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A Energia: a da Ciência e a do Esoterismo


Um amigo meu numa conversa de café, amigo esse que tem uma formação académica fortemente científica, fazia uma crítica acérrima à terminologia adotada pelas denominadas ciências esotéricas, pois segundo ele, toda aquela terminologia e conceitos, não passavam de uma "treta". Expliquei-lhe; considerando que apesar de também ter uma forte formação académica na área científica, não sou um cético nestas matérias; que para o caso do conceito de "energia", na Ciência e no Esoterismo, apesar de fazerem uso da mesma palavra, os conceitos são distintos mas não incompatíveis. Referi-lhe que o termo energia no Esoterismo não é para ser interpretado no sentido da Física ou da Mecânica Clássica (calor, massa e velocidade, mensurada em Joules), mas no sentido psicológico. Apresentei-lhe então uma metáfora de café.

- "Quando vês uma “gaja muita boa”, mesmo que seja ao longe, existe uma “energia” transmitida por ela, que mexe e remexe no teu corpo, sem que todavia tivesse havido contacto. Essa “energia” que dela provém, atravessa o "éter” do espaço que vos separa e entra na tua “alma”, e pelo facto de mexer contigo, de te criar por vezes convulsões ou alterações de humor, denomina-se “energia”, porque te provocou alterações ou movimentos. É sempre nesse sentido mais lato ou poético se quiseres, ou até mesmo psicanalítico, de “energia”, em que se baseiam quase todas as pseudociências. As "más energias" são estímulos que por vezes são funestos ou malignos, já as "boas energias" são estímulos que são benignos, que nos trazem pensamentos positivos ou que nos oferecem tranquilidade ou felicidade".

Continuei: - "Mas claro, dou-te razão, numa linguagem estritamente científica e rigorosa à luz dos princípios da Física na qual o conceito de energia é rigoroso e está bem definido, este tipo de argumentos justificativos do Esoterismo, não têm qualquer validade. Para a Ciência, foram apenas meros fotões que provindos de uma fonte de luz, no corpo da mulher refletiram, e que viajando a uma velocidade de 300 mil quilómetros por segundo até ti, foram absorvidos pelas tuas retinas, cuja informação correspondente foi processada pelo teu córtex visual, estabelecendo padrões e cores. Milhões de anos de evolução desde os primeiros hominídeos e o teu sistema límbico reconheceu, através das suas feições corporais, que havia altas probabilidades de ser uma mulher profícua para reprodução, e assim sendo, o teu corpo, através do teu sistema endócrino e despoletado pela tua orientação sexual, reagiu em conformidade".

Concluí então: - "Ou seja, temos duas explicações para a mesma coisa, sendo que a primeira é mais fácil de explicar a leigos".

Da Verdade e da Emoção


Um dos fatores que mais deturpa a razão pura e a capacidade analítica das decisões do Homem, é a deturpação emocional dos factos. Tal não quer dizer que nos devamos tornar desumanos ou friamente calculistas. O Humanismo está no atravessamento de todos os graus de Liberdade do hiperespaço que constitui as nossas vidas, sem todavia violarmos as zonas proibidas. Os Dez Mandamentos, grafados nas tábuas de Moisés, que o Alcorão tanto cita, são um bom exemplo dessa limitação. Assim, como muçulmano radical que sou, pois defendo a guerra santa contra o grande satã sediado no novo mundo, repudio de forma veemente qualquer ataque a vidas humanas, sendo eu, filósofo sufista, um fervoroso seguidor da Carta dos Direitos do Homem. Quero aqui também publicamente, prestar os meus maiores sentimentos aos familiares e amigos dos membros do jornal francês, pois aquilo que foi feito contra a equipa jornalística desse jornal satírico, é extremamente repudiante e intolerável. Os responsáveis morais por esse ataque, deverão ser punidos pela justiça francesa de forma exemplar.

No hiperespaço da vida tudo nos é possível menos as zonas proibidas. Podemos dizer a um vizinho que o amamos ou odiamos, e todavia poucas pessoas alguma vez chegam a um extremo destes no eixo vivencial das suas relação com o vizinho. Na rua próxima àquela onde habitamos, temos a liberdade de visitar todos os restaurantes e escolher todos os diferentes menus, e todavia por tradição restringimo-nos ao mesmo restaurante e ao mesmo menu. Há milhares de cidades no país em que vivemos e quando viajamos vamos por norma aos mesmos locais. Um hiperespaço é na realidade, do ponto de vista matemático, um espaço com muitas dimensões. Aplicado à nossa vida, se a cada variável ou eixo, atribuirmos uma profissão, uma relação pessoal, um local para habitar, uma pessoa para amar ou um item para comprar, apercebemo-nos que a multitude de opções é infinita. Nesse hiperespaço poderíamos colocar-nos num qualquer ponto, ou seja, viver num qualquer local dentro do nosso continente, escolher de entre os habitantes do país para amar, uma língua para aprender, ou das milhares de profissões por escolher; todavia restringimo-nos ao espaço limitado e fechado – definição matemática – do utilitarismo em que convertemos o nosso dia-a-dia, ou seja, a clausura está dentro de nós. E por vivermos em frustração e ansiedade por não nos libertarmos do cárcere vivencial, vamos tantas vezes violar as zonas sagradas como forma de escape ou de purga sentimental. Matar um próximo, violentar alguém, tratar mal um animal ou ser agressivo para com um inocente, seja porque motivo for, é violar uma das regras mais basilares, sacrais e fundamentais das relações humanas, independentemente da cultura ou povo, pois Ele quer que prosperemos.

Three sonnets


Through ages I’ve seen the pure reason
the candle of wisdom, which thrills my heart
Thou art the core for the yearly midseason
the starry core I shall never put apart

Thou art the shapes of a kind highly treason
gluttony, lust, envy and sloth form my art
I carve the deadly sins with scholarly precision
Do not dare to evoke any bond nor depart

The moon has became the source of my power
She copulates my soul every four weeks
Never dare to patronize nor to cower

my savant inspirational blasty peaks
in every finger I find a temple’s tower
which stabs poems as sleepy tweaks

The link between money and faeces, according to Freud


This is science: according to Freudian psicanalitic and psicossexual theory of human psychological evolution there was a strong relation between faeces and money. Individuals who, while being children had more pleasure retaining their faeces using their anal sphincter, are more probable to be a miser adult, while children who had more pleasure expelling their faecal excrements, would more probably be waster adults. This happens mainly in the so called anal phase, the second stage of Freudian psicossexual development, between around 2 and 4 years old.


"Rabo" in Portuguese means literally "ass"

Astrologia como ciência exata: astronomia, psicologia infantil e evolutiva




Antes de mais, faço uma apresentação académica da pessoa que escreve este texto. Tive uma componente académica fortemente influenciada pelas ciências ditas exatas, pois sou licenciado em engenharia, tendo tido diversas cadeiras de matemática, cálculo, análise e física; e sou explicador de matemática ao nível universitário. O que quero relevar é que sou um indivíduo fortemente influenciado academicamente por uma componente cientifica forte e presente, ao nível da matemática e da física, como tal tentarei apresentar um paradigma muito mais científico da Astrologia, que combine astronomia, união aliás que era natural na antiguidade; com psicologia social e evolutiva, e que confira à Astrologia uma componente científica válida. Explicarei também porque é que a Astrologia é ridicularizada e ostracizada no meio académico.

A Astrologia (do grego astron, "astros", "estrelas", "corpos celestes", e logos, "palavra", "estudo") é definida nos compêndios como a pseudociência segundo a qual as posições relativas dos corpos celestes podem, hipoteticamente, prover informação sobre a personalidade, as relações humanas, e outros assuntos mundanos. Refere ainda que a comunidade científica considera que a Astrologia é uma pseudociência ou superstição, uma vez que, até hoje, nenhum astrólogo apresentou evidências oficiais acerca da eficácia de seus métodos.

