A ariana representação do ser, na iconografia popular portuguesa
Publicada por João Pimentel Ferreira
Entre a harmonia do ser e a diáspora do estar
Publicada por João Pimentel Ferreira
o forma de distinguir o contexto em que o individuo se encontra. Por vezes questiono-me sobre a razão de tal distinção, ou de tal união verbal entre os estados de espírito distintos. Entre ser e estar, entre estar e ser. Será que sou onde estou? Será que me identifico com o local onde estou? Será que estou com quem sou? Estarei onde sou? Ou serei onde estou? É que a harmonia interior proclamada pelos povos do norte, une o ser e o estar. É o reencontro, é a felicidade, é a paz interior, é a serpente que se une com a haste, lembrando a cura tão difundida pictoricamente nos símbolos das farmácias. É o encontro salubre entre o ser e o estar, entre os nossos dipolos interiores, entre os nossos lados antagónicos que se opõem. Quando nos encontramos, quando unimos estes dois lados, encontramos a harmonia e contemplamos a felicidade e a liberdade. Rejeitamos a dor e a angústia quando somos onde estamos.Já as línguas Românicas, com fortes traços equatorias de sufismos do sul, e de semitismos do deserto, guarda da diáspora a distinção entre o ser e o estar. Povos viajantes, que caminharam pelo mundo à descoberta do desconhecido, por vezes têm de guardar as raízes culturais e religiosas, não sendo onde estão. Guarda
r os traços culturais originais, quando se viaja por locais e nações distantes. É distinguir o ser e o estar. É não ser onde se está, pois o ser está no local de nascimento e por vezes estamos longe de nos encontrarmos. Por isso viajamos, procuramos algo mais que vai além do local que nos viu nascer. É não estarmos onde somos.Fugi, deixei de ser
Vim para me perder
Sou o ser que flúi
Estou, não sendo
Viajo pelo mar azul
Vejo do Norte, os mares do Sul
Estou vivendo
Estou e sou
Sou quem sou
Estou, sou, ou
Sou o ser que voou
Que navegou
Que passeou
E deixou de ser onde está
Vi a harmonia viajante
Se viajo, ser pensante
E sem viajar,
sou para me encontrar
A pérfida caixa mágica
Publicada por João Pimentel Ferreira
s, hoje provavelmente devido à invasão cultural que o nosso país sofreu, ao sinal de umas ritmadas de Britney Spears os capitães invadiriam o parlamento e tomariam de assalto os estúdios da televisão. Processo democrático angolano, forças oposicionistas combatem pelo poder, o bastião prioritário de ambas as facções é por certo, e mais que evidente às lides tribais a estação de televisão nacional de Angola. Tomada do parlamento de São Petersburgo em 1917, revolução vermelha de Outubro; como na altura as mentes brilhantes que criaram a caixa mágica em que os fotões impulsionados por forças enormes colidem com o painel sensorial que nos é visível; ainda não se tinham lembrado de conceber tal façanha tecnológica, a tomada do parlamento russo por certo deu-se em sincronismo com a tomada de todos os órgãos mediáticos entre os quais a rádio. Em todas as revoluções a tomada do núcleo central que comanda as pérfidas e hipnotizantes caixas mágicas que temos nos nossos lares, foi sempre uma tarefa de alta prioridade. A tomada da rádio, da televisão, havia que controlar o núcleo que emprenha com ideias pérfidas e opressores, as mentes dos cidadãos. A pérfida TV, duas letras que abreviam a caixa que revolucionou o mundo e que nada de novo e de bom trouxe ao mundo. E passo a expor a minha opinião.
érfida e opressora TV, o centralismo dos servidores internacionais que monopolizam e controlam grande parte da rede, mas trouxe algo que a TV nunca soube oferecer aos cidadãos, trouxe cidadania interactiva, trouxe internacionalização, a simples cliques podemos ver sítios chineses, americanos, timorenses ou vietnamitas, a TV muito mais pérfida e sequiosa de audiências prefere buscar as tragédias que marcam as notícias do plano internacional sempre dispostas a procurar audiência, que no fundo é esta que lhe trará os louros da publicidade e do respectivo lucro. Mais pérfido ficou o espectro audiovisual português com o advento da televisão privada. Na procura incessante da audiência procurava-se no jornal da noite, com o pano de fundo e sob uma capa ténue e pouco esclarecedora de “informação”, chocar o mais possível o telespectador, pois as sensações primárias são sempre aquelas que mais cativam. A pérfida, monopolizadora, e hipnotizante TV.
