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Mocidade Lusitana em Bicicleta


Já tinha em tempos publicado a Internacional Ciclista. Desta vez apresento a Mocidade Lusitana em Bicicleta, adaptação à letra do hino da Mocidade Portuguesa, redigido originalmente por Mário Beirão, poeta natural de Beja. A música e respetivo vídeo desta nova versão, estarão a caminho.

Lá vamos, rolando e rindo
Levados, levados, sim
Pela força do pé tremendo
Nas ruas, clamor sem fim.

Lá vamos, que o mundo é lindo!
Ruas assim percorrendo.
Praças, ruelas, abrindo!

Bicicleta imortal,
Gente bela que pedala
e é sacra em Portugal!

Querer! Querer! Pedalamos!
Tronco em flor, estende os ramos
À Bicicleta que passa.

Pare-se a lata que, turbada,
Perigosa se adianta
Cessem os carros da Germânia,
Ante a clara madrugada,
Em nossas almas vivida.
E, por nós, oh! Lusitânia,
– Bicicletas em Terra Santa –
Bicicleta celebrada,
E por nós serás erguida,
Percorrida pela Vida!

Rolar é a nossa divisa.
Rolar, tarefa que vem
Santas e meretrizes.
Deslumbra a rua precisa
Transcende os carros do além.
Rolar, tarefa da Graça
Grito das almas felizes

Querer! Querer! Pedalamos!
Tronco em flor, estende os ramos
À Bicicleta que passa!

Dizem que o co-r-po é po-r-co


Dizem que o corpo é porco
e se queres ver o teu porco
abre o teu corpo,
é que o anagrama do corpo
que se obtém do porco
que humilha o turco
o qual não conspurco
faz do porco o corpo
do bárbaro suíno
que cadáveres ingere
que reza a deus e ao trino
que a gula não mede
e tampouco
conhece o seu corpo

Abre o porco e o ingere
dias sem vez
e quanto mais o degola
mais porco se fez,
arroga-se acima do porco
pois reza a deus e aos três,
mas não passa dum porco
que para gula do corpo
racional nem tão pouco
e nem o porco é tão louco
conspurcando, se fez
um católico português

Degola-os o porco outra vez
com vil mesquinhez
na senda da gula
de um porco burguês,
arroga-se austero
católico, português,
e com cadáveres no prato
conspurcam-se à vez.
Sim, são vocês,
será malcriadez
com plena nitidez
criticar o carniceiro
o javardo festeiro
e um porco burguês?

Mas Deus é Grande
digo-o outra vez
sem mesquinhez
com mui sensatez,
e de cancro e maleitas
pela barbárie que fez
por não conhecer o seu corpo
chacinando o seu porco
criando-os à vez
num matadouro soez
para no prato, já morto
saciarem a gula
dum porco burguês,
que se arroga
superior
por rezar a deus e aos três!

Pois Deus,
Aquele que vos fez
na sua magna lucidez
imputa ao porco burguês
cancros, enfartes e AVCs
por este chacinar
qual massacre de Fez
a Criação animada
do Criador que lhe fez

Se queres conhecer o teu corpo,
o animalesco e grotesco,
chacina o teu porco,
trucida-o, esquarteja-o,
tortura-o, massacra-o,
fatia-o, degola-o,
decapita-o, ingere-o,
apunhala-o no pescoço
bebe o seu sangue
trinca o seu osso
e serás pois mais louco,
mais animalesco,
ainda mais javardo,
e mais grotesco
que esse mesmo porco

Pelo contrário
tal como no anagrama
se queres conhecer o teu coração
luta e combate
conhece a Razão
e ama
os entes animados
consagrados
que te oferendou
a Criação!

Fado: Cheira mal, cheira a Lisboa!



Foto de António Pedro Ferreira
Vindo eu da Holanda onde a qualidade do ar é uma exigência popular, tendo chegado a Lisboa a primeira sensação olfativa que senti foi o cheiro a "civilização", de hidrocarbonetos e combustível queimado. E a Holanda tem 16 milhões de habitantes numa área igual à do Alentejo.

