Through my elongated lusty pen
I strike my inner fleshy force
thou art this ink luscious course.
Hold thee tightly, one just can?
I envy all those virile men
whose forefingers thrust thee through
"May I call you my Loulou"?
Thy sins are not seven, they are ten!
How do thou strengthen my desire?
Why my pen gets so long?
whose length depends on thy fire
and on that lusty vigorous song?
Thou art the queen of my empire
Thou art the words, within my tongue
---
Can a Poet, be contracted by his pen?
For this tool, please provide me other words.
Women: have you thought on those swords
which belong to the brawny men?
Possesses thee, one just can?
Permission from the king and your lords
shall I get, to tight thee with my cords
cause my sins have already got to ten!
In each finger, I offer thee a sin
In each sonnet, I strike my propeller
Thou art so pure, I'd be so keen
to become thy favourite story teller
woman, thou art the reason why I'm mean
thou art my best Poetry bookseller!
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A Mulher-Cidade-Catedral
Publicada por Aónio Eliphis
P'lo mundo do desejo e da luxúria
na Mulher, nesse ente ser divino
na cama, irrigas-me com o vinho
tinto, do sangue e da penúria
E quando te brado em lamúria
nesse hímen casto, canto um hino
não passo de um sacro menino
que te segreda, ao ouvido uma injúria
Contemplo-te as abóbadas do mosteiro
cada arco do teu corpo foi esculpido
por Homero, o Poeta pioneiro
cada pilar em teu corpo foi fundido
no crente, no Messias mais cimeiro
que to espeta com a seta de Cupido
---
O Arquiteto que te fez há tanto tempo
esculpiu-te com o esquadro e o compasso
fez-te ver em cada alma um tormento
uma guerra sanguinária em cada passo
E nas guerras, nos brados, no lamento
no desejo, na paixão pelo teu traço
oro em honra a esse momento
em que te forço nas garras de um abraço
Diz-me, quem esculpiu as tuas curvas?
Que incauto, por certo não seria
Desenhou-te as artérias e as ruas
Inundou-te de fluido a larga ria
Despiu-te as lascivas pedras nuas
do mosteiro. Pões o crente em agonia!
---
Que to disse, que bela não eras?
Quem foi que proferiu tal heresia?
que nas tuas ancas no outro dia
revi a cópula de duas feras
Os teus seios são quimeras
cada olhar, a maresia
Sou Poeta, és a Alegria
Sou escuteiro, p'las tuas serras
És Vénus, o planeta vagabundo
que no meu sono, revela a perfídia
és coveira funesta, o osso imundo
que a miséria me trazes com a mídia
e na carne mulherenga deste mundo
está a génese primária da intriga!
na Mulher, nesse ente ser divino
na cama, irrigas-me com o vinho
tinto, do sangue e da penúria
E quando te brado em lamúria
nesse hímen casto, canto um hino
não passo de um sacro menino
que te segreda, ao ouvido uma injúria
Contemplo-te as abóbadas do mosteiro
cada arco do teu corpo foi esculpido
por Homero, o Poeta pioneiro
cada pilar em teu corpo foi fundido
no crente, no Messias mais cimeiro
que to espeta com a seta de Cupido
---
O Arquiteto que te fez há tanto tempo
esculpiu-te com o esquadro e o compasso
fez-te ver em cada alma um tormento
uma guerra sanguinária em cada passo
E nas guerras, nos brados, no lamento
no desejo, na paixão pelo teu traço
oro em honra a esse momento
em que te forço nas garras de um abraço
Diz-me, quem esculpiu as tuas curvas?
Que incauto, por certo não seria
Desenhou-te as artérias e as ruas
Inundou-te de fluido a larga ria
Despiu-te as lascivas pedras nuas
do mosteiro. Pões o crente em agonia!
---
Que to disse, que bela não eras?
Quem foi que proferiu tal heresia?
que nas tuas ancas no outro dia
revi a cópula de duas feras
Os teus seios são quimeras
cada olhar, a maresia
Sou Poeta, és a Alegria
Sou escuteiro, p'las tuas serras
És Vénus, o planeta vagabundo
que no meu sono, revela a perfídia
és coveira funesta, o osso imundo
que a miséria me trazes com a mídia
e na carne mulherenga deste mundo
está a génese primária da intriga!
