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Son[h]o


Do sonho dos tormentos
da cama dos sentidos
da esperança, sentimentos
da vida dos perdidos

Mundo, sensação
Esperança, quem te viu
Quem te vê com o coração
Foi um mundo que ruiu

Quem não vê e não quer ver
Não verá quem está defronte
O coração diz para esquecer

Para combater os mares e o monte
O impulso, para escrever
Cego, vislumbrarás o horizonte

--//--

Há sereias e sentidos
Pulsão a renascer
Libidos perdidos
que não haviam ao nascer

Neurónios constrangidos
O limbo diz para escrever
que os desejos reprimidos
dou-te-os para ninguém ver

Há quem veja na caneta
um falo, um fuste que se vem
A tinta jorra nesta greta

entre linhas do além
Do caderno, sou quem tecla
as teclas do desdém

--//--

Rios, mares e lagos
Réstias de navegante
Seios e olhos largos
duplicidade fulminante

Mamilos tão amargos
Suor dum verão escaldante
Destroços fulminados
Estocada tão distante

Quem não vê e não perscruta
Nada vê pois não quer ver
Observo ao largo a gruta

Um mineiro a se entreter
Freud, não sou puta
Tão-só a psique a verter!

--//--

Quem não vê e quem não viu
Vê que o sono é um sonho
Há gente que descobriu
que é um [h] que lhe ponho

O sonho é sono em fuste
Uma [h]aste tão vivida
Um sonho não é um traste
É um códex da vida

Amálgama do sentido
Mixórdia da experiência
do dia precedido

Estímulo com latência
desejo reprimido
Repto da inconsciência

--//--

Um sonho é tão disforme
tal como o é a doçaria
homónima e não conforme
com a trigonometria

Que o pudor contorne
a bem da Alegria
E num Poema uniforme
já há sonho, há magia

O sonho distorce o mundo
E sexualiza cada ente
Distorce o que é imundo

para bem do consciente
é a catarse do profundo
a cada noite, na tua mente!

Opus 12 em dois movimentos


Parte I

Contas, contaste, o amor que contei nas contas da vida
Sonhas, sonhaste o amor que vivi, na chama erguida
Garras e guerras, nas escarpas do sono, da unha em gume
Sexo, orgias, mulheres fugidias, desejos ao lume!

Ucrânias em guerras, russas escaldantes, Putin ditador
Obama fantoche, saguinário, palhaço, marioneta e ator
Putin é fantoche, dum herético e hediondo grão-vil
Maquiavélico, despótico, americano, hediondo e senil

O sangue do sono, a psique da alma, a letra da líbidio
O homem humano, o santo profano, cruel que é tímido
O medo e a raiva são as farpas e as celas da escravidão
A Luz e a Escrita são os magnos caminhos da Libertação

O desejo omite, emite a artrite de um falo ferrite
As curvas da kurva, redondas rodelas, merda-hepatite!
Joanas peludas, grossos pentelhos e sãos farfalhudos
Joanas do Génio, homens da fala com medo são mudos!

Liberta-te a Língua, sê Homem-Livre, um Bom pecador!
Sê génio guerreiro, marido ouvinte, patrício e doutor!
Homens vadios, cães por comer nos pratos do luxo!
Orgias prazer, gatos e vacas, o pénis está frouxo!

Deusas do sangue, sonhos imundos, a Revelação
O sonho é a Alma, a Alma noctívega da Revolução!
A Poesia a catárse, os dedos bicudos, agulhas em riste
Agudos punhais, que salvam, a miséria do triste!

Revitaliza jovem Mulher, que a Tua Escrita foi sempre Divina
É a escrita que te lembras das tuas vitórias de Menina
É a Escrita sacral, do homem-novo, do Bom Criador
Do Poeta mundano, do ciclista, do plebeu e doutor!

Homens-mulheres, másculos enucos, invertidos viris!
Carne prazeres, dois já são três, fui Eu que vos fiz!
Tesão, fouxidão, para cima para baixo, avante amigo!
Mulheres deste mundo, hoje fazei, o Divo comigo!