celerados e são varridos nos dois eixos por campos magnéticos. Os fotões colidem com a tela sensível à sua colisão. Três grupos de fotões, um para cada órgão sensorial da nossa retina. Mas é muito mais que isso. São imagens em movimento, pessoas que vemos no dia a dia, são vozes, palavras, sangue, guerras que nos entram pelo lar na nossa intimidade, são assaltos, são oradores, são revolucionários que falam na TV depois de deporem os anteriores, advogando os próprios que eles sim são a salvação. São os jornais da telé, não são apenas fotões! Enganem-se os físicos que a TV é apenas um acelerador de partículas sem massa. Se um fotão não tem massa, meu caro físico, tem algo deveras muito mais importante e avassalador, tem energia. Tem energia que convertida em símbolos em movimento entra-nos no inconsciente e programa-nos a fazermos aquilo que as elites querem que façamos. A pérfida TV. Votamos sempre nos mesmos partidos, dizemos sempre que sim aos mesmos senhores, mamamos sempre do mesmo, dos pérfidos criadores da TV. Os malefícios da caixa são incalculáveis. Trazem-nos o “horror, o pânico e a tragédia” para dentro dos lares. A fobia do próximo guardei-a da TV, pois quando ligava o jornal da noite via da América Latina apenas mortes, tragédia, assaltos, crime organizado e criminalidade brutal, de África trouxe-me apenas guerras, sida, miséria e fome, da Ásia trouxe-me prostituição infantil, trabalho infantil e tríades mafiosas, e da Europa e da América a TV trouxe-me progresso. É esta a TV que nos é oferecida, é esta a TV que nos é imposta, a TV que sempre foi o mais altos dos pilares dos movimentos revolucionários.Diz-me o teu nome, dir-te-ei quem és…
Publicada por João Pimentel Ferreira
O nome,
Diz-me o que tatuas,
Quais os poros por onde suas
Desenha-me as tuas
Tatuagens Nuas
Quartetos Onomásticos
Publicada por João Pimentel Ferreira
Incutida de carícias
Paixões riquíssimas
És a diva e a profana
Caridosa Milanesa
Bela dama inglesa
No meu jardim, uma tulipa
Entrego o corpo ao rei Herodes
Para ti, componho belas odes
És as pirâmides de Gizé
Da Rússia, és imperatrizMulher de César enamorada
Que se mostra ao povo na alvorada
Beata Santa, Beatriz
És quem evoca a sensação
O delírio em ter-te a tesão
És a adorada, a Filomena
E a tua suave mão ilícita
Que me enche da ansiedade
Que me acaricia a mocidade
És a plebeia e a Patrícia
Que me inspira a escrever
E contigo consigo tecer
Belos versos, bela Prosa
Aquela que da ostentação
Me enche o corpo de paixão
Caridosa e tirana
Esses teus loiros cabelos

Evocam-me a percorrê-los
Nas tuas recordações de menina
Caridosa e piedosa
Que ao mundo se mostrou honrosa
A ternura por ti é tanta
Louvo aos céus por te ter
Louvo aos céus sem perecer
És a Mulher que Deus teria
Whose surname refers to Rice
You’re my desire, my passion, my vice
You’re my sweetheart, you’re the best
With her troops, and all their power
You’re my beautiful Sunflower
You’re my darling, my desire
A que me abraça na madrugada
A amiga-companheira, a desejada
És a Flor, a Cinderela
Dinamene...
Publicada por João Pimentel Ferreira
Serão o profano e o sagradoo divino e o terreno
romana em Roma e amor romeno
Farão parte do passado?
Muita calma, amor sereno
requer a chama do meu fado
Adiar o adiado
Muito amor, amor ameno
Dinamene, quem tu és?
Sina, ou sino-paixão
O poeta a teus pés
Entregou o coração
Pois o poeta é quem vês
É o que escreve a adoração
Six quatrains written in English
Publicada por João Pimentel Ferreira
Every hour, every minute
Every second, with delight
I cross every limit
which unties me from your sight.
which captures you, into my heart
I feel it with great pain
cause I still force you apart
With no pleasure, nor even joy
I stare you, into my soul
If I treated as a toy,
would you be into my world?
Neither pain, nor even sadness:
The shadows which shine from you
I'm sober, but still my madness
force me: So many things to do
Shall be authentic this desire?
Was it given by some God?
Burning water and cold fire
capture me into my pod.
If I don't know my future life
If it's unknown my longing fate
I do love you, my beloved wife
since the day we start to date.
Soneto à Lua
Publicada por João Pimentel Ferreira
Ó lua que estás tão altaLua brilhante, da imensidão
Que evoca o coração
E o desejo que me faz falta
És por quem a Mulher se pauta
És quem renega a escuridão
Astro passivo de eleição
Cruz cristã, a cruz de Malta.
Quando cheia, és reluzente
Levas homens à loucura
Quando nova, és deprimente
A escuridão e a lonjura
Mas se Nova és, espero o crescente
Amar-te assim, cândida e pura.
Em nome da Liberdade
Publicada por João Pimentel Ferreira
Em nome da tão afamada liberdade
Quanto sangue correu pelas paredes das celas da Bastilha
Quantas cabeças rolaram sobre o peso da guilhotina
Dessa gravosa anglo-gravidade
Em nome da liberdade
E em nome da Liberdade
Matou-se o regente luso, o último
Elevou-se a Republica
Elevou-se por vezes a injúria
Perdeu-se a Saudade,
Desse povo que ostenta a estátua homónima
Que carrega a tocha na austera mão direita
Supostamente perfeita
E que carrega a coroa de cinco espinhos
Lançou-se a devastadora bomba sobre os nipónicos
Arrasaram-se milhares de vidas em nome dessa mesma liberdade
E dos seus três pilares mestres anexos
Morrem milhares em metrópoles perversas
E imersas em fogo cruzado,
sem condições humanas
Todas elas profanas
Enquanto senhores ricos ostentam quintas, palacetes, carrões, propriedades imensas no mato
O Sangue que escorreu em África
Com catanadas que cortavam carne tenra infantil
De pobres crianças, pueris, apenas por pertencerem a tribos diferentes
Em nome da Liberdade, em Nome da Liberdade
O Sangue que não escorreu no “Porto Livre”
Em nome da anglo-liberdade
E a saudade?
Pois a Liberdade fumava muito, e morreu de cancro dos pulmões
Em nome da Liberdade
As vítimas
Da Liberdade
Dos “outros”
Que rima com
Fraternidade
Igualdade
Haverá nas terras do Tio Samuel Igualdade?
Haverá Fraternidade nas terras francas?
“Liberté, Egalité, Fraternité”
E o Sacrifício em seu nome?
Que menciona essa estrutura quase indivisível que é o átomo, tão minúscula, tão quase ínfima
Como pode causar tantos danos?
Como pode causar tanta devastação?
Tanta destruição?
