Terça-feira, 18 de Junho de 2013

[PPP Rodoviárias] Como é que a alcateia socretina, ainda ousa ladrar perante o estado da nação?

A carrocracia em deterimento dos outros meios de transporte, ativos ou não, paga-se caro, e muito caro. Tenho estado mais atento às questões das PPP rodoviárias e como estas são um arrombo nas finanças públicas que são pagas com fome, miséria, impostos e desemprego, enfim, austeridade.

As mais recentes notícias:

"O documento [da comissão parlamentar de inquérito] com 180 conclusões e mais de 500 páginas, entregue ontem aos deputados da comissão, conclui que "os encargos com as PPP rodoviárias são excessivos" e decorrem em parte de "decisão puramente política que se sobrepôs, à eficiência e à eficácia económica e da satisfação da necessidade pública dos projectos". As acusações e dúvidas levantadas em relação à actuação dos governos socialistas de José Sócrates são transversais a todo o relatório e a praticamente todos os contratos analisados,"
in: jornal Económco

"Um relatório confidencial entregue ao Governo de Sócrates no final do mandato e a que só o PS teve acesso; [dá a entender] "arranjinhos" entre o anterior Executivo e os consórcios vencedores das Parceiras Público-Privadas (PPP); "sonegação de informação" propositada; alertas para renegociações de contratos que podem resultar no "descalabro completo" ao nível dos encargos para o Estado." "[Na comissão parlamentar de inquérito o prof Manuel Avelino estimou] encargos na ordem dos 50 mil milhões de euros que o professor fez e que também o juiz jubilado do Tribunal de Contas, Carlos Moreno, ouvido na sexta-feira, apontou"

lá para 2050 estaremos todos assim


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Sábado, 15 de Junho de 2013

Direito à greve! Embuste de neoburguês ou Direito fundamental?


Já opinei aqui o que penso sobre as greves no sector público. Todavia agora cinjo-me ao n.º 1 do art.º 8 da Lei da Greve, que dita que os trabalhadores aderentes à greve devem assegurar, durante a mesma, os serviços mínimos caso se exija a satisfação de necessidades sociais impreteríveis.

Ora, um tribunal recentemente, considerou, no caso dos exames dos alunos, que a greve dos professores não violava este princípio, e que os transtornos decorriam das consequências normais de qualquer greve. É o pensamento neoburguês ao rubro presente na nossa jurisprudência! Fico estupefacto, fico boquiaberto! Não é a educação dos nossos alunos, num país com fortes carências educativas, uma necessidade social impreterível? Quando farão os exames? Quando entrarão para a universidade?

Na Suécia onde estudei, eram cidadãos comuns que vistoriavam os exames, pois como os enunciados estavam bem elaborados e eram claros, não havia direito a dúvidas. Mas a nossa Lei da Greve, no seu artigo 6.º proíbe claramente a substituição dos grevistas.

Que coerência tem a classe dos professores, para supostamente defender a Escola Pública, quando reiteradamente apenas a ataca? Sou um fervoroso defensor da Escola Pública, desde o meu sétimo ano de escolaridade que apenas frequento o ensino público, tendo antes frequentado o ensino cooperativo. A Escola Pública, é o garante Universal da Educação, independentemente das condições económicas, sociais ou religiosas de cada discente. A Escola Pública transmitiu-me o Saber, e a Vivência. Sempre tive excelentes professores na Escola Pública, logo, tenho que o afirmar de forma veemente que sou grande adepto e defensor da Escola Pública, Escola essa que foi marcadamente melhorada e aumentada durante a Primeira República. 

Mas o que me repugna, são as elites neoburguesas pseudossocialistas, que nunca leram a "República" de Platão, que muito pouco sabem o que é a Rex Pública, o Bem Comum, e apenas fazem greve, num ato extremo de egoísmo coletivista, pondo em causa a educação de milhares de crianças, apenas porque foram postas em causa as suas necessidades de CAPITAL.

Sindicalistas e agiotas, fazem todos parte do mesmo coio de abutres e mercenários, da ralé mais nojenta e execrável de parasitas, que mais não faz que extorquir e viver à conta dos recursos do país e dos impostos dos contribuintes! Não nos iludamos, Mário Nogueira e Abebe Selassie "são farinha do mesmo saco", pois para estes mais importante que Portugal, é encher os bolsos extorquindo o próximo, o primeiro com juros AGIOTAS, o segundo com "direitos adquiridos" no tempo das vacas gordas.

Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

Hino à Alegria em Português



O Hino à Alegria é um Poema do poeta Alemão Friedrich von Schiller que Ludwig van Beethoven adaptou para a letra do quarto andamento da sua nona sinfonia. O mesmo hino serve de base ao Hino oficial da União Europeia.

Até agora as traduções para português ou careciam de serem fidedignas à letra original de Schiller, ou sendo fidedignas, não respeitavam a métrica e a rima do poema, para que se adaptassem à música de Beethoven.

Num exercício mais matemático que poético, de "encaixe" e usando algoritmos de tentativa-erro, apresento-vos a primeira tradução para português do Hino à Alegria, que além de ser fidedigna ao espírito do poema original de Schiller, respeita também a rima e a métrica do poema que Beethoven usou para a sua sinfonia, sendo assim perfeitamente adaptável à música que compõe o Hino da Alegria, ou seja, o Hino da União Europeia

Oh Alegria, sois Divina
bela filha de Elísio
tornais ébria a Poesia
inspirais Dionísio

Nem costumes, nem tradição
vos reduzem o Encanto
criais no mundo, um mundo irmão
insuflais o nosso Canto

Feliz de quem já ganhou
um forte abraço de um amigo
Quem de vós já conquistou
uma doce mulher, cante comigo

Mesmo vós que só conquistastes
das divindades, só uma alma
mas se já na Alegria falhastes
ficai só em tédio e calma!
________________________

A tradução literal é:
Alegria, mais belo fulgor divino,
Filha de Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!

