventa por cento das forças armadas alemãs do terceiro Reich, pereceram na frente oriental, ou seja, cerca de nove em cada dez membros das forças alemãs morreram combatendo o Exército Vermelho. A Rússia pagou bem caro a sua guerra patriótica, pois foi o país com o maior número de fatalidades, cerca de 20 milhões de seres humanos, entre civis e militares, um valor 50 vezes superior àquele que o exército americano perdeu na guerra, mesmo já incluindo as suas baixas contra o Japão na guerra do Pacífico. Quando Hitler ordena a invasão do leste, com a operação Barbarossa, em homenagem a Frederico I da Germânia, e que se inicia a 22 de junho de 1941, dá início à operação militar de maior escala em toda a história bélica mundial, onde participaram cerca de 4,5 milhões de soldados das forças do Eixo, que se prepararam para invadir a União Soviética numa frente de 2900 km. Para que possamos comparar o que são 4,5 milhões de homens alocados a uma operação militar, reparemos que o exército dos EUA, a maior potência bélica na atualidade quer em gastos militares quer em recursos, é composto por cerca de 1,3 milhões de efetivos, e o exército da China, o maior do mundo em números, é composto por cerca de 2,1 milhões efetivos. Já o exército indiano na atualidade tem cerca de 1,3 milhões de efetivos; portanto, EUA, China e Índia formam as três maiores potências bélicas da atualidade, em número de efetivos ativos nas suas diversas forças armadas. A Alemanha em 1942, com o apoio dos seus aliados, aloca numa operação militar, o mesmo número de homens, que têm juntas as três maiores potências bélicas da atualidade.

Why is USA theologically the great Satan?


First of all, I must refer I’m neither a Muslim nor an Arab. I do not at all support any kind of terrorist attack nor I tolerate any kind of aggression towards human lives. I’m a pacifist and I’m not the “religious” type, if we consider the meaning this term has for the common sense. I’m just a philosopher and my favourite authors are Plato and Voltaire.

Nevertheless I completely understand the term “Satan”, merely as a religious metaphor. Satan, per se, does not exist, science hasn’t found it nor there is any kind of theory that might support the lightest existence of Satan. Though, Man since the most ancient times interpreted many facts through His mind and spirit giving them metaphoric symbolism. One of these might be the sky-night constellations, merely combinations of light spots in the sky which were anthropomorphised. The planet Venus is another interesting example, due to its colour and pathway in the sky. Because it is red and its path has an approximately V-shape in the sky, having the V letter the shape of the female vulva (word which starts with V, having also two V), which our ancestors would see in their daily lives on normally naked women, as underwear is an evolutionary recent creation, Venus was then historically linked with femininity, and through psychological connection with love and lust. The Great Architect, the entity Masons throughout the world define as their God, is another metaphor, as the architect is the being which draws the plan masons shall follow. We can nowadays with science clearly state that almost everything which is in the Bible might have some connection with reality, but only through metaphors, Adam and Eve being a clear example. We know that Homo Sapiens (modern man) had a beginning around two hundred thousand years ago. Primates and Homo Sapiens seem to have an anthropological primary fear of serpents, because evolution taught us serpents are dangerous as they are poisonous.  Still, because there is a very strong Freudian psycho-sexual connection (due to shape) between serpents and penis, serpents were strongly associated with the animal of lust and sin. Sin, Serpent and She are words which start with the letter S, the lonely shape of the letter S appearing to be itself a serpent. The Genesis is nothing but a metaphor.

Man made metaphors due to anthropological reasons. Therefore, normally they are linked with animals, meteorological and astronomic factors or - since Man, like any mammal, is a collective being which by default interacts in communities and groups - social interactions which we define with values.  Good and Evil, God and Satan, Heaven and Hell are just some examples. Many saints in catholic countries for instance are “responsible” for weather and crops; animals are seen as the mascots and symbols for so many clubs and teams; and good and evil are concepts which Mankind found many millennia ago to be optimal to define behaviours which are dangerous to the community or the common wealth, and those which are desirable as they are linked with prosperity, harmony and order. That’s why in every theological culture or regime killing innocents is somehow linked with Evil, and charity is linked with God. The illuminist movement converted these metaphoric concepts in something much more rational, although with the same ethical approaches and having the same practical functions, as killing is sanctioned by law and solidarity (the modern state charity) is seen as something desirable.

Metaphors, strongly supported by religion, played then a key role in our culture, even the Western one, and they were slowly through ages unveiled, as science and intellectual movements were progressing. So, as Satan scientifically does not exist, what this metaphor really represents and why USA fits within it? USA has 5% of the world population but consumes 20% of the world resources, externalising environmental and social costs to other countries. USA was the only country, along with Australia, that didn’t sign in for the Kyoto agreement, the first compromising international agreement in-which so many nations worldwide decided to reduce greenhouse gases emissions. USA was the only country throughout Mankind History that used atomic power to kill civilians. Around eighty percent of the world pornography – and I suppose, disregarding at all religious factors, that anyone might find wide broadcasted pornography as something desirable for prosperity and order – is produced in USA. USA is the only country, like Vietnam if I’m not mistaken, which legally accepts abortion up to the day the baby is born. Killing legally a healthy infant minutes before he is born, does not seem to be, for every reasonable person, something liable to be “good”. Observe the interesting graphical similarity between the words good and god, and the fact the letter G, is the letter for the word Galaxy, as our ancestors thought the Milky Way, was the Universe, having a helicoidally shape which then applied to the shape of the letter G, the letter of the word God. In USA, having a fire-weapon for “self-defence” is a legal and alleged constitutional basic right, and we know, that the only purpose and end of a fire-weapon is to kill. The developers of fire-weapons are not thinking in self-defence when they design and build them, but merely how to provoke the highest damage in the opponent, an euphemism to describe normally a human being. USA is one of the countries with more automobiles per inhabitant and in absolute number; being also a great promoter of these metal machines; the automobile being responsible in the 20th century for the same fatalities as the second world war, just in road accidents. USA does it since the Ford age, because automobiles run on oil derivatives, and oil plays a key role in the economic external affairs of the empire, mainly nowadays due to the petrodollar system, causing enormous severities to the planet Earth, mainly pollution. USA has the military power (even in historical proportions), that no other nation had in History, and commences a major war on average on every 10 or 15 years against another sovereign nation. The goals which are normally given to these wars are described as humanitarian or democratic, but history seems to verify that they are simply economic. The “axis of evil”, as Bush defined, is just a set of oil producing countries which do not wish to comply with the petrodollar system. 

