Os pedreiros-cativos


Os pedreiros-livres enquanto súbditos do legado de Maquiavel

Como explicar este facto deveras interessante e algo atentatório aos espíritos que elevam o humanismo e a filantropia naturais da condição humana, que é por vezes não conseguir tecer sentenças verbais e poéticas à rapariga com a qual consegui estabelecer a relação mais estável dos meus vinte e nove anos de vida.

Bem sei que existem diversas condicionantes externas, ateias, maçónicas e atentatórias à dignidade humana, que incutem no meu subconsciente, normas e preceitos, sensações manipuláveis por forma a fazer-me trilhar um certo caminho que concluirá na auto-destruição. As mentes inteligentes, altamente racionais, precursoras de pensadores livres que acharam por bem não se restringir a normas religiosas ou morais, atentam contra a minha dignidade física e moral. No seu entender, a mente é tão simplesmente um conjunto de células neuronais, que pode porventura ser manipulada com os intuitos que desejarem, Percebo agora aquelas mentes eclesiásticas que consideravam os ilustres anatomistas da idade média, meros e rudes hereges, considerados no presente tempo indivíduos brilhantes que iniciaram o estudo do corpo humano num tempo em que era considerado pelo cidadão comum um acto quase obscurantista. Mas questiono-me o que terão efectuado ao certo todas as sociedades secretas de forma obscura e pouco transparente. No meu entender e depois de muita reflexão racional, terão concebido doenças malévolas e exterminadoras de muitos indivíduos, proliferaram o tabaco como forma de controlarem o mundo através do ouro negro relegando para questões racionais a morte de milhões de seres humanos devido a cancros diversos, conceberam um dos vírus mais mortais do século vinte, que se propaga pela via sexual, afectando essencialmente pobres, indigentes e miseráveis, com o intuito do controlo populacional nos países em desenvolvimento, articularam maquinaria para a construção da arma mais mais mortal de todos os tempos, a conhecida bomba atómica, instituíram a pseudo-liberdade da mulher e do homem africano, e como sinal de consagração do único feito quase positivo que conseguiram através de três séculos de regência, colocam um negro no poder da nação com mais mações do mundo, os EUA.

Quão paradoxal e injusto, quão imoral e herético são estas atrocidades. Por certo saberiam tais ordens secretas, depois de muita análise futurista, depois de muita meditação por parte dos seus membros, que haveria de existir um ser que necessitaria de liberdade, seria um ser acalorado emocionalmente, e teria traços físicos ou emocionais femininos, gostaria de escrever e libertaria o mundo do despotismo maquiavélico, e a sua libertação duraria por milhares de anos. Assim, as profecias concretizar-se-iam, se as sociedades criassem as condições para que tais acontecimentos humanos se concretizassem. Elaboraram vários tratados sobre a liberdade e a democracia, pseudo-libertaram as mulheres e os negros, instituíram a igualdade de classes e desenvolveram a ciência no campo da medicina, da biologia e da engenharia, as armas tornaram-se mais mortíferas, os vírus mais letais, e de certa forma aumentaram a longevidade nas sociedades civis que a si estão anexas, as sociedades ocidentais. Mas num autismo e arrogância deploráveis subjugaram os preceitos e as profecias sufistas e as desenvolvidas por mestres orientais, achavam por bem serem os condutores e percursores da liberdade do mundo, que haveriam de libertar os escravizados da ditadura atroz e feroz que se apoderaria do planeta.

Mas a grande ditadura é a do interior e a da alma, a mesma que os membros destas sociedades acharam que romperam há vários séculos quando deixaram de cumprir quaisquer normas éticas ou morais. Consideraram que a razão interior libertaria o mundo, tornaram-se ateus, descrentes de quaisquer forças divinas e tornaram-se nos dias de hoje, paradoxalmente, na maior força despótica a nível mundial, instituindo a tortura e o genocídio atrozes.

