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Sousa Tavares, um boçal pequeno-burguês filho da Poetisa


Sousa Tavares, em mais uma genial verborreia retórica, e porque propala as suas ideias no jornal da noite, cujo público alvo obedece ao que pensa a vox populi, debitou, qual penedo falante, mais uma série de preconceitos contra o turismo e contra a mobilidade ativa, não tendo os transportes públicos sequer fugido à voraz saga visceral do "comentador". Começa, na referida peça por – e bem – dizer que Lisboa tem um problema de excesso de automóveis, para, poucos segundos mais à frente, referir que Medina "declarou uma guerra total ao automóvel" (sic). Oh Tavares, como é que se combate o automóvel sem prejudicar os automobilistas? Também ficamos a saber com a referida "peça", que Tavares considera inaceitável, que havendo em Alcântara, a "sua zona", quatro cervejarias, que uma das referidas cervejarias tenha fechado. Um verdadeiro escândalo, que na sua sanha, só pode ser culpa ou dos turistas ou dos ciclistas, o fecho de uma das quatro cervejarias onde Tavares deglutia o líquido herético para os seguidores do Islão; pois os lisboetas, apenas se deslocam às cervejarias, alegadamente, de automóvel. O clássico anátema civilizacional do "se conduzir não beba", é sobejamente olvidado pelo filho da magna Poetisa de ascendência dinamarquesa.

Tavares também se indignou, de forma exacerbada, com as restantes preocupações de pequeno-burguês motorizado, ao considerar que "Lisboa é só para turistas", como se as zonas nobres da cidades estivessem vedadas aos lisboetas, e que os autóctones na capital do Império não passassem de párias e excomungados sem o sacro direito ao usufruto da cidade que viu partir as caravelas. Por fim, Tavares fica extremamente indignado com a inaceitável e intolerável fila para a compra dos pasteis de nata em Belém, um verdadeiro escândalo lesa-pátria, visto que a referida pastelaria está inundada de turistas, dando a entender Tavares, que os naturais do burgo, qual apartheid pós-moderno, estão interditos por bula papal de degustar tal doçaria conventual. O que Tavares não referiu, num processo de memória seletiva que Freud tão bem explicaria, é que a grande maioria dos turistas, tal como nos seus países civilizados de origem, usa os transportes coletivos para deslocações urbanas, e para confirmar tal proposição, basta andar em Lisboa de autocarro durante a época estival. O luso, cavernícola e com salários a tanger os de Casablanca, enche as rodovias urbanas com os seus enlatados onerosos, poluidores, espaçosos e ruidosos importados da Alemanha, já o Alemão, entre o Cais do Sodré e o Parque das Nações, usa o 728. É a egrégia simbiose entre o catolicismo mediterrânico de pacotilha e o socialismo motorizado egocomodista da pequeno-burguesia nova-rica pós-Abril, tão bem plasmado na retórica preconceituosa de Tavares. O Alemão, o Dinamarquês ou o Francês, assim com os lisboetas cosmopolitas que bem conhecem o conceito de cidade, andam a pé, de transportes públicos e de bicicleta. Já Tavares, um homem que afirma com pompa em público que gosta de uma boa caçada e de uma boa tourada, daquelas mesmo à espanhola – não me refiro ao sexo intermamário, mas à lide – daquelas em que o animal sangra na arena até morrer, para gáudio dos animais que a observam, considera Tavares, qual pequeno-burguês egocomodista que só se desloca sobre quatro-rodas, que a cidade lhe "está vedada"; como se para chegar ao Cais do Sodré, épico local lisbonês onde marinheiros e marialvas afagavam epidermes curvilíneas, tivesse de cruzar fronteiras altamente vigiadas entre as freguesias da cidade, e invadir por conseguinte a soberania territorial de Santa Maria Maior.