USA, like the Nazis did, put one of the most outstanding qualities of Mankind, its capacity for innovation and creativity, on the service of death and destruction. Satan does not scientifically exist, but as with its metaphoric representation is concerned, USA fits within-it very clearly!

A Ucrânia, o Texas, e a diplomacia do grande Satã


Sobre o caso recente dos confrontos separatistas que têm acontecido no leste de Ucrânia, e sobre as posições diplomáticas no domínio internacional, que têm tomado os emissários do grande Satã, interessa ler com algum cuidado e rigor a história do Texas.

Simplificando para os caros leitores, o Texas era uma região soberana do México, estando tal domínio territorial consagrado na constituição mexicana. Todavia a partir de certo período histórico a região do Texas recebeu vários milhares de imigrantes americanos, devido em parte à boa vontade do governador mexicano em aceitar imigração para assim povoar as terras e evitar o banditismo indígena. Quando os colonos americanos provenientes do norte, ultrapassaram em número os mexicanos, revoltaram-se e criaram uma república autónoma independente. Quando o exército mexicano invade a região para recuperá-la, intervem o exército americano para defender a sua população e posteriormente anexa o Texas aos EUA. 

Irónica a história universal!

Alá é Grande

Sobre a questão Ucraniana


Kommersant Photo/Kommersant via Getty Images
Os recentes acontecimentos na Ucrânia, com a recente decisão de Moscovo de invadir o território da Crimeia, demonstra-nos claramente que as relações internacionais no domínio da diplomacia e da legislação internacionais não mudaram muito desde os tempos dos romanos. Acima de tudo reina a hipocrisia, os sofismas dos comentadores políticos, as propagandas ardilosas, informações dúbias quer do lado ocidental, quer do lado da Rússia. Ora tenho tentado ver e ler os meios de comunicação social de ambas as partes, por um lado a vasta comunicação social ocidental, como a CNN, a France 24 ou a BBC, e do outro lado a Russia Today, uma televisão russa internacional que emite em língua inglesa.

Analisando os factos de forma racional e tentanto apurar a verdade de forma independente e livre, parece-me que Putin está a querer mostrar ao mundo o poder imperial e militar da Rússia, ranascido após a guerra fria. Já o Ocidente tem aqui um papel abominavelmente hipócrita e demagogo, como se o Ocidente fosse o único poder internacional que tivesse legitimidade para invadir os outros países a seu bel-prazer. Remete-nos para a velha questão da filosofia militar de que há armas boas e armas más, as nossas são as boas, as dos outros são as más.

Sejamos factuais. Putin é um ditador, no sentido estrito e romano do termo - oposição fraca, controlo da comunicação social, morte de jornalistas, perseguição de minorias, controlo do senado - mas parece-me que os russos têm bastante legitimidade no quadro internacional para o que estão a fazer. Lembremo-nos que a Rússia faz fronteira com o leste da Ucrânia, e estando a região instável afeta diretamente a Rússia. Consideremos ainda que há milhões de cidadãos russos e de etnia russa a habitar na Ucrânia e parece-me ser dever das forças armadas russas, no seguimento da sua constituição, defendê-los. Outro dado interessante é que por exemplo 75% da população da Crimeia, ou seja três quartos, é de etnia russa.  Mais, o partido de Ianukovich em 2012 ganhou as eleições democraticamente com 30% dos votos contra 25.5% de Julia Timochenko. Não podemos também esquecer que grande parte dos movimentos que estão nas ruas a protestar de forma violenta contra um governo democraticamente eleito, são de fações da extrema direita e neo-nazis. Façamos então esta pergunta à diplomacia ocidental que tanta vezes argumentou a favor da invasão de outros países em nome da Democracia: poderão os protestos violentos das ruas depor um sufrágio universal?

Podemos então referir, num enquadramento lógico, que estando a Ucrânica à beira de uma guerra civil, tendo o seu presidente democraticamente eleito sido deposto por um golpe de estado popular com traços de discriminação étnica e racial, ficando a população de etnia russa no país em perigo; e tendo esse presidente pedido apoio à Rússia para intervenção no território, parece-me, no quadro do que têm sido os pressupostos para todas as invasões militares levadas a cabo pelo Ocidente, que a Rússia tem bastante legitimidade no que está a fazer.

Não nego que Ianukovich não passe de um fantoche de Putin, mas poderíamos também dizer que Julia Timochenko não é mais que um fantoche do Ocidente. Pelo outro lado sabe-se muito bem que por exemplo os pressupostos que fizeram os americanos invadir o Iraque eram uma autêntica fraude. Nunca houve armas de destruição maciça no Iraque e hoje sabe-se que os EUA indaviram esta região do golfo pérsico apenas e tão-somente para obter os seus recursos energéticos. Estudos dizem que o petróleo teria um preço muito mais alto se os EUA não tivessem invadido o Iraque, pois as empresas americanas desde a invasão que sugam petróleo na região, a segunda maior reserva de petróleo a nível mundial. Porque invadiu a NATO a Líbia, sendo que Muammar al-Gaddafi apesar de tudo providenciava estabilidade a toda a região? Estando Osama bin Laden abatido, porque continua o império americano no Afeganistão? Porque invadiram os EUA o Vietname? Era um país longínquo, praticamente sem população americana para defender.

Não sou de todo simpatizante de Putin, pois é claramente um ditador eslavo dos tempos modernos, mas a demagogia e a hipocrisia do Ocidente, e muito em particular a dos EUA, deixa qualquer filósofo independente e pensador livre, a bradar aos céus do Olimpo, com tanta barbaridade e demagogia intelectual propalada pelos seus emissários internacionais.
 

A génese do Mal: estados unidos da américa



Às 8:15 de 6 de Agosto de 1945, um avião de nome Enola Gay, larga uma bomba de nome Little Boy na cidade de Hiroxima. CEM MIL PESSOAS SÃO FULMINADAS EM NOVE SEGUNDOS.