Pressinto na natureza um medo instituído em todos os cidadãos, confundem temor com rectitude, e os próprios já tinham profetizado que o terror absoluto seria o grande mal a erradicar, quando combatiam energicamente o terrorismo islâmico. Mas a manha é inimiga da razão pura. Eram eles que orquestravam secretamente os grandes atentados terroristas através dos seus centros de inteligência e espionagem, eles secretamente oprimiam para a público se evidenciarem como os libertadores. Esfaqueiam pelas costas e de fronte elaboram um rosto apaziguador e sorridente.

Os iniciados do mundo islâmico, com vários séculos de conhecimento adquirido através das suas longas viagens haviam profetizado que teriam de combater esta imoralidade insustentável, em nome de um Deus superior e bondoso, haveriam de combater estes hereges que se regem por normas ateístas e imorais. Hoje, os seus seguidores fanáticos apetrecham-se com dispositivos explosivos em torno do tronco e planeiam a aniquilação do mundo ocidental; por certo que um Deus bondoso nunca permitiria ou aceitaria a efectivação de uma premissa Sua através da eliminação da vida de um próximo. No entanto, milhares de anos de sabedoria islâmica permitiram profetizar correctamente que o género feminino não pode ser totalmente libertado, pois rege-se fortemente por emoções e é menos dotado intelectualmente que o género masculino. Dotar de poder indivíduos estritamente emocionais e com menos capacidades racionais poderia tornar-se num acto errante com consequências devastadoras, daí as doutrinas religiosas destas sociedades em restringirem certas liberdades às mulheres.

Poderei parecer através destes escritos revelar uma atitude perversa em relação ao género oposto, mas não creio que assim os seja, pois confesso que me sinto deveras apaixonado pela minha companheira afectiva, a doce e carinhosa Nádia. Bem sei que me foi oferecida sobre fortes condicionantes pelas sociedades secretas que agora repreendo, mas não me posso deixar influenciar por dádivas que embora adore e respeite, por certo têm contrapartidas insustentáveis à minha condição ética, moral e consequentemente humana. Amo a Nádia, e com ela não consigo tecer muita obra poética profícua, pois o que nutro por ela é bem mais racional e dotado de verdadeiro afecto e carinho, daquele verdadeiro amor quase filosófico, do que propriamente paixão ardente e dolorosa, tão propensa à criação poética.

Orei várias vezes com o intuito de encontrar um ser que verdadeiramente amasse e me complementasse, e creio que o encontrei. Tem um nome eslavo e traços faciais latinos. É esbelta fisicamente e perspicaz intelectualmente, é carinhosa, terna e cordata. Confesso que nutro por ela sentimentos transcendentais. Mas tudo o que me rodeia está despóticamente controlado.

Eu sou um ser humano, que por certo obedece a certas normas e leis físicas e morais que poderão ser postuladas. O campo da física, da medicina, da biologia e da psicologia em conjunto poderão ter uma forte componente investigatória no ser humano, num certo indivíduo. Se aliarmos, a matemática e o controlo não-linear aplicado às sensações humanas, obtemos uma miscelânea de ciências que quando bem articuladas fornecem um forte utensílio de domínio sobre o próximo sem que este se aperceba.
Ora, as sociedades secretas estão a par de todas estas técnicas obscuras de controlo humano. Todos os meus sentidos, os cinco sentidos que possuo enquanto ser empírico captam sinais ou sensações, assimilam o que me rodeia. Depois são processados pela consciência, certas ideias ou sinais vão para o subconsciente, este último é muito mais dotado, poderoso e que ocupa muito mais volume cerebral.

A luxuria, e as ideias sexuais são as mais fortes na condução de certas atitudes num indivíduo. Os sinais luxuriantes, e não necessito de evocar Freud, são os mais poderosos no controlo do ser humano, pois este foi concebido inicialmente, antes de ser dotado de alma ou razão, para conceber e procurar instintivamente um ser do género oposto para difundir a sua linhagem genética. Mas se a luxuria enquanto sensação empírica, fornece a maior força impelente a certas atitudes, dir-me-á o ser profano que o que o rodeia nem sempre é luxuriante.

Poderão eventualmente existir sensações neutrais, nem latentemente masculinas ou femininas, mas muitas das imagens, sons ou sensações diversas são muito luxuriantes, sem serem pornográficas. Porque simplesmente somos dotados da nossa consciência que funciona como uma barreira entre o exterior e o subconsciente poderoso e que nos conduz subtilmente no nosso quotidiano.