Oh Tavares, e que tal andares, tal como os teus antepassados no meio rural andavam nem há muitas décadas, e como o Homem se locomove desde que é Homem, ou seja, a pé? E que tal apanhares um táxi, ou um uber, tal como fazia o também burguês Vasco Polido Valente, quando às sextas-feiras viajava entre o Gambrinos no centro da cidade e os estúdios de Queluz da TVI, para deleite retórico-luxuriante de Moura Guedes? Com tanta sapiência que propalas em horário nobre, que é tão nobre na TV quão José Castelo Branco é nobre para a monarquia britânica, por certo que não seria assim tão oneroso apanhares um táxi para ires até à tua cervejaria favorita em Alcântara, na "tua zona". Achar que uma cidade se devolve aos cidadãos, aos naturais, com mais acessos rodoviários e mais carros, é como acreditar que a frequência de masturbação dos rapazes se mensura pela topografia das palmas das suas mãos. E a av. Duque d'Ávila, Tavares, não te diz nada? Uma artéria que restringiu fortemente o tráfego automóvel, e que por conseguinte, o seu comércio fervilha e foi deveras incrementado, tendo mais pessoas de terceira idade e "ociosos" a desfrutar do espaço público. E a Rua Augusta, não te diz nada Tavares, pecado mortal na retórica tavariana, pois além de estar repleta de turistas, não permite tráfego motorizado? Quantos comerciantes gostariam de ter a sua loja na Rua Augusta, Tavares? Já na rua Morais Soares, que mais parece uma rua de Mogadíscio nos anos 60 do precedente século, um nojo viário repleto de lataria no passeio e com rodovias a invejar a quinta avenida noviorquina, tal a largura concedida a esse tirano pós-moderno ao qual nos devemos sacrificar, denominado de "tráfego"; já na Morais Soares, fecham lojas todas as semanas. Até aprecio, confesso, ouvir Tavares a falar de política internacional, mas quando a "peça" vocifera para se pronunciar sobre caça, touradas, futebol ou bicicletas, cria-se uma ligação neuronal direta entre os seus intestinos e os lobos frontais, e tudo o que difunde doravante por aquele canal oral de putativo escritor, é apenas ódio e preconceito. Que fazer? O populismo está na moda!

O bastonário da galp, arrotou ao país



Domingos Azevedo, o calvo e troglodita nortenho que comanda as contas da Ordem dos técnicos que ao que parece, não sabem fazer contas, foi ao programa da Fatinha, contestar "bibamente o goberno contra a Fiscalidade Berde". O cavernícola do Azevedo refere em voz alta, vociferando uma anormalidade numérica por cada meia-palavra que arrota, que "ninguém bai largar o carro e andar a pé", mesmo considerando que a maior causa de morte em Portugal é o sedentarismo que ceifa a vida a 120 mil portugueses por ano através de doenças cardiovasculares. Este quadrúmano que dirige a ordem dos TOC desconhece ainda que matematicamente 150 milhões de euros obtidos pela fiscalidade verde, dão para baixar apenas 1,25% do IRS, considerando que a receita de IRS ronda os 12 mil milhões de euros, ficando assim demonstrado que o pseudo zelota fiscal ainda se encontra na fase de desenvolvimento australopiteca no domínio da abstração matemática. Este bubão sifilítico da oratória, refere em acréscimo que "ninguém bai largar o automóbel para andar de belocípede" porque "a economia é muito fácil, é como o médico que recebe o diinhéiro, paga as díbidas, e o que sobra no bolso é que é importante". 

O quadrúpede montanhês esqueceu-se todavia de se indignar contra o facto de os portugueses pagarem taxas de IRS que atingem o confisco fiscal, como nunca antes observado na história da República. Os camelos dos trabalhadores - os que ainda têm trabalho - já pagam por ano em impostos do seu trabalho, leia-se IRS, 12 mil milhões de euros, que já representa um terço de toda a receita fiscal, em impostos diretos e indiretos, desconsiderando contribuições para Seg. Social e CGA. Esta brutalidade confiscatória, parece não incomodar muito o primata que dirige a ordem dos TOC; já todavia considerou um escândalo "o goberno taxar os sacos de plástico".

O clubismo político em Portugal


Escrevo-vos de Vladivostok, e apesar de não visitar o meu país natal há 14 anos, tenho acompanhado meticulosamente tudo o que se passa no meu país, essencialmente através do meu iPhone9, invenção russa, que me foi vendida por um cazaque no expresso do Oriente, quando passava pela Sibéria Oriental.

Houve alguém, que muito interessantemente me disse em tempos, que a maioria das pessoas em Portugal discutem política como se discute futebol, ou seja, de forma completamente irracional e apaixonada, defendendo as cores da sua tribo, como defendem as cores do seu clube. O paralelismo é interessante quando vemos gente que considero inteligente, como os três intervenientes do programa governo sombra, a discutir o “sexo dos anjos”, ou melhor dizendo, os genitais dos mercenários da bola. Ver Ricardo Araújo Pereira, um homem que segundo consta se diz de esquerda, defender um clube como o Benfica, onde os rácios salariais dos trabalhadores devem ser ainda maiores do que na JPMorgan, faz-me lembrar aqueles quadros surrealistas de Dali.