Concluo aquilo que qualquer humanista não pode deixar de concluir. Enquanto a américa existir enquanto nação, a Humanidade não terá paz, os estados unidos da américa representam o Mal da Humanidade, um cancro para o Homem, e esse cancro precisa de ser curado, com Amor e com a Palavra, nunca com violência. Os estados unidos da américa representam o Mal para a Raça Humana, representam a doença mais nefasta que a Humanidade já presenciou, são um vírus que precisa de vacina. Os estados unidos são uma doença funesta, uma doença mortal, uma doença que tem cura, e essa cura chama-se Amor e Palavra. O Mal trata-se com o Bem. A violência cura-se com a Paz, o ódio cura-se com o Amor. O Mal que representa os estados unidos enquanto nação e enquanto ideal cura-se com o total desprezo e repúdio pelos seus ideais, pela sua cultura desprezível, pela sua música, pela sua cinematografia fútil e horrenda, por desprezo com todos os seus presidentes, por desprezo com todas as suas celebridades, por total desprezo com todos os representantes da sua cultura, da sua diplomacia e dos seus ícones culturais. Os estados unidos da américa representam, na iconografia metafórica religiosa, Satanás. Mas o Satã não se combate com a espada, mas com a caneta. O Satã não se combate com o sangue, mas com a Palavra, o Satã não se combate com o ódio, mas com o Amor. Hoje declaro guerra aos estados unidos da américa. É a guerra fria da Palavra e da Paz, do desprezo e do repúdio. É impossível o meu coração ficar indiferente perante este horrendo desprezo pela raça humana. A américa enquanto nação, com os seus ideias, e não os seus habitantes obviamente, representa a verdadeira génese do Mal. Este é um cancro que muitos veneram, e eu não sou um deles. E para esse cancro há uma cura: Palavra escrita que reponha toda a Verdade sobre a desumana crueldade perpetrada pelo império do Mal.

Os semideuses do tio Sam


Memorial ao deus Jefferson
Ao que parece no país do tio Sam, onde prevalecem maioritariamente ateus e maçons, também existem uma espécie de semideuses de que ninguém pode parodiar. Ao que parece uns cidadãos americanos anónimos decidiram dançar (é isso mesmo que ouviram: dançar) em frente ao memorial do presidente Jefferson e por muito ridículo que pareça foram todos presos com uma violência deveras exagerada. A isto chama-se "Liberdade de Expressão": aquilo de que as elites idiotas de americanos se orgulham de propalar com as suas frívolas ideologias. É verdade meus caros: isto não passou na medíocre televisão portuguesa alinhada com as políticas liberais do tio Samuel.

Mas já passou na TV portuguesa com pompa e circunstância, o facto de três cantoras de rock russas (cujo nome da banda traduzido será algo como "O Motim das Conas"), terem sido presas por cantarem dentro da Catedral do Cristo Redentor de Moscovo, um dos locais mais sagrados para os Cristãos Ortodoxos Russos. O título do jornal Expresso por exemplo - claramente alinhado com o que se sabe, conhecendo-se os contactos obscuros de que Balsemão possui - assim ditava: "Russia a um passo do Estado Clerical". Isto é uma dualidade de critérios gritante, que coloca qualquer filósofo justo a bradar aos deuses do Olimpo. Putin, é severamente criticado pelos comentadores das televisões ocidentais, porque ao que parece, sem quaisquer provas de todo consumadas, terá atentado à "Liberdade de Expressão" de três cantoras de rock, que cantaram dentro de uma igreja sagrada cristã e um símbolo maior para os russos; um ato considerado blasfemo, em qualquer cultura, país ou religião! Que título teria tido o jornal Expresso se os Moonspell, por exemplo, tivessem dado um dos seus espetáculo mais agressivos e sonoros no Mosteiro dos Jerónimos? Não atuariam também as forças da Lei?

Mas uns tipos quaisquer, por dançarem (é isso mesmo que ouviram, por apenas dançarem) em frente a um memorial (um espaço aberto) foram presos, pois o lugar dedicado ao deus Jefferson, terceiro presidente dos EUA é "sagrado".

Veja aqui o vídeo CHOCANTE.

Carta reveladora aos povos e às nações


Caros concidadãos do mundo, escrevo-vos de Lisboa. O mundo mudou nestes últimos séculos a um ritmo alucinante, as tecnologias permitiram ao homem conceber toda uma série de panóplias por vezes fúteis e frívolas, outras vezes úteis para o conhecimento e para a ciência. O homem é o maior lobo do homem. Esquecei aquela literatura e cinematografia frívola norte-americanas que referem extra-terrestres a atacarem a raça humana, ou cometas que se dirigem para a terra ameaçando a sobrevivência do planeta e das espécies que nele habitam, e onde os americanos surgem resplandecentes para salvar a raça humana das ameaças que vêm do espaço, quando no presente momento eles são na realidade a verdadeira ameaça à liberdade e à raça humana. A ameaça não vem do espaço, nem do cosmos longínquo, vem da própria natureza humana, enquanto ser colectivo. O Homem sempre teve uma sede insaciável por poder e hegemonia, tal apresenta-se desde o ímpeto mais primário de procriação e domínios de território que se revelava de forma feroz há sete milhões de anos, quando o homo sapiens começou a sua evolução, com as lutas entre machos pelo controlo de fêmeas e território, até à forma mais complexa da era moderna com o envio de porta-aviões e bombardeiros para o controlo económico ou político de uma certa região. As ameaças à raça humana não vêm do espaço, nem do cosmos, nem da própria Natureza que nos acolhe no seu berço, a ameaça vem das sociedades secretas sediadas no país actualmente denominado por Estados Unidos da América, nação do terror. As suas seitas, as suas sociedades secretas, a sua hegemonia imperial, através das armas, do dinheiro e do terror, ditam aos outros o que estes devem fazer e como estes devem agir. Todas essas sociedades secretas estão hierarquizadas em torno de um chefe maior, sanguinário, terrorista, hediondo, a que eu apelidei de grão-vil. O termo remete-nos para outros dois termos, grão, prefixo usado nas sociedades iniciáticas para referir maior, ou grande, e vil, neste caso para referir maldade ou vileza, exactamente o oposto dos desígnios das sociedades secretas ancestrais que procuravam a perfeição do homem através do trabalho intelectual ou físico com uma índole filantropa.

