Ganham 2800€/mês, trabalham 4 horas por dia, têm 30 dias úteis de férias, e fazem greve!


Trabalhadores do Metro de Lisboa em greve
Há pouco tempo houve uma grande manifestação denominada "Geração à Rasca" que teve uma afluência bastante considerável e de grande relevo nos meios de comunicação nacionais. Os contestatários protestavam contra as condições laborais presentes do país em que vivemos, essencialmente nos jovens, relevavam a precariedade laboral, nomeadamente os recibos verdes e referiam os que auferem apenas 500€ por mês, mesmo sendo licenciados.

Há que esclarecer estes contestatários que quando o bolo se cria através da riqueza que geramos, do PIB, há que reparti-lo pelos portugueses. E acreditem que não criamos muita riqueza, comparando com a média europeia.

Os maquinistas do Metro de Lisboa que fizeram greve hoje, dia 15 de Março de 2011 e que deixaram a cidade num caos, transtornando bastante a vida dos lisboetas, ganham através do erário público, pois são os contribuentes, todos nós que lhes pagamos, em média 2850€ por mês, o seu tempo de condução é entre três e quatro horas diárias, e têm 30 dias úteis de férias por ano (um trabalhador comum tem 22). Há maquinistas do Metro a ganhar 4600€/mês. 

Os jovens portugueses têm de se mentalizar que é premente acabar com as regalias secularmente estabelecidas, desde quase os tempos feudais, pois estamos em tempo de crise.

É por causa destes extorsionários que o país não avança, há milhares de desempregados, precários, jovens a recibos verdes a auferir 500€ por mês, e certas elites públicas regalam-se com as benesses imperiais que detêm e nada os demove na alienação dessas regalias feudais. A média salarial em Portugal é cerca de 750€ por mês, e por certo mais de noventa por cento dos trabalhadores que auferem rendimentos abaixo da média não fazem greve, pois são precários, mas aqueles que mais ganham e mais regalias têm são sempre os mais contestatários e que mais greves fazem.

Não há ninguém com capacidade elucidativa para explicar aos funcionários do Metro de Lisboa que o patrão deles não é o seu Director nem Sócrates, nem o ministro dos transportes, mas sim todos os contribuintes portugueses, ou seja todos nós. Não há ninguém que explique aos funcionários do Metro que eles deveriam dirigir as suas reivindicações a todos nós contribuintes e não ao governo. E não há ninguém que explique aos portugueses que o Governo existe apenas para administrar o erário público, ou seja, o dinheiro de todos nós. 

E findo esta missiva profusa em indignação de um mero contribuinte português, referindo uma lista pública dos vencimentos anuais dos administradores das empresas públicas portuguesas de maior relevo e alguns cálculos auxiliares elucidativos.

Valores anuais:

420.000,00 € - TAP - administrador - Fernando Pinto
371.000,00 € - CGD - administrador - Faria de Oliveira
365.000,00 € - PT - administrador - Henrique Granadeiro
250.040,00 € - RTP - administrador - Guilherme Costa
249.448,00 € - Banco Portugal - administrador - Vítor Constâncio
247.938,00 € - ISP - administrador - Fernando Nogueira
245.552,00 € - CMVM - Presidente - Carlos Tavares
233.857,00 € - ERSE - administrador - Vítor Santos
224.000,00 € - ANA COM - administrador - Amado da Silva
200.200,00 € - CTT - Presidente - Mata da Costa
134.197,00 € - Parpublica - administrador - José Plácido Reis
133.000,00 € - ANA - administrador - Guilhermino Rodrigues
126.686,00 € - ADP - administrador - Pedro Serra
96.507,00 € - Metro Porto - administrador - António Oliveira Fonseca
89.299,00 € - LUSA - administrador - Afonso Camões
69.110,00 € - CP - administrador - Cardoso dos Reis
66.536,00 € - REFER - administrador - Luís Pardal: Refer
66.536,00 € - Metro Lisboa - administrador - Joaquim Reis
58.865,00 € - CARRIS - administrador - José Manuel Rodrigues
58.859,00 € - STCP - administrador - Fernanda Meneses
_____________
3.706.630,00 €
926.657,50 €  - Média Prémios
______________
4.633.287,50 €

900,00 €/mês Média de um funcionário público

368 - nº de funcionários públicos que dá para pagar com o mesmo dinheiro

Quando é que os coutos feudais aristocráticos e oligárquicos findarão?