Eslava
Publicada por João Pimentel Ferreira
Da mulher eslava
não há quem me traga
uma pena na mão
para me escrever
o que me vai no coração
Da mulher eslava
que me prende e amarra
e que me revela a memória
de uma outra estória
que ouvi na ópera de Viena
de um gesto mais belo e puro
prometo que sois vós o veludo
sois vós a pena
e a trezena
Pois escrever-vos à mão
usando do coração
é escrever canhoto
é ser garanhão e potro
sois a laranja amarga e doce
sois o limão adocicado
sois o mel amargo
sois a negra rosa de inverno
sois o Cristo no Inferno
sois a pérfida mulher de César
sois a mãe de Hitler,
a mãe de Brutos
sois a ama de Átila
para um anarca
sois a Pátria.
Sois a discípula de Platão
sois a amada de um poeta
sois a Bíblia para o Corão
sois a língua de um profeta
De bin Laden, sois a mestra
em abril, sois só maio
num círculo, sois a aresta
num quadrado, sois o raio
Sois quem sois
não sois ninguém
sois o nada, sois o além
de zero a dez, sois o cem
Em percentagem, sois o mil
em binário sois o três
não há quem vos ache o percentil
sois o ano, o dia, o mês!
Sois Mulher bem o sei
Afrodite que em tempos vi
Um livro que eu já li
Na Anarquia, sois a Lei
Para Satã, sois o Cristo
para Deus, sois diabo
sois um filme nunca visto
por navegar, sois um cabo
Seis sonetos a uma donzela do Estoril
Publicada por Lobo Marvilense
![]() |
| Uma Donzela do Estoril! |
Donzela do Estoril – D
L: “Já tivestes Senhora o despudor
de me auscultar a terceira pata
um grosso mastro que se ergue com clamor
uma broca que jorra a melhor nata?
Fazei hoje mesmo comigo o Amor”
D: “Não, sou mulher intacta!
Não me entrego a qualquer senhor
É preciso mas é ter muita lata!”
L: “Mas minha Senhora, já estou de pau feito
só de ver suas tetas, fico alardo
fodia-a a si, suas irmãs e tudo a eito”
D: “Ah, seu porco, não seja javardo
que para galã já vi que não tem jeito.
Não passa de um porco rebarbado!”
___
L: “Mas para lamber suas tetas que trabalho
preciso de enveredar por esta vida?
Abra as pernas e garanto-lhe que não falho
pois a minha piça é tão destemida.
Verá que entre as pernas guardo um talho
uma salsicha alemã da mais nutrida!”
Baixo as calças e mostro o meu caralho
A vaca grita: “Ai que horror que estou perdida!
D: “Que cousa monstruosa que aí tem
Nunca havia visto tão grosso pirilau!”
L: “Desde novo que fodo putas em Belém
e o meu avô até era de Bissau.
Entre as pernas não saio há minha mãe
e jorra espessa meita de meu pau!”
Pentateuco de Maria Madalena
Publicada por João Pimentel Ferreira
Cumpramos as ordens e o estilo
Deleitemo-nos com arte amena
Esculpamos a Vénus de Milo
Copulemos, Madalena!
No Reino do Leste, navego no Nilo
A artéria viril da mulher serena
deste canal donde te sugo o mamilo
fecunda moça, que te vejo em Viena
Mozart, Beethoven, escutai-me
que Freud já me analisou
Vénus, Afrodite, abraçai-me
que o amor por aqui passou
Removei-me ó ninfas o açaime
que o Danúbio me inspirou
_____
Se o Danúbio é insípido, o Tejo é salgado
Mas o sal retira a clarividência
Quão difícil é o amor regrado:
a carne da consciência
O Danúbio é cinzento, o Tejo é claro!
Mas é nesta aurora da inteligência
quando se nega a penitência e o fado
que se forma a magnificência
É no escuro que se vê o Iluminado
Imune ao estímulo que deturpa
É quando nasce o homem consagrado
que à humanidade arranca a burca
Surgiu então a Luz no crucificado
concebeu uma prostituta
Deleitemo-nos com arte amena
Esculpamos a Vénus de Milo
Copulemos, Madalena!