Em nome da Liberdade!?
Quanto sangue não escorreu pelos pacíficos colonos?
Mas doce Flor
Respeito o teu livre arbítrio, o teu sentido de liberdade,
E se porventura quiseres fugir
E o melhor é a Liberdade
E o fado e a Saudade!?
Não sou teu amo, nem teu Senhor,
Mas não nego que por ti sinto por vezes paixão, amor
E bem sei que vivo em condição de mortal.
E talvez te tenha mostrado o direito
Mas apenas o direito não é perfeito
E tentei mostrar-te o caminho, a Saída
Cabe-nos a nós redescobri-la
Para que possamos senti-la
No nascimento, a Autenticidade
Não to sei dizer
Apenas homens racionais e conscenciosos podem nutrir
Da verdadeira liberdade
Vê o sangue derramado nas batalhas e revoluções
Em nome da aclamada Liberdade
Revolução francesa, americana, africana, sempre
Em nome da Liberdade
Vê a morte, a tragédia em nome dos três pilares
Mestres que sustentam esses valores
MAS, esqueçamos os pretéritos, as intempéries e
O sangue e evoquemos o Perdão
sem Sermão
Limpem as mágoas e as máculas mundanas
Vamos elevar o Sacro, sem sacrificar as profanas
A liberdade é um processo
Imerso
Por vezes Intenso
Que renega o perverso
E terá o Homem que sofrer para a contemplar?
Absorvamos os campos verdejantes
Encaremo-nos como seres pensantes
Farão a tragédia, o Sangue, as catástrofes, parte do processo de Liberdade?
Terá a Liberdade do número 90 ter que se movimentar?
O que é uno? O que é amar?
O que é o todo? O que é suar?
O que é o nada? O que é saltar?
Quem sou Eu? Serei o breu?
Ou o Apogeu?
Que sois vós?
Bela Flor campestre?
Que me foi agreste?
Calma, amiga e amena
Elevemo-la nos mais altos dos pilares
Dos triângulos rectângulos, rectos direitos e divinos
Dos crescentes pares das terras meridionais
Façamos dos juramentos, a Liberdade, aqui juro
Trilhemos os passos da Liberdade
Da Caridade
Da mocidade
Do Renascer, pois só ao renascer somos livres
Da piedosa Piedade
Evoquemos a Liberdade
Afastemos a escravatura
Pensemos nos homens-livres que aboliram a opressora escravatura
Nos pedreiros livres que elevaram os valores da amizade e fraternidade
Elevemos os espíritos ternos a amigos
Irradiemos o desejo, e sigamos os espíritos indo-europeus da suástica pacífica
Percamos os anti-semitismos
Adoremos o espírito infantil da puerilidade
Criemos um mundo, e um ser livre
Dêmos ao mundo felicidade, mas lembrai-vos cara Flor,
que a Liberdade é um Processo
Que se conquista, que se alcança
E só o homem racional, forte, e verdadeiro a obtém
Sem as farpas de uma lança
Atentamente
João, a tentar libertar-se
29/Nov/2007
Um donuts do dia
Publicada por João Pimentel Ferreira
Não haja dúvida às influências inegáveis do império do ocidente; Portugal e Lisboa em particular que foi sempre tão rica em doçarias tradicionais, desde
- a bola de Berlim,
- o bolo de arroz,
- o pastel de nata,
- o palmiê recheado e coberto,
- o São Marcos,
- as tartes de amêndoa,
- o queque de chocolate,
- o salame
- o doce de cenoura
- o doce de leite
- o caracol
e muitos mais me lembro de observar por essas pastelarias alfacinhas, fabricados e concebidos, adocicados por essas padarias da cidade, nas matinais correrias de entregar o fresco bolo português e europeu no café e na montra mais perto do consumidor.
Da língua e das papilas gustativas, o açúcar, o creme fresco e doce que adoça a já adocicada boca dos cidadãos frequentes destes estabelecimentos.
No entanto, pouca ou nenhuma publicidade a estas iguarias da doçaria tradicional; no entanto por muita estranheza, ou talvez por muito dinheiro e influências envolvidas é o “Donuts” do dia que vimos tão amplamente publicitado e difundido.
Esse donuts, que não nego que seja agradável e de sabor esplêndido ao paladar, com essa forma cilíndrica circular que se une em si próprio, uma espécie de pescadinha de rabo na boca da doçaria norte-americana, amaplamente difundido pelo trabalhador inexperiente e desastrado da série televisiva, não deixa, de em comparação com a doçaria nacional portuguesa e europeia de ficar umas boas milhas em desvantagem.
E estranho é assertar, que o donuts, que evoca essa estrutura que mais se assemelha a um ac
elerador de partículas da doçaria, em que os átomos de açúcar fluem no sentido do campo magnético do local onde nos encontramos, apesar de ser um único elemento tem o 'S' no final; deve pertencer à mesma classe gramatical da palavra lápis.
E muito mais poderia ser dito sobre todos os outros doces que nos adoçam a manhã, na pastelaria mais próxima, desde essas de fabrico próprio, que nos aparecem frescos, cuja massa ao ser degustada, se mistura com a saliva e é deglutida de uma forma suave e amena.
O caracol que evoca a nossa galáxia, ou a forma divina, mágica de todas as espirais. Será que o caracol da doçaria nacional, na curvatura que faz sobre si mesmo, obedece à proporção definida pela constante áurea?