No entanto também refere que os registros mais antigos sugerem que a Astrologia surgiu no terceiro milénio antes de Cristo. Ela teve um importante papel na formação das culturas, e a sua influência é encontrada na Astronomia antiga, nos Vedas, na Bíblia, e em várias disciplinas através da história. De facto, até à Era Moderna, Astrologia e Astronomia eram indistinguíveis. A Astronomia começou a divergir gradualmente da Astrologia desde o tempo de Ptolemeu, e essa separação culminou no século XVIII com a remoção oficial da Astrologia do meio universitário.

Apresentarei de seguida alguns conceitos que darão à Astrologia, estou esperançado dados os meus parcos conhecimentos ao nível da astronomia ou astrofísica, alguma credibilidade, e explicarei porque é que a mesma é descredibilizada.

Beethoven, ai magno Beethoven, fazei amor comigo!



Sempre que oiço a nona, o primeiro andamento da nona, nove vezes um é nove, e o homem só fez nove, pois nove é três vezes três, se o três é sacro, o nove magnânimo, e sempre que oiço a nona sinfonia do génio, dá-me vontade de abraçar todos os pretos da rua, apetece-me invadir a Polónia com o meu falus, apetece-me humilhar o presidente checo e subjugá-lo ao meu domínio germânico, apetece-me gritar do alto do meu egocentrismo, apetece-me invadir Estalinegrado (hoje chama-se Volgogrado), apetece-me subjugar o mundo à supremacia ariana e indo-europeia que me nasce do sangue. Apetece-me humilhar judeus, abraçar pretos e pretas, mamar na boca nas ciganas, fazer amor com indigentes, dançar o tango bem abraçadinho ao assassino em série mais letal, ser sodomizado por Deus, entregar o meu corpo à ascese dos homens hiperbóreos, a Túdor e a todos os deuses germânicos.

Beethoven, deixai-me chupar-vos a pila! Quero conhecer-vos! Quero fazer amor a três, juntando o Pessoa. Vamos ser apoteóticos, vamos humilhar Kant, que mais não fazia do que transformar o ser humano numa máquina racional desprovida de sentimentos. Ah, 'B' de Beethoven, a numerologia explica: o 'B' é a segunda letra do alfabeto, logo é o número dois. Ao dois, associamos passividade, contrário do três que é atividade, ação (o pénis ereto, símbolo viril, tem três componentes formando um triângulo ascendente), já o dois é um número feminino pois a anatomia feminina é dual, duas mamas, duas nádegas, não há um complemento ímpar como há no homem. Ora 'B' de Beethoven, faz com que o germano tivesse esta genialidade criativa. Só a mulher é criativa, o homem não cria, o homem concebe, mas quem cria é a mulher, e durante nove meses (nove de nona), muito tempo, muita criatividade, a cria no seu estado final e requintado. O homem não sabe criar, não sabe estimar, apenas a mulher sabe criar e estimar, ora quando ao génio de Bona, se aliou esta feminilidade criativa do B (sua primeira letra do apelido) fez com que este génio criasse as mais proeminentes obras da música: deu à Luz a nona.

Venho-me quando oiço Beethoven, sinto um arrebatamento interior indescritível. Regra para ouvir o primeiro andamento da sinfonia de Beethoven: esperar pelas 3 e meia da manhã quando o silêncio é sagrado; comprar os melhores auscultadores da cidade; colocar o som no máximo; fechar os olhos e deixar-se guiar por esta massagem prostática intelectual, que faz os homens quererem beijar pretos, amar ciganos, invadir a Polónia, atacar Moscovo, bombardear Londres, ou apenas desejar um mundo fraterno de irmãos e irmãs e que todos vivamos em harmonia para a eternidade com respeito mútuo.

É um prazer visceral indescritível...
Bona, a caminho de Viena

My mind enlightens my pathway


It’s neither a candle nor a flashlight which enlightens the philosopher pathway; it’s his inner mind and reason, though.



Diário de Estocolmo – opus 97


Decorria o biénio de 2002, talvez princípios de 2003. O Natal por terras boreais é gélido e o frio é incisivo, todavia os homens do sul têm uma apetência libidinosa por loiras suecas, o que faz com que as hormonas, mais precisamente a testosterona, canalizem os homens latinos para o norte da Europa. E assim foi comigo, demovi-me de Lisboa em 2002 para encontrar a Luz divina e a revelação. A minha vida em Lisboa era cinzenta, triste e melancólica, influenciada fortemente pelo fado e pela saudade, sentimentos que à data de hoje considero nefastos para o meu bem-estar, mas estes sentimentos indubitavelmente, construíram aquilo que hoje sou. Saio de Lisboa para Estocolmo em setembro de 2002. Apanho o voo da TAP e ao meu lado vai um casal heterodoxo, ela era brasileira, provavelmente programadora, e ele era um sueco velho e ébrio, e ainda gordo, todavia bastante simpático. Ele passou o tempo todo a pedir uísques 20 anos à hospedeira, ela propalava umas barbaridades lusófonas lá da terra dos seus pais no interior de Portugal, já ele estranhava ainda como os portugueses eram doidos, desregrados e irresponsáveis. Durante o voo, o primeiro voo em que desabrochava e me afastava da clausura lusa, civilizacional, social, antropológica, parental e familiar, olhava inquietantemente para o relógio para tentar aferir se demorávamos muito para aterrar. Um voo repleto de suecos e portugueses que se deslocavam de Lisboa para Estocolmo num dia divino de setembro de 2002, data capicua. Chego a Estocolmo e deparo-me imediatamente com a mala no aeroporto à chegada, e penso para mim: estes suecos trabalham bem. O voo havia sido bem cedo, como tal chego a Estocolmo creio eu ao princípio da tarde. Chego ao aeroporto e apanho a mala. Tinha falado com o casal que me acompanhara, sobre qual a melhor forma de ir do Aeroporto de Estocolmo, Arlanda, para a cidade. Ele havia-me falado das maravilhas da linha férrea que unia o aeroporto à cidade, um meio rápido, cómodo e prático, porém ela, ao ver um pobre desgraçado estudante que iniciava o seu programa Erasmus aconselhou-me vivamente o autocarro, pois era muito mais barato, e não ia propriamente cheio de dinheiro na carteira.

o Olho que vê tudo?




Percebem agora a verdadeira simbologia associada à letra O? O Olho que vê tudo! À décima quinta letra do alfabeto latino? 15 fatorizado é 3x5, dois números ímpares, sendo os números ímpares os números da fertilidade. O três é um número sacro, assim também o é o cinco. Três, são as subdivisões do pénis com testículos, orgão primário de fecundidade, cinco é a subdivisão que se faz no ser humano, ou seja cinco membros e uma cabeça, tal como está plasmado no pentáculo maçónico, ou no homem vitruviano. Mas o anús é um orgão infértil de expelição, porque é que este orgão é um dos olhos que vê tudo? Será a magna simbiose entre o olho do cu, infértil mas entesudo numa bela dama; e o olho do topo da pirâmide maçónica, auge bicudo da masculinidade profícua? Uma espécie de yin e yang do ocidente? A sexualidade brejeira e pornocrática do anús, associada ao símbolo maior da instituição mais poderosa do mundo, a maçonaria. Há aqui uma peça que ainda está a faltar, preciso de meditar ainda mais....

A estrutura e a aparência visual da palavra escrita olho é ela prórpia fálica. Dois testículos em cada lado, a letra o, e um falo formado pelas letras l e h. Ah, é a palavra escrita que se complementa com o conceito visual do objeto. Um olho é redondo, é um poço receptor e expelidor de matéria (sendo que a luz não é matéria mas somente energia); o olho físico está preparado para receber a dádiva do falo. Se a palavra escrita olho é ela própria um falo fecundo, encontramos a harmonia ao escrevermos nesta nobre língua portuguesa, pois a palavra escrita une-se primariamente à aparência do objeto. O conceito visual da palavra, complementa-se com a forma da sua grafia!

Aónio Eliphis, Coimbra

Diálogos metafísicos e passionais entre Kant e Camões


Kant numa noite de lua cheia veraneante em que as paixões se elevam encontra-se com Camões num qualquer bar do Algarve, ao sul de Portugal. Questionam-se sobre o que realmente demove o ser humano, se a paixão ou a razão.

