As deidades Lusitanas divagam pelos mundos etéreos da adolescência dos fecundos amores pueris e ternamente caridosos, solidários e filantropos. Já as Eslavas, as Escravas dos Germanos na frente Leste, exuberam a voluptusidade viril de uns fartos e volumosos seios.
A minha adorada concilia estes dois mundos. Desde o nome primeiro, que nos remete para uma bela divindade russa, através de uma ginasta romena e que exacerba os corações dos homens carregados de testosterona, até à caridade característicamente cristã meridional e a solidariedade e bondade tipicamente sociais democratas sulistas do continente Europeu.
A minha amada concilia o sagrado e o profano, a paixão e o amor, o carnal e o terno, a longevidade marital em que me revejo nela preconiza doutos, profusos, primaveris e serenos momentos passados com a minha sereia dos versos de Camões.
É que nos meus sonhos, Vasco da Gama, cuja silhueta marca a paisagem da enseada siniense, descobre o caminho marítimo para o amor russo que nutro pela Nádia através dos cabos viris africanos da paixão ardente, partindo das raizes metropolitanas lisbonesas.
Simplifico esta sinuosa, vasta e complexa rota amorosa elevada a magna missiva, cara Nádia: Amo-te...
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Missiva pública a um magno Poeta passionalmente obcecado
Publicada por João Pimentel Ferreira
Caro Rui Pedro
Vi a tua história algures no espaço cibernético, aquando de uma pesquisa histórica de Pedro e Inês, e não pude deixar de me impressionar.
Não vou aqui evocar as questões amorosas de foro obsessivo que tens por uma mulher que tu denominaste Inês.
Aquilo que me deixou extasiado, e tal não posso deixar de referir, é a tua qualidade poética elevada, rimática e versal, inigualável e pouco ortodoxa considerando os tempos contemporâneos.
A Inês, por muito que a amasses, foi mais um propósito para a fama fácil ao sensibilizares a vernaculidade popular das velhinhas da verborreica Júlia e do misógino Gouxa. O que interessa caro Rui, é que a tua Poesia é de uma nobreza literária excelsa, e cumpre os requisitos das mais elevadas estrofes.
Tão bem que te compreendo, pois também eu sou Poeta, com livros editados de Poesia e com blogues com literacia profusa. Escrever poemas às demais é um ímpeto natural, primordial, e cumpre tão-somente os desígnios divinos e metafísicos do Amor, aquando do espalhamento dos genes do macho pelas fêmeas circundantes. A poesia é apenas o veículo do cortejo, qual pavão que mostra as penas coloridas e brilhantes, revelando fertilidade e altivez, características irresistíveis a qualquer fêmea.
Como Poeta que sou padeço, das mesmas patologias psíquicas que te afligem, no entanto cabe-me a fidelidade à minha companheira que amo e a quem dedico os meus versos.
Também já sofri de obsessões patológicas do foro passional por uma idílica mulher do Báltico, e eliminei-as com uma bela, serena, exuberante e voluptuosa morena Portuguesa com nome eslavo com que me uni maritalmente.
O meu conselho pedagógico e medicinal é para te reencontrares, procurando-te a ti mesmo pelas tuas origens geográficas e parentais, procurares salutarmente uma mulher que não provoque em ti sensações luxuriantes, mas de serenidade, amicais e amorosas, e dedicares os teus poemas ao povo Português, às nobres cidades do mundo, ao fado, às históricas estórias de Amor, aos mosteiros, e à amada com que te unires.
É que a humanidade judaico-cristã a que tu pertences, reitere veementemente através dos seus missionários, que a poligamia é uma heresia condenável pelas mais altas doutrinas.
Encontra alguém que verdadeiramente ames, porque obsessão não é amor, e rogo-te, continua a escrever Poesia.
Cumprimentos poético-literários
João Pimentel Ferreira
www.joaopimentel.pt
VerusVeritas.org
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| A Inês com que se obcecou http://pedro-procura-ines.blogspot.com/ |
Não vou aqui evocar as questões amorosas de foro obsessivo que tens por uma mulher que tu denominaste Inês.
Aquilo que me deixou extasiado, e tal não posso deixar de referir, é a tua qualidade poética elevada, rimática e versal, inigualável e pouco ortodoxa considerando os tempos contemporâneos.