No Reino do Leste, navego no Nilo
A artéria viril da mulher serena
deste canal donde te sugo o mamilo
fecunda moça, que te vejo em Viena
Mozart, Beethoven, escutai-me
que Freud já me analisou
Vénus, Afrodite, abraçai-me
que o amor por aqui passou
Removei-me ó ninfas o açaime
que o Danúbio me inspirou
_____
Se o Danúbio é insípido, o Tejo é salgado
Mas o sal retira a clarividência
Quão difícil é o amor regrado:
a carne da consciência
O Danúbio é cinzento, o Tejo é claro!
Mas é nesta aurora da inteligência
quando se nega a penitência e o fado
que se forma a magnificência
É no escuro que se vê o Iluminado
Imune ao estímulo que deturpa
É quando nasce o homem consagrado
que à humanidade arranca a burca
Surgiu então a Luz no crucificado
concebeu uma prostituta
Um par de sonetos às tetas da Matilde
Publicada por Aónio Eliphis
São massas de carne disformeesféricas, que andam sempre em par,
são as tetas da Matilde a chocalhar
que eu lambuzo, que me mata a fome
Por paneleiro, não há ninguém que me tome
pois ver a mamuda com as tetas a abanar
é uma sacra imagem, que me faz babar
e invejo sempre, o cabrão que a come
Seja russa, africana, zuca ou portuguesa
branca, preta, verborreica ou até muda
quando a vejo, a bazuca fica tesa
E se não for gorda, então é tão tesuda
Deem-me um par de tetas: magna surpresa
Não há puta mais bela que a mamalhuda
---
Os dois melões que ostenta de frente
são os faróis, inchados do amor
que dão ao incauto, um visceral calor,
grita o mudo, o casto mente
O tetraplégico com elas sente
um invulgar e primário furor
são o antídoto para qualquer dor
O mais gélido macho, fica quente
As tetas da Matilde são um altar
para qualquer macho adulto
Os crentes nela, veem-se esporrar
e não lambê-las é um insulto
Esta puta é uma deusa para fornicar
E qual pagão, presto-lhe o culto!
Aónio Eliphis, Kiev, Janeiro de 2011
Olho entesudo
Publicada por Aónio Eliphis
Os olhos com que te olhava
são os olhos com que chorava
minha carnuda fêmea vadia
És a gaja que eu comia
com delicadeza e alegria
És a nórdica e a judia
Os braços que te abraçavam
são os braços que te apertavam
minha cachopa mamalhuda
verborreica, fadista muda
aperto-te com tesão
enquanto escrevo com a destra mão
Os olhos com que te via
são as mãos com que escrevia
minha carnuda fêmea vadia
que castra o poeta viril
da razão e do ardil
és a fêmea que imbuía
em leite que jorra da fonte
sou quem ladra, és quem mia
és quem escreve o horizonte
nas coxas de uma judia
que em delírio, vejo defronte
Sou judeu? Não
Sou somente a besta
Sou somente o cão
que fura a sacra fresta
Hiperbóreo? Não!
Sou somente o boi
com juba de leão
e que em tempos foi
um granda cabrão
Sou vadio? Sou!
Fui quem arrancou
quem me provocou
e quem me instigou
a não ser quem sou
Podeis fazê-lo? Não
Pois o meu nome é Poeta
que fura a sacra greta
enquanto espeta a caneta
Nas coxas de uma judia
há uma bala penetrante
visitou-a o caminhante
que o Amor não entendia
E o seu trato feria
o seu percurso errante
era apenas mau amante
que qualquer fêmea queria
Sarava as dores do Cristão
que galou a samaritana
vingava-o com quem não ama
com fel ungido no coração
A Palavra e a Tesão
vivem nesta simbiose
o Poeta é a morfose
do Vero coração
Mexe-me com a tua mão
a minha pena dorsal
sexo oral e anal?