Assim dedico este fadinho à cidade de Lisboa e aos 500 mil veículos que a violam diariamente, estando a letra perfeitamente adaptável à música do famoso fado cantado pela diva Amália Rodrigues "cheira bem, cheira a Lisboa"

Cheira mal, cheira a Lisboa

Lisboa já tem Sol, mas cheira a escape
de uma noite de fumaça e bebedeira
e o turista mais atento que a retrate
descreve sempre a espessa fumaceira

Lisboa cheira a hidrocarbonetos
dos fiéis seguidores do ACP
cheira a gasóleo e a dejectos
A Lisboa do craveiro ninguém vê!

(refrão)
A segunda circular ocupada
cheira mal, cheira a Lisboa
A Avenida toda enfumada
cheira mal, cheira a Lisboa
o popó que se usa à toa
o motoqueiro é sempre a rasgar
cheiram mal porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiros de escapes no ar

Lisboa tem o cheiro de um curral
a varina já não se anda a lavar
O Saldanha e o Marquês cheiram mal
Há 10 anos que se andam a bufar

Lisboa cheira sempre a gasolina
queimada por motor de combustão
intoxica o puto e a varina
tal é a imensa poluição

(refrão)

O degredo do Eng.º Belmiro de Azevedo


E sabeis onde é que se reúnem
os cães e as cadelas
a chungaria de Chelas
os paneleiros sem vergonha
dos que engolem a langonha
os vilões sem medo
e o mais pérfido putedo?
Reúnem-se no degredo
do Eng.º Belmiro de Azevedo!

E onde é que se reúnem
os paneleiros e as putas
os machistas cabrões
os homens sem condutas
os automobilistas vilões
os vis capitalistas
e os do BarclayCard chupistas?
Reúnem-se no degredo
do Eng.º Belmiro de Azevedo!

O Golpe da Energia (lê-se Galp)


Nota preambular: faço parte dos que acha que a gasolina deveria custar 20€ o litro! O atrasado do Pimentel também!


O golpe da Energia

Aqui, em Narvik, donde escrevo, a gasolina custa €1.88 o litro, a mais cara do mundo. Na Noruega, um país com enormes recursos petrolíferos, com enormes recursos energéticos, a gasolina é a mais cara do mundo. A Noruega donde escrevo tem muito menos quilómetros de autoestradas do que Portugal. Enquanto o meu país tem 253 km de autoestrada por milhão de habitantes, aqui a Noruega tem apenas 53 km. Em termos de área a Noruega tem 7 km de autoestrada por cada 10 mil km2 de território, já Portugal tem 292 km. Se considerarmos o rácio entre quilómetros de autoestrada e PIB per capita, aos 141 km de Portugal contrapõem-se apenas 5 km da Noruega, ou seja cerca de 30 vezes menos. Aqui na Noruega, a saúde é universal e completamente gratuita e o sistema de educação é também universal e completamente gratuito, por exemplo não há propinas na Noruega. Os salários da função pública e do sector privado são dos mais altos da Europa. O salário médio por exemplo dos professores na Noruega ronda os 4000€ por mês.

O Auto do Barbosa


  • Dedicado a todas as vítimas mortais de atropleamento - 118 mortos só em 2011, essencialmente idosos
  • Dedicado a todas as vítimas mortais de acidentes de viação - o carro já matou 4 vezes mais portugueses do que a guerra colonial [1] [2]
  • Dedicado a todos os que já morreram por pneumonia e doenças respiratórias - os fumos do escape dos carros provocam graves maleitas para a saúde, e Portugal é o 2º país da UE com mais mortos por pneumonia
  • Dedicado a todos os mortos por AVC e doenças do coração, vítimas do sedentarismo provocado pelo carro, pois a maior causa de morte em Portugal são as doenças do coração e Portugal é o país da UE com mais AVC [3]
  • Dedicado a todas as crianças que já morreram atropeladas, e a todas aquelas que não podem brincar, pois o espaço público foi roubado pelo carro
  • Dedicado à minha cidade, Lisboa, que foi violada pelos ideários do ACP
  • Dedicado por último ao Padre Himalaya que apresentou o seu Pirelióforo (uma alternativa às energias fósseis) na feira de St. Louis em 1904, tendo ganho vários prémios, mas sabe-se lá porquê, a sua invenção foi vandalizada e destruída, por coincidência 5 anos antes de Henry Ford começar a produzir o seu primeiro carro em série [1]



Letra de o Lobo Marvilense,
pseudónimo para Tiago Manuel Ferreira dos Santos Antunes

PS: Caro Fernando Seara, fica atento, pois se dessa boca vier alguma 'barboseira' populista para defender algo tão sacro como o popó, para as próximas autárquicas para Lisboa, a sátira deste lobo será avassaladora para contigo! Estás avisado!