Kant: Vede caro amigo como quando os homens decidem algo bem definido, são deveras intransigentes nos seus propósitos. Vede este conjunto de rapazes joviais com o sangue ao rubro a perseguirem fêmeas fecundas e profícuas numa noite de lua cheia. Vede como a razão se completa. Vão atrás das fêmeas tão-somente para obedecer aos seus instintos de procriação e de continuidade da espécie.

Camões: Não meu caro, eles limitam-se a cumprir o amor, limitam-se a cumprir os devaneios de Deus e da paixão. É este amor salubre a apaixonante pelas deidades femininas que os demove. São estas damas belas e joviais que os faz sentirem-se verdadeiramente arrebatados nas paixões e que os faz persegui-las. Não é o instinto, é o amor salubre.

K: O que denominais como amor salubre é tão-somente o instinto disfarçado e camuflado. O que denominais como amor é apenas um epíteto para o que os genes definiram há milénios na carne. Não me apraz este local, ver tanta frivolidade em torno de sentimentos tão banais como o instinto sexual. Eu acordo todos os dias às cinco da manhã para tomar o meu chá. Eu sou um homem do nascer do sol, da masculinidade racional, da objectividade e da actividade do pensamento.

C: Pois meu caro, para mim, a manhã é para dormir, é na noite que a feminilidade passional se revela, é na noite e na lua cheia que a criatividade atinge o seu rubro, que a escrita é profícua. Rogo-vos meu caro, não castreis o Poeta.

K: Não intento castrar a Poesia nem o Poeta, aliás, para a minha douta racionalidade e escrita bem definidas, em que os pensamentos são objectivos e ponderados, onde o falo racional está bem patente, onde consigo delinear pensamentos analíticos com objectivos propositados e bem delineados e configurados, sinto assim, que a minha antítese metafísica sois vós. Sois de uma feminilidade metafísica incomensurável pois os vossos versos estão carregados de incongruências, de falsidades analíticas, de carência de objectividade, sempre em nome desse pilar ancestral denominado por vós amor.

C: O Amor move e demove o mundo.

K: Mover e demover não são sinónimos? Para quê essa fachada poética em torno de uma manifestação natural?

C: E não são as manifestações naturais as formas mais belas e magnânimas de apreciar o que nos rodeia? O que fazeis por cá, pelo mundo? Não procurais a felicidade como todos nós? Não procurais o amor fecundo, não procurais apaixonar-vos por uma bela alva e cândida dama? Não haverá nada mais sublime que poder recitar um belo soneto a uma jovem imaculada e posteriormente poder beijá-la e com ela pernoitar. A face divinal, as protuberâncias peitorais, as nádegas arredondadas formam os ícones sacrais da volúpia e do amor salubre.

K: Todas as características físicas que me apresentais são traços que o vosso subconsciente reconhece como sendo sinais de fertilidade. Vós, para cumprirdes com os desígnios da sustentabilidade da espécie, sentis uma necessidade visceral de procurar e conceber mulheres com os traços físicos que haveis descrito. É essa vontade que vós apelidais de amor.

C: Sinto que as dicotomias dos nossos discursos tornam o debate acesso nos trâmites do pensamento. E vós, como encarais a vida? O que afinal procurais? Qual o vosso objectivo vivencial?

K: Procuro conhecimento e não me deixo ludibriar por essas frivolidades instintivas de foro sexual. Sou um filósofo, procuro o saber, todo o conhecimento e todo o saber. Ao procurar conhecimento e ao desmistificar certas falsidades que muitos de vós propalais, atinjo um estado metafísico superior, uma nobreza de alma insofismável. Apenas com o conhecimento atinjo o divino. O divino atinge-se com o conhecimento, com o saber, sem quaisquer rédeas ou entraves, não com a observação de uma face feminina, que é somente um impulso instintivo de um poeta.

C: Mas e se souberdes tudo, que fazeis? Deus só há um? Que fazeis com tanta sabedoria? Não é mais sublime e divino conceber uma bela dama fecunda? Deixar descendência carnal?

K: Tal fazem os ratos, os homens fazem algo mais. Deixam escritos, pensamentos filosóficos, doutrinam o pensamento das gerações vindouras, isso sim é descendência. Se tivermos a capacidade de moldar o pensamento dos nossos descendentes, estamos verdadeiramente a deixar um legado, que é muito mais importante, que um mero ser humano. Isso sim é a verdadeira alma, aquilo que transcende o corpo. A alma são os escritos, os ideários que moldamos, o mecenato que deixamos, os livros que escrevemos, pois tudo fica para lá da nossa morte, é uma energia que transcende o nosso corpo.

C: E alegrar um viril rapaz que galanteia uma dama como um escrito redigido por mim, não é também ter alma? Não é também deixar um legado que transcende o próprio corpo? Sou muito mais que um rato, pois os ratos não escrevem sonetos. Sou uma lésbica homofóbica, macho e viril que vê nas mulheres a mais bela criatura concebida por Deus. Nelas revejo o mundo, nas suas coxas revejo o cosmos, entre as suas pernas está algo que vai muito para lá de um mero canal por onde entra o falo e sai um recém-nascido. Revejo nos seus seis obras profanas e sagradas, revejo nos seus lábios as mais belas formas divinas do cosmos, e na jovialidade feminina revejo e fecundidade profícua que me impele a escrever os mais belos sonetos. E isto vai muito para lá do instinto ou da mera animalidade primária. A Poesia é a forma mais bela de encontrar e verdadeira génese do ser humano, pois concilia os instintos, os sentimentos naturais, com a razão pura, com a métrica e a ordem.

K: Teceis raciocínios carregados de sofismas e do ponto de vista analítico o que dizeis não está bem definido.

C: Sois belo, na verdadeira acepção filosófica do termo.

K: Também o sois.

A noite algarvia prolongou-se e Kant recolheu-se para os seus aposentos para na manhã seguinte acordar às cinco da madrugada para ler o matutino e para tomar o seu chá. Camões escreveu pela noite dentro diversos sonetos e enviou-os por correio electrónico para Kant posteriormente. Como a vida é bela e racional!

Satan will perish


Portuguese television is commanded by the followers of Satan. All the news we may see on Portuguese television have the unique purpose of destroying all the good human beings who practice the God's will. Portuguese television is commanded by the american spies and by all the american intelligence services. There is a clear representation of Satan. There is an anthropomorphic representation of Satan. That specific person is the leader of all the masonic groups which exist throughout the world. That great evil being is on the dark side, it represents the antithesis of God, the antithesis of Jesus Christ, the antithesis of Good.

Pensamentos egocêntricos e filosoficamente puros sobre a Germânia


Rogo aos deuses Germanos que me dêem forças para elaborar as obras-primas poéticas mais sublimes e exuberantes, que estas plasmem paixão, luxúria, enlevo emocional e artístico; que as pontas dos dígitos que pressionam este teclado latino sejam conduzidas pela razão pura, pela pureza racional preconizada pelos deuses germanos, mas que a emoção se eleve, que aspire e inspire os momentos mais ascetas, e que a arte jorre o seu suco sacral para a minha alma e para o meu espírito criativo.

Qual “Metafísica do Amor” desse filósofo Germano, que preconiza que os sentimentos amorosos não são mais que redutíveis formas que a natureza encontrou para nos fomentar o desejo subtil pela disseminação da espécie! Amo-a não porque nutro amor por ela, mas tão-somente porque a natureza considera que a minha junção a ela trará ao mundo belos, saudáveis e fortes seres humanos.

Distingo a paixão fecunda da caridade cristã, tão repudiada pelos magnos filósofos Germanos. A caridade cristã segundo estes, preconiza e incute nos magnos homens apenas a fraqueza humana e os sentimentos serviçais e subservientes. A caridade cristã é um ícone da fraqueza, e o nobre homem deve forçosamente declinar esses sentimentos castradores que renegam a sua própria existência enquanto animal primordial.

Kant procurava a razão pura, a moral imutável e intransigente que advinha do puro raciocínio abstracto que só o Homem concebe. Fracos eram aqueles que não transcendiam a física comum dos seus medíocres quotidianos e não tangiam a metafísica do pensamento. Kant era por certo um homem belo no sentido mais etimológico e greco-filosófico do termo.

