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Diferenciação matemática do Universo


A função matemática que representa o Universo, a existir, tem por certo uma função diferencial contínua. Apenas na arte, tais descontinuidades são possíveis. Por isso rejeito a mecânica quântica e os seus preceitos, ou seja, por definição a mecânica quântica não faz parte da ciência, mas sim do campo artístico. A arte é mágica, sonhadora e a forma mais divinal que as culturas encontraram para representar os sonhos da alma, mesmo tendo consciência da sua natural irrealidade. O Homem concebe a arte, com forma de extravasar os sonhos, as divinais magias interiores e através desta comunica. Os Gregos, primordiais culturas do saber, elaboravam aquelas magnificentes obras de arte, com musculados homens em posições atléticas, no entanto, estudos recentes demonstraram que tais posições eram irreais, e infazíveis. A arte é a execução dos sonhos, é dar forma às ansiedades da alma. No cinema, a cena muda como queremos, de um segundo para o outro passamos para o outro extremo do planeta, mudamos de cena e de cenário. Na música ouvimos sons irreais, ouvimos tonalidades auditivas inexistentes na natureza, na pintura observamos formas e traços que muitas vezes vão contra todas as formas padronizadas existentes no mundo. As formas da pintura podem ser irreais, no entanto comunicam. A arte comunica, a arte extravasa a magia interior da alma. A arte nunca deixa de ter significado, independentemente do senso em causa. E é na arte que observamos, que exprimimos a alma. Na arte exprimimos, por outros meios, as formas da natureza. Os heróis gregos, eram homens, não deixavam de ser homens, tinham músculos como todos os homens, formação esquelética, e membros, no entanto colocavam-se em posições nada naturais. Então o que é a arte? A arte é a liberdade! A arte é a exteriorização da alma! Ora na arte, encontramos as funções matemáticas cujas diferenciais são descontínuas. A arte tem função diferencial descontínua, pois na arte, mudamos de cena e perspectiva consoante o desejado. Na realidade levantar-me-ei da cadeira suavemente, continuamente, caminharei passo a passo até à saída, calmamente percorrerei as avenidas de Berlim virarei o pescoço e as imagens aparecerão sempre de forma contínua. No entanto, a cidade, repleta de artifícios artísticos, revela uma luminosidade artística inigualável, pois de uma estação de Metro para a seguinte muda o panorama e o cenário envolvente. Temos o S Bahn e o U Bahn. Poderá ser a harmonia da farmácia alemã numa rede de transportes públicos? De um ponto para o outro a descontinuidade, a forma de arte arquitectónica e urbanística da cidade de Berlim. A arte, a luz, o semáforo que muda do vermelho para o verde e vice versa. Mas passa pelo amarelo.

Entre a hegemonia da língua de sua Majestade e a harmonia pictórica dos símbolos


Entrego todos os pensamentos neste diário, e coloco as questões mais controversas.

Gosto de papéis em folhas brancas e revolto-me contra o instituído. Por vezes fico senil e questiono-me sobre os factos históricos dos milénios que sucederam o nascimento de Jesus. Questiono o relacionamento do Messias com o império Romano. Falaria Jesus Latim? Teria visitado alguma vez a cidade de Roma?

Questões concretas, questões que coloco num pedaço de papel. Vou fazer deste diário, um diário livre, como tal ignorarei os termos nele inscritos. Gosto de escrever sem ter que me ser imposta uma norma ou um padrão, não gosto de padrões, nem de estandardizações ou implementações. Se a língua se imiscua, se a língua se une ou emerge, porque é que a língua é tão importante? Porque é que a língua, sendo apenas um objecto auxiliador da fala é tão venerada e proclamada pelos impérios? Temos todos de nos subjugar à língua do Império? Tal como o Latim foi imposto através das armas, do sangue e do aço, ou ferro, também o Inglês se quer impor através do sangue e da publicidade enganosa.

