Foi a Rússia quem ganhou a segunda grande guerra


Plano da operação Barbarossa,
a maior ação militar de todos os tempos.
Fonte: WP
Perguntemos ao comum dos portugueses ou europeus, ou mesmo a um qualquer cidadão do mundo, quem venceu a segunda guerra mundial, e por certo, devido à forte e deturpada cultura americana e ocidental, o comum dos cidadãos dirá que foi o exército americano juntamente com os ingleses, a resistência francesa e a dos países do leste.

A resposta, após estudar e ler bastante sobre a época bélica em questão, é todavia diametralmente oposta, e revela que a propaganda americana, não difere muito da dos nazis ou dos soviéticos, na medida que incute nas massas uma noção da realidade e dos factos totalmente deturpada. Quem venceu a segunda grande guerra, para dissabor dos pensadores ocidentais, de muitos jornalistas, colunistas, amantes de literatura, cinéfilos, e mesmo anti-estalinistas, foi na realidade a Rússia e mais precisamente o Exército Vermelho. Não posso deixar de o referir, pois desde que observo filmes ou que leio alguns romances sobre a temática, apesar de muitas vezes os mesmos se basearem em factos reais, revelam apenas uma fração dos verdadeiros factos, e que os historiadores sérios e independentes desvendam desde há muito.

Factos históricos

Cerca de noventa por cento das forças armadas alemãs do terceiro Reich, pereceram na frente oriental, ou seja, cerca de nove em cada dez membros das forças alemãs morreram combatendo o Exército Vermelho. A Rússia pagou bem caro a sua guerra patriótica, pois foi o país com o maior número de fatalidades, cerca de 20 milhões de seres humanos, entre civis e militares, um valor 50 vezes superior àquele que o exército americano perdeu na guerra, mesmo já incluindo as suas baixas contra o Japão na guerra do Pacífico. Quando Hitler ordena a invasão do leste, com a operação Barbarossa que se dá início a 22 de junho de 1941, dá início à operação militar de maior escala em toda a história bélica mundial, onde participaram cerca de 4,5 milhões de soldados das forças do Eixo que se prepararam para invadir a União Soviética numa frente de 2900km.

Como a Rússia é um território vastíssimo, e de Berlim até Moscovo são cerca de 1800km, a tática da guerra relâmpago não foi tão eficaz como na ocupação da França ou na invasão da Polónia. Apesar dos sucessos iniciais terem sido significativos, a frente era demasiado vasta e começaram a surgir problemas de logística, pois era necessário transportar mantimentos e armamento das zonas fabris alemãs até à frente de batalha. Algo tão importante como o Inverno, ao contrário do que muitos possam julgar, foi o Outono para travar as tropas alemãs. O período do Outono é conhecido na Rússia por ser chuvoso tornando o terreno bastante enlameado, criando enormes problemas para a máquina de guerra alemã, essencialmente mecanizada e que fazia uso da rapidez para o sucesso dos seus objetivos. À medida que chega o Inverno, e com o exército russo muito mais bem preparado para lidar com o clima gélido, as tropas alemãs, nas suas três frentes (sul, centro e norte), são travadas em janeiro de 1942, com o grupo do exército norte cercando a cidade de Leninegrado, o grupo central chegando a ficar a menos de 30km de Moscovo e o grupo do sul na zona de Estalinegrado.

Doravante, dá-se lentamente o retrocesso de homens e máquinas alemãs, numa fuga que para muitos foi letal. O desastre de Estalinegrado, atual Volgogrado à beira do rio Volga na Rússia, foi o presságio para o final da guerra e para a capitulação do regime nazi. O sexto exército de Paulus tenta conquistar Estalinegrado à medida que outra parte do grupo do exército sul se dirige para os campos petrolíferos do Cáucaso. Todavia, os russos não só conseguem manter um pequeno reduto na cidade e na margem oposta do Volga, como fazem um enorme cerco ao exército alemão. Só em Estalinegrado, capitulam cerca de 600 mil homens do sexto exército alemão. De seguida dá-se o retrocesso em toda a frente, que de certa forma termina em Berlim no dia 8 de maio de 1945.