Nietzsche agracia-nos com uma forma impetuosa e egocêntrica de observar o mundo, para este o cristianismo é um sinal da fraqueza dos homens, a caridade é um sentimento medíocre que nos afasta do nosso cerne natural de propalarmos os nossos genes e o nosso sangue. Considerava-se o revelador da verdade etimológica do ser humano e aquele que aboliria todos os preconceitos morais e religiosos da sociedade ocidental, sendo que se poderia atingir assim a magna e verdadeira liberdade. Marx anda pela mesma linha filosófica mas com um cariz mais politizado e subtilmente anti-semita. Quando escreve “O Capital” para afrontar o capital, está a fazer uma afronta a uma das mais altas divindades sionistas após as verdades cabalistas.

A Metafísica dos símbolos maiores do Cristianismo e do Islamismo


Crescente islâmico - inter-rede
Cumprem-se os momentos de altivez e questiono-me sobre as idiossincrasias que regem o mundo. Hoje cheguei a uma magna conclusão nuns momentos inspiratórios de extrema lascívia. Observai atentamente caro profano, o símbolo maior do Islão, e vereis que esse mesmo símbolo é de uma feminilidade grandiosa. Tecerei aqui algumas considerações iniciáticas sobre as feminilidades latentes do Islão.

Como bem sabeis o ser humano começou o seu périplo evolutivo há cerca de sete milhões de anos, sendo que em África há cerca de duzentos mil anos a raça humana deu o último passo evolutivo para nos tornarmos o que hoje somos. Mas a razão, a consciência é muito menos poderosa que o nosso lado primário, ou animal. O nosso cérebro no seu centro guarda ainda reminiscências dos tempos de animal selvagem e primário, sendo que outra zona do cérebro está muito mais associada à razão e aos raciocínios lógicos, e é esta simbiose que nos define enquanto seres humanos.

Quarto Crescente
por Nelson d Paula
Mas o que é caricato observar é que as ligações comunicativas entre estas duas partes do nosso cérebro fazem com que haja muito mais informação a fluir proveniente do nosso lado animal do que informação a fluir proveniente do nosso lado racional, assim sendo numa situação de pânico ou de aflição os nossos instintos são severamente relevados. Na nossa evolução enquanto Homo Sapiens, que começou há duzentos mil anos, passámos por muitos momentos de aflição, de enlevo emocional e de rituais primários de fecundidade. Vivemos a grande maioria destes duzentos mil anos na selva como animais selvagens, ou na savana e como tal regíamo-nos pelos ciclos lunares, da fecundidade, pelas estações do ano, das secas, das cheias e tudo o que observávamos na natureza. O nosso subconsciente presente traz então um legado milenar de milhares de anos de evolução que ainda guardamos bem dentro de nós.

A lua cheia remete-nos para as questões da folia e da vivacidade pois enquanto animais selvagens aproveitávamos os momentos de lua cheia para usufruir da noite, sendo que a lua era a única fonte de luz que possuíamos nesses tempos. Os homens e mulheres não andavam cobertos, essas imagens que vemos dos homens selvagens cobertos são apenas estereótipos deturpados pelos padrões morais, os homens e mulheres durante um largo período andariam completamente nus tal como os animais. Os falos, as vulvas, os seios femininos e as nádegas teriam então uma forte influência visual nos indivíduos pois estavam diretamente relacionados com a fecundidade, objetivo primário de um animal.

Há estudos por exemplo que demonstram que as mulheres que têm as ancas mais largas que a cintura numa proporção de dois terços, têm mais facilidade em engravidar, assim a anca larga incutiu nos homens uma marca indelével de fecundidade feminina, logo o alvo apetecível para possuir e conceber para o frutífero espalhamento do código genético. Há que entender que a função primária do animal é tão-somente conceber e proliferar o seu código genético, sendo que o macho homem associou no seu subconsciente uma relação direta entre fecundidade feminina e anca larga. O mesmo raciocínio se pode aplicar às mamas da mulher ou a juventude feminina. Estes são padrões que estão estritamente associados à fertilidade, que o subconsciente masculino reconhece. É por esta razão que atrai ao homem salubre, umas boas mamas, umas boas nádegas ou uma moça jovial, porque são ícones naturais de fecundidade.

Mas nesta senda que fazia pela busca da verdade, nesta investigação racional, apercebi-me das simbologias religiosas. Muito se tem debatido sobre os símbolos maiores da Cristandade e do Islamismo. A bibliografia exotérica refere somente questões preambulares e intermédias não se centrando no busílis da questão que não é mais do que as questões carnais e venéreas.

As formas retilíneas e angulares associam-se indubitavelmente ao homem, porque o homem com o falo ereto visto de forma lateral tem uma silhueta visual que se assemelha a duas retas cruzadas. A horizontal é o próprio falo, e a vertical é o próprio corpo do homem. A forma do corpo masculino primário está mais associada visualmente às linhas retas, pois a anatomia masculina não é muito dotada de curvas.

A mulher é claramente curvilínea, pois as suas formas anatómicas têm mais curvas que retas, as suas nádegas são esféricas e redondas, assim como são os seus seios, e são sempre em pares. Ela tem um par de nádegas e um par de mamas, daí os números pares estarem tão associados à feminilidade.

Qual a forma mais primária de cópula entre os mamíferos, grupo animal a que pertencemos? É a penetração por trás! E foi esta a forma que o macho homem utilizou durante vários milhares de anos para copular com a fêmea. E quando um macho homem penetra por trás para conceber uma fêmea que aspeto e silhueta é que lhe surge no campo visual, senão do que tão-somente uma figura esférica e redonda, o rabo feminino! E as mamas das mulheres voluptuosas fecundas, quais as formas geométricas que tomam, senão do que esféricas e redondas. Os fatores curvilíneos estão assim indelevelmente associados à feminilidade, assim como todas as formas geométricas que incorram em círculos ou esferas.

A lua é então uma forma ancestral de observarmos no céu uma esfera uma vez a cada 29 dias. E qual é o ciclo menstrual da mulher senão o de 29 dias! É porque a lua cheia era a altura propícia para a fecundidade, pois era a noite em que o homem macho observava no céu de uma forma latente um rabo gigante de mulher. Ficava então o macho exuberado e com vontade de conceber tal era a motivação visual por aquele astro grandioso. A lua é feminina, é passiva pois é da noite, quando a luz desaparece gradualmente e quando o escuro se apropria da terra, ficando assim indubitavelmente também associado à passividade, característica tipicamente feminina.

Homem vitruviano formando uma cruz
A lua tem então todas as características primárias, astrais e naturais que a associam ao género feminino, e muito mais poderia ser dito e afirmado para confirmar esta tese. Qual é então a religião que tem a lua num dos seus estados astrais, como símbolo doutrinal maior? É o Islão! E reparem que apesar de se denominar crescente o símbolo no topo das mesquitas é quase sempre apresentado num estado minguante, asseverando e confirmando assim a sua passividade e feminilidade latentes. E reparem como nas mesquitas encontramos sempre tantas curvas e tantas formas curvilíneas e esféricas, que como já demonstrei são caracteristicamente femininas. O Islão é assim, por muito que se diga o contrário, a doutrina religiosa com uma maior simbologia primária feminina.

Cruz Cristã
Foto de livre circulação e cópia
O Cristianismo, que faz uso da Cruz, e pelo facto de esta se tratar de duas linhas retas cruzadas formando um ângulo de noventa graus, é pelas razões supra evocadas, uma religião com cariz simbólico muito mais másculo e masculino, relevando no entanto que o falo que a cruz nos apresenta no Cristianismo é um falo invertido, oferecendo ao crente alguma passividade patente a título de exemplo na doutrina cristã nos atos de redenção e de humildade.


O Islão é assim efeminado, sendo o Cristianismo masculinizado.

A Capital do Império pretérito - Considerações iniciáticas e urbanísticas sobre as referências históricas e intemporais da cidade de Lisboa


Vivo na capital do império esquecido. Vivo na capital do império pretérito. Os iniciados portugueses decidiram homenagear todos os povos alcançados pela hegemonia e influência do império Lusitano. Vejamos as homenagens que observo na capital do império pretérito. Tal como refere Pessoa, falta cumprir-se Portugal.