Parte II

Na escolha da alma, Portugal criará!
Quem te sagrou, batizou-te na espuma
Consagrado no mundo, e o mundo será
sem o Bem-Vindo, apenas bruma

O repto de Pessoa, está por cumprir-se
Nove séculos, diluem num dia?
Mil anos virão, d’uma Europa a erguer-se!
Falta cumprir-se, a Profecia

Senhor, dai sacra Força os nobres
Vigor aos Poetas e luz aos profanos
Tende compaixão perante os pobres
E desferi um punhal, no peito dos tiranos

Quem te fez, fez-te Português
Em Fez o repto está por cumprir
Sebastião, o império não se desfez
Nesse dia em Alcácer-Quibir

Em Avis, o Infante premonizou
que a Haste dos Lusos, se cumpriria
bento Reino que se consagrou
do ventre de uma Judia

Senhor, dai-me a Luz para escrever
Mostrai-me o farol, o Teu Sinal
Dai-me Fé, para em Ti crer
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

As singularidades astrofísicas do Verso


Se sou a singularidade astrofísica por desvendar
Apenas um fator periódico mundial e milenar,
as partículas do cosmos incutem-me o verbo Amar
e cada batalha feroz é um gesto, um zumbido ou um olhar
A cada letra sei que escrever é cada vez mais premente
É com a chama do caracter que apodrecem as algemas da mão
percorro a cada dia, os labirínticos trilhos da mente
Leio Pessoa; aguardo serenamente El-Rei Dom Sebastião

Porque a Mensagem que nos deixou é Profecia
É a Mensagem que o Infante iniciou, é Maresia
Escrevendo escreverei o que mais ninguém diria
É a Mensagem indelével do Mensageiro: É Poesia
E no dia-a-dia, faço cálculo combinatório e integral
Derivo e resulto na magna singularidade que represento
A cada jorna, sinto a impetuosa lascívia racional
É só sal de Adamastor. É só tormento!

Deus é Grande e o Homem soube-O sonhar
em cada átomo, em cada astro a gravitar
em cada ave dos céus, flor do jardim, ou peixe do mar
em cada mulher com os fartos seios por mostrar
em cada homem que a ama sem cessar
em cada Templo infindável do Amor por edificar
em cada onda eletromagnética que se propaga pelo ar
Em cada gesto teu, no teu sorriso, no teu olhar

Numa equação algébrica vejo a Análise Divina
em cada integral revejo a serpente de Adão
Se não tivesse a bíblica Eva como prima
dir-me-ia que uso apenas e somente a mão
Vejo Deus nosso Senhor em cada face feminina
Falta-me compreender a Sua magna Perfeição
Procuro de entre as partículas do cosmos a minha sina
Dai-me Senhor os Mistérios d’El-Rei Dom Sebastião

Martinho da Arcada, Março de 2012

Poema da noite


Vincent Van Gogh - Noite estrelada
Jorram camadas de sémen
nas moças fecundas e viris
Evoco João I de Avis
de Portugal, foi o grão-gérmen

Não vos escrevo o que lhes fiz
arranquei a semente eterna
e replantei a nobre raiz
para o grão-vil erradicar desta terra

Escrevo o verso, poeirento e febril
que só o mago descortina na noite
que afronta o mação e o grão-vil
que sem pejo faz uso, do açoite

para torturar o inocente e o profano
sem pejo, sem pudor ou credo
inunda de terror o mundano
para aumentar com vileza o seu ego

A noite traz-nos a Verdade
A TV traz-nos a mentira
O Correio da Manhã traz-nos a ira
Satanás traz ao mundo a crueldade

Deus é Pai, Deus é grande
Crede gentios na Palavra escrita
ignorai o que vedes na TV
pois a TV só arrebita
as inverdades de quem não crê

Satanás
e das suas morfoses sócio-políticas e sócio-económicas...