Comprei um diário na Alemanha, e sinto-me defraudado. Estava envolvido em plástico, e quando o abro, está tudo escrito em Inglês. Porquê pergunto eu? A língua espalha-se, e a língua reflecte a cultura de um povo. Há muito tempo que pretendia elaborar, traços comparativos entre o Inglês, o dialecto do novo Império, do aclamado “Bem Comum”, e o Português. O que é certo, é que o Inglês, é omnipresente e é imposto, é forçosamente estandardizado, e isso revolta-me.

Comprei um diário na Alemanha, pago uma fortuna, face aos meus rendimentos, e quando o abro está tudo em Inglês. O Português é mais modesto, mais moderado, e por vezes mais acutilante, e lembro-me da profissão, do obreiro, daquele que exerce uma actividade. Na língua de Camões o que exerce uma actividade, é o substantivo adicionado do sufixo “dor”. Que estranho, tudo é feito com dor. Até quem cria é criador!

Já o Inglês, que se intitula língua livre, foi imposta não através da própria dor, mas implantada através do sangue e do martírio dos outros povos. Tudo em nome da liberdade! Não eram os Ingleses, meros piratas que obtiveram refúgio durante séculos por terras lusitanas? Observemos o Algarve, a mais sufista região da nação portuguesa, e vejamos como está repleta de anglicismos. Transformaram o Algarve numa segunda Inglaterra. Devia-se adicionar o Algarve ao “Bem Comum”. E questiono-me a quem é dirigido o “Bem Comum”. O “Bem Comum” é dirigido a quem fala a língua da Aliança, os outros povos são os subordinados, ou seja, são a “Ralé Comum”.

No mundo anglo-saxónico o “Bem Comum” complementa-se com a “Ralé Comum”. Não fui eu que instiguei um ultimato, aquando de um mapa cor-de-rosa, cor afável, cor adocicada e amorosa. Foram os republicanos sufistas portugueses que se revoltaram contra a hegemonia dos súbditos de Sua Majestade. E os do novo mundo que implantaram a língua que herdaram dos ilhéus, fazem-no através das armas, e claro, como bom judeus que são, através do dinheiro.

Ora vejamos um facto interessante. O dólar do bom judeu do novo mundo:


É interessante observar tal facto, quando vi o logótipo das farmácias da Alemanha: Apothek.

Em diversas culturas, encontramos símbolos para a harmonia, para a paz interior, para a tranquilidade, para o equilíbrio. E tal é alcançado quando unimos o homem com a mulher. É a chamada união das almas gémeas. E na harmoniosa união interior obtém-se a paz e a felicidade quando nos complementamos com o género oposto. Neste complemento encontra-se a cura para todos os males e todas as maleitas da humanidade. A farmácia Alemã é ainda mais representativa da harmonia, na sua iconografia, que a Portuguesa. Uma serpente, o pecado, o falo, o desejo inconsciente, que coloca a cabeça no copo aberto, na feminilidade. A harmonia, a junção da serpente com o copo aberto. A farmácia portuguesa preconiza a cura espiritual com a junção entre a haste e a serpente.

Independentemente da cultura, a harmonia pictórica é sempre alcançada entre a junção de dipolos distantes. Para o judeu americano a harmonia encontra-se na moeda. Já para o Mação Inglês, também um bom Judeu, o logótipo da moeda que tão orgulhosamente ostenta, é a própria nação, a Ilha de Inglaterra.

Vejamos então que existe similaridade visual entre o logótipo da Libra e o desenho geográfico da nação, ou seja da ilha da Grã Bretanha. Não fosse a palavra Fortunatly significar fortuna e felicidade em simultâneo. Não hajam dúvidas às influência hebraicas na nação de Sua Majestade.