Caso Barbosa vs. Pimentel; a saga continua


Exposição que fiz ao juiz
Se apanhou esta novela a meio leia ISTO

Este caso, por certo ainda vai fazer jurisprudência. Até que ponto um desabafo literário, pode ser acusado de calúnia? Até na idade média, uma época em que as penas judiciais eram extremamente mais severas, a liberdade literária no que concerne ao escárnio e ao mal-dizer era aceite. 

Ora reparai que D. Afonso Henriques (1109-1185) mandava encarcerar as mulheres que se amantizavam com elementos do clero, D. Afonso III (1210-1279) castigava com o enforcamento aquele que assaltasse a casa de outrem para roubar e D. Pedro I (1320-1367), decreta que a  todos os que falsificassem  moeda ou objetos de ouro ou prata lhes fossem amputados os pés e as mãos [1].

Ora por essa altura, Martim Soares, trovador português, documentado no período compreendido entre 1220 e 1260, escreve este poema em espécie de escárnio, a um tal Pero Rodrigues, o Carlos Barbosa lá da altura, a quem o acusava de ser 'cornudo':

Pero Rodrigues, da vossa mulher,
não acrediteis no mal que vos digam.
Tenho eu a certeza que muito vos quer.
Quem tal não disser quer fazer intriga.
Sabei que outro dia quando eu a fodia,
enquanto gozava, pelo que dizia,
muito me mostrava que era vossa amiga.

Se vos deu o céu mulher tão leal,
que vos não agaste qualquer picardia,
pois mente quem dela vos for dizer mal.
Sabei que lhe ouvi jurar outro dia
que vos estimava mais do que a ninguém;
e para mostrar quanto vos quer bem,
fodendo comigo assim me dizia.

Ao que parece na história portuguesa não há registos de quaisquer trovadores enforcados, amputados nem muito menos encarcerados, pois esta forma de arte era aceite pelo povo e pela nobreza. Todavia, no século XXI, em Portugal, e após o 25 de abril, colocam-se os poetas com termo de identidade e residência, por calúnia e difamação. 

Ao caro Pero Rodrigues dos popós:

Se vos deu o céu, um popó sacral
e se vos aprazais com os negros o anal
daqueles que se mostram nos bosques sublimes
enquanto lhes lambeis, suas vergas tão firmes
garanto-vos que já o velocípede não castra
e ficais com tesão, até com a mulher gasta
Largai hoje mesmo, o vosso sacro popó
Deixai hoje mesmo de fazer o bobó
pois se o escárnio, na era afonsina era aceite
hoje, posso grafar, que um negro te esporro a careca com leite!

Falei então com o meu advogado oficioso há dois meses, e este lá me referiu para eu ser mais moderado, que estava em negociações com o ACP, para que o ACP desistisse da queixa. Até agora, não tive quaisquer novidades, assim sendo, fiz eu uma exposição direta ao juiz. Vede Imagem em cima!

Na dita reunião com os advogados oficiosos (era um e uma de um escritório conceituado, sou especial) foi-me dito que é quase certo eu vir a ser condenado por calúnia, difamação e injúria, pelo teor do meu texto. Todavia, a boa notícia, é que é um direito que me assiste, poder substituir a multa em dinheiro, por trabalho comunitário. Ora, trabalho comunitário, é o que faço de borla, desde há anos, por isso Exmo. Sr. Juiz, venham as suas mais duras penas para este poeta infame!

PS: Peço por favor que reencaminhem isto a juristas e estudantes de Direito, qu'isto vai fazer jurisprudência em Portugal.