Teus encantos unem novamente
O que o rigor da moda separou.
Todos os homens se irmanam
Onde pairar teu vôo suave.

A quem a boa sorte tenha favorecido
De ser amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma doce companheira
Rejubile-se conosco!

Sim, também aquele que apenas uma alma,
possa chamar de sua sobre a Terra.
Mas quem nunca o tenha podido
Livre de seu pranto esta Aliança!

Quinta-feira, 6 de Junho de 2013

Os enviados de Satanás


Não sou muito dado a questões religiosos, a rituais eucarísticos ou a sincretismos. Não acredito em exorcismos e sou um devoto defensor da ciência e da Verdade. Mas sou crente, creio num Deus, um pouco indiferente a cada peculiaridade ou capricho da natureza humana, mas um Deus que no alto da sua Justiça, repõe sempre o magno equilíbrio da Verdade. Como se diz interessantemente em Inglês, Deus escreve-nos através de meios misteriosos, ou de uma forma mais bacoca, Deus escreve direito por linhas tortas. Não creio que Deus seja bom (apesar da similaridade gráfica entre God e Good), mas também não é mau. Não é consensual, nunca o será e a característica que Deus mais abomina é o consenso. Esquecei-vos vós que dos processos mais consensuais na história da Humanidade e o mais bárbaro, foi o processo de Cristo. O povo pediu a morte do Messias, e Pôncio Pilatos acedeu.

Assim a Verdadeira Justiça, é a Justiça Divina. Não, não é aquela que os clérigos, os teocráticos e os religiosos entendem como divina. Essa, na maioria dos casos, é satânica, pois serve apenas para satisfazer interesses próprios na manutenção do estatuto e das benesses da elite clerical. A justiça Divina é a que é dada por Deus, e Deus é um ente Racional, assim, a justiça que o Homem concebeu após o iluminismo é mais Divina que qualquer Santo Ofício. A Justiça, exige tempo, exige racionalidade, exige sangue frio, e exige acima de tudo princípios. A boa Justiça não pune, apenas evita e dissuade o crime, mantendo a Ordem. A punição, no sentido comum da palavra tem apenas um cariz emocional de vingança e a verdadeira Justiça, pode ser tudo, menos vingativa.

Tenho visto ultimamente vários filmes da propaganda sionista, aliás os judeus são exímios difusores de propaganda, fazendo reiteradamente passar-se por vítimas. Não, nunca na vida defenderia qualquer tipo de atrocidade contra a raça humana e o nazismo foi das mais hediondas barbáries que a civilização já presenciou, ponto. Os campos de extermínio, a “solução final”, e todas as atrocidades cometidas pelos oficiais nazis, foram das mais hediondas e inqualificáveis atrocidades que o Homem, fez contra si mesmo, ponto. Mas tal, não me impede de questionar, impede? Os sionistas são exímios em vitimar-se, através da propaganda melodramática e cinematográfica. O que não faltam, são filmes com belas estórias melodramáticas de como os judeus sofreram com o holocausto. Segundo consta a máquina nazi, conseguiu exterminar 6 milhões de judeus, o mesmo número de pontas da estrela de David.

Terça-feira, 4 de Junho de 2013

Beethoven, ai magno Beethoven, fazei amor comigo!


Sempre que oiço a nona, o primeiro andamento da nona, nove vezes um é nove, e o homem só fez nove, pois nove é três vezes três, se o três é sacro, o nove magnânimo, e sempre que oiço a nona sinfonia do génio, dá-me vontade de abraçar todos os pretos da rua, apetece-me invadir a Polónia com o meu falus, apetece-me humilhar o presidente checo e subjugá-lo ao meu domínio germânico, apetece-me gritar do alto do meu egocentrismo, apetece-me invadir Estalinegrado (hoje chama-se Volgogrado), apetece-me subjugar o mundo à supremacia ariana e indo-europeia que me nasce do sangue. Apetece-me humilhar judeus, abraçar pretos e pretas, mamar na boca nas ciganas, fazer amor com indigentes, dançar o tango bem abraçadinho ao assassino em série mais letal, ser sodomizado por Deus, entregar o meu corpo à ascese dos homens hiperbóreos, a Túdor e a todos os deuses germânicos.

Beethoven, deixai-me chupar-vos a pila! Quero conhecer-vos! Quero fazer amor a três, juntando o Pessoa. Vamos ser apoteóticos, vamos humilhar Kant, que mais não fazia do que transformar o ser humano numa máquina racional desprovida de sentimentos. Ah, 'B' de Beethoven, a numerologia explica: o 'B' é a segunda letra do alfabeto, logo é o número dois. Ao dois, associamos passividade, contrário do três que é atividade, ação (o pénis ereto, símbolo viril, tem três componentes formando um triângulo ascendente), já o dois é um número feminino pois a anatomia feminina é dual, duas mamas, duas nádegas, não há um complemento ímpar como há no homem. Ora 'B' de Beethoven, faz com que o germano tivesse esta genialidade criativa. Só a mulher é criativa, o homem não cria, o homem concebe, mas quem cria é a mulher, e durante nove meses (nove de nona), muito tempo, muita criatividade, a cria no seu estado final e requintado. O homem não sabe criar, não sabe estimar, apenas a mulher sabe criar e estimar, ora quando ao génio de Bona, se aliou esta feminilidade criativa do B (sua primeira letra do apelido) fez com que este génio criasse as mais proeminentes obras da música: deu à Luz a nona.

Venho-me quando oiço Beethoven, sinto um arrebatamento interior indescritível. Regra para ouvir o primeiro andamento da sinfonia de Beethoven: esperar pelas 3 e meia da manhã quando o silêncio é sagrado; comprar os melhores auscultadores da cidade; colocar o som no máximo; fechar os olhos e deixar-se guiar por esta massagem prostática intelectual, que faz os homens quererem beijar pretos, amar ciganos, invadir a Polónia, atacar Moscovo, bombardear Londres, ou apenas desejar um mundo fraterno de irmãos e irmãs e que todos vivamos em harmonia para a eternidade com respeito mútuo.

