Missiva de um plebeu literato, ao Nobel da Literatura


Prezado Saramago

Não sei se lerá o repto que lhe envio através desta humilde mensagem-e, mas se o fizer, e assim estou esperançado, devo-o dizer que me aprazerá bastante sabê-lo.

Temos algumas vicissitudes mundanas nas nossas rotas pessoais que têm pequenos denominadores comuns, no entanto no que concerne às datas de nascimento, existe uma diferença, considerada por alguns, abismal.

Nasci em 1980 e estudei na Escola Industrial Afonso Domingues, tendo sido discente também de um curso tecnológico. Também me tornei escritor, mas quem sabe devido à minha tenra idade, e não, modéstia à parte, carência de ímpeto literário apaixonante, ainda não consegui que as minhas grafias poéticas fossem assimiladas pelo domínio público.

Tenho uma obra poética profícua, mas as publicações são parcas. Não sei se assim seria no seu tempo, mas é-me bastante difícil financeiramente sustentar as publicações que efectuo. Por vezes sou burlado por editores que não cumprem os requisitos contratuais, e as que consigo publicar são extremamente onerosas.

Digo-o quase enraivecido pois pelo que li da sua biografia, o seu percurso pessoal também quase tangeu a indigência, passando por dificuldades enquanto novo. Pois eu não tenho possibilidades financeiras para publicar os meus livros, pois as editoras existentes cobram numerários sustentáveis apenas às mais altas aristocracias e aos estratos sociais que se situam no topo da pirâmide hierárquica da sociedade.

Enraiveço-me pois apercebo-me que a língua Portuguesa é dissolvida em todas estas frivolidades musicais e líricas de proveniência anglo-saxónica. São difundidas obras musicais e literárias de fraca qualidade, mas como têm proveniência estrangeira, são idolatradas pelo público jovem e pelas novas gerações.

Escrevo-lhe pois apesar de tentar sempre preservar a língua que herdei culturalmente pelas ínclitas e nobres gerações que me antecederam, não consigo publicar no meu país; o país cujo topónimo gerou o nome de uma das línguas mais faladas no mundo; as obras que vou tecendo interiormente e que grafo ocasionalmente no papiro pessoal e cibernético.

Em Portugal a publicação de uma obra é indecentemente onerosa. E eu teço as minhas obras na língua Portuguesa, como tal não quero recorrer a outros meios que não a minha pátria mãe.

Escrevo-lhe, pois encontrei algumas vicissitudes na rota pessoal do caro Saramago pelas quais já passei. Também provenho de um bairro humilde, no meu caso na cidade de Lisboa, também estudei na Afonso Domingues pois o meu percurso profissional seria supostamente meramente técnico, também já tive diversos trabalhos ditos menores, como electricista na construção do Atrium Saldanha, como apontador de obra, como mero e quase rude insersor de dados nos sistemas informáticos de uma empresa de telefones móveis, e também passei por um hiato quase desgastante de ausência de proficuidade literária.

Perdoe-me antes de tudo a iliteracia no que concerne ao acervo do prezado escritor a quem dirijo esta missiva, devo-lhe confessar que li apenas o Evangelho segundo Jesus Cristo, e tal leitura marcou-me. Não me chocou pois não sou um católico fervoroso, mas também, devo-o dizer prezado Saramago, que apesar da riquíssima literacia que a obra evidenciou, presumo que os devidos e enormes louros que a obra gerou, foi simplesmente por ser uma afronta directa ao catolicismo ortodoxo e conservador. No entanto denoto na obra uma elevada e inquietante riqueza de espírito por parte do seu autor, pois este, escreveu uma obra em que o Messias se substitui aos próprios autores clássicos e bíblicos dos evangelhos, escrevendo este último a sua própria versão dos factos.

Escrevo-lhe prezado Saramago, pois também eu queria publicar a minha obra, não quero fama nem notoriedade, quero apenas obter algum retorno literário, e não financeiro dos parcos ou profícuos escritos que vou tecendo. Quero apenas poder emancipar a minha obra sem quaisquer proveitos firmes no campo da notoriedade ou da moeda.

Quero continuar a ser um plebeu literato, tal como sou.

Mas publicar em Portugal, volto a dizê-lo é indecentemente oneroso. No entanto a língua em que escrevo, tem a raiz mais profunda no país em que vivo. E tal apraz-me.

Não sei se algum dia lerá este meu repto, estou esperançado que o faça, desejando-lhe as maiores felicidades por terras de Castela, e os meus mais sinceros parabéns pela sua obra de qualidade superior no domínio da língua camoniana.

Os meus mais sinceros cumprimentos

João Pimentel

Ignea Aqua


O primeiro gole arranha
O segundo gole assanha

O terceiro aquece
O quarto endoidece
O quinto entristece
Já o sexto enobrece

O sétimo é proibido
Ao oitavo é o alarido
O nono é divino
Ao décimo canta-se o hino

O hino da ebriedade
O hino da loucura
Arrebata-se a formosura
Evocamos a saudade

Questionamos os princípios
Evocamos a paixão
Damos os abraços ímpios
Nutrimo-nos de tesão

É assim o suco, da loucura
A água, que é ardente
Torna o clérigo, um descrente
Torna a casta, uma impura


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Escrito à mão numa noite ébria pelo bairro enquanto passeava com a minha musa e adorada Nádia

Digníssimo memorando público ao mui digno e excelentíssimo douto e mação António Arnault


Não sei ao certo se o mui douto e excelentíssimo mação António Arnault alguma vez terá a hombridade de ler o meu repto, mas mesmo assim ouso tecer este breve comentário que faço ao senhor a que me refiro.

Sou um homem fortemente contrário à maçonaria e suas maquiavélicas doutrinas, no entanto apraz-me enquanto simpatizante dos movimentos verdadeiramente socialistas o ideal da Igualdade. Como tal cabe-me referir que aprecio fortemente o facto de o excelentíssimo doutor estar associado ao Serviço Nacional de Saúde. O serviço é público e teoricamente gratuito, como tal queria forte e abertamente felicitar Sua Excelência por ter dado os primeiros passos que levaram à criação de tal façanha ideológica assente em questões pragmáticas e sociais do foro da Saúde Pública Geral e Gratuita.

Digo-o caro e excelentíssimo doutor porque sou utilizador frequente e assíduo do Serviço em causa. Utilizo apenas os Hospitais públicos, os centros de saúde públicos e dirijo-me largamente quase sempre a instituições públicas de saúde aquando de maleitas que não têm possibilidade de serem saradas em casa ou na farmácia.

Abomino fortemente os serviços privados de Saúde, os Seguros de Saúde, as clínicas privadas, consultório privados de Médicos e formas similares de mercenarismo generalizado no campo da Saúde.

No meu ponto de vista em pilares basilares e estruturais de um estado ou nação não pode haver lugar a capitalismos nem mesmo àquilo a que os seus sequiosos arautos denominam como Conciliação entre o sector público e privado. Em questões fundamentais para um Estado como a Segurança, a Saúde e a Educação não pode haver lugar a semitismos monetários, a trocas de numerários, a facturas, recibos ou outro género de troca de bens ou moeda entre estas instituições e o público geral. Evidentemente que os seus funcionários terão que ser remunerados.

Excelentíssimo doutor, venho por este meio, algo incomum, adverte-lo, pois o seu serviço está posto em causa tendo em consideração as influências extremamente liberais e capitalistas que provêm do Zéfiro. Advirto-o enquanto mação que é, pois sei que para uma mação, e tendo o excelentíssimo doutor sido Grão-Mestre do Oriente Lusitano, sei que preza bastante e imensamente o seu legado. É típico um mação escrever muitos livros, criar fundações, ter nomes em ruas, ter estátuas com o seu primeiro nome e patrónimo pois um verdadeiro mação ateu e laico considera que a verdadeira imortalidade se encontra no seu Legado.

Pois excelentíssimo doutor Arnault, como sei que preza o seu legado, devo-o adverti-lo que o mesmo se encontra posto em causa por estes mercenarismos maquiavélicos provenientes do novo mundo do norte. Proliferam os seguros de saúde, os hospitais privados estão em voga e já é chique dar à luz nos mesmos e os médicos mercenários cobram numerários elevadíssimos dadas as condições sociais do país. No SNS os enfermeiros passam a vida a queixar-se e a reclamar que querem aumentos salariais, os médicos utilizam os meios do SNS para cativar pacientes mas continuam a utilizar muitas vezes os meios técnicos do SNS. O mercenarismos está implantado no SNS por parte dos seus funcionários e administradores, o sector público da Saúde está a ser pervertido caro e excelentíssimo doutor Arnault.