Não! Dedico-me à religião
Ora comigo este verso
que de sémen está imerso
Ora comigo este texto
e façamos do pretexto
o bisturi dos sentidos
o berbequim da razão
especulativo, não mação
amante dos inimigos
Canta comigo este verso
companheira que te amo
Combatamos o tirano
o infanticida
o sicrano e o fulano
o criador da SIDA
aquele que cravou a ferida
na sacra humanidade
que renega a cristandade
que apregoa
a homossexualidade
como a dádiva da liberdade
aquele que comanda os mercados
o líder dos aliados
que de sangue está imerso
e que combato com este verso
são os olhos com que chorava
minha carnuda fêmea vadia
És a gaja que eu comia
com delicadeza e alegria
És a nórdica e a judia
Os braços que te abraçavam
são os braços que te apertavam
minha cachopa mamalhuda
verborreica, fadista muda
aperto-te com tesão
enquanto escrevo com a destra mão
Os olhos com que te via
são as mãos com que escrevia
minha carnuda fêmea vadia
que castra o poeta viril
da razão e do ardil
és a fêmea que imbuía
em leite que jorra da fonte
sou quem ladra, és quem mia
és quem escreve o horizonte
nas coxas de uma judia
que em delírio, vejo defronte
Sou judeu? Não
Sou somente a besta
Sou somente o cão
que fura a sacra fresta
Hiperbóreo? Não!
Sou somente o boi
com juba de leão
e que em tempos foi
um granda cabrão
Sou vadio? Sou!
Fui quem arrancou
quem me provocou
e quem me instigou
a não ser quem sou
Podeis fazê-lo? Não
Pois o meu nome é Poeta
que fura a sacra greta
enquanto espeta a caneta
Nas coxas de uma judia
há uma bala penetrante
visitou-a o caminhante
que o Amor não entendia
E o seu trato feria
o seu percurso errante
era apenas mau amante
que qualquer fêmea queria
Sarava as dores do Cristão
que galou a samaritana
vingava-o com quem não ama
com fel ungido no coração
A Palavra e a Tesão
vivem nesta simbiose
o Poeta é a morfose
do Vero coração
Mexe-me com a tua mão
a minha pena dorsal
sexo oral e anal?
Não! Dedico-me à religião
Ora comigo este verso
que de sémen está imerso
Ora comigo este texto
e façamos do pretexto
o bisturi dos sentidos
o berbequim da razão
especulativo, não mação
amante dos inimigos
Canta comigo este verso
companheira que te amo
Combatamos o tirano
o infanticida
o sicrano e o fulano
o criador da SIDA
aquele que cravou a ferida
na sacra humanidade
que renega a cristandade
que apregoa
a homossexualidade
como a dádiva da liberdade
aquele que comanda os mercados
o líder dos aliados
que de sangue está imerso
e que combato com este verso
Aónio Eliphis, Xangai 32/2/2030
A anatomia da Europa
Publicada por João Pimentel Ferreira
A Europa, essa bela dama deitada
apoiada sobre os Urais
ao novo mundo acorrentada,
o seu ventre é a Alemanha
a França e a Espanha
são os seus seios sacrais
Um antebraço é a Grã-Bretanha
sendo o punho a Irlanda,
a Ibéria é quem comanda
esta nau continental
cuja nobre façanha
é tão-somente
cumprir Portugal
A Itália é um membro superior
A axila é o Adriático
E lá ao fundo para lá da dor
está a Rússia no amor freático
Uma nádega está nos Alpes
a outra nos Pirenéus,
as duas, que as apalpes
para descortinares os véus
que farão com que a Sua volúpia
te eleve aos céus!
A Polónia é uma filha voluptuosa
A Lituânia é uma perna carnuda
Malta é só uma miúda
irreverente a airosa
O leito da luxúria é o Mediterrâneo
África é a sua amante
viçosa e escaldante
e o Nilo é o canal
vaginal
do prazer momentâneo
O Bótnia é uma lágrima
Os Balcãs são uma anca
A outra é a Escandinávia
uma dança, a outra manca
A Hungria e a Eslováquia
são o sangue que a percorre
A Áustria é a libido
que através do Danúbio
do seu corpo escorre
O Tamisa e o Sena são as veias
O Reno e o Meno, as artérias
Na Bielorrússia calça as meias,
na Córsega e na Sardenha
inspirada pela Alemanha
revê as nobres matérias
e usando a pena,
na Grécia onde escreve,
chama-se Helena!