É um prazer visceral indescritível...
Bona, a caminho de Viena

Segunda-feira, 3 de Junho de 2013

A homoparentalidade, ou adoção de crianças por casais homossexuais. O que diz a ciência?

            Bebo apenas água da fonte da Verdade
                           Autor desconhecido

A questão é fraturante e como tal tentarei ser o mais científico possível, ignorando questões religiosas ou de convicções pessoais. Não posso todavia ignorar as questões morais, nem os próprios defensores da homoparentalidade o podem, pois “moral” vem do Latim e significa “relativo aos costumes”, mas embora sendo eu um homem para quem os costumes dizem muito pouco, não esqueçamos que a génese da palavra foi uma tradução para o Latim da palavra “ética”, esta que vem do grego. A ética diferencia-se da moral, pois enquanto a moral se fundamenta na obediência a costumes consagrados e hábitos recebidos por tradição, a ética busca o seu fundamento essencialmente através da razão, e por conseguinte da ciência. Logo, independentemente do credo ou quadrante político em que nos encontremos, a homoparentalidade envolve assim, indubitavelmente, questões éticas.

Os defensores da homoparentalidade, como o pediatra Mário Cordeiro, referem que diversos estudos académicos, segundo as suas palavras mais de 700, demonstram que uma criança educada por um casal homossexual é tão feliz, bem-sucedida e saudável como uma criança com pais heterossexuais. Segundo refere, para uma criança, não é necessário um pai e uma mãe no sentido clássico, mas somente um polo de crescimento e um polo de regressão. É na realidade esta dualidade, que a criança precisa na sua formação psicológica, para que tenha uma educação estruturada. Ou seja o polo de crescimento é dado tradicionalmente pelo pai, o chamado polo adrenalínico ou de ousadia, em contraste com o polo endorfínico ou maternal.

E concordo inteiramente, já Platão, em Fedro, reiteradamente referia que o homem arrebatado pelo Amor, sentia essa mesma dualidade, qual auriga que conduzia um carro puxado por dois cavalos, um cavalo negro e um cavalo branco. O cavalo negro puxava o amante ferozmente para a pessoa amada, forçava-o no sentido da procura da sua presença, sem rodeios ou restrições morais, já o cavalo branco, mais sóbrio, sistematicamente freava os ânimos do amante, ao travar os avanços do dito carro. O que a criança precisa na sua conceção psicológica é de uma dualidade, que não necessita de ser obrigatoriamente um pai e uma mãe no sentido tradicional, e que lhe incutam uma formação psicológica e educacional estruturada. O próprio pediatra Mário Cordeiro refere que um pai quando embala uma criança, está a ser mãe, e quando uma mãe obriga a criança a fazer os deveres está a ser pai.

Até aqui, totalmente de acordo. Já o pequeno detalhe que o próprio pediatra não alongou muito, foi referir que quer nos casais heterossexuais, quer nos homossexuais, o que pode afetar a educação da criança, é a instabilidade no casal ou as querelas entre os cônjuges, que tanto sucedem em casais heterossexuais como homossexuais. Então continuemos na ciência. Dados estatísticos referem que 28% dos homens homossexuais tiveram mais de 1000 parceiros ao longo da sua vida. É também referido que 83% dos homens homossexuais entrevistados no dito estudo estima que tenha tido relações sexuais com 50 ou mais parceiros ao longo da sua vida, e 43% estima ainda que teve relações sexuais com 500 ou mais parceiros. Refere a mesma fonte que 79% dos homens homossexuais entrevistados referiram que mais da metade dos parceiros sexuais que tiveram eram apenas estranhos.

Dir-me-ão que são apenas affairs de solteiro livre, e que perante o ato do matrimónio o homossexual homem tende a ser mais fiel ao seu parceiro. Mas os dados estatísticos revelem o contrário. Pois segundo os estudos científicos no que concerne ao matrimónio, e agora não podemos ignorar a ciência, há uma taxa extremamente baixa de fidelidade sexual entre os casais de homens homossexuais em relação aos casais heterossexuais. Nos casais heterossexuais 85% das mulheres relataram a sua fidelidade sexual, sendo que entre os homens​​ o valor foi de 75,5%. Entre os homens homossexuais no seu relacionamento atual, apenas 4,5% relatou fidelidade sexual.

Pergunto eu então apenas, na senda pela tão apregoada verdade científica, como pode uma criança ter estabilidade emocional e ter uma educação estruturada, considerando os dados supra expostos? Falo-vos como homem-livre e devo referir que tenho forte aversão às denominadas tradições e aos bons costumes, todavia não posso deixar de evidenciar uma clarividência que tem de ser relevada, na defesa do maior e magno interesse das crianças.

Terça-feira, 28 de Maio de 2013

Petição pela introdução de portagens na entrada de Lisboa


Os mais de 500 mil veículos que entram diariamente na cidade de Lisboa provocam:
  1. Elevados índices de emissões de poluentes, deteriorando seriamente a qualidade do ar, cujos estudos demonstram forte correlação com diversas doenças respiratórias mortais;
  2. Elevados índices de poluição sonora, cujos estudos referem que provocam sérias maleitas para o sistema endócrino e diminuição da qualidade de vida;
  3. Carência de espaço público com qualidade, sendo o estacionamento ilegal sobre o espaço pedonal uma constante, deteriorando seriamente a qualidade do espaço público;
  4. Elevados índices de atropelamentos, essencialmente idosos e crianças. Há em Lisboa em média mais de dois atropelamentos por dia; 
  5. Congestionamento excessivo do tráfego, causando perdas de tempo evitáveis para os utilizadores de automóvel e transporte público;
  6. Custos de manutenção de infraestrutura rodoviária dentro de Lisboa, os quais são pagos pelos seus munícipes sem comparticipação adicional dos efetivos utilizadores da infraestrutura
Embora o automóvel seja um veículo importante para o conforto e autonomia dos seus utilizadores, observamos que o excesso de tráfego automóvel em Lisboa, é o causador principal de poluição atmosférica e sonora, da degradação ambiental urbana e de acidentes de viação. Os congestionamentos causados pelos automóveis refletem em perdas económicas e energéticas no transporte público municipal e intermunicipal. Todos estes fatores provocam grave diminuição da qualidade de vida dos munícipes de Lisboa, e daqueles que a visitam, tendo variados custos externos.