O seu legado maçónico está posto em causa. No entanto vamos todos resistir e combater esta impelente força do mal proveniente do ocidente do mundo. Eu sou um Europeísta, sou um defensor da pátria Europa, enquanto instituição ecuménica e prezo todos os serviços sociais que esta pátria oferece. Até tenho o cartão europeu de saúde, universal e gratuito.

Faço um repto final aos Europeus. Combatamos todos este maquiavelismo e mercenarismo abundantes provenientes do novo mundo que se instalou no Douto e Ínclito Continente Europeu e está a por em causa os seus princípios basilares como a Igualdade e Fraternidade.

Termino esta carta caro doutor, referindo que achei deveras ridículo o facto de o seu amigo e mação Mário Soares ter enaltecido Obama pelos seus feitos na América. Obama aparece agora como o salvador do mundo, aquele que veio para purificar as almas dos indigentes e dos gentios, referindo que vai oferecer Serviços de Saúde Públicos aos Americanos. No entanto o ideário do seu país proliferou e disseminou na Europa o espírito do salve-se quem puder, passo o plebeísmo, que incute nas gerações vindouras o espírito da competição acérrima e violenta e nunca confraternizante.

No SNS o mesmo se pode aplicar visto que os serviços privados abundam no sector da Saúde que se quer Público e Gratuito.

Excelentíssimo doutor Arnault.

Os meus mais sinceros e cordiais cumprimentos, fraternos mas não maçónicos.

    João Pimentel Ferreira



A escadaria iniciática


A escadaria da iniciação é deveras interessante, pois existe semelhança entre grau e degrau. Na entrada nascente do Instituto Superior Técnico existem 30 degraus antes de entrarmos na alameda da faculdade. 30 deGraus na entrada Oriental. Não são os iniciados os veneradores do Grande Oriente Lusitano? Pois no Instituto Superior Técnico encontramos vários traços iniciáticos, e realço este pequeno detalhe dos 30 deGraus na entrada Oriental. Nas ordens iniciáticas como a maçonaria existem duas escalas hierárquicas, a escala que separa os diversos graus em 33, e existe a outra escala que os separa em nove graus. Na entrada Ocidental do Instituto Superior Técnico encontramos 5 patamares com 9 deGraus em cada patamar totalizando 45 degraus. Ora 45 retorna o número 9. 9 deGraus na entrada Poente e 30 deGraus na entrada Nascente do IST. Ora o 3 é um número sacro.

Na fachada principal do pavilhão central do IST encontramos 5 vias, 5 portões, 5 passagens, sendo a central a de acesso ao pavilhão. Não é o número cinco o número das ordens iniciáticas pois estas idolatram os pentagramas e os pentáculos. O quinto elemento tão sequioso de sabedoria e de conhecimento. Não são as ordens iniciáticas as conhecedoras dos meandros do quinto elemento e do Santo Graal ou seja do Sangue Real?

Há um pormenor bastante interessante ainda no IST, que são as suas duas torres cúbicas. Não é o cubo a figura geométrica idolatrada pelo Islão, pelas ordens sufistas? Lembremo-nos caros leitores que em Meca, a cidade sagrada do Islão, o muçulmano mais regrado e cumpridor dos seus deveres religiosas deve sempre dar as respectivas voltas ao cubo que se encontra na cidade sagrada para o Islão, ou seja, Meca. Eles mencionam o termo Caaba para se referirem ao cubo sagrado do Islão. Mas há ainda algo deveras interessante e extremamente peculiar no IST, é que em vez de ter um cubo o IST tem dois cubos. É sabido que os números pares são os números idolatrados no médio oriente e no ocidente são os números ímpares. Ora então no IST encontramos várias influências, desde os deGraus iniciáticos com números ímpares que referem a Oriente o Grande Oriente Lusitano mencionando assim os 30 degraus na hierarquia iniciática das respectivas ordens, e depois encontramos dois enormes cubos negros no IST, alinhados no eixo Norte-Sul. A escola de Engenharia de Lisboa sofreu assim diversas influências na sua construção.

Lembremo-nos ainda que o IST se encontra no cume da Alameda Dom Afonso Henriques, o nosso regente primogénito, situando-se na outra extremidade da Alameda a fonte Luminosa. Fiquei exuberado com tamanha iniciação, com tamanho renascimento dos arquitectos da cidade! Pois se vemos a Luz, se encontramos a Luz ao renascer, se nos é oferendada a Luz divina quando retornamos às nossas raízes, aos primórdios da nossa essência, então a fonte da Luz que consagra a água do Baptismo divino da cidade de Lisboa encontra-se no cume da Alameda Dom Afonso Henriques, o nosso primeiro rei, o nosso regente primário e primeiro, o que consagrou e deu origem ao Império Lusitano ao se rebelar contra os reis opositores. O regente Afonso Henriques tem na sua Alameda num extremo a Escola Técnica do Saber que sofreu diversas influências na sua arquitectura, e no outro extremo a Fonte da Luz do Renascimento que remonta ao Baptismo colectivo da cidade de Lisboa, do Império Lusitano, e das suas Cristandades e Mourarias.

De realçar ainda que o terraço da fonte luminosa se encontra à mesma cota que o patamar da escadaria Oriental da Escola de Engenharia.

Não foi na Alameda que o povo se reuniu na consagração da Liberdade aquando do 25 de Abril remontando assim o Império português às origens dos povos lusitanos. Pois o 25 de Abril não foi uma revolução nem russa nem Americana, apesar destas fortes influências, foi uma revolução Lusitana e na Alameda Dom Afonso Henriques, a alameda homónima do nosso regente primeiro encontramos o Saber iniciático e o Baptismo Luminoso na sua sacra Fonte.

De salientar ainda que IST é o verbo ser conjugado na língua Alemã, o povo conhecido pela sua genialidade nas ciências exactas e nas obras de Engenho.

Façamos todos uma peregrinação colectiva até este local sagrado das idiossincrasias lusitanas.

A Oriente


Reparem no facto deveras interessante que é o alinhamento das torres. As duas naus sob esta perspectiva estão em crescendo e exactamente alinhadas para a esquerda, ou seja para Nascente, Leste, estão a observar o rio e o Oriente. Não se intitulam os iniciados do Sul os veneradores do Oriente? Não é similar Sul e Sol na língua lusitana? Não é no oriente, ou seja a nascente que encontramos a divina iniciação, pois relembramos os ternos momentos e eliminamos as frustrações da infância, pois é a oriente que encontramos o Baptismo. Pois nestas naus encontramos a duplicidade do renascimento, a duplicidade Oriental, pois no eixo em que as captei estão simplesmente unas Orientadas para Oriente, para nascente, para o descobrimento das Descobertas da Índia, da China, da nossa sina que é a China.

As torres das naus que descobriram o Oriente estão Orientadas a Oriente na zona Oriental de Lisboa.

Quão consagrante foi este o momento da fotografia!

Damn British Language


Damn British Language...

The British Language is so strange, full of Semitic purposes... What does a Jew prefer most to do? To sell. To sell items, to sell JEWellery, they adore to deal with money, to deal with treasures, to deal with valuable items. Damn Nazis bastards for what they did to Jews... Damn Jews for what they did to the Messiah...
In every place you observe a Jew, you will see money, diamonds, treasures, financial transactions, stocks, shares, finance, futures, invoices, bills and on this damn British Semitic Language you even need to Pay to PrAY.

Damns British Freemasons, full of Semitism...
May I kindly ask Your Excellency, dear member of the honourable British council, may I kindly ask you dear prestige member of the British Parliament, the founders of the language which was spoken by the admirable queen of Portugal who married John The First, the same king who set the Portuguese people free, from the despotic Castillan crown; I apologise my rash inquiry, but my I rashly ask you dear member of the British House, the successors of the founders of the Language, you venerate and insistently defend and propagate throughout the world; my I have the humility to ask you dear prestige member of the most excellent British Parliament....

Do I need to Pay to PrAY?

British clergymen should have been outraged many years ago with such linguistic heresy...

Do I need to Pay to PrAY?

It's quite amazing and strange, because there's a people named Portuguese who live on the westernmost part of Europe and when they order the bill it seems they use a term which is very similar with the colloquial term for vagina. I refer cona and conta. This people is quite strange and it seems they also have some Semitisms due to this similarities. 

But I inquire again...

Do I need to Pay to PrAY?