Perco-me nos desejos esquecidos enquanto vagueio por uma rua que é adereçada por um café de nome Danúbio. Danúbio, o rio que atravessa três capitais europeias, Danúbio, o rio de Budapeste, cidade esbelta, melancólica, por vezes sombria, por vezes encontrei nela a folia. A austera e humilde Budapeste. Passeio perto do café Danúbio na capital do novo império. Meus caros leitores deste pseudo-artístico guia turístico sobre as influências deste império pretérito, podemos vaguear pela avenida de Paris, onde encontramos lojas e montras com artigos chiques e requintados, esta avenida termina, ou direi começa, na praça de Londres, praça que é ornamentada com uma igreja em homenagem aos líderes, e à líder feminina messiânica do império Britânico, Sua Majestade, a rainha de Inglaterra. Tem esta praça de Londres, uma igreja em sua homenagem, tem um banco, pois sempre foram grandes homens de negócios e muito interesseiros os semitas ingleses e tem um ministério, sinal simbólico de poder, austeridade, rectitude, mistério iniciático maçónico e simbologia governativa. A lei masculina neste ministério, a igreja feminina em homenagem a Sua Majestade, a rainha do país cuja capital é Londres. Não dizem os exacerbados mações em apoteose extrema “God save our noble Queen”?

Praça de Londres - Inter-rede
Passeio pela capital do império pretérito e mal deixo a capital do império Britânico, faço uma vénia a Sua Majestade, rezo o terço, oro um Pai Nosso e cinco Avé Marias e caminho na direcção da capital do império Cristão, ou deverei dizer católico? Caminho na avenida de Roma que une a capital de Inglaterra ao país do novo mundo, o nosso Brasil brasileiro, em que o cantor vocifera alegremente que Deus só pode ser brasileiro. Se Deus for brasileiro encontrará na avenida do Brasil a ligação pela avenida de Roma à igreja de Sua Majestade. No cruzamento, deveria ter dito simplesmente, no entroncamento entre a avenida do Brasil e avenida de Roma, encontra-se o hospital psiquiátrico. A que se deve tal associação? A avenida do Brasil na horizontal, a avenida de Roma erecta, na vertical, a brasileira feminina, o Romano masculino. Será que provoca alguma demência intelectual o coito simbólico e urbanístico entre um romano e uma brasileira, entre um ser racional, austero, impetuoso, por vezes cruel, do velho continente, e uma mulher livre, louca, libidinosa, liberta de preconceitos ou restrições éticas ou morais, erógena, libertária do novo continente do Sul?

Vagueio pela avenida de Roma, caminho pela João XXI, o único papa Português que faleceu de forma que considero misteriosa, talvez sinal conspirativo, e chego à avenida de Madrid. Os nossos irmãos castelhanos foram contemplados com uma avenida simples, humilde e pouco reconhecida pelos lisboetas. Perguntarei a alguém na rua, “Poderá porventura, se me permite a questão e o afloramento algo inconveniente, dada a azáfama em que se encontra, indicar-me onde se situa a avenida que homenageia a capital do império de nossos irmãos castelhanos? ”, ou mais simplesmente, “Avenida de Madrid, onde fica?” Talvez em sinal retributivo pelo facto de Portugal ter sido homenageado em Madrid com uma rua esguia, embora central. No entanto os nossos irmãos têm uma praça enorme em Lisboa, a praça de Espanha. Será a praça de Espanha, uma crítica latente ao império espanhol? Austero, grandioso, enorme, com uma forte hegemonia, no entanto por vezes vazio de sentimentos, e por vezes criminoso na sua sede de poder e ganância. Lembremo-nos daquilo que fizeram aos Maias, Incas e Azetecas em nome do Cristianismo. A praça de Espanha, a maior da cidade, mas em que ninguém passeia, ninguém mendiga, ninguém escreve, ninguém fala, ninguém indaga; um poeta escreveu em tempos um poema e lá foi colocado no centro da praça; poucos o lêem. A praça limita-se a ser percorrida por automóveis, é penetrada e despenetrada, é atravessada e trespassada por viaturas ligeiras e pesadas.


Centro da Praça de Espanha - Inter-rede
Mas quão estranho é observar que quando vagueava no meu cavalo negro pela praça de Espanha, encontrei vários ruminantes açorianos a pastar pelo seu centro esverdeado. Ai, a mulher espanhola! Qual a relação entre o império Lusitano e o império de Cervantes? Se por um lado apelidamo-los de nossos irmãos, por outro dizemos que do outro lado da fronteira, nem bons ventos, nem bons casamentos. Mas as mulheres espanholas transmitem por vezes sensações estranhas libidinosas, exaltam as sensações exacerbadas e ímpias da libido. Se em tempos passados a cultura espanhola era representativa da ortodoxia e rectidão cristãs, hoje na mulher espanhola revejo os sonhos heréticos nas instâncias anatómicas carnais. Gado na praça de Espanha, porquê? Na maior praça de Lisboa.

Avenida Infante D. Henrique - unexpected-arts.com
Mas qual a maior avenida na capital do Império pretérito? Qual a que tem maior extensão, qual a mais subliminarmente viril? A avenida do messias lusitano, a avenida do Infante D. Henrique. Vai desde uma praça de um médico escritor, o Dr. José Queirós, até ao terreiro do paço, a praça do Comércio, o terreiro que já deixou de ter terra, com D. José, regente de outro regente mação e autoritário, o marquês da cidade de Pombal, D. Sebastião José, este terreiro que já deixou de ter terra foi o local de onde as embarcações, cujo conhecimento na ciência da navegação foi assimilado pelo legado do Infante, largaram e partiram em rumo às terras do Oriente. A maior avenida de Lisboa homenageia o messias português, o Infante, filho de D. João I e Filipa de Lencastre, filho de um português e de uma Inglesa, que gerou a denominada por Camões ínclita geração. A maior avenida do Império Lusitano homenageia o messias, o missionário da navegação, aquele que perscrutou através das ondas do azul do mar, novos mundos e novos continentes. Aquele que trouxe mundos ao mundo, que vagueou pelas ciências curvas e onduladas do mar imenso, que penetrou pelos horizontes infindáveis e misteriosos das neblinas intempestivas de além-mar.

Aurora boreal finlandesa - Imagens do Google 
Escrevo num café perto do café Danúbio, que atravessa Viena, Budapeste e Belgrado. No outro dia percorri a avenida da Igreja e encontrei o café Helsínquia. Fiquei deveras perplexo e intrigado! Qual a relação entre os pressupostos cristãos e católicos e a cultura de raízes altaicas existentes na Finlândia, a terra do fim? Porque é que a Finlândia é a terra do fim? Depois da Finlândia, nada mais, apenas o branco vazio, apenas o gelo ríspido e acutilante, aquele que se encrosta no sangue e que nos regela, impregnando temperaturas negativas no sangue quente dos homens do Sul. Entro na pastelaria da capital da terra do Fim e observo um mural feito de azulejos da cidade Finlandesa. Lembro-me de passear pela Finlândia, lembro-me de passear por Helsínquia, cidade tranquila, cidade maravilhosa e paradisíaca, passei pelas terras do fim, em período estival. Talvez por isso tivesse ficado maravilhado. Lembro-me de ter escrito obra profícua por Helsínquia, numa estalagem e em diversos estabelecimentos comerciais. Lembro-me de Helsínquia, cidade maravilhosa em período estival. Porque se encontra então na capital do Império esquecido, uma pastelaria de nome Helsínquia, a terra capital das terras do fim, e porque se encontra entre uma igreja, na avenida da igreja e a estátua daquele, que pelo facto de ninguém o ouvir, decidiu pregar aos peixes? A pastelaria Helsínquia, serve saborosos cafés, sacia o meu vício da cafeína e tem suculentas refeições, analogias às esbeltas e cândidas Finlandesas