Fonte dos dados: Jornal Sol

22 comentários:

  1. Só privatizando é se se acaba com este gamanço, subscrevam esta petição:

    http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N7990

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  2. Meu caro, não é com a privatização que este problema se resolve. A privatização entregará empresas edificadas a muito custo pelo estado, aos abutres e biltres da finança e capital. Há que sim proibir as greves nos sectores que prestam serviço público.
    Cumprimentos

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  3. Só resta saber quais são os maiores abutres, a história já provou que não são só as greves são os "jobs for the boys" nas administrações e lugares de topo e as cunhas para os restantes lugares.
    O PCP costuma dizer que no tempo da outra senhora só era Dr filho de Doutor, Engenheiro filho de Engenheiro, mas agora só é funcionário da CP familiares de funcionários da CP e por sua vez que sejam filiados no PCP ou na CGTP, assim como no Metro e outras,estamos como no tempo do Salazar mas com bandeira diferente.

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  4. Caro comentador. Discordo veementemente consigo.

    A CP foi criada pelo estado português a muito custo e foi edificada durante muitos anos, não se vai agora sem mais nem menos entregá-la aos privados que vão somente definhar a empresa e aumentar os passes sociais e as tarifas.

    Há que obrigatoriamente acabar com o feudalismo nas empresas públicas e proibir consitucionalmente as greves nos sectores que prestam serviço público e pôr todos esses abutres que lá trabalham com contractos precários.

    Porque é que os maquinistas da Fertagus raramente fazem greve? Não é por ser privado, é porque estão precários e não ganham ordenados avultados como os do Metro ou da CP.

    Neste país de feudais só fazem greve as elites: Metro, CP, Médicos, professores, pilotos da TAP, tudo gente que ganha perto do ordenado mínimo, ou não.

    Não é entregando estas grandes empresas aos biltres do capital que se resolvem os problemas, é sim regrar todos esses funcionários laxistas, extorsionários, incompetentes e muito bem pagos que trabalham no sector público.

    Cumprimentos

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  5. Caro João Pimentel, entregar quer dizer dar, privatizar quer dizer vender, com o dinheiro da venda abater a divida era um bom empurram para o país no sentido do desendividamento.
    No entanto como o passivo destas empresas já vai em 14000 Milhões de Euros, quantos BPN são? Até entrega-las de borla era uma bênção para o país.

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  6. Caro comentador

    A forma de reduzir a dívída destas empresas, mais uma vez o digo, é regrando os seus funcionários. É necessário proibir a greve nas empresas que prestam serviço público.

    E repare que o objectivo da CP enquanto empresa que presta serviço público não é o lucro, é-o sim prestar um bom serviço ferroviário ao país e aos portugueses. Agora também não pode dar prejuízos avultados como dá. Solução: Pôr todos os maquinistas a contractos precários, reduzir-lhes o ordenado para metade e despedir quem fizer greve.

    A privatização vai aumentar o preço dos passes, das tarifas e vai fazer a CP e o Metro prestarem um pior serviço, sendo que estas empresas prestam na actualidade um óptimo serviço público de transportes (com um preço insuportável no orçamento de estado)

    A solução é então a que foi tomada: Cortes salariais.

    Cumprimentos

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  7. Numa democracia não se pode proibir greve a uns trabalhadores e a outros não.............

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  8. Pode sim caro comentador.

    Da mesma forma que as forças da ordem não podem fazer greve, para mim todos os sectores que prestem serviço público, deveriam estar impedidos constitucionalmente de fazer greve!

    Os máquinistas da CP não percebem que com esta greve não afectam em nada o Sócrates, nem o ministro dos transportes ou o director da empresa, afectam sim quem trabalha, os mais desfavorecidos, e quem não se pode dar ao luxo de ter carro.

