A loira eslava da rubra bandeira
incute-me o fervor, a lascívia e a paixão
o excelso coito, o deboche e a tesão
e do Amor exogâmico, germinamos a cimeira
Observo-a nua, pérfida e inteira
Nesta ímpia fêmea faço a fusão
Procriamos um ente, um império, a Nação
Furo-a e degusto-a à minha maneira
Perdoai-me Senhor por este desejo iníquo
As eslavas são o arquétipo da mulher
Este luso-semita escreve este verso profícuo
Onde a libido e o sangue plasmam o caracter
E com o meu falo espetado, erecto e oblíquo
Penetro e rasgo o corpo da eslava que me quiser
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A Matriz anglo-saxónica
Publicada por Aónio Eliphis
Rezam lendas e vontades
que no solstício de verão
abraçareis o teu irmão
e criareis as Irmandades
E as contrariedades
Eliminai-as do coração
com Amor e com Perdão
tais como as cristandades
Quem sois vós nobre Poeta?
Sois Portugal e quem vos fez
Sois o que escreve, sois o profeta
Sois os tempos, o ano e o mês
Sois aquele que com a espada espeta
o peito do vil mação Inglês
A América é o terror
Os seus líderes sanguinários
só provocam os calvários
a quem só ora o verso Amor
A Maquiavel fazem louvor
Deste monstro são partidários
Do terror são eles sectários
incutindo nos pueris a dor
A tortura está presente
nos lacaios que não sentem
Está-lhes no inconsciente
Eles juram, matam e mentem
Comandados pela serpente
Eles não pensam, nem dissentem
que no solstício de verão
abraçareis o teu irmão
e criareis as Irmandades
E as contrariedades
Eliminai-as do coração
com Amor e com Perdão
tais como as cristandades
Quem sois vós nobre Poeta?
Sois Portugal e quem vos fez
Sois o que escreve, sois o profeta
Sois os tempos, o ano e o mês
Sois aquele que com a espada espeta
o peito do vil mação Inglês
A América é o terror
Os seus líderes sanguinários
só provocam os calvários
a quem só ora o verso Amor
A Maquiavel fazem louvor
Deste monstro são partidários
Do terror são eles sectários
incutindo nos pueris a dor
A tortura está presente
nos lacaios que não sentem
Está-lhes no inconsciente
Eles juram, matam e mentem
Comandados pela serpente
Eles não pensam, nem dissentem
A neerlandesa
Publicada por João Pimentel Ferreira
Caminhais neerlandesa entre os ciprestes
procurais a verdade e a virtude
buscais a razão pura e o amor salubre
num Inverno com árduos ventos agrestes
Criastes na Europa os grandes Mestres
e à força das águas graves és imune
julgastes os criminosos amiúde
na Haia, cujos déspotas não temestes
Doce neerlandesa, deusa loira
Incuti-me o pecado e a luxúria
Contrastais com a fadista moira
és o ícone sacro da candura
sois bela, sois a dama quem doira
o meu ego, que em vós revê a ternura
procurais a verdade e a virtude
buscais a razão pura e o amor salubre
num Inverno com árduos ventos agrestes
Criastes na Europa os grandes Mestres
e à força das águas graves és imune
julgastes os criminosos amiúde
na Haia, cujos déspotas não temestes
Doce neerlandesa, deusa loira
Incuti-me o pecado e a luxúria
Contrastais com a fadista moira
és o ícone sacro da candura
sois bela, sois a dama quem doira
o meu ego, que em vós revê a ternura
As géneses protestatórias do Egito
Publicada por João Pimentel Ferreira
Egípcio, és um mero lacaio,
És um subordinado dos titãs
Que querem destronar os imãs
que te regem, desde há séculos no Cairo
Egípcio queres o teu Maio?
Queres ver indignas tuas irmãs?
Queres torná-las mulheres maçãs?
Não! De Lisboa eu não saio!
São os déspotas do novo mundo
que te fazem Egípcio crer!
Mas o seu mundo é tão imundo
É um mundo que não queres ser
Protestas na rua furibundo
para ao vil mação dares o poder!
És um subordinado dos titãs
Que querem destronar os imãs
que te regem, desde há séculos no Cairo
Egípcio queres o teu Maio?
Queres ver indignas tuas irmãs?
Queres torná-las mulheres maçãs?