Vale do Silêncio, Olivais - vneto 
Mas a avenida que mais me intriga, é a avenida que homenageia a capital do império Germânico, a avenida de Berlim. Percorro-a diariamente no meu percurso até ao laboro. Trespasso-a. Mas esta avenida, apesar de não ser muito extensa, tem algo representativo dos povos hiperbóreos e germanos. É ornamentada, adereçada com alguns espaços verdes, e une o Oriente ao aeroporto, talvez referindo o império alemão do segundo quartel do século vinte que indagou sobre as origens dos povos indo-europeus e elevou hediondamente os espíritos arianos e pseudo-superiores, com as origens indianas dos povos europeus. A avenida do império de Bismarck, é envolta em jardins e espaços verdes, do seu lado direito, quem caminha no sentido do aeroporto, encontramos um passeio esverdeado, do lado esquerdo, a meio, representando a virtude e o equilíbrio, o vale do silêncio. Porque é verde, pacato, tranquilo, num lugar de oliveiras, o vale do Silêncio? Sejamos contraditórios, façamos um concerto no vale do Silêncio, patrocinado pela cerveja Sagres e pelos cafés Delta. O vale iniciático do Silêncio, onde os homens e as mulheres fazem votos germânicos iniciáticos de silêncio, mas onde as crianças brincam alegremente, correm e falam, choram e cantam pelo vale do silêncio hiperbóreo.

Faço uma crítica acérrima aos urbanistas iniciados da capital do Império pretérito! Onde estão as referências aos povos nórdicos e aos povos eslavos? Onde se encontra a praça de Estocolmo, onde vivi dez exactos meses, onde se encontra a avenida de Minsque, cujas mulheres alvas e libidinosas instigam em mim sentimentos primários? E a rotunda de São Petersburgo, ou a alameda de Moscovo? Moscovo não temos. Mas habito perto de uma localidade cujo nome tem uma associação anagramática com a capital do império Russo; habito perto de Moscavide.

Av. dos Estados Unidos da América - Dmitriy T
E qual a segunda maior avenida da capital do Império pretérito? É a avenida dedicada ao novo império sediado no novo mundo. É a avenida dos Estados Unidos do novo mundo. É enorme, extensa, une Marvila, perto de Chelas, à avenida das Forças Armadas, une o instinto da pobreza e o miserabilismo de Chelas ao instinto bélico das Forças armadas da ordem. Atravessa uma feira, um estabelecimento comercial denominado Feira Nova; feira nova, mundo novo. Esta avenida atravessa a avenida do Almirante Gago Coutinho que atravessou o Atlântico Sul de avião, representando assim a ligação mais comum do século vinte e vinte e um entre o velho e o novo continente: o avião. Não começa a avenida Gago Coutinho na rotunda do aeroporto, representando assim a aviação lusitana? Não trespassa a avenida do Almirante, a avenida dedicada ao novo mundo? Como chegar nos dias de hoje ao império sanguinário do instinto, senão pela via aérea?

E quase que olvidava as avenidas do Oriente e de África, o continente negro. A avenida da Índia, enorme, extensa, junto ao mar e ao rio, simbolizando a ligação lusitana do império português ao Oriente através das águas. E a avenida de Ceuta, conquistada no século XV, bastião português no continente africano. Não poderei deixar de referir as avenidas de Moçambique e de Luanda. Ou a praça do Chile, cujo centro é ornamentado com uma estátua de Fernão Magalhães. Não passou Fernão Magalhães pelo Chile no seu périplo circunnavegante mundial?

Cais do Sodré - Inter-rede
E todos aqueles bazares do Cais do Sodré, com mulheres libidinosas, com nomes de cidades britânicas e associações com elementos nórdicos e viquingues. Nos cais, atracam marinheiros sedentos por prazer de sereias esbeltas de terra seca. Talvez aqui exista a associação entre os povos nórdicos e ingleses à arte da navegação. E todas aquelas ruas à direita da avenida Almirante Reis com nomes de cidades Inglesas como Cardiff e Manchester?

Alameda D. Afonso Henriques - Alexey A. Shevchenko 
E finalizo esta homenagem urbanística aos iniciados do império pretérito com a Alameda que consagra o seu regente primogénito: A alameda D. Afonso Henriques, que desce e sobe e continua através de uma alameda de uma universidade onde se lecciona Engenharia. Une uma fonte luminosa à sabedoria técnica, matemática e física! Há que retornar às origens, às raízes históricas do império através do seu primeiro regente, D. Afonso Henriques, para conseguir associar os princípios da luz, aos pensamentos matemáticos e físicos da universidade do Saber. Porquê então, as cotas do terreiro da fonte luminosa são as mesmas da entrada nascente do Instituto Superior Técnico? E porque se encontra o Instituto Superior Técnico alinhado com os eixos cardeais? Na entrada oriental temos trinta degraus, nove vezes três mais três, na entrada ocidental encontramos quarenta e cinco degraus, sendo nove vezes cinco degraus! A definir os pontos norte e sul, encontram-se duas torres cúbicas. Não é o cubo a figura geométrica idolatrada e venerada pelos iniciados sufistas? Na entrada nascente deste instituto uma alameda cujo nome retorna às origens do império português, e depois de atravessada e percorrida vemos a fonte que jorra sabedoria, cujos cinco falos aquáticos jorram a luz do saber, a água que sacia a curiosidade e a sede pelo Saber, a água doce que tem Sabor, e se tem Sabor tem Saber.

Padrão dos Descobrimentos - Imagens do Google
A capital do império pretérito, a capital do império que falta cumprir, tal como referia o poeta Pessoa. O império que falta cumprir, a cidade capital que o representa, que representa os seus históricos aliados, que carece de referências eslavas mas talvez encontre na sua língua, no seu 'c' de cedilha, as referências eslavas. Porque temos então com tanta frequência o 'c' de cedilha nas línguas eslavas, com o mesmo som representativo? Faltam as referências nipónicas na capital do império pretérito! Talvez novamente as encontre na língua. Esta forma simples de sílabas simples, apenas com uma consoante e uma vogal, esta associação de sílabas com apenas um sinal sonoro referente a uma consoante e outro referente a uma vogal relembra-me os nomes nipónicos. Basta pensar em Hiroxima, Nagasáqui, Quioto, Mitsubishi, Sony e muitos outros nomes nipónicos para encontrarmos algumas semelhanças com alguns termos da língua portuguesa, como por exemplo cafetaria.

Faço referência às representações simbólicas que a capital do Império pretérito tem.

Passeio por Lisboa, e de repente, vi o mundo!

As maleitas da alma - Nanotratado sobre a psiquiatria contemporânea


A psiquiatria é o estudo e a cura das maleitas da alma, Psique na mitologia grega era a personificação da alma, tendo Eros, o deus grego do amor, se apaixonado loucamente por ela. Psique era uma bela mortal, não era uma deusa, mas a sua beleza era tão exuberante que até os deuses por si se apaixonavam. Psique é então o elo entre a deidade e a humanidade, possui a perfeição de uma deusa, mas é constituída pela carne de uma mortal, assim Psique representa aquilo que nos homens e mulheres é etéreo e indefinido, mas no entanto poderosíssimo, que nos controla e que nos providencia o cariz humano: a alma.

A segunda parte do verbete, “iatria” significa cura, ou seja tratamento. Então a Psiquiatria na sua génese etimológica é a arte para a cura das maleitas da alma.

Por diversos séculos e milénios os investigadores se debruçaram a estudar quais as géneses que provocavam nos indivíduos certos comportamentos meramente desviantes, ou completamente lunáticos. Por certo que há vários graus na severidade patológica psiquiátrica que assolam um indivíduo, mas a minha análise será mais humana que estritamente fria e puramente científica. Nada resta ao homem que a salubre loucura para que se sinta vivo e teça vários escritos e tratados. Fernando Pessoa assim se referia à salubre loucura:

Minha loucura, outros que me a tomem
Com o que nela ia.
Sem a loucura que é o homem
Mais que a besta sadia,
Cadáver adiado que procria?

em a Mensagem


Então como distinguir os distúrbios da alma exuberantemente profícuos e profusos à grandiosidade artística e aqueles distúrbios que são real e severamente patológicos e castradores? A psiquiatria moderna engloba todos no mesmo grupo e tem tão-somente uma única terapia: o fármaco.