O mundo mudou caros concidadãos do mundo, tornou-se mais adverso aos seres humanos que respeitam os desígnios de Deus, da bondade e do altruísmo. As seitas e as sociedades ou associações secretas, são na realidade a maior ameaça ao mundo livre, democrata e filantropo. No presente momento que vos escrevo, não há ordens nacionais, ou soberanias nacionais ou regionais, não há legislação nacional soberana, não há democracia, não há solidariedade e a televisão e as rádios estão todas controladas pelas mesmas seitas, de cariz maçónico e diabólico. Mas nem sempre assim foi meus caros, a índole maçónica primordial era verdadeiramente filantropa e benigna para o ser humano. Grandes homens da ciência e das artes eram mações, e quão belo é asseverar tal facto. Uma das maiores obras-primas da literatura germânica, Fausto, foi escrita pelo mação Goethe. Fernando Pessoa, um dos expoentes da literatura do século XX português, apesar de referir que não pertencia à maçonaria, defendia-a acerrimamente, e fê-lo em 1935 no Diário de Lisboa, aquando de um projecto de lei da Assembleia Nacional para banir as associações secretas. O que na realidade aconteceu, foi que as associações secretas foram com o passar dos tempos tornando-se cada vez mais sequiosas por poder e dinheiro, foram-se deixando corromper, foram largando os pilares estruturais e ancestrais, foram renegando os livros sacrais, dito de uma forma simbólica, foram corrompidas por Satanás.
A Santa Sé, Igreja Católica Romana, e de uma forma geral todas as religiões, sempre professaram a ideologia em que existia Deus, bom, caridoso, filantropo, todo-poderoso, que assegurava a ordem dos homens nos seus relacionamentos e das coisas e como o homem e a natureza interagiam; e na sua antítese, também todas as religiões, idealizam que existe o mal, o anti-cristo, a maldade, a inveja, a futilidade e a frivolidade, o luxo, a gula, a luxúria desmesurada, a ira, a vaidade, a preguiça, o poder desmesurado, e tirania ou o terror. A todos esses conceitos, os homens de fé englobam em algo que a crença popular dita por satanás. Na realidade esse conceito religioso ou teológico é apenas uma metáfora, ou uma parábola para definir aquilo que se veio a tornar a maçonaria contemporânea internacional. Todos os credos, e também a religião católica, saberiam que satanás, um dia haveria de se soltar e de se revelar verdadeiramente, tais preceitos estão plasmados nos estudos escatológicos da fé católica, no entanto os mesmos estudos preconizam que nessa altura, haveria de surgir o Bem-Vindo que salvaria o mundo do despotismo, do terror e da opressão. A esse Bem-Vindo a fé judaica denomina por Messias. Para os franceses republicanos o seu Messias era Napoleão, para os alemães do século XX o seu Messias era Adolfo Hitler, para os americanos do século XXI, ou seja para a nação do terror, não há Messias, tais preceitos não passam para eles, homens estritamente ligados a satanás, de crenças e credos ancestrais sem coadjuvação científica ou racional.

Pois aquele que não crê, esse mesmo tem um pacto com o diabo. Não vos digo para crerem nos santos católicos que estão em todas as igrejas, ou nas nossas senhoras, ou nas relíquias de algum apóstolo, pois tudo isso não passam muitas vezes de sincretismos ou de profanações de algo mais divino, não vos digo para crerem em Alá, em Buda ou noutro Deus qualquer, digo-vos apenas para crerem. O ateísmo puro, é o verdadeiro diabolismo do ser humano. Mesmo os mações ancestrais, e mais especificamente a maçonaria regular, acredita no grande arquitecto e numa entidade transcendente e metafísica que rege o universo, e denominam-no por grande arquitecto. Esse grande arquitecto surgiu aquando da maçonaria operativa, pois os mações inicialmente cingiam-se a construir catedrais góticas e a ter os seus ritos, e como para um pedreiro-livre, o seu maior tutor e mestre é o arquitecto, pois é aquele que lhe dita o que fazer e como construirá a catedral ou o mosteiro, o grande arquitecto é assim uma entidade maior e metafísica que diz aos mações como construir o homem e as sociedades. A entidade metafísica que rege o cosmos para a maçonaria, é então o grande arquitecto, concluindo-se assim que mesmo a maçonaria tem os seus credos e não é ateia, pelo menos a maçonaria ancestral ou ainda a regular.

Com o passar dos anos, a maçonaria foi atingindo poder e hegemonia, retirando progressivamente poder à Santa Sé. E é fácil asseverar tais factos, a forma de pensar o mundo e a forma como encaramos certos aspectos sociais mudou radicalmente nos últimos duzentos anos. Há duzentos anos, na Europa, aspectos como o adultério, a homossexualidade, o aborto, o ateísmo ou o divórcio eram visto de maneira bem diferente de agora. Dir-me-ão que estamos melhor; e digo-vos que estamos em muito aspectos mas não estamos noutros. Na Roma antiga, império que colapsou, o aborto era prática corrente, na Grécia antiga, civilização que desapareceu, deixando no entanto algum legado, a homossexualidade e a pederastia eram práticas comuns. O que sucede é que quando os povos se afastam dos cânones sagrados, e dos desígnios da ordem divina, cedem e colapsam. E isto não é bruxaria, está bem assente em princípios metafísicos que preconizam a ordem e em como o grande arquitecto organiza o mundo e o homem. A maçonaria teve um papel preponderante ao longo da história universal até certo ponto, onde com sede absoluta por poder, se deixou corromper. A maçonaria, guarda desde há séculos, uma ira interior contra a Santa Sé, e tal facto, mesmo que os mações digam o contrário, é insofismável. Se tantos pilares basilares da Santa Sé foram demovidos, e se hoje o estado é laico, deve-se à maçonaria. Não digo que não esteja correcto até certo ponto, a partir do qual a maçonaria começou a ter um papel de poder absoluto e começou na senda pelo poder e hegemonia, a violar os seus próprios princípios.

Fernando Pessoa dizia que a maçonaria era indestrutível pois estava protegida por símbolos maiores que as leis do estado, e que era uma ordem iniciática que revelava a luz aos novos membros. Não o nego, o que sucede é que a maçonaria, o que faz presentemente, é utilizar essa mesma luz que em tempos lhe foi revelada, para praticar o mal e para obter a hegemonia do planeta; e o sistema já está tão hierarquicamente estabelecido, que já não há soberanias nacionais ou regionais, e com a modernidade, todos os grupos maçónicos e todas as associações secretas obedecem a uma mesma ordem despótica e tirânica sediada no novo mundo. Assim, os preceitos mais fundamentais e sacrais da maçonaria, como sendo a liberdade do homem, foram completamente pervertidos pelos próprios mações. O mação já não é um homem-livre. Foi-o em tempos quando se punha à parte dos ditames irracionais da fé cristã e usava a razão para descortinar o mundo. Hoje, na senda tão monstruosa pelo poder, a maçonaria na realidade castra os seus novos membros e obriga-os a seguir aquela ordem despótica, através do terror e do medo. Pois é meus caros, a maçonaria contemporânea tortura, e tortura severamente os seus novos membros. Aquelas cenas idílicas que vemos na literatura, do iniciado a passar por um corredor com a cabeça vendada é apenas uma representação profana; na realidade a maçonaria tortura severamente os seus novos membros para os reger, e para que estes sigam estritamente os seus preceitos. Mas não foi a maçonaria e os mações que redigiram a Carta dos Direitos do Homem? Foram, e como torturam? É mais um daqueles paradoxos crassos dos mações, que se foram deixando corromper pelos tempos.