A Inês, por muito que a amasses, foi mais um propósito para a fama fácil ao sensibilizares a vernaculidade popular das velhinhas da verborreica Júlia e do misógino Gouxa. O que interessa caro Rui, é que a tua Poesia é de uma nobreza literária excelsa, e cumpre os requisitos das mais elevadas estrofes.
Tão bem que te compreendo, pois também eu sou Poeta, com livros editados de Poesia e com blogues com literacia profusa. Escrever poemas às demais é um ímpeto natural, primordial, e cumpre tão-somente os desígnios divinos e metafísicos do Amor, aquando do espalhamento dos genes do macho pelas fêmeas circundantes. A poesia é apenas o veículo do cortejo, qual pavão que mostra as penas coloridas e brilhantes, revelando fertilidade e altivez, características irresistíveis a qualquer fêmea.
Como Poeta que sou padeço, das mesmas patologias psíquicas que te afligem, no entanto cabe-me a fidelidade à minha companheira que amo e a quem dedico os meus versos.
Também já sofri de obsessões patológicas do foro passional por uma idílica mulher do Báltico, e eliminei-as com uma bela, serena, exuberante e voluptuosa morena Portuguesa com nome eslavo com que me uni maritalmente.
O meu conselho pedagógico e medicinal é para te reencontrares, procurando-te a ti mesmo pelas tuas origens geográficas e parentais, procurares salutarmente uma mulher que não provoque em ti sensações luxuriantes, mas de serenidade, amicais e amorosas, e dedicares os teus poemas ao povo Português, às nobres cidades do mundo, ao fado, às históricas estórias de Amor, aos mosteiros, e à amada com que te unires.
É que a humanidade judaico-cristã a que tu pertences, reitere veementemente através dos seus missionários, que a poligamia é uma heresia condenável pelas mais altas doutrinas.
Encontra alguém que verdadeiramente ames, porque obsessão não é amor, e rogo-te, continua a escrever Poesia.
Cumprimentos poético-literários
João Pimentel Ferreira
www.joaopimentel.pt
VerusVeritas.org
O insípido Amor homossexual em Schopenhauer
Publicada por João Pimentel Ferreira
Para Schopenhauer o amor remete-nos para os instintos primários aquando do interesse colectivo e quase divino na preservação da espécie. Na Matafísica do Amor deste filósofo alemão a palavra espécie sucede-nos sem cessar, o amor é visto de uma forma primária e palavras como altruísmo, afecto ou filantropia estão omissas. Schopenhauer é característicamente Germano e hiperbóreo, onde a vontade primária e os instintos devem ser enaltecidos para a superioridade do individuo sempre na divina obrigação da continuidade da espécie. É esta forma redutível da expressão do Amor, que nos remete para o animal irracional que está programado pelos instintos para defender a raça e a espécie, em que esses mesmos instintos muito mais fortes e violentos ludibriam sempre a consciência, que Schopenhauer nos apresenta. Talvez para este filósofo Alemão o pseudo-amor que se nutre pela mãe, pelo pai, pelos avós, pelos amigos ou pelos animais são tão-somente representações de amores frutíferos e carnais que o individuo sente por alguém que lhe poderá vir a criar um novo ente. O amor pela mãe é um instinto primário proteccionista pois a progenitora protegia-nos enquanto bebés provocando um instinto de sobrevivência, dando amor ao afecto maternal, os amigos, os fieis cães, ou os pais remetem-nos também para os instintos protectores e o amor que um homem nutre por uma mulher evoca sempre a continuidade da espécie. É por isso que nos atraimos pela mocidade fecunda e não pela velhice, é por isso que atrai ao homem um bom rabo, umas boas mamas e uns lábios voloptuosos, é tão simplesmente porque são ícones de fertilidade instintiva que o nosso subconsciente reconhece.
Então onde se enquadra a homossexualidade na doutrina de Schopenhauer? Não pode haver verdadeiro amor entre dois homens porque não há fertilidade nem há continuidade da espécie. O amor homossexual é falacioso pois não é puramente Amor, sendo apenas uma representação de uma mulher no corpo de um homem, pois sem esta fértil dicotomia segundo Schopenhauer não poderá nunca haver amor, pois não há continuidade da espécie.