Vêm assim os proponentes requerer, para que em Lisboa sejam introduzidas (opcionalmente de forma temporária, por exemplo seis meses) portagens à entrada da cidade, mais conhecidas por Sistema de Taxação de Tráfego.

Já implementaram com sucesso sistemas similares, cidades europeias como Milão, Londres, Estocolmo ou Riga. Os resultados demonstraram que o tráfego diminuiu em média entre 10% a 30%, tendo havido melhorias significativas na qualidade do ar e na redução da poluição sonora. As receitas provenientes deste sistema de portagens deveriam reverter diretamente para a melhoria dos sistemas de transportes coletivos de passageiros.

Dessa maneira, observa-se que existem diversas cidades com realidades distintas, que vêm pondo em prática melhorias para a circulação de peões e ciclistas, e quando integrado ao transporte coletivo e aos meios não motorizados, o espaço urbano produz pólos comerciais e áreas habitáveis mais atraentes, melhora a qualidade ambiental da cidade, promove um aproveitamento do solo mais eficiente e reduz os impactos negativos causados pelo tráfego de automóveis, valorizando as vias urbanas e os espaços públicos

Poder-se-iam aplicar isenções ou descontos, para determinados horários e dias de menor tráfego, para transportes públicos como táxis, veículos empresariais considerando que os transportes públicos não são uma alternativa, moradores, veículos elétricos ou automobilistas que já pagam para entrar na cidade, como por exemplo os que vêm da margem sul, mesmo que esse montante não reverta para a cidade, mas sim para a Lusoponte. Deixamos todavia o poder político regular estes descontos e isenções.

Com os presentes sistemas de portagem eletrónica, onde se incluem os Dispositivos Eletrónicos de Matrícula (DEM) ou Sistema de Reconhecimento Automático de Matrículas (ALPR), já em uso em diversas autoestradas, estamos também em crer, que do ponto de vista técnico, a implementação do sistema proposto estaria facilitada.

Bem sabemos que os automobilistas são já largamente taxados na utilização das rodovias de acesso à cidade, mas a cidade de Lisboa que acolhe todos esses veículos não é justamente ressarcida pelas respetivas externalidades. Passado o período de teste (a usar-se), far-se-ia um referendo municipal, onde os munícipes deliberariam se queriam manter o dito sistema, ou retroceder à forma anterior, i.e., sem portagens.

Esperançados que a proposta vá avante e traga consideráveis melhorias na qualidade de vida dos munícipes,

Os signatários

Segunda-feira, 27 de Maio de 2013

É a greve no sector público aceitável?

O n.º 1 do artigo 57.º da Constituição da República Portuguesa dita que "é garantido o direito à greve". Todavia, para um homem republicano e de esquerda como eu, e ao mesmo tempo apregoador da Verdade (que se digam de esquerda admito que há mesmo muito poucos), um dos critérios fundamentais para o interesse do Estado, ou seja “todos nós”, é a defesa do interesse público, da rés pública, do magno interesse do bem comum. Pelo contrário, para um homem da direita liberal, os interesses do Estado, podem ser preteridos em prol dos interesses individuais ou coletivistas.

Para um homem de esquerda como eu, o magno interesse público, o bem da sociedade em geral, é um bem sacro a defender. Para um homem de direita, certos interesses do Estado podem ser preteridos em prol de interesses coletivistas se por exemplo esses mesmos grupos de pessoas forem mais produtivos ou empreendedores. Veja-se o caso das privatizações.

Ora, as greves no sector público, filosoficamente falando, vão contra o próprio princípio do interesse público. Como é que pode ser aceitável que os funcionários de limpeza da autarquia de Lisboa, num egoísmo coletivo e chantagista hediondos, façam greve prejudicando seriamente o interesse público? Se os funcionários da cadeia Continente fizerem greve, os consumidores podem sempre comprar no Pingo Doce, no Lidl, no Minipreço, no Jumbo ou num qualquer supermercado. E esses funcionários deveriam mesmo fazer greve, pois por norma são explorados sem qualquer pundonor, tendo um trabalho enfadonho, monótono e maquinal. Mas quando um maquinista da CP faz greve, põe gravemente em causa o interesse público, pois a população fica sem comboio para se deslocar. Quando os professores anunciam greves para os exames nacionais, numa lógica chantagista, estão a pôr em causa o interesse magno da própria educação de milhares de crianças, as gerações futuras, ou seja, o interesse público.

Defender as greves no sector público, prejudicando o interesse público, é na realidade uma medida contraditória, ideologicamente falando. É aliás uma medida que tende a defender os interesses da direita, pois por norma, o público em geral guardará do funcionalismo público um sentimento adverso, de que o mesmo não existe para o servir. Atacar as greves no sector público, só pode ser uma medida de esquerda, pois salvaguarda o interesse maior do público, o bem comum, o zelo pela coisa pública, em detrimento dos interesses de uma determinada classe, os funcionários publicos.

Os grevistas do sector público necessitam de compreender, que as sucessivas greves apenas deterioraram a imagem do sector público, fazendo com que a generalidade das pessoas apoie a privatização dos referidos serviços. Defendo que em muitos mais sectores do funcionalismo público, as greves deveriam estar impedidas, aliás, tal como já acontece para os serviços de segurança. Os maiores carrascos dos serviços do Estado, dos serviços e do interesse públicos (e um homem de esquerda que defenda a Verdade tem que o dizer) foram os que foram promovendo e defendendo as sucessivas greves do sector público, um sector que por norma e em média, comparativamente falando, tem muitas mais regalias e benesses que os equivalentes do sector privado.

