Retorno sobre investimento dos parques de estacionamento da EMEL



Retorno sobre investimento dos parques de estacionamento da EMEL
Nome do parque Custo de construção Custo de capital
(3% a 20 anos)
Número de lugares Custo total por lugar Custo mensal de manutenção por lugar
(limpeza, equipamentos e segurança)
Avença mensalRetorno do investimento
Chão do Loureiro4,2 m. €3,4 m. €19239000 €10,00 €80,00 €46 anos
Portas do Sol5,0 m. €4,0 m. €15259000 €10,00 €50,00 €120 anos
Calçada do Combro3,6 m. €2,9 m. €23327000 €10,00 €78,20 €32 anos
Planeados:
Alvalade, Arroios, Amoreiras, Rato, Lapa, Bairro Alto, Castelo e Campo das Cebolas
40 m. €32 m. €178940000 € 10,00 €80,00 €47 anos

Numa cidade repleta de indigentes e sem-abrigos como é o caso de Lisboa, é totalmente injustificável o apoio público que a edilidade através da EMEL, oferece de forma manifesta aos residentes que têm automóvel. Numa cidade com enormes carências sociais, onde o respetivo presidente é acusado até pelo próprio governo central de criar "taxas e taxinhas", numa cidade que tem muito do seu património público ao abandono, é totalmente incompreensível este apoio que a edilidade faz aos munícipes que possuem um automóvel particular.

Em Amesterdão a título de exemplo, onde o salário médio de um morador ronda três vezes o do lisboeta, além de não haver este tipo de apoio público descarado ao automóvel, os residentes pagam cerca de 500€ por ano para estacionarem os seus veículos na rua. Em Lisboa paga-se cerca de 900€ por ano para estacionar em parques cujo custo unitário de construção pago pelos contribuintes ronda os 20 mil euros. Tudo isto na capital de um país recém resgatado pelos credores internacionais.

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