Pequeno tratado sobre a Lei do Equilíbrio Universal


A Lei do equilíbrio universal rege todas as formas animadas do mundo Natural que contemplamos. Natural no sentido estrito do termo, pois refere-se ao mundo em que vivemos, que por Deus foi criado, como tal é natural; e se o Homem criatura divina, que também por Deus foi criado, tudo o que faça ou produza, ou conceba física ou intelectualmente, não pode deixar de ser natural. Sendo assim, tudo o que nos rodeia, tudo aquilo que os nossos cinco sentidos captam, enquanto seres empíricos que somos, não podem afastar-se dos espaços hiperdimensionais onde as coisas naturais se enquadram. Tudo o que se encontra fora do tal espaço faz parte do transcendental e do pseudo-imaginário, pois até a própria imaginação é criação divina natural, pois é concebida pelo Homem. O espaço pseudo-imaginário é aquele que é inconcebível e inimaginável no sentido estrito do termo. Então a Lei do Equilíbrio Universal aplica-se ao espaço restrito das coisas naturais. Que é o espaço onde o Homem vive, o espaço de todas as coisas animadas e inanimadas que os seres do mundo observam e com as quais coabitam. É o espaço que nos rodeia enquanto seres sensíveis, ou seja com sentidos. A Lei postula simplesmente que este espaço hiperdimensional observa certas regras de equilíbrio fundamentais. Postulado de forma matemática poder-se-á dizer que a função matemática do integral de todas qualidades naturais mensuráveis através do tempo e do espaço é constante. Refira-se aqui espaço hiperdimensional. Sendo assim, se por qualquer motivo natural um pequeno subconjunto deste espaço natural se alterar, o conjunto formado pelo mundo natural à excepção deste subconjunto referido, também se alterará para que a Lei se observe.

OBSERVAÇÕES PRAGMÁTICAS DA LEI
A fundamentação de qualquer tratado, teorema, ou lei matemática, necessita de fundamentação pragmática, necessita de assentar em uma estrutura fundamental sólida e não meramente racional. Como tal apresentam-se casos onde se pode facilmente constatar que a Lei referida é cumprida escrupulosamente no mundo natural através de forças ocultas e invisíveis. O escuro e o claro, o frio e o quente, o seco e o húmido, o alto e o baixo, são tudo valores que caminham sempre em parelhas. O amor e o ódio, a esperança e o derrotismo, a agonia e a alegria, o celibato e o deboche, sem uns nunca haveriam os outros. O Homem e a Mulher, o gato e a gata, o boi e a vaca, o pombo e a pomba, são os casais inseparáveis e cuja união é essencial à continuação do mundo e das espécies. E quando por qualquer motivo uma assimetria é provocada nestes valores, outros valores ou este mesmo directa ou indirectamente relacionados, alterar-se-ão para que a Lei se observe.