Os Orientais, por seu lado, encontram a harmonia no círculo que se une. Aqui encontramos a verdadeira harmonia. Neste logótipo, nem deveria usar o termo logótipo pois tem correlação com questões financeiras; neste símbolo, circular, uma circunferência, sinal de perfeição, sem arestas nem cantos, onde a serpente se insere num círculo redondo. Não é o círculo também uma representação da passividade? Então o símbolo da bandeira da Coreia do Sul, é um dos mais altos representantes da harmonia. Pode ser encarado por dois prismas. Pode ser uma serpente embutida num círculo, ou então dois semicírculos disformes, que se unem e formam a perfeição. E vemos nós, por esse mundo alguma associação pictórica entre este símbolo e o dinheiro? Não, e felizmente que assim o é. 

À minha direita, um casal de namorados, tranquilos, apreciam os bons momentos da vida. Presumo que representam perfeitamente a harmonia demonstrada na união entre o Yin e o Yang. À minha esquerda três executivos engravatados. Devem estar a conspirar, e a planear como irão extorquir melhor os subordinados. É que os engravatados da nação, são a podridão do Mundo.

Nunca encontrei homens líderes harmoniosos que usassem fato e gravata. É que quando vejo um fato e uma gravata associo imediatamente a Capital. Tinha Mahatma Ghandi uma gravata? Tem o Dalai Lama uma gravata? Tem o pároco franciscano gravata? De onde provem a gravata? Será um símbolo de fertilidade? Será um símbolo de clausura? Uma corda que aperta o pescoço, e que pode ser puxada para os actos mais perversos. Ou será uma corda que vinda da face traz virilidade?

A águia da república vermelha


Cheguei a Polónia vindo de Berlim e fico perplexo e com alguns factos que posso observar assim à primeira vista, e existem muitos mais factos que por certo já era sabedor muito antes de aqui chegar. Talvez assim não o seja, talvez aquilo que sei advenha da pesquisa e do raciocínio. Da razão, e gosto muitas das vezes de inquirir interiormente os meus próprios pensamentos, gosto de ir ate ao fundo sem me desnortear pelos caminhos que não me levam ao cerne das questões que tento procurar alcançar.

Tanta conversa, ora fútil, ora pouco compreensiva. Mas há algo neste país, na soberania heráldica deste país que me deixa pensante. A omnipresente águia boreal. A águia que voa nos céus imensos, a águia que abre as asas e quando a observamos no céu vemos o sol, vemos alguém que abre as asas podendo assim voar e contemplar a liberdade.

Falo de liberdade, ora tentarei escrever libertamente. Não e águia o símbolo dos povos do Cáucaso, então a águia polaca revela que existe alguma soberania por parte dos arianos, não fosse esta nação considerada uma nação de Leste. Mas parece que a história revelou que na realidade a Polónia era uma nação multi-étnica. Isso faz-me reflectir ainda mais sobre a guerra entre os poderios opostos, a guerra filosófica e doutrinal, ou guerra tribal, ou apenas querelas humanas de povos com diferentes géneses, entre os povos do Cáucaso e os Semitas do Sul.

Os mandamentos, as ordens de Roma, os símbolos do império sempre foram os dominantes. Sempre foram os símbolos que dominaram as nações durante séculos, desde o antigo império Romano até à Igreja Cristã.
Hoje observei um anjo, um anjo imaculado, tinha asas e voava, tinha cabelos loiros e face rosada, e não sei se foi um sonho, se foi algo que contemplei na realidade, se foi um mero e banal eclipse visual, ou se foi algo mais concreto. Apercebi-me entao que o anjo, os anjos, por terem asas, são mais uma forma da representação da águia, são uma humanização da águia boreal. O anjo, o anjo que é venerado e procurado, é então a águia de outra forma representada, que faz os homens entrarem em delírio por contemplarem tal personificação de uma ave.

O anjo, a águia da bandeira Polaca, revela a supremacia da hierarquia dos povos do Cáucaso nesta nação, o que por certo não implica que esta mesma nação não tenha fortes traços semitas. Sempre foi assim em muitas outras nações. O poder aos do Cáucaso, e os do sul tiveram sempre que viver em clandestinidade no continente do Euro. E como a lei do equilíbrio universal sempre se aplica, parece que hoje em dia, são os semitas de novo que no novo mundo exercem a Ordem Mundial através da força das armas.