E o bolo de arroz, com essa forma templária, uma cúpula de doce arroz que se eleva nos céus, e cujos dentes do guloso trincam e degustam. Não é o arroz, o cereal do Oriente? Então é o bolo de arroz o mais iniciado dos doces, afável, de um brilho despercebido para não enjoar, mas de uma doce textura a massa que o constitui. Simples, modesto, sem muitos cremes, mas no entanto revela ser uma das mais procuradas iguarias da doçaria portuguesa
E o plamiê coberto, quanto açúcar contêm esse leque da doçaria nacional, assemelha-se a um leque de donzela da aristocracia francesa, linda, sublime, que com palavras entoadas num tom sensual, vai com a mão esquerda abanando o leque que a refresca, é o palmier coberto, amarelo, com o seu açúcar forte e rijo, quando trincado e misturado com a saliva forma uma mistura bastante calórica, no entanto irresistível.
Já o palmier recheado, essas duas camadas quadrangulares de massa com recheio entre elas, são deveras sublimes, deliciosas; o creme que as une e as separa é de uma amarelo de ovo delicioso. Esse creme é a massa que une os dois mosaicos, as duas placas, os dois azulejos; e se notarmos com mais alguma minúcia apercebermo-nos que na realidade os dois doces quadrados, são na realidade diversas tiras, verticais unidas entre si, uma espécie de duplo “kit kat” da nossa tão tradicional doçaria. Um hino aos preceitos quadrangulares!
No entanto, não posso deixar de referir um dos mais saborosos, no entanto fortemente calóricos doces que se encontram nas pastelarias da cidade que habito, o delicioso São Marcos. Com aquela estrutura cúbica, esbranquiçada na base e caramelizada no topo forma um cubo doce, agradável às papilas gustativas, suave, mas quando o pressiono com a face cortante do garfo de sobremesa, por vezes desfaz-se e custa a sua separação em partes devido à sua intrínseca estrutura, cujos átomos de açúcar parecem ter fortes laços magnéticos entre si. Seria preciso estudar mecânica quântica para entender os fenómenos que unem as estruturas de massa de um tão agradável e delicioso São Marcos.
E aquele que mete o donuts do dia no canto depois de um KO impiedoso é o tão afamado pastel de nata, estrutura circular regular, é uma espécie de cone cortado invertido. Seria assim por certo a sua receita geométrica:
Pegue num cone simples,
Inverta-o sobre o eixo do zenite,
Agora com muito cuidado faça um corte com um plano alinhado com a horizontal, mais ou menos a dois terços da base.
Colore-o com um amarelo suave, e enrije-o um pouco,
De seguida preencha o seu interior com um recheio cujo espessura e densidade satisfaçam o mais requintado dos adoradores de doçaria
Cubra o seu topo com um círculo ligeiramente escurecido, aqueça-o e sirva com a temperatura que achar conveniente.
E muito mais poderia ser dito de todos esses altares e menires, esses cromeleques, esses templos de criança, que brinca alegremente, essas massas, esses recheios, o açúcar e o ovo, palavra capicua. Por isso o donuts do dia é apenas o renegado dos deuses do olimpo dedicados à doçaria, quando comparado com as deidades adocicadas que se exibem nas pastelarias da metrópole que habito.
E onde estão as campanhas publicitárias em seu louvor? Para quê?
O saber e o sabor falam por si!!!
Hoje sou padre
Publicada por João Pimentel Ferreira
E em tempos com um amigo, o Zé Marçal, o Zé Carlos, o Rui Rodrigues e o Bernardo, enquanto caminhávamos pelo sul de Espanha, deparei-me com um facto deveras interessante da língua Castelhana; o termo “padre” serve para definir pai! Assim como o termo “embaraçada” define grávida! Quão interessante é observar tais jogos linguísticos da língua de “nuestros herman
os”. Serão então os padres dessas vilas e cidadelas espanholas os pais biológicos dessas embaraçadas que caminham graves e pesadas com o rebento no ventre, dos quais apenas as mesmas conhecem o verdadeiro progenitor. Daí o grande embaraço! A língua é estranha, e na fecundidade, na virilidade, encontram-se em todas os idiomas termos estranhos com semelhanças ainda mais peculiares.
Pois hoje sou padre eclesiástico, e abomino todas as ordens contrárias às de Roma. Hoje, apenas hoje, sou padre que renego todos os preceitos semíticos, hoje e apenas hoje, venero os preceitos de São Pedro, das suas basílicas, dos seus altares, das suas estruturas fálicas adoradoras do divino. Hoje, venero o espírito indo-europeu de Roma, dos povos do Leste, dos ritos e mágicos significados do Império. Hoje, e apenas hoje, sou César, mas sou César senil, sem reinado, nem reino. Hoje sou padre eclesiástico, mas também sou homem humano de paz, que a muito custo venero esses preceitos do sul, a que denominam católicos, e que os crentes veneram em lágrimas de sangue: A adorada Fátima.
Hoje sou padre, rejeito esses pedreiros-livres e todas as suas doutrinas de liberdade, hoje confronto as ordens vigentes, esses que sempre conspiraram contra a supra autoridade do santo ofício, esses que diplomaticamente cumprimentam e toleram o santo catolicismo, mas que conspiram para a sua extinção, essas ordens que o grande Poeta Pessoa venerava e defendia, hoje sou eclesiástico, sou homem religioso, hoje sou padre, visto a batina, e entrego-me aos rituais da homilia, passo a palavra aos crentes.