A guerra foi cruel e mortífera em todas as frentes, mas foi-o essencialmente na frente leste. Nos meses seguintes à derrota em Estalinegrado, só na operação citadel e na consequente batalha de Kursk o exército vermelho perdeu cerca de 400 mil homens e o alemão perdeu cerca de 250 mil. Foi a Rússia quem ganhou a guerra, foi a Rússia quem derrotou os nazis e foi o Exército Vermelho quem libertou o maior número de campos de concentração e de judeus, mas pagou bem caro o preço, pois perdeu cerca de catorze por cento da sua população, quer população civil assassinada de forma bárbara pelo exército alemão ou que morreu de fome e doenças, quer elementos do Exército Vermelho. Só na ocupação de Berlim, o Exército Vermelho perdeu cerca de 80 mil homens. Para que possamos comparar os números, o exército americano durante toda a guerra, na zona de conflito europeia perdeu no total cerca de 180 mil homens, um número próximo de homens que o Exército Vermelho perdeu apenas numa operação militar, a operação citadel. Ou seja, no teatro de guerra europeu, o Exército Vermelho perdeu cerca de 50 vezes mais homens que o exército dos EUA.

Percebo que seja difícil aceitar, que um déspota e um tirano como Hitler, tenha sido na realidade apenas vencido por outro como Estaline. Mas para o bem e para o mal, se quisermos ser fidedignos à História dos factos, foi a Rússia quem libertou a Europa da tirania nazi, e foi a Rússia quem pagou bem alto o preço da libertação da Europa. Poderemos argumentar que substituiu a tirania nazi pela tirania do comunismo estalinista, mas nesse caso falamos de acontecimentos posteriores à guerra, não dos factos em causa.

Por isso, repudiam-me por norma todos os filmes ou romances ocidentais da segunda grande guerra, principalmente os de origem americana, pois retratam eventos, que embora possam ter semelhanças com a realidade, são do ponto de vista geral, completamente secundários, comparados com a frente leste da guerra. É por isso que a Europa e os EUA hipocritamente celebram o dia D, um evento que se deu em 1944 quase um ano antes da guerra ter sido ganha, e não o dia em que realmente a guerra cessou, ou seja no dia 8 de maio de 1945, quando as tropas do Exército Vermelho conquistaram totalmente a cidade de Berlim. Não o fazem, pois fazê-lo, é aceitar os factos e a realidade, ou seja, é admitir que foi a Rússia quem ganhou a segunda grande guerra mundial.

12 comentários:

  1. Boa noite João Ferreira Pimentel,

    Cabe-me em primeiro lugar dizer-lhe que li com atenção e agrado o seu texto, com o qual concordo na sua essência.
    Contudo e nesta senda, penso que igualmente deverá incluir alguns factos não menos importantes que não refere, no que toca às posições doa aliados e dos soviéticos nessa guerra.
    Antes permito-me salientar algo que considero importante referir de caracter pessoal – não tenho por hábito escrever comentários em Portugal como o vou fazer agora, devido principalmente às reacções normalmente ocorridas, em que se se critica o A é porque se é do B e vice-versa, enfim, um hábito comum em mentalidades pequenas em que a idoneidade e independência de pensamento não existem nem são admissíveis aos outros.
    Para que conste desde já, conheço bastante bem a Rússia, país que visitei já dezenas de vezes e onde viajei extensivamente desde S-P até Perm nos Urais, não sendo um adepto do sistema de governo local, ainda assim acho-o melhor ou menos mau do que o americano, principalmente no que toca ao colonialismo politico e económico deste último, vulgo imperialismo que tantos povos e países tem destruído logo desde o inicio dos EU faz pouco mais de 200 anos. Mesmo assim prefiro viver “deste lado”, mas isso seria para outra discussão.
    Chamada a atenção para este facto, vou ao que acho que falta no seu comentário.
    Josef Stalin como bem sabe tinha um Tratado de Não Agressão firmado com Adolf Hitler, e mantinham muito boas relações e até mesmo uma admiração mutua.
    Antes de a Alemanha ter iniciado a operação Barbarossa e a invasão da União Soviética, o segredo desta operação já tinha transpirado para o exterior.
    Stalin foi avisado pelos seus espiões que obtiveram a informação do MI5 inglês de que iria ser invadido, porém recusou-se a acreditar naquilo que viria a ser um facto em breve.
    Os alemães entraram a toda a velocidade em território soviético, quase sem resistência no início, e só quando tomaram Smolensk é que Stalin finalmente realizou que estava a ser invadido por quem ele se recusara a acreditar que o fizesse.
    Podemos nesta fase dizer que a URSS foi apanhada totalmente desprevenida, as principais divisões do Exercito Vermelho estavam estacionadas nos Urais a milhares de quilómetros de distância das fronteiras ocidentais. A agravar o facto, este mesmo exército era praticamente primitivo se comparado com a eficácia da máquina de guerra alemã nesta altura.
    A maior parte das tropas deslocava-se a pé, e o material de guerra puxado por cavalos. Para agravar mais ainda, devido às purgas politicas que Stalin efectuou na década 30 que incluíram imensas das altas patentes do exército, este encontrava-se sem oficiais competentes e experientes para a tarefa monstra de defender o seu território dos invasores. A Força Aérea era também mínima, tanto em efectivos como em aparelhos.
    Uma ajuda essencial que a União Soviética obteve na altura, foi dada pelos Estados Unidos e pela Inglaterra, os primeiros ainda não tinham entrado na guerra mas os segundos já sofriam os Blitz sobre a ilha. Tanques Sherman americanos, jeeps, camiões de transporte de soldados e artilharia e vário armamento foram transportados dos EUA para Inglaterra e daqui pelo Mar do Norte e Mar da Noruega para Murmansk, com vários navios afundados pelos nazis que tinham bases navais na Noruega.
    Este plano de ajuda à União Soviética foi acordada entre Franklin Roosevelt e Wiston Churchill e ficou conhecido como Lease & Lend.
    Estou plenamente convencido, que se não fosse esta acção tomada de forma tão arriscada e com vários sacrifícios também, a história poderia bem ter sido outra e a Rússia hoje estaria a comer salsichas alemãs e a lerem o Mein Kampf, sabendo-se que a principal razão do Hitler querer conquistar a Rússia eram os infindáveis recursos naturais energéticos, que se o tivesse conseguido a guerra poderia bem ter tido outro desfecho.