Se o Império que venerava o Cáucaso, sediado em Roma, controlava as províncias sempre ostentando a águia, ostentando a quadriga de letras SPQR, e sempre o fez através de uma boa administração provincial é certo, mas também quando necessário através de ferro e sangue, parece que os impérios que se quiseram estabelecer utilizaram sempre os mesmos meios com o intuito da supremacia. E fiquei estupefacto, ou talvez não, quando me apercebi que a quadriga de cavalos nas portas de Bradenburgo, estão alinhadas a Leste. Assim como o está a praça de S. Pedro em Roma. E nas portas de Bradenburgo um cavalo para cada letra da sigla do Império, SPQR, e muito do império herdou a cristandade, desde o INRI, até ao simples facto de o Cristo na sua abertura de braços , com a cabeça ligeiramente pendente para a direita, lembra a águia venerada pelos indo-europeus, que também tem as asas abertas e que também tendo quase sempre em todas as representações, a cabeça ligeiramente para a direita. Não tem a cruz, quatro pontas?

E tudo isto reflecti, no comboio nocturno, na viagem noctívaga em direcção à Polónia. Uma viagem calma, serena, e sempre que viajo de comboio fico maravilhado, e mais fico ainda quando viajo à noite. Aquela repetibilidade sonora dos carris embala-me num sono profundo e reconfortante. Lembra os passos de uma progenitora, enquanto a criança se encontra ainda no ventre, a passear calmamente e a cada passo, um pequeno balanço, um pequeno e suave balanço. Porque embalam então, as progenitoras, as suas crias? Será para que estas adormeçam melhor? Pois o comboio embalou-me num sono profundo e reconfortante e fez-me reflectir sobre os simbolismos da bandeira polaca.

Alexandre, o Berlinense


Não sei o propósito exacto dos escritos que redijo, se são efectuados com o propósito da documentação, se têm outro qualquer objectivo. Cheguei a Berlim, vindo de avião, de seguida apanhei o comboio até à cidade e fico perplexo com tamanha arquitectura. Nem sei ao certo como descrever tais obras arquitectónicas em termos de desenho e materiais utilizados na sua concepção. Os edifícios são blocos um pouco acinzentados, a temperatura exterior é áspera e o vento é um pouco frio, no entanto o interior é ameno, reconfortante e agradável.

Cheguei quase ao anoitecer, a noite está prestes a aparecer, o sol esconde-se e não me apercebo de tal fenómeno, pois não contemplo o horizonte numa metrópole. Cheguei e o céu oferece uma fascinante melancolia. Fico perplexo e entusiasmado com a cor do céu em Berlim, com a sua tonalidade azulada. Caminho durante a noite e dirijo-me até à praça de Alexandre, a que Alexandre dedicam os Berlinenses está praça central? Ao Greco-Macedónio? Ao Grande Alexandre? Desconheço, o que é certo é que é um espaço imensamente amplo, e com sinais deveras interessantes.

Venho de um cubo, de um cubo hiper-bóreo comercial. O centro comercial Galeria é amplamente belo, maravilhoso, tranquilo, calmo, possui uma claridade contrastante com o exterior. Percebi aqui a origem dos centros comercias, e talvez, por vezes que
stiono-me se têm o mesmo propósito que têm nos países mais amenos em termos de temperatura. O vento era enorme, forte e frio, e neste centro comercial, espaço amplo, luminoso, encontrei uma harmonia e um conforto inigualável. Têm a forma de um cubo, por fora. E questiono-me eu, porque vejo eu tantas formas cúbicas, tantos traços lineares, tantos ângulos rectos, tantos paralelipípedos, tantos blocos urbanísticos, tantas formas quadrangulares, na arquitectura urbanística, na decoração de interiores, nas mesas de cafés, nos corredores das estalagens, tantas formas rectangulares por paragens do norte?