Mas sou padre com mente aberta à sociedade, porque é que sendo padre tenho obrigatoriamente de votar nesses partidos de direita, autoritários e faccionários, cheios de aristocratas da sociedade regente e decadente. Hoje sou padre, visto a batina, prego o sermão, e professo a palavra do salvador. Hoje a apenas hoje, renego a mais elevada das heresias daqueles que sempre conspiraram contra o império cristão. O império que abraça o Cáucaso nos seus ritos, e nas suas crenças. Hoje sou padre douto, talvez senil, talvez incompreendido pelas sociedades vigentes que reinam e instalaram o poder e as posses como doutrina máxima da condição humana. Esse semita que criou a moeda, não é ele o maior dos pecadores? Não é ele o pecador primogénito. Meus caros fieis, ouvi a palavra do Senhor, pois o Senhor está convosco. Meus caros fiéis, renegai a doutrina que vigora por esse mundo ocidental, onde a moeda e o poder se alicerçam em valores nada condicentes à razão humana. Vede Eva, a primogénita, a mais bela das mulheres, vede a sua mágica fecundidade, vede a sua feminilidade, e vede que fruto trincou, vede como pecou, vede como uma tão bela e delicada mulher, se desvirtua de forma tão pérfida.
Vede, meus adorados e seguidores fiéis, como hoje sou padre, hoje venero Roma, hoje renego os preceitos do Ocidente e do Sul. Hoje adoro nosso Senhor, nosso Deus triangular, a nossa santíssima trindade, hoje leio o livro, leio a bíblia e dedico-vos todos estes preceitos. Hoje sou padre, sou padre espanhol, sou padre casto, celibatário, eclesiástico e professo através desta humilde homilia, a palavra da salvação.
Hoje rejeito os conspiradores, hoje rejeito a doutrina falsa do poder através da moeda, hoje rejeito os poetas falsos, que evocam duos de rimas, hoje abomino comunistas, abomino os laicos e descrentes, hoje para mim cubanos, revolucionários vermelhos são como farpas na garganta que tolero à força. Para mim, nossa senhora de Fátima, mesmo apesar do nome me parecer inconveniente, apenas a ela devo louvar, apenas a ela ofereço os meus préstimos, mas primeiro ao Senhor das altura, depois à nossa Senhora, e em terceiro lugar a sua Santidade, o papa. Quão querida é a língua em que redijo estes textos, ao associar o termo terno da paternidade da criança, ao sumo pontífice da mais alta instituição ecuménica, a Santa Igreja.
Meus caros fiéis, hoje sou padre senil, hoje sou casto, hoje sou celibatário, faço parte das ordens, mas apenas das religiosas, faço parte das ordens que professam a palavra da salvação.
Segui comigo o caminho da salvação do divino, pois hoje, e apenas hoje, sou padre.
Amén
Frade Filipe Pimentel
Veneza, a Deusa da água
Publicada por João Pimentel Ferreira
Pelos verdejantes canais venezianos Onde gôndolas navegam tranquilas
Poucas polis, cidades ou vilas
Revelam monumentos tamanhos
Intensos pacatos, momentâneos
Dois dias em cidade migratória
Ancestral vila piscatória
Que se entrega aos prazeres mundanos
Carnavalesca, alegre, serena
Veneza, mulher da água
Fria, áspera, amena
Que m'inunda e lava a mágoa
Patrícia, Moura, Helena
A mais bela deusa da Frágua
Um Tetraedro Triangular a uma bela Brasileira
Publicada por João Pimentel Ferreira
São o verde do amor e eloquência
Se nas negras peles há um tenor
de uma voz que grita o amor
Se nas chamas de uma pele de tez escura
encontro eu o amor de uma negrura
Se o clima é quente-fogo e enublado
Ama-me, e serei eu o enamorado
Se te amo, perco as mágoas da solidão
Vejo o mundo e os astros da imensidão
Se o leito é o deleite da lonjura
São o corpo as carícias da ternura
Se te digo, que anseio as carícias
És o abrigo e as mãos ilícitas
que me afagam a pele carente
Sou o mundo: Frio e Quente.
Se o teu corpo, é assim a dádiva
Sou eu o rio, e sou a lágrima
Se a silhueta na escuridão
São o meu mundo da imensidão
Se os corpos que se abraçam
são os pilares que se entrelaçam
És tu aquela que me endoidece
És quem me houve a humilde prece
Se és o astro assim do sul
Se és o eixo que se forma
Se és tu a esfera azul
Sou eu aquele que te adorna
És quem me ama e entristece
A sobriedade que me endoidece
Angela: És tu bela e formosa
Cândida, casta e honrosa.
Se os encontros e as intempéries
Se reencontro as efemérides
Se viver e me encontrar
Sob um tecto, sob o luar
que influencia estes animais
Os magnetismos primordiais
Os teus seios que observo e beijo
Neles me perco, neles emerjo.
Se é assim o mundo eloquente
Num Pacífico, és o Atlântico quente
És aquela a quem abraço e adoro
As mágoas que te segredo e que choro
Se és a perdida e a renegada
Renego eu a dor: És pois a amada.
És os dipolos da humanidade
És pois tu o eixo da fraternidade
Se és as sonoridades do tacto
Amar-te é pois assim um facto
Se te observo és visão auditiva
És quem rejeita a lonjura aflitiva
Se és a sereia dos sentidos
Se és o porto dos abrigos
És pois o doce, o amargo e o cruel
És o açúcar, o sal e o mel.
As peles que assim se unem
E o meu ego assim imune
O desejo desses teus beijos
A paixão forte e impune
Dos desejos do irrevogável
Do amor forte e durável
És quem adoro e quem desejo
Em mulato corpo assim emerjo.