O Auto da Barca do Inferno séc.XXI




Parte I - Inspiração

Meu nobre Gil Vicente
és o meu génio inspirador
pois quem diz a Verdade e não mente
merece honras e louvor

Escrevo-te neste Inverno
este verso teatral
Escreveste: "o Auto da Barca do Inferno"
Escrevemos Portugal

Muito pouco mudou desde então
prezado Gil Vicente
pois há muito fidalgo e ladrão
que continua entre a gente!

Fidalgos são os jet 7 de merda
que vivem à custa do desgraçado
e há muito fidalgo de esquerda,
há muito fidalgo advogado!

Para onzeneiros, temos o Dr. Ulrich
assim como o Dr. Jardim Gonçalves
Pois na TV, pedir crédito é fixe
Agiota, que do Diabo não te salves

Os frades meu caro Gil, já não dão esperanças
no teu tempo andavam com raparigas
pois agora andam com crianças
que ficam com infâncias perdidas

A alcoviteira continua aqui
a cada Correio da Manhã
aquelas páginas que eu lá no meio vi
são Evas que morderam a maçã

Os judeus usurários estão no capital
vestem fato e gravata p'la manhã
estão na troika e em Portugal
vêm lá todos do Grande Satã

Poema ao advogado


Onde estavas meu cabrão
quando Lhe decretaram
a crucificação?

Onde estavas filho da puta
quando Lhe recriminaram a conduta?

Onde estavas meu cabrão
quando nem Madalena
Lhe esticou a mão?

Onde estavas Cristão-Novo
quando a sentença
Lhe decretou o povo?

Onde estavas advogado
quando Ele foi açoitado?

Ei-lo disse Pilatos
e após os maus-tratos
após ser chicoteado
após o Filho ser vexado
depois de denunciado
E aos Seus nobres atos
Tu advogado
Ficaste calado
e perante os factos
consideraste-O
culpado!

Poema ao 25 de Abril de 1974










Escrevo-vos no 25 de Abril
no ano do Senhor de 2012
A Revolução dos Cravos, foi a morfose
que nos libertou do redil

Mas há muitas estórias por contar
Os revoltosos, que se instalaram
Houveram bons tachos para dar
E a economia definharam

Os sindicalistas são neoburgueses
que só idolatram o Capital
E para os comunistas portugueses
O salário é o fundamental

3000 ganham os maquinistas,
os médicos, o equivalente
Os pilotos são os chupistas
que só dinheiro veem de frente

E dos mais bem pagos do mundo
diz o Relatório, são os professores
E gritam enraivecidos: “Somos doutores
que nos colocam no Portugal profundo”

“Não queremos ser avaliados
nas 22 horas que trabalhamos
somos neo-deuses consagrados
com a missão de ensinar os mundanos!”

E a Polícia: “Ai que desgraça,
Não temos meios, ganhamos mal!”
Com o secundário, e somente praça
ganha mais que meio Portugal

E as nossas magnas forças armadas
que combatem ferozmente o invasor
sem sair do quartel, pois estão cansadas
e não no verão, pois faz calor

"Sou funcionária pública
Trabalho muito, ganho mal"
"No orçamento, pagar-lhe é a maior rúbrica
e pobre, é Portugal"

Até Cavaco, diz que ganha mal
Qualquer dia, nem lhe dá para o pão
Concedam ao Presidente de Portugal
O Rendimento Social de Inserção

Os credores batem-nos à porta
Pum, Pum, Pum; vem aí o saque!
“Portugueses, a dívida não é letra morta
ou quereis, o cobrador do fraque?”

O sindicalista é um burguês
só o sacia, o Capital
a mesma massa que o fez,
fez o neoliberal

“Mais salários. Mais direitos!
Lutemos camaradas! Avante!”
"Mas trabalhar, não nos dá jeito
E não há emprego que nos encante"

“Portugueses! Haverá ainda esperanças?
Falo-vos de Santa Comba Dão
Gastastes o oiro das poupanças
e agora à troica, esticais a mão”

“Portugueses, tanta autoestrada fútil
O dinheiro andastes a gastar
Em obra socretina inútil
quem vos fala é Salazar”

