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Divagações orais sobre o Amor




Os espíritos tempestivos da paixão ardente deixam que a eloquência divina se imiscue no espírito do Poeta, levando-o a tecer verborreicamente e oralmente os desígnios da paixão, da loucura e dos prazeres mundanos que estão latentes nos mais augustos versos de uma qualquer estrofe. 

Ser Poeta, é ser-se humano, é ser-se filho do divino, é transparecer para os demais os sentimentos comuns de uns quaisquer animais racionais. Tecer Poesia, é apregoar filosoficamente e racionalmente os sentimentos primários e primordiais, é conciliar a besta que sente, com o anjo que nutre, é conciliar o animal primário que cada um tem, com a racionalidade pura hiperbórea tão profusa nos magnânimos filósofos ao longo da História Universal. Ser Poeta, é ser mais baixo, porque o Poeta é um ser primário que usa a douta razão para expelir de uma forma austera a libido e a carne. 

O Poeta é um homem Magno, a musa inspiradora é Excelsa, e a transposição oral dos sentimentos é Divina



A Maçonaria e a homossexualidade


A lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo foi recentemente votada e aprovada pelo parlamento Português, tendo sido promulgada pelo Exmo. Sr. Presidente da República, Dr. Cavaco Silva, dois dias depois da estadia do Papa Bento XVI no território nacional. Meses antes foi publicada uma notícia num jornal diário que referia que a Maçonaria Portuguesa, através do seu Venerável Grão-Mestre António Reis era a favor do casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.

Depois de tentar ler atentamente os textos profanos que referem os ideários e as formas de pensamento de mações através da história universal, e de ler livros como “Introdução à Maçonaria” de António Arnaut, antigo grão-mestre do Grande Oriente Lusitano e grau 33 no rito Escocês Antigo e Aceite, mais utilizado pela maçonaria dita irregular, já era de esperar que a lei viesse a ser aprovada em assembleia da república e consecutivamente promulgada pelo presidente.

Bem sei que a Maçonaria acredita num vasto número de trindades como a Liberdade, Igualdade, Fraternidade, também é certo que a Maçonaria procura a busca interior do ser humano enquanto indivíduo, procura esculpir o homem enquanto pedra bruta, em pedra cúbica simbólica, ou seja num homem perfeito. A Maçonaria é abonatória da Liberdade, e sempre o foi através dos tempos e através da história; mas há algo que não posso deixar de referir, que é o facto de o epicentro maçónico, estar sediado nos Estados Unidos da América, que é o país que mais desprestigia as culturas nacionais de cada povo, suplantando a heterogeneidade a título de exemplo do continente Europeu, em torno de uma cultura anglo-saxónica padronizada. Tal, é puramente uma contradição filosófica maçónica. Tal é um sofisma declarado. Mas pode ser provado, que através dos tempos, a maçonaria sempre lutou pela soberania dos povos, hoje à data que escrevo são os mações americanos os mais altos sanguinários e opressores de todos os povos do mundo.

Mas não evocarei desta vez a opressão elaborada pelos mações do novo mundo anglo-saxónico. Referirei desta vez os paradoxos maçónicos simbólicos e filosóficos no que concerne ao casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, e tentarei provar que tal união é insípida, estéril e infértil não só do ponto de vista físico, mas também do ponto de vista simbólico e simbiótico.

As Géneses antropológicas dos símbolos

A Maçonaria tem como símbolo principal o compasso e o esquadro, e tais simbologias não podem ser encaradas só do ponto de vista representativo ou exotérico. Tal como referem os mações, os símbolos estão muito para lá da mera observação, ou da simples e crua visualização, a distância da observação é encarnada na alma e no espírito do indivíduo e este age em conformidade com as sensações daquilo que observou. Ou seja, o símbolo transmite fluxos energéticos para a alma, mais do que a simples captação de ondas electromagnéticas através da íris. O Símbolo é Energia.

Em todos os livros maçónicos o símbolo mais representativo da maçonaria, o compasso e o esquadro são referidos com uma marca profissional dos tempos da maçonaria operativa, aquando dos pedreiros-livres que construíam as catedrais góticas da Idade Média. Este símbolo manteve-se através das eras, mas o mesmo representa muito mais do que um simples símbolo.

Resumidamente tentarei demonstrar cientificamente que o Símbolo tem um poder sobre a "alma" (psique em Grego) do indivíduo muito mais do que a simples grafia. Para tal teremos que remontar aos primórdios da existência do ser humano quando vivia na savana ou na selva, e quando era um animal nómada. O Homem só há cerca de um por cento da sua existência enquanto ser intelectualmente evoluído, é que vive nas metrópoles. Milhões de anos de evolução condicionaram o ser humano a agir em função dos instintos e dos desejos primários. Nesses tempos, os homens provavelmente não andariam cobertos com folhas ou com peles, andariam nos tempos iniciais tal como andam os animais selvagens, ou seja completamente nus. O que os seres humanos observavam estava diretamente associado a instintos primários como o desejo da cópula, a confrontação carnal, os ciclos da fecundidade feminina, as aglomerações de indivíduos, os duelos letais entre machos pelos controlo das fêmeas, os ciclos lunares, os ciclos das estações do ano e toda uma série de instintos como o medo pelo escuro e pelo desconhecido. Estes sentimentos assolaram os hominídeos durante milhões de anos na sua evolução, logo não seria de esperar que só decorridos um por cento da nossa existência enquanto seres evoluídos em sociedade, conseguíssemos evitar estes sentimentos. Como tal trazemos dentro de cada um, um legado genético de milhões de anos que ainda mantemos connosco. Ora durante todo esse período em que nos observávamos nus, associamos no nosso subconsciente que um triângulo invertido estaria associado à feminilidade, ou seja às características que uma fêmea tem por natureza, como submissão, passividade, fraqueza de músculos; no entanto revela subtileza, astúcia, ardileza, e criação; e seria um triângulo invertido porque a mulher nua, sem ser depilada revela nos genitais um triângulo invertido, ou seja a vulva. Ao Homem associamos o triângulo erecto, exatamente porque o nosso legado genético no nosso subconsciente associou durante milhões de anos a observação num macho homem, a um falo simétrico adornado com dois adereços esféricos na base. Os machos são por natureza viris, musculados, altivos, fortes, ativos e enérgicos.

Por isso é que no nosso subconsciente no presente momento associamos o triângulo invertido à feminilidade e o triângulo ereto à masculinidade. Porque simplesmente foram essas imagens que associámos durante milhões de anos da nossa existência enquanto espécie. Devido a considerações psicológicas efetuadas através de comparativos, porque lhes reconhecemos, simbólica ou implicitamente, certas características masculinas ou femininas, ao sol associámos o homem, e a lua à mulher. Ao dia o homem, à noite a mulher. À esquerda a mulher, à direita o homem. Ao número par a mulher, ao número ímpar o homem. E todas estas associações simbólicas que o suposto incrédulo desacredita, têm fundamentações científicas comprovadas, só que só são transmitidas aos iniciados e nunca aos profanos. Quando ouvirmos ou virmos um douto académico a desacreditar tais teorias, acredite caro leitor que por certo é mação. Santo Agostinho era astrólogo e quando se converteu ao Cristianismo, perseguiu e ridicularizou os astrólogos.

A Harmonia e a Criatividade

Como já foi referido, a maioria dos símbolos resumem-se às dualidades entre homem e mulher, ou seja entre vulva e falo simétrico fértil. Por isso é que adoramos as simetrias naturais do corpo humano, porque o falo fértil é naturalmente simétrico. Ora a Criatividade e a Harmonia obtêm-se quando existe a união, a aglomeração deste dois dipolos, quando se presenteiam mutuamente com as reciprocidades simbióticas das dicotomias existentes entre homem e mulher. Porque na Natureza para haver fecundidade e criatividade é perentório que as divindades masculinas e femininas estejam presentes, ou dito de uma forma mais primária, que o macho e a fêmea se unam.

Ora a Maçonaria tem no seu símbolo augusto, no seu símbolo maior, um compasso como triângulo erecto representando a masculinidade e o homem, e como triângulo invertido um esquadro representando a mulher. Associaram à perfeição o homem, pois o compasso elabora circunferências, cujos traços são perfeitos e tem um ângulo constante à medida que a linha é traçada, e associaram à mulher o esquadro, pois este tem uma quina, que revela uma imperfeição, mas a única aresta que tem é perfeita pois tem um ângulo recto significando a rectidão.

Temos assim a perfeição masculina e a rectidão feminina no mais representativo símbolo da maçonaria. No centro a letra G, de Deus em Inglês, ou seja God, a sétima letra do alfabeto latino e que é a que mais se assemelha a uma espiral. A via láctea, a nossa galáxia forma-se em espiral. A Maçonaria guarda desde os tempos da maçonaria operativa este símbolo como simbiose harmónica perfeita entre o homem e a mulher. Na literatura profana a Maçonaria refere este símbolo como um legado de uma organização profissional de pedreiros-livres aquando da maçonaria operativa, mas este último significado é apenas exotérico, pois o esotérico é mais profundo e remonta à existência do ser humano enquanto espécie em constante evolução

O paradoxo filosófico Maçónico

O casamento homossexual é então um paradoxo insustentável segundo os princípios maçónicos, pois este é potencialmente infértil e estéril. Não se trata de uma questão religiosa, de deboche de injúria ou de mera homofobia, trata-se de uma questão filosófica, metafísica e transcendental. Tal como refere António Arnaut no seu livro, a oração, a palavra no acto do ritual tem um significado transcendental, e o sacramento entre dois indivíduos do mesmo género representa tão simplesmente o caos, a carência de harmonia, a carência de um outro género que está em falta. Também não concordo com o constitucionalista Freitas do Amaral quando defende que o matrimónio é uma instituição em que um ser mais dotado financeiramente protege um ser mais humilde, como foi o caso ao longo da história da Humanidade. O casamento é uma instituição simbiótica harmoniosa entre dois géneros que se querem em dipolos opostos, com o intuito da criação sob os desígnios do todo-poderoso, seja ele Zeus, Alá, o Grande Arquitecto, o Deus Cristão ou a Mãe Natureza.

Poderá argumentar o defensor do matrimónio entre duas pessoas do mesmo sexo, que num indivíduo do sexo masculino poderão existir feminilidades profícuas. Mas é exactamente aqui que se coloca o paradoxo filosófico maçónico, pois a maçonaria sempre procurou a essência, a génese, o baptismo enquanto procura interior do indivíduo mas também da procura do baptismo colectivo do ser humano. O baptismo individual, a procura da luz interior pode ser generalizada, e a maçonaria fá-lo na procura colectiva ao retomarmos aos nossos primórdios existenciais. E sabemo-lo que a união entre dois homens ou duas mulheres está veiculada ao fracasso da infertilidade simbólica e simbiótica.

O Matrimónio tem uma simbologia sacramental e consequentemente sagrada, que obedece aos rituais mais ancestrais da harmonia Universal. O casamento representa a união entre o equilíbrio tão perfeitamente representado naquele círculo tão difundido pela cultura Asiática em que estão inscritos duas curvas que se abraçam entre si. O casamento implica naturalmente a criação, obviamente não só a criação de seres humanos, a criação carnal, mas também a criação divina de obras literárias, de obras de arte, científicas, humanitárias ou jurídicas. E se remontarmos os dipolos às suas géneses vimos claramente que nunca um matrimónio entre duas pessoas do mesmo género gerará a criatividade natural e primordial e consequentemente profícua de obras divinas.

Alegar que diversos homens brilhantes ao longo da história Universal foram homossexuais é outra falácia crassa. Evocar o brilhantismo de um indivíduo para que tal facto seja abonatório dos seus actos simbolicamente caóticos não me parece correcto. Muitos cientistas do tempo do Nazismo eram extremamente brilhantes e este regime degenerou na maior chacina e genocídio que a História Universal conheceu.