Tanta homossexualidade que grassa no mundo...
Tantos abortos, quantos infanticídios que são perpetrados...

Satanás é tolerante:
tolera o terror,
tolera a fome
tolera o infanticídio
tolera a pornografia
tolera o homicídio
tolera o genocídio
tolera o desrespeito pelos direitos humanos
tolera a tortura
tolera as intempéries
tolera as guerras
tolera a homossexualidade
tolera o casamento gay
tolera o divórcio
tolera a dor e o sangue do inocente
tolera a usura,
tolera os mercenários
tolera os bancos
tolera o grande capital
tolera a ditadura e o despotismo

Satanás é tolerante, só há algo que satanás não tolera: a bondade de Deus

A dicotomia entre o bem e mal existe, e na guerra final o Bem triunfará!
Está escrito nos cânones arcaicos e ancestrais que o Bem singrará

Venham guerras e tormentos
Venham fomes e intempéries
Que nos meus pensamentos
Já só estão as efemérides

As datas do futuro
em que vencerei o Mal
em que aqui vos juro
que vencerei a batalha triunfal

Aquele que se esconde na penumbra
para lá do Atlântico
que mata sem pudor ou pundonor.

Existe sémen nas deusas fecundas da noite
nas sereiras que se movem como serpentes
existe um néctar ébrio que se imiscua entre as suas pernas
e que percorre o vale dos seus seios

Esse néctar é um vinho branco, espesso e pegajoso que lhes percorre a língua rubra que serpenteia
tão belas que são as moças fecundas e tão vil que é quem lhes comanda, quem as orienta...

No futuro serão só minhas, serei eu o macho leão viril que após destronar o grão-vil conceberá com todas as moças fecundas internacionais.

O meu falo noctívago é internacional,
aliás,
quando falo sou internacional
pois a língua rubra portuguesa é internacional
Esse inglês é mais fraco que franco!

Venham donzelas da noite
Venham verdades cruas do pensamento

Venham gentios até mim que vos libertarei do terror

IX/XI


Sabeis quem colapsou as torres?
Sabeis quem as destronou?
A duplicidade que se extinguiu
no panorama nova-iorquino
Cantou-se o hino
do horror
e do terror.
Mas quem fez desmoronar
quem verdadeiramente, deu a horrenda ordem
para abalar o mundo?
Quem foi o imundo?

A resposta é tão liminarmente simples!
Foi a ordem elitista americana
foi a ordem secreta, hedionda e tirana
através do seu grão-vil
no auge do seu poder
que para dar espectáculo
deu a ordem batendo
com o seu vil báculo.

Num acto de auto-flagelo colectivo
para que o mundo os observassem como sofrem
e como são atacados,
num acto de vitimização deplorável e hediondo
destronaram o seu maior ícone dual

Não foram as aeronaves
Bin Laden sempre foi uma marioneta
e a aeronave como seta
não implode uma estrutura imensa de betão
tal está plasmado neste lúcido repto escrito à mão

A ordem maçónica internacional
americana
profana
matou três mil dos seus
tal como um nazi
chacina cem hebreus.

Queriam mediatismo
qual criança ridícula e irresponsável que parte os seus brinquedos para atrair
a atenção dos outros.
Pois o americano é sanguinário
Fez tanta gente suportar tal calvário
O líder americano é hediondo
Provocou nas torres o estrondo
que matou três mil
e ordenou-o o grão-vil
do seu covil.

Mas como pode um líder
num secretismo fanático
hediondo e lunático
mascarando-se de humano e democrata
ordenar o sacrifício de três mil do seus
como um nazi
que mata mil hebreus?