Jesus Cristo o Jardineiro


Encontro-me eu num museu em Cassel, num topo de uma colina, abaixo da opulenta estátua de Hércules, como se o caminhante o venerasse e contemplasse a postura gigantesca. Entrei no museu e paguei dois euros. Subi ao segundo piso, entrei na sala através de uma porta automática. Virei à direita e num canto, preso com dois finos cabos que o sustentam, um quadro intitulado: Jesus Cristo, enquanto, Jardineiro. E neste simples quadro, a verdade, a luz. Por todos os lugares procurei a verdade, a iluminação, a luz que transmitisse os verdadeiros factos do passado. Através do tempo e da História. Um pintor Holandês Jacob van Oostsanen retrata de forma cristalina os segredos escondidos através dos tempos. O quadro, a imagem, está repleta de conotações sociais subliminares: Jesus na mão esquerda segura uma lança erecta, na mão direita toca carinhosamente na cabeça de Madalena. O pé direito de Jesus está firme, hirto, apontando para a pequena fresta da vestimenta de Madalena. Na zona do ventre de Maria, a saliência da hereditariedade genética, a imortalidade divina, o sangue real. A seta de Jesus aponta senão para a terra, local onde o corpo e a carne terminam sempre o seu percurso, mas também para a ranhura da indumentária de sua amada. E exactamente no espaço que a sua amada lhe reserva, uma fresta, encontramos um círculo escuro. Um pé de Madalena. E porque chora então lágrimas de sofrimento esta pobre mulher? E porque escreve Jesus, na gola do seu traje: “Maria, não me toques”? Captando vários sinais através de filmes, musicas e quadros, a solução de tal dilema, embora pareça conspirativa, parece-me no entanto simples. Maria, a Samaritana do fado de Coimbra, era semita, judia, tal como Jesus. Mas talvez de uma etnia, ou grupo tribal diferente. Judas o apóstolo, é não mais aquele que ajuda nos momentos de dor, é o judeu que traiu o mestre por trinta moedas de ouro. Trinta, retorna três, o número da fertilidade. Foi Maria, o apóstolo Judas? Porque chora ela então no quadro de Jacob van Oostsanen? Foi ela a traidora, a meretriz, a concubina e por essa mesma razão Jesus com a sua mão direita, a mão da força, da lei e das regras, da ordem e da opulência, da justiça rígida, afasta-a tocando-lhe na cabeça dizendo: “Traíste-me, não me toques”. No traje de Maria encontram-se, observam-se três frutos de um mesmo caule, sendo três o número da fertilidade. À volta do pescoço da bem amada de Cristo, uma tira, uma espécie de bandolete negra que lhe envolve o pescoço e o cabelo. Talvez esteja associada ao enforcamento de Judas. E o detalhe mais interessante: se é Jesus um Jardineiro, é aquele que planta e que deixa como herança as sementes que quando enterradas na terra irão crescer e florir. No centro da imagem, na direcção da saliência do ventre de Madalena, um receptáculo, um pequeno pote, onde porventura estarão depositadas as sementes sagradas do Messias, e que a sua amada e agora recusada, guarda solenemente. De salientar ainda que sendo Jesus jardineiro, a sua lança erecta da fertilidade que segura com a mão da paixão e da sensação, a mão esquerda, aponta para a terra fértil, junto à zona da fresta da indumentária de Madalena.

Cassel, 12/06/07

Um mação não sente, postula sentimentos


Um mação é uma máquina, uma mação não tem alma. Questiono-me diariamente se terá alma um mação. Questiono-me no meu quotidiano quais as características e propriedades que um corpo necessita de possuir para que tenha alma. É certo que terá de ser um corpo animado. Os corpos inanimados não têm alma. Mas será que todos os corpos animados têm alma?

A alma é uma dádiva divina que nos define enquanto seres humanos. A faculdade do pensamento não é condição suficiente para sermos criaturas divinas, com alma; é antes a capacidade de sensação, de nutrirmos sentimentos, não deveria afirmar capacidade, mas somente predisposição para sentir. A predisposição para sentir é o que nos define enquanto seres animados com alma. Um mação deixou de nutrir sentimentos misericordiosos, humanitários, caridosos ou filantropos quando se uniu à seita, aquilo que os ditos iluminados denominam por ordem. O rito iniciático furtou-lhe a alma, como uma sanguessuga que bebe o sangue das vítimas, as ordens iniciáticas não revelam a luz aos novos membros, retiram-lhes o espírito em troca de favores imorais.

Para um mação os termos moral, ética, misericordiosa, sensação, amor, paixão são apenas termos do léxico que têm significação mensurável nos seres humanos. Para um mação o amor é tão somente rectitude o obediência. O amor para uma mação não é humano, é apenas racional, mas baseia-se em princípios instintivos de terror e medo aquando do rito iniciático. Para um mação um ser quando se apaixona, é porque houveram por certo uma série de factores que proporcionaram a paixão; tal é certo, mas para um mação tratam-se somente de um conjunto de reacções bioquímicas, instintivas, mensuráveis, físicas, matematicamente puras, e sem quaisquer género de paralelismos metafísicos, transcendentais ou divinos.

É isso que define o homem-cativo, aquele que se intitula livre; é o seu ateísmo intrínseco. É cativo, pois ao contrário do que ele próprio pensa, o mação vive num cativeiro moral, rege-se apenas pelas doutrinas que foram assimiladas enquanto membro, doutrinas que foram severamente instituídas no ritual iniciático, e não permite atitudes libertárias dentro da seita. Quando a ordem decreta algo, tal tem de ser executado sem quaisquer género de impedimentos. Um mação não tem alma pois não tem predisposição para nutrir misericórdia ou caridade.

Um mação tem capacidades imensas, é certo que tem, é extremamente dotado intelectualmente, é versado, é erudito, é possuidor de uma inteligência extrema, é conhecedor de diversas ciências em diversos campos, mas carece-lhe o bem mais valoroso da Humanidade: A condição humana. Redige postulados sobre os direitos universais do Homem, redige tratados sobre a condição humana, pois é carecido de sentimentos. Carece-lhe a alma pois rege-se estritamente por dogmas ditos insofismáveis apreendidos durante o processo iniciático. A alma para um mação é apenas um conceito descritível e mensurável

Lembro-me por vezes de um dos mais valorosos, profícuos, inteligentes e geniais filósofos da nossa era, Kant, que escreveu um dos livros mais afamados da filosofia, A Crítica da Razão Pura. Não conheço a língua alemã, mas na língua camoniana o sentido para o termo crítica é dúbio; talvez Kant tivesse escrito um manual premonitório daquilo que haveria de ser o espírito mação durante o século vinte e um. A crítica não como um tratado ou uma análise profunda à razão pura, mas tão somente como uma opinião desfavorável ao individuo que se rege estritamente pela razão dita pura. Pois se formos estritamente racionais deixamos de ser humanos, passamos a ser máquinas. Lembremo-nos das divinas profecias, até postuladas no cinema, em que a humanidade combate contra a maquinaria implacável, maquinaria que oprime e renega as mais básicas condições humanas aos indivíduos. Pois Kant deixou esse legado, pois o seu livro ao ser traduzido para a língua pessoana, deixa uma marca indubitável na consciência social portuguesa que é um desfavor a um individuo que é puramente racional. A pureza, meu caro Emanuel, é incompatível com a razão pura, pois a pureza implica humanidade; os computadores não são puros, já as límpidas, alvas e cândidas mulheres, são puras, pois encontramos nas suas índoles uma pequena e latente réstia de luxúria, ou de sentimentos caridosos ou instintivos. Desde quando a razão implacável é pura? O que define o ser humano é a aliança entre a razão e os sentimentos. É um equilíbrio de ambos.

Foram estes princípios de extrema racionalidade que levaram a que as ordens iniciáticas alemãs e nazis no segundo quartel do século vinte iniciassem a expansão e a elevação do estado alemão. Os alemães extremamente dotados intelectualmente, extremamente versados e extremamente racionais, extremamente regrados, em pouco número dadas as circunstâncias acharam que tinha chegado o momento de messianizar o Adolfo. Tal teria de ser efectuado sem quaisquer impedimentos morais, pois haviam concluído tais pressupostos através da razão pura. Exterminaram milhões de seres humanos, invadiram países, executaram sumariamente diversos soldados.