Na Ucrânia abre-se a Eros
percorrendo a Floresta Negra
dá uivantes gritos sinceros
pois dá prazer a quem lhe pega
é um erecto dedo errante
vindo da vontade trespassante
da curvatura continental.
Esse amante
é Portugal.
A Holanda é uma virilha tenebrosa
A Dinamarca é o seu falo
A Finlândia é uma mama airosa
e a Suécia é um regalo
O umbigo é o Luxemburgo
tríptico linguístico de uma fonte tão tesuda
A fonte de tesão
é Amesterdão
A Roménia é o coração
que pelos ímpios se apaixona
A Bulgária é a esquerda mão
que em Cirílico escreve
todos os tratados
de Roma
A Europa é uma musa adormecida
É uma deusa continental
No calcanhar pelos arautos do tio Sam,
ferida
vingar-se-á por Portugal
apoiada sobre os Urais
ao novo mundo acorrentada,
o seu ventre é a Alemanha
a França e a Espanha
são os seus seios sacrais
Um antebraço é a Grã-Bretanha
sendo o punho a Irlanda,
a Ibéria é quem comanda
esta nau continental
cuja nobre façanha
é tão-somente
cumprir Portugal
A Itália é um membro superior
A axila é o Adriático
E lá ao fundo para lá da dor
está a Rússia no amor freático
Uma nádega está nos Alpes
a outra nos Pirenéus,
as duas, que as apalpes
para descortinares os véus
que farão com que a Sua volúpia
te eleve aos céus!
A Polónia é uma filha voluptuosa
A Lituânia é uma perna carnuda
Malta é só uma miúda
irreverente a airosa
O leito da luxúria é o Mediterrâneo
África é a sua amante
viçosa e escaldante
e o Nilo é o canal
vaginal
do prazer momentâneo
O Bótnia é uma lágrima
Os Balcãs são uma anca
A outra é a Escandinávia
uma dança, a outra manca
A Hungria e a Eslováquia
são o sangue que a percorre
A Áustria é a libido
que através do Danúbio
do seu corpo escorre
O Tamisa e o Sena são as veias
O Reno e o Meno, as artérias
Na Bielorrússia calça as meias,
na Córsega e na Sardenha
inspirada pela Alemanha
revê as nobres matérias
e usando a pena,
na Grécia onde escreve,
chama-se Helena!
Na Ucrânia abre-se a Eros
percorrendo a Floresta Negra
dá uivantes gritos sinceros
pois dá prazer a quem lhe pega
é um erecto dedo errante
vindo da vontade trespassante
da curvatura continental.
Esse amante
é Portugal.
A Holanda é uma virilha tenebrosa
A Dinamarca é o seu falo
A Finlândia é uma mama airosa
e a Suécia é um regalo
O umbigo é o Luxemburgo
tríptico linguístico de uma fonte tão tesuda
A fonte de tesão
é Amesterdão
A Roménia é o coração
que pelos ímpios se apaixona
A Bulgária é a esquerda mão
que em Cirílico escreve
todos os tratados
de Roma
A Europa é uma musa adormecida
É uma deusa continental
No calcanhar pelos arautos do tio Sam,
ferida
vingar-se-á por Portugal
Amor fecundo
Publicada por Aónio Eliphis
Beijo-te os lábios e criamos uma deidade
Copulamos um império e um continente
No meio dos teus lábios florescerá um ente
Entre tuas mamas, a fecundidade
Nos teus olhos castanhos, vejo a mocidade
Rogo ao Pai, ao Senhor e ao teu regente
para que possua o teu esbelto corpo ardente
e para que a tua vulva, me roube a castidade
És um imenso império de tesão
És a mulata gostosa, dócil e vil
que me impele à lasciva imensidão
e que me incute a volúpia do Brasil
Sou o Cristo, o Messias, tu és o Pão
que degusto na última ceia no meu redil.