Os profanos definem por vezes o casal perfeito com a expressão “Almas gémeas” para definirem um denominador comum para que haja um entendimento constante e uma simbiose perfeita, mas tal como têm um denominador comum, têm de ser de géneros opostos para que haja proficuidade, criação, criatividade, e se remontarmos aos primórdios da existência do Homem, enquanto baptismo colectivo, tal como a maçonaria apregoa, apenas podemos ter concepção quando são não só de géneros opostos, mas também de sexos opostos. Bem sei que por vezes o género do espírito não é o género do sexo! Mas o primitivismo, enquanto observação da luz divina do baptismo da raça humana, evoca sempre o dualismo entre estes dois tipos de géneros sexuais.

Não sou homofóbico, pois adoro fraternalmente o meu semelhante, não evoco questões religiosas porque, apesar de baptizado no cristianismo, não sou um católico fervoroso, e nem tenho moralidade para evocar questões de perfídia ou de deboche, mas enquanto profano pensador-livre, pois não considero que um iniciado seja realmente livre pois está condicionado pelas fortes imposições da ordem a que se juntou, tenho a liberdade de analisar filosoficamente, ou seja através do pensamento supostamente puro, as questões que se evocam aquando do matrimónio perante o estado, entre duas pessoas do mesmo sexo.

Não sou oposicionista ao casamento homossexual por questões de homofobia, religião, pudor, perfídia ou deboche, mas sou contrário a esta união por esta ser contrária aos princípios, tal como define a maçonaria moderna, especulativos, ou seja filosóficos, metafísicos, transcendentais e sacramentais. Esta união é contrária aos princípios sagrados da união harmoniosa entre dois seres, porque simplesmente é primariamente estéril, sendo assim antagónica às doutrinas sagradas da procriação e da fertilidade tão idolatradas por todos os povos e culturas do mundo.

A Maçonaria ao defender esta união que é iniciaticamente infértil, incorre num paradoxo especulativo crasso.

Mais sobre Toda a verdade sobre o Tabaco


Os homens do mundo aperceber-se-ão que os malévolos e funestos mações sediados no novo mundo conspiraram durante séculos para o domínio da raça humana através dos actos sanguinários, devastadores e exterminadores.
Por certo que o divino e os próprios homens os reprimirão e os destronarão do poder que alcançaram através dos extermínio de milhões de inocentes.
O senhor grão-mestre da ordem maçónica americana é acusado perante a legalidade jurídica humanitária e universal, de homicídio premeditado, e de genocídio de 100 milhões de pessoas no século vinte devido ao Tabaco.

Vede por favor http://www.verusveritas.org/2009/11/toda-verdade-sobre-o-tabaco.html

O Alfarrabista



Fico deveras perplexo quando observo um alfarrabista. Alfarrabista deriva provavelmente de Alfama, bairro vizinho da Madragoa e da Mouraria. A Mouraria que acolhia os mouros antes e depois da reconquista de Lisboa por parte de Afonso Henriques no ano do Senhor de 1147, tornou-se no bairro do fado e do descontentamento lusitano. Os gritos aflitos das canções dos moçárabes conquistados terá dado origem ao fado triste e melancólico. Os mouros foram subjugados e tendo de viver a sua vida religiosa no sigilo e na obscuridade. Os seus ensinamentos sufistas ancestrais não desvaneceram perante a nova ordem Cristã, está equívocado quem assim o pense, por seu lado os mesmos ensinamentos dos crescentes meridionais venerados pela península arábica, tornaram-se latentes e intensamente subtis. Surgiu assim uma nova geração de ordens secretas que encontrava em Roma o grande inimigo, encontrava no santo cristianismo o arqui-inimigo despótico sanguinário que os haviam destronado em Lisboa em 1147. Foram estas mesmas ordens secretas, fruto do secretismo dos ensinamentos dos mouros reconquistados que deu origem à maçonaria irregular moderna, tão profusa e poderosa nos países mediterrânicos da Europa, os mesmos que foram ocupados pelo mudo Islâmico em meados do século sétimo.

O alfarrabista representa isso mesmo, a cultura do saber sufista, que é transmitida quase clandestinamente e de forma obscura, para que as poderosas ordens regentes não se apercebam deste oculto saber. O termo alfarrabista tem o prefixo que representa o artigo definido na lingua Árabe. 

Aos 25 anos do 25 de Abril de 1974


Os 25 anos do 25 de Abril de 1974 foram no dia 25 de Abril de 1999. Nessa mesma data inaugurou-se este esplêndido monumento que consagra a liberdade do povo lusitano. Este monumento colorido de verde e vermelho das cores dos V, que se assemelha à construção humana, que homenageia a edificação lisbonesa, que se intitula merecedora de créditos diversos e que dignifica os construtores de Lisboa. É caricato, pois não é por certo habitual observarmos monumentos similares a este por terras lusitanas. Habituámo-nos a monumentos padronizados de homens a cavalo ou com as mãos erguidas relembrando os latentes falos.
Este monumento remonta o observador para aquela liberdade artística moderna e contemporânea que vemos por paragens germânicas e hiper-bóreas, no entanto com a coloração da bandeira da Republica Lusitana.
O Estado Novo, que no entanto já não era novo em 1974, era o mais decrépito dos estados ocidentais dadas as mudanças que se observavam no mundo moderno, pereceu no dia 25 de Abril de 1974 com a Revolução dos cravos, esses subtis falos aflorados vermelhos. A revolução foi vermelha não pelos ideários comunistas, mas sim pelos cravos que harmoniosamente se enfiavam nos canos das armas dos militares. Ai, que erógena que a revolução se tornou. Este acto simbólico remonta-nos para a pacificidade da revolução de Abril pois tornou a própria revolução armada numa revolução aflorada, com cravos vermelhos, mas com a funesta CIA e injectar milhões de dólares no PS através do embaixador americano sediado em Lisboa de nome Carlucci. Ora Carlucci quase que deturpava as géneses de Abril, do número quatro indo-europeu, pois Abril é o quarto mês do ano.

Mas o povo Português falou mais alto, e não definhou perante os montantes astronómicos com que a CIA financiava os Soares e o PS, contra as supostas ameaças vermelhas. Pois a única coisa que a revolução teve de vermelho foram os cravos nos falos bélicos dos soldados. 

Em cada revolução há uma data. E em cada data há um significado numerológico. Pois se datamos, fazemo-lo no dia do mês do ano do Senhor. A nossa revolução vermelha foi a 25/4/1974. O quatro de Abril é o mais perfeito número ariano e indo-europeu. São quatro as pontas da cruz cristã e da cruz gamada. São quatro os cavalos que se dirigem para leste nas portas de Brademburgo em Berlim. São quatro as enormes bandeiras alemãs em torno do parlamento alemão. Eram quatro as letras da cruz do Messias “INRI”. Eram quatro as letras dos estandartes dos batalhões dos legionários romanos “SPQR”. O quatro enquanto número caucasiano e indo-europeu remonta-nos para 1974 e para Portugal relembrando-nos Abril, o quarto mês. É no quarto que dormimos e que nos imiscuímos com os amantes em actos libidinosos ou simplesmente naturalmente proletários e criadores de novas gerações.

O número vinte e cinco remonta-nos para um facto interessante. 25=5x5. Vinte e cinco retorna o número sete, pois 2+5=7. Sete é o último número primo antes da dezena, ou seja é o último número primo que se escreve apenas com um único algarismo, representando assim a iniciação. Por seu lado o número 25 é 5 ao quadrado. Se factorizarmos o 25 em factores primos ficamos apenas com 5x5. Se acharmos os divisores de 25 encontramos apenas uma série geométrica de razão cinco, ou seja 1,5,25. Isto para tentar demonstrar que o número 25 tem características místicas, iniciáticas, ocultas. De referir ainda que o dia 25 de Abril remete-nos para o signo, ou seja para o significado Touro, que é um signo forte, racional, austero, másculo, viril e activo; que em sintonia com a feminilidade do número quatro do último digito do ano e do quarto mês, conjugado com o vermelho apaixonante dos cravos, oferece-nos uma revolução libertária perfeita no presente quadro político internacional, e na ascese mística e ocultista. Uma revolução transversal nos géneros metafísicos e simbiótica nas dicotomias divinas que distinguem o macho da fêmea, o anjo da besta, o homem da mulher.

Nos 25 anos do 25 de Abril de 1974, em 1999, data numerológica final das efemérides seculares do Homem, ergueu-se esta sublime, estonteante, majestosa, esplêndida, recta mas disforme e colorida, obra de arte moderna.

Vivam os 25 anos do 25 de Abril. Viva a Liberdade!

A pata direita do cavalo de D. José


Qual é a pata direita do cavalo de D. José? É a esquerda!
As simbologias entre a esquerda e a direita sempre dominaram o mundo e os seus ideários. A esquerda feminina e a direita austera e masculina. É um direito ser-se de direita, escrever com a direita e estudar direito. Porque o direito é másculo, é viril, é racional, grave e austero. O direito é forte, já o esquerdo é sinistro e fraco.
O esquerdino é fraco e torpe, sensível e criativo, submisso e passivo. A esquerda é sinistra porque é mulher! A esquerda é vermelha porque é apaixonante e entesante!
Qual então a pata direita do cavalo de D. José? É a esquerda!
É porque no regente nobre lusitano até a esquerda é direita, até o imperfeito é perfeito, a sua feminilidade é racional e austera, possui uma sinistridade de direito.
É o Messias que o Marquês protegeu, foi o novo Sebastianismo que olha de fronte para o mar azulado do Tejo que nos liga e ligou ao mundo.

Digníssimo memorando público ao mui digno e excelentíssimo douto e mação António Arnault


Não sei ao certo se o mui douto e excelentíssimo mação António Arnault alguma vez terá a hombridade de ler o meu repto, mas mesmo assim ouso tecer este breve comentário que faço ao senhor a que me refiro.

Sou um homem fortemente contrário à maçonaria e suas maquiavélicas doutrinas, no entanto apraz-me enquanto simpatizante dos movimentos verdadeiramente socialistas o ideal da Igualdade. Como tal cabe-me referir que aprecio fortemente o facto de o excelentíssimo doutor estar associado ao Serviço Nacional de Saúde. O serviço é público e teoricamente gratuito, como tal queria forte e abertamente felicitar Sua Excelência por ter dado os primeiros passos que levaram à criação de tal façanha ideológica assente em questões pragmáticas e sociais do foro da Saúde Pública Geral e Gratuita.

Digo-o caro e excelentíssimo doutor porque sou utilizador frequente e assíduo do Serviço em causa. Utilizo apenas os Hospitais públicos, os centros de saúde públicos e dirijo-me largamente quase sempre a instituições públicas de saúde aquando de maleitas que não têm possibilidade de serem saradas em casa ou na farmácia.

Abomino fortemente os serviços privados de Saúde, os Seguros de Saúde, as clínicas privadas, consultório privados de Médicos e formas similares de mercenarismo generalizado no campo da Saúde.

No meu ponto de vista em pilares basilares e estruturais de um estado ou nação não pode haver lugar a capitalismos nem mesmo àquilo a que os seus sequiosos arautos denominam como Conciliação entre o sector público e privado. Em questões fundamentais para um Estado como a Segurança, a Saúde e a Educação não pode haver lugar a semitismos monetários, a trocas de numerários, a facturas, recibos ou outro género de troca de bens ou moeda entre estas instituições e o público geral. Evidentemente que os seus funcionários terão que ser remunerados.

Excelentíssimo doutor, venho por este meio, algo incomum, adverte-lo, pois o seu serviço está posto em causa tendo em consideração as influências extremamente liberais e capitalistas que provêm do Zéfiro. Advirto-o enquanto mação que é, pois sei que para uma mação, e tendo o excelentíssimo doutor sido Grão-Mestre do Oriente Lusitano, sei que preza bastante e imensamente o seu legado. É típico um mação escrever muitos livros, criar fundações, ter nomes em ruas, ter estátuas com o seu primeiro nome e patrónimo pois um verdadeiro mação ateu e laico considera que a verdadeira imortalidade se encontra no seu Legado.

