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O Cruzado do Amor




Visto as penas da saudade
Visto as penas da amargura
Dispo-me da sobriedade
Lavo as mágoas da lonjura

Corro pela tenra idade
Das manhãs desta ternura
Onde se evoca a trindade
Dos lânguidos seios da doçura

Amo as ninfas do desejo
Amo a Nádia a minha amada
Sou o mestre do ensejo

O Infante da alvorada
João o Grande, sou sobejo
Sou o Islão, sou a Cruzada

A decadência do Império




Roma foi a capital do meu império
Roma é algo que não esqueci
Roma faz parte do pretérito
Roma escolheu o caminho que não escolhi

Roma ao contrário é Amor
Roma faz parte do passado
Roma deu-me prazer, dá-me dor
Roma deixou-me o espírito fustigado

Sem Roma instalou-se-me o caos no mundo
Sem Roma o império desmoronou-se
Sem Roma o civilizado foi ao fundo
Sem Roma o Bárbaro elevou-se

E eu sublimo Roma, porque a amei
E eu escrevo Roma, porque eu sei
Que se a escrever fico calmo
E não procuro nenhum alvo
Para largar a minha fúria
Por ter sofrido tal injúria

E o meu Nero incendeia Roma no tempo
Para que se perca nos horizontes da memória
Mas a mágoa não se apaga com o vento.
Nova Era vem, Roma passa à história

Dirijo-me aos caminhos do contemporâneo
De Roma, resta-me o desejo momentâneo
Mas prossigo, vivo o dia de cada vez
Elevo o falo, a virilidade e o três
Coloco os chifres, e elevo a altivez
Penetro em rias, abro o canal do Suez

Prossigo, sigo e caminho
Adoro a vida, é este o meu hino
Se esta me despreza
Sou eu quem a eleva

É que de Roma, restam ruínas
Preceitos antigos, Deusas femininas
Vénus e Baco, bacanais fecundos
E se Roma conquistou os mundos

Apenas restam parcos escritos
Pilares, templos e mitos
A Cristandade sucedeu
quando Roma pereceu

E se a Eslava, proveniente do Oriente
me ornamentou com os chifres
hirtos, longos e fixes
apenas pronunciou, o império decadente

Eu prossigo, mantenho a vida e a altivez

Porque a vida é só Uma
E a História é una



Ignea Aqua


O primeiro gole arranha
O segundo gole assanha

O terceiro aquece
O quarto endoidece
O quinto entristece
Já o sexto enobrece

O sétimo é proibido
Ao oitavo é o alarido
O nono é divino
Ao décimo canta-se o hino

O hino da ebriedade
O hino da loucura
Arrebata-se a formosura
Evocamos a saudade

Questionamos os princípios
Evocamos a paixão
Damos os abraços ímpios
Nutrimo-nos de tesão

É assim o suco, da loucura
A água, que é ardente
Torna o clérigo, um descrente
Torna a casta, uma impura


_
Escrito à mão numa noite ébria pelo bairro enquanto passeava com a minha musa e adorada Nádia

O Reino divino do amor sedento



Preciso de ti, como o mamífero da mama
como o carnívoro precisa da carne,
És o astro fogoso que arde
No leito comum, na divina cama

És o fogo nu que arde com chama
Sou o réptil, o insecto, a ave
Que te toca, que suga o teu néctar suave
És a flora, sou a fauna, que o Criador ama

Careço-te, como o peixe das águas
Como o salmão, do topo das rias
Necessito-te, para abolir as mágoas

Dos tempos vividos, por terras frias
És a terna ternura, as ardentes fráguas
Em Vénus e Afrodite é que tu te revias.



Soneto tecido à mão num café urbano pelo parque das nações cujo nome traduzido para a língua camoniana significa "Eu e tu"

Dedicado à doce Nádia

A Eslava divina da carne


Minhas caras e divinas donzelas
Como vos amo, nesta sofreguidão
Belas pernas, e em Frielas
Longínqua cidade: A solidão

Porque me frusta a ansiedade?
Porque se anseia a metafísica
Ter-te-ei, é a saudade
Minha dama, paixão idílica

Belas coxas, em que me perderei
Que contornos, que não alcanço
Toco-te e já não sei
Se sonho, ou se descanso

Incultas divas da carne
dos prazeres das eslavas fecundas
O ódio, a razão, são parte
das sensações mais imundas

