A Invicta dos Deuses loucos


Ó Porto de Portugal
Dos portuenses e Portugueses
Tens um povo sem igual
Tens plebeus e tens burgueses

Venceste Junot e os Franceses
Cristandade transcendental
Acolhes burgos Ingleses
Toponímico berço nacional

Ó Porto da minha terra
És a invicta mais briosa
Tens o Dragão que é a Fera

A Poetisa mais formosa
Representas a Quimera
Cidade maravilhosa

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Ó Porto sobre o Douro
dourados fluxos de águas
criaste os mestres do tesouro.
O Infante das Alvoradas

E o Peres que matou Mouros
E a Sofia que escreve as fráguas
da linhagem de homens louros.
Tens o rio, que me lava as mágoas

Casaste D. João, o Primeiro
com nobre dama de Lencastre
O teu homónimo padroeiro

Escreve este humilde traste
Que se intitula, pioneiro.
Foste tu que me sonhaste

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Ó Porto, vagabundo
que aportas homens doutos,
que te encontram, no fim do mundo
e que comportas poetas loucos

Representas Portugal profundo
E pela cultura te apoucas
Acolhe este moribundo
Aceita-me estes escritos ocos

Ó Porto do meu país
De Michaëlis, és Carolina
Comportas a nobre raiz

desta nação feminina
És a República mais feliz
És o Auge, és a Doutrina!

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Ó Porto, portuário
Tens o ébrio suco divino
Que me faz suportar o calvário
Dos traumas de menino

Canta comigo este Hino
deste verso sanguinário
em que te retrato o cenário
que retrata o feminino

Ó Porto da minha vida
Ama-me, e amo-te a ti
És o Porto da despedida

És o templo em que sorri
Para Lisboa faço a partida
Em ti vivi, em ti escrevi!

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