Abril é Liberdade
É a Primavera popular
É evocar a expressividade
num país com Sol, Fado e Mar

Evoquemos o 25 de Abril
Esta efeméride nacional
que nos libertou do redil
para cumprir Portugal

Crescei Portugal! Avante!
É Hora da União
Nesta causa, que doravante
exaltar-vos-á o coração

Abençoadas gentes e esta terra
Foi Maria, quem vos pariu
Pois já ninguém mais cerra
As Portas que Abril abriu

Poema a Merkozy


Ser Português é ser perdulário
e os Gregos andam tão definhados
Na Irlanda, suporta-se o calvário
dos agiotas, do capital e dos mercados

Que é o culpado? O gastador ou o usurário?
No sul da Europa estão todos malfadados
pois o gasto está-lhes no imaginário
E para trabalhar? Só se forem requisitados

E se em tempos fomos para lá do Bojador
Endividamo-nos hoje para dois submarinos
Sendo o défice mais um dissabor

Num país só bom para o golfe e para os mais finos
Levante-te Europa! E ecléticos em teu Louvor
Ergue-te Portugal! Cantam as vozes, ouvem-se os sinos!



Merkozy! Desde quando sois Europeu?
Sois trabalhador regrado, é certo
mas para esta Deusa atingir o Apogeu
vós apenas divagais por rumo incerto

O Latino é Julieta, o Germano é Romeu
e nesta União nunca o par esteve tão perto
alumiados pelas doze estrelas do céu
ouvindo Valsa e Fado, num Amor desperto

Mas agora Merkozy, que fazeis vós?
Definhais este projeto tão nobre
E eu grito para que ouçais a minha voz

Pois provenho de um país ainda pobre
Gastos, custos, temos todos nós
Mantei as nações, que a União ainda cobre!



A Europa é um Império por desvendar
Tem o culto do mação e o verso do Poeta
Tem a pena da Grécia e uma cristandade por revelar
E em cada lei é Roma, Oslo, Luanda e até Meca

Da Grécia veio o Filósofo que a fez triunfar
Das arábias veio o mago e o profeta
As agências de notação, andam-Na a definhar
A ira dos mercados, apontam-lhe a seta

Pois é o petrodólar, que quer reinar no mundo
E o Euro, até andava a fazer moça
Pois o tio Sam do seu recanto soturno

não tolera quem de si faça troça
e as agências de notação, em delírio profundo
Chamam-Lhe lixo, qual corja que lhe dá uma coça



Merkozy, não sois de todo Europeísta!
Não amais a pátria Europa com o coração
Sois apenas um fantoche pseudorreformista
dos agiotas, do capital e do mação

Rogo-vos, não sejais elitista!
E aos biltres das agências de notação
Aniquilai-os! É mero lixo propagandista
do tio Sam, mascarado de “opinião”

Porque este vento do Leste, não escolhe raça
abraça todos os credos e todas as línguas
O tio Sam, para esta Deusa é uma ameaça

E tu Merkozy, não A enobreces, só a mínguas
E os Eurobonds! Que se faça!
Ergue-te Europa, com as tuas doutrinas!



Pois o Euro é a moeda ecuménica
E a Europa alberga todos os povos
que a revêm como uma pátria edénica
para muçulmanos e cristãos-novos.

A mente desta Deusa é Helénica
E as agências são os corvos
que perturbam a ideia irénica
consagrada nos textos Lusófonos

Merkozy! Erradicai esta peste da Europa
chamada “agências de notação”
Formai sem armamento a magna tropa

E através da Palavra e da Oração
crescei minha dócil cachopa!
Cantai os hinos! Erguei a mão!

Soneto à Gomorra lisbonesa



Por aqui passam putas, e passam chulos
Passam paneleiros endinheirados
Vagueiam velhos ricos depravados
Por aqui os cornos mansos, ficam fulos

Castos, celibatários, ficam impuros
Carochos, paneleiras e drogados
A luxuria e o despudor são aclamados
Da moral, quebram-se todos os muros

A felação, é o prato de cada dia
O Intendente, bradaria aos céus
pois aqui pratica-se a sodomia

No purgatório serão todos réus
Este é o bairro da heresia
onde se erguem todos os véus