    A CP, o Metro, a Carris e a STCP prestam serviço público, já não penso o mesmo da RTP. Como entidades prestadoras de serviço público não são para dar lucro, mas também não são para serem entregues a abutres feudais de esquerda que acham que a empresa lhes pertence.

    Assim a solução é simples: Por toda a gente precária, cortar os ordenados a metade e proibir as greves para ver se têm mais respeito pelo erário público e por quem necessita do comboio para ir para o trabalho. O que essa gente dos sindicatos faz é indignante e revoltoso e revela uma enorme falta de respeito pelos utentes.

    Cumprimentos

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  9. Preferia mudar a Constituição da Republica:
    ___________________________________________________
    Artigo 57.º
    Direito à greve e proibição do lock-out

    1. É garantido o direito à greve.

    2. Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve, não podendo a lei limitar esse âmbito.
    _________________________________________

    Para :

    2. Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve, não podendo esta ser este âmbito outro que que não a defesa dos trabalhadores ou que visem forçar a administração da empresa a efetuar uma gestão danosa.

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  10. Parece-me uma alteração sensata e razoável.

    Já agora acrescentaria uma alínea com o seguinte

    1. Estão proibidos de fazer greve todos os trabalhadores que exerçam funções em empresas de cariz público ou semi-público em que se constate que estas empresas prestam claramente um serviço público à comunidade.

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  11. É só roubar...pouca vergonhaa!!

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  12. A propósito, o Sol noticia hoje:

    Os maquinistas do Metro de Lisboa ganham em média 2850 euros/mês vezes 14 meses. Há maquinistas que ganham mais de 50 mil euros/ano.

    Na CP não se ganha menos. Diz o artigo do Sol que só por se apresentar ao trabalho um maquinista ganha 6 euros por dia em subsídio de assiduidade.

    Em média o tempo de condução dos maquinistas é de 3 horas e meia por dia!

    São estes meninos que fazem greve e fod** a vida a quem vai trabalhar para ganhar o ordenado mínimo, pois o Eng. Sócrates e o ministro da tutela já está bem servido de transportes.

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  13. Mas não são só os que fazem greve os culpados, este tipo de salários em empresas que não têm sustentabilidade para tal é gestão danosa, pelo que as suas administrações deveram ser processadas por tal, quem incentiva greves que passam muito para além dos direitos dos trabalhadores e passam para o nível do "roubo", como é este o caso, deveria ser processado de incentivo a crime de gestão danosa e forçamento de prática de crime de gestão danosa, os banqueiros que emprestaram dinheiro a estas empresas estando elas na situação económica que estavam e iam alimentando este tipo de gestão, quem sabe para terem as benéficos fiscais que têm,deveriam ser acusados e processados de gestão danosa, emprestar dinheiro a empresas que têm os valores de capitais negativos que estas têm, não tenho duvida que é gestão danosa dos dinheiros do banco.

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  14. Caro comentador

    Concordo inteiramente consigo. Os gestores dessas empresas deveriam ser criminalmente processados por gestão danosa. No privado tal não aconteceria.

    Sou defensor de um estado forte e presente, austero e solidário, e propalo o respeito que os cidadãos devem ter pelo erário público. Os trabalhadores da CP e do Metro mostram uma asquerosa falta de respeito pelo erário público.

    A CP e o Metro prestam um óptimo serviço público aos utentes, de qualidade e de excelência, e a preços reduzidos, mas há que cortar seriamente os ordenados dos assalariados que lá trabalham para que estas empresas tenham sustentabilidade no sector público!

    Cumprimentos

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  15. Venha de lá então a privatização.
    Não vou questionar o que trará inerente, se estivessemos noutro país o meu receio seria nulo, um país onde a confiança fosse regra e não outros sentimentos antígonos.

    Eu sou maquinista do metro de Lisboa.
    Não vou discutir as fontes do que foi escrito na mensagem.

    Terei muito gosto em dizer pessoalmente a quem o desejar que o meu ordenado é em média o referido (mensalmente, não me refiro aos 50 000 mil/ano), e acrescentar, porque não é mencionado, que desse valor são actualmente descontados os respectivos impostos em cerca de 40%, sem qualquer excepção de parcela.