Na Galeria observava um album de fotos tiradas durante a II guerra mundial, e voltei a ver imagens ora chocantes do periodo horrendo do sec XX, ora imagens esparancosas do pós-guerra. E questiono-me sempre sobre tais simbolismos dos povos arianos. A suástica, quatro letras L, alinhadas cada uma num ponto cardinal. A letra L, que forma um angulo recto, q
ue forma a rectidão, e que inicia a palavra Latim. Quatro L formam a suástica, e o quatro, quanto é o quatro venerado pelo império Romano, desde SPQR, até INRI, é que a sensacao que tenho, foi que o INRI foi a heranca à cristandade, por parte do império romano. Não tem a cruz, quatro pontas?

A praça de Alexandre, a praça maior dos Berlinenses. Uma cidade majestosa, enorme, ora revelando u
ma obscuridade fascinante e melancólica, ora imensa em luminosidades provenientes de lojas e espaços comerciais. Uma cidade fascinante, mágica, enorme, com uma arquitectura impossível de ser contemplada por paragens do sul.

Cheguei à praça maior, à praça de Alexandre, e vários sinais aparecera-me pela frente. Três enormes gruas alinhadas a Sudoeste, como q
ue impelidas por um magnetismo oculto, como que se uma grua fosse um tipo de compasso enorme e mágico. Na mesma praça, um relógio, um relógio universal, que indica as horas em quase todas as localidades do mundo. Mas afinal questiono-me eu, qual a finalidade do relógio? Qual o propósito? Será mensurar as horas do mundo, ou indicar os pontos cardinais. Qual foi o intento dos criadores do relógio, dos caldeus que o elaboraram. Estarão as 12 horas a norte e as seis horas a sul? E porque é que então, quando marca as seis horas, o relógio encontra-se erecto em todos os seus ponteiros? Lembro-me nesta vaga de ideias vigorosas, o boneco do sinal verde da passagem de peões dos berlinenses. Quando verde, é um homem vigoroso, que eleva o falo no sentido do vigor, quando vermelho, evoca a paragem, a preguiça, evoca o homem crucificado. São os sinais berlinenses, são os sinais que observo com estes olhos, os sinais que capto.

Na praça maior, u
m paralelepípedo enorme, luminoso, um edifício que lembra algo bastante vigoroso. Na mesma praça contemplamos a torre da TV, ou rádio, ou algo similar. É uma estrutura bastante observada por paragens do norte, que evoca o vigor e a fertilidade que no subconsciente dos cidadãos traz-lhes algum conforto espiritual, alguma felicidade. Pois a felicidade provém exactamente disso. A felicidade, o bem-estar interior, provém do vigor latente. E nestas paragens onde anoitece cedo, e amanhece tarde, onde o frio é bastante, têm os boreais de conceber estes monumentos que se elevam nos céus, para fornecer aos seus cidadãos, aos Berlinenses o bem-estar e a felicidade tão procuradas pelo ser humano. Confesso que me inundou, que me deixei influenciar pelo seu magnetismo visual. Que me irradiou, tal monumento arquitectónico. Um cilindro cujo diâmetro se altera consoante a altura, e no extremo superior uma esfera. Não é a esfera a representação geométrica da perfeição?

Uma fonte na praça de Alexandre. Uma fonte circular com quinze folhas, quinze conchas aquáticas, que jorram água no exterior, e que vão jorrando água umas nas outras. Estranhei em qual dos sentidos circulares a águ
a fluía, a água percorria. Apercebi-me que o crescente em altitude é no sentido dos ponteiros do relógio, ou seja, o sentido caldaico, já a água, a água flui no sentido directo, percorrendo folha a folha, uma espiral de pequenas folhas, deveras maravilhosas. No topo, uma folha em forma de pentágono fornece a água primordial. Não era o pentágono a adoração pitagórica? A iniciação? Então nesta fonte em Berlim, encontro eu formas e correntes invisiveis peculiares e com bastante simbologia.
Uma fonte onde a água flui em espiral, e flui no sentido do exterior. E quão fortes são a minha imaginação e sentido de observação ao me aperceber de tudo isto, quando a fonte não jorrava água. Mas na mente, no espírito observava esta fonte em movimento contínuo, e por vezes os sonhos e a imaginação são mais fortes que as imagens que os olhos contemplam.