Tens a verde bandeira do losango
e dos céus do Sul, tens o cruzeiro
é a anatomia da mulher, o sacro outeiro
a origem do mundo em divo plano
Alegras-me com o círculo azul ufano
Esférico, da maresia e feminino
o orifício donde nasce o menino:
poeta brasileiro e o povo insano
Tens o verde das florestas imensas
O Progresso de um imenso mundo novo
A Ordem nobre, e as eloquências
de um multi-étnico e lascivo povo
A tua mulher dá-me as conivências:
Degusto-a, redimo-me e aprovo
Copulamos um império e um continente
No meio dos teus lábios florescerá um ente
Entre tuas mamas, a fecundidade
Nos teus olhos castanhos, vejo a mocidade
Rogo ao Pai, ao Senhor e ao teu regente
para que possua o teu esbelto corpo ardente
e para que a tua vulva, me roube a castidade
És um imenso império de tesão
És a mulata gostosa, dócil e vil
que me impele à lasciva imensidão
e que me incute a volúpia do Brasil
Sou o Cristo, o Messias, tu és o Pão
que degusto na última ceia no meu redil.
Tens a verde bandeira do losango
e dos céus do Sul, tens o cruzeiro
é a anatomia da mulher, o sacro outeiro
a origem do mundo em divo plano
Alegras-me com o círculo azul ufano
Esférico, da maresia e feminino
o orifício donde nasce o menino:
poeta brasileiro e o povo insano
Tens o verde das florestas imensas
O Progresso de um imenso mundo novo
A Ordem nobre, e as eloquências
de um multi-étnico e lascivo povo
A tua mulher dá-me as conivências:
Degusto-a, redimo-me e aprovo
A encarnação do arquétipo
Publicada por Aónio Eliphis
A loira eslava da rubra bandeira
incute-me o fervor, a lascívia e a paixão
o excelso coito, o deboche e a tesão
e do Amor exogâmico, germinamos a cimeira
Observo-a nua, pérfida e inteira
Nesta ímpia fêmea faço a fusão
Procriamos um ente, um império, a Nação
Furo-a e degusto-a à minha maneira
Perdoai-me Senhor por este desejo iníquo
As eslavas são o arquétipo da mulher
Este luso-semita escreve este verso profícuo
Onde a libido e o sangue plasmam o caracter
E com o meu falo espetado, erecto e oblíquo
Penetro e rasgo o corpo da eslava que me quiser
incute-me o fervor, a lascívia e a paixão
o excelso coito, o deboche e a tesão
e do Amor exogâmico, germinamos a cimeira
Observo-a nua, pérfida e inteira
Nesta ímpia fêmea faço a fusão
Procriamos um ente, um império, a Nação
Furo-a e degusto-a à minha maneira
Perdoai-me Senhor por este desejo iníquo
As eslavas são o arquétipo da mulher
Este luso-semita escreve este verso profícuo
Onde a libido e o sangue plasmam o caracter
E com o meu falo espetado, erecto e oblíquo
Penetro e rasgo o corpo da eslava que me quiser
O sacramento pornocrático
Publicada por João Pimentel Ferreira
Encetaram todas elas o rito
ao invejarem o macho fecundo:
um homem nobre, são, moribundo
que as fez vociferar bem alto o grito!
“Morte! Morte! Matai o mito!”
Propalavam elas com ódio profundo
ao pária sem pátria, ao homem do mundo
“Regeremos nós, até ao infinito”
Acedeu-lhes à súplica o grão-vil,
ciente do suplício do galã
“Regerei por muitos anos. Sejam mil!”
“Não se nega este rogo à mulher maçã”
E num ímpio concílio, em secreto canil
decretou-lhe a morte, o imundo titã.
ao invejarem o macho fecundo:
um homem nobre, são, moribundo
que as fez vociferar bem alto o grito!
“Morte! Morte! Matai o mito!”
Propalavam elas com ódio profundo
ao pária sem pátria, ao homem do mundo
“Regeremos nós, até ao infinito”
Acedeu-lhes à súplica o grão-vil,
ciente do suplício do galã
“Regerei por muitos anos. Sejam mil!”
“Não se nega este rogo à mulher maçã”
E num ímpio concílio, em secreto canil
decretou-lhe a morte, o imundo titã.
Daliana vai à fonte
Publicada por João Pimentel Ferreira
Daliana vai à fonte
Vai esbelta e seduzível
Que seja virgem, ainda é crível!