    O meu horário de trabalho diário são oito horas. Tripulo no máximo três horas e meia consecutivas, o que não significa que seja o máximo de tempo diário. Após intervalo, e no mesmo dia, haverá mais tripulação conforme o plano de escala diária.

    A média de três horas de condução diária será certamente de algum sindicalista ou outro com altos niveis de absentismo, que não nego que existam, mas são uma minoria no universo dos maquinistas do metro de Lisboa.

    Férias, tenho 24 dias por ano. Se eventualmente não tirar dias nos meses de entre Maio a Outubro, ou seja, não gozar férias no Verão, há um bónus de um dia por cada quatro efectivamente gozados. Fazendo as contas fica-se ainda longe dos 36 referidos.

    Em relação às greves, aproveito para pedir desculpa a quem foi ou será prejudicado por elas. Não será essa certamente a minha intenção , e acredito que de todos os funcionários.

    Não pretendo debater dos motivos, consequências e causas de toda esta situação, as respostas virão brevemente, se o futuro é sermos todos precários, seja, o país é nosso e somos nós que o construímos.

    Cumprimentos
    Luís Conde

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  16. Caro Luís Conde

    Obrigado pelo seu comentário. Como havia referido o Metro e a CP prestam um óptimo serviço público e de excelência mas a situação financeira destas empresas públicas é insustentável, e a grande parte da despesa vem dos salários.

    Não sou a favor da privatização como já referi, pois são empresas em que o Estado investiu bastante capital e deu grandes contributos, mas os ordenados em apreço, e terá de concordar comigo, para o nível salarial português mesmo ao nível dos licenciados e mestrados, são quase milionários!

    2850€ por mês, mesmo ilíquidos, são exactamente seis vezes o ordenado mínimo.

    E prezado Luís Conde, em tempos de crise há cortes salariais em toda a gente, os impostos sobem e os abonos descem, e os máquinistas do Metro não podem ser exceção.

    Vêm aí o FMI, e o Metro tem duas opções claramente! Ou reduz seriamente a despesa, ou será privatizado, e no caso de ser privatizado preparem-se para a verdadeira precarização loboral! É que há muita gente que não dá valor às benesses que têm!

    Os dados que obtive foram do jornal Sol. Aliás o artigo refere mesmo que os maquinistas do Metro conduzem as motoras em média entre 3 a 4 horas por dia!

    E digo mais uma vez caro Luís Conde, a greve não prejudica o Primeiro-Ministro, nem o Ministro dos transportes, nem o director do Metro, pois estes já têm transporte assegurado. Prejudica sim, a população!

    Aceite os meus melhores cumprimentos

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  17. Meu caro idiota anónimo que não se identifica...

    Os dados que recolhi são do jornal Sol. O jornal que teve acesso à folha de ordenados da CP e do Metro de Lisboa cita que houveram máquinistas que ganharam brutos por ano cerca de 40000 euros, o que dá em 14 meses cerca de 2850 euros brutos por mês. Há uns que ganham mais e outros que ganham menos.

    Meu caro idiota anónimo, vós, cuja maioria nem sequer é licenciada, mamam do erário público (alguns) 2850 euros por mês com todas as benesses faraónicas, e um recém-licenciado ganha a recibos verdes 500 euros por mês sem quaisquer direitos.

    Deixem-se de demagogias seus idiotas extorsionários. Quando é que os Indignados e o Povo e a Esquerda e a geração á Rasca, percebem que os recursos são um bem finito. Para o estado estar a sustentar os vossos vícios e as vossas frivolidades importadas que compram no natal, suga recursos que não dá às novas gerações super-preparadas e dotadas que saem da faculdade cheias de vigor para trabalhar. Mas o que lhes resta é um ordenado de 500 paus a recibos verdes sem quaisquer direitos, que após descontos para a SS e fisco sobram por aí uns 350euros.