Os que conduziam as aeronaves
os que foram treinados em caves
pelas arábias dos americanos
e pelos seus serviços secretos
pseudo-íntegros e pseudo-rectos
eram meros fantoches
meras marionetas
comandadas pelo grão-vil
homem hediondo
que chacinou três mil
dos seus concidadãos
sem pejo ou consideração
por tantas famílias que sofreram
por tanta gente que sofreu
bombeiros, gente inocente
morta por um regente
descrente
em Deus
e descrente
nos livros dos Hebreus

Reflecte o grão-vil:
“Espelho meu, espelho meu
Há alguém neste planeta
mais poderoso do que eu?”
“Espelho meu, espelho meu
Há alguém no Universo
mais belo e mais divo do que eu?”
“Espelho meu, espelho meu
houve alguém no mundo
mais idolatrado do que eu?”
“Espelho meu, espelho meu
afinal, quem é o Rei, o Messias?
Sou eu ou sou eu?”

E precisando de atenção
para evocar os artigos da OTAN
qual pecador bíblico
qual Onã
que apenas procura o prazer sem o respeito
matou três mil dos seus
para que fosse o eleito

Mas vós, caros incautos
meros desprevenidos
observai o que vos escrevo
lede o que vos divulgo e aquilo que vos revelo
vede a verdade verdadeira
atentai para a verdade sobre o ícone americano dual
quem em Setembro, no décimo primeiro
foi arrasado
e destroçado
pelo regente o seu país
para que o Afeganistão invadisse
para que o Iraque destruísse
para fazer o que lhe aprouver
em nome da afrontação ao medo
sem credo
ou respeito pela vida humana
numa atitude atroz e tirana

Reparai como implodem as torres
reparai como tantos o observavam
e como tantos o filmavam
para o espectáculo
ordenado pelo báculo
do grão-vil
que matou mil
dos seus
como um nazi
que mata mil hebreus

As torres implodiram
como implodem todas as estruturas para derrube premeditado
por empresas de demolição
de estruturas de betão

As bolsas reagiram
O império feriu-se num acto deplorável de vitimização
qual criança ridícula e mimada que nunca sabe ouvir um não
E o espectáculo do horror e da tragédia
tão adorado pelos nefastos sanguinários cumpriu-se

Nota intermédia: O grã-vil sentado no seu sofá, que já esperava o que haveria de suceder no décimo primeiro dia de Setembro, observou o espectáculo impávido, frio e sereno do seu trono no seu covil. Observou, no fim, bateu palmas pelo magnífico show que os seus lacaios haviam conseguido elaborar e lhe proporcionar. Porque o grão-vil é impiedoso e sanguinário, e a única coisa hedionda que respeita é o seu próprio ego.

Vede caros incautos, como vos iludem
observai o mundo, escutai os sinais
Estávamos no fim do século
e a ordem quis atestar as profecias catastróficas
bíblicas e universais
mas como se considera acima de Deus
tomou-se por Deus
e matou três mil numa hecatombe
como um oficial nazi
que mata mil judeus

A verdade está na frente dos vossos olhos
Descortinai-a, observai-a
e vereis quão cristalino é o facto
de o acto do terror
e do horror
ter sido perpetrado pelo grão-vil da ordem americana
num acto
de uma vontade
sanguinária e tirana

Para o Iraque invadir
Para no Afeganistão destituir
um regime local
e semi-tribal
em nome do horror que se perpetrou
no ícone dual
da capital

A cidade que nunca dorme
A grande maçã
O centro do mundo
Onde está a sede da OTAN
e onde se reúnem todas as seitas irmãs
num concílio iníquo, abjecto e oblíquo
Nessa capital
fundamental
para a doutrina americana
esta cidade pecaminosa e tirana
esta Sodoma e esta Gomorra
queria atenção
queria atrair a visão
do mundo inteiro
em directo, na televisão
quis ser atacada
violentamente desflorada
e pegou num falo inteiro
e cortou-se no meio
das pernas
ao vivo defronte dos outros
para que o mundo visse
o quão magna e excelsa que é
e ficou apenas pó no sopé
das torres

Como é hediondo o grão-vil
o anti-cristo
que ordenou a chacina aos seus demais
para olear a sua máquina bélica
estridente, avassaladora
hedionda e redutora
execrável e fulminadora
daqueles que crêem
num Deus,
em Alá
nas profecias dos profetas
que praticaram o Bem
que se regem pela bondade e pelo altruísmo
e esses mesmos profetizaram que
o líder americano
o grande Satã
haveria de ser chacinado por Deus
tal como O fez a Onã
o líder do conclave chamado OTAN

Aleluia
que Ele me fez Ver a Verdade

A besta


Já alguém observou a besta?
Já alguém a contemplou?
Através da oculta fresta
ver o homem que o terror ditou?