Posteriormente, o império que se intitulou o libertador da Europa, emaranhado de judeus, bombardeou com duas bombas atómicas o Japão, dizimando em poucos segundos nas duas bombas mais de duzentas mil pessoas. Esse mesmo império, que se intitula propulsor da liberdade e da democracia, o império com o maior arsenal bélico de todos os tempos, encontra-se no extremo oposto. Rege-se exclusivamente por instintos, auxiliado como é evidente por homens racionais extremamente capacitados. Destruiu duas cidades nipónicas por instinto destrutivo, invade o Iraque por instinto de necessidade de poder, combate no Vietname para manter a hegemonia instintiva, os seus cidadãos praticam a homossexualidade instintiva, as suas mulheres abortam com naturalidade, festejam aquilo que não é festivo nem se enquadra em qualquer efeméride, acham-se os libertadores do mundo e do homem negro. Encheram os povos africanos com armamento, para lutarem contra as potências coloniais europeias, enquanto se diziam amigos da Europa, renegando-lhes assim a hegemonia; posteriormente, por instinto de poder e assimilação de dinheiro; pois o dinheiro  remexe com alguns dos nossos instintos primordiais; amealham poços de petróleo na costa africana para prospecção do ouro negro. Invadem o Iraque por instinto, já não por instinto natural e humano de sobrevivência, pois nunca Sadam pois em causa a soberania do novo império; mas tão somente por instinto abrupto e atroz de poder absoluto. Destronou Salvador no Chile e instaurou Pinochê, um sábio democrata. Apoiou durante anos Savimbi, um democrata reconhecido internacionalmente. E apoiou, todos o sabem durante anos Osama Bin Laden durante a sua guerra contra os infiéis soviéticos, e este mesmo império forneceu armamento a Sadam aquando da guerra Irão-Iraque. Contribuiu para a separação das Coreias, invadiu a Jugoslávia, não para libertar os Albaneses Cosovares, mas apenas porque os Sérvios são um povo Eslavo, ainda sob muita hegemonia Russa.

Este novo império apelidado de América, é estritamente instintivo, cruel, ímpio, herege, e como tal também desumano.

A humanidade é um equilíbrio entre as forças da razão e da sensação. O império Nazi e o império americano estão nestes dipolos, encontram-se nestes extremos. Os dois impérios identificam-se com um líder, ou um Messias, o primeiro era Adolfo, um homem extremamente racional, inteligente, grave, perspicaz, sagaz, dotado do espírito dos homens germanos e hiperbóreos como a prudência, a pacatez e a diplomacia, no entanto praticava crimes hediondos e horríveis em nome de tanta superioridade étnica ou racial.

O Império do novo mundo decide messianizar Obama gradualmente, como sinal de consagração do seu acto libertário ao povo negro. Não o nego que o tenham feito e tal é valoroso, mas que dizer de Obama? Aparenta pacatez, sensatez, é idolatrado e venerado por todos e representa um império desumano, atroz, altamente sanguinário, que baseia os seus princípios não na liberdade ou democracia, mas tão somente nos desejos instintivos e primordiais de poder e hegemonia. Obama é apenas a fachada amistosa e amical. O homem que é gradualmente messianizado.

O mação não sente, postula sentimentos. A elite do novo império baseia tão somente os seus princípios nos instintos, apoiada pelos homens extremamente racionais. Os subordinados dos americanos, são-no, porque lhes foi instituído o instinto do terror, como tal a caridade e a misericórdia não lhes diz muito.

De uma lado o império tão somente instintivo, como um animal forte e irracional que baseia os seus princípios tão somente na libido e na luxúria. Do  outro lado o império Nazi da primeira metade do século vinte no extremo oposto da racionalidade, da razão pura, mesmo apesar daqueles comícios apoteóticos e emocionais que o líder dava ao povo alemão.

Encontro eu na razão pura e no instinto atroz, similaridades dados os seus extremados princípios.

A Humanidade encontra-se no equilíbrio entre os dois.

Un hommage aux poètes Portugais | A tribute to the Portuguese poets


Que maior homenagem posso eu dar
A um ilustre poeta português
Como Pessoa, se não exaltar
A grandiosidade que perfez
Ou Camões que ao glorificar
O povo qu’inda tem os três
Inteligência e Fado no altar
Sou poeta, sou português.

Mas que há de eloquente
Em tal praia lusitana
Que provoca em sua gente
Tal pureza freudiana,
inteligência pouco quente,
e perfeição indicana?
Veja-se a retórica influente
É claro! A camoniana

Que em mim arde sem se ver
E que me faz amar as divas
Do mundo, e depois lamber
Volumosos seios, e que intrigas
Me esperam ao padecer
Que me ferem como espigas
Sinto a alma a sofrer
Sou lusitano, não choramigas

Mas também sinto Pessoa
Que me oferece a melancolia
Que me faz seguir nesta canoa
Sem vivacidade ou alegria
Mas aprecio uma mulher boa
Disso não tenho eu fobia
Porque se há algo que me atordoa
É o corpo nesta acalmia.

Os pedreiros-cativos


Os pedreiros-livres enquanto súbditos do legado de Maquiavel

Como explicar este facto deveras interessante e algo atentatório aos espíritos que elevam o humanismo e a filantropia naturais da condição humana, que é por vezes não conseguir tecer sentenças verbais e poéticas à rapariga com a qual consegui estabelecer a relação mais estável dos meus vinte e nove anos de vida.

Bem sei que existem diversas condicionantes externas, ateias, maçónicas e atentatórias à dignidade humana, que incutem no meu subconsciente, normas e preceitos, sensações manipuláveis por forma a fazer-me trilhar um certo caminho que concluirá na auto-destruição. As mentes inteligentes, altamente racionais, precursoras de pensadores livres que acharam por bem não se restringir a normas religiosas ou morais, atentam contra a minha dignidade física e moral. No seu entender, a mente é tão simplesmente um conjunto de células neuronais, que pode porventura ser manipulada com os intuitos que desejarem, Percebo agora aquelas mentes eclesiásticas que consideravam os ilustres anatomistas da idade média, meros e rudes hereges, considerados no presente tempo indivíduos brilhantes que iniciaram o estudo do corpo humano num tempo em que era considerado pelo cidadão comum um acto quase obscurantista. Mas questiono-me o que terão efectuado ao certo todas as sociedades secretas de forma obscura e pouco transparente. No meu entender e depois de muita reflexão racional, terão concebido doenças malévolas e exterminadoras de muitos indivíduos, proliferaram o tabaco como forma de controlarem o mundo através do ouro negro relegando para questões racionais a morte de milhões de seres humanos devido a cancros diversos, conceberam um dos vírus mais mortais do século vinte, que se propaga pela via sexual, afectando essencialmente pobres, indigentes e miseráveis, com o intuito do controlo populacional nos países em desenvolvimento, articularam maquinaria para a construção da arma mais mais mortal de todos os tempos, a conhecida bomba atómica, instituíram a pseudo-liberdade da mulher e do homem africano, e como sinal de consagração do único feito quase positivo que conseguiram através de três séculos de regência, colocam um negro no poder da nação com mais mações do mundo, os EUA.

Quão paradoxal e injusto, quão imoral e herético são estas atrocidades. Por certo saberiam tais ordens secretas, depois de muita análise futurista, depois de muita meditação por parte dos seus membros, que haveria de existir um ser que necessitaria de liberdade, seria um ser acalorado emocionalmente, e teria traços físicos ou emocionais femininos, gostaria de escrever e libertaria o mundo do despotismo maquiavélico, e a sua libertação duraria por milhares de anos. Assim, as profecias concretizar-se-iam, se as sociedades criassem as condições para que tais acontecimentos humanos se concretizassem. Elaboraram vários tratados sobre a liberdade e a democracia, pseudo-libertaram as mulheres e os negros, instituíram a igualdade de classes e desenvolveram a ciência no campo da medicina, da biologia e da engenharia, as armas tornaram-se mais mortíferas, os vírus mais letais, e de certa forma aumentaram a longevidade nas sociedades civis que a si estão anexas, as sociedades ocidentais. Mas num autismo e arrogância deploráveis subjugaram os preceitos e as profecias sufistas e as desenvolvidas por mestres orientais, achavam por bem serem os condutores e percursores da liberdade do mundo, que haveriam de libertar os escravizados da ditadura atroz e feroz que se apoderaria do planeta.

Mas a grande ditadura é a do interior e a da alma, a mesma que os membros destas sociedades acharam que romperam há vários séculos quando deixaram de cumprir quaisquer normas éticas ou morais. Consideraram que a razão interior libertaria o mundo, tornaram-se ateus, descrentes de quaisquer forças divinas e tornaram-se nos dias de hoje, paradoxalmente, na maior força despótica a nível mundial, instituindo a tortura e o genocídio atrozes.