Mas como surgiu então na Maçonaria essa ira e esse desrespeito pelos princípios da fé católica, levando-os até a criar novas fissuras dentro da própria igreja romana, com a profusão de novas seitas e religiões. Depois de muito pensamento, parece-me que na realidade a maçonaria irregular do sul da Europa, surgiu após a Reconquista. Ou seja, os soberanos cristãos, no movimento denominado por Reconquista, foram extremamente bárbaros e sanguinários contra os mouros. Os mouros eram considerados impuros e infiéis, como tal o único destino que um cristão poderia dar a um mouro era decapitá-lo ou degolá-lo. Mas os mouros não encaravam assim os cristãos. Durante os tempos da ocupação muçulmana na Europa, os soberanos mouros eram extremamente tolerantes para com os cristãos, as igrejas eram mantidas e os cristãos podiam prestar o seu culto. Aquando da tomada de Lisboa por Afonso Henriques em 1143, a fonte principal que relata a tomada da cidade, refere que os cristãos barbaramente assassinaram o bispo de Lisboa, referindo assim que Lisboa tinha uma comunidade cristã e até tinha um bispo. Com a Reconquista, nenhuns resquícios da cultura muçulmana ou de índole sufista permaneceram. A Reconquista foi extremamente bárbara, relatos da conquista de Lisboa revelam que as mulheres mouras foram severamente violadas e assassinadas e que as crianças foram degoladas, pelos exércitos cristãos. Após a reconquista, todas as mesquitas foram incendiadas ou demolidas, e não foram autorizadas nenhumas práticas corânicas, sob pena de se ver a cabeça cortada. Assim, parece-me a mim, que a maçonaria irregular, do sul do continente europeu, teve as suas géneses nas sociedades sufistas do tempo da ocupação muçulmana, e o desprestígio que tem contra a Santa Sé e os seus pilares basilares, deve-se somente a uma atitude milenar de Vingança. A Santa Sé através das guerras santas, apoiou um movimento cristão altamente bárbaro e sanguinário, enquanto à data, todas as fontes o atestam, os muçulmanos eram muito mais tolerantes com os cristãos durante a sua permanência no continente europeu.

Parece-me a mim, então que a maçonaria irregular do sul da Europa guarda desses tempos da Reconquista, uma sede e vingança visceral pelos pela cristandade. E tal não se poderia revelar nos actos de fé corânica, pois tais práticas estavam literalmente proibidas pelos soberanos cristãos, as sociedades sufistas e muçulmanas ancestrais passaram então a ter de se organizar em segredo ou em sigilo para orquestrarem certos movimentos sociais ou locais. Lembremo-nos que os árabes nos finais do primeiro milénio, eram grandes senhores da alquimia, da matemática e de todas as ciências, ora é natural que esse conhecimento tivesse chegado aos muçulmanos que se instalaram no sul da Europa. A maçonaria, parece-me a mim então, que ao contrário daquilo que é propalado pelos mações, que têm as suas origens no templo de Salomão ou no antigo Egipto, teve a sua grande raiz e influência nos movimentos sufistas de índole muçulmana, e é dessa barbárie cometida pela cristandade durante a Reconquista, que guarda a sede de vingança contra a Santa Sé. E a vingança é um prato que se serve frio, e a maçonaria tem-no conseguido. Lembremo-nos que desde os finais do século XVIII, muitos dos governantes em Portugal e na Europa eram mações, desde o Marquês de Pombal, alguns reis como D. Pedro IV, e muitos outros governantes com maior influência durante a república, como a título de exemplo Afonso Costa. Significa que se hoje encaramos a homossexualidade, o adultério, o divórcio ou o aborto de forma diferente, tal deve-se à maçonaria. Aliás, se hoje as igrejas estão praticamente vazias, durante as missas, ou se na sua maioria os crentes são de terceira idade, tal desprestígio da fé cristã, deve-se à maçonaria. Se hoje não há a prática corrente da oração, tal deve-se à maçonaria, ou se hoje em dia o estado é laico, tal deve-se à maçonaria. A maçonaria, e tal é indubitável, guarda um rancor visceral contra a Santa Sé e ataca-a em todos os preceitos basilares. Desde a extinção de todos os conventos e mosteiros em 1834 pelo mação Joaquim António de Aguiar, pela laicização do estado durante a primeira república pelo mação Afonso Costa, até à aprovação da lei do casamento entre homossexuais pelos mações das bancadas parlamentares do bloco central. A maçonaria guarda assim, desde as suas géneses, um rancor contra a Santa Sé, que se manifesta constantemente pelas suas práticas e ideários anti-clericais. Se durante a idade média, os muçulmanos que continuaram na Europa, tiveram de se cristianizar, essas sociedades secretas que já existiam então, tiveram fortemente de viver em segredo e em sigilo devido à senda inquisitória da Santa Sé, que teve o seu expoente máximo durante o santo ofício.

A maçonaria é então uma ordem ancestral, que segundo o meu entender, guarda um rancor antigo contra Igreja romana, que remonta aos períodos bárbaros sanguinários da reconquista cristã, pois durante a ocupação muçulmana os mouros haviam sido muito mais tolerantes com os cristãos. A maçonaria parece-me a mim então, que teve diversas influências sufistas, ou seja, a corrente mística islâmica surgida no final do século VII. Lembremo-nos que o Islão, ao contrário daquilo que possa parecer, é uma religião, do ponto de vista iniciático e místico, muito mais efeminada que o cristianismo, desde logo pela cultura literária dos povos semitas, que escrevem para a esquerda, sendo a esquerda o lado ligado à feminilidade. As mesquitas são essencialmente constituídas, pela sua forma arquitectónica, por linhas curvas, e não por linhas rectas, e tal até está plasmado no símbolo maior do Islão, o crescente. Tal do ponto de vista místico e esotérico, deve-se apenas ao facto, de a anatomia feminina ser essencialmente definida por curvas enquanto a anatomia masculina ser formada mais por linhas rectas e arestas e menos por curvas. É sabido também, que por questões anatómicas, os números pares são efeminados, enquanto os números ímpares são masculinizados, assim nas mesquitas encontramos em muitos dos seus aspectos os números pares. Mas o crescente maior e mais popular, pode-se encontrar no próprio parlamento português. Àquilo a que comummente se denomina por hemiciclo, é na realidade um crescente islâmico disfarçado, bem presente nos parlamentos do sul da Europa.

