Memórias de um dócil ritual edénico


Há dias serenamente contemplei
bela e elegante transalpina.
Intriguei-me com a delicadeza: da mais fina
Questiono-me o que amanhã lhe direi

De certo, jamais me perdoarei
se não aniquilar esta nefasta sina
de quem ama, não possui, só rima
Não sei se o que quero fazer o farei

Pedem-me o Universo como dote
Despojo-me! De bom grado o darei
A sua ausência, não há quem suporte.

Resigno-me, perplexo, não sei o que sei
Apenas sei que a Paixão é mais forte
por Eva, que aqui vigorosamente elevei




O que digo não se escreve
O que escrevo não se diz
Pois se olhardes o que fiz
Pesado foi: tornou-se leve.

E esta paixão!? Que se eleve!
Que a consuma, para ser feliz
Quererei, aquilo que quis?
O meu ego, o divino teme.

Então porque a anseio eu?
Porque se incrusta na minha mente?
Amo apenas o que se perdeu

O outrora, o inteligente
E tal Julieta, tal Romeu
Amo a Eva ardentemente!




Texto pseudo-poético redigido no exacto dia de 11 de Julho de 2006, poucos dias depois de ter conhecido uma bela, inteligente, esbelta e formosa italiana de uma cidade chamada Udine em Itália com o nome Eva.

Foi mais uma daquelas paixões eloquentes e quase efémeras que me inspiraram a tecer estes dois sonetos. A qualidade métrica e poética mensura-se também pela intensidade apaixonante que nutrimos por alguém num dado momento.

Mas prefiro a minha doce e terna Nádia. Pacata, terna, carinhosa, entrega-me tudo de bom, faz-me feliz e regozija-me nutre-me com um afecto inigualável. Confesso que estou enamorado e deveras apaixonado pela carinhosa Nádia com a qual consegui enlaçar-me de uma forma pacata, amical, tranquila e serena.

O texto que aqui coloco foi apenas uma marca do passado, mas que tem alguma qualidade poética que não queria que se desvanecesse no tempo, dada a inspiração que me nutriram aqueles instantes...



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