Como pode então haver tanta homossexualidade nos países Germanos e serem tão liberais perante esta pratica anti-natural?
Mas também para Schopenhauer não há lugar a altruísmos nem a caridades ou solidariedades, sendo atitudes de homens fracos e inferiores. Por isso é que o Cristianismo é tão criticado por filósofos como Marx, Nietzsche ou Schopenhauer, pois este é um entrave à elevação e superioridade do homem pois assenta os seus princípios na Caridade, e a caridade é um sentimento de homens fracos que não têm o desejo profícuo, intempestivo e primário de espalharem os seus genes por uma mulher fértil! O galã nunca foi caridoso, já o casto padre e a freira celibatária tendem mais a serem altruístas.
O que retirar de Schopenhauer?
O homossexual não ama!
Têm apenas um afecto pela outra pessoa que assenta numa representação primária venérea, essa sim tem uma significação violenta pois permite à espécie a sua continuidade. Por isso é que num casal homossexual existe sempre um individuo mais efemimado e outro mais masculinizado, porque a criação de um novo ente está sempre latente!
Divagações orais sobre o Amor
Publicada por João Pimentel Ferreira
Os espíritos tempestivos da paixão ardente deixam que a eloquência divina se imiscue no espírito do Poeta, levando-o a tecer verborreicamente e oralmente os desígnios da paixão, da loucura e dos prazeres mundanos que estão latentes nos mais augustos versos de uma qualquer estrofe.
Ser Poeta, é ser-se humano, é ser-se filho do divino, é transparecer para os demais os sentimentos comuns de uns quaisquer animais racionais. Tecer Poesia, é apregoar filosoficamente e racionalmente os sentimentos primários e primordiais, é conciliar a besta que sente, com o anjo que nutre, é conciliar o animal primário que cada um tem, com a racionalidade pura hiperbórea tão profusa nos magnânimos filósofos ao longo da História Universal. Ser Poeta, é ser mais baixo, porque o Poeta é um ser primário que usa a douta razão para expelir de uma forma austera a libido e a carne.
O Poeta é um homem Magno, a musa inspiradora é Excelsa, e a transposição oral dos sentimentos é Divina
Adoro-te Nádia
Publicada por João Pimentel Ferreira
Não me perguntes porquê, desconheço as raizes de tais ideossincrasias que me definem enquanto homem, ignoro as géneses de tais sentimentos apaixonantes e erógenos. Apenas sei-o, apenas sinto-o, que não se engane a metafísica nem sequer ludibrie o divino. Apenas nutro-o Nádia. Remonto aos primordiais sentimentos afectivos e digo-o solenemente adorada Nádia, grito-o veementemente para que todos o oiçam prezada Nádia, vocifero-o ardentemente e reitero amada Nádia o pleonasmo amoroso: Amo-te
Publicada por João Pimentel Ferreira
Não me perguntes porquê, desconheço as raizes de tais ideossincrasias que me definem enquanto homem, ignoro as géneses de tais sentimentos apaixonantes e erógenos. Apenas sei-o, apenas sinto-o, que não se engane a metafísica nem sequer ludibrie o divino. Apenas nutro-o Nádia. Remonto aos primordiais sentimentos afectivos e digo-o solenemente adorada Nádia, grito-o veementemente para que todos o oiçam prezada Nádia, vocifero-o ardentemente e reitero amada Nádia o pleonasmo amoroso: Amo-te
A Eslava divina da carne
Publicada por João Pimentel Ferreira
Minhas caras e divinas donzelas
Como vos amo, nesta sofreguidão
Belas pernas, e em Frielas
Longínqua cidade: A solidão
Porque me frusta a ansiedade?