Pressinto na natureza um medo instituído em todos os cidadãos, confundem temor com rectitude, e os próprios já tinham profetizado que o terror absoluto seria o grande mal a erradicar, quando combatiam energicamente o terrorismo islâmico. Mas a manha é inimiga da razão pura. Eram eles que orquestravam secretamente os grandes atentados terroristas através dos seus centros de inteligência e espionagem, eles secretamente oprimiam para a público se evidenciarem como os libertadores. Esfaqueiam pelas costas e de fronte elaboram um rosto apaziguador e sorridente.

Os iniciados do mundo islâmico, com vários séculos de conhecimento adquirido através das suas longas viagens haviam profetizado que teriam de combater esta imoralidade insustentável, em nome de um Deus superior e bondoso, haveriam de combater estes hereges que se regem por normas ateístas e imorais. Hoje, os seus seguidores fanáticos apetrecham-se com dispositivos explosivos em torno do tronco e planeiam a aniquilação do mundo ocidental; por certo que um Deus bondoso nunca permitiria ou aceitaria a efectivação de uma premissa Sua através da eliminação da vida de um próximo. No entanto, milhares de anos de sabedoria islâmica permitiram profetizar correctamente que o género feminino não pode ser totalmente libertado, pois rege-se fortemente por emoções e é menos dotado intelectualmente que o género masculino. Dotar de poder indivíduos estritamente emocionais e com menos capacidades racionais poderia tornar-se num acto errante com consequências devastadoras, daí as doutrinas religiosas destas sociedades em restringirem certas liberdades às mulheres.

Poderei parecer através destes escritos revelar uma atitude perversa em relação ao género oposto, mas não creio que assim os seja, pois confesso que me sinto deveras apaixonado pela minha companheira afectiva, a doce e carinhosa Nádia. Bem sei que me foi oferecida sobre fortes condicionantes pelas sociedades secretas que agora repreendo, mas não me posso deixar influenciar por dádivas que embora adore e respeite, por certo têm contrapartidas insustentáveis à minha condição ética, moral e consequentemente humana. Amo a Nádia, e com ela não consigo tecer muita obra poética profícua, pois o que nutro por ela é bem mais racional e dotado de verdadeiro afecto e carinho, daquele verdadeiro amor quase filosófico, do que propriamente paixão ardente e dolorosa, tão propensa à criação poética.

Orei várias vezes com o intuito de encontrar um ser que verdadeiramente amasse e me complementasse, e creio que o encontrei. Tem um nome eslavo e traços faciais latinos. É esbelta fisicamente e perspicaz intelectualmente, é carinhosa, terna e cordata. Confesso que nutro por ela sentimentos transcendentais. Mas tudo o que me rodeia está despóticamente controlado.

Eu sou um ser humano, que por certo obedece a certas normas e leis físicas e morais que poderão ser postuladas. O campo da física, da medicina, da biologia e da psicologia em conjunto poderão ter uma forte componente investigatória no ser humano, num certo indivíduo. Se aliarmos, a matemática e o controlo não-linear aplicado às sensações humanas, obtemos uma miscelânea de ciências que quando bem articuladas fornecem um forte utensílio de domínio sobre o próximo sem que este se aperceba.
Ora, as sociedades secretas estão a par de todas estas técnicas obscuras de controlo humano. Todos os meus sentidos, os cinco sentidos que possuo enquanto ser empírico captam sinais ou sensações, assimilam o que me rodeia. Depois são processados pela consciência, certas ideias ou sinais vão para o subconsciente, este último é muito mais dotado, poderoso e que ocupa muito mais volume cerebral.

A luxuria, e as ideias sexuais são as mais fortes na condução de certas atitudes num indivíduo. Os sinais luxuriantes, e não necessito de evocar Freud, são os mais poderosos no controlo do ser humano, pois este foi concebido inicialmente, antes de ser dotado de alma ou razão, para conceber e procurar instintivamente um ser do género oposto para difundir a sua linhagem genética. Mas se a luxuria enquanto sensação empírica, fornece a maior força impelente a certas atitudes, dir-me-á o ser profano que o que o rodeia nem sempre é luxuriante.

Poderão eventualmente existir sensações neutrais, nem latentemente masculinas ou femininas, mas muitas das imagens, sons ou sensações diversas são muito luxuriantes, sem serem pornográficas. Porque simplesmente somos dotados da nossa consciência que funciona como uma barreira entre o exterior e o subconsciente poderoso e que nos conduz subtilmente no nosso quotidiano.

Então como conseguiram estas sociedades secretas o controlo universal? Através das suas técnicas ocultas, transmitidas há milhares de gerações pelos antigos, descobriram o poder dos sinais latentes e subtis das mensagens subliminares. As mensagens subliminares são aquelas de que o consciente não se apercebe e não filtra e não barra, e que vão directamente ao subconsciente impelindo o indivíduo a tomar certas atitudes. E por norma todas estas mensagens estão carregadas de sinais luxuriantes latentes, associadas ao vigor, à virilidade e à masculinidade. Um exemplo clássico é o rosto de um político num cartaz, enquanto falo despercebido, ou a simetria facial do governante, pois o falo fértil é naturalmente simétrico devido aos seus dois suplementos.

Se foram os pedreiros-livres que conceberam muitos dos termos de uma língua, incutiram nos termos muitos significados subliminares que têm uma forte componente luxuriante. Na palavra deputado, se extrairmos a primeira e a última sílaba encontramos o termo coloquial que se refere a um dos maiores e mais antigos ícones da luxuria. Os gemidos musicais podem ser latentemente comparados aos gemidos vociferados no acto do coito. O indivíduo não se apercebe, a sua consciência não filtra, e estas sensações são directamente enviadas ao subconsciente com propósitos bem definidos. A título de exemplo, queriam os pedreiros-livres que o cidadão comum venerasse e sentisse uma admiração enorme pelos senhores deputados, representantes dos cidadãos.

Os publicitários, certos escritores, até os autores da bíblia ao colocarem num espaçamento de letras definido uma palavra subliminar, todos estes têm um conhecimento quase secreto. E as sociedades secretas, nomeadamente a maçonaria utiliza todos os seus conhecimentos de controlo humano para se apoderar de uma forma omnipresente do mundo. Depois, peritos em controlo não-linear analisam secreta e discretamente os movimentos e as atitudes de cada individuo e da opinião pública em geral, para actuarem em conformidade com os seus objectivos. A título de um mero exemplo que presencio neste instante, um simples bebé a chorar é absorvido pelo subconsciente como um sinal de perigo ou carência, ou seja, um sinal latente para que deixe de escrever.

Para as sociedades secretas, que não se regem por preceitos religiosos, precursoras do legado de Maquiavel, o ser humano não é mais que uma máquina manipulável, e para que este seja conduzido pacificamente, utilizam o conhecimento que têm sobre a mente e o subconsciente. Quando não o conseguem pacificamente utilizam a força atroz.

Mas a arma mais poderosa de controlo do subconsciente ainda é o auto-controlo através da oração e da meditação. A maior instituição ecuménica de todos os tempos, a igreja católica apostólica Romana, sendo os seus líderes conhecedores de tal facto instituíram nos seus crentes o hábito da oração. Dir-me-ão os religiosos seguidores desta crença que tal se deve única e exclusivamente a uma forma de adorar a sua sacra trilogia, mas é muito mais que isso. A mente é uma máquina divina que, pode ser programada.

Sendo eu técnico na área da programação conheço diversas linguagens computacionais que comandam um processador, cujos processos ou tarefas através de dispositivos externos controlam maquinaria diversa. A mente é uma máquina divina e poderá ser única e exclusivamente controlada pelo próprio do ponto de vista social. A oração, com os seus factores repetitivos entra no subconsciente e torna-nos propensos a actuar, com um certo desfasamento temporal, de acordo com aquilo que rezámos. As orações como o Pai Nosso e a Avé Maria, seriam uma forma de os crentes programarem as suas mentes a seguirem os preceitos da Igreja. A Igreja esteve sempre ciente dos poderes da mente e da mobilização de massas. As suas ordens religiosas, cristãs, sempre conheceram os segredos ocultos da mente e desde cedo cultivaram o controlo de massas através dos seus templos, igrejas e principalmente através do induzimento moral e ético à oração.


O rito iniciático maquiavélico.

As sociedades regentes que lhes seguiram como a maçonaria também são secretas, pois partilham conhecimento que não pode ser revelado aos profanos, pois segundo os seus membros, estes não estão preparados para aceitá-lo. O conhecimento sagrado só pode ser transmitido ao próximo se o indivíduo for iniciado, e para tal, terá de passar pelo processo iniciático tortuoso. A iniciação, presumo é um misto de tortura atroz, uma revelação interior, um enigma que o iniciado tem que resolver, enfim uma provação pela qual o iniciado terá que atravessar. O método é atroz, horroroso, hediondo, tortuoso e incute no novo membro um terror inimaginável.