Nunca a defesa dos trabalhadores foi tão necessária como agora. Grassa por este país fora, a exploração e precariedade laborais, os pseudo-estágios e falsos recibos verdes aos milhares. Há 600 mil pessoas que ganham o ordenado mínimo, enquanto os maiores gestores das empresas do PSI-20 levam ordenados pornográficos para casa. O país já paga só de juros anualmente cerca de 5% do PIB que mais não faz do que alimentar "mamões" parasitas engravatados, neo-aristocratas da bolsa e especuladores de casino, que sugam os impostos dos portugueses. Tudo isto é verdade, mas tal não impede que um homem de esquerda, na magna defesa do interesse público, ataque também ferozmente uma elite, que ao fazer greve, põe em causa o próprio interesse público.

Assim, proponho a alteração da Constituição, para que na defesa do magno interesse público, se proíbam as greves em todas as administrações do sector público e empresas públicas. Na defesa do magno interesse público.

Sexta-feira, 24 de Maio de 2013

As garagens e a subsidiação ao automóvel

Fui administrador do meu prédio durante este último ano, e consultei todos as contas correntes do condomínio. Leiam pois sei do que falo, cerca de 50% dos custos do prédio são para a garagem, onde se inclui eletricidade, água, limpeza e manutenção de equipamentos (portões, exaustores CO, etc.)
 
Ou seja, quem não tem carro (como eu), sabe que metade das quotas de condomínio são pagas, para que as pessoas que têm carro, possam guardá-los longe do frio e da chuva. Pago eu assim, cerca de 40€ por trimestre (metade do total), para que os meus vizinhos tenham garagem para estacionar o seu carro.
 
De referir ainda, que após falar com alguns construtores civis, foi-me dito que as garagens representavam um acréscimo no custo do prédio, em cerca de mais 20% (devido às fundações). Ou seja, 20% do valor que paguei pela casa, foi para que os meus vizinhos tivessem um lugar para estacionar os seus carros.
 
Apenas um desabafo, de quem está farto de ouvir "bocas" de quem diz aos sete ventos que "os automobilistas são os maiores pagadores de impostos do país".
 
De referir ainda que a zona onde moro tem muita oferta de estacionamento na rua (benesses da CML), logo não consigo pôr a render o meu lugar, cedi-o aos vizinhos para parque de bicicletas.

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

Toda a Verdade sobre a Nossa Sra. de Fátima

 Não procuro aplausos, procuro obedecer à Verdade
        Bento XVI

Fui a Fátima neste domingo último, dia 12 de maio, numa peregrinação de bicicleta que partiu de Lisboa. Mais precisamente da Azambuja, pois fomos de comboio de Lisboa até Azambuja. No essencial fomos um grupo de seis cristãos devotos, conscienciosos do mundo que nos rodeia e respeitadores perante a mãe natureza, obra divina. Fomos peregrinos zero emissões, pois usámos o comboio, que se move por meios elétricos e bicicleta. Fizemos cerca de 100km de bicicleta por paisagens idílicas e edénicas, ao longo de duas serras (dos Candeeiros e de Aire). Passámos pela nascente do rio Alviela, percorremos os caminhos de xisto mais árduos ao longo de trilhos exigentes e onde a taxa de inclinação das subidas chegava aos 20 por cento. Descemos escarpas perigosas pelo meio da serra, e na maioria dos casos, tivemos de sair da bicicleta e subir com ela à mão. A grande parte do circuito foi feita fora do alcatrão, em caminhos pouco próprios para bicicletas, aliás seguimos escrupulosamente os caminhos de Fátima, que são essencialmente caminhos exclusivamente pedonais e não estão de todo adaptados para quaisquer tipo de veículos dada a sua irregularidade e o mau estado do piso. Na zona da Azambuja, na zona da lezíria do Tejo, contemplámos as paisagens deveras maravilhosas e vimos o brilhar do Tejo, de fronte das nossas vistas, à medida que acompanhávamos o seu trajeto.

Todavia, travo um combate com Fátima, um combate entre a razão e a paixão. Sou um homem fortemente dotado pela razão pura, pela análise, pela dialética, pela Filosofia, pela Verdade, pela Matemática. O matemático, em grego, não era aquele que lidava com números (esse título demos a Vítor Gaspar), o matemático, era o “estudioso do conhecimento” onde naturalmente os números eram apenas a ferramenta para compreender o universo e o mundo que nos rodeia.

Fátima surge então como um autêntico paradoxo teo-racional com que lido todos os dias. E passo a detalhar os diversos pontos de vista.

A minha visão dialética e racional

Fátima é um embuste, é a maior tanga nacional do século XX, a maior cena teatral que a Igreja concebeu em Portugal desde a fundação em 1143. Basta um pouco de análise filosófica para percebermos que coincidentemente os “milagres” de Fátima surgem em 1917, muito pouco tempo depois da implantação da República e exatamente no ano da revolução bolchevique. Lembremo-nos que a Primeira República era marcadamente anticlerical e laica. São conhecidos pensamentos marcadamente anticlericais nos homens da República, como a famosa previsão de Afonso Costa em acabar com o Catolicismo em três gerações. Fátima surge assim, especulativamente, através dos pensadores mais maquiavélicos da Igreja, no ano da revolução vermelha, como um contra-ataque à República e aos ideais comunistas que se aproximavam. A Igreja tornava-se cada vez menos apelativa nos seus discursos e rituais, mais hermética, menos emocional na sua doutrina, mais formal; o concílio Vaticano II, que aproximaria bastante os fiéis da Fé, seria apenas mais de 40 anos depois. Portugal tinha uma população marcadamente iletrada, rural e analfabeta. Interessava assim criar nos crentes uma entidade aglomeradora de paixão e fé, mais palpável e tangível, algo a que os homens e mulheres menores se pudessem agarrar, algo sensível aos sentidos.