Pois excelentíssimo doutor Arnault, como sei que preza o seu legado, devo-o adverti-lo que o mesmo se encontra posto em causa por estes mercenarismos maquiavélicos provenientes do novo mundo do norte. Proliferam os seguros de saúde, os hospitais privados estão em voga e já é chique dar à luz nos mesmos e os médicos mercenários cobram numerários elevadíssimos dadas as condições sociais do país. No SNS os enfermeiros passam a vida a queixar-se e a reclamar que querem aumentos salariais, os médicos utilizam os meios do SNS para cativar pacientes mas continuam a utilizar muitas vezes os meios técnicos do SNS. O mercenarismos está implantado no SNS por parte dos seus funcionários e administradores, o sector público da Saúde está a ser pervertido caro e excelentíssimo doutor Arnault.

O seu legado maçónico está posto em causa. No entanto vamos todos resistir e combater esta impelente força do mal proveniente do ocidente do mundo. Eu sou um Europeísta, sou um defensor da pátria Europa, enquanto instituição ecuménica e prezo todos os serviços sociais que esta pátria oferece. Até tenho o cartão europeu de saúde, universal e gratuito.

Faço um repto final aos Europeus. Combatamos todos este maquiavelismo e mercenarismo abundantes provenientes do novo mundo que se instalou no Douto e Ínclito Continente Europeu e está a por em causa os seus princípios basilares como a Igualdade e Fraternidade.

Termino esta carta caro doutor, referindo que achei deveras ridículo o facto de o seu amigo e mação Mário Soares ter enaltecido Obama pelos seus feitos na América. Obama aparece agora como o salvador do mundo, aquele que veio para purificar as almas dos indigentes e dos gentios, referindo que vai oferecer Serviços de Saúde Públicos aos Americanos. No entanto o ideário do seu país proliferou e disseminou na Europa o espírito do salve-se quem puder, passo o plebeísmo, que incute nas gerações vindouras o espírito da competição acérrima e violenta e nunca confraternizante.

No SNS o mesmo se pode aplicar visto que os serviços privados abundam no sector da Saúde que se quer Público e Gratuito.

Excelentíssimo doutor Arnault.

Os meus mais sinceros e cordiais cumprimentos, fraternos mas não maçónicos.

    João Pimentel Ferreira



A escadaria iniciática


A escadaria da iniciação é deveras interessante, pois existe semelhança entre grau e degrau. Na entrada nascente do Instituto Superior Técnico existem 30 degraus antes de entrarmos na alameda da faculdade. 30 deGraus na entrada Oriental. Não são os iniciados os veneradores do Grande Oriente Lusitano? Pois no Instituto Superior Técnico encontramos vários traços iniciáticos, e realço este pequeno detalhe dos 30 deGraus na entrada Oriental. Nas ordens iniciáticas como a maçonaria existem duas escalas hierárquicas, a escala que separa os diversos graus em 33, e existe a outra escala que os separa em nove graus. Na entrada Ocidental do Instituto Superior Técnico encontramos 5 patamares com 9 deGraus em cada patamar totalizando 45 degraus. Ora 45 retorna o número 9. 9 deGraus na entrada Poente e 30 deGraus na entrada Nascente do IST. Ora o 3 é um número sacro.

Na fachada principal do pavilhão central do IST encontramos 5 vias, 5 portões, 5 passagens, sendo a central a de acesso ao pavilhão. Não é o número cinco o número das ordens iniciáticas pois estas idolatram os pentagramas e os pentáculos. O quinto elemento tão sequioso de sabedoria e de conhecimento. Não são as ordens iniciáticas as conhecedoras dos meandros do quinto elemento e do Santo Graal ou seja do Sangue Real?

Há um pormenor bastante interessante ainda no IST, que são as suas duas torres cúbicas. Não é o cubo a figura geométrica idolatrada pelo Islão, pelas ordens sufistas? Lembremo-nos caros leitores que em Meca, a cidade sagrada do Islão, o muçulmano mais regrado e cumpridor dos seus deveres religiosas deve sempre dar as respectivas voltas ao cubo que se encontra na cidade sagrada para o Islão, ou seja, Meca. Eles mencionam o termo Caaba para se referirem ao cubo sagrado do Islão. Mas há ainda algo deveras interessante e extremamente peculiar no IST, é que em vez de ter um cubo o IST tem dois cubos. É sabido que os números pares são os números idolatrados no médio oriente e no ocidente são os números ímpares. Ora então no IST encontramos várias influências, desde os deGraus iniciáticos com números ímpares que referem a Oriente o Grande Oriente Lusitano mencionando assim os 30 degraus na hierarquia iniciática das respectivas ordens, e depois encontramos dois enormes cubos negros no IST, alinhados no eixo Norte-Sul. A escola de Engenharia de Lisboa sofreu assim diversas influências na sua construção.

Lembremo-nos ainda que o IST se encontra no cume da Alameda Dom Afonso Henriques, o nosso regente primogénito, situando-se na outra extremidade da Alameda a fonte Luminosa. Fiquei exuberado com tamanha iniciação, com tamanho renascimento dos arquitectos da cidade! Pois se vemos a Luz, se encontramos a Luz ao renascer, se nos é oferendada a Luz divina quando retornamos às nossas raízes, aos primórdios da nossa essência, então a fonte da Luz que consagra a água do Baptismo divino da cidade de Lisboa encontra-se no cume da Alameda Dom Afonso Henriques, o nosso primeiro rei, o nosso regente primário e primeiro, o que consagrou e deu origem ao Império Lusitano ao se rebelar contra os reis opositores. O regente Afonso Henriques tem na sua Alameda num extremo a Escola Técnica do Saber que sofreu diversas influências na sua arquitectura, e no outro extremo a Fonte da Luz do Renascimento que remonta ao Baptismo colectivo da cidade de Lisboa, do Império Lusitano, e das suas Cristandades e Mourarias.

De realçar ainda que o terraço da fonte luminosa se encontra à mesma cota que o patamar da escadaria Oriental da Escola de Engenharia.

Não foi na Alameda que o povo se reuniu na consagração da Liberdade aquando do 25 de Abril remontando assim o Império português às origens dos povos lusitanos. Pois o 25 de Abril não foi uma revolução nem russa nem Americana, apesar destas fortes influências, foi uma revolução Lusitana e na Alameda Dom Afonso Henriques, a alameda homónima do nosso regente primeiro encontramos o Saber iniciático e o Baptismo Luminoso na sua sacra Fonte.

De salientar ainda que IST é o verbo ser conjugado na língua Alemã, o povo conhecido pela sua genialidade nas ciências exactas e nas obras de Engenho.

Façamos todos uma peregrinação colectiva até este local sagrado das idiossincrasias lusitanas.

A Oriente


Reparem no facto deveras interessante que é o alinhamento das torres. As duas naus sob esta perspectiva estão em crescendo e exactamente alinhadas para a esquerda, ou seja para Nascente, Leste, estão a observar o rio e o Oriente. Não se intitulam os iniciados do Sul os veneradores do Oriente? Não é similar Sul e Sol na língua lusitana? Não é no oriente, ou seja a nascente que encontramos a divina iniciação, pois relembramos os ternos momentos e eliminamos as frustrações da infância, pois é a oriente que encontramos o Baptismo. Pois nestas naus encontramos a duplicidade do renascimento, a duplicidade Oriental, pois no eixo em que as captei estão simplesmente unas Orientadas para Oriente, para nascente, para o descobrimento das Descobertas da Índia, da China, da nossa sina que é a China.

As torres das naus que descobriram o Oriente estão Orientadas a Oriente na zona Oriental de Lisboa.

Quão consagrante foi este o momento da fotografia!

Jesus Cristo o Jardineiro


Encontro-me eu num museu em Cassel, num topo de uma colina, abaixo da opulenta estátua de Hércules, como se o caminhante o venerasse e contemplasse a postura gigantesca. Entrei no museu e paguei dois euros. Subi ao segundo piso, entrei na sala através de uma porta automática. Virei à direita e num canto, preso com dois finos cabos que o sustentam, um quadro intitulado: Jesus Cristo, enquanto, Jardineiro. E neste simples quadro, a verdade, a luz. Por todos os lugares procurei a verdade, a iluminação, a luz que transmitisse os verdadeiros factos do passado. Através do tempo e da História. Um pintor Holandês Jacob van Oostsanen retrata de forma cristalina os segredos escondidos através dos tempos. O quadro, a imagem, está repleta de conotações sociais subliminares: Jesus na mão esquerda segura uma lança erecta, na mão direita toca carinhosamente na cabeça de Madalena. O pé direito de Jesus está firme, hirto, apontando para a pequena fresta da vestimenta de Madalena. Na zona do ventre de Maria, a saliência da hereditariedade genética, a imortalidade divina, o sangue real. A seta de Jesus aponta senão para a terra, local onde o corpo e a carne terminam sempre o seu percurso, mas também para a ranhura da indumentária de sua amada. E exactamente no espaço que a sua amada lhe reserva, uma fresta, encontramos um círculo escuro. Um pé de Madalena. E porque chora então lágrimas de sofrimento esta pobre mulher? E porque escreve Jesus, na gola do seu traje: “Maria, não me toques”? Captando vários sinais através de filmes, musicas e quadros, a solução de tal dilema, embora pareça conspirativa, parece-me no entanto simples. Maria, a Samaritana do fado de Coimbra, era semita, judia, tal como Jesus. Mas talvez de uma etnia, ou grupo tribal diferente. Judas o apóstolo, é não mais aquele que ajuda nos momentos de dor, é o judeu que traiu o mestre por trinta moedas de ouro. Trinta, retorna três, o número da fertilidade. Foi Maria, o apóstolo Judas? Porque chora ela então no quadro de Jacob van Oostsanen? Foi ela a traidora, a meretriz, a concubina e por essa mesma razão Jesus com a sua mão direita, a mão da força, da lei e das regras, da ordem e da opulência, da justiça rígida, afasta-a tocando-lhe na cabeça dizendo: “Traíste-me, não me toques”. No traje de Maria encontram-se, observam-se três frutos de um mesmo caule, sendo três o número da fertilidade. À volta do pescoço da bem amada de Cristo, uma tira, uma espécie de bandolete negra que lhe envolve o pescoço e o cabelo. Talvez esteja associada ao enforcamento de Judas. E o detalhe mais interessante: se é Jesus um Jardineiro, é aquele que planta e que deixa como herança as sementes que quando enterradas na terra irão crescer e florir. No centro da imagem, na direcção da saliência do ventre de Madalena, um receptáculo, um pequeno pote, onde porventura estarão depositadas as sementes sagradas do Messias, e que a sua amada e agora recusada, guarda solenemente. De salientar ainda que sendo Jesus jardineiro, a sua lança erecta da fertilidade que segura com a mão da paixão e da sensação, a mão esquerda, aponta para a terra fértil, junto à zona da fresta da indumentária de Madalena.

Cassel, 12/06/07

Um mação não sente, postula sentimentos


Um mação é uma máquina, uma mação não tem alma. Questiono-me diariamente se terá alma um mação. Questiono-me no meu quotidiano quais as características e propriedades que um corpo necessita de possuir para que tenha alma. É certo que terá de ser um corpo animado. Os corpos inanimados não têm alma. Mas será que todos os corpos animados têm alma?

