PEDIDO DE DESCULPAS


Eu, JOÃO FILIPE OLIVEIRA DA COSTA LOPES PIMENTEL FERREIRA, apresento ao ACP – Automóvel Clube Português e ao seu presidente, Carlos Alpoim Vieira Barbosa, as minhas desculpas pelas expressões que utilizei quando me referi a estes num texto anteriormente publicado neste blog VERA VERITAS intitulado “ACP declaro que não sou sócio”, reconhecendo que me expressei de maneira excessiva, ofensiva e difamatória para com os mesmo, aqui expressando o meu arrependimento pela forma injuriosa como a eles me referi no texto acima identificado.

Lisboa, 21 de Fevereiro de 2013

João Pimentel Ferreira

PPP rodoviárias custarão 1000 Euros a cada português


Segundo uma auditoria da consultora Ernst & Young, até 2039 os contribuintes terão de pagar 18 mil milhões de euros por 36 PPP rodoviárias. Este é o dinheiro que o Estado se comprometeu a pagar aos privados que desenvolveram os projetos rodoviários. Nesse mesmo período, o Estado deverá encaixar apenas 6,3 mil milhões de euros em receitas. Se estes valores se confirmarem, até 2039 o prejuízo para o Estado nestes empreendimentos será de 11,8 mil milhões de euros – o equivalente a seis anos de subsídios de férias e de Natal para os pensionistas e funcionários públicos.

Ou seja, cada português, pagará para as PPP rodoviárias mais de 1000 Euros, já considerando o resultado líquido, e pagam mesmo aqueles que não têm carro como eu!

Que a bicicleta esteja convosco, Amén!


Que a bicicleta esteja convosco, Amén!

Viva o 25 de abril, viva a Liberdade!

O Golpe da Energia (lê-se Galp)


Nota preambular: faço parte dos que acha que a gasolina deveria custar 20€ o litro! O atrasado do Pimentel também!


O golpe da Energia

Aqui, em Narvik, donde escrevo, a gasolina custa €1.88 o litro, a mais cara do mundo. Na Noruega, um país com enormes recursos petrolíferos, com enormes recursos energéticos, a gasolina é a mais cara do mundo. A Noruega donde escrevo tem muito menos quilómetros de autoestradas do que Portugal. Enquanto o meu país tem 253 km de autoestrada por milhão de habitantes, aqui a Noruega tem apenas 53 km. Em termos de área a Noruega tem 7 km de autoestrada por cada 10 mil km2 de território, já Portugal tem 292 km. Se considerarmos o rácio entre quilómetros de autoestrada e PIB per capita, aos 141 km de Portugal contrapõem-se apenas 5 km da Noruega, ou seja cerca de 30 vezes menos. Aqui na Noruega, a saúde é universal e completamente gratuita e o sistema de educação é também universal e completamente gratuito, por exemplo não há propinas na Noruega. Os salários da função pública e do sector privado são dos mais altos da Europa. O salário médio por exemplo dos professores na Noruega ronda os 4000€ por mês.

Ciclovia da Expo, a anedota continua...


Criei mais uma ocorrência no sítio da CML na minha Rua com o n.º OCO/73370/2013, para que haja a remoção dos blocos e a respetiva pavimentação da ciclovia da Alameda dos Oceanos. Esta pseudo-ciclovia é uma anedota ciclável e nunca vi ninguém por lá andar. Todos os ciclistas por norma, andam paralelamente ao lado da dita, cometendo uma ilegalidade, ao abrigo do Código da Estrada


Pavimento da 'ciclovia'

Para quem gosta de fotos de gatinhos!




A jurisprudência dos Danos Morais!


  • Carlos Cruz abusou sexualmente de dois rapazes (pelo menos aqueles que o tribunal deu como provado) e foi condenado a pagar uma indemnização por danos morais de 25 mil Euros
  • Um grupo de média difamou Santana Lopes e foi condenado a pagar 30 mil Euros, por danos morais
Para os nossos juizes é mais grave difamar um político do que abusar sexualmente de uma criança! É a nossa jurisprudência!

O que o 'Zé' dá é diferente do que o 'Zé' recebe?


