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À musa de Lisboa



Sendo eu um poeta de Lisboa
Porque é parca, a minha rima?
Fluxo inspiratório: A concubina
que observo, e me atordoa

Camões, Bocage e Pessoa
Poetas da génese, feminina
Contemplo a face mais divina
que me inspira, e me afeiçoa

Observo os traços magicais
Sublimes gestos, com que suspiro
Hirtos seios divinais

Douto Poeta, mero indivíduo
Nádegas fenomenais
Dedico-lhe este soberbo hino


À cândida e voluptuosa framboesa


Minha Nádia, minha doce Princesa
perco-me nos teus braços
envolvo-me em teus abraços
Saboreio-te, adocicada framboesa

Elevo-te, na mais alta nobreza
Apaixono-me pelos teus traços
faciais, damos os sublimes laços
És quem me renega a tristeza

Lábios voluptuosos
A face é carnuda
Seios mais formosos

A tua pele é de uma alvura
Castanhos olhos libidinosos
És o exemplo clássico da candura

À doce Nádia


E no meio do escuro
E no meio do nada
Enquanto todos dormem
Quando a luz se apaga
Espero eu por ti
Nesta madrugada
Quero ter-te aqui
Mas tu estás parada

E não há mais nada, nada
Só tu, tudo, tu
Nada, nada, nada
Só tu Nádia, És tudo, tu

E a espécie humana é capaz de
Odiar, matar, chacinar
Mas contigo eu só consigo
Dar, abraçar, amar

Eu dava tudo para te ter,
Mas eu sei que um dia
a esperança há-de morrer

E no fundo do teu ventre
eu queria
Colocar a minha semente
um dia