A alma é uma dádiva divina que nos define enquanto seres humanos. A faculdade do pensamento não é condição suficiente para sermos criaturas divinas, com alma; é antes a capacidade de sensação, de nutrirmos sentimentos, não deveria afirmar capacidade, mas somente predisposição para sentir. A predisposição para sentir é o que nos define enquanto seres animados com alma. Um mação deixou de nutrir sentimentos misericordiosos, humanitários, caridosos ou filantropos quando se uniu à seita, aquilo que os ditos iluminados denominam por ordem. O rito iniciático furtou-lhe a alma, como uma sanguessuga que bebe o sangue das vítimas, as ordens iniciáticas não revelam a luz aos novos membros, retiram-lhes o espírito em troca de favores imorais.

Para um mação os termos moral, ética, misericordiosa, sensação, amor, paixão são apenas termos do léxico que têm significação mensurável nos seres humanos. Para um mação o amor é tão somente rectitude o obediência. O amor para uma mação não é humano, é apenas racional, mas baseia-se em princípios instintivos de terror e medo aquando do rito iniciático. Para um mação um ser quando se apaixona, é porque houveram por certo uma série de factores que proporcionaram a paixão; tal é certo, mas para um mação tratam-se somente de um conjunto de reacções bioquímicas, instintivas, mensuráveis, físicas, matematicamente puras, e sem quaisquer género de paralelismos metafísicos, transcendentais ou divinos.

É isso que define o homem-cativo, aquele que se intitula livre; é o seu ateísmo intrínseco. É cativo, pois ao contrário do que ele próprio pensa, o mação vive num cativeiro moral, rege-se apenas pelas doutrinas que foram assimiladas enquanto membro, doutrinas que foram severamente instituídas no ritual iniciático, e não permite atitudes libertárias dentro da seita. Quando a ordem decreta algo, tal tem de ser executado sem quaisquer género de impedimentos. Um mação não tem alma pois não tem predisposição para nutrir misericórdia ou caridade.

Um mação tem capacidades imensas, é certo que tem, é extremamente dotado intelectualmente, é versado, é erudito, é possuidor de uma inteligência extrema, é conhecedor de diversas ciências em diversos campos, mas carece-lhe o bem mais valoroso da Humanidade: A condição humana. Redige postulados sobre os direitos universais do Homem, redige tratados sobre a condição humana, pois é carecido de sentimentos. Carece-lhe a alma pois rege-se estritamente por dogmas ditos insofismáveis apreendidos durante o processo iniciático. A alma para um mação é apenas um conceito descritível e mensurável

Lembro-me por vezes de um dos mais valorosos, profícuos, inteligentes e geniais filósofos da nossa era, Kant, que escreveu um dos livros mais afamados da filosofia, A Crítica da Razão Pura. Não conheço a língua alemã, mas na língua camoniana o sentido para o termo crítica é dúbio; talvez Kant tivesse escrito um manual premonitório daquilo que haveria de ser o espírito mação durante o século vinte e um. A crítica não como um tratado ou uma análise profunda à razão pura, mas tão somente como uma opinião desfavorável ao individuo que se rege estritamente pela razão dita pura. Pois se formos estritamente racionais deixamos de ser humanos, passamos a ser máquinas. Lembremo-nos das divinas profecias, até postuladas no cinema, em que a humanidade combate contra a maquinaria implacável, maquinaria que oprime e renega as mais básicas condições humanas aos indivíduos. Pois Kant deixou esse legado, pois o seu livro ao ser traduzido para a língua pessoana, deixa uma marca indubitável na consciência social portuguesa que é um desfavor a um individuo que é puramente racional. A pureza, meu caro Emanuel, é incompatível com a razão pura, pois a pureza implica humanidade; os computadores não são puros, já as límpidas, alvas e cândidas mulheres, são puras, pois encontramos nas suas índoles uma pequena e latente réstia de luxúria, ou de sentimentos caridosos ou instintivos. Desde quando a razão implacável é pura? O que define o ser humano é a aliança entre a razão e os sentimentos. É um equilíbrio de ambos.

Foram estes princípios de extrema racionalidade que levaram a que as ordens iniciáticas alemãs e nazis no segundo quartel do século vinte iniciassem a expansão e a elevação do estado alemão. Os alemães extremamente dotados intelectualmente, extremamente versados e extremamente racionais, extremamente regrados, em pouco número dadas as circunstâncias acharam que tinha chegado o momento de messianizar o Adolfo. Tal teria de ser efectuado sem quaisquer impedimentos morais, pois haviam concluído tais pressupostos através da razão pura. Exterminaram milhões de seres humanos, invadiram países, executaram sumariamente diversos soldados.

Posteriormente, o império que se intitulou o libertador da Europa, emaranhado de judeus, bombardeou com duas bombas atómicas o Japão, dizimando em poucos segundos nas duas bombas mais de duzentas mil pessoas. Esse mesmo império, que se intitula propulsor da liberdade e da democracia, o império com o maior arsenal bélico de todos os tempos, encontra-se no extremo oposto. Rege-se exclusivamente por instintos, auxiliado como é evidente por homens racionais extremamente capacitados. Destruiu duas cidades nipónicas por instinto destrutivo, invade o Iraque por instinto de necessidade de poder, combate no Vietname para manter a hegemonia instintiva, os seus cidadãos praticam a homossexualidade instintiva, as suas mulheres abortam com naturalidade, festejam aquilo que não é festivo nem se enquadra em qualquer efeméride, acham-se os libertadores do mundo e do homem negro. Encheram os povos africanos com armamento, para lutarem contra as potências coloniais europeias, enquanto se diziam amigos da Europa, renegando-lhes assim a hegemonia; posteriormente, por instinto de poder e assimilação de dinheiro; pois o dinheiro  remexe com alguns dos nossos instintos primordiais; amealham poços de petróleo na costa africana para prospecção do ouro negro. Invadem o Iraque por instinto, já não por instinto natural e humano de sobrevivência, pois nunca Sadam pois em causa a soberania do novo império; mas tão somente por instinto abrupto e atroz de poder absoluto. Destronou Salvador no Chile e instaurou Pinochê, um sábio democrata. Apoiou durante anos Savimbi, um democrata reconhecido internacionalmente. E apoiou, todos o sabem durante anos Osama Bin Laden durante a sua guerra contra os infiéis soviéticos, e este mesmo império forneceu armamento a Sadam aquando da guerra Irão-Iraque. Contribuiu para a separação das Coreias, invadiu a Jugoslávia, não para libertar os Albaneses Cosovares, mas apenas porque os Sérvios são um povo Eslavo, ainda sob muita hegemonia Russa.

Este novo império apelidado de América, é estritamente instintivo, cruel, ímpio, herege, e como tal também desumano.

A humanidade é um equilíbrio entre as forças da razão e da sensação. O império Nazi e o império americano estão nestes dipolos, encontram-se nestes extremos. Os dois impérios identificam-se com um líder, ou um Messias, o primeiro era Adolfo, um homem extremamente racional, inteligente, grave, perspicaz, sagaz, dotado do espírito dos homens germanos e hiperbóreos como a prudência, a pacatez e a diplomacia, no entanto praticava crimes hediondos e horríveis em nome de tanta superioridade étnica ou racial.

O Império do novo mundo decide messianizar Obama gradualmente, como sinal de consagração do seu acto libertário ao povo negro. Não o nego que o tenham feito e tal é valoroso, mas que dizer de Obama? Aparenta pacatez, sensatez, é idolatrado e venerado por todos e representa um império desumano, atroz, altamente sanguinário, que baseia os seus princípios não na liberdade ou democracia, mas tão somente nos desejos instintivos e primordiais de poder e hegemonia. Obama é apenas a fachada amistosa e amical. O homem que é gradualmente messianizado.

O mação não sente, postula sentimentos. A elite do novo império baseia tão somente os seus princípios nos instintos, apoiada pelos homens extremamente racionais. Os subordinados dos americanos, são-no, porque lhes foi instituído o instinto do terror, como tal a caridade e a misericórdia não lhes diz muito.

De uma lado o império tão somente instintivo, como um animal forte e irracional que baseia os seus princípios tão somente na libido e na luxúria. Do  outro lado o império Nazi da primeira metade do século vinte no extremo oposto da racionalidade, da razão pura, mesmo apesar daqueles comícios apoteóticos e emocionais que o líder dava ao povo alemão.

Encontro eu na razão pura e no instinto atroz, similaridades dados os seus extremados princípios.

A Humanidade encontra-se no equilíbrio entre os dois.

Os pedreiros-cativos


Os pedreiros-livres enquanto súbditos do legado de Maquiavel

Como explicar este facto deveras interessante e algo atentatório aos espíritos que elevam o humanismo e a filantropia naturais da condição humana, que é por vezes não conseguir tecer sentenças verbais e poéticas à rapariga com a qual consegui estabelecer a relação mais estável dos meus vinte e nove anos de vida.

Bem sei que existem diversas condicionantes externas, ateias, maçónicas e atentatórias à dignidade humana, que incutem no meu subconsciente, normas e preceitos, sensações manipuláveis por forma a fazer-me trilhar um certo caminho que concluirá na auto-destruição. As mentes inteligentes, altamente racionais, precursoras de pensadores livres que acharam por bem não se restringir a normas religiosas ou morais, atentam contra a minha dignidade física e moral. No seu entender, a mente é tão simplesmente um conjunto de células neuronais, que pode porventura ser manipulada com os intuitos que desejarem, Percebo agora aquelas mentes eclesiásticas que consideravam os ilustres anatomistas da idade média, meros e rudes hereges, considerados no presente tempo indivíduos brilhantes que iniciaram o estudo do corpo humano num tempo em que era considerado pelo cidadão comum um acto quase obscurantista. Mas questiono-me o que terão efectuado ao certo todas as sociedades secretas de forma obscura e pouco transparente. No meu entender e depois de muita reflexão racional, terão concebido doenças malévolas e exterminadoras de muitos indivíduos, proliferaram o tabaco como forma de controlarem o mundo através do ouro negro relegando para questões racionais a morte de milhões de seres humanos devido a cancros diversos, conceberam um dos vírus mais mortais do século vinte, que se propaga pela via sexual, afectando essencialmente pobres, indigentes e miseráveis, com o intuito do controlo populacional nos países em desenvolvimento, articularam maquinaria para a construção da arma mais mais mortal de todos os tempos, a conhecida bomba atómica, instituíram a pseudo-liberdade da mulher e do homem africano, e como sinal de consagração do único feito quase positivo que conseguiram através de três séculos de regência, colocam um negro no poder da nação com mais mações do mundo, os EUA.

Quão paradoxal e injusto, quão imoral e herético são estas atrocidades. Por certo saberiam tais ordens secretas, depois de muita análise futurista, depois de muita meditação por parte dos seus membros, que haveria de existir um ser que necessitaria de liberdade, seria um ser acalorado emocionalmente, e teria traços físicos ou emocionais femininos, gostaria de escrever e libertaria o mundo do despotismo maquiavélico, e a sua libertação duraria por milhares de anos. Assim, as profecias concretizar-se-iam, se as sociedades criassem as condições para que tais acontecimentos humanos se concretizassem. Elaboraram vários tratados sobre a liberdade e a democracia, pseudo-libertaram as mulheres e os negros, instituíram a igualdade de classes e desenvolveram a ciência no campo da medicina, da biologia e da engenharia, as armas tornaram-se mais mortíferas, os vírus mais letais, e de certa forma aumentaram a longevidade nas sociedades civis que a si estão anexas, as sociedades ocidentais. Mas num autismo e arrogância deploráveis subjugaram os preceitos e as profecias sufistas e as desenvolvidas por mestres orientais, achavam por bem serem os condutores e percursores da liberdade do mundo, que haveriam de libertar os escravizados da ditadura atroz e feroz que se apoderaria do planeta.

Mas a grande ditadura é a do interior e a da alma, a mesma que os membros destas sociedades acharam que romperam há vários séculos quando deixaram de cumprir quaisquer normas éticas ou morais. Consideraram que a razão interior libertaria o mundo, tornaram-se ateus, descrentes de quaisquer forças divinas e tornaram-se nos dias de hoje, paradoxalmente, na maior força despótica a nível mundial, instituindo a tortura e o genocídio atrozes.