Se libertas assim a escravatura
Do ego que se liberta
Das asas que ganha a ternura
És a fragrância da doçura
O abraço que me aperta
na liberdade incondicional
És a pimenta, és o Sal
És pois tu a deusa astral
Se os abraços que me envolvem,
O dorso, que as tuas garras colhem
As peles que assim se emergem
O meu corpo em tua vargem
Se os espíritos são assim descrentes
E as verdades quando me mentes
São o que procuro em dócil corpo
És o astro em que me encorpo
És a Angela bela, divinal
Serás sempre a de agora a e ancestral
És sempre aquela a quem segredo
Que me abraça neste quarto escuro
Que da luz se emerge e renega o medo
Se és o corpo pérfido e puro
Das raízes que quero e procuro
A quem me confesso e assim juro
Se és pois o oito, o sete e o três
A luxuriosa candidez
Se esse regaço que me acolhe
Se no Universo és o detalhe
Aquela que da circunspecção
Engloba o mundo que queria
Somos o detalhe da imensidão
os versos de eleição: A Poesia
As contrariedades da simbologia automóvel
Publicada por João Pimentel Ferreira
Uma carruagem do metropolitano pode, em situações de pleno conforto aos seus ocupantes ter pelo menos cinquenta passageiros; no mesmo espaço, caberiam quatro veículos automóveis, que em média nas cidades devem conter dois passageiros, o que dará oito cidadãos. As cidades visionárias têm de ser concebidas para o futuro e imagino, eu, mente por vezes sectária e ortodoxa, outras vezes sonhadora e visionária, as cidades do futuro super populosas, onde por certo o automóvel nunca terá lugar de existência. Observemos grandes metrópoles como por exemplo, Nova Iorque, Hong Kong, Xangai, e vemos o quão importante é o transporte coletivo. Em Nova Iorque, onde a política americana para o transporte público durante muitos anos se limitou ao sector urbano, o transito por certo, nunca lá estive, é literalmente caótico, e os meios de transporte público nunca publicitados nos meios cinematográficos, são raros e os que existem face à tecnologia da nação em causa são deficitários. Já em Hong Kong, cidade que gostaria de visitar um dia, parece-me que dada a elevada densidade populacional, foi uma cidade com projeção futurística, onde o transporte coletivo foi uma grande aposta. Creio que essa mistura étnica e tecnológica entre saber colonial britânico e espírito regrado de trabalho Oriental deve ter proporcionado aos arquitetos de Hong Kong fazerem uma metrópole moderna e de futuro. O mesmo, creio, pode ser aplicada às grandes urbes do Oriente, cidades hiper populosas, onde o número de habitantes é enorme dada as suas dimensões, não se podem dar ao luxo que os seus cidadãos tenham cada um automóvel para irem onde quiserem. Se os chineses usam muito a bicicleta, não é por certo por razões ambientais, pois o crescimento económico de tal nação não pode ser suportado com restrições de tal ordem, o ambiente é secundário; foi antes por questões de pragmatismo urbanístico. Onde caberiam tantos automóveis em cidades tão populosas. E o mesmo talvez se aplique à América Latina.
Estou perdido nos pensamentos ao me aperceber que na realidade a densidade populacional de Pequim é na realidade inferior à de Lisboa, bem agora perco razão ao que digo, mas por certo está relacionado com a área muito superior do distrito de Pequim. E o mesmo a Hong Kong. Mas eu, nesta pequena missiva que faço sobre a simbologia automóvel quero ficar perplexo, com as contrariedades engraçadas dos apetrechos do carro, por isso mudo o estilo da escrita, torno-a mais sublime, mais poética, uma espécie de prosa-poética em homenagem a todos os mágicos adereços que os automóveis das cidadelas do Ocidente podem comportar, desde o contrário travão-de-mão; quão estranha é esta peça de auxílio à paragem do veículo que utilizamos quando estacionamos a viatura, pois para travar, para parar, elevamo-lo, erguemo-lo, fazemo-lo subir e depois de erecto trava o carro; não é por certo este fenómeno contrário à razão carnal e humana. E mudanças, porquê sempre cinco na maioria dos automóveis? E o que mais me intriga é o escape, esses jovens sempre prontos a quitarem, a apetrecharem as suas viaturas com imponência e realce, colocam aqueles espessos escapes, firmes, hirtos, que deitam o fumo queimado pela combustão do veículo, o escape, que situado na traseira do carro, e largando dejetos do automóvel, tem uma simbologia um pouco estranha, lembrando os despojos de uma criatura rápida, célere, em movimento. Mais uma contrariedade da figura automóvel.
O motor, é o coração, é a máquina vital à aceleração da viatura, promove a inércia, faz com que esta máquina divina obedeça à lei da variação de velocidade postulada pelo mais grandioso físico Britânico com nome de semita. O motor, a peça chave desta máquina de movimento, é por vezes poluente e trágico aos olhares das polícias rodoviárias. Para esses jovens rebeldes que adulteram as suas viaturas com o intento de as tornarem mais poderosas, o motor está obviamente relacionado com a força motriz, com o impulso, com o vigor humano, com a força dos seus músculos, com a potência da sua fértil verga. É por isso que vejo essas rivalidades entre imbecis e inconsequentes moços, com as suas viaturas quitadas, em competição por nada, e quando as miúdas estão por perto, o desejo de auto afirmarem a sua virilidade aumenta, aumentando consequentemente a profundidade do pedal do acelerador das suas máquinas motrizes.
Os faróis são os olhos, os piscas são os braços que acenam e cujas mãos levantam o polegar, ou os piscas são simplesmente os olhos a piscar. Numa bela donzela, voluptuosa, os faróis, tal como refere o mais vil calão dos bairros degradados, os faróis são por mais que evidente as suas duas protuberâncias que lhe embelezam a estatura, e quando nos máximos, enchem e encadeiam de desejo o mais celibatário dos transeuntes.
As portas serão os braços, que se abrem e podem dar asas para voar; quantas imagens vemos nós em desenhos animados de automóveis, estes esvoaçando na atmosfera, com as portas a suportarem tais diferenças locais de pressão atmosférica, que permitem qualquer ave voar. Os pés e as mãos são as rodas; se o coração é a fonte da motricidade, os pés são o meio pelo qual essa mesma força é transferida, e o qual entra em contacto com o solo. A sola dos sapatos, são os pneus, que providenciam a aderência, a suavidade ou a rigidez do contacto com a superfície.