Pois amo-vos com fatídico desejo
Checas, Polacas, Romenas
Tal a vida, é o meu ensejo
Anseio porém, mulheres amenas

Escrevo sem saber quem sou
Não conheço quem sou eu
Sou o poeta que perdurou
Através do escuro, através do breu

Minha cara amante, como és bela
como anseio o prazer do veludo
do teu corpo, tal Cinderela
contemplo-te inquieto e mudo

Atrair-me por carnais tensões
Por espiritual e sanguinário desejo
A música eleva os corações
Amar-te-ei eternamente: Prevejo

As dores das minhas palmas
dos cotovelos e ombros recalcados
Recalcam as sofridas almas
Por palmas de pés pisados

A caneta desliza soberbamente
Através de virgem e imaculada
Folha de papel, que solenemente
se entrega herege e desregrada

Entrega-se à tinta e seu sabor
Entrega-se aos versos que lhe dedico
Saboreia-se com o seu teor
Desvirtua-se, qual velho rico!

A imaculada e virginal folha
entrega-se sem oferecer luta
Tal como qualquer trolha
se delicia em escaldante puta


Questiono-me sobre a fonte inspiratória que deu a génese a estes versos, esta composição composta por diversas quadras, por certo lembro-me que ao tecer estes versos estava deitado na cama a descansar, no prelúdio febril de uma noite por dormir, e imaginava diversas e intensas sensações primordiais. Tecia estes versos com uma caneta num bloco de notas, e imaginava pedreiros-livres a observarem-me e a deliciarem-se com os meus textos empolgantes e libidinosos. Bem sei que tais seres se deliciam em festins privados com musas carnais, e eu fazia apenas uma pequena ironia literária e poética a tais aforismos que julgava como certos dos rituais libidinosos das sociedades secretas. As Eslavas, não sei ao certo se devido às similaridades silábicas nas línguas latinas e germânicas com as escravas, sempre me incutiram uma atracção inconsciente à qual nunca consegui encontrar uma raiz para tais ímpetos da libido em relação às divas do leste europeu. Mas sei-lo desde novo que os seus traços faciais degeneram no meu sangue sensações fervorosas e eruptivas que não consigo descrever. As Eslavas são atraentes, belas, alvas, astutas, inteligentes, mas confesso que depois de conhecer algumas, demonstraram ser um tanto frígidas, talvez devido às condições adversas do clima que desde há milénios têm de suportar. Por vezes a cultura das Eslavas torna-as um pouco egocêntricas, a tanger o egoísmo. Mas as suas qualidades físicas e intelectuais diria que superam qualquer mulher universal. No entanto creio que têm algumas carências morais no que concerne ao altruísmo, caridade e dedicação ao próximo. Refiro a cidadela de Frielas pois procurava eu encontrar no país onde nasci, uma beldade lusitana que me relembrasse os tempos onde contemplei alvas e esbeltas mulheres por paragens eslavas e boreais, peles cândidas e faces divinais, mas que tais dotes físicos e intelectuais fossem complementados com qualidades altruístas, caridosas, fervorosas, carinhosas e ternas das mulheres latinas. Aponto eu a ternura e o carinho como as grandes carências do foro sentimental das mulheres Eslavas. Tais qualidades, são muito mais profícuas nas deidades do sul. Pois Frielas é a cidadela onde procuro o equilíbrio. Uma fria localidade no quente país onde nasci. Encontrei e bela e formosa Nádia, com nome eslavo, traços corporais de uma eslava, traços faciais de uma latina, terna e carinhosa, qualidades sentimentais proeminentes nas mulheres austrais. A elaboração destes escritos forma em si mesma, um prelúdio do enlace afectivo que estabeleci com a bela e adorada Nádia.

À musa de Lisboa



Sendo eu um poeta de Lisboa
Porque é parca, a minha rima?
Fluxo inspiratório: A concubina
que observo, e me atordoa

Camões, Bocage e Pessoa
Poetas da génese, feminina
Contemplo a face mais divina
que me inspira, e me afeiçoa

Observo os traços magicais
Sublimes gestos, com que suspiro
Hirtos seios divinais

Douto Poeta, mero indivíduo
Nádegas fenomenais
Dedico-lhe este soberbo hino


À cândida e voluptuosa framboesa


Minha Nádia, minha doce Princesa
perco-me nos teus braços
envolvo-me em teus abraços
Saboreio-te, adocicada framboesa

