Nuno Crato defende que o povo passe fome?


Foto de Nuno Ferreira Santos, jornal Público
Muitos dos nossos jornais estão tão sedentos de notoriedade que truncam as palavras dos dirigentes para obterem mais leitores, estes últimos sedentos de apedrejarem os governantes. Nuno Crato, numa conferência sobre o Orçamento de Estado para 2014 e num exercício meramente hipotético e metafórico disse que "teríamos de trabalhar mais de um ano sem comer, sem utilizar transportes, sem gastar absolutamente nada só para pagar a dívida". O que é uma metáfora matemática, sendo ele um homem dos números, considerando que a dívida pública é 130% do PIB, ou seja cerca de 15 meses de produção.

É uma metáfora que uma mente minimamente inteligente entende, e que os jornais truncam e amplificam para receberem mais leitores, numa altura de crise e de dificuldades. Lembremo-nos que Nuno Crato é um académico reputado, com várias publicações científicas e nunca defendeu que o povo passe fome, não deturpem as coisas por favor.

Todavia muitos jornais de referência publicam notícias a negrito cujo título é Crato diz que era preciso "trabalhar um ano sem comer" apenas para lançarem achas para a fogueira.

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