Miguel Relvas foi vaiado no ISCTE, mas os mesmos que protestam, são os que vão para o poleiro. Segundo consta em alguns dados, o ISCTE é um viveiro a formar políticos das mais altas instâncias do Estado. Donde saem os políticos, saem também os contestatários. Que se lixe a troika, berram eles, e depois quem lhes paga os professores? Detesto a demagogia de Relvas, é um biltre do aparelho partidário, que subiu na vida política como sobe um vendedor da Remax, com ardil e conversa da tanga. Miguel Relvas representa, como muitos outros, o caruncho da classe política. Já os contestatários, por norma são gente frívola neo-burguesa que não sabe fazer contas, e acha que o dinheiro nasce à sombra dos sobreiros. Este país foi fundado há 800 anos e desde o século XVI que estamos de 'tanga'.

O estudante não quer pagar propinas,
o comerciante não quer tantos impostos,
o enfermeiro quer aumentos

Os empresários querem menos carga fiscal
Os automobilistas querem a gasolina mais barata
O polícia quer aumentos

O funcionário público quer mais dinheiro
O maquinista quer mais salário
No Algarve as pessoas não querem pagar portagens

Em Bragança ter autoestrada é um direito
Mas em Bragança o IVA é muito alto
Em Bragança paga-se muitas taxas

O funcionário público ganha mal, quer aumentos
Os pensionistas ganham mal, não querem cortes
Os impostos são um roubo!

O sindicalista quer mais salários
O PCP diz que o IVA é um saque
A A13 é prioritária para a população

Os professores querem ganhar mais
Os desempregados querem mais direitos
O fisco já se tornou em confisco

O 'Zé' acha que paga muito
O 'Zé' acha que recebe pouco
O 'Zé' não confia a quem paga nem de quem recebe

porque o 'Zé' é burro, iletrado e analfabeto e nem sabe fazer contas de somar! E na parcela do meio da conta de subtrair, entre o que o Zé paga e recebe, ainda estão os juros! MAS FOI O ZÉ QUE ALIMENTOU OS AGIOTAS E QUE PÔS ESTES CRÁPULAS NO POLEIRO, AGORA QUE SE LIXE!

A pergunta económico-filosófica está por responder:
De quem é a culpa: do gastador ou do usurário?


PS: Nada se perde, nada se ganha, tudo se transforma, mas o 'Zé' está sempre insatisfeito!

Eficiência energética: carro ou comboio?


O comboio é 20 vezes mais eficiente que o automóvel em meios urbanos como Lisboa

Portugal tem a terceira maior taxa de motorização da Europa, tem dos maiores índices em número de quilómetros de autoestradas por área e por passageiro, 40% de toda a energia consumida no país está nos transportes, ¼ das importações são carros e combustíveis e Portugal foi dos pouquíssimos países na Europa onde houve decréscimo no número de utilizadores da ferrovia.

Os dados que apresento atestam apenas a irracionalidade a que o país chegou no que concerne às questões energéticas no campo da mobilidade. Segundo dados obtidos através da CP, os consumos energéticos das suas composições na região de Lisboa são os seguintes:

Modelo da motora/comboio
Consumo por km
UM 2300/2400
7,4 kwh/km
UM 3150/3250
7,7 kwh/km
UM 3500
10,4 kwh/km

Também segundo fonte da CP-Comboios de Portugal, a taxa média de ocupação da CP Lisboa em 2011 foi de 21,7%, o que equivale a 396 passageiro/comboio. Já a velocidade comercial média dos comboios regulares de passageiros da CP Lisboa é de 44,64km/h.

Ora fazendo uma média dos consumos das três composições, considerando a aproximação de que a CP-Lisboa tem em igual número cada tipo de composições obtém-se um consumo médio de 8,5 kwh/km. Considerando que os comboios da CP-Lisboa tiveram uma ocupação média de 396 passageiros por comboio, obtém-se um consumo médio final para o sistema ferroviário na região de Lisboa de 21,5 wh/(km-pax).

O carro mais vendido em Portugal é o Renault Clio que tem um consumo misto médio de cerca de 6 litros/100km. Considerando uma taxa de conversão de que um litro de gasolina equivale aproximadamente a 8826 wh, e que a taxa média de ocupação para viagens pendulares do automóvel é de cerca de 1,2 passageiros/carro, fica-se com um consumo médio de 441,3 wh/(km-pax).