Concluímos facilmente que a maçonaria é crente, acredita num ente transcendente e metafísico, eclético que denomina por grande arquitecto, para assim englobar gentes de diversos credos e origens, como cristãos ou muçulmanos, concluímos facilmente que a maçonaria tem ideários claramente anti-clericais, e sabemos também que a maçonaria sempre teve grandes homens da ciência e das humanidades, como Voltaire, um dos grandes fundadores do iluminismo; mas o que sabemos também é que a maçonaria se deixou claramente corromper pela sede de poder, por dinheiro, por capital, por hegemonia, e tais apoteoses que metaforicamente os crentes denominam por satânicas, estão sediadas no novo mundo, no país com o maior número de mações. Lembremo-nos que foi esse país que ordenou o lançamento da bomba atómica que dizimou em fracções de segundos a vida a setenta mil pessoas, foi esse país que proliferou secretamente a SIDA, foi esse país que disseminou o tabaco, esse veneno que ceifou mais vidas que as duas grandes guerras, é esse país que tem a maior máquina militar e bélica que o homem alguma vez já conheceu, e sempre como o objectivo da hegemonia mundial através das armas e do dinheiro. Quando digo que esse país representa o grande Satã, ou que o diabo se apoderou dessa nação, digo-o de uma forma racionalmente metafórica, o que sucedeu é que essa nação na sede insaciável por poder e hegemonia quebrou todos os princípios basilares cristãos, budistas, islâmicos e acima de tudo maçónicos. Os iniciados nas associações secretas americanas não têm livre arbítrio, na realidade são comandados por esse grão-vil que tudo determina e que tudo dita. E esse despotismo é mantido através do terror e das armas.

Concluindo, os homens livres do mundo devem assim erradicar o império do mal sediado no novo mundo, e assim deixar às gerações vindouras a esperança para que estas sejam verdadeiramente livres e soberanas.

Com fé, Lisboa, 10 de Novembro de 2011

Código da extinção dos Estados Unidos da América


Preâmbulo
Pelas práticas bárbaras, terroristas, sanguinárias, despóticas, tortuosas e genocídas, contra a raça humana e desprezo pelo planeta, vem o presente código declarar a extinção e a erradicação do país denominado presentemente por Estados Unidos da América, e reger os trâmites da respectiva transição pacífica:

Artigo 1º ­­­
Território
O território actual dos Estados Unidos da América, nação doravante denominada nação do terror, será dividido o mais possível, equitativamente pelo México, que ficará com os estados do sul, e o Canadá que ficará com os estados do norte.

Artigo 2º
População
A população deverá ser bem acolhida pelos dois países assimiladores, que a integrará nas suas culturas e nas suas legislações, não havendo lugar a quaisquer géneros de represálias.

Artigo 3º
Imóveis
Todos os edifícios de cariz governamental, federal, estatal ou municipal serão desmantelados ou demolidos quando se tratem de edifícios isolados, sendo completamente remodelados quando se tratem de imóveis dentro prédios ou outras infra-estruturas. No seu terreno, no caso de edifícios isolados, construir-se-ão jardins, universidades, escolas, hospitais ou tão-somente complexos habitacionais, não havendo qualquer género de memoriais que relembrem que no local houveram tais edifícios. Quando se tratarem de instituições governamentais, que estejam integradas em edifícios com outras vertentes, como habitação ou escritórios, tais infra-estruturas serão completamente remodeladas para que se integrem nas estruturas restantes. No presente artigo estão incluídos a título de exemplo, a casa branca, o senado ou o pentágono da nação do terror.

Artigo 4º
Militarismo
Todos os equipamentos bélicos e militares da nação do terror, serão completamente desmantelados, não havendo quaisquer excepções, desde o maior porta-aviões até à simples arma de fogo. Toda a estrutura militar será eliminada e desintegrada, e os países assimiladores, Canadá e México, não deverão usar quaisquer equipamentos militares do país que agora é erradicado. Os porta-aviões, todas as aeronaves, todos os equipamentos marítimos, todos os equipamentos terrestres como carros de combate e tanques, todas as armas de fogo e todos os outros equipamentos de cariz militar serão completamente desmantelados ou destruídos, e os metais deverão ser fundidos para serem usados na construção civil. Todos os indivíduos que prestem ou tenham prestado serviço militar, sobre qualquer patente, serão perdoados, devendo tornar-se cidadãos meramente de índole civil.

Artigo 5º
Responsáveis pelo terror
Os responsáveis governamentais e empresariais, causadores do terror, serão todos perdoados e ilibados de quaisquer penalizações judiciais ou criminais. No entanto deverão ter trabalhos menores, tendo de viver no anonimato como cidadãos comuns, e todos os seus bens serão confiscados. Todos os seus crimes serão perdoados e não haverá lugar a retaliações penais ou judiciais.

Artigo 6º
Língua e leis (México)
A parte assimilada pelo México deverá adoptar toda a legislação mexicana e a língua inglesa não será língua oficial, sendo no entanto aceitável a sua utilização pela população. No entanto nas escolas e em todas as instituições públicas, só o Castelhano deverá ser adoptado. A população assimilada terá de se reger pela lei mexicana em todos os seus domínios não havendo quaisquer estatutos especiais para os estados assimilados.

Artigo 7º
Topónimos (México)
Os topónimos do lado mexicano serão todos alterados para outros, que respeitem a fonética e a grafia da língua castelhana.

Artigo 8º
Informações públicas (México)
Do lado mexicano, como o Inglês não será língua oficial, todas as sinaléticas públicas, todos os ofícios públicos e informações oficiais deverão ser redigidas em língua castelhana, sendo no entanto o Inglês aceite como língua falada numa fase transitória de oito gerações.

Artigo 9º
Língua, leis e topónimos (Canadá)
Do lado canadiano, os topónimos poderão manter-se, sendo a língua inglesa aceitável e uma língua oficial, no entanto todos os indivíduos terão de se reger em todos os domínios pelas leis canadianas.

Artigo 10º
Legislação e efemérides
Toda a legislação da nação do terror, desde a sua constituição até à pequena legislação regional, será extinta e eliminada, não sendo aplicável em nenhum território sobre quaisquer circunstâncias. Todas as actuais efemérides e festividades da nação do terror serão eliminadas, tendo os cidadãos de se reger pelas efemérides do México e do Canadá.