A propaganda da República, assim como a do Socialismo era vincadamente emocional. Discursos apoteóticos, braços direitos no ar, cânticos, marchas, hinos, enquanto a Igreja continuava num marasmo emocional ligada a rituais quase crípticos difundidos em Latim, que o comum dos mortais não acolhia. Fátima surge então como o catalisador emocional para juntar todo uma igreja com pouca Fé. Ali está Nossa Senhora, é algo com quem podemos contar. Fátima surge assim como o catalisador dos descendentes de São Tomé.

Mas não deixa de ser um embuste, uma peça de teatro orquestrada pelas mais altas instâncias da Igreja para combater o anticlericalismo republicano e mação. Esta é a razão histórico-política, crua e dura, mas há mais.

Domingo, 12 de Maio de 2013

Os cães das tabaqueiras ladram perante a nova lei do tabaco na UE

Num estudo encomendado pela Philip Morris, a detentora da Tabaqueira em Portugal, a nova lei comunitária que rege a nova aparência dos maços de cigarro, vai gerar desemprego e fazer diminuir a receita fiscal. Para começar, questiono-me que credibilidade têm os estudos feitos a pedido e à medida do requerente? Hitler também deve ter mandado fazer muitos estudos que confirmavam que a melhor solução social para a Alemanha era exterminar deficientes mentais e judeus, assim como por certo devem haver estudos que referem que a globalização é deveras benéfica para os países em desenvolvimento, mesmo apesar dos eventos como o prédio no Bangladesh que ruiu e matou mais de 1000 pessoas. Como alguém dizia “a ciência não é neutra” e depende sempre do tipo de óculos com que vemos a realidade.

Segundo o estudo da Philip Morris as novas leis sobre o tabaco vão gerar desemprego e perda de receita fiscal.

Ora comecemos: Emprego. Estou deveras enjoado com estes estudos nauseabundos e ardilosos que evocam sempre o emprego como algo sacral que deve ser concedido a todo o custo e sem quaisquer contrapartidas. Bem sei que a altura é crítica mas haja decência. As fábricas de tecido no Bangladesh também davam emprego a muita gente. Os campos de concentração Nazis também davam emprego a muita gente, aliás Hitler é amplamente reconhecido por ter conseguido que a Alemanha nos anos 30 tivesse um crescimento económico fenomenal. A máfia Napolitana também dá emprego, assim como os cartéis de droga no México, na Argentina e no Brasil dão dinheiro a muita gente. Quando é que os mafiosos mexicanos decidem encomendar um estudo que comprove que a droga é um negócio que mata a fome a muita gente, essencialmente pessoas desfavorecidas? Se as novas regras do tabaco, segundo o estudo, vão gerar a perda de 175 mil postos de trabalho, talvez as mesmas novas regras salvem milhares de vidas, de adultos e de crianças, e permitam uma melhoria da qualidade de vida superior àqueles que eventualmente deixem de fumar.

E então vamos à receita fiscal. O estudo é ardiloso e aproveita-se do facto de a Europa passar por uma crise financeira onde os estados têm graves problemas de desorçamentação. É um golpe baixo, o mesmo argumento é usado por Ferreira de Oliveira, CEO da galp e o maior proxeneta de Portugal. Se o argumento é receita fiscal, façam como na Holanda, legalizem as drogas, a prostituição, e aí terão muita receita fiscal. Só na economia paralela no domínio das atividade de Vénus, o Estado poderia arrecadar milhões. Pensem também em liberalizar o uso de armas de fogo, drogas duras, clínicas privadas de eutanásia, de sodomia, legalizem os assassinos profissionais e façam-nos pagar impostos como trabalhadores liberais em regime de prestação de serviços. O argumento da cobrança fiscal não pode servir para tudo, até porque é totalmente falacioso. O que os estados na Europa gastam em cuidados de saúde com enfermos de tabaco é por certo muito, mas mesmo muito superior àquilo que arrecadam em impostos sobre o tabaco.

O tabaco mata 5 milhões de pessoas por ano (meio Portugal em cada ano) e já matou mais do que todas as grandes guerras juntas. Só no séc. XX o tabaco ceifou a vida a cerca de cem milhões de pessoas. É mais ou menos a população total de um país como o México, por isso cara Philip Morris, vai pó caralho mais os teus estudos da merda. Dito! 

Um ex-fumador que se livrou de satanás...

Sábado, 11 de Maio de 2013

PROCURA-SE: Sócrates, o ARDILOSO


Nunca Sócrates, o ateniense, um homem da razão pura e da Verdade, viria a saber que na Lusitânia nasceria um indíviduo que seria a sua antítese, no que concerne à Verdade, ao apuramento dos factos e à análise da razão pura. Ora segundo o Pordata, a dívida pública portuguesa em apenas três anos, entre 2005 e 2008, antes da crise, cresceu 26 mil milhões de euros.

Terça-feira, 7 de Maio de 2013

[Carta pública enviada ao Primeiro-Ministro] Consequências graves da elevada taxa de motorização de Portugal

Exmo. Sr. Primeiro-Ministro, Dr. Pedro Passos Coelho

Num momento em que todos os portugueses fazem sacrifícios estóicos no combate à crise, importa relevar que a austeridade poderá ser a oportunidade de oiro para mudar o nosso paradigma trágico no que concerne à mobilidade das pessoas e bens. Nos últimos anos tomámos medidas erradas, e não apenas do ponto de vista financeiro, mas também medidas muito graves no que concerne ao investimento público no campo da mobilidade, essencialmente rodovia, cujas consequências serão deveras gravosas para a saúde, bem-estar e economia dos portugueses.

Presentemente, Portugal, segundo a revista Forbes, tem a taxa de motorização absoluta mais alta do mundo com 778 veículos por cada 1000 habitantes e é o terceiro país da União Europeia com mais automóveis ligeiros per capita, revelando um comportamento de dependência nos seus quase 6 milhões de carros.