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    1. Durante a guerra, as fábricas soviéticas produziram mais de 29,1 milhões de armas de pequeno porte de todos os principais tipos, enquanto apenas 152.000 armas de pequeno porte (0,5% do total) foram fabricados pelas fábricas americanas, britânicas, canadenses. Olhando todos os tipos de sistemas de artilharia de todos os calibres, vemos um quadro semelhante – 647.600 armas e morteiros soviéticos contra 9.400 de origem estrangeira, representando menos de 1,5% do total.

      Os números são menos desagradáveis para outros tipos de armas: a razão domésticos x tanques aliados e artilharia autopropulsada foi, respectivamente, 132.800 contra 11.900 (8,96%), e para os aviões de combate – 140.500 contra 18.300 (13%).



      Fora os quase 46 bilhões totais que foram gastos na ajuda de empréstimos e arrendamentos, os EUA distribuíram somente $ 9,1 bilhões, ou seja, apenas um pouco mais de 20% dos fundos, para o Exército Vermelho, que derrotou a grande maioria das divisões da Alemanha e seus satélites militares.


      Moral da História, não foi uma contribuição, foi apenas 5 vendas e quem estava ganhando muito mais com isso como sempre era o EUA.

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  2. Convenha-se que na altura ainda não existia a Guerra Fria entre o Ocidente e o Leste, na própria América existia um Partido Comunista, e um Partido Nazi também, este último com personagens integrantes como Henry Ford e Walt Disney.
    Existiu também outro factor muito importante já na reconquista do território russo ocupado pelos alemães, que foi o tanque T-31 construído pelos soviéticos. Até então, o melhor tanque da guerra era o Panzer alemão, imbatível na altura até pelos Sherman americanos e os tanques ingleses eram muito inferiores. O T-31, com maior alcance que os Panzer, com munição de maior calibre e mais poder de destruição bem como melhor blindagem, foram uma peça essencial na corrida que o Exercito Vermelho deu nos alemães e que provocou a sua retirada bem como a sua perseguição até ao desfecho final na Alemanha.
    Quanto á conquista de Berlin em si, a história tem mais do que aquilo que refere também.
    A tomada de Berlin pelos soviéticos, foi acordada antes na Conferência de Yalta no início de 1945, em que Josef Stalin, Winston Churchill e Franklim Roosevelt acordaram na divisão dos territórios do leste europeu pós guerra, e deixaram à União Soviética a missão da conquista da capital do Reich, pois Roosevelt principalmente, sabia perfeitamente o enorme sacrifício de vidas humanas que tal operação implicaria, não querendo que tal acontecesse aos americanos, algo que para Stalin não era problema de todo. Aliás, após esta Conferência, deu-se o bombardeamento de Dresden pelos ingleses, sem necessidade nenhuma mas apenas como vingança dos Blitz da Luftwaffe, mas que de qualquer maneira tinha aberto o caminho para a conquista de Berlin para os Aliados caso estes se tivessem dirigido para lá o que não fizeram.
    Salientar ainda o facto de os soviéticos terem já numa fase mais avançada da guerra aquele que foi um dos grandes estrategas, o General Georgi Zhukov que Stalin em boa hora pôs no lugar do Koniev, e plena concordância para a Batalha de Estalingrado, que foi de facto o “virar” da guerra contra os alemães, e que fez com que o Hitler tivesse de sacrificar as tropas que tinha no Cáucaso onde estava o petróleo de que tanto necessitava e de a falta veio a ser um dos grandes problemas da Wehrmatch, quer em prosseguir, quer na retirada.