Uma praca alexandrina, enorme, majestosa, onde os transeuentes caminham ora depois de efectuarem certas aquisicões comerciais, ora depois de um dia de trabalho fatigante. Uma fonte, uma torre adoradora dos cúes, um paralelipipedo enorme, e um cubo comercial. Tudo formas reconfortantes no seu interior, tudo formas que me levam a pensar e refelctir sobre a cidade que visito.

Diz-me o teu nome, dir-te-ei quem és…


O nome, chamado, evocado, palavreado, mal educado, é pronunciado, por vezes soletrado. Sempre evocado quando chamamos alguém, quando desejamos que a pessoa em causa se aproxime ou tenha a nossa atenção. Eu vejo os donos dos animais de estimação darem nomes aos seus bicharocos, aos seus gatos, aos seus cães, sempre com o mesmo intuito; o da evocação singular. A cada som, um indivíduo, a cada sílaba um traço identificativo único. E houve em tempos um povo que criou a escrita, os hieróglifos, as ideias, os conceitos eram assim codificados em traços, linhas, arcos, pequenas representações que se assemelhavam com alguns elementos da Natureza. Não é de estranhar então que a letra V, seja a inicial para Vénus, pois o planeta vermelho voa nos céus e toma a forma de um V ao longo do ano terrestre. Por ser avermelhado e por traçar no seu percurso a forma de V, traços e formas que aos primordiais seres se assemelhava a algo tão patente nos seres do género feminino, ficou então o V a ser a letra efeminada. E o nome? Se o nome por certo já existiria como forma de distinção entre os indivíduos, com o advento da escrita surgiu o nome escrito. Pois a cada nome, a cada indivíduo, um traço, uma característica, uma semelhança com as naturais estruturas e formações geográficas, assim como semelhanças com os fenómenos astronómicos. O nome, a inicial do nome, aquela letra maiúscula que é sempre realçada nos artigos jornalísticos, como que o jornalista tivesse o intento de subtilmente afirmar que o artigo em causa daí em diante se rege maioritariamente por aquela letra maior, a maiúscula, inicial. O nome, di-mo-lo, e dir-te-ei quem sois, minha cara Eva, Ana, Bruna, Cátia, Diana, Zara, Sara, Vanessa e Vânia. O nome nomeado dir-me-á tudo, pois sempre que tu amável mulher fores chamada, sempre que o teu nome for evocado, tu enquanto alma pensante, enquanto ser, recordar-te-ás dos tempos de criança em que a afável progenitora pronunciava ternamente essa mesma estrutura de sílabas que unidas através de espaçamentos temporais quase indeléveis formam o teu nome pronunciado.
E com o advento da escrita, surgiu o Traço. Desde então o teu nome, tem forma, tem algo pictórico, tem uma representação visual. Com o advento da escrita o teu nome passou também a pertencer ao campo da visão, encheu mais um dos sentidos. E como será o meu nome no campo do tacto? Simples, temos o Braile! E como será o meu nome no campo do olfacto? Quero preencher mais este campo sensorial, e o do paladar?
Pois minha cara é por certo bem fácil evocares o teu nome no campo do olfacto. Se te chamares Eva, pegas simplesmente em três perfumes afamados cujas inicias têm as letras do teu nome.
Para escreveres Eva, pegas em 5 partes de Escada, em 4 partes de Versace e em 1 parte de Aramis e misturas tudo num boião odorífico. Tens então o teu nome escrito no campo do olfacto. Depois cede essa fragrância a todos aqueles que queres que te chamem. Fazer a distinção destes nomes, caberá apenas aos dotados do olfacto que distinguem o mais sublime odor, assim como o comum dos mortais distingue os nomes de António e Maria.