A psiquiatria moderna tornou-se na forma mais bárbara, severa, oligárquica de tratar as maleitas que são na realidade da alma, sendo que para todas as maleitas da alma a psiquiatria moderna aplica o fármaco. Os estados sociais são literalmente extorquidos pelas empresas farmacêuticas pois a maioria dos medicamentos do foro psiquiátrico tem comparticipações acima dos noventa por cento.

Já muito falei em outras circunstâncias sobre os poderes dos símbolos, de como o Amor, a Paixão ou a Fé demovem os homens, de como o Verso incute nos homens e mulheres um espírito de alegria magna e magnificência. Bem sabemos como uma conversa bem estruturada com um técnico, pode afastar as maleitas da alma que assolam o indivíduo, bem sabemos como a terapia de grupo pode funcionar se o líder souber estimular o grupo a partilhar experiências, e até o povo diz que quem canta seus males espanta, referindo-se nobremente a que quando o indivíduo canta, solta-se e liberta-se dos constrangimentos sociais que o afligem, e todos sabemos que a Poesia liberta as almas. Porque vemos então tantas pessoas a juntarem-se a clãs e novas igrejas onde se canta, porque vão as pessoas a concertos onde se divertem e se estimulam mutuamente? Mas para todas as maleitas da alma a psiquiatria moderna tem tão-somente uma terapia redutora: o fármaco.

A alma não se cura com químicos, nem com poções mágicas de alquimistas modernos altamente industrializados que têm o único objectivo de extorquir os estados sociais tendo contas bancárias bilionárias em paraísos fiscais. Extorquem o estado social que recolhe os seus proveitos através dos impostos, e depois colocam os seus lucros em países que não os taxarão. O psiquiatra é cooperante em toda esta máquina brutal, normalmente tem o seu consultório privado onde cobra por uma hora de consulta trinta vezes mais que aquilo que ganhou à hora o servente que lhe construiu o consultório. E no fim da consulta passa a tão aclamada receita que extorquirá mais umas boas dezenas de euros ao estado social e que colocará no bolso da farmacêutica, que por sua vez amamentará o rendimento do psiquiatra em mais um bom quinhão. O paciente leva para casa o fármaco que é a forma mais redutora e ineficaz de sarar uma maleita que tem a sua génese na maioria dos casos na alma.

Será que o fármaco tange a metafísica etérea da alma? E como sarar então as maleitas do foro psiquiátrico questionaram os caros leitores? A resposta é simples: com o Amor e a Paixão!

Dir-me-ão que sou utópico, mas assim não o é! O Amor verdadeiro demove o indivíduo, fá-lo sentir útil à sociedade e ao próximo, o altruísmo, a caridade, a filantropia, tornam o indivíduo profuso em obras em que lhe reconhecerão o mérito. Mas se o indivíduo se divorcia, se o indivíduo perdeu o emprego, se perdeu alguém que amava, o psiquiatra estará sempre predisposto após a boa cobrança de umas boas dezenas de euros, a prescrever a terapia redutora: o fármaco.

Para sarar as maleitas da alma recomenda-se a todos os indivíduos que saiam com amigos, que se divirtam, que se apaixonem, que cantem, que recitem poesia em voz bem alta, que gritem em espaço próprio, pois está provado que o grito é terapêutico, que dancem, e quanto mais severa for a maleita, mais primária deverá ser a dança, desde a dança clássica até à dança africana, a dança liberta as maleitas da alma; que escrevam em blogues públicos que partilhem emoções, que beijem, que toquem nos vossos próximos, que façam desporto e que se estimulem.

Porque é que todos os fadistas, e reparem que o fado é naturalmente melancólico, têm no seu quotidiano uma salubridade emocional que transparece para o exterior? Porque é que todos aqueles que praticam desporto salutarmente não padecem de problemas de foro psiquiátrico? Porque está bem provado que o desporto faz bem não só ao corpo mas também à mente. Porque é que aquelas mulheres mais velhas que vão até aos salões de dança dançar ao domingo à tarde guardam visceralmente uma alegria natural interior? E porque é que o Poeta que recita os seus versos é naturalmente apaixonado e tal como definia o próprio Pessoa é muito mais que a besta sadia, sendo louco de forma salubre? Mas para todas as maleitas da alma o psiquiatra tem a terapia redutora: o fármaco.

Porque é que aqueles que se entregam às doutrinas da Fé, qualquer uma que seja, guardam uma energia natural interior que transborda confiança e tranquilidade? Porque é que aqueles que praticam Ioga conseguem alcançar um estado espiritual tranquilizador que nos remete para uma paz interior quase divina? E toda a sabedoria oriental do foro da alma, que remete o mestre para as questões dos desequilíbrios pontuais que estão acentuados e para o equilíbrio natural do ser humano que tem de ser restabelecido? Porque é que todos os mestres orientais, mesmo os das artes marciais, transparecem uma tranquilidade quase divina, não sendo meramente um marasmo ou um amorfismo, mas uma paz que manifesta um equilíbrio interior muito bem estruturado e frutífero? Mas para todas as maleitas da alma o psiquiatra tem a terapia redutora: o fármaco.

A minha conclusão caro leitor é de que os fármacos são necessários para sarar as patologias do foro fisiológico, e assim já o é há milénios, mas nunca para sarar as maleitas da alma. A alma é muito mais transcendente e mais metafísica não sendo tangível pelos meros químicos que nos afectam o cérebro. Para a estimulação do cérebro, para a estimulação da alma, há milhentas maneiras humanamente conhecidas bem mais salutares e muito menos invasivas que já descrevi.

A psiquiatria moderna não é mais que uma forma redutora, oligárquica, elitista, extorsionária e arrogante de tentar sarar os males que assolam as almas dos indivíduos.

Repto público ao mui execrável e vil grão-mestre da ordem maçónica americana e internacional


Não vos tratarei por caríssimo, pois não mereceis a insígnia com que trato todos os meus confrades ou meras figuras a quem dirijo a palavra.

Tratar-vos-ei de adiante por execrável, pois sei-o bem que sois um homem execrável. Sei o género, não sei a idade, pois por certo tem havido uma certa regeneração maléfica no comando da ordem que liderais. Tens praticado maldades mundiais, sois tudo o que os ecuménicos religiosos em tempos definiram como satânico. Sois despótico, imundo, ditador, sanguinário, maquiavélico e terrorista.

Tentais a minha destruição desde 2002, e tendes aniquilado muitas pessoas de boa índole para o conseguirdes, julgais que mantereis a vossa impunidade para a eternidade, mas assim não o será, pois vós, assim como a ordem que liderais é efémera, é caduca.

Sois um homem, sei o género, falais Inglês e Francês, lestes os grandes clássicos da literatura, tivestes uma infância feliz, devereis ter sido um nobre sem carências que se tornou num adulto abominável.

Tentais a minha aniquilação desde 2002 aquando da minha estadia anual por paragens hipér-bóreas. Viestes do outro lado do Atlântico para me aniquilar e torturar os membros das ordens nórdicas.

Um dia ver-vos-ei de frente, pois sois um cobarde execrável que não mostra o rosto. Nos vossos festins orgiásticos escondeis a face, no entanto passais como anónimo por mim para me observardes e nunca vos identificais. Sois um homem execrável, um grão-mestre de uma ordem abominável que tortura e terrifica os homens e mulheres livres do mundo. Sois pior ainda que Hitler ou qualquer doutrina Nazi.

Faço-vos um repto: Encarai-me de frente. Não vos escondais por detrás de máscaras ou palácios, ou meros fantoches e marionetas negros que me apresentais. Mostrai-me a face, pois quero ver-vos de frente. Quero aniquilar-vos. Bem sei que provavelmente já não sois velho, já vos rejuvenescestes corporalmente, mesmo assim quero ver-vos de fronte, para vos aniquilar, pois o que tendes feito à sacra humanidade é contrário a todos os postulados e tratados que os mais excelsos e magnos homens têm escrito ao longo da História Universal, desde o apóstolo João, até Voltaire.