Aquele que dita e desdita
O ditador do terror
O Germano com ele medita
movido pelo medo e pela dor

Já olhou o Europeu o Atlântico,
e a nação que além se encontra?
Lacaios do dito satânico
que o Europeu não confronta

Não confronta pois a dor é premente
Não é quem a cria o criador!
É-o sim, quem dissemina o terror
pelo mundo constantemente

O Satã é antropomórfico
Foi encarnado no grão-vil
no líder americano despótico
que ordena do seu covil

Observa o Zéfiro e verás a besta
Nem bestial, nem libertária
É o Poeta quem a contesta
e à sua génese sanguinária

The Latin knight


Have you seen the knight
through the foggy dawn?
Have you seen his light
and the anointed pawn?

Have you seen the cross
which stands on his chest?
You would never get lost
nor you shall perish or rest!

Haven’t you seen the Temple
and the holy path?
Be ferocious and gentle
evoke mildness and wrath

Neophyte, haven’t you ever seen
as she words Prose and Poetry?
Kneel on behalf of your queen
offer her love and idolatry

Unsheathe your sacred sword
and defeat the unmerciful devil
Request strength from your Lord
collapse Satan and the evil

Make love with the luscious womankind
Erect your arm and your phallus
Be forceful, though gentle, be kind
Be Roman, magnanimous, be Paulus!

A Matriz anglo-saxónica


Rezam lendas e vontades
que no solstício de verão
abraçareis o teu irmão
e criareis as Irmandades

E as contrariedades
Eliminai-as do coração
com Amor e com Perdão
tais como as cristandades

Quem sois vós nobre Poeta?
Sois Portugal e quem vos fez
Sois o que escreve, sois o profeta

Sois os tempos, o ano e o mês
Sois aquele que com a espada espeta
o peito do vil mação Inglês




A América é o terror
Os seus líderes sanguinários
só provocam os calvários
a quem só ora o verso Amor

A Maquiavel fazem louvor
Deste monstro são partidários
Do terror são eles sectários
incutindo nos pueris a dor

A tortura está presente
nos lacaios que não sentem
Está-lhes no inconsciente

Eles juram, matam e mentem
Comandados pela serpente
Eles não pensam, nem dissentem

A Metafísica do Verso


Faço das palavras a profecia
Faço das acções a Poesia
Faço da bondade a heresia
Sou o Poeta que ninguém seria

Pois sou Atila e sou uno
Sou o cavaleiro nocturno
Sou Cristão, sou o Huno
E perscruto o ego profundo

Há quem me chame de João
Há quem me chame de Sansão
De nascença sou Cristão
Sou eclético, sou o Islão

Sou o homem primordial
Sou o austral, o boreal
Não sou nada, sou sacral
Sou o mundo, Portugal

Sou Romano, sou católico
Sou protestante apostólico
Dos versos sou alcoólico
Sou viril, sou melancólico

Sou Mongol, conquistador
Recebo as palavras do criador
Faço-o com prazer e com dor
Aceitai os meus versos, Senhor

Sou Platónico, sou um traste
Mas nunca tu erraste?
Nunca me sonhaste?
Meu mel, foste o homem que abraçaste!

Sou Guilherme, o Inglês
O Poeta que te fez
O homem que pereceu em Fez?
Sou um nobre Português.