CASOS PRÁTICOS E REFLEXÕES DO QUOTIDIANO DO AUTOR
Caminhava eu sereno e calmo por uma rua de Kassel, cidade bela e maravilhosa, verdejante, verde, onde a imensidão do mundo natural desejável se perde na acalmia dos sentidos. O Fulda percorre-a e trespassa-a enchendo-a de beleza e fre
scura. Contemplava eu requintadas moradias, onde as plantas trepavam e cobriam as suas paredes de um verde imenso. Tudo ordenado, arranjado, onde a arte livre é elevada e os valores da humanidade são respeitados. Onde a vida é serena e se apreciam os momentos de prazer paradisíacos. Mas que Éden é este? E a Eva, onde se encontra? Caminhava eu sereno por uma rua estreita onde crianças se regozijavam com uma bola, que corriam e gritavam alegremente. Caminhei serenamente e então observei uma bela deusa com a qual fiquei petrificado. Loira, de olhos azuis, de uma beldade indescritível. Traços faciais divinais, como que aperfeiçoados ao longo de milénios, e agora num estágio final, por mágicas e racionais medidas observassem os requisitos mais exigentes das sensações primordiais e humanas. Que foi isto que senti? Andaram estes Germanos a aperfeiçoar a raça? Se o fizeram, fico perplexo com tanta qualidade científica. O resultado foi fabuloso e tocou o divino. Não me lembro de algum dia ter observado ser mais maravilhoso. Mas e a Lei? A Lei aplica-se através do espaço e do tempo. E faço aqui uma pequena reflexão temporal. Aqueles que fazem as coisas mais belas são os mesmos que produzem as mais hediondas e repugnáveis. Foram estes os Germanos que criaram os campos de concentração e enviaram para a câmara de gás milhões de seres humanos, a mesma humanidade que agora respeitam e preservam. Foi este o país que em quarenta e cinco estava em ruínas e em chamas, devastado e num caos imenso, e este mesmo belo país que visito. A Lei observa-se. E os judeus queimados e incinerados em câmaras de gás não foram também aqueles que emprestavam dinheiro a juros àqueles que se encontravam em situações de aflição aproveitando-se dos estados de carência financeira? Não foram os judeus que depois de Pilatos ter aclamado “Ei-lo”, pediram a crucificação do Messias? A Lei observa-se. E o império que agora, aquele que rege, que tem as armas, o do Oeste, o norte-americano. Não foi este que lançou a bomba atómica sobre um país devastando e arrasando milhares de vidas? Não foi neste país que a Sida surgiu, praga que arrasa milhares de vidas em todo o mundo, essencialmente crianças. Mas também é neste país que se unem diferentes raças, credos e de certa forma convivem pacificamente. Onde se proclama a liberdade e o discurso livre. A Lei observa-se. Não eram os japoneses guerreiros implacáveis, insensíveis, que não respeitavam os direitos mais elementares da vida humana, e que em nome de um imperador que nunca foi à guerra, se embatiam contra navios matando-se a si e a tantos outros seres humanos? Mas não é no Japão onde a alta tecnologia é a mais avançada, onde milhares e milhões de cidadãos vivem em metrópoles e onde o sistema civilizacional e comunitário melhor funciona? A Lei aplica-se. Não são os árabes e os muçulmanos grandes homens das artes e do saber, da poesia e das sonoridades silábicas, que reformaram os pensamentos e as ideias no médio Oriente através do legado de Maomé. Mas não são os mesmos muçulmanos que queimam bandeiras, explodem mercados e mesquitas instigando o ódio dentro da própria comunidade religiosa? A Lei observa-se. Não é a cruz cristã o maior sinal de humildade e redenção, valores elevados e qualidades desejáveis nos homens e mulheres? A cruz, falo invertido, submissa que respeita a caridade e o amor ao próximo. Mas não foi em nome da cruz e dos evangelhos que se lançaram à fogueira milhares de seres humanos apenas porque divergiam de certas formas de pensamento? E não foi em nome da cruz que se conquistaram, matando e arrasando, violando e queimando, destruindo e derrubando, milhares de povos que eram considerados infiéis apenas por terem crenças religiosas distintas? Que diria o Messias se tivesse presenciado tais acontecimentos? E as sociedades secretas conhecedoras das forças do oculto, homens doutos e do saber, das ciências e dos valores humanitários, das regras e da ordem, que proporcionaram aos seres da actualidade condições humanas de vida, que fizeram aumentar a longevidade, que postularam os direitos do Homem. Que investigaram com fins humanitários no ramo da química, da física e da medicina. Mas não foram estes mesmos que desenvolveram as armas de destruição maciça, as doenças fabricadas em laboratório, que melhoraram a eficácia na morte das armas de guerra, que investigaram no desenvolvimento de minas, tanques, róquetes e foguetões com fins militares? Não foram membros destas sociedades que foram buscar um judeu à Alemanha e o fizeram desenvolver teorias que posteriormente proporcionaram a fabricação da bomba atómica? Não foram estas sociedades que utilizaram esse mesmo saber para fins destrutivos? A Lei observa-se. Com estes casos pudemos constatar que a Lei do Equilíbrio Universal é omnipresente e observa-se no espaço natural. O Espaço das ideias, do raciocínio, do imaginário e das sensações. O Espaço do intelecto e o espaço físico, o espaço da alma, do ego, e o do exterior, do Eu, e do Teu, do deles, e do delas! O de fora e o de dentro. A Lei aplica-se quer através do tempo, tal como foi confirmado com casos práticos, mas também através do espaço hiperdimensional que nos rodeia e no qual nos incluímos.