E tal como os jovens da metrópole se exibem com as suas máquinas infernais de vigor, potência, força, esse aparato que é não mais que uma mescla de tecnologia nos campos da mecânica, eletrónica e aerodinâmica; gostam também de embelezar as suas máquinas de movimento, colocam-lhes autocolantes, e fazem pinturas peculiares, como o belo galã que se veste bem, e coloca aqueles pequenos detalhes de realce na sua já cara indumentária, também estes lhes colocam luzes, para atrair as atenções visuais das redondezas por onde vagueiam, normalmente à noite. E como não poderia deixar de referir o campo do audível, enchem tais maquinetas andantes com os sistemas de som mais potentes e encarecidos que o mercado automóvel alguma vez observou. Tal como o alegre e divertido negro passeia na praia com o rádio sobre o ombro, tradição um pouco já esquecida com o advento do MP3, também os rapazes do xuning adoram vaguear pelas ruelas das metrópoles e fornecer variações de pressão atmosférica à multidão, muitas vezes não requisitada, e muitas mais vezes nada melódica, limitando-se na maioria dos casos a meras batidas de música eletrónica. Sonho em ter tais aparatos de tecnologia, mas para ouvir a terceira Sinfonia de Beethoven para piano. Isso sim é de louvar! Aliás, a música dita clássica, deveria dizer-se erudita, é a mais internacional de todas as músicas pois não tem letras, apenas sons, e a melodia é poética e muito mais rica do que quaisquer ritmadas citadinas.
O carro, mobilidade, tecnologia, conforto, decadência, desconforto grupal, uma tragédia ao coletivismo urbanístico, belo, pessoal, diz muito sobre a personalidade de quem o tem, desde a cavalagem à aparência exterior; desde o delinquente que tem o carro mais podre do mercado que mal anda, ao político abastado que anda nos topos de gama das marcas da indústria automóvel; diz muito sobre o indivíduo.
O carro, inimigo da nação humana, dado o combustível que consome, vejo quantos meios de transporte são construídos por esses continentes fora, por esses mundos, e tantos milhões dedicados a auto-estradas, a via rápidas, a estradas e "estradecas", a ruas e ruelas rodoviárias. Quantos já morreram dentro de um automóvel, quantos morrem diariamente, em todo mundo dentro de um automóvel por velocidades que por certo estão relacionadas com paragens cárdiorrespiratórias: Muita tensão, e o carro imove-se, má condução e o veículo pára para a morte. Quantas tragédias por esse mundo fora em torno do automóvel? Quantos milhões despendidos no seu aperfeiçoamento? Quantas guerras foram travadas pelo combustível que consome, desde os continentes de África até ao Oriente Médio? As guerras e as tragédias em homenagem ao veículo automóvel.
E tudo começou com o advento daquele senhor industrial que mecanizou a sua produção em linha, nos princípios do século vinte. Desde então nunca mais parou em todo o mundo, e se tal crescente não parar, ou se pelo menos não regredir, haverá por certo o caos humano do planeta Terra, em termos ambientais e civilizacionais.
Haiko
Publicada por João Pimentel Ferreira

Embriaguez
Publicada por João Pimentel Ferreira
Vagabundo em terra natal
Pratico o bem e faço o mal
Sou cão vadio que padeceu
De patologia de quem sofreu
Por um Amor mais infernal
Por uma carícia divinal
De um abraço de quem foi réu
Este pretérito singular
Se na pessoa for o terceiro
Se não evoca o verbo Amar
Pronome pessoal, é o primeiro
Aprendo assim eu a rimar
De último, sou pioneiro
A Verdade Verdadeira
Publicada por João Pimentel Ferreira
A criação divina criou a verdade, a verdade, a verdadeira, aquela una, indivisível, inalterável, supra humana e supra nacional, supra animal, que transcende a própria existência do Homem enquanto ser pensante. A Verdade, crua, nua, desnuda, despida dos preconceitos que o bom senso e a moral impõem. A Verdade, insocial, apolítica, filosófica, divina, a Verdade, apenas, e simplesmente verdadeira, aquela que todo o ser dotado de alma anseia, perscruta, procura, e vasculha através das infindáveis fráguas do cosmos, as estrelas, os buracos profundamente obscuros e carentes de amor e de massa gravítica. A Verdade Verdadeira, o duplo V proscrito na língua lusa, no entanto adorado pelo mundo. Aquela veracidade, verdadeira, verosímil que evoca o verbo dos meus verborreicos versos e prosas. O Verbo verbalizar, versa com o averbar. O V, quinta letra da numeração romana, vigésima primeira do alfabeto português e vigésima segunda do alfabeto dito latino, duplo V, vinte e dois, número transcendental e sagrado
, esotérico e puro, a repetição do primeiro número par não nulo. Visto a verdade que me veste de veracidade, vejo a primeira vez, a PrimaVera, e nasço na segunda vez, no Verão. Verbalizo o verbo ver. O V, o falo invertido, antítese do A. VÁ meus caros, vede a Verdade Verdadeira
Libertação literária primordial
Publicada por João Pimentel Ferreira
Sou o cão açaimado
Sou Falcão engaiolado
Sou o Poeta mais amado
Sou a Moura amordaçada
Sou a luz na alvorada
Sou a caneta rejeitada
A Rainha desprezada

Prisioneiro enclausurado
Sou a infância rejeitada
Experiência de iniciado
Sou a mágoa renegada
Sou o Mundo e a Paixão
Não sou nada, nem Ninguém
Sou Tudo, o coração
Rejeito o terreno e o além
Procuro a livre Liberdade
A Catedral grande, Imensa
A sexta-feira da Saudade
Renasço em Milão, Florença
Liberta-te destas correntes
Conta do sete até ao nove
Vê Deus quando o mundo chove
Ama laicos, ama crentes
Diz a verdade quando mentes
Porque o debaixo, sempre sobe
O Equilíbrio do regente nobre
Ama o espelho, se algo sentes
Ama a mulher, a tua próxima
Adora-a, e venera-a
Ama-la: A tua máxima
Sê a prima, a prima vera
Rejeita a mágoa, a falácia
Sê o manso e sê a fera
The western kingdom
Publicada por João Pimentel Ferreira
What about Africa?