Pressinto na natureza um medo instituído em todos os cidadãos, confundem temor com rectitude, e os próprios já tinham profetizado que o terror absoluto seria o grande mal a erradicar, quando combatiam energicamente o terrorismo islâmico. Mas a manha é inimiga da razão pura. Eram eles que orquestravam secretamente os grandes atentados terroristas através dos seus centros de inteligência e espionagem, eles secretamente oprimiam para a público se evidenciarem como os libertadores. Esfaqueiam pelas costas e de fronte elaboram um rosto apaziguador e sorridente.

Os iniciados do mundo islâmico, com vários séculos de conhecimento adquirido através das suas longas viagens haviam profetizado que teriam de combater esta imoralidade insustentável, em nome de um Deus superior e bondoso, haveriam de combater estes hereges que se regem por normas ateístas e imorais. Hoje, os seus seguidores fanáticos apetrecham-se com dispositivos explosivos em torno do tronco e planeiam a aniquilação do mundo ocidental; por certo que um Deus bondoso nunca permitiria ou aceitaria a efectivação de uma premissa Sua através da eliminação da vida de um próximo. No entanto, milhares de anos de sabedoria islâmica permitiram profetizar correctamente que o género feminino não pode ser totalmente libertado, pois rege-se fortemente por emoções e é menos dotado intelectualmente que o género masculino. Dotar de poder indivíduos estritamente emocionais e com menos capacidades racionais poderia tornar-se num acto errante com consequências devastadoras, daí as doutrinas religiosas destas sociedades em restringirem certas liberdades às mulheres.

Poderei parecer através destes escritos revelar uma atitude perversa em relação ao género oposto, mas não creio que assim os seja, pois confesso que me sinto deveras apaixonado pela minha companheira afectiva, a doce e carinhosa Nádia. Bem sei que me foi oferecida sobre fortes condicionantes pelas sociedades secretas que agora repreendo, mas não me posso deixar influenciar por dádivas que embora adore e respeite, por certo têm contrapartidas insustentáveis à minha condição ética, moral e consequentemente humana. Amo a Nádia, e com ela não consigo tecer muita obra poética profícua, pois o que nutro por ela é bem mais racional e dotado de verdadeiro afecto e carinho, daquele verdadeiro amor quase filosófico, do que propriamente paixão ardente e dolorosa, tão propensa à criação poética.

Orei várias vezes com o intuito de encontrar um ser que verdadeiramente amasse e me complementasse, e creio que o encontrei. Tem um nome eslavo e traços faciais latinos. É esbelta fisicamente e perspicaz intelectualmente, é carinhosa, terna e cordata. Confesso que nutro por ela sentimentos transcendentais. Mas tudo o que me rodeia está despóticamente controlado.

Eu sou um ser humano, que por certo obedece a certas normas e leis físicas e morais que poderão ser postuladas. O campo da física, da medicina, da biologia e da psicologia em conjunto poderão ter uma forte componente investigatória no ser humano, num certo indivíduo. Se aliarmos, a matemática e o controlo não-linear aplicado às sensações humanas, obtemos uma miscelânea de ciências que quando bem articuladas fornecem um forte utensílio de domínio sobre o próximo sem que este se aperceba.
Ora, as sociedades secretas estão a par de todas estas técnicas obscuras de controlo humano. Todos os meus sentidos, os cinco sentidos que possuo enquanto ser empírico captam sinais ou sensações, assimilam o que me rodeia. Depois são processados pela consciência, certas ideias ou sinais vão para o subconsciente, este último é muito mais dotado, poderoso e que ocupa muito mais volume cerebral.

A luxuria, e as ideias sexuais são as mais fortes na condução de certas atitudes num indivíduo. Os sinais luxuriantes, e não necessito de evocar Freud, são os mais poderosos no controlo do ser humano, pois este foi concebido inicialmente, antes de ser dotado de alma ou razão, para conceber e procurar instintivamente um ser do género oposto para difundir a sua linhagem genética. Mas se a luxuria enquanto sensação empírica, fornece a maior força impelente a certas atitudes, dir-me-á o ser profano que o que o rodeia nem sempre é luxuriante.

Poderão eventualmente existir sensações neutrais, nem latentemente masculinas ou femininas, mas muitas das imagens, sons ou sensações diversas são muito luxuriantes, sem serem pornográficas. Porque simplesmente somos dotados da nossa consciência que funciona como uma barreira entre o exterior e o subconsciente poderoso e que nos conduz subtilmente no nosso quotidiano.

Então como conseguiram estas sociedades secretas o controlo universal? Através das suas técnicas ocultas, transmitidas há milhares de gerações pelos antigos, descobriram o poder dos sinais latentes e subtis das mensagens subliminares. As mensagens subliminares são aquelas de que o consciente não se apercebe e não filtra e não barra, e que vão directamente ao subconsciente impelindo o indivíduo a tomar certas atitudes. E por norma todas estas mensagens estão carregadas de sinais luxuriantes latentes, associadas ao vigor, à virilidade e à masculinidade. Um exemplo clássico é o rosto de um político num cartaz, enquanto falo despercebido, ou a simetria facial do governante, pois o falo fértil é naturalmente simétrico devido aos seus dois suplementos.

Se foram os pedreiros-livres que conceberam muitos dos termos de uma língua, incutiram nos termos muitos significados subliminares que têm uma forte componente luxuriante. Na palavra deputado, se extrairmos a primeira e a última sílaba encontramos o termo coloquial que se refere a um dos maiores e mais antigos ícones da luxuria. Os gemidos musicais podem ser latentemente comparados aos gemidos vociferados no acto do coito. O indivíduo não se apercebe, a sua consciência não filtra, e estas sensações são directamente enviadas ao subconsciente com propósitos bem definidos. A título de exemplo, queriam os pedreiros-livres que o cidadão comum venerasse e sentisse uma admiração enorme pelos senhores deputados, representantes dos cidadãos.

Os publicitários, certos escritores, até os autores da bíblia ao colocarem num espaçamento de letras definido uma palavra subliminar, todos estes têm um conhecimento quase secreto. E as sociedades secretas, nomeadamente a maçonaria utiliza todos os seus conhecimentos de controlo humano para se apoderar de uma forma omnipresente do mundo. Depois, peritos em controlo não-linear analisam secreta e discretamente os movimentos e as atitudes de cada individuo e da opinião pública em geral, para actuarem em conformidade com os seus objectivos. A título de um mero exemplo que presencio neste instante, um simples bebé a chorar é absorvido pelo subconsciente como um sinal de perigo ou carência, ou seja, um sinal latente para que deixe de escrever.

Para as sociedades secretas, que não se regem por preceitos religiosos, precursoras do legado de Maquiavel, o ser humano não é mais que uma máquina manipulável, e para que este seja conduzido pacificamente, utilizam o conhecimento que têm sobre a mente e o subconsciente. Quando não o conseguem pacificamente utilizam a força atroz.

Mas a arma mais poderosa de controlo do subconsciente ainda é o auto-controlo através da oração e da meditação. A maior instituição ecuménica de todos os tempos, a igreja católica apostólica Romana, sendo os seus líderes conhecedores de tal facto instituíram nos seus crentes o hábito da oração. Dir-me-ão os religiosos seguidores desta crença que tal se deve única e exclusivamente a uma forma de adorar a sua sacra trilogia, mas é muito mais que isso. A mente é uma máquina divina que, pode ser programada.

Sendo eu técnico na área da programação conheço diversas linguagens computacionais que comandam um processador, cujos processos ou tarefas através de dispositivos externos controlam maquinaria diversa. A mente é uma máquina divina e poderá ser única e exclusivamente controlada pelo próprio do ponto de vista social. A oração, com os seus factores repetitivos entra no subconsciente e torna-nos propensos a actuar, com um certo desfasamento temporal, de acordo com aquilo que rezámos. As orações como o Pai Nosso e a Avé Maria, seriam uma forma de os crentes programarem as suas mentes a seguirem os preceitos da Igreja. A Igreja esteve sempre ciente dos poderes da mente e da mobilização de massas. As suas ordens religiosas, cristãs, sempre conheceram os segredos ocultos da mente e desde cedo cultivaram o controlo de massas através dos seus templos, igrejas e principalmente através do induzimento moral e ético à oração.


O rito iniciático maquiavélico.

As sociedades regentes que lhes seguiram como a maçonaria também são secretas, pois partilham conhecimento que não pode ser revelado aos profanos, pois segundo os seus membros, estes não estão preparados para aceitá-lo. O conhecimento sagrado só pode ser transmitido ao próximo se o indivíduo for iniciado, e para tal, terá de passar pelo processo iniciático tortuoso. A iniciação, presumo é um misto de tortura atroz, uma revelação interior, um enigma que o iniciado tem que resolver, enfim uma provação pela qual o iniciado terá que atravessar. O método é atroz, horroroso, hediondo, tortuoso e incute no novo membro um terror inimaginável.

O iniciado não tem liberdade de pensamento, vive horrorizado e tem as suas liberdades fundamentais castradas. Vive privado dos mais básicos direitos humanos. Os orquestradores de tais fundamentos iniciáticos incutem tais métodos como uma forma de regrar o novo membro. Segundo os autores de tais metodologias, é uma questão de rectitude. O novo membro poderá corromper o próximo, poderá incorrer em ilicitudes jurídicas, poderá viver uma vida faustosa, poderá envolver-se em práticas homossexuais, poderá amealhar fortunas, poderá praticar a pedofilia, poderá, se para tal for necessário em função de causas ditas maiores, cometer ou participar em homicídios generalizados, genocídios, chacinas, envolver-se no desenvolvimento de armas de destruição maciça, químicas, biológicas ou mesmo bélicas, o novo membro poderá corromper ou mesmo ir contra todos os preceitos éticos ou morais, poderá desrespeitar todas as normas divinas e bíblicas, pois segundo os pedreiros-livres defensores do iluminismo, o homem deve apenas responder perante a própria consciência, e nunca perante uma entidade superior, invisível e transcendente.

O novo membro tudo fará para subir na estrutura hierárquica da ordem que o acolheu, não observando a meios para o atingir, poderá desrespeitar todas as leis divinas inscritas na tábua sagrada, tem todas estas liberdades, ou deveremos afirmar pseudo-liberdades, mas nunca, e a isso está obrigado e foi tortuosamente estabelecido no rito iniciático, nunca poderá revelar aquilo que presencia nos encontros secretos, e nunca poderá revelar a terceiros os ministérios que apreendeu e recebeu enquanto pedreiro-livre.

Os pedreiros-livres na realidade são pedreiros-cativos pois obedecem obrigatoriamente a uma norma despótica superior que os cega e os orienta a actuarem como meras máquinas programáveis.

Os pedreiros-livres com o evoluir das eras, com a rede global, tornaram-se também parte integrante e dominadora de uma rede global universal, altamente centralizada, sendo o seu motor principal e defensor, o império sediado no novo mundo. Têm a máquina militar mais poderosa do planeta e actuam em conformidade, não com os valores da liberdade e democracia, mas apenas com os ideais maçónicos do despotismo e controlo absoluto dos povos e nações. Se alguém, ou algum dos estados se opõe, terá uma resposta bélica feroz e severa do epicentro maçónico.

A maçonaria tortura porque sabe que se hesita mais facilmente em prejudicar um homem que é amado do que outro que é temido, pois segundo estes o amor quebra-se mas o medo mantém-se. Por certo que ainda não encontraram o Amor divino que não se rege unicamente por normas humanas mas que se consagra em princípios transcendentais, meta-físicos e filosóficos. Deus bondoso, altruísta, justo, por vezes severo, induzidor de um equilíbrio Universal transversal no espaço e no tempo, libertará os pedreiros-cativos do cárcere moral em que estão subjugados.