Não! De Lisboa eu não saio!
São os déspotas do novo mundo
que te fazem Egípcio crer!
Mas o seu mundo é tão imundo
É um mundo que não queres ser
Protestas na rua furibundo
para ao vil mação dares o poder!
O império mação
Publicada por João Pimentel Ferreira
Explodem bombas no Iraque
Há mortes no Afeganistão
O general executou o ataque
em nome do império mação
A estátua ergue a destra mão
e com a outra, perpetra o saque
Não há ninguém que a mate?
Liberdade? Ou castração?
Não se crê que o império seja cristão
pois incute nos livres-homens a masmorra
É o império árduo, e cru da razão
É o império de Sodoma e Gomorra
É o império do bárbaro e do vilão
e o Novo Cristo fará, com que o seu líder morra.
Aónio Eliphis
Há mortes no Afeganistão
O general executou o ataque
em nome do império mação
A estátua ergue a destra mão
e com a outra, perpetra o saque
Não há ninguém que a mate?
Liberdade? Ou castração?
Não se crê que o império seja cristãopois incute nos livres-homens a masmorra
É o império árduo, e cru da razão
É o império de Sodoma e Gomorra
É o império do bárbaro e do vilão
e o Novo Cristo fará, com que o seu líder morra.
Aónio Eliphis
O Poeta do Olimpo
Publicada por João Pimentel Ferreira
![]() |
| O Poeta por Zita Madeira |
em que os homens me instigaram
Vénus, Afrodite provocaram
em Psique, em Eros o Prazer
Venha quem Zeus quiser
Pois os deuses emanaram
os espíritos que amaram
a literata e excelsa Mulher
Sou cristão monoteísta
Fui em tempos exogâmico
Escrevo os versos do fadista
que à mulher é espontâneo
Sou o amante altruísta
Poeta e Galã em simultâneo
Aónio Eliphis
À casta e sensual Lúcia
Publicada por João Pimentel Ferreira
Sois Lúcia, nome de casta santa beatificada
Amar-vos-ei, minha mulher, para a eternidade
quando o nosso matrimónio, celebra a trindade
Sois bela, voluptuosa, exuberante e a mais amada
E os abraços que trocávamos, na madrugada
Cheios de paixão fogosa e mutualidade
do primeiro beijo, que nos remete, para a saudade
Sempre fostes a ansiada, e a desejada
Sou José, o pai biológico do Messias
Sois Lúcia, a nobre mulher mais formosa
Por ti venço batalhas, titãs e até Golias
Por ti executo a acção mais dura e mais honrosa
Amo-te Lúcia, em nossas sacras eucaristias
Das Mulheres, és Afrodite, a eleita, a mais briosa.
José Pinto Camargo
Davi e Golias
Publicada por João Pimentel Ferreira
A besta soltar-se-ia
na efeméride milenar
e no auspício lunar
o Profeta surgiria
Ridicularizar-no-iam
E no auge solar
propalando o verbo amar
a sacra batalha venceria
Relembremo-nos de Davi
Como venceu Golias
Vejam os homens o que eu vi!
Ó grão-vil quem tu ferias
lembrar-se-á de mim,
Sou Cristão nas Mourarias
na efeméride milenar
e no auspício lunar
o Profeta surgiria
Ridicularizar-no-iam
E no auge solar
propalando o verbo amar
a sacra batalha venceria
Relembremo-nos de Davi
Como venceu Golias
Vejam os homens o que eu vi!
Ó grão-vil quem tu ferias
lembrar-se-á de mim,
Sou Cristão nas Mourarias
Duas Torres
Publicada por João Pimentel Ferreira
As duas austeras torres ruíram
a mando da ímpia secreta ordem
causando o horror e a desordem
E os fiéis do Islão, eles puniram
Os generais do império agiram
com bombas, mísseis e desdém
contra todo aquele que a Fé tem
e o Afeganistão invadiram
Um acto de auto-flagelo
para que todos os observassem
queriam servir de modelo
para os párias que passassem
Tornaram-se num pesadelo
Para os livres Homens que indagassem.
a mando da ímpia secreta ordem
causando o horror e a desordem
E os fiéis do Islão, eles puniram
Os generais do império agiram
com bombas, mísseis e desdém
contra todo aquele que a Fé tem
e o Afeganistão invadiram
Um acto de auto-flagelo
para que todos os observassem
queriam servir de modelo
para os párias que passassem
Tornaram-se num pesadelo
Para os livres Homens que indagassem.