Não há galã que a monte
Vai briosa no horizonte
Beleza indescritível
Dama casta e sensível
Um lobo vil vê-a defronte
Uiva de tamanha ventura
Fica a dama estarrecida
Demonstra o lobo uma doçura
Não teme a dama pela vida
Revela o lobo uma lisura
Foi Daliana convencida!
Aónio Eliphis
Vai esbelta e seduzível
Que seja virgem, ainda é crível!
Não há galã que a monte
Vai briosa no horizonte
Beleza indescritível
Dama casta e sensível
Um lobo vil vê-a defronte
Uiva de tamanha ventura
Fica a dama estarrecida
Demonstra o lobo uma doçura
Não teme a dama pela vida
Revela o lobo uma lisura
Foi Daliana convencida!
Aónio Eliphis
Poetisas escaldantes
Publicada por João Pimentel Ferreira
Escaldantes mulheres que vejo
Bons peitos e boas nádegas
Penetrações culminadas
em ímpetos sobejos
Nos lábios dou os beijos
Nas coxas, palmadas
Entre as pernas iluminadas
O templo dos desejos
Fui Bocage, já não sou
Sou Pessoa no Martinho
Florbela caminhou
na minha alma de menino
O mundo comigo mudou
Aspirjo o poético hino
Aónio Eliphis
Bons peitos e boas nádegas
Penetrações culminadas
em ímpetos sobejos
Nos lábios dou os beijos
Nas coxas, palmadas
Entre as pernas iluminadas
O templo dos desejos
Fui Bocage, já não sou
Sou Pessoa no Martinho
Florbela caminhou
na minha alma de menino
O mundo comigo mudou
Aspirjo o poético hino
Aónio Eliphis
Sou uma hiena no cio
Publicada por João Pimentel Ferreira
Trespassai-me com falos viris,
com paus e agulhas escaldantes,
atravessai-me com lâminas que jorrem
o sangue esbranquiçado
Trespassai-me de lado a lado
pois sou uma hiena no cio
que me encho de desejo e brio
percorrei todos, o meu corpo sensual
que venha um pelotão possuir-me
tomar-me e sodomizar-me
pois sou uma hiena no cio
que me encho de desejo e brio
pegai no meu alvo e fervilhante dorso
agarrai-me nos quadris
cavalgai sobre esta sela de epiderme que ferve
que deseja ser roçada
e penetrada
Vinde legiões e legionárias
Vinde bárbaras, visigodas e mouras
Vinde eslavas e sauditas
Vinde otomanas e nazistas
Vinde possuir esta lésbica homofóbica
Quero ser possuída, quero ser tomada
quero ser trespassada e estuprada
violada e desflorada
degolada e inundada em hemoglobina
esbranquiçada
pois sou uma hiena no cio
que me encho de desejo e brio
quero o coito que afasta o frio
Sou o leopardo que a sodomiza
O macho viril que a brutaliza
que tomo por trás a hiena no cio
que se encheu de desejo e brio
Sou uma hiena macho no cio...
com paus e agulhas escaldantes,
atravessai-me com lâminas que jorrem
o sangue esbranquiçado
Trespassai-me de lado a lado
pois sou uma hiena no cio
que me encho de desejo e brio
percorrei todos, o meu corpo sensual
que venha um pelotão possuir-me
tomar-me e sodomizar-me
pois sou uma hiena no cio
que me encho de desejo e brio
pegai no meu alvo e fervilhante dorso
agarrai-me nos quadris
cavalgai sobre esta sela de epiderme que ferve
que deseja ser roçada
e penetrada
Vinde legiões e legionárias
Vinde bárbaras, visigodas e mouras
Vinde eslavas e sauditas
Vinde otomanas e nazistas
Vinde possuir esta lésbica homofóbica
Quero ser possuída, quero ser tomada
quero ser trespassada e estuprada
violada e desflorada
degolada e inundada em hemoglobina
esbranquiçada
pois sou uma hiena no cio
que me encho de desejo e brio
quero o coito que afasta o frio
Sou o leopardo que a sodomiza
O macho viril que a brutaliza
que tomo por trás a hiena no cio
que se encheu de desejo e brio
Sou uma hiena macho no cio...
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