As doutrinas maquiavélicas tão estritamente patentes no livro “O Príncipe” e pelas quais a maçonaria se rege, são a antítese dos preceitos divinos da bondade e do altruísmo. Bem sei que poderá eventualmente haver uma veneração latente à sua obra e ao seu ideário por parte de quem estuda o legado de Maquiavel, mas nunca poderemos aceitar tais princípios para a regência dos estados pois a não sujeição a certos princípios para o atingimento de certos fins leva-nos ao caos social e defrauda o homem dos princípios humanos mais elementares: a ética e a moral.

Entre a sexta e a sétima arte


Teço aqui as maravilhosas grafias visuais, utópicas a magnificentes. O desdobramento das imagens, a sua sequência temporal permite ao comum dos visualizadores definirem o observado como vídeo. O vídeo alcançou uma terceira dimensão, o tempo, o tempo intemporal, delimitado e transversal, irremediável e transcendental. O tempo e o mundo rege-se por periodicidades, mas o tempo é contínuo, assim como o cosmos. O Universo teve uma génese, e agora tudo se move, a imagem é quadrangular, tem dois eixos, e o vídeo, o cinema, a sétima arte atingiu uma terceira dimensão, tridimensionou a imagem e permitiu-nos acolher os estímulos de uma forma mais fidedigna, mais emotiva e sensorial.

O cinema, fenomenal e emotivo. propagandista e revelador, despótico e manipulado, ao serviço do mal. Pois a escrita é sim, a verdadeira forma de arte, é a primeira arte, é a primária grafia das sensações. Quem tem a maquinaria para elaborar um filme? Quem tem o poder financeiro para promover um filme? Quem tem o poder verdadeiro propagandeia aquilo que quer que as massas observem.
A escrita é pura e ancestral, pois basta-nos uma simples folha de papel e uma caneta convencional para tecer os ímpetos lascivos extravagantes da alma...

Tecer através de teclados, ou seja teclar, espalhar para a posterioridade os sentimentos pelos quais passávamos, grafar aquilo que presenciávamos, raciocinar, meditar, orar, indagar sobre tudo o que nos rodeia enquanto seres empíricos e racionais e questionar, questionar sobre aquilo que fomos educados a aceitar; é que nem tudo é aquilo que parece, os pedreiros-livres questionaram Deus, questionaram o poder e a omnipresença de uma entidade regente que nos rodeasse e que estabelecesse as leis do equilíbrio Universal, mas não permitem que eu questione aquilo que me rodeia, aquilo que me envolve. Pois questiono ao absorver a sétima maravilhosa arte do filme "O Piano" e questiono porque a ouço, questiono porque é que tenho sete altifalantes no quarto, porque é que tenho uma tela rectangular à minha frente e o porquê da marca ser esta, questiono sobre muito e sobre tantas coisas, e gosto de gravar os sentimentos sensoriais que nos atormentam o ego, a psique, a alma.

A psique é tão poderosa, a mente é poderosíssima, permite-nos alcançar os maiores objectivos e no entanto fomos educados a rejeitar tais conhecimentos ocultos. Os psiquiatras, são os proxenetas institucionalizados pela sociedade que se limitam a onerar as prescrições cujas substâncias químicas o paciente funestamente ingere. A psique é poderosa, e as patologias da psique, termo grego que significa alma, devem ser sanadas através dos desígnios ocultos da mente, dos seus simbolismos e das suas metodologias para incutirem num ser sentimentos altivos ou depressivos. Ouvir esta música d'"O Piano" é uma sintomatologia de que me sinto deveras emocionado com a sua melodia. A sétima arte aqui é maravilhosa, mas continuo a regrar-me a a reger-me pela sexta: A escrita.

Preceitos para a vida


Sempre me questionei se existem coincidências. Será que o que me reodeia é simplesmente obra do acaso, ou se as coisas e os lugares e objectos estão manipulados para certos princípios e fins que conheço bem?
  • Será que a disposição do cartão matriz que tenho da CGD é mera obra de números aleatórios? Ou será que tem algum intento que desconheço? Uma combinação numérica com o propósito de me condicionar a atitudes e estado de espírito que não controlo e domino.
  • Será que a publicidade da Vodafone tão difundida simplesmente com a frase "Power to you" tem algum propósito que desconheço?
  • Será que o meu carro Seat Ibiza, tem controladores remotos de velocidade e sensores inerciais que medem todos os movimentos que faço, e que em função de tais movimentos as publicidades da Seat com a música da Shakira são elaboradas em função da minha forma de conduzir?
  • Será que o sistema operativo que utilizo, o Ubuntu, foi concebido para me tomar, ou inibir-me de tomar certas atitudes ou actos mais que plausíveis num homem erudito com a inter-rede e processadores de texto à sua frente?
  • Porque é que existe similaridade silábica em todas as línguas românicas e germânicas entre Eslavos e Escravos. Slave and Slav sound similar
  • Porque é que as torres gémeas foram destruídas num onze de Setembro ou seja 11/9, quando as torres formam em si mesmas um onze gigante. A destruição da feminilidade, pois o número dois é um dos primeiros números associados à feminilidade e à respectiva passividade.
  • Porque é que a palavra "cai" está difundida em meu redor na música e nas palavras, assim como o seu número anexo o 319?
  • Porque é que a maçonaria americana escolheu um negro para messianizá-lo como Presidente da sua nação?
  • Porque é que me impuseram um novo telemóvel com ecrã maior, mais lento, com mais imagens subliminares, com programas mais lentos que alternam de imagens constantemente, para que possam inserir-me no subconsciente as sensações que eles querem? Simples, deita o teu telemóvel fora e vai buscar um arcaico que funcione, é simples.
  • Reparemos que o nome Cátia tem nas suas letras a palavra inscrita "cai"
  • O fundo do computador é extremamente importante, para te incutir sentimentos de tranquilidade ou revolta
  • Não uses telemóveis modernos, usa-os arcaicos
  • Reza muitas vezes ao dia, as tuas orações do bem e da bondade
  • Quando vires imagens que possam suscitar intranquilidade ou sentimentos que desconfies, fecha os olhos
  • Tenta não observar publicidade. Tem fins perversos e impuros
  • Observa, apenas quando necessário, televisão, e de longe
  • Não ouças repetidamente a mesma canção, pois estás a absorver os seus ideais e a suas letras, que têm fins pouco próprios e maléficos
  • Não dês muita conversa a estranhos. Estão possuídos pelo mal, mesmo sem o saberem. Não que eles o desejem, mas foram contagiados e fazem parte da seita.
  • Tenta evitar o tabaco que é extremamente maléfico à saúde, e é apenas uma forma de os americanos fazerem os seres humanos resistirem melhor à poluição que eles propagam no mundo com os seus carros e fábricas e empresas ligadas ao petróleo. Foi uma forma de habituarem o corpo humano à poluição intensa. Os fracos perecem de cancro, os fortes resistem e transmitem essa resistência às gerações vindouras. Ao fim de cinco gerações fumadoras os homens estarão mais resistente ao fumo provocado pela industria americana que o petróleo gera
  • Tenta evitar a carne e o peixe. Torna-te amigo do ambiente e em consonância com a Natureza. Poupa a vida animal e poupa a Natureza. Come apenas vegetais. Torna-te vegetariano.
  • Ama uma mulher que te respeite e que tenha consideração por ti. Concebe, elabora uma prole, e transmite-lhe estes valores.
  • Reza muito, sempre para praticares o bem, para fazeres o bem ao próximo, sê caridoso, sê filantropo, ama o teu próximo, e se alguém te agredir, perdoa-lhe e evita a angústia e a raiva.
  • Tudo o que tentares alcançar, fá-lo única e exclusivamente de forma pacífica, sem nunca incorreres em atentados e ao bom nome do teu próximo.
  • Escreve, escreve, indaga, não apenas com aquilo que lês, mas também com o pensamento e com aquilo que vês.
  • Abomina o Capital, rejeita os endinheirados, vive uma vida humilde e sê feliz.
  • Mantém sempre as janelas e as portas fechadas, para não entrarem sentimentos negativistas
  • Deixa apenas que entre luz solar através dos vitrais
  • Reza, Ora, Medita
  • Troca as palmilhas dos sapatos que têm algum significado que desconheces
  • Ama a tua companheira, que ela há-de reconhecer o Amor que nutres por ela
Indaga e questiona aquilo que vês, questiona aquilo que lês, indaga sobre aquilo que ouves, aquilo que cheiras, aquilo que sentes na alma no estado de espírito ou apenas sensações da pele ou de dor ou folia, questiona sobre o que tens vestido, indaga e questiona tudo aquilo que absorves enquanto ser empírico. Fecha os olhos num retiro espiritual e raciocina enquanto animal racional que és.

Raciocina, usa a razão pura tal como referia o génio Kant, usa a razão pura, a asbtração racional para questionares sobre tudo o que te rodeia. Lembra-te, se praticares o bem, Ele recompensar-te-á na vida terrena. Questiona sobre tudo o que te rodeia, indaga sobre tudo que inalas, sobre tudo o que cheiras, sobre todas as sensações, afere sobre tudo o que te é incutido nos cinco sentidos.
Compara, analisa, escuta e questiona, lê e duvida, veste-te e observa-te.

Não duvides somente do amor que nutres pela tua amada companheira e estabelece esse matrimónio junto do estado e das igrejas.

Só há uma verdade irrefutável. Deus existe e Ele protege-te. tudo o resto é acessório.
Vive a vida feliz e harmoniosa, e viverás com a consciência tranquila por diversos anos até atingires um centenário.

A Eslava divina da carne


Minhas caras e divinas donzelas
Como vos amo, nesta sofreguidão
Belas pernas, e em Frielas
Longínqua cidade: A solidão

Porque me frusta a ansiedade?
Porque se anseia a metafísica
Ter-te-ei, é a saudade
Minha dama, paixão idílica

Belas coxas, em que me perderei
Que contornos, que não alcanço
Toco-te e já não sei
Se sonho, ou se descanso

Incultas divas da carne
dos prazeres das eslavas fecundas
O ódio, a razão, são parte
das sensações mais imundas

Pois amo-vos com fatídico desejo
Checas, Polacas, Romenas
Tal a vida, é o meu ensejo
Anseio porém, mulheres amenas

Escrevo sem saber quem sou
Não conheço quem sou eu
Sou o poeta que perdurou
Através do escuro, através do breu

Minha cara amante, como és bela
como anseio o prazer do veludo
do teu corpo, tal Cinderela
contemplo-te inquieto e mudo

Atrair-me por carnais tensões
Por espiritual e sanguinário desejo
A música eleva os corações
Amar-te-ei eternamente: Prevejo

As dores das minhas palmas
dos cotovelos e ombros recalcados
Recalcam as sofridas almas
Por palmas de pés pisados

A caneta desliza soberbamente
Através de virgem e imaculada
Folha de papel, que solenemente
se entrega herege e desregrada

Entrega-se à tinta e seu sabor
Entrega-se aos versos que lhe dedico
Saboreia-se com o seu teor
Desvirtua-se, qual velho rico!