Carro ou Comboio?
Eficiência energética em Lisboa

Carro
Comboio
Consumo
6 l/100km
8,5 kwh/km
Taxa de ocupação
1,2 pax/carro
396 pax/comboio
Consumo por pax-km (wh)
441,3
21,5
Rácio
20 vezes maior
1

Tendo como base a cidade de Lisboa, o comboio é assim 20 vezes mais eficiente que o automóvel. Até quando perdurará esta irracionalidade em torno do automóvel?

A administração pública em Portugal


Relato de um ex-funcionário público, técnico superior durante três anos!

Nota preambular: Este era o mail que eu queria ter enviado no último dia de trabalho a todos os meus colegas e chefias no instituto público para o qual trabalhei durante três anos. Todavia, não tive a coragem para o fazer, pois fui excelentemente bem tratado pelas chefias e colegas durante todo o período, para o qual trabalhei para o Estado. Todavia, hoje, à distância, creio que é premente a partilha desta mensagem com o público, pois é muito importante que se faça a diferença entre administração pública e serviço público, e escreve-vos um homem de esquerda.

____________


Caros colegas e chefias

Odeio despedidas; lembra-me o fatídico dia de 10 de abril de 1912, quando o povo se despedia de quem ia a bordo do Titanic.

Assim, espero que para muitos de vós seja apenas um até já!

Estes três anos representaram a minha primeira experiência profissional na administração pública, que me enriqueceu e gratificou bastante, a nível pessoal e profissional. Já tinha trabalhado anteriormente na indústria, no ensino particular, assim como no sector aeroportuário, sempre no sector privado! Neste sentido cumpre-me apenas ressalvar algumas notas muito positivas e alguns aspetos a melhorar, ditos obviamente sem qualquer caráter vinculativo, pois são ditos por alguém que parte para outros projetos profissionais e pessoais.

Trabalhar na administração pública, foi das experiências mais enriquecedoras que pude usufruir na vida, e temo que muitos dos colegas não saibam dar o valor às regalias de que podem usufruir, considerando o atual mercado de trabalho. Conheci aqui no instituto nestes três anos, pessoas extremamente competentes e válidas tecnicamente, excelentes profissionais qualificados, que dão a melhor imagem do instituto, entre portas e no exterior. Regozijo-me bastante por saber que o Estado (ou seja todos os cidadãos), tem a trabalhar para si quadros altamente qualificados e competentes para as tarefas que lhes são incumbidas! A título de exemplo, após uma pesquisa rude no Linkedin que fiz no início do estágio, apercebi-me que as qualificações académicas de muitos dos meus colegas são de relevo excecional. Também encontrei pessoas extremamente motivadas para o trabalho, para os processos ou para a rotina do quotidiano. Na administração pública pude usufruir gratuitamente do CCP (antigo CAP), pude usufruir de diversa e variadíssima formação no exterior, assim como em Portugal, que me enriqueceu bastante profissionalmente; pude viajar pelo país em diversas ações de formação e promoção da PI, em Portugal e no estrangeiro, com todas as despesas comparticipadas, como hotel de qualidade superior ou comboio sempre em primeira classe, e no final destes três anos, guardo uma experiência e conhecimentos profissionais na área da Propriedade Industrial, que certamente serão uma mais valia inegável para o meu futuro profissional! Assim, só posso estar extremamente satisfeito por todo o trabalho que desenvolvi no instituto nos últimos três anos.