Eu tenho ouvido umas coisas, e contou-me no noutro dia um emigrante português a caminho de Pequim, que o povo luso salvou há uns tempos um banco, diz que se chamava BPN, mas cujos Negócios custaram a cada cabeça portuguesa (descontando as cabeças mais pequenas nos seres que têm duas) cerca de 750€. Foi nacionalizado, o povo pagou a fatura, e depois de sanado pelo erário público, foi de novo vendido a um privado por 170 vezes menos, ou seja 40 milhões. Quando ele me contou eu nem quis acreditar, por certo que um Estaline – e sempre o considerei um déspota e um tirano – já tinha colocado os responsáveis por esse saque público num gulag. Disse-me o meu compatriota também, que o dito responsável mor pelo saque no BPN e consequentemente no povo, até está em casa, tem direito a SportTV e Sexy Hot; e no outro dia a empregada contou a um jornal cor-de-rosa, que o dito vê sempre o telejornal da noite num jacuzzi com duas bailarinas russas em cada lado. Ao que parece o momento que lhe provoca maior efusão e erupção da líbido, não é quando as quatro meninas russas o afagam em simultâneo nos antípodas da sua carta anatómica, é quando vê uma notícia de cortes salariais e de mais medidas de austeridade sobre o povo, que lhe salvou o banco.

Nem quis acreditar no que ouvia, mas “prontos”, a gente sabe como o povo é sereno, e que está sempre predisposto a ajudar os mais desfavorecidos em caso de necessidade. Se calhar o coitado até está a receber o subsídio de desemprego. Mas depois o meu compatriota disse-me que o mesmo já tinha sido feito num banco de madeira, um tal de BANIF. Ok, pensei para mim, duas aceitam-se. Mas quando vou ao meu iPhone9 e me deparo que afinal, a coisa está preta num banco que é verde, leia-se BES, e que pode colocar-se a vaga hipótese de o povo salvar mais este banco, com um buraco extremamente maior; eu é que fico com muita inveja do Ronaldo, de não ter também aproveitado aquelas receitas bilionárias que recebeu com publicidade nesse banco.

É aqui que o clubismo partidário e ideológico é do mais ridículo que eu alguma vez já li, principalmente lido à distância. Dizem que o PCP, que se diz preocupar com o povo, já aflorou a questão da nacionalização do banco, mesmo sabendo que passados poucos anos, é para ser reprivatizado. Sempre que o PCP ouve a palavra “nacionalização” entra em pulgas e os cérebros dos membros do comité central desligam-se. Se um grupo de cidadãos menos asseados, fizesse uma petição para a nacionalização dos dejetos fecais de todos os portugueses, acumulados num grande monte de esterco, o PCP votaria a favor. Os argumentos exacerbados seriam algo como “é imperativo devolver ao povo, o que o povo produziu”. Imaginemos um estádio, com a mesma dimensão do estádio do Benfica, repleto de massas fecais, provindas de todo o país, e a quantidade ser em tanta abundância, que até transborda, deixando escorrer pelas bordas do estádio, toda aquela viscosidade acastanhada, que por proximidade geográfica, inundaria a segunda circular. Acreditem que o PCP, devido ao feito glorioso de todos os portugueses, seria o primeiro partido a reclamar a imediata e impreterível nacionalização desses preciosos ativos. “Ao povo o que é do povo”.

A direita ainda é mais miserável e repudiante. Imaginemos um qualquer indivíduo, e que esse indivíduo tem vastos registos criminais enquanto violador, burlão, pedófilo, sodomita, tirano, assassino, corrupto, proxeneta, evasão fiscal; poder-se-ia dizer mesmo que para essa massa ideológica incongruente da direita, que tenta conciliar cristianismo com economia de mercado; que esse referido indivíduo seria satanás em pessoa, o Mal antropomorfizado. Mas haveria um título profissional que precisaria de obter, para sanar e limpar todos os seus pecados, uma espécie de indulgência papal, mas desta vez carinhosamente concedida pela classe política dirigente. Essa Besta, no sentido canónico do termo, passa imediatamente a Virgem Maria, com estátuas, locais de culto e todas as devoções respetivas, se tiver a sorte de ser banqueiro. Ver a canalhada do CDS-PP, principalmente a escória mais nauseabunda que se intitula pertencer ao partido do “contribuinte”, defender a intervenção pública na banca, com as graves consequências negativas para os contribuintes (a palavra povo nada lhe diz, mas é apenas uma questão de semântica), deixa-me logo com o pénis entrelaçado com três daqueles nós mais complexos de marinheiro.

Viva a Europa, Viva Portugal!