Artigo 11º
Símbolos
Todos os símbolos da nação do terror, como a bandeira, o hino, ou os diferentes brasões dos diversos institutos e entidades governamentais ou federais deverão ser totalmente extintos e eliminados, sendo completamente proibida a sua difusão ou apresentação. Todos os registos cibernéticos, informáticos, em papel, ou sobre qualquer outro meio, serão eliminados, e nenhum indivíduo que os tenha na mente estará autorizado a descrevê-los sobre qualquer meio ou a transmiti-los a outrem, sendo considerados ícones do terror que nunca deverão ser apresentados, falados, redigidos, difundidos ou propalados por qualquer indivíduo ou entidade. É expectável assim, que em quatro gerações todos os símbolos da nação do terror tenham literalmente sido extintos e tenham completamente caído em esquecimento, não havendo lugar a quaisquer registos sobre qualquer forma, secretos, públicos ou privados. Após oito gerações, não haverá qualquer forma possível, por parte de ninguém ou de qualquer entidade, seja ela qual for, de se aferir quais eram os símbolos da nação do terror.

Artigo 12º
Moeda
O dólar da nação do terror será extinto, no entanto os cidadãos que numa fase de transição possuam activos nesta moeda, podem trocá-los nos bancos dos países assimiladores, numa taxa de câmbio razoável e aceitável, para pesos mexicanos ou para dólares canadianos. Nos outros países do mundo poderá fazer-se a troca pelas moedas locais, também numa taxa de câmbio aceitável. Às moedas e às notas da nação do terror, aplicam-se os princípios do artigo anterior.

Artigo 13º
Empresas
As empresas multinacionais da nação do terror serão extintas, no entanto, as suas sucursais noutros países poderão manter-se, mudando apenas de nome comercial, sendo os respectivos activos transmitidos para entidades locais.

Artigo 14º
Alguns casos particulares
O Google e a Wikipédia poderão manter-se nos moldes actuais, sendo excepções ao artigo anterior, no entanto os seus activos deverão ser transferidos para entidades mexicanas ou canadianas, consoante a localização das infra-estruturas. Todos os serviços presentes do Google deverão ser mantidos, no entanto deverá ser totalmente proibida a sua política actual de fornecimento de dados pessoais a terceiros. O McDonald, o KFC, assim como outras cadeias de restauração, deverão mudar de nome comercial, passando a servir comida vegetariana e salutar para os seus clientes.

Artigo 15º
Memoriais
Não haverá museus nem memoriais em antigos edifícios governamentais, federias, estatais, municipais ou outros quaisquer lugares associados ao terror.

Artigo 16º
Museus e arte
Todos os museus, estátuas, arte urbana ou arte privada, que apele ao nacionalismo da nação do terror, ou tenha conotação com a história ou cultura dessa nação, serão extintos e eliminados, aplicando-se aos edifícios, aquando da sua existência, o que se refere no artigo 3º.

Artigo 17º
Represálias
Todas as populações deverão ser respeitadas, não havendo lugar a quaisquer represálias.
A extinção da nação do terror, não envolverá qualquer litígio, qualquer julgamento, qualquer morte, nem será derramada uma única gota de sangue, sendo totalmente pacífica.

Artigo 18º
Museus a constituir
Construir-se-ão apenas dois grandes museus, o Museu do Terror e o Museu da Verdade. O Museu do Terror será edificado no Havai, actual território da nação do terror, e apresentará com todos os recursos multimédia, com máquinas e dispositivos em tamanho real, com o maior detalhe e minúcia possíveis, todos os métodos e todas as técnicas hediondas, tortuosas e sanguinárias usadas pelos representantes da nação do terror, pretendendo-se assim chocar e sensibilizar o visitante. O Museu da Verdade será edificado em Estocolmo, e revelará aos novos crentes toda a Verdade, desde a criação do império do terror, até à sua extinção, sobre que tipos de formas sanguinárias usaram para atingir a sua hegemonia mundial e como controlavam através do terror todos os cidadãos do mundo, através das suas redes de informação e equipamentos militares. O Museu da Verdade também iniciará os profanos na nova ordem, sem quaisquer tipo de sevícias ou torturas.

Artigo 19º
Templos religiosos
Os templos religiosos, como as igrejas, as mesquitas ou as sinagogas, serão mantidos desde que não apelem ao nacionalismo da nação do terror.

Artigo 20º
Aborto, pena de morte, homossexualidade e adultério
No Canadá e no México, países assimiladores, será estritamente proibido a todas as cidadãs, e não apenas às assimiladas, o aborto em quaisquer circunstâncias. No entanto, os métodos contraceptivos não abortivos serão aceites. Também será estritamente proibido nos dois países assimiladores a pena de morte sobre quaisquer circunstâncias. A homossexualidade e o adultério serão ilegalizados.

Artigo 21º
Direitos humanos
Todos os cidadãos serão respeitados e serão livres, independentemente do credo, raça, condições financeiras ou género, e aplicar-se-á rigorosamente nos dois estados assimiladores, a actual Carta dos Direitos do Homem.

                                       Com fé, Londres, ao terceiro de Novembro no ano do Senhor de 2011.


Aborto bárbaro e sanguinário aos 9 meses é legal nos EUA


Nos EUA, a capital do império e o ícone da frívola liberdade, o aborto é realizado legalmente até aos 9 meses.

Quando o embrião tem perto de nove meses, pratica-se um ato bárbaro denominado medicamente como "dilatação e extracção intactas", que consiste resumidamente em alargar primeiramente o colo uterino, puxar uma perna do bebé para uma posição de saída, retirar todo o corpo do feto deixando apenas a cabeça do mesmo dentro do útero, depois fazer uma incisão no crânio do feto, colocar uma ferramenta dissectora na incisão e alargar a abertura; posteriormente insere-se um cateter e o cérebro do feto é sugado, havendo o abatimento e o colapso do crânio que possibilita a passagem do cadáver do bebé pelo canal uterino.

Esta prática bárbara é perfeitamente legal nos EUA e é praticada até aos nove meses. Apresenta-se um excerto retirado da versão anglófona da Wikipedia:

Under the Intact D&X method, the largest part of the fetus (the head) is reduced in diameter to allow vaginal passage. According to the American Medical Association, this procedure has four main elements. Usually, preliminary procedures are performed over a period of two to three days, to gradually dilate the cervix using laminaria tents (sticks of seaweed which absorb fluid and swell). Sometimes drugs such as pitocin, a synthetic form of oxytocin, are used to induce labor. Once the cervix is sufficiently dilated, the doctor uses an ultrasound and forceps to grasp the fetus's leg. The fetus is turned to a breech position, if necessary, and the doctor pulls one or both legs out of the cervix, which some refer to as 'partial birth' of the fetus. The doctor subsequently extracts the rest of the fetus, leaving only the head still inside the uterus. An incision is made at the base of the skull, a blunt dissector (such as a Kelly clamp) is inserted into the incision and opened to widen the opening, and then a suction catheter is inserted into the opening. The brain is suctioned out, which causes the skull to collapse and allows the fetus to pass more easily through the cervix. The placenta is removed and the uterine wall is vacuum aspirated using a cannula.