Em Portugal, os carros e os combustíveis representam cerca de um quarto das importações (2010). Em 2010 esse valor foi cerca de 16 mil milhões de euros, agravando seriamente a balança de pagamentos de um país a ser regido por credores, um país que perdeu soberania e que se transformou num protetorado, em parte devido ao défice acumulado da sua balança comercial. Há cerca de 6 milhões de automóveis em Portugal. Considerando um preço médio de €14000, obtém-se um valor patrimonial nacional de 82 mil milhões de euros, cerca de 50% do PIB e superior ao empréstimo total que Portugal obteve da troika. Considerando que um automóvel tem uma desvalorização média anual de cerca de 12%, o país perde de ativos todos os anos cerca de 10 mil milhões de euros, apenas na desvalorização do seu parque automóvel.

Sábado, 4 de Maio de 2013

DECO pode ganhar até 8 milhões de euros com leilão de eletricidade

A DECO, associação de defesa do consumidor lançou um leilão de eletricidade, onde conseguiu angariar cerca de 587 mil consumidores. Mas na altura de apresentar propostas apenas a ENDESA se chegou à frente, pois veja-se bem a DECO, no seu altruísmo na defesa do consumidor, segundo fontes da RTP, cobrava uma comissão de 15€ por cada consumidor angariado.

Ora, o que é mais que evidente, é que nem EDP, nem a Galp, nem a Iberdrola, nem a Gás Natural Fenosa, à exceção da ENDESA quiseram ir a leilão. Razão? Cobrança dos 15€ por cada consumidor angariado pela DECO. As contas são simples, se agora dos 587 mil consumidores, todos aderirem à ENDESA, única concorrente (como se faz um leilão com apenas um concorrente?) a DECO recebe da ENDESA, à custa dos consumidores, 8 milhões de euros.

Já a DECO em comunicado refere que a comissão é de apenas 5€ por angariação! Em que é que ficamos? 5€ ou 15€. Mesmo que seja 5€ o montante que a DECO receberá pode chegar aos 3 milhões de euros. Mas não é de colocar de parte também que tenha havido mesmo uma cartelização por parte de todos os operadores de eletricidade para que estes boicotassem o leilão da DECO. Como se a liberalização do mercado em Portugal, tivesse ao longo da história recente resolvido algum problema de concorrência de preços; somos dos que pagamos mais por telecomunicações e energia.

Quinta-feira, 2 de Maio de 2013

Mortos em "combate" nas estradas de Portugal

Entre 1961 e 1974, ao longo de 13 anos, morreram no ultramar na guerra colonial 8289 soldados portugueses. Entre 1991 e 2004, ao longo de também 13 anos, morreram nas estradas portuguesas 25644 portugueses, três vezes mais. 
Onde se encontra o seu memorial?

Sábado, 27 de Abril de 2013

Eslava



Da mulher eslava
não há quem me traga
uma pena na mão
para me escrever
o que me vai no coração

Da mulher eslava
que me prende e amarra
e que me revela a memória
de uma outra estória
que ouvi na ópera de Viena
de um gesto mais belo e puro
prometo que sois vós o veludo
sois vós a pena
e a trezena

Pois escrever-vos à mão
usando do coração
é escrever canhoto
é ser garanhão e potro
sois a laranja amarga e doce
sois o limão adocicado
sois o mel amargo
sois a negra rosa de inverno
sois o Cristo no Inferno
sois a pérfida mulher de César
sois a mãe de Hitler,
a mãe de Brutos
sois a ama de Átila
para um anarca
sois a Pátria.
Sois a discípula de Platão
sois a amada de um poeta
sois a Bíblia para o Corão
sois a língua de um profeta


De bin Laden, sois a mestra
em abril, sois só maio
num círculo, sois a aresta
num quadrado, sois o raio

Sois quem sois
não sois ninguém
sois o nada, sois o além
de zero a dez, sois o cem
Em percentagem, sois o mil
em binário sois o três
não há quem vos ache o percentil
sois o ano, o dia, o mês!

Sois Mulher bem o sei
Afrodite que em tempos vi
Um livro que eu já li
Na Anarquia, sois a Lei

Para Satã, sois o Cristo
para Deus, sois diabo
sois um filme nunca visto
por navegar, sois um cabo

Quinta-feira, 18 de Abril de 2013

My mind enlightens my pathway

It’s neither a candle nor a flashlight which enlightens the philosopher pathway; it’s his inner mind and reason, though.



Quarta-feira, 10 de Abril de 2013

Estação de Alcântara-Mar destruída e vandalizada

Quando atravessei as galerias da estação de Alcântara-Mar, nem quis acreditar ao estado a que chegou a estação, que é o principal ponto de transferência, entre a linha de cintura e a linha de Cascais, sendo atravessada diariamente por centenas de pessoas.

Isto revela, que os administradores da CP e/ou da Refer, por certo, não andam nos comboios suburbanos da cidade, andando sim, em opíparas viaturas automóveis pagas pela administração destas empresas públicas.

Bem, relato o que vi:
  • grafitos em todo o lado, não havendo a mais pequena área sem que tenha sido vandalizada
  • escadas rolantes todas desativadas (não sei como fazem as pessoas com mobilidade reduzida)
  • bilheteiras eletrónicas avariadas
  • bilheteiras "físicas" desativadas e vandalizadas
  • esteiras de cabos elétricos completamente enferrujadas
  • cabos elétricos embebidos em água
  • paredes (além de vandalizadas) com o reboco e tinta a cair de podre
  • enormes poças de água na base das escadas rolantes
  • estabelecimentos comerciais vandalizados (o café tem um anúncio a referir aos clientes que fechou por questões óbvias de segurança e higiene)
  • casas de banho (obviamente) fechadas
  • espaço para contadores de água, a fazer de caixotes do lixo
  • poças de água no chão monumentais, devido a graves infiltrações e humidade
  • lâmpadas partidas a desativadas
  • bilheteiras do primeiro piso fechadas para "almoço"
As pessoas, com quem falei, dizem-me que a situação perdura há alguns anos, e que têm havido acidentes graves, com pessoas de terceira idade.