Aónio Eliphis,  1916
longe da guerra em Vladivostok

Sócrates violou duas irmãs


Sócrates, o luso, ainda não pagou pelo seu crime Maior. Quando tinha 19 anos estuprou duas belas jovens irmãs gémeas, loiras de olhos azuis e de 16 anos, num pinhal lá na sua terra. Elas, após bárbara violação ficaram traumatizadas para sempre e perderam toda a sua candura e puerilidade. Após o estupro bárbaro de Sócrates nunca mais as jovens serão as mesmas e nunca mais ninguém as olhará da mesma forma, tal foi o uso desmesurado e sujo que Sócrates lhes conferiu nesse fatídico final de tarde. Após funesta e traumatizante experiência com Sócrates, as gémeas sentiram-se sujas, humilhadas, vexadas, maculadas e usadas. Sócrates ficou impune perante tão atroz crime e aquele monstro sofista e ardiloso nunca mais as irmãs poderão esquecer. As irmãs têm nome: elas são a Lógica e a Verdade!

ANSR: Anedota Nacional da Sátira Rodoviária


José Jacob, presidente da Anedota Nacional da Sátira Rodoviária
Veio recentemente a público pronunciar-se sobre matérias relacionadas com segurança rodoviária, uma tal entidade que dá pelo nome bíblico de Jacob, sendo que ao que parece o seu primeiro nome será José, o homónimo do padrasto do Messias. Jacob era apóstolo do Filho, já José era o seu padrasto, e dessa união nominal, 2000 anos após a penosa crucificação no monte das Oliveiras de um nobre homem que segundo consta passou 98% do seu ministério vagando enquanto peão; nasce na Lusitânia um verme pagão sofista repleto de banha e com bigode, que segundo consta, dá pelo excelso nome messiânico de José Jacob. Quis a nobre e sempre imprevisível política nacional nos desígnios do nepotismo, das cunhas e dos amiguismos que tal nefasta personalidade viesse a chefiar os carolíngios ministérios de uma entidade pública que dá pelo nome de Autoridade Nacional para a Segurança Rodoviária. Todavia, recomendo vivamente que se faça imediatamente uma consulta popular para alterar as insígnias de tal famigerada entidade pública para Anedota Nacional da Sátira Rodoviária. Estou disposto a pagar com os meus impostos a uma entidade pública composta por palhaços e marionetas, que me façam rir e escrever.

Ora esse senhor, que pelas imagens que vêm a público no espaço cibernético, não preza pela frugalidade alimentar e pela prática caminhante ou ciclística que tem tantas vantagens para a saúde dos indivíduos e que chefia a dita autoridade securitária para as rodovias, veio recentemente pronunciar-se usando daquela bocarra fedorenta, que “um dos problemas grandes que existe hoje é a indisciplina dos ciclistas”, sendo que estes precisam de ser “disciplinados”. Já me estou a ver de rabinho empinado com calça meio arregaçada, com os pés assentes nos pedais da minha bina, a ser violentamente chicoteado e “disciplinado” pelo carrasco inquisitório Jacob, obedecendo por sua vez este aos sacros comandos do seu Santo Ofício pagão, senhor de todos senhores, mestre de todos os mestres, o magno Popó!

Este asno, que pelo porte e robustez aparenta nunca ter colocado a cavidade perineal sobre um selim, esqueceu-se de apontar que todos os estudos referem em voz alta e em caligrafia bem clara e explícita, em várias línguas que obedecem às regras mais elementares da gramática e da sintaxe filológica (duvido que o titã conheça algumas) que cidades e zonas urbanas onde há mais ciclistas têm índices muito maiores de segurança para todos os utentes da via pública, automobilistas inclusive. Este parasita de bigode repleto de sebo e banha, sob pomposo e executivo fato engravatado, deve andar por certo a ser sodomizado pelos emissários do ACP, por Carlos Barbosa e o seu coio de preguicentos e néscios pagãos adoradores e idólatras do sacrossanto Popó.

José Jacob, em vez de promover um ambiente salutar entre todos os utilizadores da via pública, não; como por certo foi empossado por um governo que precisa de mediatismo e popularidade, lança estas bestialidades ímpias, néscias, pérfidas, idióticas, iníquas e animalescas, para que a populaça automobilística as acolha em orgiástico êxtase e regozijo, qual déspota tirânico que dá pão aos espetadores dum qualquer circo romano após terem atingido o clímax coletivo ao terem observado dez criancinhas cristãs a serem desventradas por feras leoninas; ou qual bacoco rude caçador que dá bife do lombo a uma matilha de trinta cães vadios esfomeados. José Jacob - aleluia irmão pois o Popó é o senhor na Lusitânia - é uma anedota nacional, é uma nulidade intelectual, faz parte da estirpe mais execrável e desprezível de insetos parasitas que aparentam prezar-se pelo bom nome e urbanidade, mas que não passa de ralé pertencente às famílias da rataria pestilenta, preguicenta e pseudocosmopolita, daquelas a que também pertencem os invertidos Barbosa e Seara, que vão comprar pão ao Continente do Colombo num final de dia de trabalho, porque na padaria do bairro é cinco cêntimos mais caro.