O iniciado não tem liberdade de pensamento, vive horrorizado e tem as suas liberdades fundamentais castradas. Vive privado dos mais básicos direitos humanos. Os orquestradores de tais fundamentos iniciáticos incutem tais métodos como uma forma de regrar o novo membro. Segundo os autores de tais metodologias, é uma questão de rectitude. O novo membro poderá corromper o próximo, poderá incorrer em ilicitudes jurídicas, poderá viver uma vida faustosa, poderá envolver-se em práticas homossexuais, poderá amealhar fortunas, poderá praticar a pedofilia, poderá, se para tal for necessário em função de causas ditas maiores, cometer ou participar em homicídios generalizados, genocídios, chacinas, envolver-se no desenvolvimento de armas de destruição maciça, químicas, biológicas ou mesmo bélicas, o novo membro poderá corromper ou mesmo ir contra todos os preceitos éticos ou morais, poderá desrespeitar todas as normas divinas e bíblicas, pois segundo os pedreiros-livres defensores do iluminismo, o homem deve apenas responder perante a própria consciência, e nunca perante uma entidade superior, invisível e transcendente.

O novo membro tudo fará para subir na estrutura hierárquica da ordem que o acolheu, não observando a meios para o atingir, poderá desrespeitar todas as leis divinas inscritas na tábua sagrada, tem todas estas liberdades, ou deveremos afirmar pseudo-liberdades, mas nunca, e a isso está obrigado e foi tortuosamente estabelecido no rito iniciático, nunca poderá revelar aquilo que presencia nos encontros secretos, e nunca poderá revelar a terceiros os ministérios que apreendeu e recebeu enquanto pedreiro-livre.

Os pedreiros-livres na realidade são pedreiros-cativos pois obedecem obrigatoriamente a uma norma despótica superior que os cega e os orienta a actuarem como meras máquinas programáveis.

Os pedreiros-livres com o evoluir das eras, com a rede global, tornaram-se também parte integrante e dominadora de uma rede global universal, altamente centralizada, sendo o seu motor principal e defensor, o império sediado no novo mundo. Têm a máquina militar mais poderosa do planeta e actuam em conformidade, não com os valores da liberdade e democracia, mas apenas com os ideais maçónicos do despotismo e controlo absoluto dos povos e nações. Se alguém, ou algum dos estados se opõe, terá uma resposta bélica feroz e severa do epicentro maçónico.

A maçonaria tortura porque sabe que se hesita mais facilmente em prejudicar um homem que é amado do que outro que é temido, pois segundo estes o amor quebra-se mas o medo mantém-se. Por certo que ainda não encontraram o Amor divino que não se rege unicamente por normas humanas mas que se consagra em princípios transcendentais, meta-físicos e filosóficos. Deus bondoso, altruísta, justo, por vezes severo, induzidor de um equilíbrio Universal transversal no espaço e no tempo, libertará os pedreiros-cativos do cárcere moral em que estão subjugados.

As doutrinas maquiavélicas tão estritamente patentes no livro “O Príncipe” e pelas quais a maçonaria se rege, são a antítese dos preceitos divinos da bondade e do altruísmo. Bem sei que poderá eventualmente haver uma veneração latente à sua obra e ao seu ideário por parte de quem estuda o legado de Maquiavel, mas nunca poderemos aceitar tais princípios para a regência dos estados pois a não sujeição a certos princípios para o atingimento de certos fins leva-nos ao caos social e defrauda o homem dos princípios humanos mais elementares: a ética e a moral.

Os ímpetos intempestivos do âmago


Esfaqueio e estripo, por paixão
Amo as dóceis ninfas, por loucura
Bato-me contra os homens por bravura
Exacerbo o mito, da sensação

Será a libido ou o coração
O néctar para a divina cura?
Que efemina a alma mais dura
Amo quem me ama de antemão

Bato-me fortemente, contra a razão
De uns déspotas execráveis
Enfrento o clérigo e o mação

Endinheirados miseráveis
Sou a ínfima divinal porção
A salvação dos subordináveis.

O Reino divino do amor sedento



Preciso de ti, como o mamífero da mama
como o carnívoro precisa da carne,
És o astro fogoso que arde
No leito comum, na divina cama

És o fogo nu que arde com chama
Sou o réptil, o insecto, a ave
Que te toca, que suga o teu néctar suave
És a flora, sou a fauna, que o Criador ama

Careço-te, como o peixe das águas
Como o salmão, do topo das rias
Necessito-te, para abolir as mágoas

Dos tempos vividos, por terras frias
És a terna ternura, as ardentes fráguas
Em Vénus e Afrodite é que tu te revias.



Soneto tecido à mão num café urbano pelo parque das nações cujo nome traduzido para a língua camoniana significa "Eu e tu"

Dedicado à doce Nádia

Soneto à Gomorra lisbonesa



Por aqui passam putas, e passam chulos
Passam paneleiros endinheirados
Vagueiam velhos ricos depravados
Por aqui os cornos mansos, ficam fulos

Castos, celibatários, ficam impuros
Carochos, paneleiras e drogados
A luxuria e o despudor são aclamados
Da moral, quebram-se todos os muros

A felação, é o prato de cada dia
O Intendente, bradaria aos céus
pois aqui pratica-se a sodomia

No purgatório serão todos réus
Este é o bairro da heresia
onde se erguem todos os véus

Toda a verdade sobre o Tabaco


Sempre me questionei sobre a verdadeira origem do tabaco. Bem sei que o nome deriva do Espanhol e que era fumado em cachimbos pelos índios nativos americanos. O seu uso enquanto cigarro foi proliferado no século vinte essencialmente durante a primeira guerra mundial. Houveram diversas plantações de tabaco na América do Norte até terem sido muitas em grande parte substituídas pelo algodão. O tabaco era consumido por índios americanos e em doses elevadas teria efeitos alucinogénios, era administrado para fins medicinais e segundo se consta era prescrito por magos índios ou por curandeiros. O poder do tabaco era conhecido nas sociedades tribais norte-americanas. Os Espanhóis trouxeram a planta para a Europa. Um embaixador Francês sediado em Portugal terá receitado à corte de Catarina de Médicis a planta do tabaco como forma de curar as suas enxaquecas. O nome do embaixador era Jean Nicot e o seu apelido deu origem ao termo Nicotina que se encontra na planta do tabaco.

Poderia aqui tecer uma serie de argumentos históricos para tentar descobrir como surgiu o tabaco, e tal não seria difícil, uma planta denominada tabaco que é processada, tostada, que lhe é adicionada uma serie de componentes químicos e cuja mescla é enrolada em torno de uma mortalha formando um simples cigarro. A questão preponderante que é interessante averiguar é saber como é que o tabaco foi proliferado e difundido pelo mundo inteiro tornando-se no século vinte uma prática de afirmação social, de emancipação para as mulheres e de virilidade para os homens.

Quem proliferou o tabaco? Quem disseminou o uso do tabaco? A resposta é deveras simples: Os Ingleses inicialmente e os Americanos posteriormente.

Tentarei aqui estabelecer os simbolismos associados ao tabaco e para tal evocarei não só as questões médicas tão amplamente difundidas e as patologias do foro oncológico que o tabaco degenera, mas evocarei também as questões do foro da psicologia, dos sinais para o subconsciente que o cigarro provoca, das sensações quase erógenas que obtemos quando inalamos o fumo do tabaco, do luxuriante e perverso que é observar uma mulher a fumar e das mazelas a nível mundial que o tabaco provoca.

Começarei pelas questões que creio que todo o mundo conhece. O tabaco é altamente cancerígeno, o seu consumo enquanto cigarro durante muitos anos provoca graves patologias do foro oncológico, como cancro do pulmão, língua, laringe, garganta, lábios ou qualquer órgão associado ao sistema respiratório. Num estágio final da doença o paciente deixa de conseguir falar, tem uma morte dolorosa, não consegue respirar, em muitos casos morre de asfixia, como se lhe tapassem a boca ou morresse afogado, em casos menos severos são retirados membros que nos permitem falar e os pacientes ficam afónicos. Na realidade o tabaco não oferece virilidade mas retira-a dificultando o fluxo sanguíneo no pénis e em muitos casos provoca impotência irreversível. Em grávidas é altamente prejudicial ao bebé e pode provocar severidades para a sua vida futura.

