O navegante


Nas paragens infindáveis da planície azul
Onde os Infantes perscrutam o mar ao fundo
Navegam caravelas pelos mares do sul
Navegantes e astrolábios, circundam o mundo

Trespasso as rotas de um homem moribundo
Constranjo-me nas planícies de árduo paul
Dou o cosmos, recebo o Amor, o Amor fecundo
pária sem pátria, sou um pária êxul

Nas rotas cibernéticas, a loucura
Vejo os sinais que fluem no cobre
A fibra óptica que tange a lonjura

O digital, o sinal nobre
Vede o Infante, sua magna feitura
Não para quem quer, mas para quem pode






Mas ele quis que os Ventos se abrissem
Que as Caravelas pelos mares fluíssem
Que a Cruz de Cristo se mostrasse ao vento
E que os indígenas a guardassem, no pensamento.



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