Porque se anseia a metafísica
Ter-te-ei, é a saudade
Minha dama, paixão idílica
Belas coxas, em que me perderei
Que contornos, que não alcanço
Toco-te e já não sei
Se sonho, ou se descanso
Incultas divas da carne
dos prazeres das eslavas fecundas
O ódio, a razão, são parte
das sensações mais imundas
Pois amo-vos com fatídico desejo
Checas, Polacas, Romenas
Tal a vida, é o meu ensejo
Anseio porém, mulheres amenas
Escrevo sem saber quem sou
Não conheço quem sou eu
Sou o poeta que perdurou
Através do escuro, através do breu
Minha cara amante, como és bela
como anseio o prazer do veludo
do teu corpo, tal Cinderela
contemplo-te inquieto e mudo
Atrair-me por carnais tensões
Por espiritual e sanguinário desejo
A música eleva os corações
Amar-te-ei eternamente: Prevejo
As dores das minhas palmas
dos cotovelos e ombros recalcados
Recalcam as sofridas almas
Por palmas de pés pisados
A caneta desliza soberbamente
Através de virgem e imaculada
Folha de papel, que solenemente
se entrega herege e desregrada
Entrega-se à tinta e seu sabor
Entrega-se aos versos que lhe dedico
Saboreia-se com o seu teor
Desvirtua-se, qual velho rico!
A imaculada e virginal folha
entrega-se sem oferecer luta
Tal como qualquer trolha
se delicia em escaldante puta
Como vos amo, nesta sofreguidão
Belas pernas, e em Frielas
Longínqua cidade: A solidão
Porque me frusta a ansiedade?
Porque se anseia a metafísica
Ter-te-ei, é a saudade
Minha dama, paixão idílica
Belas coxas, em que me perderei
Que contornos, que não alcanço
Toco-te e já não sei
Se sonho, ou se descanso
Incultas divas da carnedos prazeres das eslavas fecundas
O ódio, a razão, são parte
das sensações mais imundas
Pois amo-vos com fatídico desejo
Checas, Polacas, Romenas
Tal a vida, é o meu ensejo
Anseio porém, mulheres amenas
Escrevo sem saber quem sou
Não conheço quem sou eu
Sou o poeta que perdurou
Através do escuro, através do breu
Minha cara amante, como és bela
como anseio o prazer do veludo
do teu corpo, tal Cinderela
contemplo-te inquieto e mudo
Atrair-me por carnais tensões
Por espiritual e sanguinário desejo
A música eleva os corações
Amar-te-ei eternamente: Prevejo
As dores das minhas palmas
dos cotovelos e ombros recalcados
Recalcam as sofridas almas
Por palmas de pés pisados
A caneta desliza soberbamente
Através de virgem e imaculada
Folha de papel, que solenemente
se entrega herege e desregrada
Entrega-se à tinta e seu saborEntrega-se aos versos que lhe dedico
Saboreia-se com o seu teor
Desvirtua-se, qual velho rico!
A imaculada e virginal folha
entrega-se sem oferecer luta
Tal como qualquer trolha
se delicia em escaldante puta
Questiono-me sobre a fonte inspiratória que deu a génese a estes versos, esta composição composta por diversas quadras, por certo lembro-me que ao tecer estes versos estava deitado na cama a descansar, no prelúdio febril de uma noite por dormir, e imaginava diversas e intensas sensações primordiais. Tecia estes versos com uma caneta num bloco de notas, e imaginava pedreiros-livres a observarem-me e a deliciarem-se com os meus textos empolgantes e libidinosos. Bem sei que tais seres se deliciam em festins privados com musas carnais, e eu fazia apenas uma pequena ironia literária e poética a tais aforismos que julgava como certos dos rituais libidinosos das sociedades secretas. As Eslavas, não sei ao certo se devido às similaridades silábicas nas línguas latinas e germânicas com as escravas, sempre me incutiram uma atracção inconsciente à qual nunca consegui encontrar uma raiz para tais ímpetos da libido em relação às divas do leste europeu. Mas sei-lo desde novo que os seus traços faciais degeneram no meu sangue sensações fervorosas e eruptivas que não consigo descrever. As Eslavas são atraentes, belas, alvas, astutas, inteligentes, mas confesso que depois de conhecer algumas, demonstraram ser um tanto frígidas, talvez devido às condições adversas do clima que desde há milénios têm de suportar. Por vezes a cultura das Eslavas torna-as um pouco egocêntricas, a tanger o egoísmo. Mas as suas qualidades físicas e intelectuais diria que superam qualquer mulher universal. No entanto creio que têm algumas carências morais no que concerne ao altruísmo, caridade e dedicação ao próximo. Refiro a cidadela de Frielas pois procurava eu encontrar no país onde nasci, uma beldade lusitana que me relembrasse os tempos onde contemplei alvas e esbeltas mulheres por paragens eslavas e boreais, peles cândidas e faces divinais, mas que tais dotes físicos e intelectuais fossem complementados com qualidades altruístas, caridosas, fervorosas, carinhosas e ternas das mulheres latinas. Aponto eu a ternura e o carinho como as grandes carências do foro sentimental das mulheres Eslavas. Tais qualidades, são muito mais profícuas nas deidades do sul. Pois Frielas é a cidadela onde procuro o equilíbrio. Uma fria localidade no quente país onde nasci. Encontrei e bela e formosa Nádia, com nome eslavo, traços corporais de uma eslava, traços faciais de uma latina, terna e carinhosa, qualidades sentimentais proeminentes nas mulheres austrais. A elaboração destes escritos forma em si mesma, um prelúdio do enlace afectivo que estabeleci com a bela e adorada Nádia.