Julgai-vos rei, julgai-vos sacro, mas há um rei que está por de cima de vós, um rei em quem não credes, invisível aos vossos olhos mercenários.

Enfrentai-me de frente, em vez de me enviardes os vossos lacaios terrificados que tudo fazem para vos obedecer pois temem-vos grandemente. Os vossos lacaios intelectualmente superiores não vos amam, temem-vos pois torturastes-os de forma horrífica e horrenda.

Deixai de me enviar os vossos lacaios ou subordinados, enfrentai-me de frente em arena pública ou privada.

E relembrai-vos de David e Golias!

Com os piores cumprimentos

Aónio Eliphis


Falo de Santo António


Desprezo as considerações tecnocráticas que me impedem a escrita erudita e metafísica. Renego os homens que me impedem a grafia nos papiros divinos cibernéticos, e quando grafo estes sinais digitais que oscilam entre zero e um, e quando codifico estas memórias com sinais eléctricos ao pressionar uma simples tecla nestes teclados alfanuméricos, estou a obedecer às bulas sacramentais que o próprio Santo António se referia quando dialogava com as criaturas aquáticas do lago onde meditava.

Não falo sobre o falo do Santo, mas poderia eventualmente falar da sua mão erguida que erecta nos céus me faria apetecer falar na mesma. Mas falo de Santo António. O homem, o beato, o santo, o douto homem que falava aos peixes, que pregava as suas doutrinas aos seres que o ouviam. Mas porque estes eram irracionais e não o entendiam, porque lhes dirigia a palavra o beato? Mas Deus, nas alturas, o Bondoso e o Verdadeiro Altruísta e Filantropo concedeu racionalidade aos seres anfíbios e estes, boquiabertos, estavam com a cabeça de fora de água, fora dos seus habitats naturais que os impedia de conseguir sequer respirar, pois as suas guelras apuradas por milénios de evolução adaptaram-se a retirar o oxigénio da água, estes seres com meio corpo fora de água não esperavam sequiosos o pão que o transeunte atira à água do lago, esperavam a Palavra, pois a Palavra é o pão divino que alimenta as almas dos infiéis e dos descrentes.

– Nem só de pão vive o Homem!
– É verdade! Nem só da Palavra vive o Homem!

Vive dos falos viris da Natureza,
Vive da brandura e da pureza
Vive dos momentos de altivez
Vive da cruz e do sacro três

Vive da carne e da beleza
Vive da técnica e da destreza
Vive para quem o fez
Vive do Mundo português

Vive da manha e da ardileza
Vive no calor da Frieza
Vive o dia a dia de cada vez
à espera do fim do mês

Porque como dizia o douto Ricardo, protelamos constantemente o mais importante pois consideramos não prioritário.

Pois a Palavra doravante terá de ser como o pão para o homem, como o pão para os peixes a quem o santo prega, como a palavra beatificada que os seres anfíbios acolhem. A Palavra é prioritária, a Palavra é bendita, é sacralizada, é sacra. Falo de Santo António. Sim, não falo do seu falo direito, falo da sua sacra missão, de como o Padre António Vieira, o seu homónimo falara dele, de Lisboa e de Pádua, de como a sua erecta e fálica estátua se encontra no cruzamento da avenida de Roma, capital do ecuménico império, e da avenida da Igreja, à qual no subconsciente associamos o símbolo do V invertido com a cristã cruz.

Santo António é um Homem douto, humilde, em que no mundo do pecado, da luxúria, da gula, da inveja, da ardileza e da sede sequiosa por poder e capital no fim do mês, os homens não o ouviam, e apenas os peixes recebiam o pão da palavra divina que o beato santificado propalava. Os peixes assimilavam o que o santo divulgava e ouviam-no atentamente.

Pois então se o meu blogue não tem os cibernautas que desejara desde há anos, perdoai-me Senhor pela minha sede vangloriosa por fama fútil, mas então que os poucos que me auscultam, sejam os nobres anfíbios, quais homens da Atlântida, os Escolhidos a quem a divina Divindade decidiu iluminar e abençoar.

Ouvi-me e escutai benditos peixes: Sois abençoados!
Quem assim seja!




Frade Filipe Pimentel

O Satã


Que considerações teço eu sobre a pessoa em causa. Sei que o Grão-mestre da ordem em causa é severo, sanguinário e impiedoso. É um homem velho, vil, irascível e execrável, que quer preservar um império que se sustenta em preceitos desumanos, terroristas e maquiavélicos. A tortura é omnipresente, quem afronta o velho grão-mestre da ordem americana é severamente aniquilado, sendo que os outros sentem o temor e vivem terrificados. O terror é constante e de uma magnitude que lhes moldou a consciência, que os faz pensar em conformidade com os desígnios do império do mal, o império do grande satã, do diabo que castra os homens livres. Os homens livres erguer-se-ão contra o despotismo atroz perpetrado pelo grão-velho e mestre americano.

Derrotemos o Diabo, derrotemos o grande Satã com água benta, e com a força bendita e divina derrotaremos o império americano!



As vicissitudes de uma deidade Lusitana


As deidades Lusitanas divagam pelos mundos etéreos da adolescência dos fecundos amores pueris e ternamente caridosos, solidários e filantropos. Já as Eslavas, as Escravas dos Germanos na frente Leste, exuberam a voluptusidade viril de uns fartos e volumosos seios.

A minha adorada concilia estes dois mundos. Desde o nome primeiro, que nos remete para uma bela divindade russa, através de uma ginasta romena e que exacerba os corações dos homens carregados de testosterona, até à caridade característicamente cristã meridional e a solidariedade e bondade tipicamente sociais democratas sulistas do continente Europeu.

A minha amada concilia o sagrado e o profano, a paixão e o amor, o carnal e o terno, a longevidade marital em que me revejo nela preconiza doutos, profusos, primaveris e serenos momentos passados com a minha sereia dos versos de Camões.

É que nos meus sonhos, Vasco da Gama, cuja silhueta marca a paisagem da enseada siniense, descobre o caminho marítimo para o amor russo que nutro pela Nádia através dos cabos viris africanos da paixão ardente, partindo das raizes metropolitanas lisbonesas.

Simplifico esta sinuosa, vasta e complexa rota amorosa elevada a magna missiva, cara Nádia: Amo-te...

A Magna Ponte entre os Orientes







A ponte que une os Orientes, que une o Oriente lisbonês e o Oriente solar, o oriente cardinal. Relembro-vos caros profanos, a estirpe étnico-social a que também pertenço, que a ponte que deve o seu nome ao magno navegador nascido em Sines, tem um trajecto aproximadamente alinhado com os paralelos de latitude. A Ponte une então os dipolos geográficos entre a ocidental praia Lusitana e o Oriente simbólico que é a India, a China e as Arábias, no entanto mantendo o denominador comum que são os nascentes lisbonês e da margem do rio cujas ninfas inspiravam de exuberância o excelso e ínclito Poeta. A Ponte, é sempre um trajecto que une dois locais, geográficos ou simbolicos, e a Ponte é a simbiose que encontra os traços comuns entre as duas diversidades que se unem. A Ponte que deve o nome ao navegador é o matrimónio entre as dicotomias simbólicas que os incautos e os profanos trespassam no seu quotidiano. Esta ponte deve o nome ao magno descobridor nos cantos de Camões, nos cantos dos Lusíadas, a epopeia augusta do Poeta. A travessia que se enquadra harmoniosamente no leito do rio percorrido pelos Fenícios desde há milénios cuja pesca segundo estes era abundante. A Ponte extensa, enorme que exigiu elevadas competências técnicas de engenheiros, e até de arquitectos que por certo se deveriam intitular os grandes, pois esta travessia é divina pois obedece às doutrinas das obras de arte sacramentais abençoadas pelo todo-poderoso. Esta passagem que une o Oriente lisbonês, também este uma gare de caminhos e diásporas, e o Oriente simbólico das paragens do Indo, atravessa a larga bacia do rio olissiponense representando o mar azul imenso para lá dos cabos das intempéries e das tormentas. Atravessemos todos enquanto profanos esta iniciática ponte, para que possamos ser baptizados na luz divina da observação do caminho interior que é o Oriente.