Mas falaremos como o tabaco se tornou tão apelativo para os seres humanos. Para abordarmos este tópico teremos de nos aperceber do método de fumar, e da forma e cores que o cigarro tem. O cigarro na realidade é apenas um pequeno falo, um pequeno pénis se quiserem, em que o fumador se revê nas suas frustrações de infância enquanto bebé que mama no seio da mãe, num bebé que bebe o suco, o leite maternal, e para receber essa dádiva materna tem que esforçar os pulmões e a boca para inalar. Tais sensações estão bem explícitas em qualquer manual de psicologia quando referem a fase oral de uma criança. Ora em adultos temos a necessidade quase libidinosa, ou direi sensual, em mamar, é algo que reprimimos enquanto seres racionais dadas as nossas educações morais. Mas a necessidade que o individuo tem em chupar, ou mamar, está presente em todos os adultos. Tal não deve ser encarado do ponto de vista pornográfico. É uma necessidade latente que guardamos dos momentos afectuosos em que, como mamíferos, mamávamos no seio das nossas progenitoras. Todo o adulto tem uma necessidade latente de chupar, tal vai de encontro aos seus desejos infantis que são reprimidos pela doutrina social.

Então como chupa o adulto? O adulto, que se rege por uma doutrina social altamente restritiva, tenta encontrar outras formas de musculação dos lábios. O homem heterossexual muitas vezes sacia esta ânsia no peito da sua companheira durante os actos amorosos mais íntimos, a mulher e o homem homossexual saciam estes desejos intimamente nos falos dos seus companheiros. Os casais de namorados saciam-no mutuamente ao beijarem-se acaloradamente. Num bebé que já não mama no peito da mãe mas que ainda não é regido por uma doutrina social forte, pode-se constatar que o mesmo beija e coloca na boca diversos objectos fálicos. Quando se tornar adulto, colocará na boca e nos lábios aquilo que a sociedade o permitir, ou então algo mais se tal for feito em privado. É que a zona dos lábios é composta por diversas terminações nervosas, o que nos proporciona prazer quando colocamos algo suave nessa região. Quando chupamos algo, encontramos as ternas sensações de infância.

Ora o cigarro mexe com todos estes factores. A nicotina enquanto substância alcalóide que se encontra no tabaco, poderia ser absorvida pelo organismo por outros meios, mas não traz aquela luxúria latente que é chupar e inalar. Reparem como a ponta dos cigarros onde colocamos os lábios é alaranjada, aumentando assim a luxúria latente, pois o laranja é uma cor forte e emotiva, assemelhando-se à cor da pele na zona do peito feminino e da zona do pénis no homem. Os Ingleses e os Americanos ao proliferarem o tabaco encontraram uma forma mortífera e letal a nível mundial de os adultos poderem saciar de forma autorizada pela doutrina social, os sues ímpetos e as suas ânsias infantis, de foro quase primário ou primordial.

Imagino-me eu, enquanto fumador que era, a chupar, a inalar, a saciar os meus desígnios de infância, enquanto mamava no seio afectuosos da minha progenitora. Chupava, e bebia o suco que do seio jorrava. Eu, enquanto ser heterossexual que sou, na altura sem companheira para poder partilhar os momentos de prazer encontrei no cigarro a funesta sensação afectiva do seio maternal.

Vimos então que o cigarro é poderoso do ponto de vista luxuriante, sensual, primário e afectivo. É semelhante a um pequeno falo, tem a ponta alaranjada que é a cor da pele e é uma cor emotiva, e para fumarmos e inalar o fumo exercitamos os lábios, a língua, as bochechas e a boca em geral, assemelhando-se ao acto terno infantil de mamar. Como o cigarro até há poucos anos era aceite socialmente, e até era visto como um sinal de estatuto social, é natural que a sua proliferação fosse tão abrangente.

Não falaremos agora das sensações erógenas no acto de fumar, falaremos daquilo que quase todos já sabem, que é o facto de o tabaco ter nicotina e esta ser extremamente viciante provocando uma habituação forte. O tabaco contém ainda cerca de seiscentas substâncias químicas altamente cancerígenas e que provocam diversas doenças graves para a saúde.

A nível mundial o tabaco provoca cerca de cinco milhões de mortes por ano, tendo no século vinte provocado cerca de cem milhões de mortes. Simplificando, é como se o tabaco exterminasse uma população de Portugal na totalidade em dois anos. O tabaco matou mais no século vinte que as duas grandes guerras em conjunto.
É que o tabaco enquanto cigarro é altamente letal e tem aquelas características que o tornam tão apelativo e viciante. Sacia os nossos instintos primários ao pudermos chupar algo socialmente aceite, a arte tornou-o um acto de referência, e tem nicotina que o torna extremamente viciante. Os produtos químicos que tem, juntamente com a nicotina, tornam-no altamente prejudicial para a saúde.

Mas já falei dos atractivos do tabaco e do cigarro em particular, o que o tornaram tão apelativo e do mortífero que o tabaco se tornou matando mais gente que as duas guerras mundiais juntas. Mas porquê proliferá-lo? Porquê comercializá-lo tão amplamente como fizeram os Britânicos e os Americanos? A resposta é simples e para tal temos de evocar um pouco da doutrina política internacional que os Ingleses e os Americanos tinham no final das duas grandes guerras no que refere ao petróleo, e temos que conhecer um pouco da teoria evolutiva de Darwin e como o cancro se pode formar.

Ora vejamos, no princípio do século vinte a indústria automóvel estava a crescer, o pioneiro americano que tem o nome numa marca de automóveis começou a produzir carros em série. Os carros necessitavam de gasolina para se mover. Os Ingleses tinham o seu grande império em recessão mas apostavam também na industria automóvel. Aliás, todo o mundo ocidental os seguiu com a proliferação do automóvel, no princípio do século. Mas o automóvel não é a chave aqui, nem o busílis da questão. É-o sim, o motor de explosão interna que é usado no automóvel. O principio da explosão interna permaneceu inalterável desde há cem anos aquando da disseminação do carro com motor de combustão interna. O princípio é simples, é injectado na câmara do motor ar e gasolina, as velas accionam uma faísca, dá-se a explosão e essa energia faz movimentar uns pistões que geram momento inercial num veio ligado às rodas do veículo. Este é o princípio que se mantém desde há cem anos. A questão fundamental aqui é que o motor necessita de um combustível fóssil ou seu derivado, neste caso a gasolina.

Os Americanos estão no início do século a proliferar o automóvel, mas também estavam e sabiam-no que tal seria necessário para fornecer locomoção a todos esses veículos, também estavam a apostar grandemente na indústria da prospecção e exploração de petróleo. O petróleo foi a grande aposta dos Americanos e dos Ingleses ao longo do século vinte, o seu domínio a nível mundial, a sua comercialização e a sua proliferação. Os Americanos exploraram em grande parte esse recurso no Texas, no Alasca, depois voltaram-se para o Médio Oriente e para África. Exploram ainda hoje grandes recursos em África, como Angola ou Nigéria, e no Médio Oriente na Arábia Saudita. Aliás, foi devido ao petróleo que se envolveram na primeira guerra do golfo. O petróleo é então o seu ouro negro. Se o mundo inteiro, se o planeta está espalhado com automóveis, estes necessitam de gasolina que é feita através do petróleo. Se os Americanos e os Ingleses dominam o circuito da prospecção, transporte, refinação e distribuição do petróleo e sues derivados, têm um bem público de que todos necessitam enquanto sociedades industrializadas. O domínio do petróleo é a grande questão. Se o dominarem dominam todos porque todos necessitam do petróleo pois este é o motor da economia nos países industrializados.

O automóvel domina as vias de todo o mundo, tráfego, caos nas urbes de todo o mundo, faz-se pouco pelo transporte colectivo, nos países em desenvolvimento como os da América do Sul, Ásia e África, é o caos constante nas vias públicas devido ao excesso de carros. Os Americanos e os Ingleses souberam espalhar os carros por todo o mundo e incentivar a sua utilização, pois estes dominavam o comércio do produto que os movia: o Petróleo. Incutiram na cultura, como nos filmes o uso dos grandes homens que andam de carro e que fazem as maiores peripécias com carros, publicitaram os seus carros, e na segunda metade do século vinte os seus motores tinham consumos enormes, pois interessava grandes consumos, para incentivar a economia associada ao petróleo. Os Europeus seguiram-nos e mais tarde os países em desenvolvimento, como os da América do Sul, os Africanos e os Asiáticos.

Já falei sobre o tabaco e como este é altamente viciante. Falei agora sobre o domínio do petróleo e a disseminação do automóvel que consome um seu derivado. O que têm em comum? 