Força libertária
Publicada por João Pimentel Ferreira
Instigam os homens à clausura
ao terror, ao ódio e à chacina
Há mil anos escreveu Deus a minha sina
“Destronarás o titã da ditadura”
Incutem-me a folia e a loucura
Presentearam-me com uma menina
que muito amo, moça tão fina
Não cumpro os pactos da diabrura
Libertarei os povos do Cosmos
As algemas serão cortadas
Os Baptismos por mares mornos
Pelas minhas mãos consagradas
Vinde ricos, vinde pobres
Encontrareis as alvoradas
Filipe Pimentel
O sacramento pornocrático
Publicada por João Pimentel Ferreira
Encetaram todas elas o rito
ao invejarem o macho fecundo:
um homem nobre, são, moribundo
que as fez vociferar bem alto o grito!
“Morte! Morte! Matai o mito!”
Propalavam elas com ódio profundo
ao pária sem pátria, ao homem do mundo
“Regeremos nós, até ao infinito”
Acedeu-lhes à súplica o grão-vil,
ciente do suplício do galã
“Regerei por muitos anos. Sejam mil!”
“Não se nega este rogo à mulher maçã”
E num ímpio concílio, em secreto canil
decretou-lhe a morte, o imundo titã.
ao invejarem o macho fecundo:
um homem nobre, são, moribundo
que as fez vociferar bem alto o grito!
“Morte! Morte! Matai o mito!”
Propalavam elas com ódio profundo
ao pária sem pátria, ao homem do mundo
“Regeremos nós, até ao infinito”
Acedeu-lhes à súplica o grão-vil,
ciente do suplício do galã
“Regerei por muitos anos. Sejam mil!”
“Não se nega este rogo à mulher maçã”
E num ímpio concílio, em secreto canil
decretou-lhe a morte, o imundo titã.
Daliana vai à fonte
Publicada por João Pimentel Ferreira
Daliana vai à fonte
Vai esbelta e seduzível
Que seja virgem, ainda é crível!
Não há galã que a monte
Vai briosa no horizonte
Beleza indescritível
Dama casta e sensível
Um lobo vil vê-a defronte
Uiva de tamanha ventura
Fica a dama estarrecida
Demonstra o lobo uma doçura
Não teme a dama pela vida
Revela o lobo uma lisura
Foi Daliana convencida!
Aónio Eliphis
Vai esbelta e seduzível
Que seja virgem, ainda é crível!
Não há galã que a monte
Vai briosa no horizonte
Beleza indescritível
Dama casta e sensível
Um lobo vil vê-a defronte
Uiva de tamanha ventura
Fica a dama estarrecida
Demonstra o lobo uma doçura
Não teme a dama pela vida
Revela o lobo uma lisura
Foi Daliana convencida!
Aónio Eliphis
Inundação lexicográfica amorosa
Publicada por João Pimentel Ferreira
Inundam-me os verbetes
do léxico lusitano
Filólogo puritano
Das palavras, um banquete
Do ‘S’, a serpente
O ‘M’ de mundano
O ‘P’ de profano
Agarro o transcendente
Nádia, como te amo
Sou um homem passional
Sou terno, sou tirano
Índole desigual
Contigo sou unígamo
Casal sacramental.
do léxico lusitano
Filólogo puritano
Das palavras, um banquete
Do ‘S’, a serpente
O ‘M’ de mundano
O ‘P’ de profano
Agarro o transcendente
Nádia, como te amo
Sou um homem passional
Sou terno, sou tirano
Índole desigual
Contigo sou unígamo
Casal sacramental.