Oásis
Publicada por João Pimentel Ferreira
Doce Flor, não imaginas porventura a doce recordação que guardo dos teus beijos. Podia porventura traçar as linhas destes escritos através de versos errantes e desesperantes, através de métricas ancestrais e arcaicas, através de escritos que pausados e desordenados não obedecessem às regras linguisticas que estabelecem o conceito de prosa. Escrevo, não escrevo, aliás teclo, pois teclar é isso mesmo, é impulsionar a ponta digital dos membros superiores que te acariciaram, que tocaram no teu formoso corpo, que deslizaram pela tua sublime e formosa pele, pela candura e alvura do teu rosto, estes dedos, que absorveram as sensações tácteis mais dóceis, e são estes dedos que teclam nestas teclas inscritas de caracteres latinos. Os mesmos dedos que por ti anseiam.A mão, deixou de me auto flagelar, deixou de ser o ímpeto para a concha encrostada num interior angustiante, a palma da minha destra e impetuosa mão passou a oferecer, passou a ceder o desejo, passou a ser a génese dos rituais afectivos e amorosos. Da dualidade de corpos que se unem num leito de afecto, alegria e harmonia. Como que um complemento salutar, como que encontrar a
paz depois da guerra. É destroçar os beligerantes, é vencer batalhas, sair arrasado, sair destroçado, ganhar o mundo, ganhar o espaço, o Universo, conquistar os corpos, mas não ganhar as almas, e das batalhas infinitas, das ancestrais e universais, sair vencido e derrotado no interior, e reencontrar o verdadeiro Amor.
E então num leito de desejo e alvura, encontro o deleite, encontro o afecto nuns doces braços de uma doce mulher, nas cândidas pétalas de uma Bela Flor, que por sentido inverso de línguas equatoriais, obtenho o Nome da adorada homónima poetisa que nasceu além do Tejo. E nuns áureos e sedosos cabelos a lembrar as auroras boreais, auroras nocturnas, auroras madrigais, aqueles arco-íris da noite, que os homens contemplam em latitudes polares, olhos da cor do céu, olhos da cor do mar azul, olhos da cor da melancolia, e nuns cabelos da cor do sol, encontro eu a alegria.
A doce Flor do Éden, a minha Eva, sendo eu Adão, somos então os primogénitos, somos os pecadores, pois a maçã grave newtoniana, que cai nos sentido axial, caímos nós então num solo de afecto e folia, ao envolvermos os braços e os corpos, ao afagarmos as mãos numa mutualidade conspícua, numa circunspecção afectiva, nuns abraços ternos, e os corpos, límpidos e cristalinos, envolveram-se em uma entidade una, única, rejeitando eu o nome de rei dos Hunos, de Átila, o guerreiro impiedoso, que pereceu às mãos de uma amante, que o amava e desejava. Mas eu, não caminhei com tropas, não percorri nem vandalizei com exércitos, eu limito-me apenas a observar áureos filamentos que me identificam na terceira letra do primeiro nome próprio.
Doce e bela Flor, recordo com carinho o dia mágico e dominical em que me desvirginei em ti. Em que nos tocámos e nos envolvemos, em que nos abraçámos e beijámos e recordo-o com afecto, com um misto de desejo e carícia, com um pouco de luxuria e candura.