Então como conseguiram estas sociedades secretas o controlo universal? Através das suas técnicas ocultas, transmitidas há milhares de gerações pelos antigos, descobriram o poder dos sinais latentes e subtis das mensagens subliminares. As mensagens subliminares são aquelas de que o consciente não se apercebe e não filtra e não barra, e que vão directamente ao subconsciente impelindo o indivíduo a tomar certas atitudes. E por norma todas estas mensagens estão carregadas de sinais luxuriantes latentes, associadas ao vigor, à virilidade e à masculinidade. Um exemplo clássico é o rosto de um político num cartaz, enquanto falo despercebido, ou a simetria facial do governante, pois o falo fértil é naturalmente simétrico devido aos seus dois suplementos.

Se foram os pedreiros-livres que conceberam muitos dos termos de uma língua, incutiram nos termos muitos significados subliminares que têm uma forte componente luxuriante. Na palavra deputado, se extrairmos a primeira e a última sílaba encontramos o termo coloquial que se refere a um dos maiores e mais antigos ícones da luxuria. Os gemidos musicais podem ser latentemente comparados aos gemidos vociferados no acto do coito. O indivíduo não se apercebe, a sua consciência não filtra, e estas sensações são directamente enviadas ao subconsciente com propósitos bem definidos. A título de exemplo, queriam os pedreiros-livres que o cidadão comum venerasse e sentisse uma admiração enorme pelos senhores deputados, representantes dos cidadãos.

Os publicitários, certos escritores, até os autores da bíblia ao colocarem num espaçamento de letras definido uma palavra subliminar, todos estes têm um conhecimento quase secreto. E as sociedades secretas, nomeadamente a maçonaria utiliza todos os seus conhecimentos de controlo humano para se apoderar de uma forma omnipresente do mundo. Depois, peritos em controlo não-linear analisam secreta e discretamente os movimentos e as atitudes de cada individuo e da opinião pública em geral, para actuarem em conformidade com os seus objectivos. A título de um mero exemplo que presencio neste instante, um simples bebé a chorar é absorvido pelo subconsciente como um sinal de perigo ou carência, ou seja, um sinal latente para que deixe de escrever.

Para as sociedades secretas, que não se regem por preceitos religiosos, precursoras do legado de Maquiavel, o ser humano não é mais que uma máquina manipulável, e para que este seja conduzido pacificamente, utilizam o conhecimento que têm sobre a mente e o subconsciente. Quando não o conseguem pacificamente utilizam a força atroz.

Mas a arma mais poderosa de controlo do subconsciente ainda é o auto-controlo através da oração e da meditação. A maior instituição ecuménica de todos os tempos, a igreja católica apostólica Romana, sendo os seus líderes conhecedores de tal facto instituíram nos seus crentes o hábito da oração. Dir-me-ão os religiosos seguidores desta crença que tal se deve única e exclusivamente a uma forma de adorar a sua sacra trilogia, mas é muito mais que isso. A mente é uma máquina divina que, pode ser programada.

Sendo eu técnico na área da programação conheço diversas linguagens computacionais que comandam um processador, cujos processos ou tarefas através de dispositivos externos controlam maquinaria diversa. A mente é uma máquina divina e poderá ser única e exclusivamente controlada pelo próprio do ponto de vista social. A oração, com os seus factores repetitivos entra no subconsciente e torna-nos propensos a actuar, com um certo desfasamento temporal, de acordo com aquilo que rezámos. As orações como o Pai Nosso e a Avé Maria, seriam uma forma de os crentes programarem as suas mentes a seguirem os preceitos da Igreja. A Igreja esteve sempre ciente dos poderes da mente e da mobilização de massas. As suas ordens religiosas, cristãs, sempre conheceram os segredos ocultos da mente e desde cedo cultivaram o controlo de massas através dos seus templos, igrejas e principalmente através do induzimento moral e ético à oração.


O rito iniciático maquiavélico.