O Auto do Barbosa


  • Dedicado a todas as vítimas mortais de atropleamento - 118 mortos só em 2011, essencialmente idosos
  • Dedicado a todas as vítimas mortais de acidentes de viação - o carro já matou 4 vezes mais portugueses do que a guerra colonial [1] [2]
  • Dedicado a todos os que já morreram por pneumonia e doenças respiratórias - os fumos do escape dos carros provocam graves maleitas para a saúde, e Portugal é o 2º país da UE com mais mortos por pneumonia
  • Dedicado a todos os mortos por AVC e doenças do coração, vítimas do sedentarismo provocado pelo carro, pois a maior causa de morte em Portugal são as doenças do coração e Portugal é o país da UE com mais AVC [3]
  • Dedicado a todas as crianças que já morreram atropeladas, e a todas aquelas que não podem brincar, pois o espaço público foi roubado pelo carro
  • Dedicado à minha cidade, Lisboa, que foi violada pelos ideários do ACP
  • Dedicado por último ao Padre Himalaya que apresentou o seu Pirelióforo (uma alternativa às energias fósseis) na feira de St. Louis em 1904, tendo ganho vários prémios, mas sabe-se lá porquê, a sua invenção foi vandalizada e destruída, por coincidência 5 anos antes de Henry Ford começar a produzir o seu primeiro carro em série [1]



Letra de o Lobo Marvilense,
pseudónimo para Tiago Manuel Ferreira dos Santos Antunes

PS: Caro Fernando Seara, fica atento, pois se dessa boca vier alguma 'barboseira' populista para defender algo tão sacro como o popó, para as próximas autárquicas para Lisboa, a sátira deste lobo será avassaladora para contigo! Estás avisado!

Caso Barbosa vs. Pimentel; a saga continua


Exposição que fiz ao juiz
Se apanhou esta novela a meio leia ISTO

Este caso, por certo ainda vai fazer jurisprudência. Até que ponto um desabafo literário, pode ser acusado de calúnia? Até na idade média, uma época em que as penas judiciais eram extremamente mais severas, a liberdade literária no que concerne ao escárnio e ao mal-dizer era aceite. 

Ora reparai que D. Afonso Henriques (1109-1185) mandava encarcerar as mulheres que se amantizavam com elementos do clero, D. Afonso III (1210-1279) castigava com o enforcamento aquele que assaltasse a casa de outrem para roubar e D. Pedro I (1320-1367), decreta que a  todos os que falsificassem  moeda ou objetos de ouro ou prata lhes fossem amputados os pés e as mãos [1].

Ora por essa altura, Martim Soares, trovador português, documentado no período compreendido entre 1220 e 1260, escreve este poema em espécie de escárnio, a um tal Pero Rodrigues, o Carlos Barbosa lá da altura, a quem o acusava de ser 'cornudo':

Pero Rodrigues, da vossa mulher,
não acrediteis no mal que vos digam.
Tenho eu a certeza que muito vos quer.
Quem tal não disser quer fazer intriga.
Sabei que outro dia quando eu a fodia,
enquanto gozava, pelo que dizia,
muito me mostrava que era vossa amiga.

Se vos deu o céu mulher tão leal,
que vos não agaste qualquer picardia,
pois mente quem dela vos for dizer mal.
Sabei que lhe ouvi jurar outro dia
que vos estimava mais do que a ninguém;
e para mostrar quanto vos quer bem,
fodendo comigo assim me dizia.

Ao que parece na história portuguesa não há registos de quaisquer trovadores enforcados, amputados nem muito menos encarcerados, pois esta forma de arte era aceite pelo povo e pela nobreza. Todavia, no século XXI, em Portugal, e após o 25 de abril, colocam-se os poetas com termo de identidade e residência, por calúnia e difamação. 

Ao caro Pero Rodrigues dos popós:

Se vos deu o céu, um popó sacral
e se vos aprazais com os negros o anal
daqueles que se mostram nos bosques sublimes
enquanto lhes lambeis, suas vergas tão firmes
garanto-vos que já o velocípede não castra
e ficais com tesão, até com a mulher gasta
Largai hoje mesmo, o vosso sacro popó
Deixai hoje mesmo de fazer o bobó
pois se o escárnio, na era afonsina era aceite
hoje, posso grafar, que um negro te esporro a careca com leite!

Falei então com o meu advogado oficioso há dois meses, e este lá me referiu para eu ser mais moderado, que estava em negociações com o ACP, para que o ACP desistisse da queixa. Até agora, não tive quaisquer novidades, assim sendo, fiz eu uma exposição direta ao juiz. Vede Imagem em cima!