    Quando é que os Indignados e a geração à rasca compreendem que o busílis da questão é tão-somente uma distribuição equitativa dos recursos, que o estado saca e mama para vos sustentar? Só as empresas de transporte têm um passivo de 17000000000 de Euros, ou seja meu caro cada português deve 17 mil euros aos credores das empresas de transporte, apenas para pagar as vossas regalias faraónicas... e quando a coisa não vos vai a jeito fazem greve...

    Vocês, maquinistas do metro e da CP não passam de lacraus e sanguessugas do erário público que sustento com os meus impostos...

    E fica sabendo, que apesar de p*t*, ganho menos de metade do que tu mamas do erário público, mas no entanto sou obrigado por lei nos impostos a pagar-te o ordenado...

    Mas são vocês que fazem greve::: Dá Deus nozes a quem não tem dentes...

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  18. Ladra ladra, enquanto ladras a caravana vai passando........és um idiota chapado, reclamas contra aqueles que ganham um pouco mais do que tu, idiota....porque não reclamas para ganhar o mesmo que aqueles que ganham mais do que tu?...diagnóstico:,,,és um frustrado.

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  19. Ladrarei até que a voz me doa e teclarei até que o teu ordenado (no caso de seres maquinista) baixe para menos de metade. Pois é aqui o frustrado que te paga o salário faraónico com os seus impostos!

    Eu não sou dos que defende a privatização, nem qualquer entrega aos privados, pois o Metro de Lisboa é da população portuguesa, mas eu sou dos que defende a responsabilização dos que lá trabalham. E começava por cortar-vos o ordenado a metade, pois as vossas habilitações académicas no presente momento, com milhares de jovens licenciados a recibos verdes a 500 paus por mês,
    não se coadunam com os ordenados que têm.
    Fica bem.

    Ass: o idiota frustrado

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  20. Desde que depois nas privatizações não se passe o vencimento do maquinista para 500 euros e de milhares de euros para gestores da treta, em especial ex ministros ou fazedores de planos eleitorais e acordos com a troika. Veja-se o caso EDP, BCP, Banif e afins. Quem ganha muito fica sempre a ganhar nem que seja por troca de favores.

    Pena que nao se emigre mais, ou que se viaje, fica-se a saber que por essa Europa fora, as carreiras de base ganham mais do que em Portugal e as carreiras de topo ganham menos que em Portugal.


    Quanto as habilitações, depende das Universidades e das Escolas superiores onde são tiradas, o ensino publico secundário português felizmente é bem homogénio apesar de todas as dificuldades e problemas que tem.

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    1. "Pena que nao se emigre mais, ou que se viaje, fica-se a saber que por essa Europa fora, as carreiras de base ganham mais do que em Portugal e as carreiras de topo ganham menos que em Portugal."

      Concordo inteiramento consigo meu caro. A assimetria de salários em Portugal é das mais altas na Europa. E não basta ver a média, temos de ver o desvio padrão (o quão afastado se está da média). Por isso é que no artigo em que critico os ordenados dos maquinistas, coloco uma lista ultrajante dos vencimentos dos gestores públicos.

      Os gestores públicos, não têm moralidade, nem muito menos os governantes, para pedir sacrifícios aos portugueses e aos funcionários, quando têm ordenados faraónicos.
      Mas tal situação, não evita que eu me mantenha indignado com os salários dos maquinistas, que, para o seu nível académico, é bastante acima da média; e que passam o tempo em greves a prejudicar a população e nunca os governantes.

      Em relação às privatizações, já disse o que tenha a referir: Sou acérrimamente contra as privatizações destas empresas.
      O estado investiu um grande esforço coletivo nas empresas e estas empresas prestam um grande serviço público de qualidade. Mas precisamos de gestores com mão de ferro para por ordem na casa (despesa)

      Cumprimentos

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  21. De salientar eu não sou contra as greves no setor privado e acho que são um instrumento útil para transferir ativos financeiros do capital e do patronato para os trabalhadores. Mas no caso da função pública, não fazem nada disso! Transferem apenas dinheiro dos contribuintes para os funcionários públicos (em média mais bem pagos que os contribuintes), prejudicando o quotidiano da população. A greve na função pública distorce por completo o princípio fundador das greves: transferência de dinheiro do grande capital e da alta burguesia para o proletariado.

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