Ignea Aqua


O primeiro gole arranha
O segundo gole assanha

O terceiro aquece
O quarto endoidece
O quinto entristece
Já o sexto enobrece

O sétimo é proibido
Ao oitavo é o alarido
O nono é divino
Ao décimo canta-se o hino

O hino da ebriedade
O hino da loucura
Arrebata-se a formosura
Evocamos a saudade

Questionamos os princípios
Evocamos a paixão
Damos os abraços ímpios
Nutrimo-nos de tesão

É assim o suco, da loucura
A água, que é ardente
Torna o clérigo, um descrente
Torna a casta, uma impura


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Escrito à mão numa noite ébria pelo bairro enquanto passeava com a minha musa e adorada Nádia

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