Shall we give them freedom?
Shall we give them aid?
We shall give them both.
We shall give them aids.
And the western king asked to his advisor....
What about Asia?
Shall we give them freedom?
Shall we give them aid?
We shall give them none.
Let’s give them the throne.
And the western king said to his advisor....
What about Europe?
Shall we give them freedom?
Shall we give them aid?
We shall give them both.
As long as they pay.
And the western king said to his advisor…
And the Middle East?
Shall we give them freedom?
Shall we give them aid?
Let’s give them nothing
Let’s release the beast
And the western king said to his advisor…
What about Japan?
Shall we give them freedom?
Shall we give them aid?
We shall give them trust
But atoms come at first
And the western king said to his advisor…
And Iraqi people?
Shall we give them freedom?
Shall we give them aid?
We shall give them bullets
We shall give them fate
And the western king said to his advisor…
What about ethics?
What about moral?
What about religion?
Let’s ignore all
Let’s evoke freedom
Let’s evoke the kingdom
Let’s evoke liberty
Let’s reject purity
Let’s evoke insanity
Let’s evoke happiness
Let’s reject sadness
Cause moral is nothing
Perceptions mislead
Religion perceive
The life constraints
Moral, just pains
Let’s burn those infidels
Let’s reborn, see the cradle
What about the world?
What about humanity?
What about the specie?
Were that in vain?
Was that just pain?
Let’s bring our souls
From heaven to earth
Let’s sing, let’s flirt
Let’s enjoy life
Let’s reject Christianity
Let’s reject that creed
But we shall feed
Freedom and Fraternity
Let’s mislead equality
We’re nothing than flesh
Let’s live life, fresh
Vigour, strength, Power
Harmony, my flower
Am I a cow? Am I a coward?
Am I a Buddhist? Am I altruist?
Cause the Western king
is ferocious, and is mild
Shall we enjoy the green field?
Shall we enjoy harmony?
Shall we enjoy lust?
Shall we evoke trust?
We shall give them all
Let’s give them agony
Let’s give them nothing
And then we set them free
So they, the light will see
O espírito natalício
Publicada por João Pimentel Ferreira
Por certo, ou melhor, não o sei ao certo, mas o Natal remonta a tradições muito mais ancestrais que o próprio nascimento do judeu crucificado. O Natal, que é celebrado no dia 25 de Dezembro, tem uma proximidade temporal muito interessante com o solstício de Inverno, o dia mais curto do ano, e a partir do qual os dias começam a crescer. Povos antigos ancestrais sempre celebraram o Natal, como festividade essencialmente astronómica. Diversos cromeleques e distrbuições de pedras regulares, assinalam os principais pontos temporais da terra na sua trajectória em torno do Sol; podemos observar tais monumentos em diversos pontos do globo. Sendo assim, o Natal parece-me a mim que foi um ritual roubado por cristãos e judeus aos pagãos antigos para retirarem o devido proveito.
Observemos a azáfama em torno dos centros comerciais e como comerciantes esfregam as mãos durante a época natalícia tais os lucros avultados que daí obtêm, e até o próprio estado democrático seguiu tais pérfidos passos na procura do lucro ao instituir o subsídio de Natal ao trabalhador assalariado. Na Alemanha, na Hungria e em muitos outros países desenvolvidos não existe tais subsídios de incentivo ao consumo.
Também a Santa Igreja se apoderou destas práticas pagãs, para celebrar o nascimento do seu menino. Houvi em tempos, algures, que Jesus teria nascido no verão, pois como celebramos então o seu nascimentos no Inverno? Mais um furto dos ritos antigos, das tradições ancestrais, dos cromeleques distribuídos por esse mundo fora que há milénios assinalam os solstícios astronómicos.
Que quero eu comemorar então? Quero comemorar o renascimento, visto que dia 21/12 é o mais curto do ano, é a lua nova terrestre, espero agora crescer, e espero crescer convosco meus amigos e contactos do Hi5, espero crescer, tal como crescem os dias, tal como cresce o angulo do sol ao meio-dia solar na sua trajectória diária, espero crescer convosco meus amigos, e aproveito esta quadra para nutririr dos primordiais sentimentos de harmonia, paz e tranquilidade, que devem sempre reger o dia mais curto do ano, o dia da pacificidade, o dia do conforto familiar.
Rejeitemos o São Nicolau, os seus trajes avermelhados pela CocaCola, rejeitemos a comercialização económico-financeira do natal, rejeitemos a missa do Galo cristã, rejeitemos até a antiga tradição do bacalhau (inventada quem sabe por pescadores portugueses de bacalhau do mar do Norte) e espero passar convosco meus caros amigos, um Natal tranquilo, em paz e harmonia, sentimentos que devem fazer parte desta efeméride astronómica.
Gosto do Natal, sempre tive boas recordações do Natal, sempre revi familiares que não vira por outras alturas do ano, sempre guardei do Natal um espírito de harmonia, paz e de reencontro.
E é tudo isto, e apenas isto, que quero nutrir.