Deixo uma pergunta a esta anedota, que segundo consta, deveria preocupar-se com a segurança rodoviária. Porque não se pronuncia publicamente contra o evidente e claro excesso de velocidade nas cidades, que provoca tantos acidentes mortais em peões, essencialmente crianças e idosos? Desde quando alguém em Lisboa cumpre o caralho dos 50km/h de velocidade máxima? Porque não se esfrega em excrementos Jacob, e não se pronuncia contra as centenas de carros que estacionam sobre o passeio nas cidades portuguesas, situação que provoca situações de elevada insegurança para os utilizadores da via pública, essencialmente os mais vulneráveis como os peões? Porque não engole as próprias massas fecais Jacob, num rasgo escatológico de magna intelectualidade de índole rodoviária, e não se pronuncia, contra o facto de quase muito poucos automobilistas respeitarem o semáforo vermelho na transição do amarelo?

Será que Jacob, não percebe que cidades e países que contrariam a hegemonia do automóvel, que tornam as cidades mais humanas, mais amigas de ciclistas e peões, têm índices muito maiores de segurança, segurança essa que Jacob deveria promover? Lembremo-nos que Jacob é pago pelos camelos contribuintes, ciclistas inclusive, e não esquecer que o camelo mor Jacob recebe dinheiro do orçamento de estado, não de impostos cobrados exclusivamente aos automobilistas. Jacob não percebe que eu, enquanto ciclista sinto que é mais inseguro para mim, muitas vezes ficar parado no vermelho, porque quando vier o verde, o automobilista por norma fará um arranque tipo rally, e logo de seguida far-me-á uma razia a pente fino. O princípio do ciclista passar o vermelho é exatamente o mesmo de quando um peão atravessa o vermelho, situação que é encarada pelo senso comum como normal. Os semáforos rodoviários são uma parafernália tecnológica da era automóvel, que foi massificada nos anos cinquenta exatamente para diminuir a insegurança crescente que se sentia então devido ao incremento no número de carros nas urbes e consequentes acidentes e atropelamentos. Pelas leis da física e da energia cinética (não vos vou ensinar mecânica clássica, vão para a escola) os males para a insegurança rodoviária nunca podem vir daqueles que andam a 20km/h com uma massa total de 90 kg, mas tão-somente dos burgueses que andam com uma tonelada de ferro nas mãos a 70km/h. Sim, meus mentecaptos, um carro de uma tonelada a 70km/h tem uma energia cinética 136 vezes superior a uma bicicleta e condutor com massa total de 90kg a 20km/h! Estamos entendidos Jacob, qual é o principal problema da segurança rodoviária em meios urbanos; foda-se!? 

Aónio Eliphis, Copenhaga

PS: Refiro que esta última interjeição gramatical é para ser entendida no sentido estrito e literal do termo, ou seja, faço votos para que José Jacob, com a sua extensa pilinha fininha, a faça contornar o seu enorme relevo abdominal, tipo pescadinha de rabo-na-boca, ou neste caso picha-no-cu, e coloque a cabecinha da sua alongada pilinha, bem fundo no interior do seu cilíndrico e flácido canal anal.

Fernando Seara, mais um CANALHA!


Eu costumo dizer que a A16 permitirá que de Sintra
ao Centro Comercial Colombo se demore 15 minutos
   Fernando Seara, setembro de 2009

O duo ficou completo quando o biltre do Barbosa, se juntou ao canalha do Seara para as autárquicas para Lisboa. Sorte a do povo de Lisboa, pois muito provavelmente não ganharão. Pensei sobre este tópico e racionalizei que poderia eventualmente nem sequer abordar esta questão e nem perder tempo com um canalha que muito provavelmente sairá derrotado das eleições autárquicas. Mas não, quis pôr os pontos nos i. 

E que planos tem então Seara para Lisboa? Acabar com o estacionamento selvagem, que grassa nas nossas cidades, afetando essencialmente pessoas de terceira idade e crianças? Não, sobre esta temática nem uma linha. Promover acalmia de tráfego em Lisboa, onde o limite de 50km/h raramente é respeitado, e cujas consequências são atropelamentos mortais de várias crianças peões? Não, para quê se as crianças não dão votos. Fazer de Lisboa uma cidade mais humana e amiga dos seus cidadãos? Não, também não. Seara defende antes no seu programa "um túnel no Saldanha que conclua o desnivelamento do eixo Campo Grande-Amoreiras, fundamental para dar solução ao trânsito na cidade", defendendo ainda que irá "criar um cartão que permita estacionamento gratuito para moradores, em qualquer zona da cidade pelo período de 3 horas". Em Amesterdão os moradores pagam 60€/mês para estacionarem o carro na rua à porta de casa, mas Seara em Lisboa, quer dar gratuitidade muito para além do bairro do morador. Depois vem com a tanga do costume que quer Lisboa limpinha, imune ao vandalismo dos grafitos. Mas este idiota não percebe que para se zelar por Lisboa, Lisboa não pode ter tantos carros, tanto trânsito, tanta poluição! Ninguém vai zelar pela av. da República, enquanto esta tiver 11 vias de trânsito automóvel, porque ninguém vai sentir essa avenida como sua.