As sociedades regentes que lhes seguiram como a maçonaria também são secretas, pois partilham conhecimento que não pode ser revelado aos profanos, pois segundo os seus membros, estes não estão preparados para aceitá-lo. O conhecimento sagrado só pode ser transmitido ao próximo se o indivíduo for iniciado, e para tal, terá de passar pelo processo iniciático tortuoso. A iniciação, presumo é um misto de tortura atroz, uma revelação interior, um enigma que o iniciado tem que resolver, enfim uma provação pela qual o iniciado terá que atravessar. O método é atroz, horroroso, hediondo, tortuoso e incute no novo membro um terror inimaginável.

O iniciado não tem liberdade de pensamento, vive horrorizado e tem as suas liberdades fundamentais castradas. Vive privado dos mais básicos direitos humanos. Os orquestradores de tais fundamentos iniciáticos incutem tais métodos como uma forma de regrar o novo membro. Segundo os autores de tais metodologias, é uma questão de rectitude. O novo membro poderá corromper o próximo, poderá incorrer em ilicitudes jurídicas, poderá viver uma vida faustosa, poderá envolver-se em práticas homossexuais, poderá amealhar fortunas, poderá praticar a pedofilia, poderá, se para tal for necessário em função de causas ditas maiores, cometer ou participar em homicídios generalizados, genocídios, chacinas, envolver-se no desenvolvimento de armas de destruição maciça, químicas, biológicas ou mesmo bélicas, o novo membro poderá corromper ou mesmo ir contra todos os preceitos éticos ou morais, poderá desrespeitar todas as normas divinas e bíblicas, pois segundo os pedreiros-livres defensores do iluminismo, o homem deve apenas responder perante a própria consciência, e nunca perante uma entidade superior, invisível e transcendente.

O novo membro tudo fará para subir na estrutura hierárquica da ordem que o acolheu, não observando a meios para o atingir, poderá desrespeitar todas as leis divinas inscritas na tábua sagrada, tem todas estas liberdades, ou deveremos afirmar pseudo-liberdades, mas nunca, e a isso está obrigado e foi tortuosamente estabelecido no rito iniciático, nunca poderá revelar aquilo que presencia nos encontros secretos, e nunca poderá revelar a terceiros os ministérios que apreendeu e recebeu enquanto pedreiro-livre.

Os pedreiros-livres na realidade são pedreiros-cativos pois obedecem obrigatoriamente a uma norma despótica superior que os cega e os orienta a actuarem como meras máquinas programáveis.

Os pedreiros-livres com o evoluir das eras, com a rede global, tornaram-se também parte integrante e dominadora de uma rede global universal, altamente centralizada, sendo o seu motor principal e defensor, o império sediado no novo mundo. Têm a máquina militar mais poderosa do planeta e actuam em conformidade, não com os valores da liberdade e democracia, mas apenas com os ideais maçónicos do despotismo e controlo absoluto dos povos e nações. Se alguém, ou algum dos estados se opõe, terá uma resposta bélica feroz e severa do epicentro maçónico.

A maçonaria tortura porque sabe que se hesita mais facilmente em prejudicar um homem que é amado do que outro que é temido, pois segundo estes o amor quebra-se mas o medo mantém-se. Por certo que ainda não encontraram o Amor divino que não se rege unicamente por normas humanas mas que se consagra em princípios transcendentais, meta-físicos e filosóficos. Deus bondoso, altruísta, justo, por vezes severo, induzidor de um equilíbrio Universal transversal no espaço e no tempo, libertará os pedreiros-cativos do cárcere moral em que estão subjugados.

As doutrinas maquiavélicas tão estritamente patentes no livro “O Príncipe” e pelas quais a maçonaria se rege, são a antítese dos preceitos divinos da bondade e do altruísmo. Bem sei que poderá eventualmente haver uma veneração latente à sua obra e ao seu ideário por parte de quem estuda o legado de Maquiavel, mas nunca poderemos aceitar tais princípios para a regência dos estados pois a não sujeição a certos princípios para o atingimento de certos fins leva-nos ao caos social e defrauda o homem dos princípios humanos mais elementares: a ética e a moral.

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