Bem sei que a culpa não pode ser unicamente imputada à CP ou Refer, pois isto é obra da mais nojenta estirpe de vândalos urbanos, mas poderia também haver mais zelo por parte da CP/Refer na segurança destes locais, até porque, veja-se bem, encontrei sistemas de vídeo vigilância.

De referir ainda, que poderá haver também responsabilidades por parte da autarquia de Lisboa, pois esta galeria serve também de acesso pedonal, para quem quer atravessar a linha de Cascais, da zona de Alcântara para a doca de Santos.

Sendo eu assíduo defensor dos transportes públicos, deixo a pergunta: com uma estação destas só os heróis e os pobres, é que se atrevem a ter vontade de andar de transportes públicos!

Expositor comercial partido

Galerias cheias de grafitos

Segunda-feira, 1 de Abril de 2013

How to put your camera online in the Internet

There are four main steps you should take to put your camera online, whether it points to your baby, your pet, your garden or the street where you live. 



First I recommend you to buy an IP camera, preferably wireless 

You might do it with a common web camera, but you’ll need a server running on your machine, so the camera won’t work if you turn off your computer. So I strongly suggest an IP camera, because it has its own CPU running, receiving and sending image data packets. I used an Axis 207W but it is now discontinued. If you don’t need audio you may use for example an Axis M1011-W. Reliable and not expensive, it worth the price!

If you buy it wireless, you’ll need to configure it first connected with the ethernet cable. Go to your camera wireless configuration, choose one unused fixed IP on your LAN (192.168.1.33 for example), insert the router local IP and subnet mask, the SSID and password of your wireless network, and the camera shall be working with wireless mode. 

Sábado, 30 de Março de 2013

Lisboa está moribunda, espevitemo-la!

Vivifique a sua cidade, tome o pequeno almoço em Lisboa
Esta Lisboa, fenícia, bárbara, moura, cristã, que viu partir as caravelas dos descobrimentos, que viu viver Camões que deambulando a pé pelas suas artérias se dedicava à boémia da escrita apaixonante, romântica e idílica; que viu nascer e viver Pessoa que vagava sob efeito de ópio, pelos seus cafés, enquanto grafava num qualquer papiro mais um poema sebastiânico; que viu Amália cantar os mais apaixonantes fados pelas suas tascas e tabernas mais pitorescas; esta Lisboa onde nasci e onde jogava à bola numa praceta que hoje é um parque de estacionamento; esta Lisboa, onde os putos do Carmo jogavam ao peão, onde os homens da Rotunda deram a eficácia para a revolta republicana, onde a aristocracia novecentista organizava passeios dominicais pela primavera, onde as mulheres da vida “atacavam”, onde as crianças brincavam nas ruas e nas praças, onde os cães, os gatos e até galos, frangos e patos passeavam livremente; esta Lisboa, a minha Lisboa, está hoje podre, putrefacta, decrépita, moribunda, nauseabunda, abandonada (qual termo homónimo para o título da famosa canção popular) entregue aos bichos, ao lóbi do automóvel, das grandes superfícies, cujos jardins se transformaram em espaços para dejetos fecais de indigentes e animais canídeos.

Lisboa transformou-se numa espécie de Marte por revolucionar (vede “Desafio Total” com Arnold Schwarzenegger), cujo ar é tão impróprio e tão nefasto, que os indivíduos necessitam de habitar e conviver apenas em espaços fechados, isolados do mundo exterior, este último extremamente perigoso e letal. E não é o ar rarefeito (que existe em Marte), que mata os munícipes lisboneses, é antes o ar poluído, pois dados do EuroStat referem que Portugal é o segundo país da UE onde há mais mortes por pneumonia, sabendo-se que os motores de combustão dos automóveis provocam graves maleitas para o sistema respiratório, pneumonia inclusive; não esquecendo ainda que Portugal (em que Lisboa não foge à regra, devendo até superar) tem a terceira maior taxa de motorização da UE.

Em “Desafio Total” era o ar exterior que matava os habitantes de Marte, assim como as diversas guerrilhas que defendiam a independência do planeta, para se livrarem da companhia de ar, que cobrava preços exorbitantes pelo m3 de oxigénio. Em Lisboa há outra guerra, mais sonora, sem balas, mais cibernética, mais bairrista, que é a guerra que luta contra a hegemonia automóvel na cidade, cujas consequência são a título de exemplo uma média de 2,2 atropelamentos por dia, com imensas fatalidades, incluindo crianças e idosos. Lisboa precisa de ser reconquistada, qual sacra Reconquista afonsina, qual grande cruzada papal, contra os infiéis das gasolineiras e da indústria automóvel, homens ímpios e iníquos que venderam esta polis aos interesses estrangeiros, Lisboa precisa de ser vivida, qual árvore que vive e sente o alvorecer da primavera, que é extremamente feliz no verão, que é soturno no outono e que se recolhe no inverno. Lisboa precisa de sentir as estações, de respirar ar puro, de ver os seus filhos por si penetrarem, percorrerem e vivificarem.

Todavia, hoje à data que escrevo, apesar de estar um excelente dia primaveril, os pagãos e os profanos pegam no seu popó e vão até ao Colombo, até ao Cascais Shopping (para ver a marginal, de carro claro está), vão até ao FreePort (aborto urbanístico e ambiental construído à custa de muita corrupção de um tipo que foi primeiro-ministro e que quem o ouve não o leva preso), e esquecem a cidade que os acolhe. O povo enfia-se nos covis do Eng.º Belmiro de Azevedo, compra o que não precisa com o cartão Barclaycard, e deixa a sua cidade ao abandono dos carros que estacionam em cima do passeio, das autoestradas citadinas que destroem o espírito bairrista, e da poluição atmosférica e sonora excessivas.

Vamos fazer renascer Lisboa, vamos vivificar Lisboa, vamos reocupar, conquistar, saltear Lisboa, ou porque não, algo mais simples e igualmente eficaz, vamos apenas juntarmo-nos e tomar o pequeno-almoço em Lisboa!