Fonte: ANSR.
Mas não se esqueçam que Fernando Seara promete criar o pelouro do idoso
em Lisboa. Hipócrita nojento!

E o que fez Seara por Sintra? Promoveu uma melhoria da linha ferroviária de Sintra melhorando o sistema de transportes públicos? Fez ao menos pressão nesse sentido? Também não! Uma pesquisa rude no Google e percebe-se todavia que Seara fez pressão para se construir mais estradas para a entrada de Lisboa, mas como tal foi chumbado por questões ambientais (para os fanáticos dos popós o ambiente é como Fátima, só se presta devoção uma vez por ano) referiu em público que era preciso encontrar alternativas ao IC19. Em 2002, em vez de pressionar para que se melhorasse os transportes públicos no concelho de Sintra, pediu milhões do Orçamento de Estado para o alargamento do IC19. Meus camaradas habitantes da linha de Sintra. Já pararam para usar a puta da cabeça? Já pensaram que se calhar o IC19 é o Itinerário Caracol, porque simplesmente Portugal é o terceiro país com mais carros da Europa, mesmo que a Grande Lisboa seja a zona da Europa com mais vias rápidas e autoestradas. A puta da cabeça também é para pensar! Ou na linha de Sintra as mentes são mentecaptas? Achar que o problema da linha de Sintra, com o respetivo crescimento urbano caótico, com localidades como Massamá e Cacém entregue aos bichos, se resolve com mais estradas, é ainda acreditar no pai Natal. E que tal melhorar a linha ferroviária de Sintra, que tem muitíssima mais capacidade de transporte de pessoas com um custo energético muito menor e com muito menos impacto ambiental?

Faço-vos um apelo, votem em branco antes de votar em mais um canalha!

Comunicado do Tanque Clube de Portugal


No TCP - Tanque Clube de Portugal - defendemos vivamente os direitos e os interesses dos nossos associados, os detentores de tanques aptos para circular na via pública. Um tanque é um veículo nobre, robusto, seguro, permite-nos circular sobre qualquer obstáculo que nos aparece na frente e protege-nos dos perigos da estrada. Lembramos, que os acidentes de viação são uma constante em Portugal, logo a posse de um tanque, com uma couraça de metal, permite ao seu ocupante circular na via pública de forma extremamente segura e confortável.

No TCP, a nossa principal causa é a proteção dos interesses dos nossos associados e a promoção da prática do uso de tanques. Um tanque é um veículo belo, polivalente, temos aquecimento no inverno e arrefecimento no verão, pois a climatização dos tanques modernos funciona de forma muito eficaz! Nos tanques modernos já é possível ter casa de banho, bar, ou mesmo sauna. Os políticos precisam de compreender que a mobilidade das pessoas começa à porta de sua casa, pois os nossos políticos não entendem, pois são insensíveis à legítima vontade dos cidadãos ao direito ao seu conforto para as suas deslocações diárias.

Somos acusados de ocupar muito espaço na cidade, tal é uma falsa questão, pois os condutores de tanque são dos mais extorquidos pelo fisco. A título de exemplo um condutor de tanque paga valores deveras elevados de IUC, valor que ronda os 20 euros por ano, que compensa largamente todos os estragos que as lagartas dos nossos veículos provocam na via pública. Assim exigimos aos governos e às autarquias que reparem as estradas danificadas para que possamos circular em segurança, que alarguem as avenidas e diminuam os passeios para que possamos ter mais espaço, pois sofremos uma elevada carga fiscal, logo por uma questão de justiça, parece-nos que os recursos do erário público nos devem favorecer nas opções políticas de urbanismo!

As associações de ambientalistas incorrem num erro ao nos acusarem de poluir demasiado com os nossos tanques. Há que considerar que um tanque é dotado com um motor a gasóleo que consome em média cerca de 30 litros aos 100 km e tem aproximadamente, dependendo de cada caso, 5000 cavalos-vapor, mas a pergunta pertinente que deixamos é a seguinte: não pagamos impostos sobre cada mililitro desse combustível? E esses impostos que pagamos, através do ISP, não vai para o Estado e para o erário público? Os condutores de tanque são dos cidadãos mais explorados pelo fisco. Assim exigimos ao governo que baixe o preço dos combustíveis para os tanques! A poluição provocada pelos tanques não é maior que aquela que provoca a indústria, por que devemos ser nós os sacrificados?