O nome, nome primário, os nomes das nascentes, o nome, que evoca a chamada ancestral, os nomes, a onomástica, a quantidade de nomes. Quanto maiores forem os nomes, será maior a virilidade. Como que engrandecido por tamanha quantidade antroponímica? Não, pois não me cabe usá-los, apenas escolhê-los para as diversas ocasiões, uma espécie de fato que se usa consoante a ocasião mais propícia. Mas nunca mostrar toda a indumentária que se guarda no guarda-fatos com o intento de mostrar os abastados tecido que somos capazes de deter. O nome grande é viril? Talvez, e é-lo escrito ou pronunciado? Creio que em ambas as formas. É que o tamanho á algo que, independentemente do senso em questão, tem sempre laços com primárias sensações.
O nome escrito, proscrito, evocado, renegado, diz-me muito sobre quem sois. Vejo os licenciados, os mestres e os doutores que colocam os títulos que prefixam os seus nomes, sempre com o subtil intuito de aumentarem a sua virilidade onomástica. Como retrata o romance do código DaVinci no que toca às medalhas das forças de segurança, quantas mais tiverem mais viris são os seus detentores aos olhos dos que as observam.
Pois Exmo. Senhor Professor Doutor Tó, tendes um prefixo enorme, mas por certo não evocas um nome pessoal imenso.
O nome, quando escrito, quando retratado dir-me-á tudo, mas o nome não é tudo e os homens não se medem aos palmos, nem sem medem com a quantidade de sílabas que os seus nomes contêm. Senão, os criadores, ou os aparentados que perfilharam os seres que nasceram tinham à partida o destino da criança ao lhe atribuírem um nome. Cabe então ao individuo a Escolha, escolher o nome para a ocasião, não me refiro a pseudónimos, a pseudo-nomes, mas sim ao nome próximo, ao nome da perfeição, ao nomes pelo qual o indivíduo se identifica, pois o nome de Baptismo é atribuído enquanto o ser é tão novo, sem capacidade intelectual para fazer a escolha moral, pessoal, em consciência, sendo o destino do ser atribuído aos aparentados. O nome de rebaptismo, é bem mais consciencioso.
O nome, nomeado, proclamado, evocado, diz-me tanto sobre ti, sobre mim. Até existe aquela ciência oculta que encaixa nomes, que dado o nome dela dirá qual o nome mais equilibrado para ele e vice-versa. É a numerologia dos sentidos associada ao nome, e maioritariamente associada aos seus dois sentidos, a audição e a visão.
Diz-me quem sois, e dir-te-ei como te chamas
Por isso, muitas mulheres voluptuosas e homens musculados optam por adicionar aos seus corpos mais um adereço que enaltece as suas personalidades, a tão afamada tatuagem. Mais formas pictóricas a adicionar, a representar, uma adenda mais específica e muito mais liberta que os caracteres dos alfabetos padronizados. Mas é bonito e interessante observar que a maioria das mulheres e jovens do sexo feminino quando pretendem fazer uma tatuagem, preferem-na em forma de V, na zona dorsal inferior, rebuscando assim a sua essência feminina original atrás referida. O V de Vénus, o planeta avermelhado, vermelho quente e vermelho paixão, a estrela da manhã que traça um V no horizonte ao longo do percurso da terra em torno do sol.
Mas a tatuagem é mais que isso, é o nome pictórico gravado no corpo, e como normalmente é feita já na idade adulta, é a identificação simbólica com algo que identifica o indivíduo, um traço, uma amante, um grupo, um sinal, uma época, uma mãe, um amigo, e por certo, consoante a parte do corpo onde for gravada diferente significado simbólico terá, é o nome gravado no corpo.
Diz-me o que escreveste,
Diz-me o que tatuas,
Quais os poros por onde suas
Desenha-me as tuas
Tatuagens Nuas
E dir-te-ei quem és…