A imaculada e virginal folha
entrega-se sem oferecer luta
Tal como qualquer trolha
se delicia em escaldante puta


Questiono-me sobre a fonte inspiratória que deu a génese a estes versos, esta composição composta por diversas quadras, por certo lembro-me que ao tecer estes versos estava deitado na cama a descansar, no prelúdio febril de uma noite por dormir, e imaginava diversas e intensas sensações primordiais. Tecia estes versos com uma caneta num bloco de notas, e imaginava pedreiros-livres a observarem-me e a deliciarem-se com os meus textos empolgantes e libidinosos. Bem sei que tais seres se deliciam em festins privados com musas carnais, e eu fazia apenas uma pequena ironia literária e poética a tais aforismos que julgava como certos dos rituais libidinosos das sociedades secretas. As Eslavas, não sei ao certo se devido às similaridades silábicas nas línguas latinas e germânicas com as escravas, sempre me incutiram uma atracção inconsciente à qual nunca consegui encontrar uma raiz para tais ímpetos da libido em relação às divas do leste europeu. Mas sei-lo desde novo que os seus traços faciais degeneram no meu sangue sensações fervorosas e eruptivas que não consigo descrever. As Eslavas são atraentes, belas, alvas, astutas, inteligentes, mas confesso que depois de conhecer algumas, demonstraram ser um tanto frígidas, talvez devido às condições adversas do clima que desde há milénios têm de suportar. Por vezes a cultura das Eslavas torna-as um pouco egocêntricas, a tanger o egoísmo. Mas as suas qualidades físicas e intelectuais diria que superam qualquer mulher universal. No entanto creio que têm algumas carências morais no que concerne ao altruísmo, caridade e dedicação ao próximo. Refiro a cidadela de Frielas pois procurava eu encontrar no país onde nasci, uma beldade lusitana que me relembrasse os tempos onde contemplei alvas e esbeltas mulheres por paragens eslavas e boreais, peles cândidas e faces divinais, mas que tais dotes físicos e intelectuais fossem complementados com qualidades altruístas, caridosas, fervorosas, carinhosas e ternas das mulheres latinas. Aponto eu a ternura e o carinho como as grandes carências do foro sentimental das mulheres Eslavas. Tais qualidades, são muito mais profícuas nas deidades do sul. Pois Frielas é a cidadela onde procuro o equilíbrio. Uma fria localidade no quente país onde nasci. Encontrei e bela e formosa Nádia, com nome eslavo, traços corporais de uma eslava, traços faciais de uma latina, terna e carinhosa, qualidades sentimentais proeminentes nas mulheres austrais. A elaboração destes escritos forma em si mesma, um prelúdio do enlace afectivo que estabeleci com a bela e adorada Nádia.

O iniciado Português


A iniciação

Tinha as pernas abertas, as nádegas assentavam sobre uma maca branca, e o cenário era horrendo, hediondo. Uma lâmina acutilante perfurava-lhe o interior das coxas, devagar, suavemente, lentamente a ponta de uma espécie de bisturi ia-lhe perfurando e trespassando uma das zonas mais sensíveis do corpo, o interior das coxas. As pernas estavam arqueadas e abertas, os pés estavam unidos e a posição relembra um ritual sa
crificial, tortuoso, inconcebível ao mais comum dos mortais, aos profanos que por certo não estão preparados para acolher certos ideais iniciáticos.

A lâmina afiada, acutilante, aguçada, aguda continua a rasgar a pele. Vai desde o baixo ventre, atravessa a zona das virilhas e chega à extremidade dos joelhos, sempre pelo interior das pernas, depois passa para a zona dos gémeos. A lâmina é incisiva, perfurante a deixa um rasto de pasta liquefeita de tom avermelhado, presumindo-se ser sangue. Depois a ponta do bisturi chega à zona do calcanhar, dirigindo-se para a zona da planta do pé. O corte na planta do pé é profundo e a dor é insuportável, a tortura é atroz, dirão as mentes mais sensíveis, mas o ritual é imprescindível dadas as vicissitudes da situação. A ponta da lâmina dirige-se agora para a planta do outro pé e toma o caminho ascendente pela outra perna até à zona do umbigo.

A boca do iniciado encontra-se amordaçada com uma rédea própria para a zona da face. Tapa-lhe a boca não o deixando sequer suspirar. A dor é inimaginável, é atroz e hedionda, forte e compulsiva, o individuo entra imediatamente em espasmos e convoluções, torce-se, estica-se, mas o seu corpo permanece firme preso pelas correias que o seguram. Mas a que se deve tal cenário que o comum dos mortais imaginava ver apenas em cenas inquisitórias da idade média? A resposta é deveras muito simples, trata-se do método iniciático associado a todas as sociedades secretas. De seguida vêm as agulhas, as suas temperaturas são extremamente ferventes, são escaldantes, a cerca de cento e cinquenta graus cada uma, estão inseridas numa caixa firme que as suporta e que tem a forma, a silhueta da parte frontal do corpo humano de pernas abertas com os pés juntos. As agulhas estão hirtas e firmes, fervorosas, escaldantes e ferventes aproximam a sua extremidade ao corpo do homem jovem que se encontra na maca. A outra extremidade das agulhas encontra-se ligada a um dispositivo electrónico que gera corrente eléctrica e sendo as agulhas de metal os electrões impulsionados por forças físicas até recentemente ocultas estão prontos a dirigir-se a velocidades luminosas pelo parco e frágil corpo do homem.

O suporte que sustenta as agulhas desce lentamente, e estas num estado fervente começam a perfurar a carne. O homem contorce-se, treme, torce-se, geme, mas as agulhas já perfuraram, e os electrões sequiosos de um corpo condutor, que formam cargas positivas e negativas nas extremidades das agulhas, começam a fluir pela carne tenra. A corrente eléctrica é enorme e fugaz, é impulsiva, ora tem picos cujos valores debitam elevados amperes ora tem baixios que não provocam dores, é a tão denominada corrente alternada, mas aqui com uma frequência muito baixa perceptível ao jovem que é torturado. O mais banal dos profanos não consegue encontrar a génese para tanto sofrimento, mas a resposta é deveras simples. Encontra-se nas teorias de diversos estudiosos no foro da psicologia; é preciso explicar através da experiência dolorosa que certos actos são assim puníveis se por acaso o novo homem se desvirtuar.

O homem novo vai ser absorvido pela sociedade secreta, e vai ter acesso a conhecimentos que são desconhecidos aos comuns dos profanos, precisa de ser ensinado que certas atitudes desviantes são punidas com a dor extrema. Só assim pensam os iniciados, os mesmos que já passaram pelo mesmo processo, se atinge a rectitude e a obediência. Mas porquê este homem está a ser torturado, está a passar por este processo tortuoso? É um homem recto, probo, íntegro, vertical, inteligente. É por isso mesmo. Este mesmo jovem já era observado secreta e muito discretamente pelos iniciados há cerca de dez anos. Observavam-no, vigiavam secretamente os seus movimentos, as suas atitudes, os seus escritos, as suas relações pessoais, mas sempre muito discretamente, e asseveraram-se que este homem era bondoso e caridoso, e que mais tarde haveria de ser um dos iniciados. E como o colocaram nesta maca branca?

Deus é perfeito e criou o homem à Sua semelhança, mas há que tentar compreender a que imperfeição humana faz parte da perfeição divina.

O homem, tem sempre um ponto fraco, algo por revelar, algo que não transmite ao seu mais próximo. O homem tem sempre algo secreto, um pequeno pecado mortal luxuriante, uma transgressão ética ou moral, ou se deixa secretamente atrair por outros seres do mesmo sexo, ou frequenta discretamente lupanares entregando-se aos prazeres da carne, ou vagamente corrompe, ou inala ocasionalmente substâncias ilícitas, ou num momento de maior angústia e sofrimento, desrespeita os amigos e a família; e estas sociedades que o observavam secreta e discretamente, colaboraram para que o homem se afundasse no vale sensorial e pecaminoso para que o apanhassem num momento ímpio de delírio emocional. 


Será que o homem novo tinha tendências homossexuais recalcadas, será que tinha desejo, sendo probo e recto, de se envolver com alguma luxuriante e voluptuosa concubina, será que o homem num momento de desespero emocional se entregou aos vícios da droga, será que corrompeu? Os iniciados provocaram o evento, desencadearam a captura. O homem novo, quando ainda profano, revivia energicamente todos aqueles anúncios apelativos de musas a trocarem momentos de prazer a troco de numerários acessíveis à sua condição financeira, o homem intrigava-se e vivia num dilema moral. Será que se devia entregar aos prazeres da carne com uma musa voluptuosa que pedia única e exclusivamente como retorno umas poucas quantias numerárias? Folheia o jornal, e depara-se com um éden maravilhoso, centenas de sereias de portos de abrigo, sereias de terra seca, incutiam no homem sensações luxuriantes, sensações vigorantes, viçosas, que o exuberavam interiormente. Folheava o jornal diariamente, e questionava-se se tais actos seriam puníveis pelo todo o poderosos, pela divindade que acreditava, questionava-se se tais actos eram reprimíveis pela conduta social, intrigava-se interiormente se se deveria entregar a actos libidinosos com uma deusa, não por afecto ou por amor, mas pura e simplesmente por tensão carnal. Vivia num dilema interior, será que os ímpetos primordiais, será que os ensejos primários deveriam subjugar o intelecto e a razão? Será que a besta, relembrando aquela clássica dicotomia entre a besta e o anjo; será que a besta se deveria sublevar rechaçando a razão para patamares inferiores? Grandes homens da ciência haviam morrido virgens! Grandes filósofos e teólogos haviam perecido às mãos do divino sem nunca terem presenciado as ímpias sensações do foro corporal! E o homem intriga-se, sendo inexperiente ele também no domínio das sensações erógenas, e não tendo companheira com a qual pudesse partilhar os momentos amorosos, intrigava-se se se poderia entregar aos prazeres imundos da libido. E os iniciados que o observavam sabiam-no, observavam-no secretamente e sabiam-no, sabiam tudo sobre o novo homem, e sabiam mais sobre o ego e as sensações do homem, que ele próprio sabia sobre si mesmo. Com todos estes conhecimentos, os iniciados da ordem secreta prepararam a cilada, a captura para o processo iniciático.

Dias antes os iniciados haviam capturado e sucumbido aos seus preceitos uma mulher deveras bela e formosa. Seria o chamariz perfeito! A sua beleza observava os tratados divinais mais exigentes. As linhas do seu corpo, obedeciam não só aos preceitos luxuriantes mais exigentes, mas mais importante ainda, estavam de acordo com os desejos singulares do homem a capturar. Haviam estudado os prazeres e os gostos pessoais do homem a iniciar, haviam indagado sobre o tipo de mulher que mais lhe aprazia. O nome obedeceria a preceitos numerológicos ocultos que incutiriam no novo homem o desejo insaciável. O nome seria Cátia, nome luxuriante, que começa com uma consoante forte, terceira letra do alfabeto e por sinal sendo a terceira evoca a fertilidade associada ao número três. A onomástica é uma das ciências que os iniciados bem conhecem, mas não apreciam revelá-la aos profanos. O número de contacto da meretriz, teria que ser apelativo, lembrando aqueles anúncios publicitários que passam normalmente de madrugada na televisão onde o número seis está bem presente. O seis é um número, que por exemplo nas línguas germânicas, é luxuriante dada a similaridade silábica com o acto fervoroso da concepção. A frase a publicar no jornal seria apelativa e irrecusável, e a meretriz, ciosa da sua função de chamariz, atenderia apenas aquele número específico, o número do celular do homem a iniciar. Haviam sido criadas as condições perfeitas para que o homem se sentisse atraído por aquele contacto específico. O anúncio seria um dos primeiros do jornal e com lugar destacado. Os iniciados conheciam muito bem aquilo que atraía o homem, conheciam-no bem, eram sabedores e estavam bem cientes dos seus desejos mais interiores, conheciam a sua alma e os devaneios do seu ego.

Um telefone móvel, colocado em cima de um pequeno armário vibra, apela aos seus possuidores que se movam na sua direcção. Cátia, ciente da sua tarefa, e já bem treinada pelos iniciados, atende com uma voz luxuriante a chamada do homem a iniciar. A voz da meretriz era singular, tinha sonoridades que incutiam nos homens as sensações mais primárias, a voz sensual feminina possuía frequências auditivas que ressoavam e vibravam com o interior do homem mais fervoroso. Depois de atendido o telefonema, deu-se o primeiro passo, a conversa era deveras sublime, sensual, tinha frases cheias de carga erótica, onde se estabeleciam as normas contratuais do acto a consumar, estabelecia-se o local da perversão, o numerário, e as posições mais atraentes e libidinosas. O homem sentia-se constrangido, inibido, falava pausada e nervosamente sobre todas as normas que haveriam de ser estabelecidas sobre a sua iniciação nos actos lascivos do corpo. Era a troca de termos e sensações auditivas que ansiara desde há vários anos, queria estabelecer um contacto erógeno com uma sereia dos sentidos carnais, já há várias Primaveras. Estabelece-se o local a hora combinadas, estabelece-se o numerário, estabelece-se as condições do acto propriamente dito.