Elevo-te, na mais alta nobreza
Apaixono-me pelos teus traços
faciais, damos os sublimes laços
És quem me renega a tristeza

Lábios voluptuosos
A face é carnuda
Seios mais formosos

A tua pele é de uma alvura
Castanhos olhos libidinosos
És o exemplo clássico da candura

Um pentagrama sonetial dedicado à doce Nádia


Queria abraçar o mundo
Perder-me em azuis contornos
Navegar por mares mornos
Ir até ao vulcão mais fundo

Quero nadar no rio imundo
Embelezar-te com flores, adornos
Aterrorizar-me com os campos e fornos
do holocausto. Sou o ser profundo

Quero observar-te feliz
Quero ver-te reluzir
Dou o Mundo, se te ris

Quero a mágoa abolir
O Sabor Soror Senil eu fiz
de te Amar e de me vir



Vou ao Mundo e já não venho

Trilho os passos da paixão
de te olhar o coração
Vê o Mundo e seu tamanho

Tomamos o Sagrado Banho
nas águas da imensidão
e os Versos de eleição
São os que segredo, se me acanho

Escrevo os termos floreados
e atravesso o nevoeiro
Somos dois enamorados

Sou o jugo, o primeiro
Somos os dois mais amados
És a Ordem e o Carneiro



Deste Rio que em Janeiro

no sul é fogo e é quente
em que peca o homem crente
É este mês assim primeiro

Serei eu o pioneiro?
Serás tu a dama ardente?
Neste caldo infernal fervente
Ou serei um arruaceiro?

Quem és tu terna amada?
És aquela a quem segredo
És a amiga enamorada

A que me afasta este medo
A sereia enseada
És a Cruz Crescente: O Credo.



O toque das tuas mãos
adorna-me a pele carente
E este corpo que não mente
prende-se em desejos vãos

São os teus beijos sãos
que me dão a serenidade
A pacífica salubridade
Somos apenas dois irmãos

E até que a morte nos separe
Ter-te-ei a meu lado
Quero o Mundo, a Saudade

Renego assim o atroz fado
És a janela que se abre
Para a Liberdade no austral cabo.



E se a Áustria é Setentrional

tem a beldade dos hiperbóreos
da beleza dos Germanos olhos
És tu Nádia o sul astral

És quem renega o breu fatal
És a Germana dos corpóreos
sentidos que procuro, és os flóreos
sentimentos, és a Intemporal

És a latina escaldante
És a africana sorridente
És a Moura, és a amante

És a germana bela e ardente
És a América, livre e gigante
És a sina: O Oriente

To the bright Marisol


You said: Sea and Sun,
which evidentially mean,
just Joy and Fun.
That’s what I’ve seen.


On an obscure street
You brightened, “Marisol”,
I appreciated to meet,
the maid, who’s inflamed my soul

and flooded my spirit.
God is already aware
that I’m a strong critic
and not many times fair

when it concerns girls,
but so sure as my death
and so rare as pearls
I dread not any threat

from any jealous king
who trod on your foot.
I don’t know anything
which could mat your shoot.

A stunning islander
whom I have venerated
and for anyone’s banner
this poem I’ve created.


A sonnet to Agnes


I would like to be sure
about my inner feelings
To interpret their meanings
So painful, though so pure

Your smile is my cure
and for all human beings
and above all their sayings
there's a goddess, it's for sure

A shining golden hair
which irradiates this darkness
named Agnes who I care

and I had her as my guest
I ignore if she's aware
of her immense sharpness

Em Ponte de Sor


Em tempos foi construída a ponte
sobre o rio, doce, pacato: o Sor
que me lava as mágoas do amor
e que me refresca a morena fronte

Bebo as águas de uma fonte
que me inunda o ego de ardor
que me cura, que sara a dor
perscruto a paz no horizonte

Teço as teias de ternura
do leito que nos envolve
amo a dócil amargura

da teia que nos acolhe
bela mulher, que formosura
que o meu frágil corpo colhe

Às doze pétalas da doce Flor


Dócil Flor
És quem me adoça a alma
O meu espírito, na palma
Da tua alva mão
Flor do Sol radiante
Flor do Homem, ser pensante
Flor do meu coração

Flor do Mundo
Flor do desejo e delírio
Que rejeita o martírio
Da crua solidão
Bela Flor
Flor da virilidade
Minha Flor de tenra idade
Flor da minha paixão