E Goethe, o Alemão
O Poeta da razão
O filósofo da paixão
Um aristocrata mação

Sou Bocage, sou Pessoa
Sou Camões que foi para Goa
Sou o Poeta de Lisboa
cujo verso te atordoa

Sou Bizâncio derrotada
Sou a freira estuprada
Sou Roma incendiada
Sou a Moira baptizada

De França, sou Bonaparte
Sou fútil, sou a Arte
Sou o Homem que irá beijar-te
Deus é todo, eu sou a parte

Sou Voltaire, iluminado
pelo Saber consagrado
Sou Bocage, sou o Sado
Sou o Tejo, o mar salgado

Sou Kafka, sou de Praga
Do Cristo sou a Chaga
Praguense que afaga
a metamorfoseada

Sou o Báltico, a lituana
Sou Vilna, a tirana
Sou o homem que ainda te ama
Das águas frias, sou a chama

Sou Mozart, iniciado
Maestro abençoado
No ritmo aperfeiçoado
Sou eu o austral cabo

Já viste quem fui eu?
Não fui nada, fui o breu
Fui o Cristo, o Apogeu
Fui Nazi, fui o Hebreu

Já viste quem eu sou?
Sou o Poeta que perdurou
Sou o Homem que iluminou
Sou a procurada bijou

Sou Platão e Aristóteles
Sou a República, sou Hipócrates
Sou o Homem que nunca fostes
Sou o falo triângulo isósceles

Sou a derivada parcial
Sou o Pi, o integral
Sou o número natural
Faço cálculo diferencial

Sou a Álgebra, sou Real
O cálculo fundamental
Sou Descartes racional
Sou Poeta e Portugal

Sou prostituta cristã
Sou uma reles mulher maçã
Sou moçárabe, sou Imã
Tomo por trás tua irmã

Sou impune, sou pueril
O menino que brinca no covil
Lisboa é o meu redil
Sou o filósofo do ardil

Sou quem te abraça meu amor
Sou quem te reitera o calor
Sou quem te retira a dor
Sou da Paz, um Criador

Sou aquele que te ama
Aquele que te endoidece
Sou a moira profana
A quem tu rogas a humilde prece

Sou quem tu anseias
Sou quem tu requeiras
Sou as másculas sereias
Sou Dido, sou Eneias

Sou Vénus e Afrodite
Sou renegado, sou Plutão
Não há ninguém que me imite
Sou quem te doira o coração

Sou a cátedra, o trono
O lente e o tutor
Sou discente, sou o aluno
Sou o Livro, sou Doutor

Sou a Palavra, a Eucaristia
Sou a abóbada muçulmana
Sou mulher, Santa Sofia
Sou só o homem que te ama

O Islão é feminino
O Crescente é a mulher
Vejo as curvas de menino
O regaço que me irá acolher

O Islão é tão mulher
O sufista profetizou
Será o Cristo, o melhor?
Alá e Deus, um Bem comum!

Deus é o Pai e Alá é a Mãe
Cristo é Messias, Maomé é Poeta
Buda é o Homem, é o profeta
A carne é terra, o Verso é Além

Premonições milenares


Rezam histórias e tormentos
Rezam as lendas milenares
Que te surgirá nos pensamentos
A mulher que tu amares

Rezou o mago da distância
E os neófitos iniciados
Doutrinaram-te na infância
para os veres terrificados

Consagrou-te para seres o mago
que quebrará as algemas
do povo acorrentado
Deu-te a luz para que não temas

A besta tem um nome
mora para lá do Atlântico
Não há ninguém que a destrone?
E ao seu arsenal gigântico?

Neófito, não temas
Pois Deus abençoou-te
Faz do Amor os teus lemas
O Infante baptizou-te

Na nova ordem do templo
que em Portugal foi da Cruz
Dá aos gentios o exemplo
Mostra-lhes donde vem a luz

Não vem apenas do Sol
nem da efeminada lua
O Cristo é o farol
que doira a tua alma escura

Neófito, tens a missão
Consagraram-te no ministério
Derrotarás o vil mação
E ao Sul,
germinarás um império!