Poetisas escaldantes
Publicada por João Pimentel Ferreira
Escaldantes mulheres que vejo
Bons peitos e boas nádegas
Penetrações culminadas
em ímpetos sobejos
Nos lábios dou os beijos
Nas coxas, palmadas
Entre as pernas iluminadas
O templo dos desejos
Fui Bocage, já não sou
Sou Pessoa no Martinho
Florbela caminhou
na minha alma de menino
O mundo comigo mudou
Aspirjo o poético hino
Aónio Eliphis
Bons peitos e boas nádegas
Penetrações culminadas
em ímpetos sobejos
Nos lábios dou os beijos
Nas coxas, palmadas
Entre as pernas iluminadas
O templo dos desejos
Fui Bocage, já não sou
Sou Pessoa no Martinho
Florbela caminhou
na minha alma de menino
O mundo comigo mudou
Aspirjo o poético hino
Aónio Eliphis
Louva-a-deus
Publicada por João Pimentel Ferreira
No mundo dos plebeus
sou um eco transcendente
sou um laico, sou um crente
sou o Rei dos Fariseus
Sou aquele que ama Deus
Tenho-O constantemente
na minha alma, na minha mente
E até os amo, aos ateus.
Mas só Ele é o meu Amo
Só a Ele eu obedeço
Com Ele eu proclamo
a Palavra do apreço
e derroto o tirano
e assim, engrandeço!
Aónio Eliphis
sou um eco transcendente
sou um laico, sou um crente
sou o Rei dos Fariseus
Sou aquele que ama Deus
Tenho-O constantemente
na minha alma, na minha mente
E até os amo, aos ateus.
Mas só Ele é o meu Amo
Só a Ele eu obedeço
Com Ele eu proclamo
a Palavra do apreço
e derroto o tirano
e assim, engrandeço!
Aónio Eliphis
Oratória premonitória
Publicada por João Pimentel Ferreira
Evoquem deuses e lendas
reptos, profetas e mitos
os cânones dos infinitos
as magnas sacras agendas
Criai no Império as fendas
que causem nos incrédulos, os gritos
Salvai da agonia, os aflitos
nas sangrentas e eternas contendas
Destronai o seu Grão-Mestre
Trespassai-o com o Punhal
Erradicai esta peste
Erguei o hino sacral
E o império que temeste
ruirá na batalha final
Profecia de Filipe Lopes Pimentel
reptos, profetas e mitos
os cânones dos infinitos
as magnas sacras agendas
Criai no Império as fendas
que causem nos incrédulos, os gritos
Salvai da agonia, os aflitos
nas sangrentas e eternas contendas
Destronai o seu Grão-Mestre
Trespassai-o com o Punhal
Erradicai esta peste
Erguei o hino sacral
E o império que temeste
ruirá na batalha final
Profecia de Filipe Lopes Pimentel
O uivo ululante da Liberdade…
Publicada por João Pimentel Ferreira
Os homens que inspiram o grito
de libertação dos povos do infinito
Premonitório, sou um perito
que reaviva as lendas do mito
Onde os povos se libertam da clausura
Onde observo a formosa formosura
da minha doce Nádia, que lisura
O império do mal perpetra a tortura
Evoquemos a libertação
Esse desejo premente
Ergamos a destra mão
Gritemos ardentemente
Aclamai a Lusa nação
Benzei o incauto descrente
Escrito por
Filipe Oliveira Lopes
à hora de almoço no dia do Senhor de 16/09/2010
de libertação dos povos do infinito
Premonitório, sou um perito
que reaviva as lendas do mito
Onde os povos se libertam da clausura
Onde observo a formosa formosura
da minha doce Nádia, que lisura
O império do mal perpetra a tortura
Evoquemos a libertação
Esse desejo premente
Ergamos a destra mão
Gritemos ardentemente
Aclamai a Lusa nação
Benzei o incauto descrente
Escrito por
Filipe Oliveira Lopes
à hora de almoço no dia do Senhor de 16/09/2010
Que o nosso Amor nunca feneça...
Publicada por João Pimentel Ferreira
Nos tempos imemoráveis presentes
onde as moças se mostram desnudas
amo os seios, e as pernas nuas.
Amamo-nos nos desejos prementes
Rimo-nos, olhamo-nos contentes
sob a luz destas erógenas luas
nestas coxas, que são minhas e tuas
observamo-nos sorridentes
Escrevo os escritos do pudor
A mão esquerda, colhe a cabeça
A direita escreve com fervor
o que anseio que a minha amada peça
Amo-te tanto Nádia, meu Amor
e que o nosso amor, nunca feneça…
João Pimentel Ferreira
onde as moças se mostram desnudas
amo os seios, e as pernas nuas.