Para tal teremos de falar sobre a teoria evolutiva de Darwin ou falar simplesmente da teoria da evolução das espécies ou um pouco de antropologia. Segundo estas teorias amplamente aceites nos dias de hoje, as estirpes, as etnias, as raças, ou direi simplesmente as subespécies são criadas através de uma espécie em comum anterior, e a sua característica única forma-se devido a condições ambientais, da envolvente, de hábitos regularizados e tornados prática comum. Diz-se por exemplo que o antepassado do homem começou a erguer-se quando na savana africana necessitava de se erguer para olhar mais além, ou que se erguia para apanhar frutos de árvores, e que tal provocou uma alteração na zona posterior do cérebro aumentando o volume craniano, e assim por certo a inteligência. Darwin formulou a sua teoria nas ilhas Galápagos ao observar que certas espécies se tinham desviado de um antepassado comum, porque tinham mudado de ilha e este novo ambiente provocou alterações na fisionomia da espécie. Ou seja, as espécies adaptam-se às circunstâncias que as envolvem. Uma cientista formulou em tempos uma teoria que se por exemplo se colocasse uma tribo centro-africana num aldeia rural da Noruega isolada do mundo, em poucas centenas de anos, os descendentes dessa tribo ficariam, se sobrevivessem, todos brancos. Porque a cor da pele está relacionada com a produção de vitaminas que obtemos dos raios solares ao serem absorvidos pela pele. Não podemos produzir nem de mais, nem de menos, por isso a cor da pele é uma adaptação ao meio que nos envolve. Tudo para provar que quando alteramos as nossas condições envolventes, se sobrevivermos, alteramo-nos a nós também para nos adaptarmos. A questão evolutiva é tudo uma questão de adaptação.

Significa, que se a população a nível mundial inalasse tabaco em excesso e esse consumo fosse generalizado, numa dezenas de gerações tínhamos indivíduos muito mais propensos a resistir ao tabaco e à poluição do ar provocada pelos escapes dos carros. O cancro acontece apenas naqueles que não se adaptam, os fracos perecem, os fortes resistem e transmitem essa resistência às gerações vindouras. O cancro sucede nos indivíduos que não se adaptaram ao fumo, à poluição do ar. Porque também a poluição do ar pode provocar cancro do pulmão. Os mais fracos morreram devido a cancros, enquanto aqueles que fumarão durante anos vão criar nos seus genes, nas suas células mutações que lhes permitirão resistir melhor à poluição. Porque quando fumamos limitamo-nos a inalar poluição atmosférica.
Resumindo e simplificando.

  • O tabaco é altamente nocivo para a saúde.
  • É atraente para a libido e é sensual e tem nicotina que o torna ainda mais viciante.
  • Matou cerca de cem milhões de pessoas no século vinte, mais que as duas grandes guerras juntas.
  • Mata cerca de cinco milhões por ano, metade da população Portuguesa
  • Foram proliferados os automóveis pelo mundo inteiro, na maioria com motor de explosão interna que necessitam de gasolina, um derivado do petróleo.
  • Os Americanos e os Ingleses dominam o comércio do petróleo a nível mundial, logo o mundo está dependente deles.
  • Os automóveis a nível mundial e a indústria que usa o petróleo e seus derivados provocam uma poluição atmosférica intensa, extensiva e alargada no planeta.
  • Apenas os seres humanos mais resistentes estariam preparados para a crescente poluição atmosférica do século vinte e um, com países altamente industrializados e dependentes do petróleo a poluírem o planeta intensivamente.
  • Havia no princípio do século vinte que preparar os organismos da população mundial para a poluição do ar.
  • Aproveitou-se o tabaco e disseminou-se o mesmo em cigarros, as suas substâncias químicas são apenas uma mescla para habituar e provocar nos pulmões alterações e mutações nas células, mais céleres para que os indivíduos se habituem mais rapidamente à poluição atmosférica
  • Para os Americanos e Ingleses assassinos e maquiavélicos, os milhões que morreram devido ao tabaco seriam apenas as vítimas da necessária liberdade e democracia que eles trariam ao mundo.
  • Obviamente que tudo isto foi feito no maior dos secretismos.

Simplificando ainda mais, o consumo do tabaco enquanto cigarro provoca cancro mas devido às teorias evolutivas também provoca uma adaptação do organismo que nos torna mais resistente ao fumo. Foi espalhado pelos Ingleses e Americanos em todo o século vinte para que a população mundial resistisse a um mundo super poluído devido ao petróleo e seus derivados que eles controlariam.

Resumindo, os maquiavélicos dos Americanos mataram milhões de pessoas por todo o mundo com o tabaco, apenas porque queriam controlar o mundo, controlando o petróleo. O mundo teria que resistir à poluição, criaram então grandes empresas tabaqueiras e disseminaram os cigarros.

O tabaco vai contra os ideias da Liberdade, Igualdade e Fraternidade porque mata mais pobres que ricos, mais miseráveis e desfavorecidos, mata mais gente no mundo em desenvolvimento do que no mundo ocidental.
Culpo eu então a maçonaria americana e por certo será julgada, não sei se pelos homens se pelo divino, pela morte de milhões de pessoas em todo o mundo, apenas porque queriam ter a hegemonia do planeta.

Para estes actos existe apenas um adjectivo, são uns assassinos em massa, o que os americanos provocaram no século vinte foi um genocídio generalizado.
Deixemos de fumar e deixemos de ser tão dependentes dos combustíveis fósseis.

Em nome da verdadeira Liberdade, devemos então lutar contra a hegemonia americana e contra o seu ideário maquiavélico.

Entre a sexta e a sétima arte


Teço aqui as maravilhosas grafias visuais, utópicas a magnificentes. O desdobramento das imagens, a sua sequência temporal permite ao comum dos visualizadores definirem o observado como vídeo. O vídeo alcançou uma terceira dimensão, o tempo, o tempo intemporal, delimitado e transversal, irremediável e transcendental. O tempo e o mundo rege-se por periodicidades, mas o tempo é contínuo, assim como o cosmos. O Universo teve uma génese, e agora tudo se move, a imagem é quadrangular, tem dois eixos, e o vídeo, o cinema, a sétima arte atingiu uma terceira dimensão, tridimensionou a imagem e permitiu-nos acolher os estímulos de uma forma mais fidedigna, mais emotiva e sensorial.

O cinema, fenomenal e emotivo. propagandista e revelador, despótico e manipulado, ao serviço do mal. Pois a escrita é sim, a verdadeira forma de arte, é a primeira arte, é a primária grafia das sensações. Quem tem a maquinaria para elaborar um filme? Quem tem o poder financeiro para promover um filme? Quem tem o poder verdadeiro propagandeia aquilo que quer que as massas observem.
A escrita é pura e ancestral, pois basta-nos uma simples folha de papel e uma caneta convencional para tecer os ímpetos lascivos extravagantes da alma...

Tecer através de teclados, ou seja teclar, espalhar para a posterioridade os sentimentos pelos quais passávamos, grafar aquilo que presenciávamos, raciocinar, meditar, orar, indagar sobre tudo o que nos rodeia enquanto seres empíricos e racionais e questionar, questionar sobre aquilo que fomos educados a aceitar; é que nem tudo é aquilo que parece, os pedreiros-livres questionaram Deus, questionaram o poder e a omnipresença de uma entidade regente que nos rodeasse e que estabelecesse as leis do equilíbrio Universal, mas não permitem que eu questione aquilo que me rodeia, aquilo que me envolve. Pois questiono ao absorver a sétima maravilhosa arte do filme "O Piano" e questiono porque a ouço, questiono porque é que tenho sete altifalantes no quarto, porque é que tenho uma tela rectangular à minha frente e o porquê da marca ser esta, questiono sobre muito e sobre tantas coisas, e gosto de gravar os sentimentos sensoriais que nos atormentam o ego, a psique, a alma.

A psique é tão poderosa, a mente é poderosíssima, permite-nos alcançar os maiores objectivos e no entanto fomos educados a rejeitar tais conhecimentos ocultos. Os psiquiatras, são os proxenetas institucionalizados pela sociedade que se limitam a onerar as prescrições cujas substâncias químicas o paciente funestamente ingere. A psique é poderosa, e as patologias da psique, termo grego que significa alma, devem ser sanadas através dos desígnios ocultos da mente, dos seus simbolismos e das suas metodologias para incutirem num ser sentimentos altivos ou depressivos. Ouvir esta música d'"O Piano" é uma sintomatologia de que me sinto deveras emocionado com a sua melodia. A sétima arte aqui é maravilhosa, mas continuo a regrar-me a a reger-me pela sexta: A escrita.