Encontrei-te bela e formosa na entrada do prédio, cheguei ao patamar de uma rua imensa, antes tinha vagueado no meu cavalo negro por ruas e ruelas cheias de peripécias, caminhava então qual mero vagabundo, perdido numa vila longínqua nos subúrbios de uma metrópole decadente. Afastava-me das correrias, afastava-me dos estresses quotidianos, e caminhava então pelo vale, pelo vale das árvores, pelo vale arbóreo, tinha acabado de contornar, de envolver as três oliveiras, e caminhava eu então sequioso dos sucos das frutas de uma figueira, bela, alta, formosa. Caminhava então perdido no meu cavalo, rodopiava, envolvia os prédios e traçava os trilhos que uniam estes dois pomares, estas duas géneses arbóreas, estes dois frutos que se uniam numa união de paladares afectivos.
Cavalgo no meu cavalo negro, qual cavaleiro errante perdido na madrugada de uma lua cheia, numa data mágica deste sétimo dia semanal, dia dos rituais cristãos, dia das homilias afectivas de poder observar os traços que formam o teu rosto, de poder alcançar o azul dos teus olhos. E questiono-me bela Flor, ao tocar nas tuas pétalas, ao assimilar o teu odor, serei eu o insecto nocturno sequioso do teu suculento néctar, minha dócil Flor do Éden? Recordo com afecto, quando contornava os caminhos que estreitos e esguios, me dirigiam ao topo da colina deste Oásis. Virei à esquerda, antes da estalagem onde os peregrinos se abastecem de mantimentos e bens para as suas caminhadas, segui em frente, desci pausadamente no meu cavalo, atingi a depressão geográfica desta pequena cidadela, e ao longe a zina, o cume, o alto, o altar onde repousa a minha deusa da noite.
Subi, e obedeci ao paradoxo linguistico, mas não, pois eu, cavaleiro amante e errante vim dos subterfúgios da alma, dos poços que afogam os espíritos criadores, e emergi-me das cinzas, dos fogos, e então subi eu para cima, ignorando neste pequeno excerto da minha missiva amorosa o pleonasmo que poderão eventualmente os mais acérrimos críticos evidenciar. Subi, fui ganhando altitude, fui-me afastando do cerne terrestre, mas ganhando a liberdade que preconizas nos teus versos bela Flor.
Calmamente atingi a zina, a areia ofegava-me os pulmões, tal a sua porosidade, observei a tua tenda, o teu local de abrigo na noite escura, observei o local que te protegia do frio nocturno. Tu doce Flor, doce Oásis esperavas-me, quais amantes da madrugada, éramos nós dois adorados, éramos nós duas entidades, duas peças de uma única formatura, éramos o mais e o menos, forças magnéticas ocultas que forçam a união natural de amantes loucos. Naquela noite fomos o alto e o baixo, tu a Flor, eu a espiga, tu a pétala, eu o insecto que depois de metamorfoseado se liberta e ganha asas, fomos o dois e o três em todos os seu simbolismos numerológicos, fomos a Lua e o Sol, formámos um sistema astral, fomos o Norte e o Sul, o Leste e o Oeste, foste tu nessa noite um Oásis num deserto, foste uma fonte ao ser sequioso em que me revia, e no entanto dócil Flor, és também o mel que me adoça os lábios, e que me nutre, eu corpo e alma carentes de amor.
Entrei na tenda que te abrigava na noite gélida, mas o seu interior fervia em beijos que me prendiam os lábios, sentei-me no tapete, e ofereceste-me um chá, que me enterneceu e me aqueceu o corpo. Sentaste-te a meu lado, e proferiste ternas palavras, aproximei-me de ti e abracei-te, coloquei a minha destra mão sobre o teu dorso, e com a sua palma aberta tocava-te no ombro, simbolizando assim a ternura mútua e reciproca sentida por ambos. Observei-te e beijei-te novamente, toquei-te novamente, tinhas na tenda que te abrigava uma caixa de música que nos entretia nos abraços que dávamos. Sentados e envolvidos no tapete do receptáculo dos amantes noctívagos, abraçamo-nos, acariciámo-nos e nos entretantos bebemos um café que nos manteve despertos pelo resto da noite longa, a noite que nos esperava, pois a noite é sempre especial, a noite, altura em que o Sol se esconde, e a Lua no seu esplendor ilumina as colinas que contemplei nas caminhadas efectuadas.