Aónio Eliphis
Lisboa 14/02/11

Mar Holandês


Onda que trazes do mar
os sonhos imensos sem fundo
cessa a espuma e o luar
leva-me a dor ao mar profundo

Traz-me o orgulho e a vontade
Traz-me a força para cantar
Leva a angústia e a saudade
quando onda, voltares ao mar

Onda que cantas comigo
Traz-me do mar os teus sonhos
Sussurra-me ao ouvido
os versos mais medonhos

Escuta-me onda os pensamentos
Traz-me as memórias de menino
Leva-me os meus tormentos
Traz-me do Oceano o seu Hino

Onda que levas as naus
dos homens do Infante
Lava-me agora as mãos
que escrevem este verso errante

Onda que te vens em mim
numa lírica tão mágica
O teu tacto é de cetim
A tua história é tão trágica

Retorna ao mar e devolve
as sacras águas do baptismo
no corpo da dama envolve
os meus beijos em secretismo

Magna onda boreal
que me encontras na Holanda
Vieste de Portugal
pelos mares de quem te ama.




Aónio Eliphis
A Haia, 11/02/11

Iniciação


Poço de Iniciação por Ana Ventura
Caminhas preso pelo Universo
Ansiando por amar
E surgirá no mar disperso
O Infante livre e imerso
na Luz que te irá Salvar

Teus egos deambulam pelo mundo
Desnuda-te e reúne-os num só
Remete-os ao teu Eu profundo
E verás quão nobre e imundo
tu és! Já teu corpo apenas pó.

Neófito, não há morte
Observa-te frio e nu
Deus detém-te a sorte
Com Ele serás mais forte
Quem teu tua vontade és Tu

O Assombro estarreceu-te
Para veres quão nobre és
O Infante ofereceu-te!
A nova ordem esqueceu-te.
Um Mundo Novo a teus pés!

Passaste pelo processo da dor
Mostraram-te o caminho sagrado
Do sangue ergueste uma flor
Cantaste o hino do Amor
Neófito, estás batizado!

Falta cumprir-se o que Deus escreveu
nas linhas curvas e misteriosas,
cujo Verso o Mago leu
e descortinou o breu
das crenças mais ditosas

Neófito, tens a Missão
Consagraram-te no Ministério
Derrotarás o vil mação
Abraçarás o teu irmão
Neófito, cria um Império!





Aónio Eliphis

O império mação


Explodem bombas no Iraque
Há mortes no Afeganistão
O general executou o ataque
em nome do império mação

A estátua ergue a destra mão
e com a outra, perpetra o saque
Não há ninguém que a mate?
Liberdade? Ou castração?

Não se crê que o império seja cristão
pois incute nos livres-homens a masmorra
É o império árduo, e cru da razão

É o império de Sodoma e Gomorra
É o império do bárbaro e do vilão
e o Novo Cristo fará, com que o seu líder morra.






Aónio Eliphis

Davi e Golias


A besta soltar-se-ia
na efeméride milenar
e no auspício lunar
o Profeta surgiria

Ridicularizar-no-iam
E no auge solar
propalando o verbo amar
a sacra batalha venceria

Relembremo-nos de Davi
Como venceu Golias
Vejam os homens o que eu vi!

Ó grão-vil quem tu ferias
lembrar-se-á de mim,
Sou Cristão nas Mourarias

Força libertária


Instigam os homens à clausura
ao terror, ao ódio e à chacina
Há mil anos escreveu Deus a minha sina
“Destronarás o titã da ditadura”

Incutem-me a folia e a loucura
Presentearam-me com uma menina
que muito amo, moça tão fina
Não cumpro os pactos da diabrura

Libertarei os povos do Cosmos
As algemas serão cortadas
Os Baptismos por mares mornos

Pelas minhas mãos consagradas
Vinde ricos, vinde pobres
Encontrareis as alvoradas



Filipe Pimentel

Ode a Lisboa maçã


Trilhai os passos da loucura
Ó Lisboa, bem amada
tão garrida e delicada
tão cheia de lisura

És um hino à Formosura
E em Chelas ensanguentada
Em Alfama afamada
No Terreiro enclausurada
Vejo-te no Fado a ternura