    De resto concordo completamente consigo, tudo o que interessa nas notícias, filmes e media em geral ocidentais contam a história como lhes apraz, exemplo é o facto da fuga dos “cérebros” nazis para os EUA para trabalharem para estes, e muitos outros ajudados pela Cruz Vermelha e pelo Vaticano nas suas fugas maioritariamente para as ditaduras sul americanas protegidas pelos EUA, a Operação Odessa que deve ser do seu conhecimento.
    Bem vistas as coisas, na União Soviética os americanos também passaram imediatamente a ser inimigos com o final da Guerra Mundial e o início da Guerra Fria, e na América com o Harry Truman a seguir e pior ainda com o Joseph McCarthy e as suas “caças às bruxas” a seguir.
    Mas isso são outras histórias.

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  3. Caro comentador. Muito obrigado pelo seu comentário.

    Devo discordar com a sua opinião parcialmente, pois apesar de importante, não creio que a ajuda dos aliados tenha sido de todo decisiva para a vitória do Exército Vermelho. É verdade que os americanos e os ingleses deram algum apoio à União Soviética, mas parece-me, que está longe de ter sido decisivo para a vitória do Exército Vermelho. Os camiões que suportavam os lançadores de foguetes Katyusha, consta que eram de fabrico americano, mas toda a tecnologia dos próprios Katyushas era soviética, como também era de tecnologia e fabrico soviético, o T-34, considerado por muitos, o melhor tanque da segunda grande guerra, quando combinados poder de fogo, mobilidade, proteção, baixo custo e simplicidade, e que teve um papel decisivo na vitória do Exército Vermelho na guerra.

    Todavia concordo com o que diz, que José Estaline tinha um desrespeito desumano e cruel pela vida do povo e dos soldados russos (e também da dos inimigos), tendo considerado que quaisquer sacrifícios eram aceitáveis em nome da "guerra patriótica". Relevo todavia, que enquanto a União Soviética tinha o seu território invadido, tendo o exército central alemão ficado a 30 km de Moscovo, os EUA, nunca tiveram o seu território continental posto em causa, mas por um lado a sede de hegemonia económica, por outro a hegemonia militar no Pacífico, justificou a intervenção no teatro de guerra europeu e no lançamento de duas bombas atómicas respetivamente, considerando eu, o lançamento de uma bomba atómica contra civis de um país estrangeiro, um crime de guerra muito mais bárbaro e hediondo do que quaisquer atos perpetrados por José Estaline.

    E mais uma vez, ao citar a primeira grande batalha da operação Barbarossa, reitera a minha tese. Apenas nessa primeira batalha de Smolensk, entre julho e setembro de 1941, o Exército Vermelho perde cerca de 300 mil homens. Este valor compara com os cerca de 180 mil homens que o exército americano perdeu no teatro de guerra europeu. Por outro lado, até ao final dessa primeira batalha desde o início da operação Barbarossa, a Wehrmacht tinha perdido mais homens, do que tinha perdido em todas as operações anteriores desde o início da guerra, mormente na Europa Ocidental. Apesar de esta contabilidade aparentar ser mórbida e desumana, revela de forma clara, o enorme sacrifício e contributo - no meu entender o maior e mais relevante de todos - que a União Soviética teve para destronar o regime Nacional Socialista de Adolf Hitler e erradicar com o nazismo na Europa.

    Por conseguinte, julgo que a Europa tem um enorme dever moral perante a União Soviética, dever esse que foi logo suplantado, por um lado pelo fenómeno propagandista da Guerra Fria, por outro lado pelo facto de a própria União Soviética ter na sua liderança, também um déspota e um tirano. Todavia, tento fazer uma análise histórica cientificamente válida, assente sobretudo em factos tal como a Ciência o exige; e os mesmo revelam que a maioria da cinematografia europeia e americana sobre a temática, assim como muita da literatura novelista, são, passo o plebeísmo, um embuste.