Vejo-te a face
Contemplo o azul do mar
No teu corpo o luar
De um bosque verdejante
Dócil Flor
Minha Flor adorada
Minha amada, desejada
És a minha terna amante

Flor do campo
Observo-te a face e os traços
Damos as mãos e os laços
de uma bela união
Flor do Cosmos
Dos mares quentes e mornos
Bela Flor de João

Loiros cabelos
Corpos estendidos no campo
Observar o teu encanto
De um belo alvo Amor
Minha doce mulher
Minha deusa do Universo
Sentir este ego imerso
Da mais pura doce Flor

Sou livre
Sou Mouro, sou Judeu
Sou homem indo-europeu
És a minha orquídea da China
Sou budista
Sou Poeta, sou cristão
Venero a Tora, o Alcorão
És a minha doce menina

Louvo o três
Louvo as pirâmides de Gizé
Louvo as estruturas de pé
És a minha Flor campestre
Louvo a Deus
Louvo-te o corpo e os peitos
Somos os dois mais eleitos
És a minha Flor do Leste

Sou Português
Sou Brasileiro, sou Espanhol
Sou Russo, sou Mongol
És a mulher Universal
Sou das Américas
Do Equador, sou Mexicano
Sou índio Americano
Dos mares do Norte, és o Sal

Sou de Gales
Sou dos trópicos, sou Japonês
Sou iniciado Escocês
És a minha doce Flor
Sou do Árctico
Sou cavaleiro Islandês
Sou nobre Português
Nutro por ti, terno Amor

Sou Germano
Sou pianista Austríaco
Sou um belo ser idílico
És a mais pura candura
Sou da China
Sou Dinamarquês, sou Mouro
Sou negro, moreno e louro
No teu corpo a formosura.

Sou Cingalês
Na Argentina, Canadiano
Em Timor, Australiano
És quem me adoça a boca
Sou do Báltico
Nos trópicos sou hiper-bóreo
No Árctico, um beijo flóreo
Dois corpos na noite louca

Sou Polaco
Sou homem douto da Hungria
Sou a terra quente e fria
Sou eu que te desejo
Em Barcelona, Madrileno
Sou o Danúbio no Meno
És as águas cândidas do Tejo

Sou da Europa
Sou filósofo Alemão
Sou Inglês, sou Mação
És a Flor de jasmim
Em Meca sou Muçulmano
Venero Ala, meu amo
És a Flor do meu jardim

Venho de África
Em Estocolmo, sou Ruandês
No Bótnia, vejo o Suez
O teu corpo no meu jardim
Em Roma, sou Romeno
No Douro, vejo o Reno
Dir-te-ei sempre que sim

Sou homem-livre
No Congo, sou Francês
Venero o dois e o três
És a minha dócil luxúria
Em Oslo, Jamaicano
Em Helsínquia, sou puritano
És quem me renega a penúria

Sou profano
Venero a estrela de David
Sou hebreu, sou Nazi
És o meu doce pecado
Adorei a suástica
A doutrina eclesiástica
Sou o teu namorado

Sou Pacífico
Em Tóquio sou de Quioto
Sou um samurai louco
És a minha dócil gueixa
Americano
No Paquistão, sou hindu
Contemplo-te o corpo nu
És a amante que não se queixa

Sou do Laos
No Brasil, sou Vietnamita
No Cáucaso, sou Semita
És a mais bela linda Flor
És o Cosmos
Sou as estrelas e os planetas
Sou os astros e os cometas
És o meu grande Amor

Chica Guapa
Mi amada, como te quiero
Te veo cuando los ojos cierro
Eres mi gran amor
Mi princesa
Mí adorada y venerada
Estás de mi enamorada
Eres la luz y el color

Sou mulato
Sou Guineense na Gronelândia
Sou Lapão, na Mauritânia
És a minha índia da selva
Adoro-te
No Vaticano, sou pecador
Sou missionário, sou doutor
Dois corpos estendidos na relva

Honey
You’re my sweetest girl
A friend who’ve became a pearl
I see you, and I see heaven
Sugar
You are my sweet temptation
My adored veneration
Two of us, form eleven

Darling
You’re the source of my desire
You’re the empress, of my empire
You’re my candid lust
Sweetheart
You’re the passion of my soul
We both compose the whole
You’re the one to trust