Calmamente fui, deslindando o mistério do amor, fui destrinçando e fui renegando a muralha que nos separava, fui perfurando o muro, e fui removendo o betão armado que me envolvia numa clausura impiedosa, e quando, naquele momento infinitamente sublime, e cheio de desejo e impetuosa provocação, pude deslocar os meus dedos sobre aquela pequena tira de tecido que suportava o traje que te cobria os seios, quando pude deslocar sobre o teu antebraço esta tira de tecido, quando esta frustrante peça que me impedia de contemplar as colinas do teu tronco, o vale que se encontra no regaço que as une e que as separa, quando baixei subtilmente, estas duas tiras, a do braço esquerdo e direito, e fui calmamente com os dígitos forçando esta pequena indumentária acastanhada a descer pelo teu alvo corpo, pude observar os dois altares mágicos, a magia do número dois, pude observar a dualidade infinita e luxuriante com que ansiava, como que duas fontes que jorram em momentos pós-fecundação os nutrientes que alimentam os novos homens que habitarão o cosmos.
Observei as lindas fontes, alvas, cheias de candura e beleza infinita, e no seu topo, no topo destes altares, cujas silhuetas e formas estão explícitas e patentes em tantas e diversas formas de arte, profanas e sagradas, estas formas tão divinais que incutem nos homens e mulheres aqueles desejos, aquela ansiedade, estes dois altares, que quando a doce Flor está estendida a captar os raios solares, veneram os céus e o infinito do Universo, e quando te observo, bela Flor, erecta, na minha fronte, as tuas massas de carne divinal observam-me de frente e com elas contemplas o mundo. As fontes que os teus seios constituem, são como que a meta da mais longa e fatigante caminhada, aquilo que o peregrino mais crente e carente anseia. E ao observar as tuas colinas corporais que te embelezam o tronco, pude maravilhar-me com tamanha beleza e beber do suco, que jorravam da sua extremidade.
Pois bela Flor do Éden, acredita que é maravilhoso, poder ler-te isto que escrevo, acredita que o sentimento de te poder endereçar, e simultaneamente poder beijar-te é algo que me inunda o ego de alegria. É evocar a egolatria da infância.
O desejo tornava-se incomensurável, não aquele desejo frenético angustiante, ou melhor talvez o fosse, mas sentir tal desejo por alguém que nos compreende, que nos complemente, e que nutra por nós sensações similares, por certo que não pode ser um desejo funesto. Na divisão maior do teu abrigo nocturno; o tapete não era por conseguinte o local mais apropriado para o ritual do amor aos céus, e do amor enternecido que nos unia, o tapete era apenas o começo, era apenas o leito dos preliminares afectivos; mudámos para outro compartimento, ergui-me erecto, levantei-me e caminhei um pouco curvado no sentido do outro espaço divisório, segui no teu encalce, e afastaste suavemente a cortina que separava as duas divisões, e qual acto provocatório deixaste que esta te encobrisse a silhueta, e desapareceste momentaneamente pelo segmento onde se veneram os deuses profanos e sagrados do Amor. Senti-me perdido, desencontrei-me por segundos, mesmo que o abrigo que nos acolhia nesta escura noite desértica no exterior, fosse pequeno; pequeno mas por certo bem mais acolhedor que muitos palácios reais. Reencontrei-me e descortinei a fina membrana que nos separava, a cortina que nos afastava apenas visualmente. Atravessei-a e observei-te novamente bela, formosa, altiva, doce, desejosa dos meus beijos, carente dos meus afectos, e deitaste-te no pequeno estrato que, apesar de não ser muito alto, era reconfortante.
Eu carente dos teus lábios, carente de observar novamente o azul dos teus olhos cristalinos, ansioso por sentir o odor dos teus cabelos, impaciente por preencher o meu espectro visual com as tuas feições, aproximei-me e observei-te de perto.