No Tejo vejo a canoa
do Martinho da Arcada
Leio os versos de Pessoa

numa rima opiada
Ergue-te literata Lisboa
És Poetisa Iniciada

Das Letras, és deputada
Sou Eu quem te afeiçoa
A ti e à Madragoa
Lisboa imaculada
sob a manta enublada
do terror de quem te atordoa

na Rotunda és a Leoa
do vilão és a viloa
de Portugal és a República! És a Varoa
Pois sou eu singrada Lisboa
E não me permitais escrever à-toa
Que no teu dorso, na tua proa
Magnanimamente te coroa

Ó Lisboa bem amada
Da Joana afamada
De Bocage e de Pessoa
De Camões que se fez para Goa
Da Florbela enamorada

Apresentai-te imaculada
Para que de mim sejais
lexicalmente desflorada

Ó Lisboa!
Gaja boa!
Bem afamada
E bem amada!

Onde te estabelecem tratados
Atlânticos e Europeus
que não serão respeitados
nem por patrícios, nem por plebeus

Perdoai-me a ofensa Lisboa
escaldante e voluptuosa
dama de honor mais formosa
aceitai a minha coroa

Pois seu eu quem te enobrece
Pois seu eu quem te abençoa

Sou eu quem te afeiçoa
Sou eu quem te atordoa
Sou eu quem te doa
A magnânima coroa

Ó varina boa!
Lisboa!
 




Aónio Eliphis

Oratória premonitória


Evoquem deuses e lendas
reptos, profetas e mitos
os cânones dos infinitos
as magnas sacras agendas

Criai no Império as fendas

que causem nos incrédulos, os gritos
Salvai da agonia, os aflitos
nas sangrentas e eternas contendas

Destronai o seu Grão-Mestre

Trespassai-o com o Punhal
Erradicai esta peste

Erguei o hino sacral

E o império que temeste
ruirá na batalha final


Profecia de Filipe Lopes Pimentel

O uivo ululante da Liberdade…


Os homens que inspiram o grito
de libertação dos povos do infinito
Premonitório, sou um perito
que reaviva as lendas do mito

Onde os povos se libertam da clausura

Onde observo a formosa formosura
da minha doce Nádia, que lisura
O império do mal perpetra a tortura

Evoquemos a libertação

Esse desejo premente
Ergamos a destra mão

Gritemos ardentemente

Aclamai a Lusa nação
Benzei o incauto descrente




Escrito por
Filipe Oliveira Lopes 
à hora de almoço no dia do Senhor de 16/09/2010

Os ímpetos intempestivos do âmago


Esfaqueio e estripo, por paixão
Amo as dóceis ninfas, por loucura
Bato-me contra os homens por bravura
Exacerbo o mito, da sensação

Será a libido ou o coração
O néctar para a divina cura?
Que efemina a alma mais dura
Amo quem me ama de antemão

Bato-me fortemente, contra a razão
De uns déspotas execráveis
Enfrento o clérigo e o mação

Endinheirados miseráveis
Sou a ínfima divinal porção
A salvação dos subordináveis.

O Império Maléfico


Observo o império maléfico
Ateu, libertário, horrendo
Geram no mundo tormento
Com o seu arsenal pérfido

Proclama o seu líder herético
que vê o pobre gemendo
que vê o fraco sofrendo
que morre de fome esquelético

Iraque, Síria, Irão
Nações a destruir
China, Coreia, Japão

Dos átomos vão usufruir
E da austera destra mão
Os povos vão sucumbir



Novo Mundo tão imundo
Pérfido, Ímpio, Fugaz
O Poder é o que te apraz
nesse recanto soturno

És um império Moribundo
Podre és, foste e serás
O Novo Império é quem jaz
no túmulo mais profundo

Os outros são te indiferentes
O Capital, a primazia
Pérfidos descrentes

Só evocas a alegria
Quando falas, apenas mentes
É parca a tua euforia