Sou Checo
Em Paris, sou Londrino
Beijo-te, abraço e rimo
Em honra ao teu semblante
Sou Eslovaco
Na Alemanha, sou Polaco
Por ti corro, rasgo e mato
És a minha louca amante

Serenidade
És a minha grande amiga
És bonita, és bem linda
És a calma e a harmonia
Estou tranquilo
Em menino observei-te
Hoje mesmo toquei-te
És a Filosofia

À doce Nádia


E no meio do escuro
E no meio do nada
Enquanto todos dormem
Quando a luz se apaga
Espero eu por ti
Nesta madrugada
Quero ter-te aqui
Mas tu estás parada

E não há mais nada, nada
Só tu, tudo, tu
Nada, nada, nada
Só tu Nádia, És tudo, tu

E a espécie humana é capaz de
Odiar, matar, chacinar
Mas contigo eu só consigo
Dar, abraçar, amar

Eu dava tudo para te ter,
Mas eu sei que um dia
a esperança há-de morrer

E no fundo do teu ventre
eu queria
Colocar a minha semente
um dia

Quartetos Onomásticos


És a adorada Joana
Incutida de carícias
Paixões riquíssimas
És a diva e a profana

De Lencastre, és a Filipa
Caridosa Milanesa
Bela dama inglesa
No meu jardim, uma tulipa

És a regente, a Salomé
Entrego o corpo ao rei Herodes
Para ti, componho belas odes
És as pirâmides de Gizé

Da Rússia, és imperatriz
Mulher de César enamorada
Que se mostra ao povo na alvorada
Beata Santa, Beatriz

És dócil, terna e amena
És quem evoca a sensação
O delírio em ter-te a tesão
És a adorada, a Filomena

E a tua suave mão ilícita
Que me enche da ansiedade
Que me acaricia a mocidade
És a plebeia e a Patrícia

És tão bela, uma bela Rosa
Que me inspira a escrever
E contigo consigo tecer
Belos versos, bela Prosa

És a venerada Ana
Aquela que da ostentação
Me enche o corpo de paixão
Caridosa e tirana

És a eslava Catarina
Esses teus loiros cabelos
Evocam-me a percorrê-los
Nas tuas recordações de menina

És a Madre Teresa Santa
Caridosa e piedosa
Que ao mundo se mostrou honrosa
A ternura por ti é tanta

És a Fátima e a Iria
Louvo aos céus por te ter
Louvo aos céus sem perecer
És a Mulher que Deus teria

You’re the black princess of the West
Whose surname refers to Rice
You’re my desire, my passion, my vice
You’re my sweetheart, you’re the best

You’re Angela, and her empire
With her troops, and all their power
You’re my beautiful Sunflower
You’re my darling, my desire

Lá no fundo és a Florbela
A que me abraça na madrugada
A amiga-companheira, a desejada
És a Flor, a Cinderela

Dinamene...


Serão o profano e o sagrado
o divino e o terreno
romana em Roma e amor romeno
Farão parte do passado?

Muita calma, amor sereno
requer a chama do meu fado
Adiar o adiado
Muito amor, amor ameno

Dinamene, quem tu és?
Sina, ou sino-paixão
O poeta a teus pés

Entregou o coração
Pois o poeta é quem vês
É o que escreve a adoração

Six quatrains written in English


Every hour, every minute
Every second, with delight
I cross every limit
which unties me from your sight.

Every moment, any frame
which captures you, into my heart
I feel it with great pain
cause I still force you apart

With no pleasure, nor even joy
I stare you, into my soul
If I treated as a toy,
would you be into my world?

Neither pain, nor even sadness:
The shadows which shine from you
I'm sober, but still my madness
force me: So many things to do

Shall be authentic this desire?
Was it given by some God?
Burning water and cold fire
capture me into my pod.

If I don't know my future life
If it's unknown my longing fate
I do love you, my beloved wife
since the day we start to date.

Soneto à Lua


Ó lua que estás tão alta
Lua brilhante, da imensidão
Que evoca o coração
E o desejo que me faz falta

És por quem a Mulher se pauta
És quem renega a escuridão
Astro passivo de eleição
Cruz cristã, a cruz de Malta.

Quando cheia, és reluzente
Levas homens à loucura
Quando nova, és deprimente

A escuridão e a lonjura
Mas se Nova és, espero o crescente
Amar-te assim, cândida e pura.