Ai que fui com a mona ao charco...


Reich Barbosa reunira-se com os seus séquitos seguidores e arautos preguicentos do ACP, sócios homúnculos e néscios que sacralizam o automóvel acima de qualquer deidade cristã, e conspiraram com o intuito de me lixar. Barbosa e o seu cartel, são uma espécie de paganismo por cristianizar, pois os seus ideais da defesa do automóvel e da sua sacralização, tangem as doutrinas dos dissidentes hereges que deificavam o bezerro de oiro, aos quais o Todo-o-Poderoso através dos filhos de Levi, fez perecer com a sua magna força através do ferro das espadas (Êxodo 32). Barbosa, talvez também Catroga, os dirigentes do Correio da Manhã e da Cofina quiçá por causa do conteúdo magno deste vídeo, através da bruxaria mais malévola, de rituais satânicos, da magia negra, de cartomantes, de esoterismos maquiavélicos, e mesmo até com vudu haitiano, pois por certo têm a minha imagem corporal em pequenos artefactos artesanais, conspiraram contra a minha integridade pessoal.

Reuniram-se em covis secretos algures nas profundezas do número 24 da rua Rosa Araújo, e entoaram cânticos satânicos e ritualistas, com magia negra, por forma a me incutirem as maleitas mais graves. Reich Führer Barbosa, usando do seu misticismo e das suas capacidades paranormais, tal como o fizeram os crentes da doutrina mística nazi, reunira-se com os seus fanáticos seguidores, e com o símbolo maior do sacro popó, deus maior na religiosidade barbosiana, uma espécie de Zeus na mitologia grega, ou Juno ou mesmo Júpiter na mitologia romana, o carro, o deus dos deuses para os pagãos do ACP, que no século XXI praticam uma espécie de Cultus deorum romanorum. Durante o ritual báquico, onde o diesel e a gasolina deverão substituir o vinho, os fanáticos fundamentalistas deste neo-Alá chamado automóvel, berram dentro do templo quais suídeos à beira da matança e evocam todas as suas deidades heréticas, idólatras e sacrílegas que destroem a qualidade de vida nas cidades.

Paulo, o controller


O Paulo é controller numa empresa com um elevado ranking. A empresa surgiu como spin-off de uma que fazia IT consulting para um banco que por sinal aplicava spreads muito altos porque nunca tinha budget suficiente!

O Paulo trabalha em outsourcing! De manhã vai ao ginásio e faz body fitness e por vezes faz body contact ou também body pump. Veste o fato e gravata, sai do ginásio entra no carro e liga o rádio. A RFM passa I want to live in Ibiza, na M80 ouve-se Born in the USA e a comercial passa Lady Gaga. Passa para a TSF e repara que as top 10 do Dow Jones mudaram!

Chega ao trabalho e vê que o laptop está avariado! Telefona a um expert que vê num site, envia um mail através de um link, este diz-lhe que ou é hardware ou software. Se for hardware só pode ser da motherboard, se for software deve ser algum trojan ou algumas cookies que fez download através de um browser.

Tem um feeling que o controle da equipe é difícil para se manter o know-how. Reúne-se para um brainstorming e concluem que precisam de mais workshops e melhor marketing. Compram uns scanners, fazem uns flyers, e têm que os distribuir, mas refere off the record que precisam de muito low-profile!

Sai do emprego e vê-se como freelancer num atelier de design. Almoça num franchising de fast food na happy hour porque tinha visto num out door de uma empresa de catering. Faz um pequeno briefing do que precisa, vai a um shopping com lojas low-cost e como recompensa recebe um voucher que só pode usar online.

Liga o laptop, e através do chat diz ao patrão que tem um background notável e que espera algum feedback da proposta que lhe enviou. Ri-se seriamente e tecla lol! Diz ao patrão que o marketing da empresa sempre respeitou o copyright! Faz logout, vai à net e vê uns carros a diesel e reserva um test drive.

Sai à noite para um pub, chama o garçon e pede um whisky. Ouve-se jazz e blues. Senta-se à sua frente um gay inglês, cantam karaoke, conversam um pouco e o Paulo diz que precisa de algum input. Fazem check-in para um duplex num hostel e activam uma jukebox que toca Nikita de Elton John. Salvam numa pen os ficheiros de um torrent para fazer backup, e usam-nos com uns joysticks para jogar online.

No fim, chama o staff do hotel, tomam um drink e refere que o seu slogan é “Yes, we can!”