Chegado o dia do acto luxuriante, no local e hora estabelecidas, dá-se o impacto, a entrega à lascívia, os corpos unem-se num acto nada afectivo, nada carinhoso, dá-se o impacto, a confrontação carnal, os deuses que proclamam e reiteram sobre todas as normas morais por certo se sentiriam indignados com tamanho ultraje sobre a conduta moral de um homem supostamente probo. Dá-se a confrontação corporal. Os corpos unem-se, e o homem, nervoso, constrangido moralmente, entrega-se aos beijos de uma concubina que o coloca num estado eruptivo, quer psicologicamente, quer libidinosamente. Os beijos são ardentes, os toques das mãos são exuberantes, envolvem-se num acto conspicuamente mútuo e enérgico. Abraçam-se, os corpos entrelaçam-se, as pernas cruzam-se, e Cátia sacia o desejo mais ardente do homem que se inicia agora nos desígnios da carne. A tensão aumenta de forma exponencial, frases eróticas são permutadas por estes dois seres de sexo oposto que se unem num quarto de uma qualquer pensão da cidade. O desejo é solto no mais alto dos sentidos, sem que qualquer reprimenda moral o iniba, o homem solta-se, liberta-se dos constrangimentos colocados pela sociedade, e a viçosa concubina exacerba ainda mais os ímpetos do homem a iniciar. A tensão aumenta, e num estágio final o clímax é atingido. É a este momento posterior ao acto quase bélico da libido, que são dedicadas todas as epopeias, todas as odes, todos os revigorantes épicos, é a este momento de apoteose colectiva que se aplaudem as mais extaseantes sinfonias dos mais ilustres compositores. É neste momento de arrebatamento e de enlevo emocional, que os pianistas suados devido aos vários minutos em frente ao piano a interpretar uma sonata, enérgica e violentamente pressionam as teclas e se demovem em espasmos emocionais, com a conclusão alcançada no final da mesma. O êxtase tinha sido atingido, e o homem era já um iniciado no campo do desejo carnal. Mas ainda não era iniciado no campo do transcendental e do oculto. Para tal, haveriam de ser os iniciados da ordem secreta, a fazer com que o novo homem passasse para o campo do oculto. E para tal uma concubina é apenas um chamariz. Uma meretriz pode eventualmente ser o passo para a iniciação carnal, mas não o é para a iniciação no campo das ciências ocultas.

O homem encontra-se deitado com Cátia, encontra-se relaxado, tem uma conversa circunstancial. De repente entram três homens encapuzados e armados com facas e armas de fogo. Proferem palavras agressivas atentórias a qualquer ser humano. Gritam, vociferam termos incutidos de raiva e cólera. Dizem estar a mando do proxeneta de Cátia e gritam com ela alegando que a matam e a estripam por esta não pagar a quantia necessária ao proxeneta. O homem é também ameaçado de morte, e ele diz ter dinheiro para saldar a sua dívida. Cátia desesperada diz que no momento não tem condições financeiras para saldar a sua dívida. Os homens armados ignoram o seu suplício e um deles puxa o gatilho. A bala viaja a velocidades enormes e cheia de energia cinética, pois esta é proporcional ao quadrado da velocidade e apenas linearmente proporcional à massa da bala. O peso da bala é insignificante, o factor essencial é a sua velocidade. A bala que depois de sair da câmara da arma viaja até à testa de Cátia e trespassa-a, entra no cérebro mole da jovem com facilidade, e sai pela nuca da pobre rapariga. Para os iniciados, Cátia era um chamariz dispensável, pois o objectivo maior seria assustar e capturar o homem a iniciar. A ele dão-lhe uma pancada na cabeça de lado e este desmaia e fica inconsciente. Acorda mais tarde numa maca branca onde é severamente torturado e molestado, onde as suas pernas são cortadas com bisturis e o seu corpo é trespassado por agulhas com potencias eléctricos. O torturador diz sempre que o há-de matar no final do processo, e homem apenas pede a morte o mais rapidamente possível; pensa energicamente que quer morrer. Num pequeno momento o torturador tira a rédea que tapa a boca do iniciado, e este suplica cheio de energia para que o matem de uma vez, dada a dor que está a sentir. Grita, suplica que quer a morte, apenas a morte lhe trará paz e sossego e não mais a continuação daquele sofrimento insuportável. O homem finalmente é sedado e adormece.

Acorda numa sala onde vários ilustres o rodeiam e um deles diz serenamente:
- Bem-vindo meu caro, agora que já pediste para morrer, nós conscienciosos do teu suplício decidimos aceder ao teu pedido.
O novo homem observa-se e apercebe-se que está vivo, que ainda está vivo, e que aliás deveriam ter passado muitas horas ou talvez dias, pois as feridas haviam todas sarado. O mestre afirma novamente:
- Tu estás vivo, porque renasceste, aqui serás baptizado, terás um novo nome, novos princípios. Passaste pelo processo de iniciação, agora serás um de nós. Farás parte da ordem. Percebe meu caro, que desde tempos imemoráveis que os homens se unem em tribos, classes, grupos étnicos, unem-se porque têm algo em comum que apreciam partilhar. Mas quando partilham sabedoria que não é compreendida ao comum dos profanos, o processo iniciático tem que ser penoso.
Desculpa caro irmão, todas as ordens têm processos iniciáticos, os católicos têm o baptismo onde as cabeças dos iniciados dos bebés são inseridas em água benta, os judeus têm a circuncisão, certas tribos onde se idolatram os jacarés aos novos membros é cortada a carne na zona dorsal para que se assemelhe a um jacaré. Acharias meu caro, que por acaso nas sociedades ocidentais mais desenvolvidas não haveriam processos iniciáticos no saber. Os grandes mestres foram iniciados, os grandes músicos e pintores, os grandes cientistas. Nós não tememos o divino, regemo-nos pura e simplesmente pela razão, pelos valores do iluminismo. A arte e a ciência são os nossos ícones meu caro, e tu sendo bondoso e probo soubemos valorizar-te a rectidão, como tal queríamos que fosses um de nós. Não o encares como uma absorção, mas como um abraço colectivo. Aqui serás protegido, serás encarado como um irmão, como um de nós
- E a Cátia, a mulher com que me envolvi emocionalmente.
- Não me interpretes mal, meu caro, mas a mulher voluptuosa com que te envolveste seria apenas o isco para que te trouxéssemos até junto de nós. Não me leves a mal, meu caro, mas a tua entidade, era bem mais importante que a vida da Cátia. Compreendo a tua preocupação, mas a tua relação com a rapariga foi meramente carnal. Ajudar-te-emos a encontrar uma companheira que ames, e que sacie também os teus ímpetos da libido. O saber que aqui encontrarás é secreto, foi transmitido de gerações em gerações desde há milénios, sem nunca ter sido colocado nas mãos de profanos, exactamente porque entre nós pratica-se algo muito importante que é a obediência. A obediência proclama que nunca transmitirás para o exterior o que vires ou o que aprenderes aqui. E se tal se proceder, que bem sei que nunca irá acontecer, e
que se contam pelos dedos de uma mão os casos que aconteceram desde há milénios, se tal acontecer; bem, creio que já presenciaste o suficiente para te aperceberes para as consequências dos actos desviantes. A dor que te incutimos serviu apenas para te mostrar meu caro, para fazer com que a tua psique se reja por princípios inesquecíveis de rectitude. Não o encares como um processo maquiavélico, encara-o, se quiseres meu caro, como um ensinamento corporal. Agora farás parte de nós, ajudar-te-emos em tudo o que precisas, temos os nossos contactos, temos os nossos meios. Pergunto-te meu caro, estás disposto a receber-nos assim como nós estamos carinhosamente dispostos a acolher-te?
Um silêncio gelado atravessa o salão, o novo homem responde:
- Sim, estou.
Ouvem-se palmas sublimes de homens mascarados e todos se dirigem ao novo homem, cada um cumprimenta-o e profere um bem-vindo. O mestre aproxima-se e diz para que todos o ouçam:
- Bem-vindo irmão, terás agora que fazer um pequeno juramento.
As instruções do juramento a efectuar são entregues ao novo homem, através de um papiro, o homem lê-o lentamente, passam alguns minutos e depois profere de forma calma:
- Juro defender a pátria portuguesa, a cultura e a língua portuguesas, professo os valores da igualdade, fraternidade e liberdade, juro defender os valores intrínsecos a esta nova ordem que me acolhe, juro defender todos os valores consagrados na nossa constituição, juro preservar de forma inequívoca os valores da língua de Camões e transmitir todos estes preceitos às gerações vindouras. Juro defender a integridade do estado, da nação e de todas as ordens similares à nossa no campo internacional. Concluindo, juro reger-me por um comportamento digno e obediente às normas aqui estabelecidas.


Trinta anos depois - A subjugação

O homem já deixou de ser novo, carrega consigo algumas pequenas rugas, a velhice não é avançada, mas a sua idade ronda agora os cinquenta anos, já subiu vários patamares na hierarquia da ordem que o acolheu. Já teve cargos importantes quer no
campo político, quer no campo económico. Continuou a reger-se por padrões de integridade e de probidade. A sua conta bancária subiu significativamente desde que foi iniciado, tentou sempre pautar a sua doutrina pelos valores que havia jurado trinta anos antes. Escreveu vários livros, onde emancipou no campo internacional a cultura portuguesa. Foi sempre obediente aos preceitos que havia jurado e nunca ousou divulgar aquilo que presenciara nas reuniões secretas onde havia estado, nem nunca divulgou os ensinamentos ocultos que tinha assimilado ao longo destes trinta anos. Teve vários casos amorosos, conheceu várias raparigas e envolveu-se com muitas delas, mas tentou sempre ser fiel e honesto com cada uma delas, enchendo-as de paixão e amor quase platónico. Casou, sendo sempre fiel no mundo profano à sua esposa, mas em festins secretos deixava que a sua libido se entregasse aos prazeres carnais com várias parceiras pertencentes à mesma ordem, em rituais que se assemelhariam a uma homenagem ao antigo deus romano da ebriedade.

Uma manhã cedo o homem acorda, tendo a esposa a seu lado e liga o rádio. Ouve aquelas sonoridades estrangeiras, música anglo-saxónica, tudo músicas cantadas em Inglês com aquelas batidas apelativas ao ego dos indivíduos. A música cantada nesta l
íngua e com estas sonoridades é quase omnipresente no espaço radiofónico nacional e o homem sente-se intrigado com o juramento que havia feito trinta anos antes. Continua a ouvir a mesma música e muda de estação, mas em Português ouve apenas palavras, comentadores políticos, sempre a mesma monotonia, ouve raramente uma música cantada na língua camoniana e volta a ouvir novamente músicas de traços primordiais cantadas na língua de Sua Majestade. Apercebe-se que os jovens idolatram este género musical, as gerações vindouras não mais valorizarão a cultura que havia assimilado. Os nomes dos estabelecimentos comerciais evocam todos essa língua estrangeira, as cadeias de restaurantes estão repletas de termos anglo-saxónicos e nos cinemas os filmes têm todos origem no novo mundo sempre falados na mesma língua, e até quando são filmes nacionais é escolhida uma língua estrangeira para os representar. 


Volta-se para a mulher, olha-a firmemente nos olhos e profere as ternas palavras:
- Dir-te-ei sempre na nossa amada língua: Amo-te.