Veneza, a Deusa da água


Pelos verdejantes canais venezianos
Onde gôndolas navegam tranquilas
Poucas polis, cidades ou vilas
Revelam monumentos tamanhos

Intensos pacatos, momentâneos
Dois dias em cidade migratória
Ancestral vila piscatória
Que se entrega aos prazeres mundanos

Carnavalesca, alegre, serena
Veneza, mulher da água
Fria, áspera, amena

Que m'inunda e lava a mágoa
Patrícia, Moura, Helena
A mais bela deusa da Frágua

Um Tetraedro Triangular a uma bela Brasileira


Se os povos do mundo e da vivência
São o verde do amor e eloquência
Se nas negras peles há um tenor
de uma voz que grita o amor
Se nas chamas de uma pele de tez escura
encontro eu o amor de uma negrura
Se o clima é quente-fogo e enublado
Ama-me, e serei eu o enamorado

Se te amo, perco as mágoas da solidão
Vejo o mundo e os astros da imensidão
Se o leito é o deleite da lonjura
São o corpo as carícias da ternura
Se te digo, que anseio as carícias
És o abrigo e as mãos ilícitas
que me afagam a pele carente
Sou o mundo: Frio e Quente.

Se o teu corpo, é assim a dádiva
Sou eu o rio, e sou a lágrima
Se a silhueta na escuridão
São o meu mundo da imensidão
Se os corpos que se abraçam
são os pilares que se entrelaçam
És tu aquela que me endoidece
És quem me houve a humilde prece

Se és o astro assim do sul
Se és o eixo que se forma
Se és tu a esfera azul
Sou eu aquele que te adorna
És quem me ama e entristece
A sobriedade que me endoidece
Angela: És tu bela e formosa
Cândida, casta e honrosa.

Se os encontros e as intempéries
Se reencontro as efemérides
Se viver e me encontrar
Sob um tecto, sob o luar
que influencia estes animais
Os magnetismos primordiais
Os teus seios que observo e beijo
Neles me perco, neles emerjo.

Se é assim o mundo eloquente
Num Pacífico, és o Atlântico quente
És aquela a quem abraço e adoro
As mágoas que te segredo e que choro
Se és a perdida e a renegada
Renego eu a dor: És pois a amada.
És os dipolos da humanidade
És pois tu o eixo da fraternidade

Se és as sonoridades do tacto
Amar-te é pois assim um facto
Se te observo és visão auditiva
És quem rejeita a lonjura aflitiva
Se és a sereia dos sentidos
Se és o porto dos abrigos
És pois o doce, o amargo e o cruel
És o açúcar, o sal e o mel.

As peles que assim se unem
E o meu ego assim imune
O desejo desses teus beijos
A paixão forte e impune
Dos desejos do irrevogável
Do amor forte e durável
És quem adoro e quem desejo
Em mulato corpo assim emerjo.

Se libertas assim a escravatura
Do ego que se liberta
Das asas que ganha a ternura
És a fragrância da doçura
O abraço que me aperta
na liberdade incondicional
És a pimenta, és o Sal
És pois tu a deusa astral

Se os abraços que me envolvem,
O dorso, que as tuas garras colhem
As peles que assim se emergem
O meu corpo em tua vargem
Se os espíritos são assim descrentes
E as verdades quando me mentes
São o que procuro em dócil corpo
És o astro em que me encorpo

És a Angela bela, divinal
Serás sempre a de agora a e ancestral
És sempre aquela a quem segredo
Que me abraça neste quarto escuro
Que da luz se emerge e renega o medo
Se és o corpo pérfido e puro
Das raízes que quero e procuro
A quem me confesso e assim juro

Se és pois o oito, o sete e o três
A luxuriosa candidez
Se esse regaço que me acolhe
Se no Universo és o detalhe
Aquela que da circunspecção
Engloba o mundo que queria
Somos o detalhe da imensidão
os versos de eleição: A Poesia

Embriaguez


Embriagado, assim estou eu
Vagabundo em terra natal
Pratico o bem e faço o mal
Sou cão vadio que padeceu

De patologia de quem sofreu
Por um Amor mais infernal
Por uma carícia divinal
De um abraço de quem foi réu

Este pretérito singular
Se na pessoa for o terceiro
Se não evoca o verbo Amar

Pronome pessoal, é o primeiro
Aprendo assim eu a rimar
De último, sou pioneiro