E é este momento astrológico que nos uniu, o momento sagrado que os povos antigos veneravam, a este momento erigiam-se catedrais, pilares, antas, menires, como que com o intento de poder descobrir este mesmo instante. Não existe então similaridade silábica entre momento e monumento? És tu dócil Flor o monumento dos momentos de afecto e ternura, o monumento que naquela noite se encrostou nesta alma e me adornou o cerne do ego.
Aproximei-me de ti, despi os trajes que me incomodavam e deixei-me embriagar pelos teus actos, pelas tuas palavras, pelas tuas feições, pelos teus gestos, pelo toque das tuas mãos, pela textura dos teus lábios que untados de saliva nutrem o meu parco corpo, deixei-me embriagar pelo teu radioso cabelo das auroras boreais, trinquei os teus mamilos, chupei-os qual bebé morto de fome e sede, agarrei-te nas coxas e senti o ímpeto do desejo atravessar-me a libido. Fui percorrido por fogo nas veias e artérias, que se revelaram na extremidade da pela, e se canalizaram para as zonas mais erógenas da minha essência: os lábios, a ponta dos dedos, a ponta dos pés, as bochechas, e todo este vigor foi concluído num clímax vigorante que jorrou a hemoglobina esbranquiçada e fecunda no leito que nos acolheu; foi o leite do deleite, foi leite jorrado no nosso leito.
Foi este momento simultaneamente herege, pecaminoso e da mais pura e doçura beleza que recordei nessa mesma noite no meu acampamento, depois de regressar da caminhada em que me uni a ti.
Deitei-me na divisória escura, cerrei os olhos, e quão belo foi aquele momento em que observava a tua face, a preencher-me. De olhos abertos via apenas o breu nocturno, e quando cerrava as pálpebras, contemplava a silhueta facial que tinha adorado minutos antes. Adormeci assim, e contigo bela Flor sonhei apenas aguardando aquele momento, em que erigirei de novo em ti o monumento do amor e da ternura.
E enquanto redijo estes escritos bíblicos e proféticos do afecto, aguardo pelo dia quíntuplo, em que nos reencontraremos, desta vez na tua propriedade nos bosques longínquos, onde me esperarás no teu palácio e me beijarás novamente pelos corredores e largas divisões que formam a sua planta.
Dócil Flor, és a mais bela princesa do cosmos.
Ímpetos dunares com uma eslava fecunda
Publicada por João Pimentel Ferreira
Cara Noémia

Provam estas amargas sensações, que a propaganda cinematográfica que aliena os jovens incrédulos e desesperados, não tem o mais ínfimo traço de realidade. A bondade que te transmiti, os louvores que te dediquei, os favores com que me esforcei, aquilo com que me dediquei, prova que as sábias palavras dos doutos e mui filantrópicos senhores que fazem dos media o meio para alienar as massas com as suas doutrinas do bem, não se podem aplicar à fatalidade do nosso caso. Usaste-me e abusaste-me quando o que nutria por ti, se encontrava nos antípodas do desprezo e dos ímpetos humilhantes.
Mas os olhares
Se me sonhares
São o mundo
do azul profundo
Foste a minha Nazarena
__________
Para que todos o saibam, teço estas palavras como sinal memorativo de sensações pretéritas, pois no presente momento sou amo e vassalo da minha amada, sou pajem e senhor, subalterno e tutor, discente e docente, mestre e aprendiz da minha amada e mui acarinhada Nádia

Provam estas amargas sensações, que a propaganda cinematográfica que aliena os jovens incrédulos e desesperados, não tem o mais ínfimo traço de realidade. A bondade que te transmiti, os louvores que te dediquei, os favores com que me esforcei, aquilo com que me dediquei, prova que as sábias palavras dos doutos e mui filantrópicos senhores que fazem dos media o meio para alienar as massas com as suas doutrinas do bem, não se podem aplicar à fatalidade do nosso caso. Usaste-me e abusaste-me quando o que nutria por ti, se encontrava nos antípodas do desprezo e dos ímpetos humilhantes.
Mas os olhares
Se me sonhares
São o mundo
do azul profundo
Foste a minha Nazarena
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Para que todos o saibam, teço estas palavras como sinal memorativo de sensações pretéritas, pois no presente momento sou amo e vassalo da minha amada, sou pajem e senhor, subalterno e tutor, discente e docente, mestre e aprendiz da minha amada e mui acarinhada Nádia
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