Eu, Carolina - sou Sal e sou Gado


Não quis ser de todo jocoso, infame, ou ofensivo à pessoa em causa, mas no entanto não pude deixar de referir pictóricamente a onomatopeia semântica que une o verbete do léxico lusitano associado à lascívia e aos ímpios sentimentos da carne e da luxúria com o nome próprio que é o diminutivo do nome cujas origens são por certo teutónicas. Creio que esta junção se enquadra, e perdoar-me-á a prezada e afamada delatora, na vernaculidade popular do que foi plebeiamente instituído pelos meios de comunicação social do norte do país, considerando a intrínseca e profusa respeitabilidade do acusado nos processos que decorreram nos tribunais lusitanos. 

Não li o livro, e confesso que não sinto um interesse magno pela história verdadeira no entanto não posso deixar de referir que já é tradição popular por paragens galaico-portuguesas, um homem, mesmo que se tenha dado a consagração marital em divino altar, acomodar-se em lupanares festivos onde aparta a solidão e a carência pelo género oposto.

A menina na foto, foi apenas uma mulher que teve a coragem de enfrentar os meios instituídos do excelso respeito que o prezado presidente mantinha perante o público nortenho, no entanto face à cultura popular judaico-cristã, que preza os valores da família e o bom nome dos patrícios em detrimento dos plebeus, esta afamada mulher, ficou nos anais da história como a acompanhante que presenciou o livre arbítrio das arbitragens.

Por de trás de um grande homem há sempre uma grande mulher. Foi o caso. A Carolina quis ser ainda maior, do que já era, e a bem ou a mal, a justiça logrou aos intentos do sr. presidente.

A disseminação do vulgar e do banal


Devo confessar que raramente ouço música vulgar, música supostamente moderna, mas que porventura é mais decrépita que a mais antiga sepultura, raramente a oiço, mas não posso deixar de referir a banalização de uma música tão vulgar e banal que a letra ofende o mais comum dos ouvintes que tem uma pequena réstia de inteligência para aferir um pouco sobre a interioridade e profundidade intelectual de uma letra de uma qualquer sonoridade à qual temos o prazer de ouvir constantemente no espaço radiofónico português. A letra da música a que me refiro não sei ao certo como a definir. Poderia ser vociferada por qualquer um dos inteligentes primatas que habita num qualquer zoo de uma capital europeia. Se a letra fosse cantada em Português, por certo não faltariam as críticas profícuas de uns quaisquer intelectuais eruditos, que a considerariam de uma elementaridade atroz e vulgar; mas como esta música é cantada na língua de sua majestade e como é originária do novo mundo do norte, esta mesma sonoridade é fugazmente e atrozmente difundida por todo o espaço radiofónico europeu, sendo considerada um hino da qualidade musical e intelectual. Refiro-me meus caros à magnífica, estonteante, exuberante e cheia de profundidade intelectual música da afamada Katy Perry. Pois aqui vos transmito meus caros um pequeno excerto desta sonoridade letrada para que vós possais absorver esta sublime erudição cheia de profundidade intelectual e emocional. Refiro-me obviamente ao afamado e tão difundido refrão que certamente já foi disseminado mais de um milhão de vezes por todo o mundo em todas as rádios.

Cause you're hot then you're cold

You're yes then you're no

You're in then you're out

You're up then you're down

You're wrong when it's right

It's black and it's white


Por certo que o caro leitor é erudito o suficiente para poder compreender a letra acima referida, mas mesmo assim, ouso traduzi-la para a língua pessoana para podermos constatar o quão banal e vulgar é o refrão supra citado.


Porque tu és quente e és frio

És sim e és não

És dentro e és fora

És cima e és baixo

És certo e errado

És preto e és branco


Só de soletrar estas letras atingi um orgasmo intelectual, são de uma erudição e intelectualidade inimagináveis e inigualáveis. Obviamente que o seu autor se encontrava fortemente inspirado para conseguir tecer e conceber tais façanhas verbais. Mas o que é irritante é que o jovens europeus ouvem-nas e adoram-nas, atingem momentos exuberantes só de ouvirem a sua batida ofegante. E quando ouvimos um qualquer músico português cantar a aclamada música popular portuguesa, consideram-na deveras pouco moderna, chegam mesmo a apelidá-la de foleira, pois a letra é anacrónica e não se enquadra nos padrões estéticos com que se identificam. Pois meus caros, mais foleiro que Katy Perry, nem Zé Cabra com o seu “São lágrimas”. Mas não esqueçamos que com este último a juventude tinha uma atitude jocosa, já com a afamada e pérfida norte-americana os jovens têm uma atitude de idolatria e de veneração. Não veneremos tudo o que nos trazem os súbditos do tio Sam, pois nem tudo o que é cantado em Português é mau e nem tudo o que é cantado em Inglês é bom, e o caso de Katy Perry é paradigmático daquilo que acabo de referir.