    Com os melhores cumprimentos

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  4. Lease and Lend não foi um acordo de ajuda, foi uma venda a crédito. E tampouco foi direcionado à União Soviética, mas à todas as principais potencias aliadas (Inglaterra, França, URSS e China), sendo a Inglaterra a principal beneficiada, com mais de 60% dos suprimentos, e apenas 20% destinado à União Sovética. Os EUA até então não pagavam o alto custo da guerra, seu território não era atacado, todas as suas indústrias estavam em pleno funcionamento, sem racionamento de luz, água, comida e outros utensílios indispensáveis nos quais é impossível manter em uma situação de guerra mortífera dentro do seu próprio território. E não tem o menor cabimento comparar o valor do sangue derramado em campo de batalha com envio suprimentos. Tudo faz parte do contexto, mas de fato o mundo deve a derrota do nazi-fascismo ao povo russo.

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  5. O avanço até Estalinegrado deu-se pelo Outono de 1942-Inverno de 1942/1943 e não com a fase inicial da Operação Barbarossa.

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    1. Não creio que o tenha referido, mas por questões de síntese não posso fazer um relato cronológico detalhado de toda a operação. A operação Barbarossa; em homenagem a Frederico I da Germânia, também conhecido por Frederico Barbarossa, ou em Português Barba-Ruiva, imperador do Sacro Império Romano-Germânico; foi iniciada em 22 de junho de 1941 e sim, o avanço em Estalinegrado e o cerco ao sexto exército de Paulos, deu-se no Inverno de 1942 para 1943. Crê-se que tal foi feito, por um lado por questões simbólicas, ou seja, conquistar a cidade com o nome de Estaline, mas acima de tudo por questões estratégicas, ou seja, para que outra parte do exército-sul pudesse avançar ainda para sul para tomar posse dos poços de petróleo do Caucáso, para assim alimentar a máquina de guerra alemã altamente mecanizada e sedenta de combustível.

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  6. Assistam esse vídeo e tirem suas conclusões
    https://youtu.be/YT6X_bd66sM

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    1. Caro Robson, vi o vídeo e considero-o extremamente falacioso e tendencioso, querendo repartir entre todos os louros da vitória, mais numa aceção politicamente correta, do que propriamente histórica e factual. Claro, até de acordo com a Teoria do Caos, que tudo é relevante, até o mais pequeno ato pode ser extremamente relevante. Mas repare que se tomarmos essa abordagem poderemos dizer que se não fosse o Brasil a ficar do lado dos Aliados, tendo ajudado indiretamente no afundamento de um U-Boat, o U-507 ao largo da costa brasileira no Piauí, os aliados jamais teriam ganho, porque Hitler poderia ter usado esse U-boat para afundar navios mercantes que iriam abastecer a Inglaterra. Por isso também, em tese, podemos afirmar que o Brasil teve um papel fundamental para a vitória dos aliados e sem o qual essa vitória não teria sido possível. Na prática, ironizo como é óbvio, colocando em causa o argumentário falacioso do autor do vídeo. Esqueça o vídeo, que na senda da "história emotiva e popular" nos afasta da história factual, científica e dos números; e pense que 9 em cada 10 membros das forças armadas alemãs pereceram a combater o Exército Vermelho. A aviação na frente leste, de pouca relevância teve em 1943, pois de que serve a aviação se a infantaria não consegue avançar devido ao frio extremo ou subnutrição? Quase todos os recursos alemães estavam voltados para o leste, logo, apesar de terem tido o seu papel, o papel da Inglaterra e dos EUA para a vitória dos aliados foi incomensuravelmente menor, comparado com o papel da União Soviética. Pense que apenas na Operação Cidadela e respetiva Batalha de Kursk, entre 12 de julho e 23 de agosto de 1943, em apenas pouco mais de um mês, numa única operação militar, o Exército Vermelho perdeu cerca de 860 mil homens, mais que os EUA e Ingleses e todos os restantes aliados juntos perderam em toda a guerra no teatro europeu.

      Não sou comunista, nem anti-comunista, aliás sou anti-estalinista, mas repudio fortemente todos aqueles que tentam colocar a ideologia à frente dos factos. Isso é repulsivo.

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