Na dita reunião com os advogados oficiosos (era um e uma de um escritório conceituado, sou especial) foi-me dito que é quase certo eu vir a ser condenado por calúnia, difamação e injúria, pelo teor do meu texto. Todavia, a boa notícia, é que é um direito que me assiste, poder substituir a multa em dinheiro, por trabalho comunitário. Ora, trabalho comunitário, é o que faço de borla, desde há anos, por isso Exmo. Sr. Juiz, venham as suas mais duras penas para este poeta infame!

PS: Peço por favor que reencaminhem isto a juristas e estudantes de Direito, qu'isto vai fazer jurisprudência em Portugal.

O canal de Afrodite!



Ao primeiro que descodificar o poema sobre o qual repousa a mão esquerda de Afrodite, dou-lhe 30€ e ofereço-lhe um almoço (e pago mesmo, FALO SÉRIO)

O ciclista "domingueiro"


Refiro que uso com alguma frequência a bicicleta ao domingo, e reitero que nada tenho contra quem usa a bicicleta ao domingo, nem quero catalogar, carimbar ou discriminar ninguém; isto é tão-somente uma provocação para que se debata o facto de que há realmente um fenómeno social de pessoas que encaram a bicicleta como apenas um desporto de elites (o que é lícito e é aquilo a que Carlos Barbosa se refere quando diz que "pedalar está na moda") enquanto outros (como eu) encaram a bicicleta como modus movendi e como um veículo político (etimologicamente falando, pois vem de polis, urbe, decisão urbana) para mudar a sociedade e o paradigma da energia e da mobilidade em meios urbanos!

Assim, os domingueiros na bicicleta são definidos por:
  • só usam a bicicleta aos fim de semana, e principalmente ao domingo
  • andam sempre todos equipados da cabeça os pés para o BTT
  • não sabem o que é uma pasteleira
  • gastam quase tanto na bicicleta e acessórios como no carro
  • andam nos passeios, pois acham que a bicicleta não é para andar na estrada, esquecendo-se que à luz do Código da Estrada a bicicleta é um veículo
  • têm dificuldades em fazer contas de somar, pois não percebem que se fazem ao domingo 75km, podiam distribuir esses kms pelos outros dias da semana e irem de bicicleta para o trabalho 15km, conciliando eventualmente com transportes públicos, poupando muito dinheiro

A Escola Secundária Afonso Domingues é o espelho da anedota que é Portugal



Andei seis anos, desde o 7º ao 12º ano, na Escola Secundária Afonso Domingues, em Marvila. A dita escola era frequentada pelos filhos da bimbalhada rude, bárbara e iletrada, que vinha das zonas rurais do distrito de Viseu para as fábricas em Lisboa, e que morava no antigo Bairro Chinês, um dos maiores amontoados de barracas em Lisboa; mas também era frequentada pelos luso-africanos que moravam no bairro da zona J de Chelas, que povoaram aquela zona nos anos oitenta, vindos das ex-colónias. A pitada de sal, era dada pela comunidade cigana, que vivia em bairros sociais como os da antiga zona N e zona M de Chelas.

Mas a escola não foi sempre este "melting pot" genético-cultural! A escola foi fundada em 1884 e teve alunos famosos como o escritor prémio Nobel, José Saramago. Foi durante o Estado Novo, uma referência no ensino técnico e profissional, nas áreas da mecânica e eletricidade. Aliás, a fachada ainda guarda a insígnia de Escola Industrial. Eu, nessa escola, tirei o curso de eletrónica e eletricidade, que após o secundário finalizado, tive de forma imediata, direito à carteira oficial de eletricista, passada pela antiga Direção Geral de Energia.

Todavia, temos o país entregue aos animais, e aos abutres, e o planeamento neste país é zero. A estória recente desta escola espelha a anedota que é Portugal.
  1. A escola em 2009 levou obras substanciais de melhoria e requalificação, com rede sem fios, salas novas, fachada nova, etc.
  2. Ora passado um ano de obras onerosas descobrem que lá passará o TGV, assim sendo encerram a escola, para que seja demolida.
  3. Agora já não se faz TGV, por causa da crise, e a escola, está ao abandono dos vândalos e está praticamente destruída por dentro.
Digam lá se isto não é anedótico, vejam as fotos de como está agora!!!