Amamo-nos nos desejos prementes
Rimo-nos, olhamo-nos contentes
sob a luz destas erógenas luas
nestas coxas, que são minhas e tuas
observamo-nos sorridentes
Escrevo os escritos do pudor
A mão esquerda, colhe a cabeça
A direita escreve com fervor
o que anseio que a minha amada peça
Amo-te tanto Nádia, meu Amor
e que o nosso amor, nunca feneça…
João Pimentel Ferreira
O navegante
Publicada por João Pimentel Ferreira
Onde os Infantes perscrutam o mar ao fundo
Navegam caravelas pelos mares do sul
Navegantes e astrolábios, circundam o mundo
Trespasso as rotas de um homem moribundo
Constranjo-me nas planícies de árduo paul
Dou o cosmos, recebo o Amor, o Amor fecundo
pária sem pátria, sou um pária êxul
Nas rotas cibernéticas, a loucura
Vejo os sinais que fluem no cobre
A fibra óptica que tange a lonjura
O digital, o sinal nobre
Vede o Infante, sua magna feitura
Não para quem quer, mas para quem pode
Mas ele quis que os Ventos se abrissem
Que as Caravelas pelos mares fluíssem
Que a Cruz de Cristo se mostrasse ao vento
E que os indígenas a guardassem, no pensamento.
A Inês de Castro
Publicada por João Pimentel Ferreira
Entre os versos desta Inês
que em Alcobaça jaz descansada
Foi D. Pedro que a tornou vingada
nos murmúrios de um amor a três
Pois Castro, casta se fez
E D. Pedro no leito da amada
Tornou Inês embaraçada
Embaraçou o Reino Português
E em Coimbra, o sanguinário punhal
a mando de Afonso IV, o bravo
Qual bravura!? Matar dama sem igual
Mas D. Pedro, o Cru, cravou o cravo
sob a égide de uma raiva abissal
que me inspira nos versos que gravo.
E nas efemérides versais da História
Depois de cruelmente assassinada
Foi D. Inês enobrecida, foi coroada
Para que o Povo a traga na memória
E D. Pedro para magna glória
Para repouso da sua amada
em Alcobaça, bem afamada
deslindou a sacra convocatória
Beijai a mão da Rainha!
É El-Rei que vos ordena
Vede em Santarém a chacina
Da raiva de um rei que não tolera
Beijai a mão desta menina
Ordens d’El-Rei, que desespera
E depois de Pedro fenecido
às mãos do divino Criador
Vingada a raiva, e o seu fervor
E o seu magno túmulo construído
Inês encontra o seu marido
El-Rei D. Pedro, seu Senhor
na última morada do Amor
No mosteiro pelos monges erigido
Amam-se os dois, fronte a fronte
Sobre a cruz latina do mosteiro
Chorou o Povo, construo a ponte
da História Lusa do desejo
e que nutra a erógena fonte
da dócil Nádia, que amo e cortejo.
que em Alcobaça jaz descansada
Foi D. Pedro que a tornou vingada
nos murmúrios de um amor a três
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| Ana Moreira enquanto Inês de Castro por Luís Filipe Coito |
E D. Pedro no leito da amada
Tornou Inês embaraçada
Embaraçou o Reino Português
E em Coimbra, o sanguinário punhal
a mando de Afonso IV, o bravo
Qual bravura!? Matar dama sem igual
Mas D. Pedro, o Cru, cravou o cravo
sob a égide de uma raiva abissal
que me inspira nos versos que gravo.
E nas efemérides versais da História
Depois de cruelmente assassinada
Foi D. Inês enobrecida, foi coroada
Para que o Povo a traga na memória
E D. Pedro para magna glória
Para repouso da sua amada
em Alcobaça, bem afamada
deslindou a sacra convocatória
Beijai a mão da Rainha!
É El-Rei que vos ordena
Vede em Santarém a chacina
Da raiva de um rei que não tolera
Beijai a mão desta menina
Ordens d’El-Rei, que desespera
E depois de Pedro fenecido
às mãos do divino Criador
Vingada a raiva, e o seu fervor
E o seu magno túmulo construído
Inês encontra o seu marido
El-Rei D. Pedro, seu Senhor
na última morada do Amor
No mosteiro pelos monges erigido
Amam-se os dois, fronte a fronte
Sobre a cruz latina do mosteiro
Chorou o Povo, construo a ponte
da História Lusa do desejo
e que nutra a erógena fonte
da dócil Nádia, que amo e cortejo.
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