5 comentários:

  1. Muito bom, pelo que conclui a lei do equilibrío universal visa a transição de uma manifestação real em que nela temos seu lado positivo e negativo,ou seja, em que ambas as partes pode ser destrutivo ou não.

    Por Exemplo o Amor entre um casal tem ow lado bom e o lado ruim , mas para tal equilíbrio entre eles depende dos 2 individuos estabelecerem a armonia e o entendimento uma boa relação.

    ResponderEliminar
  2. É um bom ponto de vista o que refere, eu referia-me à lei como um equilíbrio de um conjunto infinito de espaços hiperdimensionais. Cada um desses espaços teria quatro dimensões, sendo três delas as coordenadas espaciais e a quarta o espaço temporal. Se conseguirmos obter uma função linear que tenha como argumento infinito o valor resultante de todos esses hiperespaços, o que teorizo neste tratado é que a função integral em todo o espaço infinito dessa função resultante generalizada é finita.

    Ou seja, simplificando, se tivermos uma função F=f(x,y,z,t), f:R4-→R1 com quatro coordenadas (espaço mais tempo) em que F é limitada e representa a filantropia entre os homens e mulheres num dado ponto do globo e num dado instante da história. O que pressuponho é que o integral desta função ao longo do seu espaço hiperdimensional é finito. Ou seja, se temos o espaço S(x,y,z,t) sem fronteiras limitadas, então ∫S[f(x,y,z,t)]dS < a , sendo 'a' um número finito. Se os espaço S é ilimitado e a função 'f' tem valores não nulos e finitos para todo o espaço, pressupõe-se que a função 'f' funcione ciclicamente, tendo por vezes valores negativos e por vezes positivos. Se obtivermos outra função I=i(x,y,z,t), i:R4-→R1 , em que i representa a ira entre os seres humanos num dado ponto do globo e num dado momento da história, poderemos também afirmar que sendo S=R4, ∫S[i(x,y,z,t)]dS < a , ou seja que a função da ira funciona ciclicamente. É possível arranjar funções destas também para a agonia, para o amor, para o ódio, para a paixão, para a gula, para a inveja, para todas as virtudes, para todos os pecados, para todos os sentimentos humanos individuais e colectivos, e creio eu também que é possível arranjar funções para questões supra-humanas relacionadas com a Natureza, enfim um número infinito de funções. Se obtivermos uma função linear global G=g(f(S),i(S),....,.....,v(S)) g:R∞-→R1 , que agrupe todos estes factores, posso afirmar que o integral ∫S[g(f(S),i(S),....,v(S))]dS < a que significa que existe uma certa periodicidade na Natureza. Quando existem factores que vão mal, por vezes podem vir a correr bem por outras formas, tal como diz o ditado popular, depois da tempestade vem a bonança, o que representa uma forma muito popular de asseverar o tratado que aqui refiro.

    Para o caso específico do casal, acho que é aquilo que referiu, se o elo que os une for forte, se a atracção magnética e oculta for firme, é natural que passem por situação boas e por situações ruins, mas o tratado pressupõe que o equilíbrio é alcançado a longo prazo. Se analisarmos o relacionando do casal a longo prazo, temos a paixão inicial, e por vezes esse sentimento tende a decair, mas é substituído por um carinho e uma forma de filantropia mútua que no entanto vai aumentando, verificando assim o tratado. No caso particular do casal poderá não haver periodicidade pois a paixão inicial não se rejuvenesce, mas tal vitalidade por vezes é herdada para as gerações vindouras obtendo-se assim a periodicidade na Natureza obedecendo aos princípios harmoniosos do tratado.
    Cumprimentos cordiais

    ResponderEliminar
  3. João, não sei o que dizer sobre o seu comentário da sua própria teoria! Eu adorei, mas fiquei louca!

    ResponderEliminar
  4. Cara Tereza

    Congratulo-me por saber que apreciou os meus desígnios racionais em um tratado que postula a harmonia

    Cumprimentos cordiais

    ResponderEliminar
  5. Já leu sobre a lei do ritmo? Nos 7 princípios herméticos? Acho que tem haver com a lei do equilíbrio

    ResponderEliminar