Eu rogo-lhe por favor, passe esta informação aos seus mais próximos, pois isto tem de ser denunciado, como é que um país que critica o mundo árabe e a China pelo não cumprimento dos direitos humanos tem esta prática como legal?

IX/XI


Sabeis quem colapsou as torres?
Sabeis quem as destronou?
A duplicidade que se extinguiu
no panorama nova-iorquino
Cantou-se o hino
do horror
e do terror.
Mas quem fez desmoronar
quem verdadeiramente, deu a horrenda ordem
para abalar o mundo?
Quem foi o imundo?

A resposta é tão liminarmente simples!
Foi a ordem elitista americana
foi a ordem secreta, hedionda e tirana
através do seu grão-vil
no auge do seu poder
que para dar espectáculo
deu a ordem batendo
com o seu vil báculo.

Num acto de auto-flagelo colectivo
para que o mundo os observassem como sofrem
e como são atacados,
num acto de vitimização deplorável e hediondo
destronaram o seu maior ícone dual

Não foram as aeronaves
Bin Laden sempre foi uma marioneta
e a aeronave como seta
não implode uma estrutura imensa de betão
tal está plasmado neste lúcido repto escrito à mão

A ordem maçónica internacional
americana
profana
matou três mil dos seus
tal como um nazi
chacina cem hebreus.

Queriam mediatismo
qual criança ridícula e irresponsável que parte os seus brinquedos para atrair
a atenção dos outros.
Pois o americano é sanguinário
Fez tanta gente suportar tal calvário
O líder americano é hediondo
Provocou nas torres o estrondo
que matou três mil
e ordenou-o o grão-vil
do seu covil.

Mas como pode um líder
num secretismo fanático
hediondo e lunático
mascarando-se de humano e democrata
ordenar o sacrifício de três mil do seus
como um nazi
que mata mil hebreus?

Os que conduziam as aeronaves
os que foram treinados em caves
pelas arábias dos americanos
e pelos seus serviços secretos
pseudo-íntegros e pseudo-rectos
eram meros fantoches
meras marionetas
comandadas pelo grão-vil
homem hediondo
que chacinou três mil
dos seus concidadãos
sem pejo ou consideração
por tantas famílias que sofreram
por tanta gente que sofreu
bombeiros, gente inocente
morta por um regente
descrente
em Deus
e descrente
nos livros dos Hebreus

Reflecte o grão-vil:
“Espelho meu, espelho meu
Há alguém neste planeta
mais poderoso do que eu?”
“Espelho meu, espelho meu
Há alguém no Universo
mais belo e mais divo do que eu?”
“Espelho meu, espelho meu
houve alguém no mundo
mais idolatrado do que eu?”
“Espelho meu, espelho meu
afinal, quem é o Rei, o Messias?
Sou eu ou sou eu?”

E precisando de atenção
para evocar os artigos da OTAN
qual pecador bíblico
qual Onã
que apenas procura o prazer sem o respeito
matou três mil dos seus
para que fosse o eleito

Mas vós, caros incautos
meros desprevenidos
observai o que vos escrevo
lede o que vos divulgo e aquilo que vos revelo
vede a verdade verdadeira
atentai para a verdade sobre o ícone americano dual
quem em Setembro, no décimo primeiro
foi arrasado
e destroçado
pelo regente o seu país
para que o Afeganistão invadisse
para que o Iraque destruísse
para fazer o que lhe aprouver
em nome da afrontação ao medo
sem credo
ou respeito pela vida humana
numa atitude atroz e tirana

Reparai como implodem as torres
reparai como tantos o observavam
e como tantos o filmavam
para o espectáculo
ordenado pelo báculo
do grão-vil
que matou mil
dos seus
como um nazi
que mata mil hebreus

As torres implodiram
como implodem todas as estruturas para derrube premeditado
por empresas de demolição
de estruturas de betão

As bolsas reagiram
O império feriu-se num acto deplorável de vitimização
qual criança ridícula e mimada que nunca sabe ouvir um não
E o espectáculo do horror e da tragédia
tão adorado pelos nefastos sanguinários cumpriu-se

Nota intermédia: O grã-vil sentado no seu sofá, que já esperava o que haveria de suceder no décimo primeiro dia de Setembro, observou o espectáculo impávido, frio e sereno do seu trono no seu covil. Observou, no fim, bateu palmas pelo magnífico show que os seus lacaios haviam conseguido elaborar e lhe proporcionar. Porque o grão-vil é impiedoso e sanguinário, e a única coisa hedionda que respeita é o seu próprio ego.

Vede caros incautos, como vos iludem
observai o mundo, escutai os sinais
Estávamos no fim do século
e a ordem quis atestar as profecias catastróficas
bíblicas e universais
mas como se considera acima de Deus
tomou-se por Deus
e matou três mil numa hecatombe
como um oficial nazi
que mata mil judeus

A verdade está na frente dos vossos olhos
Descortinai-a, observai-a
e vereis quão cristalino é o facto
de o acto do terror
e do horror
ter sido perpetrado pelo grão-vil da ordem americana
num acto
de uma vontade
sanguinária e tirana

Para o Iraque invadir
Para no Afeganistão destituir
um regime local
e semi-tribal
em nome do horror que se perpetrou
no ícone dual
da capital

A cidade que nunca dorme
A grande maçã
O centro do mundo
Onde está a sede da OTAN
e onde se reúnem todas as seitas irmãs
num concílio iníquo, abjecto e oblíquo
Nessa capital
fundamental
para a doutrina americana
esta cidade pecaminosa e tirana
esta Sodoma e esta Gomorra
queria atenção
queria atrair a visão
do mundo inteiro
em directo, na televisão
quis ser atacada
violentamente desflorada
e pegou num falo inteiro
e cortou-se no meio
das pernas
ao vivo defronte dos outros
para que o mundo visse
o quão magna e excelsa que é
e ficou apenas pó no sopé
das torres

Como é hediondo o grão-vil
o anti-cristo
que ordenou a chacina aos seus demais
para olear a sua máquina bélica
estridente, avassaladora
hedionda e redutora
execrável e fulminadora
daqueles que crêem
num Deus,
em Alá
nas profecias dos profetas
que praticaram o Bem
que se regem pela bondade e pelo altruísmo
e esses mesmos profetizaram que
o líder americano
o grande Satã
haveria de ser chacinado por Deus
tal como O fez a Onã
o líder do conclave chamado OTAN

Aleluia
que Ele me fez Ver a Verdade